terça-feira, 2 de junho de 2026

Serviços essenciais estão entre os empregos menos afetados pela era IA, diz OpenAI

 

O estudo “The AI Jobs Transition Framework”, publicado pela OpenAI, em abril, mostrou que os empregados associados a serviços essenciais serão os menos afetados pela inteligência artificial no mercado de trabalho no curto prazo.

Segundo o relatório da empresa, zeladores, trabalhadores de fast food, motoristas e garçons representam quase a metade das ocupações analisadas (46%), e são os empregos com menos mudanças imediatas na era da IA. Para chegar a esse resultado, pesquisadores analisaram mais de 900 ocupações, cobrindo 99,7% do mercado de trabalho dos EUA.

O que diz a pesquisa

  • 46% dos empregos terão menos mudanças imediatas: incluem trabalhos mais físicos ou de serviços essenciais, como zeladores, trabalhadores de redes de fast food, motoristas de caminhão, garçons , estoquistas , bombeiros
  • 24% serão reorganizados: áreas que possuem alta exposição à IA, mas que mantêm forte necessidade da presença humana, como professores, enfermeiros, juízes e taquígrafos/escrivães de tribunais
  • 18% que correm alto risco de automação: profissões com alta exposição à tecnologia aliada a uma fraca necessidade de envolvimento humano. Exemplos incluem auxiliares de contabilidade, atendimento ao cliente, digitadores de dados e caixas
  • 12% dos empregos vão crescer com a IA: ocupações onde a IA ajuda a expandir a escala de produção. Nesta categoria estão os desenvolvedores de software e os designers gráficos

Segundo os autores, as categorias não são previsões exatas de perda de empregos, mas sim um “mapa” das pressões de transição.

Para lidar com os efeitos da IA, o relatório sugere que governos e empresas ajam de forma direcionada, fornecendo requalificação e assistência a transição para os empregos que estão em risco, enquanto monitora áreas menos afetadas.

 

 https://istoedinheiro.com.br/ia-empregos-openai

 

Apesar de tombo em maio, Ibovespa ainda lidera ganhos no ano em ranking de investimentos

 

O Ibovespa tombou 7,22% em maio, registrando sua maior queda mensal desde fevereiro de 2023, quando havia caído 7,49%. Apesar da correção, o principal índice de ações da bolsa brasileira ainda lidera o ranking de rentabilidade no acumulado no ano entre os principais investimentos, mostra levantamento da consultoria Elos Ayta.

O retorno do Ibovespa na parcial do ano supera o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que acompanha a taxa Selic e teve avanço de 5,66%. Veja abaixo o ranking:

 

Em maio, o destaque foi o BDRX, que avançou 9,22% em maio, registrando sua maior valorização mensal desde junho de 2024. “O desempenho reforça a importância da diversificação internacional em períodos de aumento da incerteza e aversão ao risco”, destaca a Elos Ayta.

Na janela de 12 meses encerrada em maio, o ouro lidera o ranking de rentabilidade, com ganho de 32,56%, seguido pelo Ibovespa, com 26,83%, BDRX, com 24,08%, e IDIV, com 22,26%. Na outra ponta, o Bitcoin acumula queda de 37,51% em 12 meses e recuo de 22,90% apenas em 2026, registrando o segundo ano consecutivo de desvalorização.

“Os números mostram que maio foi marcado por uma combinação de realização de lucros, aumento da aversão ao risco e busca por proteção. Ao mesmo tempo, reforçam que estratégias de diversificação, especialmente com exposição internacional e ativos defensivos, continuam desempenhando papel relevante na preservação de patrimônio em períodos de elevada volatilidade”, afirma a consultoria.

Veja rentabilidade dos principais investimentos em 12 meses

Mônica Bergamo: Relação Trump-Lula segue, apesar de momentos de tensão

 


Americanos voltam a taxar produtos brasileiros em 25% por "práticas irrazoáveis"

Por Redação
REDAÇÃO

02/06/2026 • 08:58 • Atualizado em 02/06/2026 • 09:28

Lula e Trump

Lula e Trump


Após uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) dos Estados Unidos, o governo americano anunciou nesta segunda-feira (1°) a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros importados. Com base na Seção 301 da legislação comercial, a investigação considerou que o comércio brasileiro segue praticas irrazoáveis e prejudiciais aos interesses americanos.


Lula e Trump

 

 

 

 

 

 

 

A colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo, afirmou que, apesar do novo momento de tensão entre os dois países, diplomatas e o empresariado americano consideram que a relação entre o presidente Donald Trump e Lula segue “fluindo” em diálogo.

