terça-feira, 7 de julho de 2026

BRB pode pegar multa de R$ 3 milhões por atraso em balanço

 

O Banco de Brasília (BRB) enfrenta a possibilidade de acumular até R$ 3 milhões em multas por não ter divulgado, no prazo estabelecido, as demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025. As penalidades, calculadas com base nas regulamentações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central (BC), começaram a incidir a partir de 1º de abril de 2026, data subsequente ao término do prazo para a publicação dos balanços.

O que aconteceu

  • O BRB pode ter acumulado R$ 3 milhões em multas por não divulgar as demonstrações financeiras de 2025 no prazo.
  • As sanções são impostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Banco Central (BC), com cobrança limitada a 60 dias.
  • O descumprimento pode levar a sérias consequências regulatórias, incluindo a suspensão do registro de companhia aberta.

O cálculo das multas considera as diretrizes da CVM, que prevê penalidades de aproximadamente R$ 1 mil por dia para companhias abertas que atrasam a apresentação de informações periódicas. Como o BRB possui ações negociadas em bolsa, a instituição está diretamente sujeita a essa regra.

Paralelamente, o Banco Central pode aplicar sanções financeiras bem mais elevadas, que podem chegar a R$ 50 mil por dia. O valor exato dessas multas é determinado pelo porte da instituição financeira e pode ser agravado em casos de reincidência, refletindo a gravidade do descumprimento regulatório.

A ISTOÉ tentou contato com o BRB e o Banco Central para obter a confirmação sobre o montante das multas já efetivamente aplicadas, porém, não obteve resposta até o momento da publicação desta reportagem, o que ressalta a falta de transparência sobre a situação.

Legislação limita as cobranças diárias?

Apesar de as penalidades serem de natureza diária, a legislação brasileira estabelece um teto para a sua incidência. As multas podem ser cobradas por um período máximo de 60 dias consecutivos, mesmo que o atraso na divulgação das demonstrações financeiras persista. Com base nesse limite, o valor potencial total das sanções pode atingir aproximadamente R$ 3 milhões.

Considerando que já se passaram mais de 90 dias desde a data limite para a publicação dos balanços, o BRB já teria alcançado o montante máximo das multas estipuladas. Contudo, a instituição permanece em situação irregular perante os órgãos reguladores, o que pode gerar desdobramentos adicionais.

Quais outras sanções o BRB pode enfrentar?

Além do impacto financeiro direto, a ausência das demonstrações contábeis pode desencadear consequências regulatórias mais severas para o Banco de Brasília. A não entrega de informações obrigatórias pode expor a instituição a uma série de medidas punitivas.

De acordo com a regulamentação da CVM, companhias abertas que falham em cumprir suas obrigações informacionais correm o risco de serem incluídas na relação de emissores inadimplentes, além de se sujeitarem a processos administrativos sancionadores. Em situações mais críticas, o registro de companhia aberta pode ser suspenso ou, em casos extremos, até mesmo cancelado.

A suspensão ou o cancelamento do registro de companhia aberta impediria o BRB de atuar no mercado de capitais como uma entidade de capital aberto, gerando um impacto devastador em suas operações e na confiança dos investidores.

No âmbito do Banco Central, o atraso na divulgação dos balanços também pode resultar na aplicação de medidas adicionais de fiscalização e sanção, conforme previsto na vasta regulamentação do sistema financeiro nacional. Essa fiscalização rigorosa busca assegurar a estabilidade e a transparência do setor.

Especialistas do mercado financeiro avaliam que a prolongada demora na divulgação das demonstrações financeiras tende a acentuar a insegurança entre investidores e analistas. Tal cenário pode provocar um aumento na volatilidade dos ativos ligados ao banco e, consequentemente, ampliar o desgaste institucional da instituição no mercado.

O que a CVM informou sobre o caso?

Em nota oficial, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esclareceu que monitora atentamente o cumprimento da obrigação de divulgação periódica das informações financeiras pelas companhias abertas. A autarquia reafirma seu compromisso em fiscalizar o mercado e garantir a conformidade.

O órgão regulador indicou que o atraso na entrega dos balanços caracteriza um descumprimento das normas do mercado de capitais, o que pode resultar na aplicação de multa diária, limitada ao período de 60 dias. A CVM ainda pontuou que o valor específico da penalidade varia de acordo com o tipo de documento que deixou de ser apresentado.

A CVM também destacou que empresas em situação de inadimplência podem ser cadastradas em um registro específico. Nos casos considerados mais graves, a autarquia tem a prerrogativa de suspender ou até mesmo cancelar o registro da companhia, impedindo-a de operar no mercado como companhia aberta, medida que visa proteger os investidores e a integridade do sistema.

