terça-feira, 28 de julho de 2026

Brasil lidera redução no uso de dinheiro em espécie na América Latina

 

Movimento é atribuído à larga adoção do Pix no país 
 
 
Peru, Colômbia e México apresentam os maiores índices de utilização de dinheiro físico na América Latina

 

Os consumidores latino-americanos recorrem ao dinheiro físico com maior frequência que a média mundial. Em 2025, esse meio de pagamento respondeu por 23% do valor movimentado nos pontos de venda (PDVs) da região, contra 14% no globo. O Brasil, porém, é o país da América Latina onde seu uso é menos expressivo, com participação de 12%, conforme revela a 11ª edição do Global Payments Report 2026, da Salesforce.

O crescente abandono do uso do dinheiro físico é atrelado ao Pix. No Brasil, o Pix se consolidou como o meio de pagamento instantâneo mais popular, elevando a fatia das transferências conta a conta para 42% no e-commerce e 34% no valor transacionado em pontos de venda em 2025. Na Argentina, o sistema Transferencias 3.0 segue ampliando a adoção de tansações conta a conta, que já representa 15% das vendas online e 10% do faturamento nos PDVs. A Colômbia trilhou caminho semelhante em 2025, quando seu banco central lançou o sistema de pagamentos em tempo real Bre-B.

Os países que seguem o Brasil na redução do uso de cédulas são Chile, com 16% dos valores movimentados, e a Argentina, 17%. Já Peru (30%), Colômbia (32%) e México (40%) registram índices mais altos de emprego de dinheiro em papel e moeda. O levantamento aponta ainda que a América Latina lidera a modalidade de pagamento na entrega no comércio eletrônico, com destaque para o México, onde essa prática atinge 6% das transações – o maior percentual do mundo.

Carteiras digitais e apps de pagamento em ascensão
As carteiras digitais são hoje o principal método de pagamento globalmente, respondendo por 56% do valor transacionado no e-commerce e 33% do valor transacionado nos PDVs em 2025. O uso de carteiras eletrônicas na América Latina continua aquém da média global, com 23% de participação no valor transacionado no e-commerce em 2025, frente a 56% no mundo. Nos PDVs, a presença é de 16%, enquanto a média internacional é de 33%.

Todavia, esse panorama está em transformação, com projeções de crescimento para as carteiras digitais em toda a região. O Mercado Pago, braço financeiro do maior marketplace da América Latina, é um dos aplicativos de pagamento mais populares nos mercados onde atua. O PayPal também mantém atuação relevante, assim como soluções locais, a exemplo da Nequi, na Colômbia, e da Yape, no Peru. O relatório prevê que o uso de apps de pagamento em lojas cresça 135% mais rápido do que o crescimento dos PDVs globalmente.

 

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Madesa investe R$ 51 milhões em novo centro de distribuição

 

Os próximos investimentos ainda estão em definição e deverão ocorrer de forma gradual, acompanhando a entrada da empresa em novos mercados e o crescimento das vendas fora do país

 


A fabricante gaúcha de móveis Madesa, que faturou mais de R$ 1 bilhão em 2025, investiu R$ 51 milhões na construção de um novo centro de distribuição de 31 mil metros quadrados. A estrutura aumentou a capacidade operacional e logística da companhia para atender tanto o mercado brasileiro quanto sua expansão internacional. Com sede e parque fabril em Bom Princípio, a Madesa vende atualmente para mais de dez países e pretende elevar de cerca de 20% para 40% a participação das operações internacionais em seu faturamento nos próximos anos. América do Norte e América Latina estão entre as regiões consideradas estratégicas para esse avanço.

Os próximos investimentos ainda estão em definição e deverão ocorrer de forma gradual, acompanhando a entrada da empresa em novos mercados e o crescimento das vendas fora do país. "O novo centro de distribuição amplia nossa capacidade de atendimento e prepara a operação para uma nova etapa de crescimento. Essa estrutura também fortalece nossa estratégia de expansão internacional, que exige escala e eficiência logística", afirma Pedro Cini, CEO da Madesa.