Ao relembrar os episódios de tensão, a colunista destacou que a recente decisão do governo americano em classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como “organizações terroristas” já havia sido tomada três meses antes do anúncio, mas que o encontro de Lula e Trump no dia 7 de maio permitiu que medida não fosse anunciada antes.

Mônica também afirmou que a foto retirada entre Flávio e Trump, que serviu como “carona” para a pré-candidatura do senador às eleições presidenciais de outubro, foi considerada uma espécie de “concessão” de Donald Trump para agradar o “núcleo duro” republicano, sobretudo o Secretário de estado dos Estados Unidos Marco Rubio, que não desejam a aproximação entre o presidente americano e Lula.

 

 https://www.band.com.br/bandnews-fm/noticias/monica-bergamo-relacao-trump-lula-segue-apesar-de-momentos-de-tensao-202606020858?utm_source=rdstation&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter&utm_content=noticias_manha

 

IR 2026: Receita atualiza cronograma de pagamento da restituição; veja datas

 


O que já se sabe sobre o IPO da Anthropic, dona do Claude

 

A Anthropic informou nesta segunda-feira, 1º, que entrou com um pedido confidencial para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.

Com isso, a criadora do Claude, ultrapassou a rival OpenAI na corrida das empresas de IA generativa à bolsa.

O esperado IPO ocorre também no momento em que a SpaceX, de Elon Musk, deve iniciar uma apresentação para investidores em 4 de junho, de olho em seu próprio IPO, em que vai tentar arrecadar cerca de US$ 75 bilhões e obter uma avaliação de cerca de US$ 1,75 trilhão.

Wall Street está apostando que 2026 poderá ser um ano marcante para o mercado de IPOs dos EUA. O Goldman Sachs previu, no início deste ano, que as receitas de IPOs dos EUA poderiam atingir um recorde de US$160 bilhões em 2026, caso os nomes de destaque prossigam com suas ofertas iniciais de ações.

Os IPOs de IA esperados para 2026

ANTHROPIC

A Anthropic criou o chatbot Claude e revelou nesta segunda-feira que fez pedido de IPO nos EUA, preparando o terreno para o que pode ser um momento decisivo para a mania da inteligência artificial em Wall Street.

A Anthropic levantou US$65 bilhões pela última vez em uma avaliação pós-monetária de US$965 bilhões no final de maio, colocando-a à frente da rival OpenAI.

SPACEX

A SpaceX, de Elon Musk, fez pedido de IPO no mês passado, aproximando a empresa do que pode ser a maior  oferta inicial de ações nos EUA de todos os tempos.

A SpaceX acelerou o cronograma do IPO, com a venda de ações já em 11 de junho, informou a Reuters na semana passada.

Em fevereiro, a SpaceX adquiriu a startup de inteligência artificial xAI, de Musk, em um acordo recorde, unificando suas ambições espaciais e de IA ao combinar a empresa com o criadora do chatbot Grok.

Se a SpaceX arrecadar US$75 bilhões, seu IPO será o maior do mundo, eclipsando a listagem da petrolífera Saudi Aramco em 2019.

OPENAI

A OpenAI, criadora do ChatGPT, está se preparando para fazer um pedido de IPO nos EUA, informou a Reuters no mês passado, citando uma fonte familiarizada com o assunto.

A OpenAI pretende abrir capital já em setembro e está trabalhando com Goldman Sachs e Morgan Stanley em um projeto de prospecto de IPO que planeja apresentar aos órgãos reguladores em breve.

A empresa liderada por Sam Altman está preparando as bases para abrir o capital em uma oferta que pode avaliá-la em até US$1 trilhão, informou a Reuters em outubro.

 

 https://istoedinheiro.com.br/ipo-da-anthropic

Governo Trump propõe novo tarifaço de 25% para punir Brasil por práticas comerciais

 

A administração Trump propôs um novo tarifaço de 25% sobre diversas importações do Brasil, após concluir que as práticas do país eram desleais em uma série de questões, desde o comércio digital até o desmatamento ilegal, disse a autoridade comercial de alto escalão Jamieson Greer na noite desta segunda-feira, 1º.

As medidas, previstas na Seção 301 da legislação comercial dos EUA, abrangem áreas como serviços de pagamento eletrônico (Pix), tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol, informou o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês).

O novo tarifaço proposto para começar a ser aplicado em julho excluiu alguns itens, como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves das novas tarifas.

