quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Lar Cooperativa inaugura unidade operacional em Missal

 

Nova indústria de peixes e outros investimentos somam R$ 150 milhões 
 
 
A unidade de Recepção Boa Esperança recebeu investimento de R$ 17 milhões

A Lar Cooperativa Agroindustrial deu mais um importante passo em sua estratégia de expansão e fortalecimento regional. No último dia 2 foi inaugurada a Unidade Operacional Boa Esperança, em Missal (PR). Na ocasião foi feita a apresentação oficial do projeto de implantação da nova Unidade Industrial de Peixes (UIP). "A cooperativa se desenvolveu buscando atender melhor o associado e descobriu que era através das carnes que iríamos agregar valor aos grãos. Temos uma avicultura e suinocultura sólidas e agora chegou a hora do peixe. Esses investimentos representam mais renda nas pequenas propriedades, muito mais emprego direto e indireto. É um círculo virtuoso que será impulsionado ainda mais a partir deste momento", destacou o diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues.

Localizada na Linha Boa Esperança, no interior do município de Missal (PR), a Unidade de Recepção Boa Esperança recebeu investimento de R$ 17 milhões e foi projetada para garantir maior eficiência no suporte aos associados da região. O complexo conta com um silo pulmão para 1.315 toneladas, além de dois tombadores: um Pili de 26 metros e um Saur de 21 metros, entre outros equipamentos e sistemas avançados.

Com início da terraplanagem previsto para setembro de 2026 e das obras civis para março de 2027, a nova UIP (Unidade Industrial de Peixes) ocupará uma área construída de 10.800 metros quadrados. O investimento na primeira etapa soma R$ 100 milhões, com início da operação projetado para outubro de 2028. A planta começará com capacidade de abate de 35 mil peixes por dia, evoluindo progressivamente até atingir 90 mil peixes por dia em 2031, o que representará 622 toneladas de produto final por mês em 2032. O empreendimento prevê a criação de 120 empregos diretos em 2028, chegando a 250 postos de trabalho até 2030.

O projeto soma-se ao suporte da Unidade Industrial de Rações em Marechal Cândido Rondon, que está preparada para atender a demanda de até 150 mil peixes/dia, e aos aportes na Unidade Industrial de Peixes de São Miguel do Iguaçu, com R$ 18 milhões destinados para otimização do segundo turno. Esse investimento, permitirá encerrar 2027 com abate de 40 mil peixes por dia e 2028 com 50 mil peixes por dia, atingindo uma produção de 330 toneladas ao mês de produto acabado até o final de 2028. Essa expansão demandará mais 165 funcionários, 30 novos integrados e a adição de 44 hectares de lâmina d'água.

Entre 2026 e 2030, os investimentos totais da Lar nas plantas industriais da atividade somam R$ 118 milhões, somados a cerca de R$ 150 milhões projetados em lâmina d'água por parte dos associados integrados. A meta da cooperativa é saltar dos atuais 40 integrados (100 ha de lâmina d'água) para 170 integrados (400 ha) até 2032, elevando a produção total para 950 toneladas/mês e gerando 550 empregos diretos na cadeia produtiva da piscicultura.

 

 https://amanha.com.br/categoria/negocios-do-sul1/lar-cooperativa-inaugura-unidade-operacional-em-missal?utm_campaign=NEWS+DI%C3%81RIA+PORTAL+AMANH%C3%83&utm_content=Lar+Cooperativa+inaugura+unidade+operacional+em+Missal+-+Grupo+Amanh%C3%A3&utm_medium=email&utm_source=dinamize&utm_term=News+09_09_2026


Pesquisador da Anthropic alerta sobre “brincadeira com vidas” por IA sem segurança

 

Jacob Coxon, um proeminente pesquisador de inteligência artificial, abandonou a indústria após três anos trabalhando com pré-treinamento de modelos na OpenAI e, posteriormente, na Anthropic. Ele alega que as empresas avançam em direção à superinteligência sem segurança suficiente, acusando-as de “brincar com as nossas vidas”. Sua saída ocorre em um momento de crescente debate sobre os riscos existenciais da IA.

O que aconteceu

  • O ex-pesquisador Jacob Coxon alertou sobre os riscos de a indústria de IA buscar superinteligência sem segurança adequada.
  • Ele acusa as companhias OpenAI e Anthropic de “brincar com as nossas vidas” ao acelerar o desenvolvimento de modelos.
  • Coxon e outros especialistas internos manifestam temor pelo potencial letal da IA, inclusive com estimativas de riscos à vida humana.

