Alciprete @ Associados - Consultoria e Assessoria Empresarial
Atuação:
Consultoria multidisciplinar, onde desenvolvemos trabalhos nas seguintes áreas: fusão e aquisição e internacionalização de empresas, tributária, linhas de crédito nacionais e internacionais, inclusive para as áreas culturais e políticas públicas.
Foi
inaugurada nesta sexta-feira, 28, em São Paulo uma delegacia do Inmetro
que vai monitorar sites de comércio eletrônico para identificar
produtos vendidos de forma irregular. A cerimônia de inauguração,
promovida em meio à Black Friday, teve a participação do vice-presidente
da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Geraldo Alckmin, e do presidente do Inmetro, Márcio André
Brito.
A delegacia cibernética está localizada na rua Teixeira da
Silva, uma travessa da avenida Paulista, onde também funciona a
Defensoria Pública da União.
Foi criada para enfrentar o avanço
das fraudes digitais no comércio online, especialmente a venda de
produtos sem certificação obrigatória, registro e instrumentos sem
aprovação, com informações técnicas manipuladas ou com selos do Inmetro
aplicados de forma enganosa.
A delegacia funcionará de forma
integrada a uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para
monitorar sites e plataformas de e-commerce, identificando também
anúncios de produtos suspeitos.
O sistema cruzará informações com as bases oficiais de produtos certificados para identificar possíveis irregularidades.
Quando
forem detectados indícios de irregularidade, a delegacia cibernética
comunicará a plataforma de e-commerce para orientar a retirada do
anúncio, notificando o responsável.
Caso seja confirmada uma irregularidade, o Inmetro aplicará auto de infração e multa, que pode chegar a R$ 1,5 milhão.
Fundador
e presidente da Atmosphera&Partners.Co e Biosphera.ntwk aposta nas
vendas ao vivo como o futuro do varejo, com um potencial de conversão
média de até 30%, enquanto o e-commerce tradicional fica entre 1% e 2%
Bazinho Ferraz, Fundador e Presidente da Atmosphera&Partners.Co e
Biosphera.ntwk, em participação no Dinheiro Entrevista (Crédito: Rodrigo
Nobre/CDI)
Eduardo Vargasi
De olho no crescimento expressivo do mercado chinês com o live commerce – venda de produtos em transmissões ao vivo – e a tendência impulsionada pelo TikTok Shop,
agências e empresas brasileiras vislumbram no modelo uma estratégia
relevante que deve gerar receita e oportunidades no Brasil.
Bazinho Ferraz,
fundador e presidente da Atmosphera&Partners.Co e Biosphera.ntwk –
antigas B&Partners e B&P Ventures – avalia que o modelo tem
‘explodido’ para todas as categorias de venda.
O formato se tornou tão promissor que uma das empresas dentro do guarda-chuva da holding, a rede de canais Snack Content, abriu uma vertical dedicada inteiramente ao live commerce. A toada vai de encontro à cultura dos influencers, que é presente no Brasil e faz brilhar os olhos das marcas.
“Eu diria que nessa parte de vendas, a mistura do D2C (Direct-to-Consumer), nos marketplaces que sabem trabalhar o retail media e toda a parte de live shop, ou seja, toda a parte de vendas, é a tendência de sofisticação e de mudanças que está sendo trazida”, conta Ferraz.
Na
avaliação de Ferraz, aliás, o marketing de influenciadores não está
saturado, apenas tem sofrido transformações. Com essa nova possibilidade
para gerar leads e vendas, o Brasil tem uma avenida de crescimento para o nicho, dado que o empresário relata que a China, atual benchmark dessa prática, é cerca de quatro vezes maior que o mercado doméstico em live commerce.
Por que a indústria adora live commerce
O Live Commerce (ou shopstreaming, live shop) não é nada mais do que a fusão entre streaming de vídeo ao vivo e e-commerce – uma estratégia de vendas na qual uma marca realiza uma transmissão ao vivo
para demonstrar produtos, tirar dúvidas e interagir com a audiência,
permitindo que o cliente compre o produto instantaneamente, muitas vezes
sem sair da tela do vídeo.
O modelo se torna atrativo para as
companhias à medida que gera um senso de urgência com gatilho de
escassez, dando vazão a ofertas exclusivas da live e encurtando a jornada de compra.
Como há uma pessoa como host
da transmissão, também há o fator da humanização, aproximando a marca
do consumidor, quebrando a frieza de uma loja virtual estática.