Com alívio da guerra, Petrobras reduz em 14,5% preço do querosene de aviação

 

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) que reduziu o preço de venda do querosene de aviação (QAV) em 14,5%. O preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido.  

A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro.

A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.

No ano, no entanto, o combustível usado por aviões e helicópteros ainda está 40,5% mais alto que o do final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro. 

Com a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.

O motivo principal foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu.

Aumentos nos últimos meses

Em abril, a Petrobras reajustou o QAV em 55%. Em maio houve alta de 18%. Na ocasião, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. Em junho a empresa reduziu o QAV em 14,2%.

A atenuação dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal iniciasse o processo de retirada de subsídios (espécie de reembolso) às empresas produtoras e importadoras de combustíveis. A medida era uma forma de impedir choque de preços para o consumidor final.

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm o preço definido no mercado internacional.

A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores.

A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.

Petróleo em novo patamar

Em entrevista à Reuters, a presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o preço do barril do petróleo parece ter se estabelecido em novo patamar de US$72 a US$75, embora o mercado ainda não tenha normalizado e a guerra no Oriente Médio continue impondo incertezas.

“(O mercado de petróleo) ainda não voltou ao normal, mas US$72-75 parece mesmo um novo patamar”, disse.


Restituição do IR: quem pode ser contemplado no lote especial de ‘cashback’ e como consultar

 

A consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda, o chamado ‘cashback’, será aberta na próxima quarta-feira, 8 de julho, a partir das 9h, no site da Receita Federal.

O lote é destinado a contribuintes que não entregaram declaração no ano passado por não estarem obrigados, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 (ano-calendário). O pagamento é limitado a R$ 1 mil e será feito no dia 15 de julho, diretamente na conta do contribuinte vinculada à chave Pix do tipo CPF.

É a primeira vez que o governo pagará restituição para contribuintes que não entregaram a declaração de IR. A estimativa é que cerca de 4 milhões de brasileiros sejam contemplados, com a liberação de cerca de R$ 500 milhões em restituições.

Para calcular a restituição, a Receita utilizou dados já disponíveis em suas bases para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, permitindo identificar eventuais valores a restituir sem necessidade de ação prévia do contribuinte.

“A medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber valores a que têm direito por desconhecimento ou por não estarem obrigados a declarar o imposto”, informou a Receita em comunicado.

Quem pode ser contemplado no lote especial

O lote especial é destinado a contribuintes que atendam, cumulativamente, aos seguintes critérios:
  • Não estavam obrigados a entregar a declaração do IRPF relativa ao exercício de 2025;
  • Não apresentaram declaração por iniciativa própria;
  • Tiveram imposto de renda retido na fonte ao longo de 2024;
  • Possuem valores a restituir, limitados a até R$ 1.000 por contribuinte;
  • Possuem CPF em situação regular e chave Pix vinculada ao CPF.

Como consultar

A partir de 8 de julho, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado na página da Receita Federal. O contribuinte também poderá usar o aplicativo Receita Federal para realizar a consulta.

Na página da Receita Federal>Meu Imposto de Renda será possível acessar a declaração gerada automaticamente, que contará com as mesmas funcionalidades de uma declaração tradicional, permitindo: iInclusão de informações adicionais, se necessário; e retificação ou ajuste antes da conclusão do processamento.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Sete Magníficas perdem US$ 2 trilhões em valor em junho. Vale a pena investir agora?

 

As grandes empresas de tecnologia sofreram um baque no mês de junho, puxadas pelo receio dos investidores com juros altos prolongados, cobranças sobre o real retorno dos investimentos em inteligência artificial e alta no mercado global de semicondutores.

Levantamento da Economatica mostra que as sete magníficas, empresas de tecnologia mais valiosas do planeta, perderam US$ 2,03 trilhões em valor de mercado em junho. A Microsoft liderou as perdas, recuando 17,15%, seguida da Amazon (-11,93%), Meta (-10,78%) e Apple (-7,27%). Veja ranking abaixo:

Desempenho das 7 Magníficas

Olhando para o acumulado de 2026, o cenário, no entanto, não foi tão catastrófico. Algumas companhias valorizaram, entre elas Alphabet (13,54%), Apple (6,97%), Nvidia (6,08%) e Amazon (5,23%). E na contramão, Tesla, Meta e Microsoft acumularam perdas de 3,99%, 13,16% e 20,78%, respectivamente.