Coxon publicou sua posição na rede social X, afirmando: “Me demiti hoje da Anthropic. Passei os últimos três anos fazendo pesquisa de pré-treinamento tanto na OpenAI quanto na Anthropic. Nenhuma das duas empresas está agindo com responsabilidade. Elas estão correndo a passos largos para a superinteligência autoaperfeiçoável e apostando com nossas vidas.”

O pesquisador alertou para o perigo do desenvolvimento acelerado em direção a sistemas capazes de realizar o chamado autoaperfeiçoamento recursivo, processo no qual a inteligência artificial projeta e treina a geração seguinte com pouca ou nenhuma intervenção humana.

Por que a preocupação com a segurança da IA aumenta?

Segundo o ex-pesquisador, o temor sobre os riscos da tecnologia não é restrito ao público externo: “As pessoas que desenvolvem IA acreditam sinceramente que ela poderá nos matar a todos até o final da década. Isso não é uma jogada de marketing. Aliás, muitos executivos e pesquisadores renomados costumam usar uma linguagem mais sensata na imprensa, mas ouço essas mesmas pessoas expressarem medo.”

Coxon acrescentou que, embora os líderes da Anthropic compreendam o que está em jogo, eles se sentem presos a uma corrida comercial para chegar primeiro, por não confiarem que seus concorrentes adotarão uma postura responsável.

Evan Hubinger, diretor de segurança da Anthropic, manifestou-se no X em caráter pessoal em concordância parcial com as preocupações levantadas por Coxon, estimando em mais de 10% a chance de a IA provocar mortes humanas na próxima década. “Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos”, afirmou Hubinger.

Mudanças em compromissos de segurança e o futuro da IA

A saída de Coxon ocorre em um momento em que a Anthropic se prepara para abrir capital na Bolsa (IPO). Em fevereiro, a empresa alterou sua carta de compromissos de segurança, retirando uma cláusula que previa a suspensão do desenvolvimento de novos modelos caso os riscos associados não pudessem ser controlados de forma eficaz.

Procuradas pela agência AFP, OpenAI e Anthropic não responderam imediatamente às declarações até a publicação da matéria. Da IstoÉ.

 

 

https://istoedinheiro.com.br/pesquisador-alerta-brincadeira-com-vidas-ia-sem-seguranca


Drones no Nepal: Exército usa tecnologia contra enchentes

 

Após as devastadoras inundações no Nepal, que superam a marca de mil mortos e cinco mil desaparecidos, o Exército do Nepal tem utilizado drones para entregar ajuda humanitária vital. Com estradas e pontes destruídas, a tecnologia se mostra essencial para alcançar as comunidades isoladas desde o desprendimento de uma geleira do Himalaia no final de agosto.

O que aconteceu

  • Drones no Nepal são a principal ferramenta do Exército para levar suprimentos e medicamentos a áreas isoladas após enchentes.
  • Mais de 1.300 pessoas morreram e 5.000 estão desaparecidas desde o desprendimento de uma geleira no Himalaia no final de agosto.
  • A frota de drones DJI FlyCart 100, doada pela China, realiza até 16 entregas diárias, transportando até 60 kg por vez.

Pelo menos 1.367 pessoas morreram e mais de 5.000 estão desaparecidas no Nepal desde que uma geleira do Himalaia se desprendeu perto da fronteira entre o Nepal e a China no final de agosto, causando devastação ao longo dos rios abaixo. A situação calamitosa levou o Exército do Nepal a buscar soluções inovadoras para as operações de busca e resgate.

“A maioria dos nossos helicópteros está ocupada com operações de resgate. Não há outra maneira de enviar alimentos, itens essenciais, medicamentos e combustível, a não ser por meio de drones, que são a melhor opção disponível, e devemos dar mais prioridade a eles”, afirmou Santosh Budhathoki, piloto contratado de drones pelo Exército do Nepal.

Como os drones auxiliam nas operações?

Os drones são empregados em distâncias de até 3 a 4 quilômetros e podem transportar até 60 quilogramas por vez. Eles já estão gerando um impacto positivo nas comunidades afetadas, que necessitam urgentemente de assistência, conforme relatado por Budhathoki.

