segunda-feira, 20 de julho de 2026

VOGE chega ao Brasil com concessionária em Curitiba

 

Com foco no segmento premium, marca chinesa de motocicletas inicia expansão pelo Sul do país 
 
 
A escolha pela capital paranaense foi vista como estratégica para o segmento de motos premium

 

 

A chinesa VOGE escolheu Curitiba para instalar sua primeira concessionária no país. O espaço de 600 metros quadrados traz o conceito que une showroom e oficina especializada. O Grupo Remotors é quem vai comandar a nova operação. A escolha pela capital paranaense não foi por acaso. Rodrigo Moutinho, gerente geral da VOGE Brasil, explica que o mercado local é maduro e estratégico para o segmento premium, especialmente para motos acima de 300 cilindradas. "Os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina têm um público apaixonado por motos adventure e touring, alta densidade de motociclistas experientes, excelente infraestrutura viária e forte cultura de duas rodas. Curitiba, em especial, destaca-se pela qualidade de vida, mobilidade urbana e por ser um importante polo de eventos do setor, funcionando como uma excelente porta de entrada para consolidar a marca na região Sul", afirma Moutinho.

A região Sul é vista como estratégica, também pelas rotas de viagem que os clientes costumam fazer, já que a marca também está presente em países vizinhos como Uruguai, Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru. O plano é consolidar a operação pela região de forma gradual e sustentável. Até 2027, a expectativa é abrir mais três ou quatro unidades espalhadas pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Depois de fortalecer esse pé no Sul, que é um dos mercados mais importantes do país para o setor, a marca pretende levar sua tecnologia e design para outras regiões brasileiras.

A operação brasileira recebeu um aporte inicial de US$ 10 milhões, valor usado em várias frentes, desde a montagem em Manaus em parceria com a Dafra, até a criação de um centro logístico em Itapevi, em São Paulo. O valor também engloba treinamento das equipes e estoque de peças. A montagem da concessionária custou cerca de R$ 5 milhões. 

 

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Setor de tecnologia deve criar 33 mil novas vagas CLT ainda em 2026

 

Estudo da Brasscom revela crescimento da formação de talentos, acompanhado pelo desafio da formalização no mercado de trabalho 
 
 
Segundo o estudo, entre 2023 e 2025, o mercado de tecnologia registrou um acréscimo de mais de 111,1 mil profissionais no total

 

O setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil continua um setor aquecido no mercado de trabalho. Até dezembro de 2026, devem surgir 33 mil novos empregos formais, conforme o  relatório "Perspectivas do Mercado de Trabalho do Macrossetor TIC", da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais).

Segundo o estudo, entre 2023 e 2025, o mercado de tecnologia registrou um acréscimo de mais de 111,1 mil profissionais no total. No entanto, a formalização continua sendo um desafio: desse montante, 55,6% ocorreram via Microempreendedores Individuais (MEIs) e informalidade, enquanto 44,4% resultaram em empregos formais CLT. As projeções anteriores para 2025, baseadas em vínculos CLT, indicavam um crescimento de 30 mil a 147 mil novas vagas, mas o aumento real concentrou-se fora do emprego CLT, com 23,7 mil novos vínculos celetistas, contra 88,5 mil MEIs e 13,3 mil informais.

"O verdadeiro gargalo não é a falta de profissionais ou de demanda, mas o ambiente regulatório e econômico que ainda dificulta a formalização. Precisamos de políticas públicas que incentivem a contratação CLT e a requalificação, para que o crescimento do setor se traduza em oportunidades de trabalho mais estáveis e mantenha o Brasil na vanguarda da economia digital", explica Affonso Nina, presidente executivo da Brasscom.

O relatório ressalta que, embora a IA não reduza empregos em massa no curto prazo, ela reconfigura drasticamente tarefas e perfis profissionais. A demanda se volta para profissionais de todas as áreas que saibam trabalhar utilizando a IA para otimizar rotinas, organizar informações e tomar melhores decisões. Com o Brasil atingindo a menor taxa de desemprego de sua história em dezembro de 2025 (5,6%), o desafio central é garantir que a força de trabalho acompanhe a velocidade da atualização das habilidades exigidas por essa revolução tecnológica.

