sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Em cenário de governo reformista em 2027, Selic pode ir a 9%, diz economista-chefe da XP

 

Em 2026, ano de eleição – e de tradicionalmente maior gastança pelos governos – a meta de resultado primário deve ser cumprida, todavia os problemas devem ser rolados para 2027 à medida que o arcabouço fiscal se mostra uma estrutura insuficiente para sanar os problemas das contas públicas. A visão é de Caio Megale, economista-chefe da XP, que enxerga em 2026 um ano de relativa previsibilidade nos indicadores macroeconômicos, mas alguns riscos vindo de Brasília.

O especialista avalia que, a na eventualidade de uma postura reformista do Governo Federal durante o ano de 2027, a Selic pode voltar a ficar em um dígito percentual.

Para este ano, a visão é de que dificilmente a taxa básica de juros ficará longe de 12%. A projeção da XP é de 12,50%, com cinco cortes de 0,50 ponto percentual (p.p.).

Em termos de contas públicas, o economista-chefe da XP espera R$ 45 bilhões de déficit primário – em uma meta que não considera ‘excessivamente ousada’ por conta da exclusão de certas despesas, como uma fatia dos precatórios e gastos parafiscais.

“Para este ano, fazendo a conta na ponta do lápis, talvez precisemos de um contingenciamento de despesas na ordem de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões, que o governo consegue fazer tranquilamente”, diz.

A expectativa é de que, em 2027, os problemas fiscais se intensifiquem e fiquem mais evidentes, demandando ajustes. O ano de 2025 foi de recorde de arrecadação, com aumento de receitas via impostos e tributos, e o cenário deve se repetir em 2026.

Assim, o Governo deve ter de fazer movimentos que não necessariamente sejam cortes intensos nos gastos, mas medidas que ‘aumentem o fôlego’ e garantam uma maior margem de manobra – como a discussão dos mínimos constitucionais e a indexação de algumas despesas.

A IstoÉ Dinheiro falou com Caio Megale a respeito dos rumos da macroeconomia e da política fiscal em 2026 e 2027. Confia abaixo as projeções da XP e os principais trechos da entrevista.

 

 

O cenário fiscal ganha relevância adicional por 2026 ser ano de eleições presidenciais, período em que, tradicionalmente, os gastos públicos se aceleram. Qual é a sua visão sobre o cumprimento das metas e qual é o caminho que o governo deve tomar? A meta de superavit é considerada inalcançável?

Projetamos hoje um déficit de R$ 45 bilhões. O modelo de equilíbrio fiscal do governo tem se baseado na aceleração das despesas [estruturais, de forma contínua, para incentivar a economia] acompanhada de uma busca constante por maior arrecadação.

É um esforço que tem dado certo. O Congresso tem apoiado medidas de aumento de receita, como as mudanças nos gastos tributários, a exemplo do projeto de lei que elevou os juros sobre capital próprio (JCP), que foram aprovadas na virada do ano, e somaram cerca de R$ 20 bilhões.

Acreditamos que o governo cumprirá a meta fiscal de 2026 com certa tranquilidade, mas há uma ressalva importante: essa meta não é excessivamente ousada porque se beneficia da exclusão de certas despesas, como parte dos precatórios e gastos parafiscais via fundos públicos.

Então o risco fiscal imediato é baixo?

Para o curto prazo, sim. O tema fiscal não deve ser o principal foco de instabilidade agora, pois as metas estão equacionadas. O resumo é que teremos um ano de metas atingidas, mas com um déficit primário ainda relevante e uma dívida pública que cresce de dois a três pontos percentuais por ano.

O verdadeiro desafio migra para 2027. Com o fim do mandato presidencial se aproximando, a dúvida é se persistiremos nesse modelo de elevar arrecadação para pagar gastos – o que tem limite – ou se haverá reformas estruturais nas despesas.

Existe alguma expectativa de que o governo realize cortes de gastos ou ajustes no próprio arcabouço fiscal ainda este ano?

Praticamente zero. Não haverá ajustes no arcabouço agora porque não será preciso. Nossos cálculos indicam que, se for necessário algum ajuste “na ponta do lápis”, um bloqueio de despesas entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões seria suficiente, algo que o governo faz tranquilamente na gestão de caixa [para alcançar a meta do ano].

O mercado está relativamente calmo com 2026. O debate sobre a insustentabilidade do modelo, que gera déficits e depende de recordes sucessivos de receita, ficará para o primeiro ano do próximo mandato.

