terça-feira, 28 de abril de 2026

BNDES: crédito ao setor agropecuário soma R$ 160,8 bilhões desde janeiro de 2023

 

Rio, 28 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta terça-feira, 28, já ter aprovado R$ 160,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário no País desde janeiro de 2023, início do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O cálculo inclui as aprovações via Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), BNDES Crédito Agrícola e apoio a investimentos como aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos.

Segundo o banco de fomento, o volume é 65,3% superior ao aprovado no período entre 2019 e 2022, quando totalizou R$ 97,3 bilhões.

 “Ampliamos o volume de recursos para esse setor em todas as áreas. Um dos destaques é a produção de biocombustíveis. Foram aprovados R$ 13,5 bilhões para 48 projetos de etanol, valor 217% superior ao que foi aprovado entre 2019 e 2022, que somou R$ 4,3 bilhões”, aponta, em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Além disso, o banco teve o maior orçamento já disponibilizado no Plano Safra 2025/2026, com R$ 70 bilhões”, acrescenta.

O banco de fomento informa também que os recursos atenderam a 93% dos municípios brasileiros. “Do total aprovado, R$ 19 bilhões reforçaram a capacidade produtiva da agroindústria, como aumento da produção de biocombustíveis, da capacidade de armazenagem de produtos agrícolas e de recursos para centros de pesquisa e inovação no setor. Entre 2019 e 2022, as aprovações de crédito com essa finalidade somaram R$ 11,7 bilhões”, diz o BNDES.


Cade aprova acordo entre Delta e Latam para manutenção, reparo e revisão de aeronaves

 

 

  

 

 Cade Investiga Uso De Algoritmos De Precificação Por Postos ...

 

  

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, um acordo de cooperação comercial de longo prazo entre a Delta Air Lines e a Latam Brasil, voltado à prestação de serviços de manutenção, reparo e revisão de aeronaves, conhecidos no setor como MRO (maintenance, repair and overhaul). A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU). O anúncio da parceria foi feito no último dia 22.

A parceria abrange exclusivamente aeronaves comerciais e contempla tanto componentes estruturais (airframe) quanto módulos de motor do tipo Line Replaceable Unit (LRU). O acordo não envolve, portanto, aeronaves militares nem outros segmentos da aviação, mantendo foco estrito na aviação comercial.

 Segundo os termos da operação, o objetivo é consolidar uma colaboração contínua entre as companhias para otimizar a gestão e a eficiência desses serviços técnicos, considerados críticos para a segurança e o desempenho das frotas. As empresas classificam a iniciativa como um contrato associativo.

De acordo com os autos, “a operação representa uma oportunidade para que as partes identifiquem e desenvolvam um conjunto eficiente de capacidades que lhes permitirá otimizar eficiências operacionais e aumentar sua competitividade na oferta de serviços de MRO para terceiros, em benefício do mercado.”

 

Presidente da Petrobras vê isenção de PIS/Cofins como suficiente para evitar ajuste na gasolina

 

Magda Chambriard, chief executive officer of Petroleo Brasileiro SA , during a press conference at the company headquarters in Rio de Janeiro,...


A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira, 28, que a eventual aprovação do projeto de lei que permite o uso de receitas extraordinárias com petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis abre margem para reajustes de preços pela Petrobras. Ela pontuou, contudo, que a isenção de tributos como PIS/Cofins pode ser suficiente para evitar um aumento direto nos preços ao consumidor.

A desoneração abre espaço na cadeia para que produtores e importadores possam elevar seus preços sem que esse aumento necessariamente chegue às distribuidoras, o que reduziria a pressão por alta na bomba, observou.

“A gente olha para o preço de paridade internacional, seguimos a tendência do preço internacional, e acreditamos que essa isenção de PIS/Cofins é suficiente para nós em termos de resposta ao nosso investidor, dentre os quais os públicos privados”, afirmou a jornalistas durante evento na cidade de Duque de Caxias, na baixada fluminense.

Questionada se a medida, na prática, cria margem para reajuste, Chambriard reiterou que a possibilidade de mudanças nos próximos dias depende do entendimento do Congresso Nacional.

 “Se o Congresso Nacional assim entender, sim existe essa possibilidade de reajuste. Senão, nós vamos ter que pensar de uma outra forma. Mas eu acredito que o governo federal está empenhado e os congressistas estão empenhados em entregar valor para a sociedade. Eu acho que está todo mundo na mesma página e esse projeto vai dar certo.

Na semana passada, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei complementar sobre o tema, mas, até o momento, nenhuma decisão foi anunciada.

 

 

 https://istoedinheiro.com.br/presidente-da-petrobras-ve-isencao-de-pis-cofins-como-suficiente-para-evitar-ajuste-na-gasolina-2

 

 



Banco Mundial prevê aumento de 24% nos preços da energia em 2026 devido à guerra

 

Os preços da energia devem subir 24% em 2026, atingindo o nível mais alto desde a invasão da Rússia na Ucrânia, há quatro anos, se as interrupções mais graves causadas pela guerra no Oriente Médio terminarem em maio, informou o Banco Mundial na terça-feira, dia 28.

