quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Expectativa é de que acordo Mercosul-UE seja assinado em breve, diz secretária do MDIC

 

A secretária de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, disse que a expectativa é de que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia seja assinado em breve. A afirmação foi feita durante entrevista à GloboNews.

“A expectativa com o Mercosul e a UE é positiva. As negociações estão concluídas, mas é necessário que haja autorização das instâncias comunitárias para que a Comissão Europeia possa assinar o acordo”, comentou Tatiana. “O que costumamos dizer é que o Mercosul está pronto, mas não está parado”, acrescentou.

Prazeres afirmou ainda que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, tem trabalhado muito para ampliar a rede comercial do Brasil e Mercosul, destacando a assinatura do acordo entre Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) no ano passado.

Anvisa determina recolhimento de panetones e chocotones contaminados com fungos; saiba quais

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou na terça-feira, 6, o recolhimento e a proibição da comercialização, distribuição e consumo de um lote de panetones e chocotones da empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos, após a identificação de fungos na superfície dos alimentos.

Foram interditados os seguintes produtos, todos do lote 251027, com prazo de validade até 27 de fevereiro deste ano:

– Mini Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional – 140 g;

– Panetone Nossa Língua Trufado com Bombons “Formato de Língua de Gato” – 700 g;

– Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional – 700 g;

– Panetone com Frutas Trufado Tradicional – 700 g.

De acordo com a Anvisa, a D’Viez comunicou o recolhimento voluntário dos produtos citados por contaminação por fungos. Procurada, a empresa ainda não havia comentado a medida até a publicação desta nota. O espaço segue aberto para manifestação.

Rússia envia submarino para escoltar petroleiro que não conseguiu atracar na Venezuela

 

A Rússia enviou um submarino e outras embarcações militares para escoltar um petroleiro que os Estados Unidos estão há duas semanas perseguindo no Oceano Atlântico, informaram nesta quarta-feira (07) o jornal americano The Wall Street Journal e a emissora CBS News.

A Guarda Costeira dos EUA tentou abordar o navio em dezembro no Caribe, quando se acreditava que ele estivesse se dirigindo para a Venezuela. O navio não conseguiu atracar na Venezuela nem ser carregado com petróleo.

O petroleiro mudou repentinamente de rumo para escapar da perseguição e está hoje entre a Islândia e as Ilhas Britânicas.

Segundo os relatos, trata-se do navio anteriormente conhecido como Bella 1, que tenta há mais de duas semanas evadir o bloqueio de Washington a petroleiros próximos à costa da Venezuela que são alvo de sanções internacionais .

Embora o petroleiro estivesse vazio, a Guarda Costeira americana o perseguiu até o Oceano Atlântico, como parte de uma campanha americana contra a frota de petroleiros que transportam petróleo de maneira ilícita pelo mundo – a chamada frota fantasma. Essas ações incluem o petróleo procedente do mercado negro comercializado pela Rússia.

A tripulação do navio repeliu uma tentativa dos Estados Unidos de abordá-lo em dezembro e seguiu em direção ao Atlântico. Enquanto a Guarda Costeira o perseguia, a tripulação pintou uma bandeira russa em uma das laterais, mudou o nome da embarcação para Marinera e alterou sua matrícula, substituindo-a por uma russa.

A Rússia demonstrou preocupação com as apreensões promovidas pelos EUA de petroleiros que transportam petróleo ilícito como forma de movimentar sua economia, e tomou a decisão incomum de permitir que os navios se registrem no país sem inspeção ou outras formalidades, segundo especialistas consultados pelo WSJ.

Moscou solicitou a Washington o fim da perseguição ao navio, segundo indicaram ao jornal outros três funcionários americanos, e o Ministério russo do Exterior declarou que acompanhava com preocupação a situação do petroleiro.

Mesmo assim, a Guarda Costeira dos EUA continuou o monitoramento da embarcação no leste do Atlântico, onde o navio atualmente se encontra e navega a cerca de 480 quilômetros ao sul da Islândia em direção ao Mar do Norte.

EUA planejam vender petróleo retido na Venezuela

O incidente com o petroleiro ocorre em um momento em que Washington e Moscou negociam uma solução para a guerra na Ucrânia. O incidente ameaça complicar as negociações, uma vez que a Rússia ainda não aceitou a proposta de paz encaminhada pelos Estados Unidos e pelo govervo ucraniano.