A nova estrutura fortalece uma operação que integra indústria, tecnologia, comércio eletrônico e logística, modelo que sustentou o crescimento da companhia e contribuiu para que a Madesa ultrapassasse R$ 1 bilhão em faturamento no ano passado. A Madesa já comercializa seus produtos em países como Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia e Índia. A estratégia combina parceiros locais, marketplaces e lojas virtuais próprias, de acordo com as particularidades de cada região.

A expansão internacional ocorre após uma transformação no modelo de negócios da companhia. A Madesa deixou de concentrar sua atuação no varejo tradicional e passou a operar de forma quase integralmente digital, com venda direta ao consumidor. Nesse processo, a fabricante ampliou o portfólio para mais de 6 mil itens. A empresa também vem investindo em inteligência artificial, eficiência operacional e aprimoramento da experiência do cliente.

 

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Saiba quais produtos brasileiros estão isentos da tarifa de 12,5% dos EUA

 

Café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí estão na lista 
 
 
Insumos industriais, minerais, resíduos metálicos e produtos utilizados pelas cadeias de tecnologia e farmacêutica também ficaram de fora da nova taxação

 

 

Os Estados Unidos divulgaram uma lista com 471 produtos brasileiros que ficarão isentos da nova sobretaxa de 12,5% imposta sob a alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. A relação publicada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e reúne exceções distribuídas em 20 grandes categorias de produtos.

A lista de exceções contempla produtos considerados estratégicos para o comércio entre Brasil e Estados Unidos e também insumos utilizados pela indústria americana. Entre os principais itens isentos estão: café; petróleo e derivados; gás natural; fertilizantes; madeira e produtos de madeira; suco de laranja; derivados de açaí; defensivos agrícolas; couros e peles; ferro-gusa; resíduos e sucata de alumínio; equipamentos para fabricação de semicondutores; determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos; obras de arte, antiguidades e itens de coleção. Também ficaram de fora diversos insumos industriais, minerais, resíduos metálicos e produtos utilizados pelas cadeias de tecnologia e farmacêutica. 

A nova tarifa entrou em vigor na madrugada desta sexta-feira (24) e, para os produtos que não foram incluídos na lista de exceções, foi somada à sobretaxa de 25% aplicada pelos EUA desde quarta-feira (22), elevando a tributação total para 37,5% em parte das exportações brasileiras. No total 80,7% das exportações brasileiras ao país foram impactadas pela nova medida, o equivalente a US$ 10,8 bilhões e 3.985 produtos.

Com ABR

 

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Efeitos do El Niño já afetam mais de 200 municípios

 

O impacto no território gaúcho ultrapassa os R$ 104,6 milhões em perdas 
 
 
Ao todo, 69 municípios no Rio Grande do Sul e 53 em Santa Catarina já tiveram prejuízos econômicos expressivos

 

 

O El Niño tem impactado significativamente desde o início de julho todo país, com prejuízos de R$ 3,5 bilhões (aumento de 53,8% em relação ao mesmo período do ano passado) em duas centenas de municípios espalhados pela maioria das regiões brasileiras. A atualização do cenário foi feita nesta sexta-feira, 24 de julho, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), extraída de informações inseridas pelos gestores no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). 

Os diferentes tipos de desastres evidenciam os impactos do El Niño registrados entre 1º e 24 de julho. Ao todo, o levantamento feito pela CNM informa que 206 municípios foram afetados, com 240 decretações de situação de emergência em 13 estados, causados por temporais, inundações, enchentes, secas, estiagens e incêndios florestais. Dos R$ 3,5 bilhões em prejuízos, a CNM identificou que R$ 3,4 bilhões foram no setor privado. Mais de 537,2 mil pessoas foram afetadas.

A região Sul tem sido severamente atingida por chuvas intensas e temporais que provocaram deslizamentos, alagamentos e inundações. Ao todo, 69 municípios no Rio Grande do Sul e 53 em Santa Catarina tiveram prejuízos econômicos expressivos e fortes impactos sociais. O impacto no território gaúcho ultrapassa os R$ 104,6 milhões em perdas para os gaúchos, enquanto os catarinenses contabilizaram R$ 23,3 milhões em prejuízos.