Entre 2022 e 2024, mais de 200,7 mil pessoas se formaram em cursos superiores de tecnologia, um crescimento de 59,1%. Só em 2024, foram 110.960 graduados, com 40% optando por "Análise e Desenvolvimento de Sistemas". A formação técnica também acompanha a tendência, com as matrículas em cursos de TIC avançando 52% entre 2023 e 2025. Já a formação inicial e continuada de TIC na rede federal registrou um crescimento acumulado de 174,6% entre 2020 e 2024, totalizando 256.794 certificados.

As projeções do relatório foram elaboradas com uma metodologia estatística avançada de Machine Learning, utilizando dados públicos de fontes como Rais, Caged e IBGE. O estudo assegura uma cobertura de projeção de 90% e um ponto Alpha de 5% de confiabilidade, oferecendo um panorama fidedigno do mercado.

 

 

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Empresas economizam até US$ 94 bilhões com implementação de iniciativas de redução de emissões

 

Em média, as empresas têm um retorno de US$ 10 para cada US$ 1 investido 
 
 
O Brasil apresenta retorno bem abaixo da média global: apenas US$ 4,5

As justificativas financeiras para o enfrentamento dos riscos ambientais estão se concretizando em escala global. Nova análise do relatório Disclosure Dividend 2026 do CDP mostra que as empresas economizaram entre US$ 80 bilhões e US$ 94 bilhões por meio de iniciativas de redução de emissões desde o lançamento do relatório anual em 2025, destacando o valor imediato da transparência e da ação, apesar de um cenário global volátil. Para cada US$ 1 gasto na resposta aos riscos climáticos físicos, há um retorno médio de até US$ 10. Apesar do aumento de choques geopolíticos e econômicos, esse retorno cresceu 25% em relação ao ano passado. O relatório Disclosure Dividend 2026 baseia-se em dados de mais de 11.260 grandes e médias empresas que reportaram informações ambientais por meio do CDP em 2025, que representam cerca de dois terços da capitalização de mercado global.

O relatório inaugural Disclosure Dividend 2025 (que analisou dados reportados ao CDP em 2024) constatou que as empresas poderiam ter um retorno total de até US$ 21 para cada dólar investido em riscos climáticos físicos, com uma mediana de US$ 8 entre todos os setores. Em 2026, a mediana é de US$ 10, e o retorno total para empresas do setor de serviços financeiros pode chegar a até US$ 64. A Ásia oferece um alto nível de retorno sobre o investimento, com o Japão registrando uma mediana de retorno de US$ 9 e a China, de US$ 11. Na Europa, os retornos medianos são de US$ 7 para a Alemanha, US$ 8 para a França e ligeiramente maiores no Reino Unido, atingindo US$ 10. Já na América Latina, o Brasil apresenta retorno mediano US$ 4,5.

A proporção de empresas que identificam riscos ambientais substantivos aumentou de 46% em 2018 para 80% em 2025. A análise do CDP sugere que a inação resultará em cerca de US$ 1,2 trilhão em perdas acumuladas por riscos ambientais até 2030, subindo para US$ 1,7 trilhão até 2040. Separadamente, o CDP realizou uma análise sobre a lucratividade das iniciativas de redução de emissões. A redução de resíduos e o reuso de materiais é a iniciativa financeiramente mais atraente, gerando US$ 3,9 para cada US$ 1 investido, com um retorno mediano de apenas 1,3 ano. "Nossa análise mostra que os retornos das ações são convincentes, mas os custos do atraso também o são. A divulgação de dados ambientais está se tornando rapidamente uma disciplina econômica essencial para que empresas de todos os tamanhos, setores e regiões construam resiliência e vantagem competitiva", afirma Sherry Madera, CEO do CDP.

