segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Saída de Dantas do TCU abre espaço para indicação de Rodrigo Pacheco

 

Abertura de vaga na Corte de Contas viabiliza articulação do Senado durante o esforço concentrado.

A oficialização da saída do ministro Bruno Dantas do Tribunal de Contas da União abre o processo de sucessão para a vaga destinada ao Senado. A movimentação viabiliza a indicação do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco para a vaga na corte de contas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, conduz a articulação política para deliberar a matéria durante o esforço concentrado no Congresso. Após a formalização da renúncia, se espera a votação do nome em plenário ainda esta semana.

A indicação é tratada pelas lideranças das principais bancadas como uma solução construída no âmbito do próprio Poder Legislativo. No entorno do tribunal, a avaliação é que a escolha de um nome de perfil institucional facilita a transição no órgão de controle.

Dantas integrava o tribunal desde 2014 e presidiu a instituição entre 2023 e 2024. Aos 48 anos, o ex-ministro decidiu antecipar o término de sua trajetória pública para migrar para o setor privado, renunciando a mais de duas décadas de mandato restante até a aposentadoria compulsória.

A construção da candidatura de Pacheco ganhou tração em maio, obtendo respaldo do MDB, União Brasil e PSD. O movimento se consolidou após o desgaste nas relações com o Palácio do Planalto decorrente da vaga no Supremo Tribunal Federal, onde a escolha do governo pelo nome de Jorge Messias resultou na rejeição do indicado pelo plenário do Senado no fim de abril.

O arranjo no TCU ganhou viabilidade com a confirmação de que Pacheco não disputará o governo de Minas Gerais. O recuo definitivo do parlamentar destravou a definição do palanque governista no estado, consolidando o nome do deputado Patrus Ananias para o pleito e liberando o caminho para a migração ao tribunal. A conclusão do processo depende agora da manutenção de quórum na Casa durante a semana de votações.

 

Câmbio fica mais sujeito a risco de volatilidade com aperto eleitoral

 

Redução da vantagem do governo em pesquisas induz ajuste no dólar à vista.

O dólar à vista opera em queda de 0,56% nesta segunda-feira (31), cotado a R$ 5,18 na venda. O movimento reflete a reação do mercado financeiro a novos levantamentos eleitorais que mostram compressão na vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente ao senador Flávio Bolsonaro no segundo turno do pleito de outubro.

O pregão coincide com a formação da taxa Ptax de encerramento de mês, onde agentes operam para direcionar a cotação de acordo com o interesse de suas posições no mercado futuro. O indicador, calculado pelo Banco Central com base nas transações do mercado à vista, baliza a liquidação dos contratos derivativos.

Na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento em setembro registrava recuo de 0,40%, negociado aos mesmos R$ 5,18.

De acordo com a pesquisa BTG/Nexus, Lula soma 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33%. Na simulação de segundo turno, a distância entre ambos encolheu para um ponto percentual, com o petista marcando 46% contra 45% do adversário, configurando empate técnico no limite da margem de erro.

A sondagem AtlasIntel/Bloomberg mostrou trajetória semelhante ao registrar queda na diferença entre os dois candidatos de 6,3 para 4,5 pontos percentuais na disputa final, reduzindo a vantagem do atual governo em relação ao levantamento divulgado em julho. O placar aponta 47,1% para o presidente e 42,6% para o senador do PL, enquanto no primeiro turno os percentuais ficam em 43,4% e 33,7%, respectivamente.

A disputa pela Ptax mantém a volatilidade na primeira metade dos negócios, deixando a trajetória da moeda dependente dos desdobramentos da corrida eleitoral.

 

 https://istoedinheiro.com.br/cambio-fica-mais-sujeito-a-risco-de-volatilidade-com-aperto-eleitoral



Pix MED: Entra em vigor nova regra do Banco Central nessa terça-feira

 


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Japão gasta US$ 96 bi em intervenção recorde para fortalecer o iene

 

Ação coordenada entre Tóquio e Washington injetou 15,4 trilhões de ienes no mercado cambial em menos de um mês. Movimento inédito sinaliza limite de tolerância com a divisa e alerta especuladores globais.

O governo japonês acaba de realizar a mais agressiva ofensiva cambial de sua história recente, gastando o valor recorde de US$ 96,4 bilhões (cerca de 15,4 trilhões de ienes) em menos de um mês para impedir o colapso da sua moeda. Segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério das Finanças, o volume sem precedentes injetado no mercado buscou estancar a desvalorização do iene, que recentemente tocou seu patamar mais crítico em 40 anos frente ao dólar. A operação de “salvamento” ganhou um peso estrutural ainda maior por contar com o inédito apoio financeiro e estratégico dos Estados Unidos, mudando completamente a dinâmica de risco para quem aposta contra a divisa asiática.