O Exército realiza atualmente entre 10 e 16 entregas de ajuda por dia com uma frota de quatro drones DJI FlyCart 100. Todos os equipamentos foram doados pela China, como parte de um pacote de assistência recente para o país.

Além da ajuda humanitária, qual o uso dos drones?

Além da entrega de ajuda humanitária, os drones também têm sido utilizados para transportar os corpos das vítimas das enchentes em algumas áreas afetadas. Drones de reconhecimento têm sido amplamente empregados em operações de busca e resgate, complementando os esforços terrestres e aéreos.

“Temos feito viagens de ida e volta desde o início da manhã. Então, sim, é bastante agitado, porque precisamos fazer isso agora mesmo”, disse Milan Pandey, da empresa operadora de drones Airlift Technology. Ele enfatizou que “o Nepal tem essa geografia, esse terreno em que os drones seriam realmente mais rápidos, ágeis e baratos”. A complexidade das inundações e os desafios logísticos no Nepal e na China tornam a tecnologia de drones uma ferramenta indispensável.

 

 

IA resolve problema de matemática do milênio, afirma OpenAI

 

OpenAI afirma ter resolvido um dos Problemas do Milênio com IA, o que divide a comunidade matemática entre entusiasmo e preocupação com o futuro da ciência.

 

 

A OpenAI, empresa líder em inteligência artificial, anunciou nesta terça-feira ter resolvido um dos prestigiados “Problemas do Milênio”, um desafio matemático de grande complexidade que intriga cientistas há décadas. A companhia afirma que sua mais recente tecnologia de inteligência artificial solucionou o chamado “problema da existência e suavidade das equações de Navier-Stokes”, evidenciando a profunda transformação que a IA promove no campo da matemática avançada.

O que aconteceu

  • A inteligência artificial da OpenAI resolveu o “problema da existência e suavidade das equações de Navier-Stokes”, um dos sete “Problemas do Milênio”.
  • A solução foi alcançada por um modelo ainda não público em apenas 88 horas, com a colaboração de grandes equipes de agentes de IA.
  • O feito divide a comunidade científica, gerando entusiasmo pela capacidade da IA, mas também preocupações sobre a compreensão humana da matemática.

O anúncio é mais um sinal de que a IA está transformando profundamente os níveis mais avançados da matemática, há muito considerados uma das maiores expressões da capacidade intelectual humana. A mudança tem entusiasmado parte da comunidade acadêmica, mas também gerado preocupações entre alguns pesquisadores.

Ao longo do último ano, sistemas de inteligência artificial conseguiram resolver uma ampla variedade de problemas que desafiaram matemáticos por décadas. No entanto, essas questões não eram tão complexas nem tão acompanhadas pela comunidade científica quanto a que a tecnologia da OpenAI afirma ter solucionado nos últimos dias. Os Problemas do Milênio estão entre os temas mais pesquisados da matemática contemporânea.

IA e os desafios da matemática

“Este é um desfecho espetacular para a trajetória que observamos nos últimos 12 meses”, afirmou Sebastian Bubeck, pesquisador da OpenAI, sobre a nova solução apresentada pela empresa.

A companhia afirmou que um de seus modelos mais recentes, ainda não disponibilizado ao público, precisou de apenas 88 horas para resolver o chamado “problema da existência e suavidade das equações de Navier-Stokes”. Trata-se de um conjunto de equações frequentemente utilizado para prever o clima.

Essas equações descrevem o movimento da água e de outros fluidos. O problema de Navier-Stokes, que não possui uma aplicação prática direta evidente, busca responder se essas equações podem falhar completamente em determinadas circunstâncias. A demonstração apresentada pela OpenAI afirma ter identificado justamente uma dessas situações. Isso implicaria, ao menos teoricamente, que as próprias leis da física poderiam falhar sob determinadas condições. Em tese, por exemplo, a água poderia sofrer uma explosão espontânea. Matemáticos e físicos, porém, não acreditam que essa falha matemática necessariamente resulte em algo semelhante no mundo real.

O problema de Navier-Stokes é um dos sete Problemas do Milênio selecionados pelo Clay Mathematics Institute em 2000 como uma forma de acompanhar o progresso da matemática ao longo do novo milênio. O instituto, fundado pelo empresário americano Landon T. Clay, prometeu um prêmio de US$ 1 milhão para a primeira solução correta de cada problema. Antes do anúncio da OpenAI, apenas um deles havia sido resolvido.