O Comando Sul dos EUA, que supervisiona as atividades militares americanas na América Latina e no Caribe, afirmou nesta terça-feira que “permanece pronto para apoiar os parceiros das agências do governo dos EUA na luta contra embarcações e atores sancionados que transitam por esta região”, sem mencionar a suposta presença do submarino russo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou nesta terça-feira um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo que estavam retidos na Venezuela devido ao bloqueio americano.

Plano de Trump de tomar petróleo venezuelano irrita China e faz preços caírem

 

Os preços globais do petróleo caíam nesta quarta-feira, 7, e a China acusou os EUA de intimidação, depois que o governo do presidente Donald Trump disse que havia persuadido a Venezuela a desviar suprimentos de Pequim e a exportar aos EUA até US$2 bilhões em petróleo bruto sancionado.

Os preços do petróleo bruto caíam cerca de 1% nos mercados mundiais nesta quarta-feira devido ao aumento previsto da oferta.

O acordo estava alinhado ao objetivo declarado de Trump de controlar as vastas reservas de petróleo da Venezuela, membro sul-americano da Opep, depois de depor o líder Nicolás Maduro, há muitos anos considerado um ditador e acusado de envolvimento com o tráfico de drogas em aliança com inimigos de Washington.

Os aliados do Partido Socialista de Maduro permanecem no poder na Venezuela, onde a presidente interina Delcy Rodriguez está trilhando uma linha tênue entre denunciar seu “sequestro” e dar início à cooperação com os EUA sob ameaças explícitas de Trump.

Trump se reunirá com executivos do setor de petróleo

O presidente dos EUA se reunirá com executivos de empresas petrolíferas dos EUA na sexta-feira, informou uma autoridade da Casa Branca nesta quarta-feira.

A Chevron é a única grande empresa petrolífera dos EUA que opera atualmente nos campos de petróleo da Venezuela, embora a Exxon Mobil e a ConocoPhillips tenham sido grandes produtoras antes de seus projetos no país sul-americano serem nacionalizados há duas décadas.

Trump: dinheiro do petróleo “será controlado por mim”

O presidente norte-americano disse que os EUA iriam refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto presos na Venezuela sob um bloqueio como um primeiro passo do plano para reviver o setor local há muito tempo em declínio, apesar de possuir as maiores reservas do mundo.

“Esse petróleo será vendido a seu preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado para beneficiar o povo da Venezuela e dos Estados Unidos!”, postou Trump na terça-feira.

Fontes da empresa estatal de petróleo PDVSA disseram à Reuters que as negociações para um acordo de exportação haviam progredido, embora o governo da Venezuela não tenha feito nenhum anúncio oficial.

A CNBC acrescentou que estes 50 milhões de barris são apenas o primeiro lote, com as vendas previstas para continuarem indefinidamente, e que as sanções dos EUA contra a Venezuela serão suspensas como parte do acordo.

O acordo poderia exigir inicialmente que as cargas destinadas ao principal comprador da Venezuela, a China, fossem redirecionadas, uma vez que Caracas está buscando descarregar milhões de barris retidos em navios-tanque e depósitos.

“O uso descarado da força pelos Estados Unidos contra a Venezuela e sua exigência de ‘América em primeiro lugar’ quando a Venezuela se desfaz de seus próprios recursos petrolíferos são atos típicos de intimidação”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, em uma coletiva de imprensa.

“Essas ações violam seriamente o direito internacional, infringem gravemente a soberania da Venezuela e prejudicam gravemente os direitos do povo venezuelano.”

Pequim, que importou 389.000 barris por dia de petróleo venezuelano em 2025, representando cerca de 4% de suas importações marítimas de petróleo bruto, pode agora recorrer mais ao Irã e à Rússia, disseram traders.

A China, a Rússia e os aliados esquerdistas da Venezuela denunciaram a incursão dos EUA para capturar Maduro, que foi a maior intervenção de Washington na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989 para derrubar Manuel Noriega.

Os aliados de Washington também estão profundamente desconfortáveis com o precedente extraordinário de capturar um chefe de Estado estrangeiro, com Trump fazendo uma série de ameaças de mais ações – do México à Groenlândia – para promover os interesses dos EUA.

Dezenas de mortos durante a captura de Maduro

Alguns detalhes ainda não foram esclarecidos sobre como as Forças Especiais dos EUA entraram em Caracas de helicóptero na escuridão de sábado, rompendo o cordão de segurança de Maduro e capturando-o na porta de uma sala segura, sem perda de vidas norte-americanas.

A Venezuela não confirmou o total de suas perdas, embora o exército tenha publicado uma lista de 23 mortos e a aliada Cuba tenha dito que 32 membros de seus serviços militares e de inteligência morreram.

