segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Fundos imobiliários em agosto: corretoras priorizam CDI e tijolo para dividendos

 

Com a reavaliação da curva de juros no radar do Banco Central, corretoras priorizam recebíveis indexados ao CDI e fundos de tijolo resilientes para garantir dividendos consistentes no oitavo mês do ano.

Principais Pontos

  • O Campeão do Mês: O Kinea Rendimentos (KNCR11) consolidou-se como o Fundo Imobiliário mais recomendado para agosto, marcando presença em sete das 11 carteiras institucionais analisadas.

  • Força do Varejo: O setor de shoppings mostra sua blindagem patrimonial com o XP Malls (XPML11) ocupando a vice-liderança do mercado, somando seis recomendações de corretoras.

  • O Peso da Selic: Com o ajuste da projeção da Selic para 13,75% ao final de 2026 pelo Boletim Focus de 10 de agosto, o mercado acentua a busca por fundos de “papel” com alta qualidade de crédito (high grade).

  • Alocação Estratégica: Especialistas recomendam a mescla entre CRIs e imóveis físicos (como galpões logísticos) para mitigar riscos atrelados a eventuais deflações de índices como o IGP-M.

A cautela e a seletividade dão o tom para os investidores de Fundos Imobiliários (FIIs) em agosto de 2026. Um levantamento minucioso que compilou as indicações de 11 das principais casas de análise do país — incluindo gigantes como BTG Pactual, XP Investimentos e Empiricus — revelou um consenso em torno de ativos capazes de suportar o atual patamar restritivo dos juros e, ao mesmo tempo, entregar proventos robustos.

As carteiras recomendadas neste mês refletem um cabo de guerra macroeconômico. De um lado, a resiliência operacional da economia real; do outro, o pragmatismo da política monetária do Banco Central, que, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (10), deverá encerrar o ano com a Selic fixada em 13,75%. Diante desse cenário, saiba quais teses estão dominando as alocações.

A liderança isolada do Kinea Rendimentos (KNCR11), fundo da Kinea Investimentos, ilustra perfeitamente o comportamento defensivo do mercado. Sendo o FII mais recomendado do mês, seu portfólio focado em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados majoritariamente ao CDI o transforma em um grande beneficiário do cenário de juros longos estabilizados em patamares elevados.

Para os analistas, a qualidade de crédito (rating) dos devedores que compõem a carteira do KNCR11 garante previsibilidade e proteção institucional aos cotistas. Ainda no setor de papel, o MCCI11 (Mauá Capital Recebíveis) também manteve presença cativa no radar dos especialistas, reforçando que o prêmio de risco atual exige gestões extremamente ativas.

Quem apostou que os fundos de tijolo perderiam fôlego com os juros altos se enganou. O XP Malls (XPML11) assumiu o segundo lugar isolado no ranking de preferências, graças à alavancagem cirúrgica e à gestão ativa que permitiu o desinvestimento lucrativo de ativos menores em troca da manutenção no alto patamar de dividendos. O setor de centros de compras foi reforçado ainda pelas indicações do HSML11 (HSI Malls), provando que o consumo presencial segue firme nos balanços.

No braço logístico — essencial para a malha de e-commerce e abastecimento do país —, três gigantes dividem a atenção das tesourarias institucionais:

  • BTLG11 (BTG Pactual Logística): Destaque contínuo pela localização premium (last-mile) e baixíssima vacância.

  • BRCO11 (Bresco Logística): Foco em galpões de padrão classe A com contratos sólidos de longo prazo.

  • VILG11 (Vinci Logística): Reconhecido pela ampla pulverização geográfica e inquilinos de primeira linha.

Correndo por fora com grande relevância estratégica, o TRXF11 (TRX Real Estate) completa as apostas focais de agosto. O fundo transita entre o varejo urbano (como supermercados) e galpões logísticos por meio de contratos atípicos (onde multas rescisórias blindam o investidor), assegurando uma distribuição de dividendos sem sobressaltos e mitigando o risco das oscilações dos indexadores como IGP-M.