O que pensam os especialistas sobre IA e matemática?

“Essas questões são como faróis”, disse Terence Tao, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e considerado por muitos o maior matemático de sua geração. “Elas funcionam como grandes pontos de referência que atraem os esforços dos cientistas.”

Tao está entre os matemáticos que vêm alertando publicamente que os sistemas de IA mais avançados podem acabar causando impactos negativos para a matemática. Segundo ele, se as máquinas resolverem os problemas mais difíceis com pouca participação humana, isso poderá enfraquecer a compreensão humana da disciplina.

“O esforço necessário para resolver problemas costuma ser extremamente instrutivo. Você aprende algo durante o processo. É como ir à academia com o objetivo de levantar um peso cem vezes”, explicou. “Agora, a IA pode resolver questões sem realmente extrair valor desse processo. É como ter máquinas que levantam os pesos por você na academia.”

Ao mesmo tempo, Tao e outros pesquisadores destacam que os matemáticos ainda desempenham um papel importante no trabalho realizado pelos sistemas de IA. A OpenAI informou que utilizou grandes equipes de agentes de IA para resolver o problema de Navier-Stokes e que seus pesquisadores transferiam ideias importantes entre esses grupos.

“Nosso papel foi semelhante ao de uma abelha realizando polinização cruzada entre diferentes grupos e levando informações de um para outro”, afirmou Dan Roberts, pesquisador da OpenAI.

Os sistemas de IA também podem se apoiar em avanços anteriores feitos por matemáticos ou até reproduzir de forma independente descobertas já alcançadas por humanos. Na noite anterior ao anúncio da OpenAI, Tristan Buckmaster, professor de matemática da Universidade de Nova York (NYU), escreveu em uma rede social que vinha explorando pesquisas semelhantes com outro matemático que trabalha para a Anthropic, principal rival da OpenAI.

Em publicação no blog da empresa, a OpenAI reconheceu que decidiu concentrar esforços no problema de Navier-Stokes após tomar conhecimento de que outros matemáticos investigavam questões semelhantes. A companhia, porém, afirmou que “não teve acesso aos trabalhos desses pesquisadores por nenhum meio”.

Como a OpenAI resolveu o problema?

Empresas como a OpenAI desenvolvem suas tecnologias de IA usando o que os cientistas chamam de redes neurais, sistemas que aprendem analisando enormes quantidades de dados digitais. Há cerca de dois anos, essas empresas passaram a aperfeiçoar os sistemas por meio de uma técnica conhecida como aprendizado por reforço. Nesse processo, os modelos aprendem novos comportamentos por tentativa e erro.

Ao resolver milhares de problemas matemáticos, por exemplo, os sistemas aprendem quais métodos levam às respostas corretas e quais não funcionam. Pesquisadores criam mecanismos complexos de feedback para indicar quando a IA está certa ou errada.

(O New York Times processa OpenAI e Microsoft por suposta violação de direitos autorais relacionada ao uso de conteúdo jornalístico no treinamento de sistemas de IA. As duas empresas negam as acusações.)

O aprendizado por reforço é difícil de aplicar em áreas como escrita criativa, filosofia e ética, onde é mais difícil determinar objetivamente o que está certo ou errado. Já na matemática, a técnica se mostra especialmente eficaz.

Por meio desse processo, os sistemas conseguem aprender a demonstrar teoremas matemáticos usando uma linguagem de programação chamada Lean. Originalmente desenvolvida para matemáticos humanos, a linguagem agora também pode ser utilizada por modelos de IA para produzir suas próprias demonstrações matemáticas.

Em janeiro, a OpenAI e outra startup chamada Harmonic anunciaram que duas de suas tecnologias haviam resolvido em conjunto um dos chamados “Problemas de Erdős”, uma coleção de desafios matemáticos proposta pelo matemático Paul Erdős.

Na época, alguns matemáticos argumentaram que a solução gerada pela IA não era muito diferente de trabalhos anteriores produzidos sem a ajuda dessas ferramentas.

“Para mim, parece um aluno muito inteligente que decorou tudo para a prova, mas não possui uma compreensão profunda do conceito”, disse Tao ao New York Times.

