quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Contrato para construção do túnel Santos-Guarujá prevê entrega em 2031

 

O governo paulista confirmou a assinatura, nesta quarta-feira (28), de um contrato de Parceria Público-Privada (PPP) com o grupo português Mota-Engil, para a construção do Túnel Santos-Guarujá.

Com valor estimado em R$ 7 bilhões, o contrato prevê a construção do túnel até 2031 e uma concessão de operações de 30 anos.

A ligação entre as cidades é feita hoje por balsas e por uma rodovia local, com trajeto de 40 quilômetros de distância.

Com a nova estrutura o tempo de trajeto cai dos atuais 30 minutos (balsa) a uma hora (rodovia) para cerca de 5 minutos.

 Segundo o governo a licença ambiental prévia já foi emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que atesta a viabilidade e autoriza o avanço das próximas etapas.

A análise considerou aspectos como impactos sobre manguezais, fauna, flora, ruído e desapropriações, e estabeleceu condicionantes. A região é crítica, com comunidades precárias em parte do estuário e morros do entorno.

Ações da LVMH despencam 8% e arrastam setor de luxo após resultados frustrantes

 

As ações da LVMH caíam até 8% nesta quarta-feira, uma vez que os resultados do quarto trimestre frustraram as esperanças dos investidores de uma recuperação na demanda por artigos de luxo, com o mercado instável devido às vendas lentas no importante mercado chinês e às perspectivas cautelosas do presidente-executivo Bernard Arnault.

O desempenho do maior conglomerado de luxo do mundo — proprietário de marcas que vão da Louis Vuitton à Tiffany e ao champanhe Moet & Chandon — é um termômetro para o setor, e também derrubou as ações da Kering , proprietária da Gucci, da Moncler e da Hermès entre 2% e 5%.

“Se o principal líder do mercado está um pouco mais cauteloso para o próximo ano, é claro que isso lança dúvidas sobre o espaço de luxo em geral”, disse Carole Madjo, analista do Barclays.

China e o mercado de luxo

O grupo francês disse que as vendas na China — um importante mercado para a LVMH e um dos principais impulsionadores do crescimento do setor de luxo em geral — aumentaram no trimestre. Mas os investidores esperavam mais após as declarações otimistas sobre a China feitas pela Richemont e pela Burberry no início deste mês.

Embora a LVMH não forneça dados sobre a China como um mercado individual, a Ásia, excluindo o Japão, foi responsável por 26% de suas receitas no ano passado. Mas as vendas na região aumentaram apenas 1% no quarto trimestre em termos ajustados pela moeda.

O crescimento de 2% na região no terceiro trimestre estimulou as esperanças de que uma longa recessão do luxo estivesse chegando ao fim, o que levou a uma forte alta das ações de luxo em outubro.

Decisões monetárias no Brasil e nos Estados Unidos são destaques na Super Quarta

 

Nesta quarta-feira, 28, o mercado deve acompanhar as decisões de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, na chamada Super Quarta. Por aqui, o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, decidirá se vai manter a taxa Selic no patamar de 15% ao ano. A expectativa dos investidores é pela manutenção, mas o mercado ficará atento se o colegiado dará sinais de início do ciclo de cortes em março.

Nos Estados Unidos, apesar da pressão do presidente Donald Trump pela queda da taxa de juros, 97% do mercado acredita na manutenção da faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. De todo modo, o comunicado e a entrevista do presidente do Fed, Jerome Powell, serão acompanhados de perto pelo investidores.

Ainda no exterior, Trump discursará nesta super quarta em evento do Departamento do Tesouro, e empresas de tecnologia como Meta, Tesla e Microsoft divulgarão seus balanços do quarto trimestre.

O Ibovespa B3 teve mais um dia histórico nesta terça-feira, 27, ao renovar sua máxima intradiária e de fechamento. O principal índice da bolsa de valores subiu 1,79%, aos 181.919,13 pontos, com alta generalizada e destaque para Vale, Petrobras e bancos. Este foi o sétimo recorde nominal em 2026, e a valorização no ano chegou a 13,3%.

