quarta-feira, 29 de abril de 2026

Revista ‘Time’ inclui Nubank em lista de 10 empresas de serviços financeiros mais influentes

 

A revista norte-americana Time incluiu o Nubank na lista das 10 empresas de serviços financeiros mais influentes do mundo em 2026, ao lado de nomes como Mercado Pago, BlackRock e Mastercard.

Na reportagem, a publicação afirma que a fintech brasileira tem buscado comprovar que um banco digital pode ganhar escala ao mesmo tempo em que se mantém rentabilidade e avança para mercados altamente regulados.

 A instituição financeira já tem operações no México e na Colômbia, e caminha para obter uma licença bancária nos EUA.

A revista destaca ainda que o Nubank fechou 2025 com 131 milhões de clientes e gera receita anual de US$ 16,3 bilhões. “Vemos este ano como um ponto de inflexão: o ano em que começamos a transição de líder latino-americano para uma plataforma global de serviços financeiros digitais”, diz fundador e CEO do Nubank, David Vélez.

Sobre o Mercado Pago, a revista lembra que a fintech do Mercado Livre já tem 78 milhões de usuários mensais ativos e, em 2025, gerou US$ 12,6 bilhões em receita líquida.

A companhia dispõe da vantagem de manter um relacionamento estreito com milhões de lojistas e consumidores, além de ter acesso a valiosos dados transacionais, de acordo com a matéria. A meta é construir o maior banco digital da América Latina, diz o CEO do Mercado Livre, Ariel Szarfsztejn.

Veja a lista completa:

– Mercado Livre (controladora do Mercado Pago)
– Block
– PalmPay
– BlackRock
– Ant Group
– Nubank
– Kalshi
– Chime
– Circle Internet Group
– Mastercard


TCU dará início a análise do cálculo de tributos da reforma tributária

 

O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), informou nesta quarta-feira, 29, que dará início ao processo de análise relacionado à Reforma Tributária com foco na metodologia de apuração dos tributos sobre consumo.

Segundo o ministro, a Corte vai examinar, para fins de homologação, a metodologia de definição das alíquotas de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Agricultura: promulgação do acordo Mercosul-UE abre novas oportunidades ao agro

 

Brasília, 29 – O acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), promulgado na terça-feira, 28, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, abre novas oportunidades para o agronegócio nacional, disse o ministro da Agricultura, André de Paula. “Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro, esse setor gigante que agora tenho a honra de liderar”, disse o ministro, em nota da pasta.

De Paula citou ainda ganhos na exportação da citricultura, café, fruticultura e carne bovina. “A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, acrescentou.

 O acordo, após mais de 25 anos de negociações, entra em vigor provisoriamente nesta sexta-feira (1º de maio).

O texto prevê a redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia ao longo dos próximos anos, segundo o governo.

 


Marinho confirma anúncio do Desenrola 2.0 na segunda, com R$ 4,5 bi do FGTS

 

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja divulgar na segunda-feira, 4, os detalhes do Desenrola 2.0, programa do governo federal para reduzir a inadimplência das famílias brasileiras. O ministro afirmou ainda que o valor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a ser utilizado é de R$ 4,5 bilhões.

 O ministro conversou com jornalistas sobre o programa nesta quarta-feira, 29, após a divulgação do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de março, que reúne dados sobre o mercado de trabalho formal no mês.

 Sem detalhar as medidas, Marinho disse que famílias endividadas com renda de até cinco salários mínimos poderão usar parcialmente recursos do fundo de garantia para quitar até 20% dos débitos. Haverá ainda alguma medida para que os recursos não sejam utilizados em apostas. “Quem aderir a esse alívio na dívida terá que abrir mão no período, não fazer absolutamente nenhum dos famosos joguinhos”, afirmou.

Sobre a data dos anúncios, o ministro afirmou que o presidente Lula fará uma referência inicial ao pacote durante pronunciamento nesta quinta-feira, 30, e detalhará as medidas na semana seguinte, “talvez na própria segunda-feira ou na sequência, a depender ali da amarração dos últimos detalhes”.

“O presidente Lula quer, ao anunciar, que as medidas tenham efetividade, ou seja, as agências, os entes do governo, Banco do Brasil e Caixa e todas as engrenagens estejam plenamente em funcionamento a partir do anúncio”, disse Marinho.

O ministro acrescentou que o governo planeja um segundo pacote de liberação de valores do fundo para renovação de frotas de caminhoneiros, taxistas e motoristas de ônibus. “Recursos para investir no seu bem”, explicou. “Como já houve outros momentos aqui, será crédito da natureza de investimento com juros e colocado em condições.”