Pensando em médio prazo, o que pode ser feito para evitar problemas fiscais crônicos caso essa mesma dinâmica continue?

O gargalo não está na receita. O Brasil baterá recorde histórico de arrecadação em 2026, impulsionado pelas medidas aprovadas e por um Produto Interno Bruto (PIB) que ainda demonstra resiliência.

Mesmo com maior arrecadação em caixa, o governo tem pouca margem de manobra. O problema reside nas despesas, que são altamente indexadas e rígidas. As reformas necessárias envolvem os valores mínimos definidos pela Constituição Federal que vão para a saúde e educação, que voltaram a pressionar o orçamento, e a indexação de benefícios previdenciários ao valor do salário mínimo. Sem reduzir esse grau de vinculação, a dívida continuará crescendo de forma insustentável.

Para os juros básicos, a projeção de vocês é de Selic em 12,50% ao final de 2026. Como o Banco Central deve calibrar esse corte diante da desaceleração da inflação?

O Banco Central tem espaço para retirar o “extra aperto” que foi necessário anteriormente. Vemos uma possibilidade de corte total na ordem de 2,5 a 3 pontos percentuais ao longo do ano. O ritmo de 12,50% ainda é um juro real alto para uma inflação que corre perto de 4,5%.

Se o governo sinalizar reformas profundas no segundo semestre [administrativa e desvinculação do orçamento citadas anteriormente], existe espaço para cair até 11% ou 9,5% [próximo ano]. Caso contrário, se o cenário for de “ajustes insuficientes”, o BC deve ser mais cauteloso e estacionar nos 12,50%.

O fato de o fiscal de 2026 estar “pacificado” garante uma trajetória suave para o Copom?

Para o curto prazo, sim. As medidas anunciadas e a receita prevista no Orçamento estão bem equacionadas. O Banco Central tem sinalizado que só cortará com convicção total. O risco de mudarmos a projeção de 12% para 12,50% ocorreu justamente da percepção de que o espaço está ficando mais apertado. Há riscos na inflação de alimentos, que é volátil, e na dinâmica do câmbio caso as commodities voltem a subir.

Como será o ritmo da mudança na Selic, vocês esperam cinco cortes de 50 pontos base para este ano?

Sim, essa é a nossa base. O BC deve levar a taxa dos atuais níveis para 12,50%. A partir daí, a evolução dependerá muito do cenário internacional, especialmente da situação política nos Estados Unidos e das decisões do Fed [Federal Reserve, o Banco Central americano], que influenciam a nossa margem de manobra por aqui.

Sobre a inflação, vocês reduziram a projeção de 4,2% para 4% em 2026. O que sustenta esse otimismo?

A alimentação tem vindo com uma dinâmica muito positiva e os bens duráveis estão sendo beneficiados por importações baratas da China. Trouxemos a inflação de volta para o intervalo de tolerância, o que é uma vitória para o Banco Central, embora ainda estejamos longe da meta de 3%. No entanto, somos cautelosos: não está claro se o mundo será tão desinflacionário em 2026 quanto foi em 2025. Alimentos e industrializados podem voltar a pressionar no segundo semestre.

E quanto ao PIB? A estimativa de 1,7% com viés de alta parece conservadora diante das medidas de estímulo do governo.

Já colocamos no cálculo o impacto do aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda e outros estímulos diretos. O viés de alta existe caso medidas adicionais, como o crédito consignado privado e novos apoios ao mercado imobiliário, ganhem tração. Por outro lado, o endividamento das famílias ainda é um detrator. O consumo em 2026 será mais sustentado pela renda corrente [transferências do governo] do que pelo crédito, que demora a reagir aos cortes de juros.

O câmbio teve um ano anterior volátil. Com o BC iniciando o ciclo de cortes, o diferencial de juros pode elevar o dólar?

O mercado já precificou esses cortes. Se o BC corta juros com respaldo técnico e a economia se reequilibra, isso pode até atrair capital e diminuir prêmios de risco. Não vemos o dólar fazendo movimentos bruscos de desvalorização global como vimos no passado. Nossa projeção é de um câmbio entre R$ 5,60 e R$ 5,70. Achamos que o patamar de R$ 5,50 é o ponto de equilíbrio atual.

Como o cenário político de Brasília e as eleições devem afetar o dólar no segundo semestre? Vimos muita volatilidade em anúncios recentes de candidaturas.