Ainda levando em consideração o total em prejuízos, o levantamento da CNM chama a atenção sobre os prejuízos causados pela seca e a estiagem. Eles correspondem a mais de 86% do total, sendo a maior incidência na região Nordeste do país. O El Niño foi responsável por intensificar a seca e a estiagem, afetando 53 municípios da região, com mais de 30,8 mil pessoas atingidas. Com exceção de Sergipe e Maranhão, os demais Estados da região registraram situação de anormalidade. Na região Sudeste, 24 cidades decretaram situação de emergência em decorrência de incêndios florestais em áreas não protegidas, com registros de graves reflexos na qualidade do ar.

 

 

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WEG assina contrato com a ENGIE para expansão da Usina de Jaguara

 

O projeto prevê um investimento total de R$ 1,2 bilhão 
 
 
O início da operação das novas turbinas está previsto para 2030

 

 

A WEG foi contratada pela ENGIE Brasil Energia para o fornecimento de duas unidades geradoras destinadas à ampliação da potência da Usina Hidrelétrica Jaguara, localizada no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, no município de Rifaina (SP). O projeto prevê um investimento total de R$ 1,2 bilhão, que permitirá ampliar a capacidade instalada da usina em 232 MW, por meio da instalação de duas novas unidades geradoras em poços já existentes, cada uma com 116 MW de potência. O início da operação das novas turbinas está previsto para 2030.

Paralelamente ao projeto de expansão, a Usina Hidrelétrica Jaguara passa por um amplo programa de modernização iniciado em julho de 2023. As obras envolvem investimentos de mais de R$ 500 milhões, dos quais aproximadamente R$ 150 milhões já foram aplicados. O projeto tem como objetivo ampliar a vida útil do empreendimento, além de elevar a confiabilidade e a eficiência operacional da usina. As intervenções contemplam a modernização das quatro unidades geradoras atuais, mantendo sua potência total instalada de 424 MW. 

A WEG é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A ENGIE, no mesmo ranking, é a quinta maior empresa da região e a 14ª maior de Santa Catarina (veja o ranking completo aqui e o anuário digital na íntegra clicando aqui).

 

 https://amanha.com.br/categoria/negocios-do-sul1/weg-assina-contrato-com-a-engie-para-expansao-da-usina-de-jaguara

Nova Engevix vence contratos de R$1 ,8 bi em retomada de planta de fertilizantes da Petrobras

 

A Nova Engevix, do grupo Nova Participações, em parceria com a chinesa Powerchina, venceu três dos 11 lotes licitados pela Petrobras para a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), em Três Lagoas (MS), em contratos que somam investimento de R$1,8 bilhão, disse o acionista da companhia, José Antunes Sobrinho, à Reuters.

Os lotes conquistados pelo consórcio liderado pela Nova Engevix, com 60% de participação, incluem projeto executivo, construção e comissionamento do sistema de manuseio de ureia granulada, dos sistemas de geração de energia e vapor, da subestação principal e das unidades de ureia fundida e granulação.

A planta de fertilizantes havia tido suas obras paralisadas na década passada, como decorrência da operação Lava Jato, que investigou o envolvimento de empresas brasileiras e internacionais, políticos e executivos em esquemas de corrupção em contratos com a Petrobras.

Sobrinho afirmou que o projeto de retomada da UFN-III é “icônico” e “absolutamente necessário” para o país, uma potência global do agronegócio, que tem dependência elevada de fertilizantes importados.

“O maior resultado comercial da nossa carteira de exportação vem do agronegócio. Então, se você não tem o insumo básico, que é fertilizante — 80% é importado — isso gera um risco muito grande”, disse Sobrinho.

Segundo Sobrinho, os contratos devem gerar 1.800 empregos diretos no canteiro de obras em Três Lagoas, enquanto a engenharia será feita a partir de São Paulo. Ele afirmou que a maior parte da mão de obra especializada terá de vir de outras regiões do país, dada a baixa disponibilidade local para um projeto desse porte.

Para o grupo, o contrato representa um avanço na recomposição da carteira de obras. Antunes disse que a divisão de construção busca atingir faturamento de cerca de R$2 bilhões, contando ainda com outros contratos, entre 2028 e 2029, ante cerca de R$400 milhões em 2025.

