
A SEC anunciou a criação de uma força-tarefa específica para analisar emissores estrangeiros, com efeitos que ainda não podem ser medidos por companhias com sede no exterior (Crédito: REUTERS/Shannon Stapleton/File Photo)
Mercados globais ponderam o impacto de uma semana marcada pelo avanço nas taxas dos títulos soberanos norte-americanos
Os contratos futuros das bolsas de Nova York registram ganhos nesta manhã de sexta-feira (21), ensaiando uma recuperação pontual frente às perdas recentes. Os agentes financeiros mantêm o foco nos próximos passos da ofensiva de restrições econômicas anunciada pela administração Trump contra o Irã. Paralelamente, o anúncio de ampliação na recomposição de dívida pelo Tesouro dos EUA não evitou nova elevação nas taxas de juros de longo prazo. O sentimento dos investidores reflete o encerramento de um período de forte estresse no mercado de renda fixa global, catalisado por temores inflacionários, trajetória da dívida federal e fragilidade fiscal nos EUA. Nem mesmo o compromisso de dobrar o volume de aquisições de títulos longos (10 a 30 anos) conteve o movimento de alta nos yields. As atenções se voltam para o plano de ação prometido pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, com metas de ajuste orçamentário e mitigação do custo da dívida governamental. Bessent sinalizou que o montante final destinado às recompras de papéis poderá ultrapassar o patamar de US$ 4 bilhões.
Estados Unidos
O titular do Tesouro, Scott Bessent, reiterou a orientação da Casa Branca em sufocar a economia iraniana, prometendo o pacote de sanções financeiras mais rigoroso já implementado. Um pronunciamento oficial foi marcado para a próxima segunda-feira para detalhar as punições, afastando expectativas de uma trégua e de liberação irrestrita no Estreito de Ormuz.
Confira a cotação dos índices futuros:
Dow Jones Futuro: +0,23%
S&P 500 Futuro: +0,29%
Nasdaq Futuro: +0,44%
Europa
As praças europeias operam sem tendência definida na sessão desta sexta-feira, com bolsas e setores exibindo variações mistas desde a abertura.
STOXX 600: +0,29%
DAX (Alemanha): +0,35%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,26%
CAC 40 (França): +0,22%
FTSE MIB (Itália): +0,57%
Ásia-Pacífico
Os mercados asiáticos encerraram o dia com desempenhos divergentes, refletindo o fechamento negativo em Nova York no dia anterior e a escalada nas taxas dos juros americanos, somados aos riscos fiscais e tensões geopolíticas globais.
Shanghai SE (China): +0,04%
Nikkei (Japão): -0,30%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,21%
Nifty 50 (Índia): +0,01%
ASX 200 (Austrália): -0,27%
Commodities
As cotações do petróleo registram pouca variação no dia, contudo caminham para fechar a segunda semana consecutiva de valorização, impulsionadas pelo impasse diplomático entre Washington e Teerã que afeta o fornecimento no Oriente Médio. No segmento metálico, o minério de ferro encerrou com leve alta na China, sustentado pela baixa dos estoques nos terminais portuários locais, o que ajudou a mitigar a perda de margem de lucro das usinas siderúrgicas.
Petróleo WTI: -0,77%, cotado a US$ 86,16 o barril
Petróleo Brent: -0,59%, cotado a US$ 93,23 o barril
Minério de ferro (Bolsa de Dalian): +0,21%, a 707,50 iuanes (US$ 105,23)
Criptomoedas
Bitcoin (BTC): +7,02%, negociado a US$ 77.730,00 (variação acumulada em 24 horas)
https://istoedinheiro.com.br/futuros-de-wall-street-tentam-reacao-sob-aperto-dos-treasuries-e-escalada-geopolitica-no-oriente-medio-bitcoin-dispara-7