Guia do Investidor: Orientações Práticas para Agosto de 2026

O mercado acena para a estabilidade, mas o investidor pessoa física deve atuar com racionalidade e proteção:

  • Analise o Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP): Antes de adquirir cotas dos fundos mais recomendados, avalie se eles não estão sobreprecificados. Fundos de papel devem ser comprados, preferencialmente, com P/VP próximo ou abaixo de 1,00.

  • Atenção ao Risco de Concentração: Apesar de o KNCR11 ser o favorito, evite concentrar todo o seu capital em um único fundo ou indexador. Equilibre a carteira entre CDI (Kinea) e IPCA para ter proteção real de patrimônio a longo prazo.

  • Monitoramento dos Indexadores: Fundos de tijolo (Logística e Shoppings) podem sofrer pequenos abalos de repasse se houver deflação do IGP-M ou do IPCA em meses específicos. Contudo, como os juros estão projetados em 13,75% ao final de 2026, eventuais quedas nas cotas podem significar boas janelas de compra, e não motivos para pânico.

  • Reinvestimento: O segredo da alavancagem passiva em FIIs não é apenas buscar ganho de capital na cota, mas sim utilizar os rendimentos isentos de Imposto de Renda recebidos na conta corretora todos os meses para comprar novas cotas — o chamado efeito bola de neve.

     

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Consignado do INSS: decisão da Justiça obriga bancos a devolverem parcelas descontadas indevidamente

 

Entendimento do Judiciário pune fraudes em operações não autorizadas e garante a restituição do dinheiro retido diretamente do benefício de aposentados e pensionistas.

Principais Pontos

  • Obrigação de ressarcimento: Decisões judiciais reforçaram a obrigatoriedade de bancos e instituições financeiras devolverem os valores descontados indevidamente dos contracheques de beneficiários do INSS em casos de empréstimo consignado não contratado.

  • Restituição em dobro: A jurisprudência estabelece que a devolução do indébito deve ocorrer em dobro quando caracterizada a falha na prestação do serviço e a retenção injustificada da renda do aposentado.

  • Indenização por dano moral: Além da devolução corrigida monetariamente, os tribunais têm fixado indenizações por danos morais devido ao comprometimento da subsistência e da margem consignável.

  • Ação preventiva: O INSS orienta os segurados a manterem o benefício bloqueado para empréstimos no aplicativo Meu INSS até que haja interesse real na contratação.

A concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas da Previdência Social continua sob forte escrutínio do Poder Judiciário. Uma série de decisões judiciais consolidadas reafirmou que as instituições financeiras têm responsabilidade objetiva pelos danos causados aos segurados por operações de crédito contratadas mediante fraude, falsificação de assinatura ou assédio comercial sem o consentimento formal do titular.

Na prática, a Justiça determinou que os bancos comprovem a efetiva anuência do beneficiário para validar o contrato. Quando a instituição não apresenta documentos idôneos ou registros biométricos auditáveis que comprovem a solicitação legítima do crédito, o contrato é anulado e o banco é obrigado a estornar a totalidade das parcelas deduzidas do benefício, além de suspender imediatamente novas cobranças na folha de pagamento do INSS.

O avanço da jurisprudência em 2026 consolida o entendimento de que a retenção indevida sobre proventos de aposentadoria — verba de natureza alimentar — extrapola o mero aborrecimento cotidiano. Por essa razão, as condenações têm associado a restituição em dobro dos valores descontados ao pagamento de reparações por danos morais, desestimulando a negligência no cadastro de novos clientes.

A ocorrência de descontos não autorizados reduz a margem consignável legalmente permitida dos aposentados, impedindo que o segurado utilize o recurso para necessidades básicas ou contratações de fato desejadas. Em 2026, a legislação estabelece que o comprometimento da renda com o empréstimo pessoal consignado não pode ultrapassar os limites regulamentados pelo Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS).

Para mitigar a incidência de ilícitos, o Banco Central do Brasil e o INSS intensificaram as exigências tecnológicas para a liquidação de propostas de crédito. As regras vigentes determinam que o envio de valores via Pix ou TED só seja processado após a validação multifator ou identificação biométrica do proponente, coibindo a atuação de correspondentes bancários que utilizavam dados vazados para efetivar operações fantasmas.