As eleições trazem volatilidade, mas não necessariamente mudam a tendência estrutural. O câmbio pode “chacoalhar” com as notícias de Brasília, mas o que dirá se ele volta para R$ 5 ou deprecia mais são as perspectivas de reformas para 2027. Por enquanto, vemos o câmbio andando de lado, acompanhando o comportamento do dólar no exterior. O ruído político é passageiro. A sustentabilidade fiscal é o que define o preço em longo prazo.

Qual é o balanço final para o investidor que olha para 2026?

É um ano de “so far, so good” [“até aqui, tudo bem”]. Até onde conseguimos enxergar, os riscos estão controlados. A inflação está no intervalo, o PIB cresce moderadamente e o fiscal está garantido por receitas extraordinárias. O investidor deve aproveitar a clareza do curto prazo, mas manter os olhos atentos ao “molho” de variáveis que entrará na conta a partir do segundo semestre: Fed, China e, principalmente, a agenda de reformas do próximo ciclo presidencial.

Riot anuncia compra definitiva de terreno e primeiro contrato de locação de data center com AMD

 

A Riot Platforms, líder da indústria impulsionada por Bitcoin no desenvolvimento de data centers em larga escala e aplicações de mineração de bitcoin, anunciou a aquisição plena de 200 acres de terra em Rockdale por US$$ 96 milhões e a assinatura de um contrato de locação e serviços de centro de dados com a Advanced Micro Devices (AMD), segundo nota publicada nesta sexta-feira, 16.

A compra do local foi integralmente financiada pela venda de aproximadamente 1,08 mil bitcoins do balanço da Riot, adicionando o local ao portfólio de oportunidades de desenvolvimento de data centers da empresa.

Já a locação pela AMD inclui uma implantação inicial de 25 megawatts (MW) de capacidade crítica de carga de TI a ser entregue em fases a partir de janeiro e concluindo em maio deste ano, com potencial para expansão adicional de até um total de 200 MW de capacidade crítica de carga de TI.

De acordo com o texto, o contrato com a AMD tem um prazo inicial de dez anos e espera-se que gere aproximadamente US$ 311 milhões em receita contratual. Também estão incluídas três opções de extensão de cinco anos que, se totalmente exercidas, podem elevar a receita contratual total esperada para aproximadamente US$ 1 bilhão.

Por volta das 14 horas (de Brasília), a ação da Riot Platforms saltava 11,90% e a da AMD tinha alta de 1,77%, em Nova York.

Novo Nordisk aprova dose mais alta do Wegovy no Reino Unido e amplia expectativa de vendas

 Foto: Camille Bas-Wohlert / AFPTV / Novo Nordisk / AFP

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) aprovou uma dose de até 7,2 miligramas por semana do Wegovy, medicamento para perda de peso da Novo Nordisk, em documento oficial publicado nesta sexta-feira. Segundo o texto, a dose deve ser administrada em três injeções separadas de 2,4 miligramas e aplica-se somente para pacientes com índice de massa corporal (IMC) de pelo menos 30.

Antes da mudança, a dose máxima por semana aprovada era de 2,4 miligramas, e a farmacêutica dinamarquesa busca regulamentação semelhante nos EUA e na União Europeia (UE), com decisão dos reguladores europeus prevista ainda para o primeiro trimestre deste ano.

A mudança no Reino Unido ocorre pouco depois de a Novo Nordisk ter começado a vender seu comprimido Wegovy nos EUA, com o medicamento está amplamente disponível em dezenas de milhares de farmácias e provedores de telemedicina para compras. A empresa ainda aguarda a aprovação regulatória do comprimido na UE e no Reino Unido.

Dados divulgados nesta sexta-feira mostraram que o comprimido gerou 4.289 novas prescrições na semana passada, um “início promissor”, segundo analistas da SEB. Os números são baseados em pacientes com planos de saúde e não incluem prescrições diretas ao paciente, em que os pacientes pagam pelo medicamento do próprio bolso.

Em comparação, a injeção para perda de peso Zepbound, da rival americana Eli Lilly, recebeu cerca de 3.100 prescrições em sua primeira semana no mercado, segundo o analista David Risinger, da Leerink Partners, em um relatório. Na segunda semana, esse número chegou a 8 mil.