A Nova Engevix e empresas do grupo também foram afetadas pela crise que atingiu grandes companhias de engenharia após a operação Lava Jato.

Segundo Sobrinho, a empresa vem se recuperando gradualmente nos últimos anos, com atuação também em aeroportos, energia e no estaleiro Ecovix, em Rio Grande (RS). O estaleiro tem atualmente uma carteira de 11 embarcações contratadas junto à Transpetro, subsidiária de transporte e logística da Petrobras.

Para a retomada da construção da UFN-III, a Petrobras assinou um total de R$5 bilhões em contratos com diversas empresas e o começo dos trabalhos está previsto para ocorrer ainda neste mês.

As assinaturas ocorreram em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia demandado que a Petrobras buscasse retomar sua atuação na área de fertilizantes.

As obras devem gerar cerca de 8 mil postos de trabalho diretos e indiretos, com o início das operações previsto para 2029, de acordo com a petroleira.

A capacidade nominal da UFN-III está projetada para 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, segundo dados da Petrobras. A expectativa é que a planta atenda cerca de 15% da demanda de ureia nacional.

 

 https://dinheirorural.com.br/nova-engevix-vence-contratos-de-r1-8-bi-em-retomada-de-planta-de-fertilizantes-da-petrobras

Brasil manterá negociações para afastar tarifas dos EUA, diz ministro do MDIC

 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, declara nesta quinta-feira, 23, que o governo brasileiro prosseguirá nas negociações para reverter a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos. A administração federal também busca ampliar a lista de produtos isentos da nova sobretaxa de 12,5%, anunciada pelos americanos em sua segunda rodada de imposições.

O que aconteceu

  • O Brasil contesta as tarifas americanas de 25% e 12,5%, consideradas “indevidas, ilegítimas e ilegais” pelo ministro Elias Rosa.
  • O governo brasileiro, orientado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, continuará negociando para afastar as tarifas e ampliar a lista de isenções.
  • Enquanto alguns produtos enfrentam a carga total de 37,5%, os setores afetados serão amparados pelo Plano Brasil Soberano 3.

A determinação para seguir nas tratativas foi reiterada pelo próprio ministro. “O presidente Lula orienta continuar negociando. Para afastar a imposição dos 25% e para que a gente possa ter a ampliação da lista de exceções”, afirmou Márcio Elias Rosa. Dentre os itens que escaparam da nova taxação estão a carne bovina e o café, ambos considerados sensíveis para a inflação doméstica dos EUA.

Márcio Elias Rosa classificou a tarifa de 12,5% como “indevida, ilegítima e ilegal” e anunciou que o Brasil contestará a medida formalmente na Organização Mundial do Comércio (OMC). “O Brasil vai protestar e adotar todos os mecanismos para rechaçar a imposição de mais essa tarifa”, declarou. Atualmente, cerca de dois mil produtos brasileiros permanecem isentos das duas taxações.

Quais produtos são afetados e como?

Outros produtos, como celulose e pescados, sofrerão apenas a alíquota de 12,5%. No entanto, calçados, máquinas, equipamentos e químicos enfrentarão a carga total de 37,5% (somando as duas tarifas). A primeira tarifa de 25% foi aplicada em uma rodada anterior, e a de 12,5% é a mais recente.

Questionado sobre a pressão do empresariado para que o Planalto não acione a Lei de Reciprocidade, o ministro foi categórico em sua resposta. “O governo brasileiro não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira.” Ele ponderou, no entanto, que o momento e a forma de aplicação serão definidos posteriormente. “Se for necessário lançar mão, o Brasil não hesitará.”

Como o governo planeja proteger os setores atingidos?

Márcio Elias Rosa informou ainda que os setores da indústria e comércio atingidos pela nova tarifa serão incluídos no Plano Brasil Soberano 3, cuja lei foi sancionada nesta quarta-feira, 22. O comitê gestor do programa, responsável por disciplinar as contrapartidas de manutenção de empregos, se reunirá na próxima semana. Os produtos desembaraçados nos Estados Unidos a partir do dia 29 ficarão sujeitos à alíquota adicional.

 

https://istoedinheiro.com.br/brasil-mantera-negociacoes-para-afastar-tarifas-dos-eua-diz-ministro-do-mdic