Nos meses seguintes, porém, tecnologias desenvolvidas pela OpenAI e por outras empresas continuaram resolvendo novos problemas matemáticos, em alguns casos de forma ainda mais impressionante.

A OpenAI afirmou que resolveu o problema de Navier-Stokes utilizando até 10 mil agentes de IA trabalhando simultaneamente. Operar um número tão elevado de sistemas provavelmente custou milhões de dólares, devido ao enorme consumo de energia dos chips especializados utilizados no processamento dessas tecnologias.

Noam Brown, cientista da OpenAI, classificou o processo como “muito caro”, mas observou que os custos tendem a cair à medida que as empresas aumentam sua eficiência.

Nesta terça-feira, a OpenAI publicou um artigo descrevendo a solução proposta, incluindo uma demonstração em Lean, permitindo que matemáticos independentes analisem como os agentes resolveram o problema.

Mesmo assim, para Tao, esse avanço ainda não substitui o processo humano de resolução de problemas. Ele comparou a OpenAI a um guia que encontra um caminho para uma cachoeira escondida.

“Isso tem valor”, disse. “Mas, depois que alguém mostra um caminho específico para chegar à cachoeira, as pessoas simplesmente seguem aquele caminho. Elas deixam de gastar tempo procurando outras rotas.”

 

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Margem consignável de aposentados do INSS volta a 45%

 


Com o fim da validade da Medida Provisória (MP) 1.355/2026 na semana passada, a margem consignável para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi restabelecida para 45%. Este percentual, que havia sido temporariamente reduzido para 40%, agora permite maior acesso ao crédito para os segurados. A margem é o limite mensal de renda que pode ser comprometido com o pagamento das parcelas de empréstimos.

O que aconteceu

  • A margem consignável total para aposentados e pensionistas do INSS retornou para 45%.
  • A Medida Provisória 1.355/2026, que diminuía o percentual para 40%, perdeu a validade por não ter sido aprovada pelo Congresso Nacional.
  • O novo limite é dividido em 35% para empréstimos e financiamentos, 5% para cartão de crédito consignado e 5% para cartão consignado de benefício.

A MP 1.355/2026, que também instituiu o Novo Desenrola Brasil para renegociação de dívidas, foi publicada em 4 de maio. Ela previa uma redução da margem para 40%, sendo: 5% para amortização de despesas de cartão de crédito consignado ou saque, e 5% para amortização de despesas de cartão consignado de benefício ou saque. Além disso, a proposta incluía a redução gradual da margem em dois pontos percentuais a cada ano, a partir de 2027, até atingir 30%.

A medida, ao diminuir a margem consignável, reduziria o valor total do empréstimo que um beneficiário poderia tomar. No entanto, para ser convertida em lei, o texto precisava de aprovação do Congresso Nacional até 31 de agosto, o que não ocorreu. Com isso, a MP perdeu sua eficácia, e a legislação anterior voltou a valer.

Como fica o cálculo da margem?

É responsabilidade da Dataprev ajustar os sistemas previdenciários para realizar o recálculo da margem consignável sempre que houver alterações no percentual de comprometimento da renda. Essa atualização garante que os novos limites sejam aplicados corretamente.

Contratos já firmados estão mantidos

Os contratos de empréstimos consignados que já haviam sido firmados sob as regras anteriores continuam válidos, mantendo todas as condições pactuadas. Portanto, para quem já está pagando as parcelas de um empréstimo já realizado, nada será alterado.

Ainda assim, o segurado do INSS tem a opção de refinanciar seu contrato de empréstimo consignado sob as condições atuais. Essa prática pode gerar um crédito adicional, mas é fundamental considerar que também pode elevar o valor das parcelas mensais, aumentando o risco de superendividamento.

É importante ressaltar que o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) possui regras de consignação próprias. O limite para os beneficiários do BPC/Loas não entra na margem de 45% do INSS, sendo fixado em 35%.

 

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Pix: BC atualiza API e impulsiona pagamentos automatizados

 

 

O Banco Central (BC) atualizou o Pix, introduzindo as versões 2.10.0 do MPI (Manual de Padrões para Iniciação do Pix) e da API Pix. As mudanças visam aprimorar a gestão de recorrências e simplificar os pagamentos no setor financeiro. A iniciativa padroniza processos, estimula a concorrência e beneficia o comércio e consumidores com maior agilidade e eficiência nas transações.

