segunda-feira, 6 de julho de 2026

Sete Magníficas perdem US$ 2 trilhões em valor em junho. Vale a pena investir agora?

 

As grandes empresas de tecnologia sofreram um baque no mês de junho, puxadas pelo receio dos investidores com juros altos prolongados, cobranças sobre o real retorno dos investimentos em inteligência artificial e alta no mercado global de semicondutores.

Levantamento da Economatica mostra que as sete magníficas, empresas de tecnologia mais valiosas do planeta, perderam US$ 2,03 trilhões em valor de mercado em junho. A Microsoft liderou as perdas, recuando 17,15%, seguida da Amazon (-11,93%), Meta (-10,78%) e Apple (-7,27%). Veja ranking abaixo:

Desempenho das 7 Magníficas

Olhando para o acumulado de 2026, o cenário, no entanto, não foi tão catastrófico. Algumas companhias valorizaram, entre elas Alphabet (13,54%), Apple (6,97%), Nvidia (6,08%) e Amazon (5,23%). E na contramão, Tesla, Meta e Microsoft acumularam perdas de 3,99%, 13,16% e 20,78%, respectivamente.

A grande dúvida dos investidores é se as perdas de junho tendem a se prolongar no longo prazo ou se é apenas um momento ruim do mercado ou um movimento de realização de lucros.

O que está por trás da fuga dos investidores?

Segundo os especialistas, foram vários os gatilhos que provocaram o tombo das Magníficas. Renato Nobile, CEO e CIO da Buena Vista Capital, afirma que o mercado passou a exigir evidências concretas do retorno sobre o capital investido em IA.

“Com um capex anual projetado de US$ 750 bilhões para o setor, os investidores começam a questionar a viabilidade e o prazo de maturação desses investimentos”, diz.

Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o cenário de juros mais altos e custo de capital elevado também impactou no desempenho da Magníficas. Ele destaca que existe uma realocação de capital em função do valuation, porque muitos investidores questionam o ritmo atual de crescimento das empresas ou projeções de lucro versus o preço das ações na bolsa.

Já para Bruno Corano, economista da Corano Capital, não há uma fuga de investidores e sim um movimento de rotação seletiva nas carteiras. “O investidor começou a separar quem está gastando centenas de bilhões em IA de quem está vendendo a infraestrutura dessa IA”, observa.

Nobile pondera que a rotação ocorre também para outros setores da bolsa. Ele cita o índice Russell 2000, que reúne pequenas empresas dos EUA, que superou o Nasdaq 100 pela primeira vez em vários anos, com investidores realizando lucro em big techs para buscar oportunidades em segmentos descontados.

Mercado cobra que IA gere valor

Empresas como Microsoft, Amazon, Alphabet e Meta pretendem gastar bilhões de dólares em infraestrutura em IA em 2026, mas segundo Corano, o grande conflito é que o mercado ainda não está vendo esses gastos se traduzirem em receita. “O mercado não está mais aceitando apenas a narrativa de ‘IA vai mudar tudo’. Agora ele quer ver receita, margem, produtividade e retorno sobre capital investido”, comenta o economista.

A grande questão, na visão de Corano, é quem realmente captura valor econômico com Inteligência Artificial. Ele destaca que boa parte do valor gerado pode ficar com a Nvidia, TSMC, Micron, Broadcom e fornecedores de infraestrutura. “E não necessariamente com as plataformas que estão gastando”, alerta.

Para os especialistas, a queda das Magníficas é transitória, mas no longo prazo ainda há expectativa de ganhos de eficiência, expansão de ecossistemas e maior monetização de dados.

Semicondutores mudaram o jogo

Segundo projeções da IDC, o mercado global de semicondutores pode atingir US$ 1,29 trilhão em 2026, com crescimento de 52,8% ao ano, puxado por infraestrutura de IA e memória.

Corano destaca que para as Magníficas o peso dos semicondutores é enorme, mas assimétrico. A Nvidia é a que mais se beneficia, com alta demanda por semicondutores e infraestrutura de IA, mas há riscos se o custo total da IA ficar alto demais, fazendo os clientes desacelerarem as compras.