Oposição venezuelana continua esperando

A principal opositora de Maduro na Venezuela, Maria Corina Machado, que saiu do país para receber o Prêmio Nobel da Paz em outubro, quer voltar para casa, onde diz que a oposição venceria facilmente uma votação livre.

Mas ela também está tomando cuidado para não antagonizar Trump, dizendo que gostaria de entregar pessoalmente a ele o prêmio Nobel que ele cobiçava e que ela dedicou a ele na época. Ela apoia o desejo de Trump de tornar a Venezuela um importante aliado e o centro energético das Américas.

Proibida de concorrer em uma eleição em 2024, o aliado de Machado, Edmundo Gonzalez, venceu de forma esmagadora, de acordo com a oposição, os EUA e vários observadores eleitorais.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Banco Central questiona decisão monocrática no caso do Banco Master e pede decisão colegiada do TCU

 

O Banco Central (BC) entrou com um embargo de declaração no Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar a decisão monocrática do ministro Jhonatan de Jesus que determinou uma inspeção no BC para averiguar o processo de análise do Banco Master.

Segundo o BC, o regimento interno do TCU determina que apenas decisões colegiadas podem determinar inspeções em órgão federais.

Por isso, o BC cobra essa decisão, que deveria ser feita pela Primeira Turma do tribunal, e não teria sido incluída no despacho do ministro.

“Tendo em vista que não há, na decisão monocrática proferida por Vossa Excelência, indicação de deliberação da Primeira Câmara do TCU determinando a inspeção no BCB, serve-se esta autarquia dos presentes embargos de declaração para solicitar que tal omissão seja sanada, mediante a indicação da decisão do referido colegiado acerca da mencionada diligência”, diz o Banco Central.

A informação foi divulgada pelo site G1 e confirmada pelo Estadão.

O TCU está em período de recesso, assim como o Congresso e o Poder Judiciário, e só retorna aos trabalhos na sexta-feira, 16 de janeiro.

Ministro do TCU alertou que pode impedir BC de vender bens do Banco Master

Jhonatan Jesus, do TCU, emitiu despacho na segunda-feira, 5, alertando que pode determinar que o Banco Central seja impedido de vender bens do Banco Master na liquidação do banco.

O ministro também detalhou como terá que ser feita a inspeção no Banco Central relativo ao processo de análise de supervisão do banco privado.

“Diante do risco de prática de atos potencialmente irreversíveis, não se descarta que venha a ser apreciada, em momento oportuno, providência cautelar dirigida ao Banco Central do Brasil, de natureza assecuratória e com contornos estritamente finalísticos e proporcionais, voltada à preservação do valor da massa liquidanda e da utilidade do controle externo, desde que amparada em elementos objetivos, com motivação expressa e ponderação específica quanto ao perigo na demora reverso”, diz Jesus.

Também nesta segunda, o presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo, afirmou por meio de nota que “não paira dúvida” sobre a competência do TCU para fiscalizar o trabalho do Banco Central.

“Vital do Rêgo reafirma que não paira qualquer dúvida sobre a competência do TCU para fiscalizar o Banco Central, que decorre diretamente da Constituição Federal. Nos arts. 70 e 71 da Constituição, o TCU é investido do controle externo da administração pública federal direta e indireta, abrangendo a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos e entidades, inclusive autarquias como o Banco Central. A fiscalização inclui a verificação da legalidade, legitimidade e economicidade dos atos de gestão pública, sem prejuízo da autonomia técnica e decisória do Banco Central”, diz o presidente.

Técnicos do TCU farão uma inspeção “in loco” no Banco Central para verificar documentos, registros internos e banco de dados referente ao caso.

O ministro determinou ponto a ponto o que precisará ser avaliado pelos técnicos do tribunal:

  1. o exame do histórico da supervisão prudencial do conglomerado, com acesso ao processo eletrônico interno PE nº 285696 e aos autos correlatos que documentem o acompanhamento, os marcos de reclassificação de risco, as exigências e as respostas, bem como eventuais medidas restritivas e seu monitoramento;
  2. a verificação das razões e critérios adotados quanto à instauração (ou não) de processo administrativo sancionador e outras providências de enforcement, especialmente quando houver comunicação de indícios a órgãos de persecução;
  3. a obtenção e análise do teor e registros formais da reunião/videoconferência de 17/11/2025 (convocação, pauta, participantes, ata/memória, documentos apresentados e exigências posteriores);
  4. a reconstrução e o exame do processo instaurado em 18/11/2025 relativo a requerimentos datados de 17/11/2025, com identificação do fluxo, das exigências, das instâncias técnicas e jurídicas envolvidas e dos fundamentos determinantes;
  5. a motivação técnica e a aderência procedimental de decisões relacionadas a transferência de controle e reorganizações societárias (inclusive quanto a requisitos de instrução e governança deliberativa), à luz da regulamentação aplicável; e
  6. os fundamentos para adoção (ou não) de medidas intermediárias previstas no arcabouço legal, quando cabíveis, antes da decretação do regime extremo.