Mesmo com o rigor regulatório, as instituições envolvidas em contratações irregulares sujeitam-se a sanções administrativas que variam desde multas aplicadas pelo Procon e pela Senacon até a suspensão temporária do direito de cadastrar novas propostas na folha de pagamento da Previdência Social.

Guia do Beneficiário: Orientações Práticas em Casos de Desconto Indevido

Caso você identifique um empréstimo consignado não solicitado ou descontos estranhos em seu extrato de pagamento do INSS em 2026, adote o seguinte roteiro de providências:

  • Emissão do Histórico de Crédito (HisCre): Acesse a plataforma Meu INSS (site ou aplicativo) e retire o extrato de pagamento do benefício para identificar o nome da instituição financeira e o número do contrato contestado.

  • Bloqueio do benefício para empréstimos: No próprio aplicativo Meu INSS, utilize a função “Bloquear/Desbloquear Benefício para Empréstimo Consignado” para evitar que novas propostas sejam cadastradas sem sua prévia autorização.

  • Registro de contestação oficial: Registre uma reclamação formal no portal Consumidor.gov.br e no canal de atendimento do Banco Central (telefone 145), informando que não contratou o serviço e exigindo o cancelamento do contrato e o estorno dos valores.

  • Abertura de exclusão de desconto no INSS: Solicite o serviço “Exclusão de Desconto de Empréstimo Consignado” diretamente pelos canais de atendimento do INSS (aplicativo ou telefone 135) para interromper o repasse à instituição financeira.

  • Ação de restituição e reparação: Se o banco não realizar a devolução amigável no prazo administrativo, o aposentado pode recorrer ao Juizado Especial Cível (JEC) para pleitear a anulação do débito, a devolução em dobro e a indenização por danos morais.

     

Efeito Ormuz: alívio geopolítico fazem o Ibovespa em dólar avançar

 

Relatos de avanços diplomáticos no Oriente Médio e entrada de capital estrangeiro garantem alívio no câmbio e sustentam a valorização da bolsa brasileira em moeda forte.

Pontos Principais

  • Alta em moeda forte: O Ibovespa mensurado em dólar registrou desempenho positivo nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, impulsionado pela entrada de fluxo comprador internacional.

  • Fator Ormuz: Os mercados globais acompanham com rigor o andamento das conversações diplomáticas envolvendo o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, gargalo geopolítico por onde passa cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo.

  • Comportamento das commodities: A estabilização das cotações da apólice do petróleo Brent aliviou o prêmio de risco geopolítico, favorecendo ativos de mercados emergentes de alta liquidez.

  • Tração do capital externo: A combinação de valuation atrativo e taxas de juros reais elevadas no Brasil continua atraindo investidores não residentes para ações de valor na B3.

O pregão desta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, no mercado de capitais brasileiro foi diretamente pautado pelos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio. O foco dos investidores globais concentrou-se no andamento das negociações para garantir a navegação segura no Estreito de Ormuz, faixa marítima vital para o escoamento da produção de petróleo dos países do Golfo Pérsico.

A sinalização de que canais de diálogo continuam abertos reduz, ao menos temporariamente, o risco de interrupção abrupta na oferta global da commodity. A moderação no preço do barril de petróleo aliviou temores de repasse inflacionário para os índices de preços ao consumidor nos Estados Unidos e na Europa, aliviando a pressão sobre as taxas dos títulos do Tesouro americano (Treasuries).

Com a redução da aversão global ao risco, as moedas de países emergentes voltaram a ganhar tração frente ao dólar comercial. A apreciação do real em relação à divisa norte-americana serviu como catalisador direto para o avanço do Ibovespa dolarizado no pregão de hoje.

Para o investidor internacional, a leitura do mercado acionário brasileiro ocorre prioritariamente sob a ótica do dólar. Quando o Ibovespa dolarizado engata sequência de alta, ele sinaliza uma melhora do retorno em moeda forte para fundos globais que alocam recursos em mercados emergentes por meio do EWZ (ETF que replica as principais ações brasileiras em Nova York).

A tese de investimento no Brasil em 2026 continua sustentada por dois pilares centrais:

  • Valuation atrativo: Múltiplos de preço sobre lucro (P/L) das empresas da B3 negociados abaixo da média histórica dos últimos dez anos.