Enquanto
o e-commerce tradicional tem taxas de conversão médias de 1% a 2%, o
Live Commerce pode chegar a taxas de 10% a 30% dependendo do
engajamento, segundo estudos da McKinsey & Company.
Como a China se tornou ‘mãe’ do modelo e o que isso significa para o Brasil
A China
é o berço e o maior mercado de live commerce do mundo. No dragão
asiático, comprar via livestream tem se tornado cada vez mais comum,
quase tanto quanto ir ao supermercado.
Isso, dado que o mercado
chinês movimenta centenas de bilhões de dólares anualmente através de
plataformas como Taobao Live (do Alibaba) e Douyin (o TikTok chinês). Em
eventos como o “Singles’ Day”, bilhões de dólares são vendidos em
questão de minutos.
Há, nesse sentido, o Papel dos KOLs (Key Opinion Leaders), figuras de influenciadores que chefiam esse movimento. São celebridades massivas e possuem uma confiança extrema do público.
Existe
um ecossistema completo, com academias para treinar influenciadores em
vendas – vide o exemplo icônico de Austin Li, conhecido como “Rei do
Batom”, que vendeu US$ 1,7 bilhão em produtos em uma única live de 12
horas.
No WeChat é possível assistir, conversar, pagar e rastrear o
pedido sem nunca trocar de aplicativo, o que fortalece muito o vínculo
com o influenciador.
O modelo, assim, se torna promissor no Brasil
dado que o país é considerado um dos mais hiperconectados do mundo. O
relatório Global Digital Report cita o Brasil como um dos três países do
mundo em que se passa mais tempo na internet. O brasileiro médio dedica
mais de 9 horas por dia conectado, conforme os dados – e dessas nove
horas, a maior fatia fica com as redes sociais.
Um estudo da Nielsen também destaca o Brasil como o país com o maior número de influenciadores digitais do Instagram per capita, apontando que se trata de um dos pouquíssimos lugares em que a categoria de creators tem mais relevância e engajamento do que celebridades tradicionais, como atores de TV.
B&Partners dá lugar à Biosphera.ntwk. e Atmosphera&Partners.Co
A
B&Partners passa por uma reorganização que marca uma nova etapa do
grupo. Após seis anos de operação e faturamento global que já supera R$
1,3 bilhão em 2025, a empresa apresenta a gestora
Atmosphera&Partners.Co e adota uma nova marca para sua rede:
Biosphera.ntwk.
O anúncio redefine a estrutura do ecossistema
criado pelo empresário Bazinho Ferraz, que agora amplia sua atuação no
mercado de capital e no desenvolvimento de negócios.
O grupo,
anteriormente focado na integração de empresas independentes, reúne 16
companhias, mais de 1.350 profissionais e uma base de clientes
distribuída em oito países. A rede opera conectando áreas de tecnologia,
dados, criatividade e consultoria.
A Atmosphera&Partners.Co
inicia suas atividades com um modelo voltado à criação de FIPs, VCs e
FIDCs, além de estruturar operações de M&A no Brasil e no exterior. A
gestora passa a formar um hub que conecta investidores, empresas e
startups em diferentes fases de maturação, com foco em originação de
oportunidades e gestão de ativos.
Parte
desse escopo inclui a BIOS, área interna responsável por soluções em
tech, finanças, jurídico, estratégia e M&As. A gestora também
incorpora uma fintech própria em formato Banking as a Service, com
serviços como crédito, antecipação de recebíveis, venture bridge,
cartões e conta digital.
Entre os investimentos já realizados
estão participações na DataBeats, que atua com análise de dados por meio
de agentes de IA, e na Postmetria, que monitora reputação e experiência
do consumidor. A gestora posiciona esses aportes como exemplos da
estratégia de unir capital, inovação e expansão de negócios.
Já a
Biosphera.ntwk passa a assumir o lugar da B&Partners como marca que
representa toda a rede de empresas. O desenvolvimento da nova identidade
envolveu Estúdio Eixo, Ampfy e MAAR, que criaram um sistema visual
baseado na ideia de redes interligadas e estruturas em movimento.
A
Atmosphera&Partners.Co também adota um conceito alinhado à ideia de
camadas que envolvem a biosfera. A metáfora reforça a função da gestora
como plataforma que sustenta empresas e investimentos dentro do
ecossistema.
Nos próximos meses, a Biosphera.ntwk planeja ampliar
sua presença internacional e analisa aquisições em áreas de tecnologia e
CRM. Outro ponto em desenvolvimento é a criação de um campus em São
Paulo, previsto para concentrar atividades de inovação e colaboração.
Toda
a operação passa a seguir um direcionamento AI First, integrando
inteligência artificial em processos, produtos e modelos operacionais. A
rede avalia essa abordagem como essencial para análises mais rápidas,
previsões contínuas e criação de soluções conectadas a múltiplos
mercados.
A rede oferece mais de 120 soluções organizadas em
quatro eixos: Tech, Marketing, Sales e Consulting. As disciplinas
incluem dados, IA, automação, mídia, influência, varejo, operações,
estratégia, foresight e ESG.
As 16 empresas que compõem a Biosphera.ntwk mantêm atuação própria, mas operam em colaboração. Entre elas estão
Ampfy
BFerraz
Estúdio Eixo
Global Products
Just a Little Data
Just Live
New Vegas
Next Outsourcing
Nossa Praia
PlugIn
Score
Snack Content
SPONS
Vitrio
DataBeats
Postmetria
Bazinho
Ferraz, fundador do grupo, afirma que o novo formato consolida um ciclo
iniciado anos atrás, que combina criação de startups, operações de
M&A e expansão contínua.
“Crescemos como poucos nos últimos
anos, criamos startups e aceleramos empresas que fizemos M&A com uma
média de crescimento de 32% ao ano, construímos a maior oferta de
soluções end-to-end da América Latina e atendemos as maiores
empresas do mundo em diversos setores e indústrias. Agora, damos um
passo ainda maior com a estruturação de um veículo, a
Atmosphera&Partners.Co para conectar capital e acelerar a próxima
fase de crescimento”, afirma.
População ocupada chegou a 102,6 milhões de pessoas em outubro
Taxa de desemprego (Crédito: Reprodução / Agência Brasil)
Da redaçãoi
A
taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,4% no terceiro trimestre
encerrado em outubro de 2025. Esse é o menor patamar da série histórica
do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em
2012.
O desempenho do período representa uma queda de 0,7 ponto
percentual em comparação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao
trimestre imediatamente anterior, o recuo foi de 0,2 ponto percentual.
A
população desocupada no Brasil chegou a 5,9 milhões de pessoas, o menor
contingente da série histórica. O resultado representa uma queda de
3,4% na comparação trimestral e de 11,8% no ano. Já a população ocupada
alcançou 102,6 milhões.
O
número de empregados com carteira assinada no setor privado
(exclusivamente trabalhadores domésticos) foi novamente recorde da série
(39,2 milhões), com estabilidade no trimestre e alta de 2,4% (mais 927
mil pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor
privado (13,6 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 3,9% (menos
550 mil pessoas) no ano. O número de empregados no setor público (12,9
milhões) ficou estável no trimestre e subiu 2,4% (mais 298 mil pessoas)
no ano.
O
número de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) ficou estável
no trimestre e cresceu 3,1% (mais 771 mil pessoas) no ano. A taxa de
informalidade foi de 37,8% da população ocupada (ou 38,8 milhões de
trabalhadores informais), repetindo os 37,8% (ou 38,8 milhões) do
trimestre anterior e abaixo dos 38,9% (ou 39,5 milhões) do trimestre
encerrado em outubro de 2024.
Para compartilhar:O
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse
que o acordo entre Axia (ex-Eletrobras) e União sobre a limitação do
poder político na companhia “está sendo utilizado como forma de
desistência de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)”. A lei
não permite a desistência desse tipo de ação. Moraes e o ministro Flávio
Dino disseram ter dúvidas se os termos firmados no acordo devem ser
analisados pela Corte.
No início do julgamento, Moraes questionou
qual é a relação dos arranjos firmados na conciliação (como o fim da
obrigação da Axia de aportar recursos para a construção da usina nuclear
de Angra 3) com a ação em análise. “Uma parte do acordo não tem nada a
ver com jurisdição constitucional”, apontou o ministro.
“Qual é a
relação da ação com os outros pontos (desinvestimento da Eletrobras,
revisão do acordo de investimento, etc)? Não estou dizendo que isso é
bom ou ruim, mas no português claro, qual é a relação disso com esta
ADI?”, questionou Moraes.
Em seguida, o ministro Flávio Dino
acrescentou: “Eu li a inicial e não vi qualquer alusão a esses fatos,
nem Eletronuclear, Ambipar, acordo de investimento, Angra. E aí vem o
acordo, e realmente minha dúvida é a mesma: por que trazer isso à
homologação se não é objeto do litígio?”.
A
ação foi ajuizada em 2023 pela Advocacia-Geral da União (AGU),
questionando a limitação do poder de voto da União a 10%. O governo
queria poder proporcional à participação na empresa, que é de 43%.
A
análise da homologação do acordo começou no plenário virtual em outubro
e foi suspensa por pedido de destaque de Moraes, o que reinicia o
julgamento no plenário físico. O movimento indica que o ministro pode
apresentar uma divergência. Até a suspensão, haviam três votos para
homologar o acordo: do relator, Kássio Nunes Marques, e dos ministros
Dias Toffoli e Edson Fachin.
Na
sessão desta quinta-feira, 27, os advogados apresentaram sustentações
orais. O presidente da Corte, Edson Fachin, disse que o julgamento será
retomado na próxima semana “se possível”, a depender da fila de ações
pendentes de análise.
O acordo assinado em março amplia de sete
para 10 o número de cadeiras ocupadas pela União no Conselho de
Administração da empresa.Também garante mais uma cadeira no Conselho
Fiscal, ampliando a participação para 20%. Por outro lado, a Axia deixa
de ter a obrigação de aportar recursos para a construção da usina
nuclear de Angra 3.
O acordo também envolve a venda da
participação integral da Axia na Eletronuclear para a J&F por R$ 535
milhões. A J&F também assumirá a responsabilidade pela
integralização das debêntures acordadas no Termo de Conciliação firmado
com a União, no valor de R$ 2,4 bilhões.
Pórtico de pedágio Free Flow da Ecorodovias (Crédito: Reprodução)
Da Reutersi
A
Motiva e a EcoRodovias anunciaram nesta sexta-feira, 28, que firmaram
acordo de investimento para o desenvolvimento e operação conjunta de uma
plataforma digital para gestão e processamento de pagamentos de
pedágios em pórticos com tecnologia “free flow”.
De
acordo com fato relevante conjunto, o acordo busca estabelecer uma
parceria para a criação de soluções tecnológicas para atender obrigações
regulatórias previstas nos contratos de concessão e promover a
interoperabilidade no pagamento de pedágio entre diferentes
concessionárias rodoviárias.
A
parceria será implementada por meio da Inovap, empresa que já opera a
plataforma PedagioDigital. Após a conclusão da operação, EcoRodovias e
Motiva passarão a deter, cada uma, 50% do capital social da Inovap.
A conclusão da operação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A
valorização de mais de 35% das ações da empresa foi impulsionada
principalmente pelo crescimento do mercado de medicamentos para perda de
peso
Logo da Eli Lilly (Crédito: REUTERS/Antranik Tavitian)
Reutersi
A Eli Lilly atingiu um valor de mercado de US$ 1 trilhão nesta sexta-feira, tornando-se a primeira farmacêutica
a entrar no clube exclusivo dominado por gigantes da tecnologia e
reforçando sua ascensão como uma potência no setor de emagrecimento.
A
valorização de mais de 35% das ações da empresa este ano foi
impulsionada principalmente pelo crescimento explosivo do mercado de
medicamentos para perda de peso.
Nos últimos dois anos, com o
lançamento no mercado de novos tratamentos altamente eficazes para a
obesidade, essa categoria emergiu como um dos segmentos mais lucrativos
da área da saúde.
As vendas da tirzepatida da Lilly,
comercializada como Mounjaro para diabetes tipo 2 e Zepbound para
obesidade, também superaram as do Keytruda, da Merck, tornando-se o
medicamento mais vendido do mundo.
A
Novo Nordisk teve uma vantagem inicial no setor, mas o Mounjaro e o
Zepbound ganharam popularidade rapidamente e ajudaram a empresa a
superar sua rival em número de prescrições.
A Lilly assumiu a
liderança em parte porque o lançamento do Wegovy da Novo em 2021 foi
prejudicado pela escassez de suprimentos, dando à Lilly espaço para
ganhar terreno. Os medicamentos da empresa norte-americana também
demonstraram maior eficácia clínica, e a Lilly foi mais rápida em
ampliar a produção e expandir a distribuição.
Às 14h43 (de Brasília), as ações eram transacionadas em alta de 2,05%, a US$1.064,65, na máxima histórica dos papéis.
Atualmente,
as ações da Lilly são negociadas em um dos patamares mais altos do
setor farmacêutico, cerca de 50 vezes o lucro previsto para os próximos
12 meses, segundo dados da LSEG, o que reflete as apostas dos
investidores de que a demanda por medicamentos para obesidade
permanecerá forte.
Desde o lançamento do Zepbound no final de
2023, a Lilly valorizou-se mais de 75%, em comparação com uma alta de
mais de 50% do S&P 500, uma das referências do mercado acionário dos
EUA, no mesmo período.