 

 ] https://istoedinheiro.com.br/desenrola-2-0-segunda-45-bi-fgts-29426

Brasil cria 228 mil postos em março e estoque de empregos formais cresce 2,6% em um ano

O Brasil registrou a criação de 228.208 postos de emprego formal em março de 2026, resultante de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos. Os dados integram o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira, 29.

O resultado no mês ficou acima da expectativa apontada por economistas em pesquisa da Reuters. Era estimada criação líquida de 150 mil vagas.

 

Em análise, a 4intelligence afirma que os dados demonstram como o mercado de trabalho segue aquecido. “Vale lembrar de que boa parte destes trabalhadores se desligou a fim de se admitir em outros lugares sob condições mais vantajosas, sendo um sinal de que estão encontrando maior oferta de vagas”, diz a empresa.

Já o economista Antonio Ricciardi, do banco Daycoval, destaca que os dados de março ainda não repercutem os impactos da guerra no Oriente Médio. “A economia brasileira passava por um choque positivo sobre atividade econômica decorrente da isenção de imposto de renda e da valorização do salário mínimo no começo do ano”, acrescenta. “Esses fatos devem resultar no mercado de trabalho mais fraco durante 2026, principalmente no final do ano.”

No acumulado em 2026, o Brasil registrou um saldo total de 613.373  postos de trabalho. Em 12 meses, ou seja, entre abril de 2025 e março deste ano, acumula 1.211.455 novos empregos formais.

O estoque, ou seja, a quantidade total de trabalhadores com vínculo formal de trabalho ativo, atingiu 49.082.634 no mês, uma variação positiva de 0,47% em relação ao estoque do mês anterior e de 2,6% na comparação com março de 2025.

Em relação às Unidades Federativas, apenas Sergipe, Mato Grosso e Alagoas apresentaram resultado negativo na comparação com o mês anterior, conforme mostra o gráfico:

 

Empregos no agro recuam

Entre os agrupamentos econômicos monitorados, apenas Agropecuária registrou variação negativa, com fechamento de 18.096 postos. Serviços apresentou o maior crescimento (+152.391), seguido por Construção (+38.316), Indústria (+28.336) e Comércio (+27.267).

O resultado negativo no agro decorre sobretudo da desmobilização do Cultivo de Maçã (-7.098), do Cultivo de Soja (-5.048) e do Cultivo de Laranja (-4.810).

Salário médio

Os dados apontam ainda uma diminuição no salário médio de admissão na comparação com o mês anterior. O valor em março foi de R$ 2.350,83, ou seja, 0,7% menor do que em fevereiro (R$ 2.368,33).

O resultado foi pior para os trabalhadores não-típicos (aprendizes, intermitentes e temporários), cujo salário médio de contratação foi de R$ 2.019,09 (14,1% menor que o valor médio). Para os considerados típicos (com vínculo padrão da CLT), foi de R$ 2.397,89 (2% acima do valor médio).


https://istoedinheiro.com.br/brasil-emprego-trabalho-caged-marco-2026

PO da Compass irá quebrar seca de quase 5 anos na B3; veja cronograma e detalhes da oferta

 

Na segunda-feira, 11 de maio, a bolsa de valores deverá ter o início das negociações das ações da empresa de gás e energia Compass, controlada pelo grupo Cosan, então encerrando um jejum de quase cinco anos completos de ofertas públicas iniciais (IPOs) na bolsa de valores brasileira.

A oferta será 100% secundária – ou seja, não serão emitidas novas ações da Compass, mas os atuais acionistas irão se desfazer das suas participações societárias na companhia.

IPO da Compass prevê uma saída parcial da Cosan, holding de Rubens Ometto que detém atuais 88% do capital da companhia. Enquanto a Cosan poderá vender até 15% do capital na oferta, os demais minoritários poderão se desfazer de até 5,4% do total de ações.

Os acionistas, além da companhia de Ometto, incluem a gestora Atmos e uma unidade do Bradesco.

A faixa de preço foi definida entre R$ 28 e R$ 35 por ação. Se a oferta for precificada no topo desse intervalo, a Compass chega ao mercado com valor de mercado próximo a R$ 25 bilhões.

Não é a primeira vez que a companhia tenta o IPO, dado que em meados de 2020, a oferta chegou a ser estruturada, mas foi cancelada com a deterioração do mercado durante a pandemia.

A tentativa de listagem acontece em um contexto de reestruturação financeira do grupo controlador. A Cosan tem buscado vender ativos e reduzir a alavancagem após uma série de investimentos que não geraram o retorno esperado, pressionados também pelo ciclo de juros altos no Brasil.

