sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Inmetro inaugura delegacia cibernética contra produtos irregulares no comércio online

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Foi inaugurada nesta sexta-feira, 28, em São Paulo uma delegacia do Inmetro que vai monitorar sites de comércio eletrônico para identificar produtos vendidos de forma irregular. A cerimônia de inauguração, promovida em meio à Black Friday, teve a participação do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e do presidente do Inmetro, Márcio André Brito.

A delegacia cibernética está localizada na rua Teixeira da Silva, uma travessa da avenida Paulista, onde também funciona a Defensoria Pública da União.

Foi criada para enfrentar o avanço das fraudes digitais no comércio online, especialmente a venda de produtos sem certificação obrigatória, registro e instrumentos sem aprovação, com informações técnicas manipuladas ou com selos do Inmetro aplicados de forma enganosa.

A delegacia funcionará de forma integrada a uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para monitorar sites e plataformas de e-commerce, identificando também anúncios de produtos suspeitos.

O sistema cruzará informações com as bases oficiais de produtos certificados para identificar possíveis irregularidades.

Quando forem detectados indícios de irregularidade, a delegacia cibernética comunicará a plataforma de e-commerce para orientar a retirada do anúncio, notificando o responsável.

Caso seja confirmada uma irregularidade, o Inmetro aplicará auto de infração e multa, que pode chegar a R$ 1,5 milhão.

Sucesso absoluto na China, live commerce cria nova onda para empresas do Brasil, diz Bazinho Ferraz

 

De olho no crescimento expressivo do mercado chinês com o live commerce – venda de produtos em transmissões ao vivo – e a tendência impulsionada pelo TikTok Shop, agências e empresas brasileiras vislumbram no modelo uma estratégia relevante que deve gerar receita e oportunidades no Brasil.

Bazinho Ferraz, fundador e presidente da Atmosphera&Partners.Co e Biosphera.ntwk – antigas B&Partners e B&P Ventures – avalia que o modelo tem ‘explodido’ para todas as categorias de venda.

O formato se tornou tão promissor que uma das empresas dentro do guarda-chuva da holding, a rede de canais Snack Content, abriu uma vertical dedicada inteiramente ao live commerce. A toada vai de encontro à cultura dos influencers, que é presente no Brasil e faz brilhar os olhos das marcas.

“Eu diria que nessa parte de vendas, a mistura do D2C (Direct-to-Consumer), nos marketplaces que sabem trabalhar o retail media e toda a parte de live shop, ou seja, toda a parte de vendas, é a tendência de sofisticação e de mudanças que está sendo trazida”, conta Ferraz.

Na avaliação de Ferraz, aliás, o marketing de influenciadores não está saturado, apenas tem sofrido transformações. Com essa nova possibilidade para gerar leads e vendas, o Brasil tem uma avenida de crescimento para o nicho, dado que o empresário relata que a China, atual benchmark dessa prática, é cerca de quatro vezes maior que o mercado doméstico em live commerce.

 


 

Por que a indústria adora live commerce

O Live Commerce (ou shopstreaming, live shop) não é nada mais do que a fusão entre streaming de vídeo ao vivo e e-commerce – uma estratégia de vendas na qual uma marca realiza uma transmissão ao vivo para demonstrar produtos, tirar dúvidas e interagir com a audiência, permitindo que o cliente compre o produto instantaneamente, muitas vezes sem sair da tela do vídeo.

O modelo se torna atrativo para as companhias à medida que gera um senso de urgência com gatilho de escassez, dando vazão a ofertas exclusivas da live e encurtando a jornada de compra.

Como há uma pessoa como host da transmissão, também há o fator da humanização, aproximando a marca do consumidor, quebrando a frieza de uma loja virtual estática.

Enquanto o e-commerce tradicional tem taxas de conversão médias de 1% a 2%, o Live Commerce pode chegar a taxas de 10% a 30% dependendo do engajamento, segundo estudos da McKinsey & Company.

Como a China se tornou ‘mãe’ do modelo e o que isso significa para o Brasil

A China é o berço e o maior mercado de live commerce do mundo. No dragão asiático, comprar via livestream tem se tornado cada vez mais comum, quase tanto quanto ir ao supermercado.