 

 https://istoedinheiro.com.br/copom-fed-super-quarta-selic

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Presidente do Citi Brasil deixará cargo e será 1º brasileiro a ocupar posto global no banco

 

O presidente do Citi Brasil, Marcelo Marangon, está de malas prontas para Nova York. O banqueiro acaba de ser promovido para ocupar um cargo na área de corporate global do banco e, por isso, deixará a liderança da instituição no Brasil. Marangon será co-chefe da área de corporate banking, conforme comunicado circulado internamente nesta terça-feira, 27, e obtido pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Procurado, o Citi confirmou a promoção do executivo brasileiro.

Ele será o primeiro executivo brasileiro a alçar o posto global na área de grandes empresas e atuará ao lado de Kaleem Rizvi, respondendo a Vis Raghavan, chefe global de banking do Citi. O processo de sucessão de Marangon no comando do banco no Brasil está em andamento, de acordo com pessoas a par do assunto.

O Citi agora vai começar a procurar um nome para o cargo de Marangon no Brasil, informou o banco, no comunicado a funcionários. O gigante de Wall Street não deu mais detalhes se deve promover algum executivo interno ou trazer um profissional do mercado.

Com 27 anos de Citi, Marangon liderou a transformação do banco no Brasil após a venda da operação de varejo para o Itaú Unibanco, em 2017.

Sob seu comando, o Citi Brasil triplicou de tamanho e reforçou os investimentos no País com foco no universo corporativo. O banco avançou na operação de banco de investimento, e esteve por trás de fusões, aquisições (M&A, na sigla em inglês) e ofertas de ações.

Marangon fará a transição do comando do Citi no Brasil e se mudará para Nova York, onde será responsável pela supervisão diária da área de corporate banking nas Américas. Rizvi ficará com as operações do banco no Reino Unido, Europa, Oriente Médio, África e Ásia.

Vale: vendas de pelotas no 4tri25 foi de 9,056 MT, recuo de 10% ante 4tri24

 

As vendas de pelotas tiveram recuo de 10% na comparação anual e alta de 3,3% no intervalo trimestral, para 9,056 milhões de toneladas, enquanto a produção de pelotas foi de 8,3 milhões de toneladas, recuo anual de 9,2% e alta de 4,1% na comparação trimestral.

Anteriormente, a Vale reduziu sua orientação (guidance) de produção de pelotas para 2025 da faixa de 38 Mt a 42 Mt para 31 Mt a 35 Mt, indicando as condições atuais do mercado global – com excesso de oferta e redução da demanda, pressionando os preços. Também citou a paralisação da planta de pelotização de São Luís para manutenção preventiva, no terceiro trimestre de 2025.

Ibovespa fecha acima dos 182 mil pela 1ª vez; dólar cai a R$ 5,20, menor valor desde maio de 2024

 

O dólar fechou nesta terça-feira, 27, em forte baixa no Brasil, se reaproximando dos R$ 5,20, novamente sob influência da queda da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior e da busca de estrangeiros por ativos brasileiros, em especial ações da bolsa. Já o Ibovespa registrou novo recorte, tanto de fechamento como intradia.

O dólar à vista fechou o dia com recuo de 1,38%, aos R$ 5,2074, no menor valor de fechamento desde os R$ 5,1539 de 28 de maio de 2024. No ano, a divisa acumula baixa de 5,13%. Veja cotações.

Às 17h12, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 1,48% na B3, aos R$ 5,2100.

O Ibovespa encerrou a terça-feira em forte alta, atingindo novos recordes intradia e de fechamento, acima dos 182 mil pontos, em meio a continuidade de fluxos de investidores estrangeiros para a bolsa e após dados do IPCA-15 mostrarem uma desaceleração da alta de preços em janeiro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 2,02%, a 182.325,08 pontos.

O volume financeiro somava R$ 31,60 bilhões antes dos ajustes finais.

O dólar no dia

Já no início da sessão o dólar exibia perdas ante a maior parte das divisas globais, incluindo o iene, o euro e pares do real como o peso chileno e o peso mexicano.