A grande dúvida dos investidores é se as perdas de junho tendem a se prolongar no longo prazo ou se é apenas um momento ruim do mercado ou um movimento de realização de lucros.

O que está por trás da fuga dos investidores?

Segundo os especialistas, foram vários os gatilhos que provocaram o tombo das Magníficas. Renato Nobile, CEO e CIO da Buena Vista Capital, afirma que o mercado passou a exigir evidências concretas do retorno sobre o capital investido em IA.

“Com um capex anual projetado de US$ 750 bilhões para o setor, os investidores começam a questionar a viabilidade e o prazo de maturação desses investimentos”, diz.

Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o cenário de juros mais altos e custo de capital elevado também impactou no desempenho da Magníficas. Ele destaca que existe uma realocação de capital em função do valuation, porque muitos investidores questionam o ritmo atual de crescimento das empresas ou projeções de lucro versus o preço das ações na bolsa.

Já para Bruno Corano, economista da Corano Capital, não há uma fuga de investidores e sim um movimento de rotação seletiva nas carteiras. “O investidor começou a separar quem está gastando centenas de bilhões em IA de quem está vendendo a infraestrutura dessa IA”, observa.

Nobile pondera que a rotação ocorre também para outros setores da bolsa. Ele cita o índice Russell 2000, que reúne pequenas empresas dos EUA, que superou o Nasdaq 100 pela primeira vez em vários anos, com investidores realizando lucro em big techs para buscar oportunidades em segmentos descontados.

Mercado cobra que IA gere valor

Empresas como Microsoft, Amazon, Alphabet e Meta pretendem gastar bilhões de dólares em infraestrutura em IA em 2026, mas segundo Corano, o grande conflito é que o mercado ainda não está vendo esses gastos se traduzirem em receita. “O mercado não está mais aceitando apenas a narrativa de ‘IA vai mudar tudo’. Agora ele quer ver receita, margem, produtividade e retorno sobre capital investido”, comenta o economista.

A grande questão, na visão de Corano, é quem realmente captura valor econômico com Inteligência Artificial. Ele destaca que boa parte do valor gerado pode ficar com a Nvidia, TSMC, Micron, Broadcom e fornecedores de infraestrutura. “E não necessariamente com as plataformas que estão gastando”, alerta.

Para os especialistas, a queda das Magníficas é transitória, mas no longo prazo ainda há expectativa de ganhos de eficiência, expansão de ecossistemas e maior monetização de dados.

Semicondutores mudaram o jogo

Segundo projeções da IDC, o mercado global de semicondutores pode atingir US$ 1,29 trilhão em 2026, com crescimento de 52,8% ao ano, puxado por infraestrutura de IA e memória.

Corano destaca que para as Magníficas o peso dos semicondutores é enorme, mas assimétrico. A Nvidia é a que mais se beneficia, com alta demanda por semicondutores e infraestrutura de IA, mas há riscos se o custo total da IA ficar alto demais, fazendo os clientes desacelerarem as compras.

Já para Microsoft, Alphabet e Meta, a alta no preço dos semicondutores é custo de investimento. “O problema é que isso aumenta o capex, pressiona o fluxo de caixa livre e eleva o ponto de equilíbrio da monetização”, avalia o economista.

Na Apple, o impacto é sentido na cadeia de hardware. “Se os componentes sobem muito, a Apple tem três escolhas: absorver margem menor, repassar preço ou reduzir especificações”, destaca Corano.

Já na Tesla, ele comenta que o efeito é misto, porque semicondutores são essenciais para carros, direção autônoma e infraestrutura de IA, mas a empresa já enfrenta pressão de margem no negócio automotivo.

O que esperar?

Os especialistas consultados afirmam que os balanços das Sete Magníficas do 2º trimestre serão um teste decisivo para o desempenho das ações destas empresas.

“Se os dados mostrarem crescimento consistente em receita de nuvem e melhora no fluxo de caixa, isso restabelece confiança e pode atrair retorno de capital no segundo semestre”, avalia Sidney Lima.

Nobile acrescenta que no momento não estamos diante de um bear market estrutural, ou seja, a queda no preço das ações representa mais uma oportunidade de alocação do que o início de um ciclo de baixa prolongado.

Contudo, os especialistas fazem a ressalva que se a temporada de balanços do 2ºTRI mostrar apenas gastos e pouca receita incremental, a correção no preço das ações dessas companhias pode durar mais tempo.

Vale a pena investir agora nas Sete Magníficas?

Os especialistas citam a Microsoft como uma das alternativas mais interessantes após queda de 17,15% nas ações em junho. Corano aponta que a companhia tem estrutura robusta para monetizar IA no ambiente corporativo e representa uma oportunidade para ganho de capital e dividendos modestos. “O risco estaria no tamanho do capex e velocidade de retorno exigida pelo mercado”, pontua.

