segunda-feira, 27 de julho de 2026

PicPay compra Kovr, empresa que pertencia ao Banco Master

 


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Créditos: Reprodução/Veja Negócios


 O Banco Central aprovou a compra da Kovr, empresa de tecnologia focada em seguros digitais e administração de apólices, pelo PicPay. A seguradora havia sido comprada, em setembro de 2025, pelos próprios executivos da empresa, deixando o grupo Master antes da liquidação. A Kovr era um dos poucos ativos considerados saudáveis que estavam sob tutela do Master em setembro de 2025. Com todas as aprovações regulatórias necessárias já obtidas, o PicPay dará prosseguimento às etapas restantes para a conclusão da transação.

 “A aprovação marca um ponto importante na estratégia do PicPay de construir uma plataforma de seguros abrangente e de ponta a ponta para sua base de clientes”, afirma o banco. O PicPay possui 10 milhões de apólices ativas em sua plataforma. A aquisição da Kovr acelerará a evolução de um modelo focado em distribuição para uma plataforma de seguros verticalmente integrada.

 

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Savegnago anuncia nova loja em Campinas (SP)

 


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Créditos: Divulgação/ Rede Savegnago


 O Savegnago Supermercados vai inaugurar uma unidade no Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas (SP). A previsão é que a loja seja aberta em dezembro deste ano, ocupando o ponto onde funcionava o Carrefour, que encerrou suas atividades em agosto de 2025. Anteriormente, a área também abrigou uma unidade do BIG. Esta será a oitava loja do Savegnago no município. “Vai ser uma mega loja, totalmente estruturada. 

Estamos colocando tudo que nós aprendemos nesses 50 anos, tudo que nós temos de recurso para investir nessa loja, pela importância do shopping e pela importância de Campinas no cenário nacional, buscando o que tem de mais moderno”, afirma Chalim Savegnago, presidente-executivo da rede. Atualmente, a empresa está presente em 23 municípios paulistas, com 64 supermercados, além de 11 unidades do Paulistão Atacadista. As informações são do jornal local ACidade ON Campinas.

 

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Nutrella é comprada por R$ 4,7 milhões

 


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Créditos: Reprodução/Exame


 O novo dono da Nutrella foi definido na sexta-feira (24). A marca de pães foi arrematada por R$ 4,7 milhões em leilão, encerrando um capítulo de meses de impasse entre a Bimbo e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Com a comissão de 5% do leiloeiro, o valor total da operação chega a R$ 4,935 milhões. A identidade do comprador ainda não foi revelada. A venda da Nutrella foi uma exigência do Cade para aprovar a aquisição da Wickbold pela Bimbo, em setembro de 2025, por meio de um Acordo em Controle de Concentrações (ACC).

Capítulo pode não estar encerrado

 Pelo acordo, a marca precisava ser vendida para uma empresa que não atuasse no segmento de pães industrializados, garantindo a manutenção da concorrência no mercado. As restrições limitaram o número de interessados e, após tentativas frustradas de venda direta, a Nutrella acabou indo para leilão. Mesmo com a conclusão da disputa, o processo ainda pode ter novos capítulos, já que a Bimbo contestou pontos do edital e pode questionar o resultado, segundo informações da Exame. O Grupo Bimbo assinou o contrato de compra das operações da Wickbold em 2024 e recebeu aprovação do Cade em setembro do ano passado.

 

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Irã anuncia arrecadação de US$ 18 bilhões com exportação de petróleo em meio à guerra

 

A arrecadação do Irã com petróleo atinge a marca de US$ 18 bilhões, conforme anunciou o governo de Teerã. O montante foi gerado exclusivamente pela exportação do óleo desde o agravamento dos conflitos militares no Oriente Médio, demonstrando a capacidade do país de ampliar suas receitas mesmo sob um rigoroso regime de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e seus aliados.

