sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Commodities dão fôlego ao Ibovespa, que sobe a 176 mil pontos, apesar de queda de NY

 Ibovespa B3: cálculo e significado sobre indicador do mercado

A valorização do petróleo e do minério de ferro estimula o Ibovespa no

início do pregão desta sexta-feira, 23. Caso se confirme, o principal indicador da B3 tem espaço para nova pontuação inédita de fechamento, mesmo após ter encerrado ontem pela terceira sessão seguida em marca recorde.

Como ressalta Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, o principal indicador da B3 caminha para fechar uma semana “basicamente histórica”, não só por ter terminado a sessão passada pela primeira vez na faixa dos 175 mil pontos, mas também pela valorização semanal de 6,50%. “Não víamos essa magnitude de alta desde 2020. É um movimento bastante forte, basicamente sendo movido pela entrada de capital estrangeiro”, afirma.

A elevação do Ibovespa, contudo, é moderada pelo viés de baixa dos índices futuros de ações norte-americanos e após sequenciais recordes do principal indicador da B3.

“No Brasil, os ajustes externos favorecem uma pausa no rali desta semana nos ativos locais, embora deva persistir a visão positiva que embalou bolsa e câmbio nos últimos dois dias”, diz Silvio Campos Neto, economista sênior e sócio da Tendências Consultoria, em nota.

Hoje, ficam no foco assuntos institucionais ligados ao caso Master e envolvendo o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. Nesta manhã, Aquino afirmou que jamais recomendou aquisição de carteiras fraudadas, após a colunista Malu Gaspar do jornal O Globo informar que ele pressionou o BRB a comprar carteiras de crédito consignado do Banco Master.

 A agenda de indicadores interna, por sua vez, está esvaziada, enquanto no exterior ficam no radar PMIs, índices de gerentes de compras, nos Estados Unidos, após a divulgação desses indicadores na Europa. Também será informado nos EUA o índice de confiança do consumidor americano medida pela Universidade de Michigan. Ainda prosseguem no centro das atenções incertezas geopolíticas, principalmente as que envolvem a Groenlândia.

Ontem, o Ibovespa fechou em nível recorde pela terceira sessão consecutiva, agora aos 175,5 mil pontos. Subiu 2,20%, aos 175.589,35 pontos.

Às 11h02, o Índice Bovespa tinha alta de 0,37%, aos 176.243,66 pontos, enquanto o petróleo avançava quase 2,90% no exterior. Já o minério fechou em alta de 1,21% hoje em Dalian, na China.

Hoje, o Ibovespa subiu 0,69%, na máxima em 176.792,41 pontos, e atingiu mínima em 175.590,12 pontos, com variação zero, marca quase igual à mínima (175.589,66 pontos). A maior alta era C&A, com 5,32%, apesar do viés de alta dos juros futuros. Já a maior queda era Cemig (-4,27%).

Entre as ações de primeira linha, Petrobras tinha valorização de 1,79% (PN) e 1,822% (ON), enquanto Vale avançava 1,22%. No caso dos grandes bancos, Bradesco PN tinha elevação de 1,08% e ON, de 0,80%; Unit de Santander subia 0,74% e Itaú Unibanco, 0,72%. Banco do Brasil tinha alta de 0,81%

BC quer que BRB faça provisão de R$ 2,6 bi para conter perdas com Caso Master

 

O Banco Central enviou um ofício ao Banco de Brasília (BRB) determinando provisão de R$ 2,6 bilhões para reequilibrar o seu balanço, depois de ter se envolvido em um processo de compras de carteiras de crédito falsas do Banco Master. O número final, contudo, ainda será discutido entre a autoridade monetária e o próprio banco, que faz uma análise própria sobre os ativos e tem uma margem para contrapor e negociar alternativas com o BC.

As informações foram divulgadas primeiramente pelo jornal Valor Econômico e confirmadas pelo Estadão.

Procurado, o BRB afirmou que trabalha em conjunto com o Banco Central e que há uma investigação independente sendo feita para analisar o caso. Caso o prejuízo seja confirmado, o banco diz que já tem um plano de aporte de capital pronto.

“Caso sejam confirmados, o BRB informa que já possui plano de capital que prevê aporte através de vários instrumentos de recomposição de capital. O BRB reafirma que segue sólido, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros”, diz, em nota.

Entenda o caso

Em março de 2025, o BRB fez uma proposta de compra de um pedaço do Banco Master. O processo, contudo, foi negado pelo Banco Central em setembro, e posteriormente, em novembro, o Master foi liquidado.

Desde julho de 2024, o BRB vinha comprando carteiras de crédito consignado do Master, em um montante total que chegou a R$ 16 bilhões. A maior parte dessas carteiras, contudo, cerca de R$ 12,2 bilhões, eram fraudadas, segundo investigações da Polícia Federal.

