sexta-feira, 10 de abril de 2026

Vibra diz que vai aderir ao programa de subvenção ao diesel em abril

 

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do país, efetuará sua habilitação no programa de subvenção do governo federal ao diesel em abril, informou a companhia em nota nesta quinta-feira.

A companhia disse ainda que analisa os detalhes técnicos e segue em diálogo com governo e com a reguladora ANP, “com intuito de esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística”.

A Vibra também afirmou reiterar seu apoio a medidas que busquem a previsibilidade do mercado nacional, visando minimizar impactos para o consumidor final e para os setores produtivos do país.


Com 15° recorde no ano, Ibovespa lidera desempenho entre bolsas; veja ranking

 

O mercado financeiro brasileiro apresenta um desempenho de destaque no cenário internacional neste início de ano. De acordo com um levantamento exclusivo da Elos Ayta, o Ibovespa consolidou-se como o índice de maior rentabilidade acumulada até o dia 9 de abril de 2026, quando os retornos são convertidos para o dólar. A valorização da bolsa brasileira atinge 31,12%, superando com folga outros mercados emergentes e desenvolvidos. O índice encerrou esta quinta-feira batendo recorde de fechamento pela 15ª vez esse ano, atingindo 195.129,25 pontos.

O levantamento aponta que o Brasil não está sozinho no otimismo latino-americano: o índice Sp/Bvl General Peru aparece na segunda posição global, com 23,56% de retorno, seguido pelo IPyC México (13,38%) e o Msci Colcap Colômbia (11,81%).

 

 

Esse movimento foi amplamente influenciado pelo agravamento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã, que elevou a aversão ao risco global e provocou uma reprecificação relevante dos ativos internacionais. O aumento da incerteza impactou especialmente os mercados desenvolvidos, mais sensíveis a fluxos globais e expectativas macroeconômicas.

Enquanto a América Latina e partes da Europa — com destaque para o PSI Portugal (14,78%) — registram ganhos robustos, as maiores economias do mundo operam no campo negativo ou com variações marginais. Nos Estados Unidos, o Dow Jones apresenta estabilidade com apenas 0,25% de alta, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuam -0,30% e -1,81%, respectivamente.

A situação é ainda mais delicada para a economia chinesa. O índice Ftse China 50 registra a pior performance do ranking, com queda de -2,93% em dólares.

Os índices Nikkei 225 do Japão (9,52%) e FTSE 100 da Inglaterra (6,77%) mostram resiliência em 2026 até agora. Contudo, o DAX Alemanha segue a tendência de retração com queda de -2,79%, evidenciando as dificuldades industriais enfrentadas pela maior economia do bloco europeu neste semestre.

 

Dólar se aproxima dos R$ 5 em sintonia com o exterior; Ibovespa supera os 197 mil pontos

 

O dólar aprofundou a queda ante o real nesta manhã de sexta-feira, 10, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, com os investidores globais voltando a demonstrar otimismo em relação ao cessar-fogo entre EUA e Irã.

Às 11h15, o dólar à vista cedia 0,79%, aos R$ 5,0172 na venda. Já o Ibovespa subia 1,16%, aos 197.391,88, renovando recorde máxima histórica. Veja cotações.

Na quinta-feira, o dólar à vista encerrou com baixa de 0,80%, aos R$5,0626, o menor valor de fechamento desde abril de 2024, impactado pelo cessar fogo no Oriente Médio e a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros. Já o Ibovespa bateu recorde de fechamento pela 15ª vez esse ano, atingindo 195.129,25 pontos.

Ainda que a maioria dos navios em circulação por Ormuz ainda seja ligada ao Irã, com a área ainda fechada para outras bandeiras, as negociações para normalização seguem em curso. Representantes de EUA e Irã terão as primeiras conversas de paz no Paquistão, a partir de sábado.

Neste cenário, o dólar sustenta baixas ante uma cesta de divisas fortes nesta manhã de sexta-feira, além de recuar ante divisas de emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

“A redução da aversão ao risco com expectativa de cessar-fogo e recuo do DXY (índice do dólar) para abaixo de 100 provocaram alta do real nos últimos dias, que se aproximou da maior cotação do ano”, destacou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em análise a clientes.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que em março o IPCA subiu 0,88% em relação a fevereiro, acima da taxa de 0,77% projetada por economistas ouvidos pela Reuters. Nos 12 meses até março, o IPCA avançou 4,14%, também acima dos 4,00% projetados.

O IPCA de março acima do projetado pelo mercado fez as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de curto prazo subirem nesta manhã, com o índice reforçando as apostas de que o Banco Central cortará a Selic em apenas 25 pontos-base no fim do mês, e não em 50 pontos-base. Atualmente a Selic está em 14,75% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.

Petróleo caminha para maior perda semanal em 10 meses

Os preços do petróleo caminhavam para suas maiores quedas semanais desde junho passado, embora permaneçam em patamares elevados, perto de US$ 100 por barril em meio às restrições de fluxo pelo Estreito de Ormuz.