Já a Nvidia é a mais beneficiada pela corrida de IA, mas o mercado precifica expectativas elevadas. Nobile reforça que com a valorização expressiva das ações, a relação preço/lucro da Nvidia também melhorou porque o lucro acompanhou o desempenho dos papéis.

No caso da Alphabet, os especialistas enxergam oportunidade tanto para ganho de capital como retorno via recompra de ações relevantes. Além de ter um valuation atrativo e um portfólio sólido de replicar. Mas apontam como risco a disrupção da IA generativa que pode reduzir cliques e receita publicitária.

Na Apple, Sidney Lima já enxerga a cobrança do mercado sobre o fator IA, mas acredita que a tese é capaz de oferecer ao investidor tanto ganho de capital quanto dividendos, embora a empresa precise se provar nessa nova fase forte de crescimento.

Na Meta, também é possível obter ganho de capital, recompras de ações e dividendos modestos, mas a companhia tem o desafio de superar a desconfiança do mercado, que já estava reticente desde os gastos excessivos com metaverso. “O aumento expressivo de capex com IA pode voltar a gerar desconfiança”, avalia Corano.

Enquanto a Tesla é vista pelos especialistas como o investimento mais especulativo entre as Magníficas, dado que seu valuation depende de promessas futuras (robô táxi, robôs, direção autônoma), entre outros, mas representa oportunidade de valorização.

Por último, Corano cita a Amazon, cujo crescimento em nuvem também exige investimento pesado. Dividendos estão descartados no curto prazo, mas há espaço para ganho de capital.

Leia a reportagem completa no B3 Bora Investir

 

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Com salto nas exportações em junho, governo eleva projeção de superávit comercial em 2026

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projetou nesta sexta-feira, 3, que o Brasil fechará 2026 com um superávit comercial de US$ 90 bilhões em 2026, bem acima do saldo de US$ 72,1 bilhões estimado para o ano em abril, prevendo um desempenho mais forte das exportações.

Se confirmado, o superávit comercial de US$ 90 bilhões será o segundo maior da série histórica, abaixo apenas de 2023, e ficará 32,3% acima do registrado em 2025, quando o país teve um saldo positivo de US$68,1 bilhões.

“Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação, quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, disse o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão.

A nova estimativa aponta para exportações de US$ 394,4 bilhões neste ano, US$ 30,2 bilhões acima da previsão feita em abril. Para as importações, o MDIC espera um valor de US$ 304,4 bilhões, uma elevação de US$ 12,3 bilhões em relação à previsão anterior.

No primeiro semestre, o país acumulou um superávit comercial de US$ 42,357 bilhões, acima do saldo positivo de US$30,187 bilhões dos seis primeiros meses de 2025. Nos primeiros seis meses do ano, as exportações totalizaram US$ 184,8 bilhões e as importações, US$ 142,4 bilhões. Veja aqui os dados da balança comercial.

Exportações de petróleo, minério de ferro e soja avançam

Em junho, o Brasil registrou um superávit de US$ 9,758 bilhões, valor próximo ao projetado por economistas em pesquisa da Reuters, que apontava para um superávit de US $9,9 bilhões. O desempenho do mês foi fruto de US$ 36,277 bilhões em exportações, uma alta de 24,9% ante junho de 2025 e valor recorde para todos os meses da série histórica, e de US$ 26,520 bilhões em importações, elevação de 14,4%.

Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, que teve um aumento de 58,4% puxado por alta de quase 80% na venda de petróleo bruto.

A alta expressiva nas vendas de petróleo ao exterior se deu a despeito do imposto de exportação de 12% implementado pelo governo em março para estimular a permanência do produto no mercado interno em meio ao conflito militar no Oriente Médio. A ampliação dos embarques deve reforçar o caixa do governo, embora haja uma defasagem de dois meses para o recolhimento do tributo.

Os embarques de petróleo totalizaram 8,48 milhões de toneladas no mês, avanço de 6,8% na comparação anual.

Também figurando entre os principais destaques da pauta exportadora, as vendas externas de minério de ferro e seus concentrados cresceram 17,7% em junho ante um ano antes, para 42,23 milhões de toneladas. Em valor, os embarques somaram US$2,85 bilhões, alta de 20%, enquanto o preço médio avançou 1,9%, para US$67,42 por tonelada.