 

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Abertura de pequenos negócios cresce 12% no primeiro semestre

 

Microempreendedores individuais são a principal porta de entrada para o ambiente de negócios do país, representando mais de 75% dos registros 
 
A região Sul foi responsável por dois a cada dez novos CNPJs no período

 

 

O ritmo de empreendedorismo formal no Brasil segue acelerado em 2026. De acordo com dados do DataSebrae, extraídos do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da Receita Federal, com atualização até 25 de junho de 2026, o país registrou a abertura de 2,9 milhões de pequenos negócios, entre microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas (MPEs), no primeiro semestre deste ano. O resultado é quase 12% maior do que a quantidade de pequenos negócios abertos no mesmo período em 2025 (2,6 milhões).

 "Esses dados são um reflexo do esforço contínuo de simplificação de processos e desburocratização para a abertura de novos CNPJs no Brasil. Isso permite que a formalização ocorra de maneira cada vez mais rápida e segura para o empreendedor de pequeno porte", declarou o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

A análise por setor de atividade econômica revela uma forte concentração no setor de serviços, com 1,9 milhão de novas empresas abertas no período (64,4% do total). Em segundo lugar ficou o comércio, com 600 mil novos empreendimentos. Confira a abertura por segmento:

  1. Serviços: 1,9 milhão
  2. Comércio: 600 mil
  3. Indústria: 229,4 mil
  4. Construção: 199,6 mil
  5. Agropecuária: 38,4 mil

Entre as atividades mais procuradas para a abertura de empresas está a de malote e de entrega (195 mil CNPJs), seguido de transporte rodoviário de carga (185 mil), atividades de publicidade (160 mil) e cabeleireiros (136 mil).

A região Sudeste mantém a liderança no volume total de novas empresas (1,5 milhão), puxada principalmente pelo estado de São Paulo, responsável por 890 mil aberturas de empresas. Em seguida, a região Sul, responsável por dois a cada dez novos CNPJs no período. Confira os dados por região:

  1. Sudeste: 1,5 milhão
  2. Sul: 561,2 mil
  3. Nordeste: 474,6 mil
  4. Centro-Oeste: 296,1 mil
  5. Norte: 157,8 mil

O levantamento apontou que os MEIs são a principal forma de entrada para o empreendedorismo formal. Do total de empresas abertas no primeiro semestre deste ano, 75% foram MEIs. Em seguida, aparecem as microempresas (MEs), com 534 mil aberturas. Juntas, as duas categorias somam quase 93% de toda a atividade empreendedora iniciada neste ano. As empresas de pequeno porte (EPP) e outros formatos de empreendimentos completam o restante das aberturas registradas.

 

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Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações

 

 

Medida visa proteger a economia brasileira do tarifaço do governo dos Estados Unidos 

 
 
O plano será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras

 

 

Após o tarifaço adicional dos Estados Unidos (EUA) contra parte das exportações do Brasil, a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou um plano de R$ 130 milhões, a ser lançado em agosto, para diversificar as vendas do Brasil no exterior e reduzir os impactos das tarifas estadunidenses.  Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a ApexBrasil informou que o plano será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, disse em entrevista coletiva que as prioridades são o mercado da União Europeia, até pelo recente acordo com o Mercosul, além dos países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, entre outros, e que apresentam altas taxas de crescimento. 

Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os possíveis novos mercados a serem explorados pelas empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA. "São países de alto crescimento e desenvolvimento, eles têm procurado muito o Brasil para parcerias em investimento e também porque têm uma população que está crescendo a 7% ou 8%, com população jovem, e que demandam, inclusive, produtos que o Brasil tem", observou. As negociações do Mercosul com Índia, Japão e Canadá também foram apontadas como oportunidades para diversificar o comércio exterior do Brasil, reduzindo a dependência dos estadunidenses.

O presidente da ApexBrasil ressaltou que esse trabalho de diversificação está em andamento desde as primeiras tarifas impostas pelos EUA, ainda em 2025. "Isso implica dizer que 72% das 2,4 mil empresas que exportam para os EUA, e que são apoiados pela ApexBrasil, já diversificaram o mercado entre junho de 2025 e maio de 2026. Elas acrescentaram, nesse período, pelo menos um novo destino de suas exportações", informou Müller.