Os preços das commodities podem subir ainda mais se as hostilidades na região aumentarem e as interrupções no fornecimento durarem mais do que o esperado, disse o banco de desenvolvimento global na edição mais recente de seu relatório Perspectivas para o Mercado de Commodities.

De acordo com o banco, o cenário de referência pressupõe que os volumes de transporte marítimo através da crucial hidrovia do Estreito de Ormuz retornarão gradualmente aos níveis próximos aos do pré-guerra até outubro, mas disse que os riscos estão “acentuadamente inclinados” para preços mais altos.

O cenário base do banco projeta um aumento de 16% nos preços gerais das commodities em 2026, devido ao aumento dos preços da energia e dos fertilizantes e aos preços recordes de vários metais importantes.

Preços do petróleo

Os preços do petróleo continuaram a subir nesta terça-feira, dia 28, uma vez que os esforços para pôr fim à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foram interrompidos e o Estreito de Ormuz permaneceu praticamente fechado, mantendo o fornecimento de energia, fertilizantes e outras commodities da principal região produtora do Oriente Médio fora do alcance dos compradores globais.

Os ataques à infraestrutura de energia e as interrupções no transporte marítimo no estreito, que antes da guerra transportava 35% do comércio marítimo global de petróleo bruto, desencadearam o maior choque de fornecimento de petróleo já registrado, informou o Banco Mundial.

Segundo o Banco Mundial, os preços do petróleo bruto do tipo Brent permaneceram mais de 50% mais altos em meados de abril do que no início do ano. A previsão é de que o petróleo Brent atinja uma média de US$86 por barril em 2026, um aumento acentuado em relação aos US$69 por barril em 2025, informou o banco.

Os preços do petróleo Brent podem chegar a uma média de US$115 por barril este ano se as instalações críticas de petróleo e gás sofrerem mais danos de guerra e se os volumes de exportação demorarem a se recuperar, disse o banco.

Os contratos futuros do petróleo Brent para junho estavam sendo negociados em torno de US$109 por barril nesta terça-feira, depois de terem atingido seu maior valor desde 7 de abril na segunda-feira.

“A guerra está atingindo a economia global em ondas cumulativas: primeiro por meio do aumento dos preços da energia, depois pelo aumento dos preços dos alimentos e, finalmente, pelo aumento da inflação, que elevará as taxas de juros e tornará a dívida ainda mais cara”, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. O choque atingiria mais duramente os mais pobres, aumentando os problemas dos países em desenvolvimento altamente endividados.

Pressão sobre alimentos

Os preços dos fertilizantes foram projetados para aumentar 31% em 2026, impulsionados por um salto de 60% no preço da ureia, o fertilizante de nitrogênio sólido mais utilizado, que é produzido pela conversão de gás natural para produzir amônia e dióxido de carbono.

O aumento nos preços dos fertilizantes alimentará as pressões sobre o suprimento de alimentos, corroendo a renda dos agricultores e ameaçando a produtividade das safras futuras. O Programa Mundial de Alimentos estima que mais 45 milhões de pessoas poderão enfrentar insegurança alimentar aguda este ano, se a guerra continuar por um período prolongado.

O Banco Mundial informou que a inflação nas economias em desenvolvimento foi projetada para atingir uma média de 5,1% em 2026, de acordo com o cenário de referência, acima dos 4,7% registrados no ano passado e um ponto percentual acima das previsões anteriores à guerra. No entanto, a inflação poderia chegar a 5,8% nas economias em desenvolvimento se a guerra for prolongada.

O crescimento também sofrerá um grande impacto, segundo o banco. As economias em desenvolvimento foram projetadas agora para crescer apenas 3,6% em 2026, abaixo da previsão de crescimento de 4% feita antes da guerra.

 

 https://istoedinheiro.com.br/banco-mundial-precos-energia-commodities-2026

Governo suspende, por 200 dias, multas por evasão de pedágio ‘free flow’

 

O governo federal, por meio do Ministério dos Transportes e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), anunciou nesta terça-feira, 28, a suspensão das multas por evasão de pedágio free flow (sem praças de cobrança física), conforme antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

As cobranças ficarão suspensas por 200 dias e voltarão a valer depois desse período caso o motorista não quite o valor. A medida também vale para os condutores que já tinham multas antes da divulgação da suspensão. Cerca de 3 milhões de infrações de trânsito emitidas em decorrência de pedágios free flow em rodovias federais e estaduais seriam canceladas.

 Se o valor do pedágio for pago dentro do prazo, a multa deixa de valer e os pontos na carteira não são contabilizados. A penalidade por evasão de pedágio no Brasil custa R$ 195,23, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e é considerada uma infração grave. Além do valor financeiro, o condutor recebe 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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Emirados Árabes deixam a Opep; saída enfraquece grupo liderado pela Arábia Saudita

 

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram nesta terça-feira, 28, que estão deixando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Opep+, desferindo um duro golpe nos grupos exportadores de petróleo e em seu líder de fato, a Arábia Saudita, em um momento em que a guerra do Irã causou um choque energético histórico e perturbou a economia global.