O que aconteceu

  • A arrecadação do Irã com petróleo totaliza mais de US$ 18 bilhões desde o início dos conflitos no Oriente Médio.
  • O aumento da receita é atribuído à forte valorização do barril e às exportações para parceiros, como refinarias independentes da China.
  • A situação eleva a pressão diplomática sobre os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que acusam Teerã de financiar grupos aliados na região.

Segundo Teerã, o aumento da arrecadação ocorreu em meio à forte valorização do petróleo no mercado internacional. Nas últimas semanas, os contratos do barril do tipo Brent, por exemplo, ultrapassaram a marca de US$ 100, impulsionados pela escalada das tensões na região e pelo temor de interrupções na oferta global.

Embora continue impedido de negociar livremente no sistema financeiro internacional, o Irã manteve as exportações para países parceiros, principalmente para refinarias independentes da China.

Como o Irã contorna as sanções?

O anúncio aumenta a pressão diplomática sobre os Estados Unidos e a Otan, que acusam Teerã de utilizar parte desses recursos para financiar grupos aliados no Oriente Médio.

Entre os grupos supostamente apoiados pelo Irã estão os rebeldes Houthis, no Iêmen, além de milícias que atuam na Síria e no Iraque. Segundo autoridades ocidentais, esses grupos têm intensificado ataques contra embarcações comerciais e instalações estratégicas na região.

Impacto regional e reações internacionais

O fortalecimento financeiro do Irã também ocorre em um momento de preocupação com a segurança das rotas marítimas internacionais. Os ataques no Estreito de Bab el-Mandeb obrigaram diversas companhias de navegação a desviar suas embarcações pelo sul da África, aumentando os custos do transporte global de mercadorias.

Diante do anúncio, o governo do presidente Donald Trump avalia ampliar as restrições econômicas contra o setor petrolífero iraniano. Entre as medidas estudadas estão sanções secundárias contra portos, empresas marítimas e refinarias chinesas que continuem processando petróleo proveniente do Irã.

Caso avancem, as novas medidas poderão elevar a tensão comercial entre Washington e Pequim e aumentar a volatilidade do mercado internacional de energia.

 

Como o Irã conseguiu arrecadar US$ 18 bilhões com petróleo mesmo sob sanções?

 

Mesmo sob um regime rigoroso de sanções econômicas impostas por Estados Unidos e aliados ocidentais, o Irã surpreendeu o mercado internacional ao anunciar uma arrecadação de mais de US$ 18 bilhões com suas exportações de petróleo. A cifra reacende o debate sobre a real eficácia das restrições e levanta questionamentos sobre como o Irã vende petróleo, contornando os bloqueios por meio de uma complexa estrutura paralela, que inclui a famosa “frota fantasma”.

Da IstoÉ

O que aconteceu

  • O Irã arrecada mais de US$ 18 bilhões com exportações de petróleo, desafiando sanções internacionais impostas pelos Estados Unidos e aliados ocidentais.
  • O país utiliza uma “frota fantasma” de petroleiros e sistemas de pagamento alternativos para comercializar a commodity no mercado global.
  • A China figura como principal destino do petróleo iraniano, adquirido com descontos significativos em relação ao preço internacional.

Apesar das restrições econômicas, o país persa desenvolveu uma estrutura robusta para continuar comercializando petróleo com compradores estrangeiros, especialmente da Ásia.

Como funciona a “frota fantasma” do Irã?

Um dos principais mecanismos utilizados pelo Irã é uma extensa rede de petroleiros conhecida no mercado como “frota fantasma”. Essas embarcações costumam navegar com os sistemas de localização desligados, alteram frequentemente a bandeira sob a qual estão registradas e realizam transferências de petróleo entre navios em alto-mar.

O objetivo principal é dificultar a identificação da origem da carga e evitar o rastreamento por autoridades internacionais, burlando as sanções. Esse modelo tornou-se um dos principais instrumentos para manter o fluxo das exportações iranianas.

China: o principal parceiro comercial

Grande parte do petróleo exportado pelo Irã tem como destino refinarias independentes da China. Essas empresas compram o petróleo iraniano com descontos em relação ao preço internacional do Brent, tornando o negócio financeiramente atrativo para Pequim.