Já para Microsoft, Alphabet e Meta, a alta no preço dos semicondutores é custo de investimento. “O problema é que isso aumenta o capex, pressiona o fluxo de caixa livre e eleva o ponto de equilíbrio da monetização”, avalia o economista.

Na Apple, o impacto é sentido na cadeia de hardware. “Se os componentes sobem muito, a Apple tem três escolhas: absorver margem menor, repassar preço ou reduzir especificações”, destaca Corano.

Já na Tesla, ele comenta que o efeito é misto, porque semicondutores são essenciais para carros, direção autônoma e infraestrutura de IA, mas a empresa já enfrenta pressão de margem no negócio automotivo.

O que esperar?

Os especialistas consultados afirmam que os balanços das Sete Magníficas do 2º trimestre serão um teste decisivo para o desempenho das ações destas empresas.

“Se os dados mostrarem crescimento consistente em receita de nuvem e melhora no fluxo de caixa, isso restabelece confiança e pode atrair retorno de capital no segundo semestre”, avalia Sidney Lima.

Nobile acrescenta que no momento não estamos diante de um bear market estrutural, ou seja, a queda no preço das ações representa mais uma oportunidade de alocação do que o início de um ciclo de baixa prolongado.

Contudo, os especialistas fazem a ressalva que se a temporada de balanços do 2ºTRI mostrar apenas gastos e pouca receita incremental, a correção no preço das ações dessas companhias pode durar mais tempo.

Vale a pena investir agora nas Sete Magníficas?

Os especialistas citam a Microsoft como uma das alternativas mais interessantes após queda de 17,15% nas ações em junho. Corano aponta que a companhia tem estrutura robusta para monetizar IA no ambiente corporativo e representa uma oportunidade para ganho de capital e dividendos modestos. “O risco estaria no tamanho do capex e velocidade de retorno exigida pelo mercado”, pontua.

Já a Nvidia é a mais beneficiada pela corrida de IA, mas o mercado precifica expectativas elevadas. Nobile reforça que com a valorização expressiva das ações, a relação preço/lucro da Nvidia também melhorou porque o lucro acompanhou o desempenho dos papéis.

No caso da Alphabet, os especialistas enxergam oportunidade tanto para ganho de capital como retorno via recompra de ações relevantes. Além de ter um valuation atrativo e um portfólio sólido de replicar. Mas apontam como risco a disrupção da IA generativa que pode reduzir cliques e receita publicitária.

Na Apple, Sidney Lima já enxerga a cobrança do mercado sobre o fator IA, mas acredita que a tese é capaz de oferecer ao investidor tanto ganho de capital quanto dividendos, embora a empresa precise se provar nessa nova fase forte de crescimento.

Na Meta, também é possível obter ganho de capital, recompras de ações e dividendos modestos, mas a companhia tem o desafio de superar a desconfiança do mercado, que já estava reticente desde os gastos excessivos com metaverso. “O aumento expressivo de capex com IA pode voltar a gerar desconfiança”, avalia Corano.

Enquanto a Tesla é vista pelos especialistas como o investimento mais especulativo entre as Magníficas, dado que seu valuation depende de promessas futuras (robô táxi, robôs, direção autônoma), entre outros, mas representa oportunidade de valorização.

Por último, Corano cita a Amazon, cujo crescimento em nuvem também exige investimento pesado. Dividendos estão descartados no curto prazo, mas há espaço para ganho de capital.

Leia a reportagem completa no B3 Bora Investir

 

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Com salto nas exportações em junho, governo eleva projeção de superávit comercial em 2026

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projetou nesta sexta-feira, 3, que o Brasil fechará 2026 com um superávit comercial de US$ 90 bilhões em 2026, bem acima do saldo de US$ 72,1 bilhões estimado para o ano em abril, prevendo um desempenho mais forte das exportações.

Se confirmado, o superávit comercial de US$ 90 bilhões será o segundo maior da série histórica, abaixo apenas de 2023, e ficará 32,3% acima do registrado em 2025, quando o país teve um saldo positivo de US$68,1 bilhões.

“Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação, quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, disse o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão.