O que aconteceu

  • O Banco Central atualizou o sistema Pix, lançando as versões 2.10.0 do MPI e da API Pix para otimizar pagamentos.
  • As novas interfaces aprimoram o gerenciamento de cobranças recorrentes, como mensalidades e serviços de streaming, e eliminam a necessidade de digitação de chaves.
  • A padronização da API Pix facilita a integração de sistemas de vendas, impulsionando o uso de QR Codes dinâmicos e estimulando a concorrência no setor financeiro.

A mudança está explicada na Instrução Normativa BCB 769, que divulga a versão 2.10.0 do Manual de Padrões para Iniciação do Pix (MPI). O documento, que integra o Regulamento do Pix, detalha as funcionalidades de iniciação de pagamentos do Pix, incluindo as especificações dos QR Codes. Além disso, apresenta a especificação da API Pix (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicações), cuja versão 2.10.0 também foi publicada nessa mesma data.

Como a API Pix transforma as cobranças?

A API é a interface tecnológica que conecta sistemas empresariais e plataformas de vendas diretamente aos participantes do Pix. Ela padroniza a comunicação e automatiza processos operacionais, como a emissão de QR Codes para cobranças imediatas, com vencimento em data futura ou parceladas. Também gerencia cobranças recorrentes no âmbito do Pix Automático e conciliações financeiras em tempo real.

Segundo o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, a especificação padronizada da API Pix foi importante na expansão do Pix no comércio brasileiro. Ao fazer a integração direta e automatizada entre os sistemas dos varejistas e as instituições financeiras, a tecnologia viabilizou o uso em massa do QR Code dinâmico nas vendas, que passou de 5% das transações, em 2021, para 40%, em 2025.

As Pessoas Jurídicas (PJ), incluindo Microempreendedores Individuais (MEI), interessadas em usar a API Pix podem contratar o serviço junto a uma das instituições financeiras e de pagamento que participam do Pix. Isso permite conectar seus sistemas de vendas ou de gestão às funcionalidades de cobrança oferecidas pelo Pix. A partir daí, a geração de QR Codes dinâmicos, por exemplo, passa a ser totalmente automatizada no momento do pagamento, com baixa e conferência financeira instantâneas no sistema da empresa assim que o cliente paga.

Sem a API Pix, o comerciante, o empresário ou o cidadão continuam recorrendo a QR Codes estáticos ou chaves Pix. Isso os deixa dependentes da digitação individual de dados pelo cliente e da validação manual dos comprovantes.

“Quem utiliza a API opera de forma integrada e com informações em tempo real; quem não utiliza depende de processos mais manuais, que podem demandar mais tempo e esforço operacional”, destacou Márcia Regina Vicari, Chefe da Divisão de Gestão do Pix.

Impacto no uso e concorrência do Pix

A integração simplificada às funcionalidades de cobrança do Pix faz da API Pix um relevante instrumento para a expansão do pagamento instantâneo no Brasil. Com a geração automática de QR Codes no caixa de um estabelecimento físico ou em um e-commerce, o comércio elimina a digitação manual de chaves e confirma cobrança em segundos. Essa mudança reduz custos e acelera a presença do Pix na rotina de compras.

“Para quem empreende, a API Pix simplifica a gestão financeira, automatiza processos e agiliza o recebimento de recursos. Para o consumidor, proporciona uma experiência de pagamento mais rápida, conveniente e fluida”, afirma Márcia Regina. “O resultado é uma jornada mais eficiente para todos os envolvidos.”

A padronização da API Pix impulsiona a competição no setor financeiro ao equilibrar as condições de mercado entre bancos e demais instituições de pagamento. Além disso, ao reduzir as barreiras tecnológicas de entrada e os custos de infraestrutura, ela permite que novas empresas desenvolvam soluções de cobrança eficientes, integradas e econômicas.

Esse ambiente competitivo acaba incentivando a redução das tarifas operacionais para aceitação do Pix e o desenvolvimento de modelos de negócio inovadores. Isso resulta em serviços mais ágeis e acessíveis para negócios e consumidores.

 

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“Golpe do Pix” afeta 90 lojas virtuais brasileiras e desvia valores

 

O que aconteceu

  • O golpe do Pix via QR Code afeta e-commerces brasileiros, desviando pagamentos para contas fraudulentas.
  • A fraude, detectada pela Kaspersky, atinge principalmente lojas que utilizam a plataforma de código aberto Magento.
  • Lojistas não recebem os valores e clientes só percebem a fraude dias depois, dificultando a recuperação do dinheiro.