Com ABR

 

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Santa Catarina tem 68% das exportações aos EUA afetadas por novas tarifas

 


Estado sulista é o mais afetado, considerando a totalidade das exportações 
 
 
Para a Fiesc, o segundo tarifaço deve repetir os efeitos negativos da primeira elevação das tarifas, quando as exportações catarinenses para os EUA recuaram 38,2%

 

 Diante do anúncio de novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos às exportações brasileiras, Santa Catarina tem a situação mais crítica do país, com 68% das exportações aos EUA afetadas. Os dados são da ApexBrasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI). A agência anunciou um plano de R$ 130 milhões para auxiliar essas empresas a diversificarem seus mercados.

Para a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o segundo tarifaço deve repetir os efeitos negativos da primeira elevação das tarifas, quando as exportações catarinenses para os EUA recuaram 38,2% e o estado deixou de gerar cerca de 7,6 mil postos de trabalho. Além disso, 40,3% do valor exportado pelo estado para os Estados Unidos, já estão sendo tarifadas sob a seção 232. O que resulta em apenas 5,2% das vendas aos EUA isentas de sobretaxas de qualquer natureza. O impacto maior está concentrado em produtos estratégicos para as regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, territórios que já enfrentam grandes desafios ao desenvolvimento.

 

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Preço do etanol cai em 17 Estados e ganha competitividade ante gasolina

 


Levantamento da ANP mostra preço médio estável no país e vantagem do biocombustível em oito Estados e no DF

Na comparação com a gasolina, o etanol se mostrou mais competitivo em oito Estados e no Distrito Federal

Na comparação com a gasolina, o etanol se mostrou mais competitivo em oito Estados e no Distrito Federal

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

Os preços médios do etanol hidratado recuaram em 17 Estados, avançaram em seis e no Distrito Federal e permaneceram estáveis em outros dois na semana de 12 a 18 de julho, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas. No Amapá, onde a cotação ficou em R$ 5,81 o litro, não havia informação da se mana anterior para comparação.

Apesar das oscilações regionais, o preço médio do etanol nos postos pesquisados em todo o país ficou estável, em R$ 4,06 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, além de concentrar o maior número de postos avaliados, o valor caiu 0,26%, para R$ 3,77 o litro.

Quedas, altas e extremos de preço pelo país

A maior alta porcentual ocorreu no Acre, onde o litro do etanol avançou 25%, chegando a R$ 6,39. Na outra ponta, o Pará registrou a maior queda, com recuo de 2,07% e preço médio de R$ 4,74 o litro.

O menor valor registrado em um posto na semana foi de R$ 2,94 o litro, em São Paulo. O maior preço pontual, de R$ 6,59 o litro, foi observado em Pernambuco. Considerando as médias estaduais, Mato Grosso teve o menor preço médio, de R$ 3,75 o litro, enquanto o Acre apresentou o maior, de R$ 6,59 o litro.

Etanol mais vantajoso que gasolina

Na comparação com a gasolina, o etanol se mostrou mais competitivo em oito Estados e no Distrito Federal. Na média dos postos pesquisados, a paridade ficou em 61,70% em relação ao preço da gasolina, patamar considerado favorável ao biocombustível.

A paridade foi de 68,88% na Bahia; 63,92% no Distrito Federal; 64,51% em Goiás; 55,15% em Mato Grosso; 60,78% em Mato Grosso do Sul; 64,96% em Minas Gerais; 62,93% no Paraná; 69,34% em Santa Catarina; e 58,63% em São Paulo.

Tradicionalmente, o etanol é visto como vantajoso quando custa até cerca de 70% do valor da gasolina. Executivos do setor observam, porém, que o biocombustível pode ser competitivo mesmo com paridade superior a esse patamar, a depender da tecnologia e do consumo específico de cada veículo.

Com informações do Estadão Conteúdo.