Isso, dado que o mercado chinês movimenta centenas de bilhões de dólares anualmente através de plataformas como Taobao Live (do Alibaba) e Douyin (o TikTok chinês). Em eventos como o “Singles’ Day”, bilhões de dólares são vendidos em questão de minutos.

Há, nesse sentido, o Papel dos KOLs (Key Opinion Leaders), figuras de influenciadores que chefiam esse movimento. São celebridades massivas e possuem uma confiança extrema do público.

Existe um ecossistema completo, com academias para treinar influenciadores em vendas – vide o exemplo icônico de Austin Li, conhecido como “Rei do Batom”, que vendeu US$ 1,7 bilhão em produtos em uma única live de 12 horas.

No WeChat é possível assistir, conversar, pagar e rastrear o pedido sem nunca trocar de aplicativo, o que fortalece muito o vínculo com o influenciador.

O modelo, assim, se torna promissor no Brasil dado que o país é considerado um dos mais hiperconectados do mundo. O relatório Global Digital Report cita o Brasil como um dos três países do mundo em que se passa mais tempo na internet. O brasileiro médio dedica mais de 9 horas por dia conectado, conforme os dados – e dessas nove horas, a maior fatia fica com as redes sociais.

Um estudo da Nielsen também destaca o Brasil como o país com o maior número de influenciadores digitais do Instagram per capita, apontando que se trata de um dos pouquíssimos lugares em que a categoria de creators tem mais relevância e engajamento do que celebridades tradicionais, como atores de TV.

B&Partners dá lugar à Biosphera.ntwk. e Atmosphera&Partners.Co

A B&Partners passa por uma reorganização que marca uma nova etapa do grupo. Após seis anos de operação e faturamento global que já supera R$ 1,3 bilhão em 2025, a empresa apresenta a gestora Atmosphera&Partners.Co e adota uma nova marca para sua rede: Biosphera.ntwk.

O anúncio redefine a estrutura do ecossistema criado pelo empresário Bazinho Ferraz, que agora amplia sua atuação no mercado de capital e no desenvolvimento de negócios.

O grupo, anteriormente focado na integração de empresas independentes, reúne 16 companhias, mais de 1.350 profissionais e uma base de clientes distribuída em oito países. A rede opera conectando áreas de tecnologia, dados, criatividade e consultoria.

A Atmosphera&Partners.Co inicia suas atividades com um modelo voltado à criação de FIPs, VCs e FIDCs, além de estruturar operações de M&A no Brasil e no exterior. A gestora passa a formar um hub que conecta investidores, empresas e startups em diferentes fases de maturação, com foco em originação de oportunidades e gestão de ativos.

Parte desse escopo inclui a BIOS, área interna responsável por soluções em tech, finanças, jurídico, estratégia e M&As. A gestora também incorpora uma fintech própria em formato Banking as a Service, com serviços como crédito, antecipação de recebíveis, venture bridge, cartões e conta digital.

Entre os investimentos já realizados estão participações na DataBeats, que atua com análise de dados por meio de agentes de IA, e na Postmetria, que monitora reputação e experiência do consumidor. A gestora posiciona esses aportes como exemplos da estratégia de unir capital, inovação e expansão de negócios.

Já a Biosphera.ntwk passa a assumir o lugar da B&Partners como marca que representa toda a rede de empresas. O desenvolvimento da nova identidade envolveu Estúdio Eixo, Ampfy e MAAR, que criaram um sistema visual baseado na ideia de redes interligadas e estruturas em movimento.

A Atmosphera&Partners.Co também adota um conceito alinhado à ideia de camadas que envolvem a biosfera. A metáfora reforça a função da gestora como plataforma que sustenta empresas e investimentos dentro do ecossistema.

Nos próximos meses, a Biosphera.ntwk planeja ampliar sua presença internacional e analisa aquisições em áreas de tecnologia e CRM. Outro ponto em desenvolvimento é a criação de um campus em São Paulo, previsto para concentrar atividades de inovação e colaboração.

Toda a operação passa a seguir um direcionamento AI First, integrando inteligência artificial em processos, produtos e modelos operacionais. A rede avalia essa abordagem como essencial para análises mais rápidas, previsões contínuas e criação de soluções conectadas a múltiplos mercados.