A pressão brutal sobre a moeda do Japão vinha escalando nas últimas semanas, com a cotação flertando perigosamente com a marca de 160 ienes por dólar. Essa deterioração acionou um alerta vermelho nas finanças de Tóquio, forçando as autoridades a agirem com força máxima e realizarem compras coordenadas para varrer os fundos vendidos (que apostam na queda da moeda) do mercado.

O peso dessa intervenção reside no rompimento da prática tradicional do governo japonês, que costumava atuar sozinho e apenas após as decisões formais do banco central. Em uma articulação rara, a aliança com o Tesouro norte-americano funcionou como um recado direto aos grandes especuladores: a tolerância do eixo Washington-Tóquio à fraqueza cambial estrutural chegou ao limite.

Os efeitos práticos das intervenções bilionárias já são sentidos nas principais mesas de operação globais. Antes do início da primeira leva de ações orquestradas, no fim de julho, o iene estava espremido perto de 164 por dólar. Após as rodadas de compra de agosto, a moeda conseguiu fôlego sustentado, sendo negociada na casa de 159,68 por dólar no encerramento desta semana asiática.

O alinhamento com os Estados Unidos provou ser o verdadeiro divisor de águas. O atual secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, operou ativamente nos bastidores e validou as compras reais, endossando publicamente a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama. Trata-se de um nível de coordenação bilateral que o mercado não testemunhava desde a crise asiática de 1998.

Para garantir a eficácia da defesa cambial nos próximos meses, as autoridades se apoiaram nos seguintes pilares táticos:

  • Efeito surpresa no calendário: Entradas agressivas de liquidez em datas atípicas — inclusive na véspera de reuniões do banco central —, maximizando o prejuízo das posições especulativas de curto prazo.

  • Uso de linhas do Fed: Abertura para a utilização da chamada FIMA Repo Facility, mecanismo do Federal Reserve que garante munição bilionária em dólares ao Japão sem que o país precise liquidar sua carteira de Treasuries americanos.

  • Volume ilimitado: A entrada dos EUA na operação transmitiu a mensagem ao mercado de que não há um teto financeiro rígido para a atuação estatal conjunta.

A magnitude das operações de agosto aumenta a urgência por soluções macroeconômicas duradouras. Apenas neste ano de 2026, o governo japonês já torrou 27 trilhões de ienes no controle da moeda. A avaliação unânime entre os gestores é que, embora eficaz para estabelecer um piso imediato, o esforço bilionário não sobrevive no longo prazo sem suporte sólido da política monetária.

As atenções dos investidores estão agora voltadas para o Banco do Japão (BoJ) em setembro. O mercado projeta um novo aperto nos juros pelo banco central japonês, passo fundamental para reduzir o abismo de rentabilidade que continua drenando o capital asiático em direção a títulos ocidentais de maior retorno. Uma postura mais agressiva do BoJ pode ser a última peça para inverter a tendência estrutural de dólar forte na região.

Em contrapartida, a velocidade da estabilização dependerá diretamente do Federal Reserve. Operadores seguem decifrando os recentes recados deixados no simpósio de Jackson Hole — como o balizamento de Kevin Warsh —, à espera de cortes nos juros americanos. A grande lição deixada pelas intervenções deste mês é que a barreira de proteção do iene agora é global, cobrando um preço altíssimo de quem tentar desafiar a liquidez somada das duas maiores economias do mundo livre.


https://istoedinheiro.com.br/intervencao-iene-japao-eua-salvam-divisa

Dólar sobe a R$ 5,19 e Ibovespa recua à espera de Kevin Warsh no Fed

 

Aversão ao risco prevalece na B3 com os holofotes em Jackson Hole. Câmbio sofre forte pressão com o salto nos rendimentos dos Treasuries e a saída de capital estrangeiro do Brasil.

O mercado financeiro opera em clima de franca cautela nesta sexta-feira (28). O dólar comercial avança em ritmo acelerado, negociado na casa dos R$ 5,195 na venda, refletindo o reposicionamento defensivo dos portfólios antes do aguardado discurso de Kevin Warsh, atual presidente do Federal Reserve (Fed), no simpósio de Jackson Hole. No cenário doméstico, o Ibovespa sucumbe à aversão ao risco e recua para a faixa dos 175 mil pontos, pressionado pela persistente fuga de capital estrangeiro ao longo do mês de agosto.