O barril do petróleo tipo Brent é negociado nesta terça novamente acima dos US$ 110. Às 11h28, a commodity registrava alta de 2,71%, com cotação de US$ 111,16.

A saída dos Emirados Árabes Unidos, um membro de longa data da Opep, pode criar desordem e enfraquecer o grupo, que geralmente procura mostrar uma frente unida, apesar das divergências internas sobre uma série de questões, desde a geopolítica até as cotas de produção.

O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, disse à Reuters que a decisão foi tomada após uma análise cuidadosa das estratégias de energia da potência regional.

Perguntado se os Emirados Árabes Unidos consultaram a Arábia Saudita, ele disse que os Emirados Árabes Unidos não levantaram a questão com nenhum outro país. “Essa é uma decisão política, que foi tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção”, disse o ministro.

Opep sobre impactos do conflito entre EUA, Israel e Irã

Os produtores do Golfo Pérsico da Opep já vêm enfrentando dificuldades para enviar suas exportações pelo Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento entre o Irã e Omã pelo qual normalmente passa um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo, devido a ameaças e ataques iranianos contra embarcações.

Mazrouei disse que a mudança não teria um grande impacto no mercado devido à situação no estreito.

No entanto, a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep representa uma vitória para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao inflacionar os preços do petróleo.

Trump também relacionou o apoio militar dos EUA ao Golfo com os preços do petróleo, dizendo que, embora os EUA defendam os membros da Opep, eles “exploram isso impondo altos preços do petróleo”.

A medida foi tomada depois que os Emirados Árabes Unidos, um centro de negócios regional e um dos mais importantes aliados de Washington, criticaram os outros Estados árabes por não terem feito o suficiente para protegê-lo dos inúmeros ataques iranianos durante a guerra.

Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, criticou a resposta árabe e do Golfo Pérsico aos ataques iranianos em uma sessão do Fórum de Influenciadores do Golfo na segunda-feira.

“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas, política e militarmente, acho que sua posição tem sido a mais fraca historicamente”, disse Gargash.

“Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe e não estou surpreso com isso, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação (do Golfo) e estou surpreso com isso”, disse ele.

Prévia da inflação acelera para 0,89% em abril e salta para 4,37% em 12 meses

 

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,89% em abril, ante a  taxa de 0,44% registrada em março, puxada pela alta dos preços de alimentos e combustíveis, divulgou nesta terça-feira, 28, o IBGE. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores, bem acima do centro da meta para o ano. Veja aqui o detalhamento.

O centro da meta oficial para o IPCA é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O resultado, porém, veio abaixo do esperado. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 1% por cento para o período.

A previsão atual do mercado para a inflação oficial do país é de alta de 4,86% em 2026, segundo o último boletim Focus do Banco Central. A expectativa é de que a Selic termine 2026 a 13,0%.

O Banco Central decide a nova taxa básica de juros nesta quarta-feira, com a guerra no Oriente Médio pairando sobre o cenário. Ao cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em março, a 14,75%, o BC defendeu cautela diante do aumento da incerteza com o conflito.

“Com a continuidade do conflito no Oriente Médio, a tendência é vermos um impacto persistente sobre os combustíveis e os alimentos. O aumento expressivo dos fertilizantes observado recentemente, por exemplo, pode afetar os preços dos produtos in natura já no curto prazo. Da mesma forma, a alta recente do diesel impacta os custos de transporte. É importante observar ainda que o mercado de trabalho aquecido e a expectativa de uma leve desvalorização do real serão fatores adicionais de pressão sobre a inflação”, avaliou Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

O que puxou a alta

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta em abril.

O IPCA-15 estima a variação de preços coletados entre meados do mês anterior até meados do mês de referência na comparação com o período imediatamente antecedente.

A alta da gasolina (6,23%) foi o principal impacto individual no IPCA-15 do mês (0,32 ponto percentual), após ter recuado 0,08% em março. No grupo Transportes, destaque ainda para os aumentos nos preços do óleo diesel (16%) e etanol (2,17%).

Na Habitação, a energia elétrica residencial teve alta de 0,68% em abril, ante 0,29% de março.

Entre os alimentos, as maiores altas foram da cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%). No lado das quedas, destaque para maçã (-4,76%) e o café moído (-1,58%).

Principais impactos no IPCA-15 de abril

Subitem – GeralVariação mensal (%)Impacto (p.p.)
Gasolina6,230,32
Leite longa vida16,330,11
Óleo diesel160,04
Tomate13,760,03
Energia elétrica residencial0,680,03
Refeição0,650,02
Plano de saúde0,490,02
Perfume1,830,02
Cebola16,540,02
Lanche0,870,02
Plano de telefonia móvel1,310,02
Empregado doméstico0,590,02
Cenoura25,430,02
Etanol2,170,02

 

  

https://istoedinheiro.com.br/previa-da-inflacao-acelera-para-089-em-abril-e-salta-para-437-em-12-meses