O que os EUA alegam

O órgão propôs as novas tarifas punitivas ao divulgar os resultados de sua investigação sobre práticas comerciais desleais contra o Brasil, iniciada no ano passado, de acordo com a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

As práticas do Brasil nas áreas investigadas “irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos, sendo, portanto, passíveis de ação nos termos da Seção 301(b) da Lei de Comércio”, afirmou o USTR em um comunicado.

As tarifas substituiriam parcialmente uma tarifa de 50% sobre muitos produtos brasileiros imposta no ano passado pelo presidente Donald Trump, sendo 40% uma punição pelo processo movido pelo Brasil contra o ex-presidente e aliado de Trump, Jair Bolsonaro.

No entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou essas tarifas em fevereiro.

Em comunicado, Greer disse que lançou a investigação da Seção 301 para lidar com “preocupações antigas e generalizadas dos Estados Unidos com certas políticas e práticas comerciais do Brasil”.

Apesar do recente diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu gabinete, Greer disse que os Estados Unidos e o Brasil “continuam a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”.

Audiência marcada para 6 de julho

A agência de comércio solicitou comentários sobre as tarifas propostas até 1º de julho, com uma audiência pública marcada para 6 de julho. Ela tem até 15 de julho para tomar “medidas de resposta” no âmbito da investigação da Seção 301.

Trump utilizou a mesma lei para impor tarifas abrangentes sobre produtos chineses durante seu primeiro mandato.

O USTR tem várias outras investigações em andamento no âmbito da Seção 301 que devem resultar em novas tarifas.

Entre elas, há uma que abrange o excesso de capacidade industrial na China e em 15 outros parceiros comerciais, bem como uma sobre a aplicação de proibições de trabalho forçado em 60 países.

A agência abriu uma nova investigação na sexta-feira sobre as práticas de propriedade intelectual do Vietnã.

Com relação às suas conclusões sobre o Brasil, o USTR afirmou que a nova tarifa proposta de 25% não se aplicaria às importações brasileiras sujeitas a tarifas relacionadas à segurança nacional nos termos da Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962.

Isso inclui tarifas de 50% sobre aço, alumínio e cobre e tarifas de 25% sobre produtos acabados fabricados com esses metais, bem como uma tarifa de 25% sobre veículos motorizados e peças automotivas.

O USTR informou que os produtos isentos das tarifas propostas de 25% incluem muitas frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes.

Estes se somam à carne bovina, café, terras raras, certos outros metais e minérios, além de aeronaves e peças de aeronaves brasileiras.

 

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segunda-feira, 1 de junho de 2026

‘Teto materno’: 25% das mulheres desistem de novas vagas após a maternidade, diz Infojobs

 

Uma pesquisa do Infojobs mostra que 25% das mães deixaram de se candidatar a novas oportunidades após a maternidade. Outras 13% afirmam ter desacelerado a carreira.  

Os números ajudam a dar nome a um fenômeno que já é conhecido na prática: o chamado “teto materno”, onde as mulheres que são mães acabam tendo uma trajetória ascendente muito curta dentro da empresa. 


Para Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, o processo começa na percepção de risco. “A mulher passa a recalibrar suas escolhas porque entende que o mercado pode não assimilar determinados movimentos. Isso acontece antes mesmo de qualquer resposta formal”, explica.

A especialista aponta que uma forma de enfrentar esse cenário é criar políticas claras de progressão interna, programas de mentoria para mães e processos seletivos internos com incentivo ativo à candidatura feminina após a licença-maternidade.

“Empresas, por sua vez, nem sempre identificam o problema. A ausência de candidatas pode ser interpretada como falta de interesse, quando, na verdade, reflete um ambiente pouco acolhedor”, revela. Nesse ponto, benefícios concretos fazem diferença direta, como auxílio-creche, subsídio para babá, horários flexíveis, retorno gradual após a licença e apoio psicológico para mães no período de transição.

 

A expectativa de que a mulher seja a principal responsável pelo cuidado influencia nas escolhas das empresas e limita possibilidades. Por isso, boas práticas também incluem licença parental ampliada para ambos os responsáveis e incentivo ao compartilhamento das responsabilidades familiares.

Para Patrícia, teto materno se sustenta na cultura e nas percepções. E, justamente por isso, segue sendo uma das barreiras mais difíceis de romper. “Quando a empresa transforma apoio em estrutura e benefício real, ela reduz esse impacto e amplia o potencial de crescimento dessas profissionais”, conclui.

 

https://istoedinheiro.com.br/teto-materno-25-das-mulheres-desistem-de-novas-vagas-apos-a-maternidade-diz-infojobs