No agronegócio, as exportações de soja alcançaram 14,50 milhões de toneladas em junho, avanço de 8% sobre o mesmo mês de 2025. Em valor, os embarques totalizaram US$ 6,26 bilhões, alta de 17,3%, com o preço médio subindo 8,5%, para US$431,62 por tonelada.

Entre outros destaques do mês, as exportações de café não torrado somaram 167,9 mil toneladas, aumento de 25,4% na comparação anual, enquanto a receita ficou praticamente estável, em US$935,6 milhões, alta de 0,2%, pressionada pela queda de 20,1% no preço médio.

No segmento de proteínas, os embarques de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada chegaram a 279,7 mil toneladas em junho, alta de 16,0% sobre um ano antes, com receita de US$1,83 bilhão, avanço de 39,2%. Já as exportações de carnes de aves somaram 452,5 mil toneladas, crescimento de 44,6%, enquanto o valor exportado aumentou 62,4%, para US$912,8 milhões.

Do lado das importações, houve alta de 34,0% na chegada ao país de bens de consumo, 11,6% para combustíveis, 10,9% para bens intermediários e 5,7% para bens de capital.

 

 https://istoedinheiro.com.br/com-salto-nas-exportacoes-em-junho-governo-eleva-projecao-de-superavit-comercial-em-2026

Expectativa para inflação cai pela 1ª vez em quatro meses; entenda

 

A expectativa para a inflação deste ano na pesquisa Focus foi reduzida pela primeira vez após 16 semanas, de acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.

Os analistas consultados pelo BC veem agora alta de 5,30% do IPCA em 2026, de 5,33% na semana anterior. A revisão para baixo acontece após 15 semanas de altas seguidas e uma de manutenção.

O IBGE divulga na sexta-feira os dados de junho do IPCA, após avanço de 0,58% em maio que levou a inflação em 12 meses a 4,72%.

Mas para 2027 a conta no Focus subiu pela sétima vez, a 4,18%, de 4,17% antes. Para o ano seguinte a estimativa segue em 3,70%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou ainda manutenção da perspectiva para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano em 1,99%. Para 2027 a projeção melhorou em 0,01 ponto percentual, a 1,69%.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não houve alteração no cenário para a política monetária, com a Selic calculada em 14,0% em 2026 e 12,0% em 2027.

Com a taxa básica atualmente em 14,25%, os especialistas veem corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto do BC.

 

 

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Google perde batalha contra multa bilionária imposta pela União Europeia em caso Android

 

O Google, da Alphabet, perdeu nesta quinta-feira, 2, a batalha contra uma multa recorde imposta pelas autoridades antitruste da União Europeia há oito anos por uso do seu sistema operacional móvel Android para bloquear concorrentes — uma decisão judicial que provavelmente intensificará a repressão da Europa às grandes empresas de tecnologia.

A Comissão Europeia havia inicialmente aplicado uma multa de 4,34 bilhões de euros ao Google em 2018 por seus acordos que obrigavam os fabricantes de celulares a pré-instalar o Google Search, o navegador Chrome e a loja de aplicativos Google Play em seus dispositivos Android e os impediam de utilizar sistemas Android concorrentes.

Posteriormente, um tribunal de primeira instância reduziu a multa para 4,1 bilhões de euros em 2022, depois que o mecanismo de busca mais popular do mundo contestou a penalidade da UE. O Google então recorreu ao Tribunal de Justiça da União Europeia, com sede em Luxemburgo, a mais alta instância judicial da Europa.

O órgão regulador antimonopólio da UE acusou o Google de abusar da popularidade de seu sistema operacional Android para sufocar a concorrência. O tribunal deu razão à autoridade antitruste da UE.

“O recurso interposto pelo Google e sua controladora, a Alphabet, contra a sentença do Tribunal Geral é indeferido, confirmando assim a penalidade imposta pelo abuso de posição dominante do Google Search no contexto do sistema operacional Android”, afirmaram os juízes.

Um porta-voz do Google afirmou que a decisão não levou em conta seus investimentos para garantir que o Android permaneça aberto, interoperável e gratuito.

“De qualquer forma, adaptamos nossos acordos para cumprir a decisão inicial já em 2018 e continuamos focados na inovação contínua e na abertura para nossos usuários, parceiros e desenvolvedores”, afirmou o Google.

O Google acumulou cerca de 11 bilhões de euros em multas da UE nas últimas décadas por diversas infrações antitruste.

É provável que receba mais multas por supostamente favorecer seus próprios serviços e produtos nos resultados de busca e por práticas relacionadas à sua loja de aplicativos, ambas abrangidas pela Lei dos Mercados Digitais, que visa conter o poder das grandes empresas de tecnologia.