Segundo o ministro, os técnicos do TCU deverão verificar a “motivação, coerência e proporcionalidade, examinar a consideração de alternativas menos gravosas e aferir, com rastreabilidade documental, o tratamento conferido a tratativas relevantes de mercado, inclusive aquelas apresentadas em janela imediatamente anterior à decretação do regime, sem prejuízo de outros pontos que a equipe entenda pertinentes no planejamento, com as cautelas de praxe”.

Queixas à nota técnica do Banco Central

Jesus também se queixou, em seu despacho, de que a nota técnica enviada pelo Banco Central na semana passada não trouxe documentos e se limitou a cronologia e fundamentos da decisão.

“Os pontos centrais afirmados na Nota Técnica – embora relevantes como narrativa institucional – não foram acompanhados de prova documental nos autos”, disse o ministro.

Ele também questiona o Banco Central, que afirmou na mesma nota técnica que não houve divergências entre os diretores do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, diretor da área de Fiscalização, e Renato Dias Gomes, da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.

Jesus afirma que houve matérias em jornais sobre a divisão interna entre as diretorias, e que isso precisa ser verificado agora.

“Essa aparente tensão recomenda que a inspeção reconstrua o iter decisório com documentação originária, permitindo aferir: (i) se houve, de fato, posições técnicas alternativas ou ressalvas relevantes; (ii) como foram processadas e superadas; e (iii) se a motivação final enfrentou, de modo suficiente, elementos contrários e alternativas menos gravosas”, diz.

Banco Central sob cerco

Após o depoimento colhido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com o diretor Ailton de Aquino, na semana passada, a decisão do TCU aumenta o cerco sobre o Banco Central. No Banco, as decisões do TCU são consideradas inéditas e heterodoxas, com o papel do órgão de supervisão bancária sendo colocado em xeque em pleno processo de análise.

Os temores são de que as instruções dadas por Jesus, agora com respaldo do presidente da corte, Vital do Rêgo, abram brechas para que o banqueiro Daniel Vorcaro consiga reverter a liquidação ou ser indenizado pelo caso, na Justiça.

A nota técnica do Banco Central, fez referência a três possíveis crimes que poderiam ter sido cometido pelo Master.

Além da venda de carteira falsa ao Banco de Brasília (BRB), que motivou o pedido de prisão de Vorcaro, o BC também fez uma comunicação ao Ministério Público Federal no dia 17 de novembro, sobre fraudes em fundos que chegariam a R$ 11,5 bilhões.

Uma semana, depois, no dia 25, já após a liquidação do banco, outra comunicação foi feita, por “indícios de condutas relacionadas à gestão fraudulenta de instituição financeira, à realização de operação simulada ou sem lastro e ao emprego de artifícios destinados a criar aparência de legalidade para operações desprovidas de substância econômica”, segundo o Banco Central.

Atividade forte no Brasil estimula Ibovespa a buscar os 164 mil pontos

 

A valorização do petróleo e novo indício de aquecimento da atividade brasileira estimulavam alta do Ibovespa praticamente desde a abertura dos negócios nesta terça-feira, 6. Entre a mínima e a máxima, o principal indicador da B3 saltou cerca de 2.100 pontos, com avanço quase generalizado na carteira teórica com 85 papéis.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços do Brasil subiu de 50,1 pontos em novembro para 53,7 pontos em dezembro, indicando a expansão mais rápida em mais de um ano. Leituras acima de 50 pontos indicam expansão da atividade. Os dados foram divulgados nesta manhã pela S&P Global, que destaca que houve uma melhoria substancial na demanda por serviços, com as vendas crescendo pelo segundo mês consecutivo e na maior proporção desde novembro de 2024.

“O PMI é um indicador importante, de um observador externo sobre a nossa atividade. Serviços estão em alta. Isso mostra que a economia brasileira está rodando”, diz Pedro Cutolo, estrategista da One Wealth Management.

