segunda-feira, 1 de junho de 2026

‘Teto materno’: 25% das mulheres desistem de novas vagas após a maternidade, diz Infojobs

 

Uma pesquisa do Infojobs mostra que 25% das mães deixaram de se candidatar a novas oportunidades após a maternidade. Outras 13% afirmam ter desacelerado a carreira.  

Os números ajudam a dar nome a um fenômeno que já é conhecido na prática: o chamado “teto materno”, onde as mulheres que são mães acabam tendo uma trajetória ascendente muito curta dentro da empresa. 


Para Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, o processo começa na percepção de risco. “A mulher passa a recalibrar suas escolhas porque entende que o mercado pode não assimilar determinados movimentos. Isso acontece antes mesmo de qualquer resposta formal”, explica.

A especialista aponta que uma forma de enfrentar esse cenário é criar políticas claras de progressão interna, programas de mentoria para mães e processos seletivos internos com incentivo ativo à candidatura feminina após a licença-maternidade.

“Empresas, por sua vez, nem sempre identificam o problema. A ausência de candidatas pode ser interpretada como falta de interesse, quando, na verdade, reflete um ambiente pouco acolhedor”, revela. Nesse ponto, benefícios concretos fazem diferença direta, como auxílio-creche, subsídio para babá, horários flexíveis, retorno gradual após a licença e apoio psicológico para mães no período de transição.

 

A expectativa de que a mulher seja a principal responsável pelo cuidado influencia nas escolhas das empresas e limita possibilidades. Por isso, boas práticas também incluem licença parental ampliada para ambos os responsáveis e incentivo ao compartilhamento das responsabilidades familiares.

Para Patrícia, teto materno se sustenta na cultura e nas percepções. E, justamente por isso, segue sendo uma das barreiras mais difíceis de romper. “Quando a empresa transforma apoio em estrutura e benefício real, ela reduz esse impacto e amplia o potencial de crescimento dessas profissionais”, conclui.

 

https://istoedinheiro.com.br/teto-materno-25-das-mulheres-desistem-de-novas-vagas-apos-a-maternidade-diz-infojobs 

 

 

Lula diz que, no 1º trimestre, Petrobras foi a ‘empresa mais rentável do planeta Terra’

 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta segunda-feira, 18, que a Petrobras foi a “empresa mais rentável do planeta Terra” no primeiro trimestre deste ano. “Imagina o poder que nós temos na mão. É uma das poucas empresas que investe em inovação. Porque muita gente fala em inovação na expectativa de que o Estado faça. A Petrobras não. Ela põe dinheiro”, disse Lula em evento em Campinas (SP).

Lula participou no período da manhã da inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius. As novas linhas têm o intuito de ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.

Ele disse que vai conversar ainda nesta segunda com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e pedir que ela aplique a tecnologia na companhia. “Ela vai ter que visitar o Sirius para ela saber o que tá perdendo em não ter uma relação muito forte com o Sirius”, afirmou. “Se a gente depender de fazer o estudo só cavando buraco, vai demorar muito. Vamos ter que contar com a inteligência, a ciência e o conhecimento de vocês para darmos um salto de qualidade e ver se, num curto espaço de tempo, a gente faz com que o Trump deixe de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós para que a gente possa explorar”, disse Lula.

Xi Jinping e Trump

O presidente ainda afirmou que não tem “preferência” entre o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Aqui nós não temos veto a ninguém, não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui dentro”, reforçou.

Pedra Fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde

No evento, também foi lançada a Pedra Fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, iniciativa coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos. O evento contou com a participação do ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda.


Governo detalha bloqueio de R$ 23,7 bilhões; Defesa, Cidades e Educação concentram maiores cortes

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou na noite desta sexta-feira (29) o decreto que detalha um novo bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026. Somado à contenção anunciada anteriormente, o volume total de recursos congelados neste ano chega a R$ 23,7 bilhões.

  • Defesa lidera bloqueios com R$ 4,3 bilhões
  • Emendas parlamentares perdem R$ 4,9 bilhões
  • Medida atende às exigências do arcabouço fiscal

Os maiores impactos recaíram sobre os ministérios da Defesa, das Cidades e da Educação, que concentram a maior parte das limitações impostas pelo governo.

Segundo o detalhamento divulgado pelo Executivo, os cortes atingem principalmente despesas discricionárias, utilizadas para custeio da máquina pública e investimentos federais.

Os ministérios mais afetados

Entre as pastas com maior volume de recursos bloqueados estão:

  • Defesa: R$ 4,363 bilhões;
  • Cidades: R$ 3,320 bilhões;
  • Educação: R$ 1,605 bilhão;
  • Transportes: R$ 1,500 bilhão;
  • Fazenda: R$ 1,396 bilhão;
  • Saúde: R$ 1,002 bilhão.