  • Projeção de caixa em commodities: A forte presença de exportadoras de energia, minério de ferro e agronegócio no índice, cujos balanços se beneficiam do faturamento atrelado ao dólar e do pagamento recorrente de dividendos.

O apetite por risco em ativos locais foi reforçado pelo movimento de rotação global de carteiras. Fundos institucionais que buscavam proteção em ativos estritamente defensivos passaram a buscar exposição em bolsas emergentes que oferecem carrego atrativo e balanços sólidos no ambiente corporativo.

Guia do Investidor: Orientações Práticas

Em um cenário de volatilidade pautada por choques geopolíticos e oscilação de commodities, veja estratégias operacionais para proteger e rentabilizar a carteira em 2026:

  • Monitore o fluxo de capital externo: Acompanhe diariamente os dados de saldo de investidores estrangeiros divulgados pela B3. O ingresso sustentado de capital estrangeiro costuma anteceder ciclos mais longos de valorização dos papéis de alta liquidez (blue chips).

  • Proteção contra volatilidade do petróleo: Caso sua carteira tenha forte exposição a petroleiras juniores (junior oils) ou petroquímicas, avalie o uso pontual de instrumentos de hedge cambial ou opções para limitar perdas em cenários de queda brusca na cotação do Brent.

  • Diversificação entre tese doméstica e exportadora: Mantenha um portfólio equilibrado entre empresas exportadoras (geradoras de caixa em dólar) e companhias voltadas ao consumo interno e infraestrutura, que se beneficiam da trajetória da Selic e do alívio da curva futura de juros.

  • Análise do Ibovespa em dólar (EWZ): Antes de alocar valores expressivos em ações brasileiras, analise o gráfico do Ibovespa dolarizado para identificar resistências e suportes em moeda forte, evitando entradas em momentos de esticada cambial.

  • Atenção aos eventos de liquidez: Diante de datas de negociação de acordos internacionais ou reuniões da Opep+, evite operar alavancado no mercado futuro de índice ou dólar para não ser atingido por volatilidades súbitas de notícias (gaps de abertura).


https://istoedinheiro.com.br/bolsa-brasileira-moeda-forte-otimismo-diplomatico-oriente-medio

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Salário Mínimo 2027: Projeção de reajuste impulsiona consumo e desafia o Orçamento Federal

 

O Governo Federal projeta um salário mínimo para 2027 que combina a inflação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), seguindo a política de valorização real que eleva os benefícios previdenciários. Esta medida, balizada pelo Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), exige um controle rigoroso dos gastos públicos para aderir às regras do Arcabouço Fiscal, garantindo a sustentabilidade das contas nacionais.

Principais Pontos

  • O Governo Federal estima o salário mínimo de 2027 com base na inflação e no PIB, impactando diretamente o Orçamento da União.
  • A política de ganho real tem como objetivo recompor perdas inflacionárias e incorporar o crescimento econômico, aumentando o poder de compra.
  • Contudo, o reajuste automático encarece despesas obrigatórias, como aposentadorias do INSS e BPC, desafiando a meta fiscal.

A definição do piso salarial nacional para 2027 transcende a esfera trabalhista, consolidando-se como uma das variáveis mais relevantes da política fiscal e macroeconômica brasileira. Amparado pela lei de valorização permanente do salário mínimo, o governo projeta o piso com base na soma da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acrescida do crescimento real da economia, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Embora o reajuste garanta a recomposição do poder de compra de trabalhadores e beneficiários da Previdência Social, a elevação automática das despesas obrigatórias impõe desafios ao cumprimento do Arcabouço Fiscal. Isso exige eficiência na arrecadação e uma criteriosa revisão de gastos no Orçamento Geral da União.

O cálculo do novo valor do piso nacional segue critérios matemáticos bem definidos e vinculados a dados oficiais do Governo Federal:

  • Recomposição inflacionária: Aplicação do INPC acumulado em 12 meses até novembro do ano anterior ao do reajuste, preservando o poder de aquisição frente à variação de preços de itens de primeira necessidade.
  • Ganho real via PIB: Adição do percentual de crescimento do PIB de dois anos antes (por exemplo, a expansão do PIB de 2025 para compor o salário de 2027). Em anos de retração econômica, a parcela do PIB é considerada nula, sem redução nominal do piso.
  • Trava do arcabouço fiscal: As despesas do Governo Federal estão sujeitas ao limite de crescimento real entre 0,6% e 2,5% ao ano, o que exige acomodação do avanço das despesas obrigatórias dentro desse teto global.