Além da alta do Ibovespa, o real se valoriza em relação ao real. “Os juros futuros é que estão meio desanimados”, afirma Cutolo, ao referir-se ao viés das taxas futuras nesta manhã. Neste ambiente de atividade aquecida, avalia, não tem razão para corte de juros em janeiro ou março. Ele espera queda iniciando em abril.

Já o petróleo sobe em torno de 0,60%, enquanto o minério de ferro subiu 0,69% em Dalian, na China. Em dia de agenda escassa, o destaque são PMIs no exterior e no Brasil, além da divulgação da balança comercial de dezembro e de 2025, às 15 horas, seguida de entrevista. O vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, fará a abertura da entrevista coletiva.

Os investidores continuam acompanhando os desdobramentos geopolíticos da destituição do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. “O principal tema nos mercados globais continua sendo a Venezuela, mas isso não tem tido grandes implicações sobre preços de ativos”, pontua em comentário matinal, o economista Carlos Lopes, do Banco BV.

Na primeira sessão após a prisão de Maduro e da esposa, Cilia Flores, o Ibovespa fechou em alta de 0,83%, aos 161.869,76 pontos, em meio a perspectiva de desinflação mundial, apesar da valorização de mais de 1,5% nas cotações do petróleo.

Quanto à balança comercial, mediana encontrada em pesquisa feita pelo Projeções Broadcast é de superávit comercial de US$ 65,0 bilhões em 2025, abaixo do registrado em 2024 (US$ 74,6 bilhões). Em relação ao dado de dezembro, espera-se superávit comercial de US$ 7,1 bilhões , após saldo positivo de US$ 5,842 bilhões em novembro.

Às 10h48, o Ibovespa subia 1,30%, aos 163.976,71 pontos, na máxima, vindo de abertura na mínima de 161.869,76 pontos. Petrobras tinha alta de 0,40% (PN) e de 0,31% (ON), mas Vale cedia 0,14%.

Entre os grandes bancos o sinal era positivo, com a maior valorização em 2,04% (Bradesco ON).

Ibovespa retoma os 164 mil pontos e se aproxima da máxima histórica; dólar cai a R$ 5,37

 

Na esteira de uma valorização arraigada dentre quase todos os ativos da carteira, o Ibovespa avança 1,37% aos 163.920,39 pontos, se aproximando da máxima histórica do índice.

Grandes movers – como Vale, Itaú e Petrobras – operam no campo positivo. Ações do Bradesco saltam mais de 2%, ao passo que a Axia, antiga Eletrobras, avança mais de 3,5%.

As quedas ficam concentradas em companhias do ramo de siderurgia e mineração, como a Gerdau que recua cerca de 1%. As retrações ocorre a despeito da valorização de 0,7% do minério de ferro em Dalian a US$ 114,61, maior cotação em cinco meses.

O dia é de atenção nos indicadores econômicos, com o mercado mantendo o apetite ao risco apesar da tensão geopolítica por conta do ataque dos EUA à Venezuela e a deposição de Nicolás Maduro.

A agenda conta com divulgação de PMIs e, às 15h, serão divulgados dados sobre a balança comercial brasileira, impactando o mercado doméstico.

Wall Street opera sem volatilidade, com o Dow Jones avançando 0,15% enquanto Nasdaq e  S&P 500 sobem 0,12% e 0,08%, respectivamente.

Ibovespa fechou o pregão de segunda, 5, em alta de 0,83%, aos 160.869,76 pontos.

Dólar segue perto da estabilidade

O dólar recua no pregão desta terça, 6, com retração de 0,62% a R$ 5,3766 às 11h40, dez minutos após o Banco Central iniciar um leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.

Na segunda-feira, o dólar chegou a ser impulsionado sob o impacto do ataque dos Estados Unidos à Venezuela, em meio a preocupações quanto aos desdobramentos econômicos da operação norte-americana, mas perdeu força e fechou o dia cotado a R$5,4051, em baixa de 0,35%.

Com os temores sobre o ataque diminuindo, o dólar exibia nesta terça-feira variações modestas ante outras divisas no exterior, onde investidores esperam pela divulgação ao longo da semana de novos dados sobre a economia dos EUA — em especial dos números do mercado de trabalho, que podem alterar as apostas sobre a política monetária do Federal Reserve.

No Brasil, com o Congresso e parte das autoridades do Executivo ainda em recesso, os investidores não têm por enquanto gatilhos fortes para operar, o que mantém o dólar muito próximo da estabilidade ante o real, perto dos R$5,40.

“Caso rompa este suporte (de R$4,50), teremos novamente tendência de baixa do dólar de médio prazo”, pontuou em relatório o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, acrescentando que no longo prazo a divisa segue em tendência de queda.