Os futuros do petróleo Brent operavam em leve baixa de 0,11%, a US$ 95,79 por barril, por volta das 11h20 (horário de Brasília). Já os futuros do WTI subiam 0,07%, para US$ 97,94.

Ambos os contratos perderam cerca de 12% esta semana depois que o Irã e os EUA concordaram na terça-feira com um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão.

 

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Em dia de pane, aeroporto de Congonhas comemora 90 anos com festa e R$ 2 bi do BNDES

 

Em meio à pane no Aeroporto de Congonhas na manhã desta quinta-feira, 9, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) festejava os 90 anos do aeroporto – a serem completados no próximo domingo, 12 -, e o financiamento de R$ 2 bilhões aprovados pelo banco para a administradora Aena, destinados a obras de ampliação, modernização e manutenção de um dos mais estratégicos aeroportos do País.

Segundo fontes que participaram do evento, a pane não chegou a afetar a festa, já que foi rapidamente solucionada.

Em dezembro do ano passado, o banco havia aprovado apoio no valor total de R$ 4,64 bilhões para a Aena realizar obras em 11 aeroportos do País. O apoio do BNDES incluiu R$ 4,24 bilhões com a subscrição de debêntures e financiamento via linha Finem de R$ 400 milhões.

Do valor total, R$ 2 bilhões foram destinados ao Aeroporto de Congonhas. “O apoio aumentará a capacidade, contribuindo com todo o sistema aéreo nacional dado que o aeroporto é um dos principais hubs do País. Em 2025, recebeu mais de 24 milhões de passageiros”, informou o BNDES.


Aeroporto de Congonhas – Crédito: Divulgação/Ministério da Infraestrutura

Novo terminal está previsto para 2028

As obras incluem a construção de um novo terminal de passageiros até 2028, com ampliação da área atual, de 45 mil m² para 105 mil m². As melhorias já em andamento incluem ampliação da área de inspeção de segurança, modernização de banheiros, ampliação da área comercial de 10 mil m² para mais de 20 mil m², para lojas e restaurantes, 19 novas pontes de embarque, aumento de 30 para 37 posições de estacionamento e melhor circulação das aeronaves, com 215 mil m² de pátio de manobra.

“Vamos alavancar esses 11 aeroportos com mais de R$ 9 bilhões de investimentos, mais gente podendo acessar o transporte aeroviário, chegar cedo em casa, produzir mais, ter acesso ao lazer e integrar este País continental”, afirmou no evento o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Segundo ele, a área útil de Congonhas será dobrada, com 19 novos fingers (passarelas cobertas). “E pode fazer finger para a Embraer caber, porque agora a Gol vai comprar Embraer, a Latam já está comprando, a Azul compra. O BNDES financiou a exportação de 169 aviões de Embraer para o mundo, é a empresa que mais se valorizou na bolsa, e ela precisa ter espaço aqui em Congonhas também”, afirmou Mercadante.

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, reiterou que o novo aeroporto de Congonhas será entregue em junho de 2028. “Será ainda mais eficiente, mais confortável e mais bonito, impressionante como São Paulo”, disse durante a comemoração.

O financiamento para a Aena foi modelado pelo BNDES como um project finance non recourse, em que o pagamento é feito com o fluxo de receitas do projeto.

“Por meio de um mecanismo financeiro inovador estruturado pelo BNDES, após a conclusão das obras, a Aena poderá refinanciar a dívida em condições potencialmente melhores, com a mudança no custo financeiro (repricing). Esse mecanismo, ao mesmo tempo que permite potencial redução do custo da dívida, elimina totalmente o chamado risco de rolagem e garante o funding de longo prazo do projeto, beneficiando o projeto, os usuários e os investidores”, informou o banco.

Portaria institui Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem

 

São Paulo, 9 – Portaria publicada hoje pelo Ministério da Agricultura e Pecuária institui o Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito), que atualiza regras já existentes sobre certificação e controle do trânsito de vegetais no Brasil.

“O objetivo é aprimorar o controle da sanidade dos produtos vegetais, ampliando a segurança na produção e no transporte, com regras mais claras e simplificadas para produtores, responsáveis técnicos e órgãos de fiscalização”, disse a pasta em nota.

Conforme o Ministério, entre as principais mudanças está a simplificação das exigências para o trânsito de vegetais, que passa a considerar apenas a origem do produto, sem a necessidade de comparação entre unidades da federação de origem e destino. “A norma também incentiva o uso de sistemas informatizados, aprimora a rastreabilidade dos produtos e reforça os mecanismos de fiscalização e transparência. O texto foi construído ao longo de vários anos, em diálogo com os estados e o setor produtivo, incorporando contribuições recebidas nesse período.”

Governo quer liberar R$ 7 bi do FGTS para 10 milhões de trabalhadores, diz Marinho

 

 

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anuncia nesta quinta-feira, 9, a proposta de liberar R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para cerca de 10 milhões de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e tiveram valores retidos. A iniciativa visa combater o endividamento no país, uma prioridade do governo em ano eleitoral.