O BRB, então, passou a trocar esses ativos do banco Master por outros do próprio banco, mas nem toda a carteira foi substituída, conforme depoimento do ex-presidente do banco Paulo Henrique Costa, revelado pelo Estadão.


Presidente e ex-diretores do Rioprevidência são alvos de operação da PF ligada ao Master

 

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira, 23, mandados de busca e apreensão contra três autoridades do Rioprevidência para apurar a suspeita de operações financeiras irregulares no mais recente desenvolvimento do caso envolvendo o Banco Master, de acordo com fontes.

Entre os alvos estão o diretor-presidente da instituição, Deivis Marcon Antunes; Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de Investimentos interino, conforme duas dessas fontes.

Segundo nota da PF, que não cita nomes, policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro no âmbito de operação, “com o objetivo de apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Estado a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

De acordo com a PF, a investigação, iniciada em novembro de 2025, visa apurar um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

Estão sendo apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

O Rioprevidência não respondeu de imediato a pedido de comentário.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Trump lança em Davos Conselho de Paz criado por ele

 Trump e líderes na cerimônia de criação do Conselho da Paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente o seu Conselho de Paz, que busca, segundo ele, pacificar e reconstruir Gaza. O lançamento ocorreu no Fórum Econômico de Davos, na Suíça.

Em seu discurso, na manhã desta quinta-feira (22), o norte-americano disse que “todo mundo quer fazer parte do Conselho de Paz”. No entanto, vários países convidados, inclusive o Brasil, ainda não responderam ao convite de Trump. Noruega, Suécia, França, Eslovênia e Reino Unido já anunciaram que não devem se juntar ao grupo.

Segundo Trump, 59 países já estão alinhados para participar deste seu grupo mas, oficialmente, apenas 22 nações se comprometeram com o grupo criado pelo presidente norte-americano. São eles: Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Catar, Cazaquistão, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Marrocos, Paraguai, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.

Idealizado, criado e presidido por Trump, o conselho não tem clara a sua real legitimidade para propor e executar qualquer medida de paz em terras estrangeiras. Foi criado, segundo o presidente estadunidense, para tratar das questões de Gaza, mas ele afirmou que o conselho poderá atuar em outros assuntos mundiais.

Ele criticou a ONU, mas afirmou que seu grupo pretende trabalhar com o órgão. “Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”.

Após sua fala, Trump assinou um documento criando formalmente o Conselho de Paz. Junto dele estavam outros líderes como o presidente argentino Javier Milei; o primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán; Prabowo Subianto, presidente da Indonésia e Ilham Aliye, presidente do Azerbaijão.

Os países convidados, caso aceitem, terão três anos de mandato. Para ter uma cadeira permanente no Conselho de Paz de Trump, os interessados terão de pagar US$ 1 bilhão, fundo que será administrado exclusivamente pelo norte-americano.

* com informações da agência Reuters

 

JBS inaugura fábrica na Arábia Saudita, anuncia expansão e amplia disputa com a Sadia

A JBS inaugurou nesta quinta-feira, 22, uma fábrica de alimentos processados em Jeddah, na Arábia Saudita, e anunciou uma expansão que dobrará a capacidade da unidade até o fim de 2026. O movimento aprofunda a estratégia da companhia de ampliar a presença produtiva local em um mercado que historicamente foi um dos principais destinos do frango brasileiro, mas que avança de forma consistente em políticas de autossuficiência.

O investimento total da JBS no país soma US$ 85 milhões e inclui, além da planta de Jeddah, uma unidade em Dammam e infraestrutura de distribuição. Com a nova operação, a companhia estrutura um ecossistema produtivo no país sob a marca Seara, com foco no abastecimento do mercado saudita e em exportações regionais de produtos halal.

Segundo o CEO da Seara, João Campos, a decisão de expandir a fábrica decorreu da rápida absorção da produção pelo mercado local. “Quando ela veio, ela quadruplicou o nosso volume na Arábia Saudita e agora estamos duplicando o volume dessa planta pela aceitação da marca Seara no mercado local”, disse.

Antes da entrada em operação da unidade de Jeddah, a JBS operava com uma planta de processamento em Dammam, com cerca de 250 funcionários e capacidade anual de 10 mil toneladas. A fábrica, que começou a operar em 2025, elevou a escala local da companhia e gera 500 empregos diretos, levando o quadro total da JBS na Arábia Saudita para cerca de 950 colaboradores. Questionado sobre a capacidade atual da planta de Jeddah e os volumes previstos após a expansão, o executivo afirmou que a companhia não divulga esses dados.

A presença produtiva no país representa uma inflexão na estratégia da companhia para o Oriente Médio. A JBS atua há mais de 30 anos na Arábia Saudita com exportações de aves a partir do Brasil, mas iniciou a construção da marca Seara no mercado local há cerca de quatro anos, com produtos processados, distribuição própria e investimentos em comunicação. “É exatamente a fórmula que a gente tem no Brasil de produto de alta qualidade, liderança em inovação e um engajamento de comunicação muito forte com o consumidor local”, disse Campos.