A nova estimativa aponta para exportações de US$ 394,4 bilhões neste ano, US$ 30,2 bilhões acima da previsão feita em abril. Para as importações, o MDIC espera um valor de US$ 304,4 bilhões, uma elevação de US$ 12,3 bilhões em relação à previsão anterior.

No primeiro semestre, o país acumulou um superávit comercial de US$ 42,357 bilhões, acima do saldo positivo de US$30,187 bilhões dos seis primeiros meses de 2025. Nos primeiros seis meses do ano, as exportações totalizaram US$ 184,8 bilhões e as importações, US$ 142,4 bilhões. Veja aqui os dados da balança comercial.

Exportações de petróleo, minério de ferro e soja avançam

Em junho, o Brasil registrou um superávit de US$ 9,758 bilhões, valor próximo ao projetado por economistas em pesquisa da Reuters, que apontava para um superávit de US $9,9 bilhões. O desempenho do mês foi fruto de US$ 36,277 bilhões em exportações, uma alta de 24,9% ante junho de 2025 e valor recorde para todos os meses da série histórica, e de US$ 26,520 bilhões em importações, elevação de 14,4%.

Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, que teve um aumento de 58,4% puxado por alta de quase 80% na venda de petróleo bruto.

A alta expressiva nas vendas de petróleo ao exterior se deu a despeito do imposto de exportação de 12% implementado pelo governo em março para estimular a permanência do produto no mercado interno em meio ao conflito militar no Oriente Médio. A ampliação dos embarques deve reforçar o caixa do governo, embora haja uma defasagem de dois meses para o recolhimento do tributo.

Os embarques de petróleo totalizaram 8,48 milhões de toneladas no mês, avanço de 6,8% na comparação anual.

Também figurando entre os principais destaques da pauta exportadora, as vendas externas de minério de ferro e seus concentrados cresceram 17,7% em junho ante um ano antes, para 42,23 milhões de toneladas. Em valor, os embarques somaram US$2,85 bilhões, alta de 20%, enquanto o preço médio avançou 1,9%, para US$67,42 por tonelada.

No agronegócio, as exportações de soja alcançaram 14,50 milhões de toneladas em junho, avanço de 8% sobre o mesmo mês de 2025. Em valor, os embarques totalizaram US$ 6,26 bilhões, alta de 17,3%, com o preço médio subindo 8,5%, para US$431,62 por tonelada.

Entre outros destaques do mês, as exportações de café não torrado somaram 167,9 mil toneladas, aumento de 25,4% na comparação anual, enquanto a receita ficou praticamente estável, em US$935,6 milhões, alta de 0,2%, pressionada pela queda de 20,1% no preço médio.

No segmento de proteínas, os embarques de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada chegaram a 279,7 mil toneladas em junho, alta de 16,0% sobre um ano antes, com receita de US$1,83 bilhão, avanço de 39,2%. Já as exportações de carnes de aves somaram 452,5 mil toneladas, crescimento de 44,6%, enquanto o valor exportado aumentou 62,4%, para US$912,8 milhões.

Do lado das importações, houve alta de 34,0% na chegada ao país de bens de consumo, 11,6% para combustíveis, 10,9% para bens intermediários e 5,7% para bens de capital.

 

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Expectativa para inflação cai pela 1ª vez em quatro meses; entenda

 

A expectativa para a inflação deste ano na pesquisa Focus foi reduzida pela primeira vez após 16 semanas, de acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.

Os analistas consultados pelo BC veem agora alta de 5,30% do IPCA em 2026, de 5,33% na semana anterior. A revisão para baixo acontece após 15 semanas de altas seguidas e uma de manutenção.

O IBGE divulga na sexta-feira os dados de junho do IPCA, após avanço de 0,58% em maio que levou a inflação em 12 meses a 4,72%.

Mas para 2027 a conta no Focus subiu pela sétima vez, a 4,18%, de 4,17% antes. Para o ano seguinte a estimativa segue em 3,70%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou ainda manutenção da perspectiva para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano em 1,99%. Para 2027 a projeção melhorou em 0,01 ponto percentual, a 1,69%.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não houve alteração no cenário para a política monetária, com a Selic calculada em 14,0% em 2026 e 12,0% em 2027.

Com a taxa básica atualmente em 14,25%, os especialistas veem corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto do BC.