Analistas do banco Berenberg esperam que os compridos Wegovy, da Novo Nordisk, vendam em torno de US$ 1 bilhão este ano, e destacam que a farmacêutica dinamarquesa precisa maximizar sua vantagem inicial sobre a concorrente americana Eli Lilly e apresentar um forte crescimento nas vendas em 2026. O cenário base do banco prevê vendas de US$ 2 bilhões para o Wegovy em 2027, mas um cenário otimista poderia sustentar vendas em torno de US$ 6 bilhões.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

Maioria das Bolsas da Europa fecha em queda, com preocupações sobre Groenlândia e Fed

 

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira, 16, e tiveram resultados divergentes na semana, conforme investidores ponderam ameaças dos EUA de uma possível aquisição da Groenlândia, que pertence à Dinamarca, ainda que as tensões forneçam suporte aos papéis de defesa. O mercado segue também monitorando desdobramentos da independência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,04%, a 10.235,29 pontos, e subiu cerca de 1% na semana, após renovar máxima histórica. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,30%, a 25.276,28 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,65%, a 8.258,94 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,43%, a 8.639,05 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,18%, a 17.674,40 pontos. O FTSE MIB caiu 0,11% em Milão, a 45.799,69 pontos. As cotações são preliminares.

Na manhã desta sexta, o enviado norte-americano para a Groenlândia, Jeff Landry, mencionou que estão acontecendo “discussões sérias” para um acordo sobre a ilha e que o presidente dos EUA, Donald Trump, deseja reforçar a Doutrina Monroe na região. Para a gestora Bernstein, as ambições do republicano podem desencadear encomendas para fabricantes de armamento europeus.

Com isso, a britânica BAE Systems avançou 1,62%, as francesas Dassault Aviation e Thales subiram 1,88% e 2,31%, respectivamente, e a italiana Leonardo teve alta de 1,48%, em melhores posições para captar possíveis encomendas de membros europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da Dinamarca.

Dentre outros destaques, importantes papéis no setor de semicondutores, como as holandesas ASML e ASM International, estenderam ganhos, ainda em repercussão ao balanço da TSMC, e avançaram 1,46% e 1,27%, na mesma ordem.

Ainda no mercado acionário, o banco de investimentos Keefe, Bruyette & Woods avaliou que os resultados dos bancos americanos são um “bom presságio” para os seus pares europeus, com destaque para o UBS e para o Barclays. No entanto, as ações do credor suíço caiu, enquanto a do britânico teve alta perto de 0,7%.

No radar, Trump afirmou no período da tarde que “talvez não queira” a saída de Kevin Hassett da Casa Branca, ao comentar o processo de escolha para o substituto de Jerome Powell como presidente do Fed. Embora não tenham descartado completamente a ideia, os comentários do republicano foram suficientes para impulsionar o ex-diretor do BC Kevin Warsh nas apostas dos mercados, o que pesou sobre ações dos dois lados do Atlântico.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

Petrobras encerra 2025 com produção acima das metas do plano de negócios 2025-29

 

A Petrobras encerrou 2025 com produção acima das metas estabelecidas em seu Plano de Negócios 2025-2029, impulsionada pelo avanço do pré-sal e por ganhos de eficiência operacional. A produção de óleo alcançou 2,40 milhões de barris por dia (bpd), superando em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.

Já a produção total de óleo e gás natural atingiu 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), 2,8 pontos porcentuais acima do teto da meta e também registrando crescimento de 11% na comparação anual. A produção comercial de óleo e gás somou 2,62 milhões de boed, superando em 0,9 ponto porcentual o limite superior do guidance.

Além de superar as projeções, a companhia informou que bateu recordes anuais históricos de produção de óleo, produção comercial e produção total, ao longo de seus mais de 70 anos de atuação. No pré-sal, a Petrobras registrou novos recordes, com produção total própria de 2,45 milhões de boed e produção operada de 3,70 milhões de boed. A região respondeu por 82% da produção total da empresa em 2025.

O desempenho foi impulsionado, entre outros fatores, pela entrada em operação de duas novas plataformas no pré-sal da Bacia de Santos: o FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e o FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, destaca também a Petrobrás em comunicado divulgado há pouco.

No mesmo período, o FPSO Marechal Duque de Caxias, também em Mero, atingiu seu pico de produção, enquanto o FPSO Almirante Tamandaré alcançou recorde ao registrar produção média de cerca de 240 mil bpd nos meses de novembro e dezembro, tornando-se a plataforma de maior produção do país.

A companhia também avançou no ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, no campo de Jubarte, e Anita Garibaldi e Anna Nery, nos campos de Marlim e Voador. Segundo a Petrobras, o aumento significativo da eficiência operacional das unidades foi determinante para a superação das metas.

Outro destaque do ano foi o campo de Búzios, que atingiu a marca de 1 milhão de barris de óleo por dia de produção operada com apenas seis plataformas, evidenciando a elevada produtividade dos poços. A sétima unidade do campo, a plataforma P-78, entrou em operação em 31 de dezembro e deve sustentar a trajetória de crescimento da produção nos próximos anos.