O programa malicioso foi descoberto recentemente pelo pesquisador de segurança independente conhecido como “eremit4”. Segundo a Kaspersky, a fraude está ativa desde junho de 2025, já afetando lojas de diversos segmentos, como óticas, autopeças, moda e plataformas de vaquinhas virtuais.

Um ponto em comum entre as vítimas é o uso da plataforma de comércio eletrônico de código aberto Magento. Os cibercriminosos utilizam seis domínios de comando e controle para injetar código malicioso nas páginas de checkout. Assim que o cliente seleciona o pagamento via Pix, o código troca instantaneamente o QR Code gerado pela loja, além dos dados da opção “copia e cola”.

Como o golpe do Pix atua

O golpe é silencioso. Para o lojista, a compra aparece como “abandonada” ou pendente, pois o sistema oficial da loja não registra o recebimento. Já o cliente só percebe que foi vítima dias depois, ao entrar em contato com o e-commerce para reclamar do atraso na entrega.

Esse intervalo é suficiente para que os criminosos distribuam o valor roubado em diversas contas de “laranjas”, dificultando a recuperação do dinheiro. Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky, afirma que a tática tem grande potencial de disseminação, pois “com a técnica agora pública nos fóruns do cibercrime, outros grupos criminosos devem adotá-la rapidamente”.

Assolini destaca que, como a grande maioria dos e-commerces oferece a função de copiar e colar a chave, os consumidores que compram pelo celular também estão amplamente vulneráveis. Ele alerta ainda que com inovações como o Pix Automático e o Pix Parcelado — que também funcionam por meio da leitura de um QR Code —, a superfície de ataque se expande, permitindo até mesmo débitos recorrentes e indevidos na conta da vítima, caso as devidas proteções não sejam aplicadas.

Lojas virtuais estão se protegendo?

Segundo a Kaspersky, alguns sites afetados começaram a adotar medidas provisórias após receberem denúncias de clientes. Algumas lojas removeram o QR Code e passaram a exibir apenas a chave Pix (CNPJ), solicitando o envio manual do comprovante.

Outras inseriram os dados do beneficiário real abaixo do código para estimular a dupla verificação ou migraram suas estruturas para intermediadores de pagamento de terceiros.

Como se proteger dos ataques via Pix?

Mantenha a plataforma atualizada: Sistemas de gerenciamento de conteúdo (CMS) e frameworks desatualizados são portas de entrada fáceis para invasões. Aplique correções de segurança imediatamente e descontinue o uso de versões sem suporte oficial.

Reforce a autenticação: O uso de senhas vazadas para invadir painéis administrativos é uma das táticas mais comuns na América Latina. Exija a autenticação em duas etapas (2FA) e troque senhas periodicamente na hospedagem, no painel e na implantação, evitando que o vazamento de um único acesso comprometa toda a operação.

Audite e monitore o checkout: Como a adulteração de dados ocorre diretamente no navegador do cliente, apenas monitorar o servidor não basta. Implemente ferramentas de verificação de integridade de arquivos nos modelos de checkout e faça auditorias constantes na página em execução.

Valide os pagamentos via Pix: Automatize a verificação entre os comprovantes de pagamento e o status das vendas. Configure alertas automáticos para pedidos que permaneçam pendentes além do tempo esperado de liquidação do Pix.

Seja transparente no momento do pagamento: Insira os dados reais da conta beneficiária (Nome da Empresa e CNPJ) na página de conclusão da compra, instruindo o cliente a realizar a conferência antes de finalizar o pagamento no aplicativo do banco.

Verifique o nome do destinatário: Antes de confirmar qualquer transação no aplicativo do banco, confira atentamente se o nome e o CNPJ apresentados na tela pertencem à loja em que a compra está sendo feita ou ao intermediador de pagamento oficial dela. Se o nome for divergente ou de pessoa física desconhecida, não conclua a transferência.

Use proteção no dispositivo: Tenha um bom software de segurança instalado em seu computador e celular. Soluções robustas bloqueiam acessos a endereços perigosos em tempo real. Durante a compra, caso receba um alerta de que a página está infectada ou comprometida, interrompa a navegação imediatamente e não conclua a compra.

 

 

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