Como o governo chinês não adota as sanções unilaterais impostas por Washington, o comércio entre os dois países continua ocorrendo mesmo diante das restrições americanas, solidificando a China como um parceiro-chave.

Como os pagamentos são feitos?

Outro fator importante para a sustentabilidade do comércio de petróleo iraniano está no sistema de pagamentos. Em vez de utilizar o SWIFT, principal rede financeira internacional, as negociações são liquidadas por mecanismos alternativos e descentralizados.

Entre eles estão pagamentos em yuans, moedas locais de outros parceiros comerciais e operações de compensação comercial. Nestes acordos, o petróleo é trocado diretamente por mercadorias, alimentos ou equipamentos tecnológicos.

Esse modelo reduz a exposição das transações ao sistema financeiro tradicional, controlado por países ocidentais, e garante a fluidez do comércio.

Valorização do petróleo impulsiona arrecadação

Além da estrutura logística e financeira criada ao longo dos últimos anos, o Irã também foi beneficiado pela valorização do petróleo. Com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio, o barril do Brent ultrapassou os US$ 100, elevando automaticamente a receita obtida em cada carregamento exportado.

Mesmo oferecendo descontos significativos aos compradores, o país conseguiu ampliar sua arrecadação, aproveitando a conjuntura de alta nos preços globais da commodity.

Quais são as perspectivas futuras?

A divulgação dos números de exportação iraniana aumentou a pressão para que os Estados Unidos ampliem as sanções. O governo norte-americano estuda aplicar restrições secundárias contra empresas de navegação, portos e refinarias que continuem operando com petróleo iraniano, especialmente as localizadas na China.

Caso as medidas avancem, a tendência é de aumento das tensões entre Washington e Pequim, além de novos impactos sobre o mercado global de energia e sobre os preços internacionais do petróleo, com possíveis repercussões geopolíticas e econômicas.

 

 https://istoedinheiro.com.br/como-o-ira-conseguiu-arrecadar-us-18-bilhoes-com-petroleo-mesmo-sob-sancoes

Mercado reduz previsão da inflação pela quarta semana seguida e IPCA deve fechar 2026 em 5,12%

 

O mercado financeiro voltou a reduzir a expectativa para a inflação brasileira em 2026. De acordo com o Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central, a mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,15% para 5,12%, marcando a quarta queda consecutiva nas estimativas para este ano.

A nova revisão reforça a percepção de que o processo de desaceleração dos preços continua ganhando força, embora a inflação ainda permaneça acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.

Além da revisão para o acumulado de 2026, os economistas também reduziram a projeção para o IPCA de julho. A expectativa caiu de 0,26% para 0,20%, sinalizando uma inflação mensal mais moderada do que a prevista na semana anterior.

Para os próximos anos, no entanto, o mercado voltou a elevar as estimativas. A projeção para a inflação de 2027 passou de 4,20% para 4,22%, enquanto a expectativa para 2028 avançou de 3,78% para 3,80%. Já para 2029, a previsão permaneceu em 3,50%.

Selic segue estável

Mesmo com a melhora nas projeções para a inflação deste ano, o mercado não alterou a expectativa para a taxa básica de juros.

O Focus manteve a previsão de que a Selic encerrará 2026 em 14% ao ano. Para 2027, a expectativa continua em 12%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 seguem em 10,5% e 10%, respectivamente.

A manutenção das estimativas indica que os analistas ainda enxergam um cenário de cautela para a condução da política monetária, mesmo diante da melhora recente dos indicadores de inflação.

PIB e dólar ficam praticamente inalterados

As projeções para o crescimento da economia brasileira permaneceram estáveis.

O mercado manteve a expectativa de expansão de 1,99% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, enquanto a previsão para o câmbio permaneceu em R$ 5,20 por dólar ao fim deste ano.

Os dados do Focus são divulgados semanalmente pelo Banco Central e reúnem as projeções de instituições financeiras e consultorias para os principais indicadores da economia brasileira.