A rede oferece mais de 120 soluções organizadas em quatro eixos: Tech, Marketing, Sales e Consulting. As disciplinas incluem dados, IA, automação, mídia, influência, varejo, operações, estratégia, foresight e ESG.

As 16 empresas que compõem a Biosphera.ntwk mantêm atuação própria, mas operam em colaboração. Entre elas estão

  • Ampfy
  • BFerraz
  • Estúdio Eixo
  • Global Products
  • Just a Little Data
  • Just Live
  • New Vegas
  • Next Outsourcing
  • Nossa Praia
  • PlugIn
  • Score
  • Snack Content
  • SPONS
  • Vitrio
  • DataBeats
  • Postmetria

Bazinho Ferraz, fundador do grupo, afirma que o novo formato consolida um ciclo iniciado anos atrás, que combina criação de startups, operações de M&A e expansão contínua.

“Crescemos como poucos nos últimos anos, criamos startups e aceleramos empresas que fizemos M&A com uma média de crescimento de 32% ao ano, construímos a maior oferta de soluções end-to-end da América Latina e atendemos as maiores empresas do mundo em diversos setores e indústrias. Agora, damos um passo ainda maior com a estruturação de um veículo, a Atmosphera&Partners.Co para conectar capital e acelerar a próxima fase de crescimento”, afirma.


Taxa de desemprego cai para 5,4%, o menor patamar da série histórica; desocupados são 5,9 milhões

 

A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,4% no terceiro trimestre encerrado em outubro de 2025. Esse é o menor patamar da série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2012.

O desempenho do período representa uma queda de 0,7 ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o recuo foi de 0,2 ponto percentual.

A população desocupada no Brasil chegou a 5,9 milhões de pessoas, o menor contingente da série histórica. O resultado representa uma queda de 3,4% na comparação trimestral e de 11,8% no ano. Já a população ocupada alcançou 102,6 milhões.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado (exclusivamente trabalhadores domésticos) foi novamente recorde da série (39,2 milhões), com estabilidade no trimestre e alta de 2,4% (mais 927 mil pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,6 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 3,9% (menos 550 mil pessoas) no ano. O número de empregados no setor público (12,9 milhões) ficou estável no trimestre e subiu 2,4% (mais 298 mil pessoas) no ano.

O número de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 3,1% (mais 771 mil pessoas) no ano. A taxa de informalidade foi de 37,8% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), repetindo os 37,8% (ou 38,8 milhões) do trimestre anterior e abaixo dos 38,9% (ou 39,5 milhões) do trimestre encerrado em outubro de 2024.

STF/Moraes: Acordo Axia/União está sendo utilizado como forma de desistir de ADI

 Ministro Alexandre de Moraes desativa seu perfil no X

No início do julgamento, Moraes questionou qual é a relação dos arranjos firmados na conciliação (como o fim da obrigação da Axia de aportar recursos para a construção da usina nuclear de Angra 3) com a ação em análise. “Uma parte do acordo não tem nada a ver com jurisdição constitucional”, apontou o ministro.

“Qual é a relação da ação com os outros pontos (desinvestimento da Eletrobras, revisão do acordo de investimento, etc)? Não estou dizendo que isso é bom ou ruim, mas no português claro, qual é a relação disso com esta ADI?”, questionou Moraes.

Em seguida, o ministro Flávio Dino acrescentou: “Eu li a inicial e não vi qualquer alusão a esses fatos, nem Eletronuclear, Ambipar, acordo de investimento, Angra. E aí vem o acordo, e realmente minha dúvida é a mesma: por que trazer isso à homologação se não é objeto do litígio?”.

A ação foi ajuizada em 2023 pela Advocacia-Geral da União (AGU), questionando a limitação do poder de voto da União a 10%. O governo queria poder proporcional à participação na empresa, que é de 43%.

A análise da homologação do acordo começou no plenário virtual em outubro e foi suspensa por pedido de destaque de Moraes, o que reinicia o julgamento no plenário físico. O movimento indica que o ministro pode apresentar uma divergência. Até a suspensão, haviam três votos para homologar o acordo: do relator, Kássio Nunes Marques, e dos ministros Dias Toffoli e Edson Fachin.