No ano passado, o grupo fechou acordo para captar até R$ 10 bilhões com investidores como o BTG Pactual Holding. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell no setor de açúcar e etanol, está em processo de recuperação extrajudicial.

O BTG Pactual lidera a operação como coordenador global do IPO da Compass. Bank of America, Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Santander, JPMorgan, XP Investimentos, BNP Paribas e UBS BB atuam como coordenadores.

A oferta está registrada sob o regime automático da CVM, com revisão prévia da ANBIMA, e inclui esforços de colocação internacional nos termos da Regra 144A e do Regulation S.

Cronograma do IPO da Compass

  • Lançamento da oferta: 27 de abril de 2026
  • Precificação: 7 de maio de 2026
  • Início das negociações na B3: 11 de maio de 2026

Fim do jejum de IPOs

Se a operação se concretizar, vai encerrar um período de quase cinco anos sem estreias na bolsa brasileira. O último ciclo de IPOs na B3 foi em 2021, quando mais de 40 empresas abriram capital – incluindo a própria Raízen, outra empresa do grupo Cosan.

Desde então, companhias brasileiras que queriam acessar o mercado mostraram tendência a listar ações nos Estados Unidos, ou realizar dupla listagem.

Os últimos IPOs da B3, de 2021, contemplam empresas como Intelbras, Smart Fit, Méliuz, Enjoei.

O último IPO da bolsa de valores, de fato, foi a Vittia, que abriu capital em setembro de 2021.

Como a empresa está financeiramente

Os números do primeiro trimestre de 2026, ainda preliminares e não auditados, apontam lucro líquido entre R$ 328,5 milhões e R$ 401,5 milhões, abaixo dos R$ 420,5 milhões registrados no mesmo período de 2025.

A queda é atribuída, em parte, a despesas financeiras e de depreciação mais elevadas.

Nos últimos anos a empresa anotou EBITDA estável em torno de R$ 5 bilhões e forte distribuição de capital aos acionistas, com R$ 5,5 bilhões em dividendos pagos de 2023 até então.

Vale notar que a queda no lucro líquido de 2025 em relação a 2024 acompanha o aumento da alavancagem, dado que a dívida quase dobrou no período, o que pressiona as despesas financeiras.

Coompass IPO

O que faz a Compass

A Compass é a maior distribuidora de gás natural do Brasil. A companhia tem participação em sete distribuidoras, com destaque para a Comgás, que atende 96 cidades no estado de São Paulo e tem 2,8 milhões de clientes conectados.

Além da distribuição, a empresa atua na comercialização de gás por meio da EDGE – plataforma que opera um terminal de regaseificação em São Paulo (TRSP), distribui GNL para clientes industriais e opera a maior usina de biometano do país, com capacidade de 225 mil m³ por dia.

Na prática, a empresa funciona como o braço estratégico da Cosan para capturar o crescimento do consumo de gás no Brasil, especialmente com a gradual liberalização do setor, que veio na esteira de mudanças regulatórias como a Nova Lei do Gás e o Programa Gás do Gás para Crescer.

Nos últimos anos, a Compass também avançou na consolidação do setor ao adquirir participações em outras distribuidoras estaduais, como a Sulgás, e buscar ativos em diferentes regiões do país.

Preço do petróleo ultrapassa US$ 115; Ibovespa cai pelo 6º pregão seguido e dólar sobe

 

O Ibovespa segue em queda nesta quarta-feira, 29, caindo abaixo dos 187 mil pontos, em dia de decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil.

Investidores continuam atentos à situação no Oriente Médio, com o preço do barril de petróleo ultrapassando os US$ 115.

Às 10h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 1,15%, a 186.443,30 pontos, após ter fechado em baixa nos últimos cinco pregões. Perto do mesmo horário, o contrato de petróleo do tipo Brent para maio subia 4,98%, cotado a US$ 116,80.

O dólar à vista subia 0,53%, aos R$ 5,0016 na venda. Na terça-feira, o dólar à vista encerrou estável, aos R$ 4,98.

Destaque da agenda internacional desta quarta, o Fed divulga sua decisão sobre os juros às 15h (horário de Brasília), com expectativa de manutenção da taxa na atual faixa de 3,5% a 3,75% ao ano, no que pode ser a última reunião de Jerome Powell como presidente da autarquia. Dessa forma, os agentes ficarão atentos à coletiva de imprensa do chairman às 15h30.

No Brasil, a aposta majoritária do mercado é que o BC reduza a Selic em mais 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, em meio à cautela com a guerra entre EUA e Irã e seus impactos nos preços. O anúncio será feito a partir das 18h30.