A escalada do câmbio interrompe a breve estabilidade observada nos pregões anteriores. Segundo especialistas, a saída contínua de recursos externos do Brasil e a disparada nos rendimentos (yields) dos títulos de longo prazo do Tesouro norte-americano sufocam os emergentes e sustentam o tom negativo que dita o ritmo da B3 hoje.

Enquanto a política monetária dita as regras globais, o cenário macroeconômico doméstico entregou um pequeno respiro inflacionário, embora insuficiente para virar a maré do mercado. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta manhã que os preços ao produtor caíram 0,83% em julho.

Com essa deflação na ponta inicial, o indicador de preços industriais acumula uma alta moderada de 1,94% em 12 meses, sinalizando uma clara descompressão nos custos de fábrica.

No entanto, o prêmio de risco segue no radar do investidor institucional. Mesmo com a inflação dando trégua e a Selic ainda no elevado patamar de 14% ao ano, a atratividade sistêmica da renda fixa brasileira esbarra nos altos juros exigidos pelos títulos americanos, esvaziando a liquidez dos ativos de risco locais.

No âmbito corporativo, as petroleiras funcionam como o principal amortecedor da sessão. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) registravam alta de 0,6%, negociadas a R$ 42,96. A estatal se beneficia diretamente da recente decisão judicial que suspendeu o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, além do sucesso ao arrematar novos lotes no campo de Atapu durante o último leilão da União.

Na ponta oposta, a Braskem (BRKM3) lidera o estresse na Bolsa de Valores. Após formalizar um agressivo pedido de recuperação extrajudicial para tentar reestruturar seu passivo trilionário, os papéis da petroquímica derretiam 3,9%, cotados a parcos R$ 3,72. O mercado agora avalia se o prazo de 120 dias de blindagem contra execuções será suficiente para consolidar a repactuação com os credores.

Para o fechamento da semana, a dinâmica dos ativos dependerá visceralmente das sinalizações em Jackson Hole. Caso Kevin Warsh confirme uma postura rígida (hawkish) prolongada para os juros nos EUA, a expectativa institucional é de que o fluxo de dólares para o Tesouro americano aumente, mantendo o câmbio pressionado acima da barreira dos R$ 5,18 no Brasil e testando níveis ainda mais profundos de suporte para o Ibovespa.

Kevin Warsh alerta para inflação persistente e reforça meta do Fed

 

O presidente do banco central americano sinaliza que a desaceleração dos preços perdeu força e defende a manutenção do aperto monetário perante incertezas globais.

(O cenário) O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, alertou nesta sexta-feira (28) que a inflação nos Estados Unidos continua resiliente e longe de dar sinais claros de convergência sustentável. O sinal amarelo aceso pela maior autoridade monetária do planeta reafirma o compromisso incondicional do Fed com a busca pela meta de 2%, descartando cortes prematuros no custo do dinheiro e provocando ajustes imediatos nas carteiras globais.

As declarações explícitas de Warsh foram acompanhadas com atenção pelas principais mesas de operação ao redor do globo. Em seu discurso sobre política monetária global, o executivo destacou que os dados recentes de núcleos de preços ainda apontam para pressões estruturais em serviços e salários.

Warsh reforçou que a autoridade monetária não hesitará em manter as taxas de juros em patamares restritivos pelo tempo que for necessário. A avaliação interna do comitê é que interromper o ciclo de aperto ou iniciar afrouxamentos precoces antes de assegurar a meta de 2% representaria um risco substancial à credibilidade da instituição.

  • Meta de inflação: Confirmação do objetivo perseguido de 2,0% ao ano.

  • Pressão nos Treasuries: Rendimentos dos títulos do Tesouro americano sustentam altas acentuadas na curva longa.

  • Revoluções de câmbio: Fortalecimento do dólar (DXY) frente às moedas de países emergentes.

O posicionamento contundente refletiu-se imediatamente na precificação das curvas de juros globais. Os rendimentos dos papéis de dez anos do Tesouro dos EUA ultrapassaram níveis críticos no pregão de hoje, puxando fluxos de capital de volta para a renda fixa americana e elevando a volatilidade nos mercados acionários.

O tom rígido do Fed impõe ventos contrários adicionais para economias em desenvolvimento como a brasileira. A manutenção de juros elevados nas economias desenvolvidas drena a liquidez dos ativos de risco e mantém a pressão compradora sobre o dólar na B3, complicando o trabalho de condução da política monetária pelo Banco Central do Brasil.

Apesar do diferencial de juros no Brasil ainda se manter atrativo, com a taxa Selic mantida em patamares elevados para reter capital estrangeiro, a aversão ao risco global limita o apetite por bolsa de valores local. Analistas apontam que o Ibovespa deve continuar operando em tom defensivo enquanto não houver clareza sobre o topo definitivo dos juros nos Estados Unidos.