Em nota, a Petrobras afirma ainda que os resultados refletem o “esforço integrado” de sua força de trabalho para ampliar a produção, mantendo o compromisso com a segurança operacional, o respeito ao meio ambiente, a confiabilidade dos ativos e a atenção às pessoas, pontua.

Exportação brasileira de frutas bate recorde pelo terceiro ano consecutivo em 2025

 Fora da caixinha: 15 frutas exóticas que você não sabia que amava -  Gastronomia Carioca

As exportações brasileiras de frutas alcançaram US$ 1,45 bilhão em 2025, um novo recorde histórico pelo terceiro ano consecutivo, com crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume em relação ao ano anterior. As informações são da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Segundo a entidade, o resultado consolida a fruticultura como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio nacional e reforça as perspectivas positivas para 2026, especialmente diante do avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), cujos efeitos vão se refletir na competitividade dos produtos brasileiros no exterior. No curto prazo, a uva terá a sua tarifa zerada, melhorando a competitividade dessa fruta no mercado internacional já que os principais concorrentes do Brasil já não pagam tarifas para ingressar nos países da UE, explicou a Abrafrutas em comunicado.

Conforme a entidade, o desempenho expressivo do ano passado é resultado direto do trabalho do fruticultor-exportador brasileiro que, mesmo diante de um cenário desafiador em 2025, marcado por incertezas no comércio internacional, aumento de tarifas e custos logísticos elevados, manteve a produção, investiu em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, e continuou entregando frutas com padrão internacional.

Algumas frutas se destacaram nas exportações brasileiras ao longo do ano, como:

– manga: Mesmo com uma pequena retração no valor exportado, com impacto da taxação para o mercado norte-americano, a manga manteve a liderança entre as frutas brasileiras exportadas em 2025. O produto somou US$ 335 milhões, com queda de 4% em valor, mas registrou crescimento expressivo de 12,59% em volume, totalizando cerca de 280 mil toneladas embarcadas ao longo do ano;

– melão: US$ 231 milhões, aumento de 24,9%; – limão e lima: US$ 199 milhões, alta de 1,5%;

– uva: A exemplo da manga, a uva também registrou leve retração em valor, mas manteve posição de destaque entre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025. As exportações somaram US$ 158 milhões, com queda de 0,13% em valor e crescimento de 5,62% em volume, o que corresponde ao embarque de aproximadamente 62 mil toneladas para o mercado internacional;

– melancia: US$ 115 milhões, alta de 57,1%.

Segundo o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, com a consolidação dos resultados de 2025 e o avanço do acordo Mercosul-União Europeia, a expectativa do setor é de um novo ciclo de crescimento.

As reduções tarifárias previstas no acordo serão implementadas de forma gradual para a maioria das frutas exportadas. A uva, como dito anteriormente, terá tarifa zerada imediatamente após a entrada em vigor, enquanto produtos como melancia, melão e limão passarão por um período de transição de 7 a 10 anos, com redução escalonada até a eliminação total das tarifas.

Keurig Dr Pepper lança oferta pública de aquisição das ações da JDE Peets

 

A Keurig Dr Pepper, dos Estados Unidos, lançou na quinta-feira, 15, uma oferta pública de aquisição de todas as ações ordinárias emitidas e em circulação da holandesa JDE Peets, disseram em comunicado conjunto a Keurig, a JDE Peets e a entidade Kodiak BidCo. A proposta prevê pagamento em dinheiro de 31,85 euros por ação. O acordo para a compra da JDE Peet’s pela Keurig, por US$ 18 bilhões, tinha sido anunciado em agosto do ano passado. A empresa holandesa é dona da marca de café Pilão no Brasil.

Após a aquisição, a Keurig planeja se dividir em duas empresas independentes de capital aberto listadas nos Estados Unidos: uma focada em café e a outra em bebidas refrescantes, incluindo Dr Pepper, 7UP, Snapple e bebidas energéticas como Bloom e Ghost.

De acordo com o comunicado, o conselho de administração da JDE Peets declarou apoio integral e recomendou por unanimidade que todos os acionistas aceitem a oferta. A Acorn Holdings e todos os membros do conselho da companhia – que, em conjunto, representam aproximadamente 69% das ações emitidas e em circulação da JDE Peets – assumiram compromisso de aderir à operação.

O período de adesão à oferta vai de 16 de janeiro a 27 de março.

A proposta está condicionada a um nível mínimo de aceitação de 95% das ações.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.