Além das verbas ministeriais, o decreto também reduziu em R$ 4,9 bilhões os recursos destinados às emendas parlamentares.

Ao todo, as despesas discricionárias do Poder Executivo sofreram contenção de R$ 18,7 bilhões.

Por outro lado, os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Justiça e Segurança Pública ficaram fora da medida e não tiveram recursos bloqueados.

Por que o governo bloqueou recursos

A decisão foi tomada para adequar as contas públicas às regras do arcabouço fiscal, mecanismo aprovado pelo Congresso Nacional em 2023 para controlar o crescimento dos gastos federais.

Pelas regras em vigor, as despesas da União não podem crescer acima de 2,5% ao ano em termos reais, além de estarem limitadas a 70% da expansão da arrecadação projetada pelo governo.

A equipe econômica refez as estimativas de receitas e despesas até o fim do ano e concluiu que seria necessário ampliar o bloqueio para manter o cumprimento das metas fiscais.

Nos bastidores, integrantes da área econômica avaliam que a medida era inevitável diante da pressão crescente sobre os gastos obrigatórios e da necessidade de preservar a credibilidade do novo regime fiscal junto ao mercado financeiro.

 

https://istoedinheiro.com.br/governo-detalha-bloqueio-orcamento-defesa-cidades-educacao

Financiamento de veículos em abril tem alta anual de 11,8%, revela Trillia, da B3

 

O financiamento de veículos no Brasil somou 634.587 unidades em abril, entre novos e usados, segundo levantamento da Trillia, a unidade da B3 focada em inteligência aplicada, dados, analytics e inteligência artificial.

O volume reúne automóveis leves, motocicletas e veículos pesados, e representa alta de 11,8% na comparação anual. Trata-se também do melhor resultado para o mês de abril desde 2008, quando foram registrados 705.927 financiamentos.

Nos automóveis leves, o crescimento foi de 13,3% em relação a abril do ano anterior. O avanço foi puxado pelos modelos zero quilômetro, que tiveram alta de 21,9% nos financiamentos. Entre os usados, a alta foi de 10,9%.

O financiamento de motocicletas também aumentou em abril, com alta de 9,8%. Os modelos novos cresceram 12% nas vendas financiadas, enquanto as motos usadas avançaram 9,1%.

No segmento de veículos pesados, o crescimento foi de 3,9%. Segundo a Trillia, o desempenho foi sustentado pelos modelos novos, com alta de 10,9%, enquanto os usados recuaram 4,6%. Os números apontam para uma renovação de frota.

O Sudeste concentrou 42,2% das operações de financiamento de veículos no mês. Na sequência apareceram Sul (20,8%), Nordeste (19,7%), Centro-Oeste (10,7%) e Norte (7,3%).

No acumulado de janeiro a abril, o número de veículos financiados chegou a 2,5 milhões de unidades. As motocicletas tiveram crescimento de 16% no período, seguidas pelos automóveis (12,7%) e pelos veículos pesados (3,9%).

“Os dados indicam um cenário de crédito mais disponível, contribuindo para a manutenção do ritmo positivo do mercado automotivo, mesmo em um contexto de juros elevados”, afirma o superintendente de Relacionamento com Clientes e Relações Institucionais na Trillia, Thiago Gaspar.

Média de preços de veículos

A Tabela Auto B3, desenvolvida em pela B3 parceria com a Bright Consulting, aponta recuo na média do preço de transação em abril, após ajustes nos meses anteriores. Segundo o acompanhamento, o movimento foi puxado por modelos usados.

Nos veículos zero quilômetro, houve alta média de 0,7% nos preços de transação, com avanço em três dos sete segmentos analisados: picapes derivadas de automóveis (+3,8%), picapes médias (+3,3%) e sedans (+2,5%). As picapes compactas (-3,7%) foram o segmento com a maior queda de preço no período.

Entre os usados, abril teve queda média de aproximadamente 1,55% nos preços de transação, com retração em todos os segmentos analisados. As maiores baixas foram registradas em picapes compactas (-2,3%), picapes médias (-2,0%) e carros compactos (-1,6%), de acordo com a Tabela Auto B3/Bright Consulting.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Governo amplia subsídios e mantém medidas para conter alta dos combustíveis até o fim de julho

 

O governo federal decidiu prorrogar e ampliar uma série de medidas para tentar conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil. As novas regras entram em vigor nesta segunda-feira, 1º de setembro, e atingem diesel, gás de cozinha, biodiesel e querosene de aviação.