No último balanço trimestral reportado, a
Lilly mostrou uma receita combinada de mais de US$10,09 bilhões
proveniente de seu portfólio de produtos para obesidade e diabetes, o
que representa mais da metade de sua receita total de US$17,6 bilhões.
Em
outubro, a Lilly elevou sua previsão de receita anual em mais de US$2
bilhões, considerando o ponto médio, devido ao aumento da demanda global
por seus medicamentos para obesidade e diabetes.
Wall Street
estima que o mercado de medicamentos para perda de peso atingirá US$150
bilhões até 2030, com a Lilly e a Novo controlando juntas a maior parte
das vendas globais projetadas.
Os investidores estão agora focados
no medicamento oral para obesidade da Lilly, o orforglipron, cuja
aprovação é esperada para o início do próximo ano.
Em uma nota
divulgada na semana passada, analistas do Citi afirmaram que a última
geração de medicamentos GLP-1 já se tornou um “fenômeno de vendas”, e
que o orforglipron está prestes a se beneficiar dos “avanços
conquistados por seus predecessores injetáveis”.
Manter o momento
A
Lilly deverá se beneficiar de um acordo com o governo do presidente
Donald Trump e de seus investimentos bilionários planejados para
impulsionar a produção nos EUA.
Analistas afirmaram que o acordo
de preços com a Casa Branca pode afetar a receita a curto prazo, mas
expande significativamente o acesso, adicionando até 40 milhões de
potenciais candidatos ao tratamento da obesidade nos EUA.
A Lilly
está começando a se parecer novamente com as “Sete Magníficas”, disse o
diretor de pesquisa de ações biofarmacêuticas do Deutsche Bank, James
Shin, referindo-se às gigantes da tecnologia, incluindo Nvidia e
Microsoft, que impulsionaram grande parte dos retornos do mercado este
ano.
Em determinado momento, investidores a consideravam parte
desse grupo de elite, mas após algumas notícias e resultados
decepcionantes, ela ficou de lado. Agora, porém, pode representar uma
alternativa, especialmente considerando as recentes preocupações e a
fragilidade de algumas ações de empresas de inteligência artificial,
acrescentou Shin.
Ainda assim, analistas e investidores estão de
olho para ver se a Lilly conseguirá manter seu crescimento atual, visto
que os preços do Mounjaro e do Zepbound estão sob pressão, e se seus
planos de expansão, juntamente com seu portfólio diversificado e
aquisições, compensarão uma possível redução de margem.
A
maior perda nominal é da Nvidia, que mostrou um recuo de US$ 641
bilhões em valor de mercado - cifra equivalente a 74% de todo o valor de
mercado da B3
Da redaçãoi
O grupo de sete empresas gigantes que encabeçam a capitalização global da economia digital – conhecidas como Magnificent Seven
– perdeu uma cifra de US$ 1,75 trilhão entre os dias 19 de outubro e 20
de novembro de 2025. As empresas são: Apple, Amazon, Alphabet
(controladora do Google), Meta (Facebook), Microsoft, Nvidia e Tesla.
A
cifra equivale a mais do que o dobro do valor de todas as empresas da
bolsa de valores brasileiras somadas, segundo levantamento da Elos Ayta
Consultoria. Isso, dado que todas as companhias da bolsa de valores brasileira, a B3, somam US$ 866 bilhões em valor de mercado.
A queda da das ações das Magnificent Seven ocorre
em movimento de correção, logo após o índice Nasdaq registrar a maior
pontuação nominal de sua história, aos 23.958 pontos em 29 de outubro.
No mesmo dia, a Nvidia
também atingiu seu recorde histórico, cotada a US$ 207,04. Desde então,
o índice acumulou queda de 7,85%, enquanto a fabricante de chips perdeu
12,75%.
De acordo com a Elos Ayta, o valor consolidado das Magnificent Seven recuou de US$ 22,24 trilhões para US$ 20,49 trilhões.
Nvidia encolheu mais de US$ 640 bilhões
A
maior perda nominal é da Nvidia, que mostrou um recuo de US$ 641
bilhões em valor de mercado – cifra equivalente a 74% de todo o valor de
mercado da B3.
A Microsoft aparece em seguida, com redução de US$
469 bilhões (54,2% da B3), seguida pela Meta Platforms, que perdeu US$
410 bilhões, o equivalente a 47,3% da Bolsa brasileira.
Entre as
sete gigantes, apenas a Alphabet apresentou variação positiva no
período, adicionando US$ 180 bilhões ao seu valor de mercado, avanço de
20,8%.