Para cada R$ 1,00 de aumento no salário mínimo, as contas públicas registram um incremento significativo de custos anuais. Esse efeito cascata decorre do fato de que o piso nacional atua como valor mínimo legal para os seguintes benefícios federais:

  • Benefícios previdenciários do INSS: Pagos a milhões de aposentados e pensionistas que recebem exatamente um salário mínimo.
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC): Assistência paga a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
  • Abono salarial (PIS/Pasep) e seguro-desemprego: Pagamentos trabalhistas calculados diretamente com base no piso em vigor.

Como o crescimento das receitas federais não avança necessariamente na mesma velocidade dos pisos sociais, o Tesouro Nacional precisa compensar o aumento das despesas obrigatórias por meio da contenção de gastos discricionários, como investimentos em infraestrutura e custeio das máquinas públicas, ou do aumento da arrecadação tributária.

Guia do investidor: reflexos no mercado e nas empresas da B3

A elevação do salário mínimo repercute diretamente no ambiente de negócios e na precificação de ativos na B3 sob dois ângulos principais:

1. Setores favorecidos

Empresas ligadas ao varejo alimentar (supermercados e atacarejos), farmácias e bens de consumo não duráveis tendem a capturar o aumento da renda disponível das famílias de baixa renda, que possuem maior propensão marginal a consumir.

2. Curva de juros e risco fiscal

Por outro lado, se a expansão do salário mínimo pressionar excessivamente o déficit público e inviabilizar o cumprimento das metas fiscais, o mercado reage exigindo prêmios de risco mais altos. Isso pode levar à abertura da curva de juros futuros e pressionar a taxa de câmbio, impactando ações de empresas endividadas ou dependentes de crédito de longo prazo.


https://istoedinheiro.com.br/salario-minimo-2027-impacto-fiscal-e-reflexos-na-b3

Bolsa Família e BPC: CRAS intensifica visitas a quem mora sozinho

 

Governo Federal reforça auditoria no Cadastro Único para coibir o fracionamento artificial de famílias; saiba quais são as exigências para manter os benefícios sem interrupções.

Atualização

  • Fiscalização Rigorosa: O Ministério do Desenvolvimento Social e Assistência Social (MDS) reforçou os mecanismos de auditoria para cadastros classificados como “família unipessoal” (pessoas que declaram morar sozinhas).

  • Papel das Visitas do CRAS: A confirmação da composição familiar passa prioritariamente pela verificação presencial de assistentes sociais dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) no endereço declarado.

  • Teto de 16% por Município: A regulamentação do Bolsa Família impõe um limite máximo de 16% de cadastros unipessoais sobre o total de famílias atendidas em cada cidade.

  • Revisão do BPC: Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que vivem sós também estão sujeitos à atualização obrigatória do CadÚnico a cada 24 meses e à fiscalização presencial.

A gestão do Cadastro Único (CadÚnico) passou por um endurecimento progressivo em suas regras de checagem com o objetivo de corrigir distorções no público-alvo dos programas de transferência de renda do governo federal. A atenção dos órgãos de controle está voltada para a proliferação de “famílias unipessoais”, modalidade em que o cidadão declara residir sozinho em um domicílio.

O movimento visa combater a prática indevida do fracionamento familiar — quando membros de um mesmo núcleo que vivem sob o mesmo teto se cadastram separadamente para receber múltiplos benefícios do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A visita presencial dos técnicos e assistentes sociais do CRAS tornou-se a ferramenta central para a validação da veracidade do cadastro. A verificação in loco ocorre tanto em formato de varredura amostral quanto no atendimento a alertas emitidos pelos cruzamentos automatizados de bases de dados governamentais (como Receita Federal, eSocial e registros de energia e saneamento).

