quinta-feira, 16 de abril de 2026

‘Prévia do PIB’ do BC aponta crescimento de 0,6% em fevereiro, acima do esperado

 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo BC nesta quinta-feira, 16.

O resultado veio acima do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters para o resultado de fevereiro era de avanço de 0,47%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior o IBC-Br teve queda de 0,3%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,9%, de acordo com números não dessazonalizados.

O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor da conta, aumentou 0,61% em fevereiro, após uma alta de 0,96% no mês anterior (revisado, de 0,86%). O indicador próprio da agropecuária subiu 0,23%, após queda de 1,32% em janeiro (revisado, de -1,49%).

O índice de serviços cresceu 0,29%, após subir 0,87% no mês anterior (revisado de 0,81%); o da indústria aumentou 1,18%, após aumentar de 0,40% em janeiro (revisado, de 0,37%); e o de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – cresceu 0,75%, após alta de 0,78% em janeiro (revisado de 0,47%).

Expectativas

Analistas acreditam que a economia brasileira deve continuar mantendo alguma força em 2026, em meio a um mercado de trabalho ainda forte e medidas de estímulo, como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, que favorecem o consumo.

No entanto, o conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já pressionou os preços de transportes e alimentos em março, com o IPCA avançando 0,88% no mês, taxa mais alta em cerca de um ano.

No mês passado, o Banco Central reduziu a taxa básica Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75%, mas alertou para cautela em relação aos passos à frente devido à guerra no Oriente Médio.

O mercado projeta atualmente para o PIB (Produto Interno Bruto) uma alta de 1,85% em 2026 e de 1,80% em 2027. Ainda assim, o desempenho previsto segue abaixo do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE.

 

OCDE: taxa de desemprego se mantém em 5% em fevereiro, perto de mínima histórica

 

A taxa de desemprego da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ficou estável em 5% em fevereiro, bem próxima da mínima recorde de 4,8% atingida em junho de 2023, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira, 16. Na comparação mensal, o desemprego permaneceu inalterado em 19 países da OCDE em fevereiro, subiu em outros 11 e recuou em três.

 

O conselho de administração da Oncoclínicas aprovou nesta quinta-feira proposta de operação de fomento à companhia e à distribuidora de produtos hospitalares e oncológicos apresentada pela MAK Capital e pela Lumina, conforme fato relevante da empresa enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A proposta, a ser financiada pela Lumina, no valor entre R$100 milhões e R$150 milhões, a depender do valor das garantias disponíveis, tem objetivo de “viabilizar a aquisição de medicamentos pela companhia junto à OncoProd e, assim, preservar a geração de receitas de ambas as companhias e a continuidade de sua cadeia de fornecimento essencial”, afirmou a Oncoclínicas.

De acordo com o fato relevante, a operação contará com a constituição de garantia fiduciária de recebíveis oriundos de contratos celebrados pela rede credenciada da Oncoclínicas com operadoras de planos de saúde, hospitais e/ou seguradoras, e sua implementação estará sujeita à celebração dos documentos definitivos e ao cumprimento de condições precedentes usuais.

A operação também depende de condições precedentes específicas, incluindo a formalização dos instrumentos aplicáveis entre a Oncoclínicas e a OncoProd, bem como a definição do montante de recebíveis a serem cedidos fiduciariamente em valor compatível com a operação e a obtenção das anuências necessárias de operadoras de planos de saúde, hospitais e seguradoras para a vinculação e direcionamento desses recebíveis.

Na mesma divulgação, a Oncoclínicas disse que, em cumprimento às condições apresentadas pela MAK Capital e Lumina para confirmação da proposta, o conselho de administração recebeu a renúncia de Bruno Lemos Ferrari aos cargos de membro e vice-presidente do colegiado, com efeitos imediatos.

Para preencher os dois cargos vagos em função das renúncias de Marcelo Gasparino e Bruno Lemos Ferrari, Mateus Affonso Bandeira, indicado pela MAK Capital, e Carlos Gil Ferreira, diretor-presidente da companhia, foram nomeados como membros do conselho, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da empresa convocada para o próximo dia 30.

Quem são os 2 cientistas brasileiros na lista de mais influentes da Times junto com Wagner Moura

 

 

A revista Time divulgou nesta quarta-feira, 15, a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo. Três brasileiros entraram na lista, dos quais o mais famoso é o ator Wagner Moura. Os outros dois são cientistas, com contribuições importantes para a alimentação e saúde no mundo: Mariangela Hungria e Luciano Moreira. Veja aqui a lista da Time.

Mariangela é agrônoma e microbiologista, trabalha para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e em 2025 foi laureada com o World Food Prize, a condecoração mais importante da agricultura mundial, conhecida como o “Nobel” da Alimentação e Agricultura. Ela dedicou sua carreira à pesquisa de insumos biológicos como alternativa para substituir os fertilizantes químicos.