Na sessão desta quinta-feira, 27, os advogados apresentaram sustentações orais. O presidente da Corte, Edson Fachin, disse que o julgamento será retomado na próxima semana “se possível”, a depender da fila de ações pendentes de análise.

O acordo assinado em março amplia de sete para 10 o número de cadeiras ocupadas pela União no Conselho de Administração da empresa.Também garante mais uma cadeira no Conselho Fiscal, ampliando a participação para 20%. Por outro lado, a Axia deixa de ter a obrigação de aportar recursos para a construção da usina nuclear de Angra 3.

O acordo também envolve a venda da participação integral da Axia na Eletronuclear para a J&F por R$ 535 milhões. A J&F também assumirá a responsabilidade pela integralização das debêntures acordadas no Termo de Conciliação firmado com a União, no valor de R$ 2,4 bilhões.

Motiva e EcoRodovias fecham parceria para criar tecnologia de pagamento de pedágio

 

A Motiva e a EcoRodovias anunciaram nesta sexta-feira, 28, que firmaram acordo de investimento para o desenvolvimento e operação conjunta de uma plataforma digital para gestão e processamento de pagamentos de pedágios em pórticos com tecnologia “free flow”.

De acordo com fato relevante conjunto, o acordo busca estabelecer uma parceria para a criação de soluções tecnológicas para atender obrigações regulatórias previstas nos contratos de concessão e promover a interoperabilidade no pagamento de pedágio entre diferentes concessionárias rodoviárias.

 A parceria será implementada por meio da Inovap, empresa que já opera a plataforma PedagioDigital. Após a conclusão da operação, EcoRodovias e Motiva passarão a deter, cada uma, 50% do capital social da Inovap.

A conclusão da operação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


Com Mounjaro, Lilly se torna primeira farmacêutica a atingir US$ 1 tri em valor de mercado

 

A Eli Lilly atingiu um valor de mercado de US$ 1 trilhão nesta sexta-feira, tornando-se a primeira farmacêutica a entrar no clube exclusivo dominado por gigantes da tecnologia e reforçando sua ascensão como uma potência no setor de emagrecimento.

A valorização de mais de 35% das ações da empresa este ano foi impulsionada principalmente pelo crescimento explosivo do mercado de medicamentos para perda de peso.

Nos últimos dois anos, com o lançamento no mercado de novos tratamentos altamente eficazes para a obesidade, essa categoria emergiu como um dos segmentos mais lucrativos da área da saúde.

As vendas da tirzepatida da Lilly, comercializada como Mounjaro para diabetes tipo 2 e Zepbound para obesidade, também superaram as do Keytruda, da Merck, tornando-se o medicamento mais vendido do mundo.

A Novo Nordisk teve uma vantagem inicial no setor, mas o Mounjaro e o Zepbound ganharam popularidade rapidamente e ajudaram a empresa a superar sua rival em número de prescrições.

A Lilly assumiu a liderança em parte porque o lançamento do Wegovy da Novo em 2021 foi prejudicado pela escassez de suprimentos, dando à Lilly espaço para ganhar terreno. Os medicamentos da empresa norte-americana também demonstraram maior eficácia clínica, e a Lilly foi mais rápida em ampliar a produção e expandir a distribuição.

Às 14h43 (de Brasília), as ações eram transacionadas em alta de 2,05%, a US$1.064,65, na máxima histórica dos papéis.

Atualmente, as ações da Lilly são negociadas em um dos patamares mais altos do setor farmacêutico, cerca de 50 vezes o lucro previsto para os próximos 12 meses, segundo dados da LSEG, o que reflete as apostas dos investidores de que a demanda por medicamentos para obesidade permanecerá forte.

Desde o lançamento do Zepbound no final de 2023, a Lilly valorizou-se mais de 75%, em comparação com uma alta de mais de 50% do S&P 500, uma das referências do mercado acionário dos EUA, no mesmo período.

No último balanço trimestral reportado, a Lilly mostrou uma receita combinada de mais de US$10,09 bilhões proveniente de seu portfólio de produtos para obesidade e diabetes, o que representa mais da metade de sua receita total de US$17,6 bilhões.