 

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Fed decide juros nesta quarta e mercado enxerga risco de alta; veja o que esperar

 

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, inicia nesta terça-feira, 28, mais uma reunião do Federal Open Market Committee (FOMC), com a decisão sobre a taxa básica de juros prevista para quarta-feira, 29, às 15h (horário de Brasília). O encontro é acompanhado de perto pelos mercados globais por definir os rumos da política monetária da maior economia do mundo.

O que aconteceu

  • O Federal Reserve (Fed) se reúne para definir a taxa de juros, com expectativa de manutenção, mas cresce a probabilidade de alta.
  • Fatores como tensões geopolíticas no Oriente Médio e inflação doméstica nos EUA aumentam as incertezas sobre a decisão.
  • O novo presidente do Fed, Kevin Warsh, adota um discurso mais rígido contra a inflação, o que pode influenciar a volatilidade dos mercados.

A expectativa predominante entre economistas é de que o Fed mantenha a taxa de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, repetindo o resultado das últimas quatro reuniões. Caso o cenário se confirme, será o quinto encontro consecutivo sem mudanças na política monetária.

Por que aumentaram as dúvidas sobre a decisão?

Até a primeira quinzena de julho, os dados de inflação dos Estados Unidos indicavam uma desaceleração dos preços, reduzindo significativamente as apostas em uma nova alta dos juros. No entanto, o cenário mudou após uma combinação de fatores externos e domésticos.

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã elevou os preços internacionais do petróleo. Os contratos futuros do Brent voltaram a superar os US$ 100 por barril, reacendendo preocupações com uma nova onda de inflação provocada pelo aumento dos custos da energia.

Ao mesmo tempo, a ameaça de rebeldes houthis de interromper rotas comerciais no Mar Vermelho ampliou as incertezas sobre a cadeia global de abastecimento.

No ambiente doméstico americano, a inflação segue acima da meta de 2% estabelecida pelo Fed. Além dos impactos da energia, analistas apontam que a forte demanda por investimentos em Inteligência Artificial e as novas tarifas comerciais impostas pela administração de Donald Trump continuam pressionando os preços.

O papel de Kevin Warsh na política monetária

Esta será a segunda decisão de política monetária comandada por Kevin Warsh, novo presidente do Federal Reserve.

Desde que assumiu o cargo, Warsh tem adotado um discurso considerado mais rígido no combate à inflação. O dirigente também anunciou a intenção de reduzir o uso do chamado forward guidance, estratégia utilizada pelos bancos centrais para antecipar ao mercado os possíveis próximos passos da política monetária.

Na prática, a mudança aumenta a imprevisibilidade das decisões e amplia a volatilidade dos mercados financeiros.

O que a decisão do Fed pode provocar no Brasil?

As decisões do banco central americano costumam ter reflexos diretos sobre os ativos brasileiros.

Caso o Fed surpreenda com uma alta dos juros ou adote um discurso mais duro na coletiva após a reunião, investidores podem direcionar recursos para os títulos públicos americanos, considerados mais seguros.

Esse movimento tende a fortalecer o dólar em relação a outras moedas, incluindo o real, além de aumentar a pressão sobre mercados emergentes.

Uma moeda americana mais forte também pode influenciar expectativas de inflação e os custos de financiamento no Brasil.

Superquarta tem outros indicadores importantes na agenda

Além da decisão do Fed, os investidores acompanharão uma agenda intensa de indicadores econômicos.

Na terça-feira, 28, será divulgado o IPCA-15 de julho, considerado a prévia da inflação oficial brasileira.

Já na quinta-feira, 30, estão previstos os números do Caged, que mede a geração de empregos formais, e da Pnad Contínua, principal pesquisa sobre o mercado de trabalho brasileiro.

O conjunto desses dados ajudará a definir o comportamento dos mercados nos próximos dias e poderá influenciar as expectativas para os próximos passos da política monetária tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

 

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