Atualmente, a planta de Jeddah produz empanados e cortes de frango e já exporta para sete países da região, como Kuwait, Omã e Emirados Árabes Unidos. Segundo o executivo, o foco segue sendo o mercado saudita, mas a operação cria uma base para ampliar exportações a outros destinos com demanda por produtos halal. “O mercado é complementar. Ele complementa o que a gente já tem investido e desenvolvido na Seara, não só no Brasil, como em outros mercados”, afirmou.

Disputa com Sadia

Em outubro passado, a MBRF, rival da JBS, assinou um acordo de investimento com a saudita Halal Products Development Company (HPDC) para impulsionar sua joint venture local, abrindo caminho para a listagem dessa JV na bolsa de valores de Riad até 2027.

A MBRF também está construindo uma fábrica de alimentos em Jeddah, a segunda maior cidade da Arábia Saudita, com capacidade para processar cerca de 40.000 toneladas de produtos de carne por ano a partir de meados de 2026.

 

Como fazer ou regularizar a prova de vida do INSS

 

Mais de 4 milhões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) precisam atualizar sua Prova de Vida, ou seja, a comprovação de que ainda está vivo e pode continuar a receber o benefício previdenciário.

Segundo a Previdência Social, mais de 30 milhões de pessoas, ou 80%, estão com a Prova de Vida validada em dia.  É exigida a Prova de Vida para se evitar fraudes e pagamentos indevidos e, por isso, ocorre periodicamente.

Boa parte da verificação é realizada pelo cruzamento de dados oficiais do Governo Federal. Com isso, a grande maioria não precisa ir ao banco ou acessar o Meu INSS para manter o benefício ativo.

Para saber se algum beneficiário precisa realizar a Prova de Vida, há duas opções:

Pelo Meu INSS: acesse o site ou aplicativo, faça login com CPF e senha e procure o serviço “Prova de Vida”. Se aparecer a data da última atualização, está tudo certo.

Pelo telefone 135: serviço disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Caso apareça a mensagem “Comprovação de vida não realizada”, será preciso regularizar a situação.

Passo a passo para regularizar a Prova de Vida

Acesse o site ou aplicativo Meu INSS, faça login e siga as instruções para o reconhecimento facial, se solicitado;

 Em alguns bancos, é possível realizar a Prova de Vida online, com os recursos digitais do internet banking;

Também é possível comparecer presencialmente à agência bancária para fazer o procedimento.

 Para evitar golpes, o INSS orienta:

  • O INSS não liga pedindo a realização da Prova de Vida;
  • O INSS não envia mensagens por WhatsApp, SMS ou aplicativos, ameaçando bloqueio imediato do benefício;
  • O INSS não manda servidores a sua casa para recolher documentos ou realizar o procedimento.
  • Desconfie de qualquer contato fora dos canais oficiais.
  • Nunca informe dados pessoais, senhas ou documentos por telefone, mensagem ou para desconhecidos.
  • Em caso de dúvida, use sempre o telefone 135 ou consulte o site/aplicativo Meu INSS. Fique alerta, siga as orientações oficiais e proteja seu benefício.  

Deutsche Börse fecha acordo para comprar Allfunds por 5,3 bilhões de euros

 

A Deutsche Börse informou que firmou um acordo vinculante com a Allfunds para a aquisição recomendada da empresa, avaliando o grupo em cerca de 5,3 bilhões de euros. Segundo o comunicado da Deutsche Börse, os acionistas da Allfunds terão direito a receber 8,80 euros por ação, divididos em 6,00 euros em dinheiro, 2,60 euros em ações da Deutsche Börse Group e um dividendo permitido de até 0,20 euro.

 De acordo com o comunicado da Deutsche Börse, o conselho de administração da Allfunds “apoia unanimemente a operação” e pretende recomendar que os acionistas votem a favor do negócio. A transação será estruturada por meio de um “acordo de reorganização aprovado pela Justiça no Reino Unido”, que exige aprovação de acionistas representando ao menos 75% do valor das ações presentes e votantes.

A Deutsche Börse destacou no comunicado que já recebeu compromissos irrevogáveis de voto favorável relativos a aproximadamente 48,9% do capital social emitido da Allfunds, incluindo participações detidas pela LHC3 Limited e pelo BNP Paribas. Ainda segundo a Deutsche Börse, diretores da Allfunds também se comprometeram a apoiar a operação.

O comunicado afirma que a aquisição representa “uma oportunidade altamente atraente para criar um player global de classe mundial em serviços de fundos”, combinando a força de distribuição da Allfunds com as capacidades de custódia e liquidação da Clearstream Fund Services.

 A empresa acrescenta que há “potencial significativo de sinergias” ao longo da cadeia de valor de fundos e que vê “potencial de crescimento de receitas de dois dígitos no médio e longo prazo” para o negócio combinado.