Luciano, por sua vez, é biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ele criou uma versão do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, com uma bactéria chamada Wolbachia (comum em muitos insetos). Com a presença da bactéria, o vírus não consegue se reproduzir no mosquito, fazendo com que ele não transmita a doença para os seres humanos. Em 2025, foi reconhecido como uma das dez pessoas que moldaram a ciência naquele ano, segundo a prestigiosa revista científica Nature.

Mariangela Hungria e os fertilizantes naturais

O texto de Mariangela para a Time foi escrito por Kyla Mandel, editora-sênior da revista. Mandel destaca que a pesquisadora brasileira desenvolveu micróbios do solo que permitem que as culturas absorvam nitrogênio do ar de forma mais natural, sem os lados negativos do uso de fertilizantes sintéticos, como a contaminação de rios.

A Time informa que, graças a Mariangela, 85% da soja brasileira é cultivada usando esses micróbios, e que as inovações ajudaram os agricultores brasileiros a economizar, no total, cerca de US$ 25 bilhões por ano e a evitar a emissão de 230 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono.

Em entrevista concedida ao Estadão em 2025, Mariangela contou que desde os oito anos de idade ela já sabia que queria ser uma microbiologista. Graduou-se em Engenharia Agronômica na USP, na época “uma profissão bem masculina e machista”, conta. Depois, fez mestrado e doutorado, ambos com teses em fixação biológica do nitrogênio. Entrou na Embrapa em 1982.

“Eu aqui, no interior do Paraná, sempre lutando, num país onde o financiamento para pesquisa é muito irregular, e tendo dedicado uma carreira aos insumos biológicos, numa época que era só de químicos. Além de ser mulher, mãe, eram tantas improbabilidades na minha vida toda, numa carreira que era essencialmente masculina, que tudo isso era muito difícil de acreditar. Mas, deu certo desse jeito”, contou Mariangela ao Estadão em 2025.

A cientista afirmou que, se pudesse deixar um legado, seria uma homenagem às mulheres. “Se não fossem as mulheres, a gente teria um número ainda maior de pessoas passando fome, relatou. O combate à fome é uma das prioridades dela, e considera que a tecnologia é fundamental para isso, mas sabe que o problema é multidisciplinar.

Luciano Moreira e o Aedes Aegypti que não transmite dengue

O cientista brasileiro Luciano Moreira lidera a maior fábrica de mosquitos do mundo (foto: Peter Ilicciev_WMP Brasil_Fiocruz)
O cientista brasileiro Luciano Moreira lidera a maior fábrica de mosquitos do mundo (foto: Peter Ilicciev_WMP Brasil_Fiocruz)

Luciano Moreira é um entomologista (biólogo especializado em insetos), e teve o texto escrito por Scott O’Neill, CEO do World Mosquito Program (Programa Mundial dos Mosquitos), ONG que busca proteger o mundo de doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika.

O’Neill relatou a importância de Moreira na criação e implementação do método Wolbachia de combate à dengue. A bactéria Wolbachia impede que o vírus se reproduza dentro dos mosquitos e, portanto, que os mosquitos transmitam a dengue para os seres humanos.

A fêmea do mosquito infectada com a Wolbachia passa a bactéria para os ovos. Dessa forma, as novas gerações de mosquitos já nascem infectadas, reduzindo a circulação do vírus. A bactéria é inofensiva para os mosquitos, tornando o método sustentável.

A Time também mencionou a expansão nacional constante do método desde a primeira implantação, em 2012, com o trabalho de Moreira conseguindo a construção de evidências da eficácia, o fortalecimento de parcerias comunitárias e a conquista da confiança do público.

Dessa forma, o cientista da Fiocruz logrou em 2025 o lançamento da Wolbito do Brasil – a maior biofábrica do mundo dedicada à criação de mosquitos Wolbachia.

Assim como Mariangela, Luciano contou ao Estadão que o interesse pela ciência começou ainda na infância. “Acho que remete lá atrás quando era criança”, afirmou, em 2025. “Eu sempre gostei de mexer, de testar coisas. Eu achava insetos em casa, misturava produto de limpeza da minha mãe, injetava neles e observava o que acontecia. Era sempre curioso, buscando coisas. Tinha essa vontade de tentar achar soluções, de entender o que acontecia quando experimentava algo”.

Para Moreira, os resultados alcançados pelo método dele não eliminam os desafios nem dispensam cautela, mas ajudam a sustentar o caminho escolhido. “Quando nós vemos resultados positivos, sabemos que estamos contribuindo”.

Ativos da Enel em SP no valor de quase US$ 4 bi estão em risco em concessão, dizem auditores

 

 

A Enel pode perder sua concessão de distribuição de energia em São Paulo, colocando em risco ativos financeiros e intangíveis no valor de 3,34 bilhões de euros (US$ 3,9 bilhões) e 595 milhões de euros em ágio, disseram auditores no relatório anual do grupo italiano.

A demonstração financeira da Enel para 2025 fornece uma “visão verdadeira e justa” da posição financeira da empresa italiana de serviços públicos, disse a empresa de auditoria KPMG no relatório anual recentemente publicado.