 

 

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Google perde batalha contra multa bilionária imposta pela União Europeia em caso Android

 

O Google, da Alphabet, perdeu nesta quinta-feira, 2, a batalha contra uma multa recorde imposta pelas autoridades antitruste da União Europeia há oito anos por uso do seu sistema operacional móvel Android para bloquear concorrentes — uma decisão judicial que provavelmente intensificará a repressão da Europa às grandes empresas de tecnologia.

A Comissão Europeia havia inicialmente aplicado uma multa de 4,34 bilhões de euros ao Google em 2018 por seus acordos que obrigavam os fabricantes de celulares a pré-instalar o Google Search, o navegador Chrome e a loja de aplicativos Google Play em seus dispositivos Android e os impediam de utilizar sistemas Android concorrentes.

Posteriormente, um tribunal de primeira instância reduziu a multa para 4,1 bilhões de euros em 2022, depois que o mecanismo de busca mais popular do mundo contestou a penalidade da UE. O Google então recorreu ao Tribunal de Justiça da União Europeia, com sede em Luxemburgo, a mais alta instância judicial da Europa.

O órgão regulador antimonopólio da UE acusou o Google de abusar da popularidade de seu sistema operacional Android para sufocar a concorrência. O tribunal deu razão à autoridade antitruste da UE.

“O recurso interposto pelo Google e sua controladora, a Alphabet, contra a sentença do Tribunal Geral é indeferido, confirmando assim a penalidade imposta pelo abuso de posição dominante do Google Search no contexto do sistema operacional Android”, afirmaram os juízes.

Um porta-voz do Google afirmou que a decisão não levou em conta seus investimentos para garantir que o Android permaneça aberto, interoperável e gratuito.

“De qualquer forma, adaptamos nossos acordos para cumprir a decisão inicial já em 2018 e continuamos focados na inovação contínua e na abertura para nossos usuários, parceiros e desenvolvedores”, afirmou o Google.

O Google acumulou cerca de 11 bilhões de euros em multas da UE nas últimas décadas por diversas infrações antitruste.

É provável que receba mais multas por supostamente favorecer seus próprios serviços e produtos nos resultados de busca e por práticas relacionadas à sua loja de aplicativos, ambas abrangidas pela Lei dos Mercados Digitais, que visa conter o poder das grandes empresas de tecnologia.

 

CNPJ alfanumérico entra em vigor no dia 31 de julho: entenda o que muda

 

A Receita Federal informou que iniciará, a partir do dia 31 de julho de 2026, a implementação do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) alfanumérico, novo modelo de identificação de empresas que passa a misturar letras e números.

O novo modelo combinará letras e números, mantendo o total de 14 caracteres. A mudança foi criada para ampliar a quantidade de combinações disponíveis.

Nada muda para as empresas que já tem CNPJs ativos, mas os sistemas informatizados terão que ser adaptados para tratar corretamente o novo formato. Veja aqui perguntas e respostas.

“Recomenda-se que as organizações avaliem seus sistemas, cadastros e integrações, como clientes e fornecedores, para garantir o correto tratamento de CNPJs contendo letras, acompanhando as comunicações e orientações que estão sendo divulgadas pela Receita Federal ao longo do processo de implementação”, informou o Fisco em comunicado.

Entenda a transição

Os CNPJs nos formatos numérico e alfanumérico coexistirão simultaneamente, e ambos serão plenamente válidos para todos os fins legais e operacionais. As entidades já inscritas no CNPJ não terão seus números alterados e não precisarão realizar qualquer procedimento de atualização cadastral em razão dessa mudança.

O procedimento para abertura de novos CNPJs também não será alterado, esclarece a Receita.

“A inscrição ocorrerá como de costume, e, mesmo após o dia 31 de julho, CNPJs puramente numéricos poderão continuar sendo emitidos, uma vez que das 99.999.999 combinações de CNPJs numéricos possíveis, apenas cerca de 69 milhões foram utilizadas até o momento”, explica.

O que muda na prática

O novo formato de CNPJ mantém a quantidade de caracteres, mas inclui letras de A a Z nos campos identificadores. A estrutura será semelhante ao atual formato, com a introdução de caracteres alfanuméricos. Veja exemplo abaixo:

As mudanças foram estabelecidas pela Instrução Normativa RFB nº 2.229, de 15 de outubro de 2024.