O que aconteceu

  • A liberação de R$ 7 bilhões do FGTS beneficiará 10 milhões de trabalhadores com valores retidos do saque-aniversário.
  • A medida do governo busca atenuar o cenário de endividamento da população brasileira.
  • O anúncio foi feito pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em entrevista a José Luiz Datena.

Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, Marinho explicou que o montante se refere a um “resíduo” de liberações anteriores. Ele citou duas medidas provisórias (MPs) já assinadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que permitiram a liberação de valores do fundo para quem havia sido demitido e estava com restrições de saque devido à lei do saque-aniversário.

“Liberamos no primeiro semestre R$ 12 bilhões para 12 milhões de trabalhadores e, no final do ano, liberamos R$ 8 bilhões e meio para 14 milhões de trabalhadores”, detalhou o ministro. Ele criticou a Caixa Econômica Federal, afirmando: “A Caixa, no meu entendimento, cometeu um erro aqui porque ela não liberou a totalidade desses recursos.”

Qual o volume de recursos em jogo?

O ministro Marinho complementou que o governo agora trabalha para liberar um resíduo de R$ 7 bilhões. “Estamos apurando exatamente a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras que vão receber o que é direito legítimo deles, mas acreditamos que é em torno de 10 milhões”, projetou.

A pauta de endividamento é uma das principais preocupações do governo. “Nós estamos trabalhando essa lógica de buscar criar condições de redução desse endividamento”, disse Marinho. “Criar condições efetivas para que os trabalhadores possam voltar à sua vida normal.”

O que é o saque-aniversário?

O saque-aniversário foi instituído por lei em 2019, permitindo que o trabalhador retire anualmente uma parte do saldo de sua conta do FGTS no mês de seu aniversário. Contudo, essa modalidade restringe o acesso ao valor integral da conta em caso de demissão sem justa causa, possibilitando apenas o saque da multa rescisória.

No final de 2023, o governo editou uma medida provisória que, temporariamente, autoriza a liberação do saldo do FGTS retido para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.

E a escala 6×1?

Luiz Marinho também abordou a discussão sobre o fim da escala 6×1, uma das propostas do governo Lula. Ele sugeriu que seria prudente o presidente permitir que os projetos de lei sobre o tema tramitem na Câmara dos Deputados.

“E aí o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) teria condição de, imediatamente, caso ele assim tenha a vontade, dialogando com as lideranças da Câmara, pautar em plenário”, afirmou o ministro, referindo-se ao líder republicano.

 

 

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Elgin ensaia entrada nos EUA e vê automação industrial como ‘caminho sem volta’, diz CEO

 

Na visão da Elgin, a automação industrial é ‘um caminho sem volta’ e, na prática, a empresa do setor industrial que não investir no tema ‘vai ficar fora do mercado’.

Rafael Feder, CEO da Elgin, que aportou R$ 200 milhões em uma fábrica em Manaus (AM) no ano passado, disse ao Dinheiro Entrevista que a unidade em questão é a mais moderna da empresa. Responsável por fabricar motores BLDC (brushless), a planta deve ser o norte para as demais unidades em termos de automação.

“Temos uma área enorme aí, de mais ou menos 60 mil m². Na nossa indústria de refrigeração comercial, estamos colocando o máximo de automatização nessas fábricas também antes de chegar no motor. Então, nós estamos colocando robô em dobra, robô em solda, robô em pintura, robô em embalagem. É impressionante. É tudo automatizado. Tudo robô mesmo”, relata.

 

 


  

Segundo o empresário, a utilização dos robôs deve proporcionar um ‘ganho de eficiência astronômico’.

“Acho que quem não fizer isso vai ficar fora do mercado, inclusive por questões de eficiência operacional.”

O foco em automação fica tanto dentro quanto fora das fábricas, na verdade. A marca produz, dentre milhares de produtos, terminais de autoatendimento – os aparelhos que são usados tanto em supermercados e lojas de roupa quanto em hospitais.

A demanda pelos produtos, segundo Feder, aumentou de forma substancial nos últimos anos.

“Para funcionar sozinho [apenas com o terminal] é arriscado, tem de ter um supervisor. Então você não tem mais o operador de caixa, mas você trabalha com um supervisor olhando vários caixas e ajudando onde dá problema. Acho que é uma realidade”, comenta.

“Tem setores que, como você citou os postos de gasolina, tem questões com o sindicato que é algo mais complexo de se resolver. Mas o resto, que eu saiba, eu estou percebendo que já é uma realidade e não tem volta”, completa.

Elgin ensaia entrada nos EUA

Já com presença em praticamente todos os países da América Latina, a Elgin ensaia uma entrada nos Estados Unidos em breve. O movimento passou a ser estudado pela gestão em um passado recente e, no momento, a companhia foca em cumprir com rigor os requisitos técnicos.

“Eu acho que é uma certificação mais rígida, são produtos muito mais robustos do que a gente está acostumado”, comenta Feder.

O executivo ainda não fornece detalhes sobre as expectativas da entrada em solo americano, mas destaca que a tese é de uma evolução paulatina dos negócios por lá. “Não queremos crescer desenfreadamente, vamos etapa por etapa.”

 

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