O mercado financeiro agora volta seus holofotes para a divulgação dos próximos indicadores de emprego e consumo nos Estados Unidos. O comportamento desses dados nos próximos meses determinará se o Fed precisará intensificar a postura verbal restritiva ou se a atividade econômica finalmente dará espaço para uma estabilização das condições financeiras globais.

 

Proteína impulsiona consumo e inovação na indústria alimentícia

 


Imagem destaque: Proteína impulsiona consumo e inovação na indústria alimentícia
Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi (Créditos: Divulgação)



 Produtos com apelo de saudabilidade e enriquecidos com proteína têm uma performance 50% superior a outras bebidas e alimentos no Brasil, segundo dados da NielsenIQ. Para Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi, o cenário representa uma oportunidade para a indústria agregar valor à chamada Cesta Abimapi, que inclui biscoitos, massas alimentícias, pães e bolos industrializados. “Em todas as categorias temos opções enriquecidas com proteínas, fibras e outros nutrientes importantes na dieta, também atendendo a uma demanda por saudabilidade. No caso de pães, especialmente em opções de pães de forma enriquecidos com proteína; na categoria de biscoitos, há opções de monoporções, que oferecem a praticidade procurada pelo consumidor, com adição de proteína, fibras e outros nutrientes”, ressalta o dirigente, com exclusividade ao Jornal Giro News. Já entre as massas, destacam-se a proteína de ervilha e a sêmola de trigo durum, que elevam o teor proteico dos produtos.

Saudabilidade em foco

  O consumo da categoria é puxado não apenas pelo comportamento no Brasil, mas por uma tendência global. “De acordo com a pesquisa global de Saúde e Bem-estar realizada pela NielsenIQ, em 2025, a tendência global ‘número 1’ identificada foi nutrição e saúde intestinal”, explica Zanão. Ele acrescenta que 74% dos latino-americanos consideram que a alimentação saudável se tornou mais importante nos últimos cinco anos, contra 58% a nível mundial. Isso reflete na busca por saciedade prolongada, gerenciamento de peso, envelhecimento saudável e a conveniência do snacking, ou seja, a substituição de refeições por lanches nutritivos e rápidos. O público jovem e o grupo 50+ estão entre os principais consumidores. “Os Millennials e a Geração Z são muito focados em fitness e estilo de vida ativo. Ao mesmo tempo, o público 50+ também consome produtos enriquecidos, seja por recomendações médicas, como pela busca por qualidade de vida ao envelhecer”, observa.

Equilíbrio de nutrientes

  Sonia Romani, diretora técnica da Abimapi, alerta que o consumidor brasileiro está mais consciente, mas ainda há simplificações generalistas em relação aos produtos. “Muitos consumidores adotam a mentalidade de que proteína é sempre bom e emagrece e que carboidrato é o inimigo da balança, sem entender a necessidade de equilíbrio entre os nutrientes. A ciência da nutrição documenta que o corpo humano consegue utilizar eficientemente apenas entre 20g e 40g de proteína de alto valor biológico por refeição para a construção e reparação muscular.” Além disso, também há desafios de formulações para a indústria. “Colocar muita proteína em um pão pode deixar o produto seco, duro, com textura de areia e um forte sabor residual amargo. Os cientistas de alimentos utilizam tecnologias para resolver isso e entregar saudabilidade com sabor”, analisa Sonia.

Tendências de consumo

  Dados da NielsenIQ apontam, ainda, que 35% dos brasileiros planejam comprar mais proteína animal e 52% dos consumidores pretendem aumentar as compras de proteína vegetal. Assim, segundo Claudio Zanão, o futuro aponta para o avanço das proteínas vegetais e o uso de tecnologia para suprir as necessidades dos mais diversos perfis brasileiros. “Acreditamos que haverá avanço dos produtos com apelo proteico, seja pela busca por saudabilidade como pelo avanço do uso do GLP-1, que continuarão ditando a preferência por produtos ricos em proteína e em porções menores. Outro pilar fundamental será o uso da tecnologia e engenharia de alimentos para garantir que a indústria continue inovando, oferecendo opções nutritivas, sem deixar de levar à prateleira produtos indulgentes”, conclui o presidente da Abimapi.


Veja outras notícias sobre a categoria de produtos com proteína!

Imagem
Sonia Romani, diretora técnica da Abimapi (Crédito: Divulgação)
 
 
 
 https://gironews.com/industria/proteina/proteina-impulsiona-consumo-e-inovacao-na-industria-alimenticia/