O novo modelo continuará com 14 caracteres, mas agora será assim:

  • As 8 primeiras posições formam a raiz do CNPJ, com letras e números misturados.

  • As 4 seguintes identificam a filial ou unidade da empresa, também com letras e números.

  • As 2 últimas posições continuam sendo os dígitos verificadores, sempre numéricos.

Reforma tributária: Durigan alerta sobre necessidade de votação em 2026 do imposto seletivo

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira que o maior risco para a reforma tributária, hoje em fase de implementação, é que a legislação aprovada pelo Congresso seja revisitada. Ele também alertou sobre a necessidade de conclusão, ainda este ano, da votação que cria o imposto seletivo (IS), também chamado sobre “imposto do pecado”.

O governo ainda não encaminhou ao Congresso uma proposta com a definição das alíquotas, e as eleições de outubro podem ser um obstáculo para a tramitação.

+ Reforma tributária: entenda os principais pontos e mudanças nos impostos

“O maior risco é a gente querer revisitar a decisão política, que foi o mais difícil”, comentou Durigan durante evento promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico, no Rio de Janeiro.

O comentário de Durigan vem após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmar, em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no fim de junho, que pretende suspender a reforma tributária se for eleito no pleito de outubro.

Imposto seletivo depende de votação

Durigan também citou a necessidade de conclusão, ainda este ano, da votação que cria o imposto seletivo (IS), que incidirá sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio-ambiente, substituindo a partir de 2027 a taxação do imposto sobre produtos industrializados (IPI), que será zerado. Saiba mais aqui.

“O imposto seletivo trata de nova tributação que em alguma medida substitui o IPI. Precisamos encaminhar ao Congresso a tempo de valer em 1º de janeiro”, defendeu Durigan. “A partir de 2027 o IPI ‘deixa de existir’ e precisamos do imposto seletivo valendo a partir do próximo ano”, acrescentou.

Conforme o ministro, a ideia é que a carga tributária relacionada ao IPI seja em grande medida mantida no imposto seletivo para o ano de 2027. E no próximo ano as alíquotas do IS para os anos seguintes seriam discutidas.

O “imposto do pecado” prevê alíquota extra sobre os seguintes produtos:

  • Bebidas açucaradas
  • Bebidas alcoólicas
  • Bens minerais
  • Concursos de prognósticos e fantasy sport (bets)
  • Embarcações e aeronaves
  • Produtos fumígenos (cigarros e relacionados)
  •  Veículos

Durigan pontuou ainda que o governo não espera por ajustes no prazo de implementação da reforma tributária, prevista para ocorrer até 2033.

Brasil anuncia meta de aumentar fatia na produção global de minerais críticos para 12,2% até 2050

 

O Brasil divulgará nesta quinta-feira, 2, o Plano Nacional de Mineração 2050, estabelecendo a meta de aumentar sua participação na produção global de minerais críticos para 12,2% até 2050, ante os atuais 8,3%, informou o Ministério de Minas e Energia.

O plano, elaborado pelo ministério, será apresentado ao Conselho Nacional de Política Mineral, mas não requer a aprovação desse órgão.

+ Terras raras: entenda a cobiça dos EUA e do mundo pela mineração no Brasil

Outras metas incluem reduzir o tempo médio de análise de licenças de mineração, de 1.563 dias atualmente para 780 dias, e diminuir a dependência do Brasil de fertilizantes importados à base de fosfato e potássio de 87,3% para 34,9%.

O governo planeja publicar um plano de ação mais detalhado dentro de 180 dias, delineando as medidas a serem tomadas nos próximos quatro anos para implementar a estratégia para 2050.

Entre os minerais críticos estão as terras raras, abundantes no Brasil e essenciais para tecnologias avançadas, e que se tornaram um ponto central nas tensões comerciais entre os EUA e a China depois que Pequim começou a restringir suas exportações.

Apesar de possuir a segunda maior reserva mundial de terras raras, atrás apenas da China, o Brasil é responsável por menos de 1% da produção global, de acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) de 2026.