No entanto, a KPMG acrescentou que a recuperabilidade de ativos e ágio da Enel relacionados à concessão na maior cidade do Brasil e sua possível renovação foi uma questão fundamental na auditoria das contas do grupo de energia.

A Aneel, agência reguladora de energia elétrica do Brasil, decidiu no início deste mês dar andamento a um processo de caducidade que poderia, em última instância, levar à rescisão da concessão de distribuição de energia elétrica detida por uma unidade local da Enel em São Paulo, impedindo a renovação automática de seu contrato, que expira em 2028.

Em meio a escalada de riscos para que a Enel deixe a grande São Paulo, a companhia nega qualquer negociação ou discussão em andamento sobre uma eventual troca de controle da distribuidora e tem reafirmado o interesse na renovação da concessão.

Brasil retornará ao Top 10 das maiores economias em 2026, aponta FMI; veja ranking

 

Com a atualização das projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) para as economias dos países, o Brasil volta ao grupo das 10 maiores economias do mundo, aponta levantamento feito pela Austin Ratings para a IstoÉ Dinheiro.

O FMI elevou a perspectiva de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil este ano. Em seu relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI passou a ver uma expansão de 1,9% do PIB do Brasil em 2026, 0,3 ponto percentual acima da projeção feita em janeiro, mas o mesmo ritmo estimado pelo Fundo em outubro do ano passado.

Assim, o Brasil alcança a 10ª posição entre as maiores economias da mundo, com PIB estimado em US$ 2,6 trilhões. Para 2027, a Austin projeta o país na 9ª posição. Em 2025, o Brasil ficou na 11ª posição.

O topo do tanking é ocupado por Estados Unidos, China e Alemanha, tanto na projeção para 2026 como para 2027, dando continuidade ao registrado em 2025.

RANKING DAS 15 MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO EM 2025, 2026 E 2027

economias

Entre os fatores que favorecem a movimentação do Brasil para cima nesse ranking estão o câmbio e o desempenho menor dos outros países como o Canadá. “O real se valorizou. Isso também ajuda a ter um impacto no PIB em dólar. Muito provavelmente o paíse vai ter um PIB crescendo em termos nominais em dólares”, diz o economista-chefe da Austin, Alex Agostini.

A projeção para o crescimento da economia canadense é de 1,5%. “Olhando a fotografia de hoje, o Brasil teria um desempenho um pouco melhor do que os demais países”, afirma Agostini. “Como o Brasil estava muito próximo do décimo lugar, isso já ajuda a subir um pouco mais”.

Perpectiva do FMI para o Brasil

Mesmo com a revisão para cima do PIB brasileiro para 2026, o desempenho fica abaixo do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE.

Para 2027, entretanto, o FMI reduziu a perspectiva de crescimento do Brasil frente ao estimado em janeiro em 0,3 ponto percentual, a 2%.

“A guerra deve ter um pequeno efeito positivo em 2026, já que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual”, apontou o FMI.

“Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grande colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a absorver o choque”, acrescentou.

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, e vem elevando os preços do combustível e provocando preocupações com a inflação.

 

 

 

 

 

Projeções do governo e dos analistas brasileiros

A perspectiva do FMI para a economia brasileira é melhor do que a do Banco Central, mas fica abaixo do cenário visto pelo Ministério da Fazenda.

Em março, o Banco Central projetou um crescimento econômico de 1,6%, apontando incerteza mais elevada no cálculo diante da guerra no Oriente Médio. Já o Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026.

O mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,85% neste ano. O corte refletiu uma perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e condições financeiras mais apertadas, segundo o Fundo.

As perspectivas do FMI para o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,3% e 2,7%.

As contas do Fundo para a economia brasileira também são piores do que as das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 para 2027

 

 

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 estima que o salário mínimo será de R$ 1.717 no ano que vem, um aumento de 5,92% em relação ao patamar atual, de R$ 1.621.

De acordo com o PLDO 2027, a previsão é de que o salário mínimo seja de R$ 1.812, em 2028, chegando a R$ 1.913, em 2029. Para 2030, a projeção é de R$ 2.020.

Desde 2023, o mínimo é reajustado por uma fórmula que prevê a correção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado no período de 12 meses até novembro mais o crescimento do PIB de dois anos antes.

Mas, no final de 2024, o governo aprovou uma nova regra que limita o crescimento além da inflação ao ritmo de expansão para despesas previsto pelo arcabouço fiscal, que é de 0,6% a 2,5%, e que valerá entre 2025 e 2030.

Como o PIB de 2024 foi de 3,4%, o avanço do mínimo seguirá o limite do arcabouço, de 2,5%.

A grade de parâmetros macroeconômicos do PLDO ainda prevê o Produto Interno Bruto (PIB) de 2027 em 2,56%, alta de 0,23 ponto percentual em relação a 2026, de 2,33%.

O documento inclui a previsão de alta do PIB de 2,56%, em 2028, de 2,59%, em 20289 e de 2,66%, em 2030.

(em atualização)

 

 https://istoedinheiro.com.br/salario-minimo-1-717-para-2027