Durante a fiscalização na residência, o agente social avalia as condições reais do imóvel e a infraestrutura do local para certificar se o beneficiário reside individualmente. Na ocasião, o cidadão deve apresentar documentos pessoais originais e assinar um termo de responsabilidade declarando que não compartilha despesas nem moradia com outros familiares no mesmo lote ou construção.

Caso o agente do CRAS identifique que a pessoa mora com familiares que foram omitidos da declaração inicial, o cadastro é alterado para refletir a renda total do grupo familiar, o que pode acarretar a revisão, bloqueio ou cancelamento do pagamento.

Para conter a disparada atípica de inscrições individuais registrada em anos anteriores, o MDS estabeleceu um teto percentual para a concessão de novos benefícios do Bolsa Família a moradores individuais.

Nenhuma cidade brasileira pode ultrapassar a marca de 16% de famílias unipessoais em sua base total de beneficiários do programa. Nos municípios que atingiram ou superaram esse limite regulatório, o sistema bloqueia automaticamente a entrada de novos cadastros individuais, liberando novas concessões apenas à medida que registros irregulares forem cancelados ou quando a proporção geral da cidade retornar a patamares inferiores ao limite normativo.

A checagem estende-se também aos idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de qualquer idade que recebem o BPC no valor de um salário mínimo.

Embora o BPC seja uma garantia assistencial individual, a manutenção do pagamento exige a inscrição prévia e a atualização contínua no CadÚnico no prazo máximo de 24 meses. Quando o titular do BPC declara morar sozinho, o cruzamento de dados averigua se há sobreposição com outros benefícios assistenciais ou previdenciários no mesmo endereço, submetendo o cadastro à checagem presencial do CRAS para comprovação da vulnerabilidade social.

Guia do Beneficiário: Como regularizar e evitar o bloqueio

Para garantir a continuidade do recebimento dos recursos sem interrupções administrativas, o beneficiário que vive só deve adotar medidas preventivas:

1. Atualização Cadastral Periódica

Comparecer ao posto do CadÚnico ou ao CRAS do município sempre que houver alteração de endereço, renda ou telefone, ou no prazo limite de dois anos, mesmo que não haja mudanças nas informações prestadas.

2. Documentação Obrigatória

Manter em mãos documento oficial de identificação com foto (RG ou CNH), CPF, comprovante de residência atualizado (conta de luz, água ou contrato de aluguel) e carteira de trabalho (física ou digital).

3. Acolhimento à Equipe do CRAS

Garantir o acesso do assistente social ao domicílio durante as diligências de campo. A recusa injustificada em receber a fiscalização pode motivar a suspensão cautelar do benefício até a regularização do prontuário social.

 

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INSS: fila deve ser zerada até outubro, prevê ministério; veja como acompanhar

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Seara investe mais de R$ 4 bilhões em plataforma SuperAgro

 


Imagem destaque: Seara investe mais de R$ 4 bilhões em plataforma SuperAgro
Créditos: Divulgação

A Seara, marca pertencente à JBS, superou a marca de R$ 4 bilhões investidos nos últimos dez anos na plataforma SuperAgro. Criada em 2015 para reformular o relacionamento com produtores integrados, a iniciativa abrange atualmente mais de 9 mil granjas. O modelo de parceria baseia-se em performance, dados técnicos e automação dos processos produtivos, com aportes direcionados à modernização de instalações, conforto animal e biosseguridade. Como estímulo ao desempenho superior, a companhia concede premiações e oferece remuneração até 23% maior por animal, tendo já distribuído mais de R$ 12 milhões em prêmios aos melhores produtores da rede.

Eficiência e Governança

   Além dos incentivos financeiros e do suporte técnico contínuo prestado por extensionistas, a plataforma vem expandindo seu escopo de atuação com foco em eficiência e governança. O ecossistema incorpora treinamentos de compliance, programas de capacitação gerencial, estímulo à sucessão familiar no campo e a iniciativa Mulheres SuperAgro, que visa amplificar a presença feminina nas propriedades. Com categorias de reconhecimento voltadas a bem-estar animal, conversão alimentar e qualidade, a Seara consolida a ferramenta como um eixo estratégico para a retenção de talentos no setor e o fortalecimento de sua cadeia de suprimentos.

 

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