O câmbio no Brasil pegou carona nesta tendência e o dólar engatou baixas ante o real, em movimento intensificado após a abertura da bolsa de ações, às 10h. Com o Ibovespa renovando máximas históricas, superando os 183 mil pontos, o dólar despencou ante o real, com profissionais citando a influência dos estrangeiros no movimento.

“A queda do dólar hoje é uma combinação de maior apetite a risco no exterior e uma rotação global (de investimentos), para fora dos EUA. O Ibovespa está subindo mais de 2%, o que aponta para muito capital entrando no país”, comentou à tarde João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos.

Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira tem sido apontado como um dos motivos para a baixa do dólar ante o real.

Neste cenário, após marcar a cotação máxima de R$5,2794 (-0,01%) às 9h11, pouco depois da abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1985 (-1,54%) às 16h16, já na reta final dos negócios.

No início da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,20% em janeiro, desacelerando ante a taxa de 0,25% de dezembro. No acumulado de 12 meses, no entanto, a taxa foi para 4,50% em janeiro, ante 4,41% em dezembro.

Os resultados ficaram em linha com as projeções de economistas ouvidos pela Reuters, que esperavam taxas de 0,21% em janeiro e 4,51% em 12 meses. Porém, a abertura do indicador não foi tão favorável, com a inflação de serviços ainda pressionada.

Ainda assim, o mercado seguiu projetando manutenção da taxa básica Selic em 15% na decisão da quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Em relação ao Federal Reserve, que também decide na quarta-feira sobre juros, a expectativa é de manutenção da taxa na faixa entre 3,50% e 3,75%.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos.

No exterior, às 17h31 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 1,00%, a 96,133.

Agricultura aprova zoneamento agrícola para cultivo de sequeiro

 Portal de Dados Abertos

Brasília, 27 – O Ministério da Agricultura publicou, na segunda-feira, 26, o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da cana-de-açúcar. A medida contempla lavouras em cultivo de sequeiro para produção de açúcar e álcool nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e São Paulo e em cultivo de sequeiro para outros fins em todo o território nacional. O zoneamento consta em portarias da Secretaria de Política Agrícola publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Em nota, o Ministério da Agricultura informou que esta é a primeira versão do Zarc para cana-de-açúcar revisado e atualizado após a revogação do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar (ZAE Cana) em 2019. A pasta afirma que a nova versão inclui a avaliação de municípios que até então tinham restrição de acesso a financiamento público em razão do ZAE Cana, como alguns municípios localizados na Amazônia e no Pantanal. De acordo com a pasta, o zoneamento foi feito pelos pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que utilizaram uma metodologia atualizada de cálculo de riscos e um número maior de classes de solo.

Já o Zarc da cana para outros fins, que inclui a produção de cachaça, melaço e forragem para alimentação animal, atividades mais ligadas à agricultura familiar, teve ampliação de abrangência. As restrições permanecem apenas no semiárido nordestino, devido à escassez hídrica, e em alguns municípios de maior altitude de Santa Catarina e do sul de Minas Gerais. A cana-de-açúcar não é indicada para regiões com ocorrência frequente de geadas, destacou a pasta.

O Brasil cultiva entre 9,1 milhões e 10,2 milhões de hectares de cana-de-açúcar por safra, com base nos últimos dez anos. As lavouras concentram-se no Centro-Sul, com destaque para São Paulo, que detém cerca de 50% da área plantada do País, segundo o ministério.

O zoneamento objetiva reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e orienta o produtor quanto ao período adequado para semeadura da cana em cada região de acordo com o solo e a variedade da cultura. A política define as áreas e os períodos de semeadura, de acordo com probabilidades de perdas de produtividade de 20%, 30%, 40% e acima de 40%, caso em que o plantio não é recomendado.

A determinação do risco considerou a probabilidade de obtenção de produtividade superior a 65 toneladas por hectare, além da ocorrência de geadas durante o ciclo e da probabilidade de escassez ou excesso de chuvas, esclareceu o ministério. A concessão de crédito rural e a cobertura de seguro rural estão vinculados ao Zarc.