Em outubro, a Lilly elevou sua previsão de receita anual em mais de US$2 bilhões, considerando o ponto médio, devido ao aumento da demanda global por seus medicamentos para obesidade e diabetes.

Wall Street estima que o mercado de medicamentos para perda de peso atingirá US$150 bilhões até 2030, com a Lilly e a Novo controlando juntas a maior parte das vendas globais projetadas.

Os investidores estão agora focados no medicamento oral para obesidade da Lilly, o orforglipron, cuja aprovação é esperada para o início do próximo ano.

Em uma nota divulgada na semana passada, analistas do Citi afirmaram que a última geração de medicamentos GLP-1 já se tornou um “fenômeno de vendas”, e que o orforglipron está prestes a se beneficiar dos “avanços conquistados por seus predecessores injetáveis”.

Manter o momento

A Lilly deverá se beneficiar de um acordo com o governo do presidente Donald Trump e de seus investimentos bilionários planejados para impulsionar a produção nos EUA.

Analistas afirmaram que o acordo de preços com a Casa Branca pode afetar a receita a curto prazo, mas expande significativamente o acesso, adicionando até 40 milhões de potenciais candidatos ao tratamento da obesidade nos EUA.

A Lilly está começando a se parecer novamente com as “Sete Magníficas”, disse o diretor de pesquisa de ações biofarmacêuticas do Deutsche Bank, James Shin, referindo-se às gigantes da tecnologia, incluindo Nvidia e Microsoft, que impulsionaram grande parte dos retornos do mercado este ano.

Em determinado momento, investidores a consideravam parte desse grupo de elite, mas após algumas notícias e resultados decepcionantes, ela ficou de lado. Agora, porém, pode representar uma alternativa, especialmente considerando as recentes preocupações e a fragilidade de algumas ações de empresas de inteligência artificial, acrescentou Shin.

Ainda assim, analistas e investidores estão de olho para ver se a Lilly conseguirá manter seu crescimento atual, visto que os preços do Mounjaro e do Zepbound estão sob pressão, e se seus planos de expansão, juntamente com seu portfólio diversificado e aquisições, compensarão uma possível redução de margem.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Magnificent Seven perdem US$ 1,75 trilhão em um mês, equivalente a duas bolsas de valores brasileiras

 

O grupo de sete empresas gigantes que encabeçam a capitalização global da economia digital – conhecidas como Magnificent Seven – perdeu uma cifra de US$ 1,75 trilhão entre os dias 19 de outubro e 20 de novembro de 2025. As empresas são: Apple, Amazon, Alphabet (controladora do Google), Meta (Facebook), Microsoft, Nvidia e Tesla.

A cifra equivale a mais do que o dobro do valor de todas as empresas da bolsa de valores brasileiras somadas, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. Isso, dado que todas as companhias da bolsa de valores brasileira, a B3, somam US$ 866 bilhões em valor de mercado.

A queda da das ações das Magnificent Seven ocorre em movimento de correção, logo após o índice Nasdaq registrar a maior pontuação nominal de sua história, aos 23.958 pontos em 29 de outubro.

Ações; bolsa de valores; Magnificent Seven

No mesmo dia, a Nvidia também atingiu seu recorde histórico, cotada a US$ 207,04. Desde então, o índice acumulou queda de 7,85%, enquanto a fabricante de chips perdeu 12,75%.

De acordo com a Elos Ayta, o valor consolidado das Magnificent Seven recuou de US$ 22,24 trilhões para US$ 20,49 trilhões.

Nvidia encolheu mais de US$ 640 bilhões

A maior perda nominal é da Nvidia, que mostrou um recuo de US$ 641 bilhões em valor de mercado – cifra equivalente a 74% de todo o valor de mercado da B3.

A Microsoft aparece em seguida, com redução de US$ 469 bilhões (54,2% da B3), seguida pela Meta Platforms, que perdeu US$ 410 bilhões, o equivalente a 47,3% da Bolsa brasileira.

Entre as sete gigantes, apenas a Alphabet apresentou variação positiva no período, adicionando US$ 180 bilhões ao seu valor de mercado, avanço de 20,8%.