A principal medida prevê uma subvenção de R$ 1,12 por litro de óleo diesel destinada às refinarias nacionais e aos importadores do combustível. O benefício substitui dois programas que se encerram neste domingo, 31. Um deles concedia subsídio de R$ 0,32 por litro desde março. O outro, criado em abril, garantia auxílio de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no país e de R$ 1,20 para o combustível importado, com parte dos recursos bancada pelos estados e pelo Distrito Federal.

Também passa a valer uma nova subvenção de R$ 0,35 por litro para o diesel A utilizado no transporte rodoviário. Na prática, a medida substitui a desoneração do PIS/Cofins sobre o combustível, benefício que perde a validade neste domingo.

Segundo o governo, o mecanismo funciona como uma espécie de compensação financeira pela retomada da cobrança dos tributos federais. Com a volta da tributação, produtores e importadores recolherão normalmente os impostos, mas receberão uma subvenção equivalente ao valor cobrado.

A estratégia foi adotada após o Congresso Nacional não avançar na análise de um projeto de lei complementar enviado pelo Executivo em abril. A proposta permitia utilizar receitas extraordinárias geradas pela alta do petróleo para compensar a redução de tributos sobre combustíveis.

Diante da demora na tramitação da matéria, o governo editou uma medida provisória em maio autorizando a concessão de subvenções econômicas a produtores e importadores em valores equivalentes aos benefícios tributários que deixariam de existir. O modelo começou a ser aplicado à gasolina e agora foi estendido ao diesel.

Gás de cozinha

O pacote também mantém até 31 de julho a subvenção destinada aos produtores e importadores de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. Para isso, o governo dobrou os recursos reservados à iniciativa, que passaram de R$ 330 milhões para R$ 660 milhões.

De acordo com o Executivo, o montante permitirá conceder um benefício equivalente a R$ 11 por botijão de 13 quilos comercializado durante o período de vigência da medida.

Biodiesel e aviação

Além do diesel e do GLP, o governo prorrogou até 31 de julho a desoneração dos tributos federais incidentes sobre o biodiesel e sobre o querosene de aviação, numa tentativa de reduzir os impactos da escalada das tensões internacionais sobre os custos de transporte e logística no país.

 

 

Focus: mercado eleva projeção para a inflação em 2026 pela 12ª semana seguida

 

As expectativas para a inflação neste ano e no próximo subiram mais uma vez na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 1º, pelo Banco Central, enquanto o cenário para a política monetária permaneceu inalterado.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 subiu pela 12ª semana consecutiva, para 5,09%, de 5,04% na semana anterior. Assim, a projeção se afasta ainda mais do teto da meta para a inflação, de 4,5%. O centro do objetivo é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para 2027, a estimativa para a inflação subiu para 4,02%, de 4,01% antes, segunda vez seguida em que ela foi elevada.

 

 

 

 

 

Selic

A perspectiva para a taxa básica de juros seguiu inalterada, com a Selic calculada em 13,25% ao final deste ano e em 11,25% no próximo. Os especialistas consultados também seguem vendo corte de 0,25 ponto percentual nos juros na reunião deste mês, a 14,25%.

PIB

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento na pesquisa semanal com uma centena de economistas subiu a 1,90% para 2026, 0,01 ponto percentual a mais do que na anterior, e permaneceu em 1,70% para 2027.

Na última sexta-feira, o IBGE informou que o PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre, acelerando diante do impulso da agropecuária e da indústria e com o consumo ganhando força.

Dólar

Já para o dólar, a projeção para a cotação ao fim de 2026 foi revisada de R$ 5,17 para R$ 5,16. Já para o fim de 2027 passou de R$ 5,26 para R$ 5,25.

 

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Lula inaugura 4 novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius

 O recado de Lula ao planeta: “Precisamos aprender a cuidar ...

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou na manhã desta segunda-feira, 18, da inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).

As novas linhas têm o intuito de ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.

Ele afirmou que investimentos como esse não são caros, visto o retorno que podem trazer. “Temos que começar a nos perguntar quanto custa não investir”, disse.

As quatro novas linhas somam R$ 230 milhões em investimentos. Três delas, de nome Sapucaia, Quati e Sapê receberam R$ 200 milhões e fazem parte da fase 1 do projeto. A quarta linha, chamada Tatu, recebeu R$ 30 milhões e é a primeira da fase 2 a ser inaugurada.

Ao todo, a fase 1 dos investimentos no Sirius somou R$ 2,26 bilhões em investimentos.

Já a fase 2, iniciada com a linha Tatu, deve somar R$ 800 milhões.

Considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius integra o grupo restrito de países com fonte de luz síncrotron de quarta geração.

O equipamento funciona como um “supermicroscópio” capaz de analisar estruturas em escala atômica e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento.

Entre 85% e 90% de seus componentes foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil.