segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Reino Unido: líderes de nações celtas exigem independência

 

O cenário político do Reino Unido entrou em ebulição nesta segunda-feira (14), quando os líderes da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales assinaram um memorando de entendimento. O documento insta o governo britânico a se preparar para uma mudança constitucional, defendendo o direito à autodeterminação que pode levar a referendos de independência para as nações constituintes.

A iniciativa ocorre após o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, declarar no sábado (12) que uma Irlanda unificada seria “fantástica”, reacendendo o debate sobre a soberania regional.

O que aconteceu

  • Líderes da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales assinam declaração conjunta exigindo direito à autodeterminação do Reino Unido.
  • O movimento se fortalece após as eleições regionais e, pela primeira vez, todos os primeiros-ministros das “nações celtas” são favoráveis à independência.
  • O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, rejeita os debates constitucionais, focando na crise do custo de vida.

A declaração conjunta foi formalizada por Rhun ap Iorwerth, primeiro-ministro do País de Gales e líder do partido Plaid Cymru; John Swinney, primeiro-ministro da Escócia e líder do Partido Nacional Escocês (SNP); e Michelle O”Neill, primeira-ministra da Irlanda do Norte e vice-presidente do Sinn Féin.

Para esses políticos nacionalistas, cujos partidos obtiveram um fortalecimento significativo nas eleições de maio, o cenário político atual está em constante transformação. Eles argumentam que suas nações “têm o direito de determinar seu próprio futuro, por meios democráticos e de acordo com os desejos de seu povo”.

Por que o movimento separatista ganhou força agora?

O movimento pela autodeterminação ganhou um impulso inédito com os resultados eleitorais recentes. Pela primeira vez desde o início da devolução de poderes, em 1997, as três “nações celtas” – Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales – são governadas por primeiros-ministros abertamente favoráveis a se desligar do Reino Unido.

O acordo conjunto não poupa críticas ao sistema central de poder, afirmando que “o tempo de Westminster [o sistema parlamentarista do governo britânico] está chegando ao fim”. Após a assinatura do memorando em Cardiff, o primeiro-ministro escocês John Swinney foi ainda mais enfático, sugerindo que o atual premier Andy Burnham será o último primeiro-ministro de um Reino Unido como o conhecemos.

Swinney expressou confiança na vontade popular escocesa. “O povo da Escócia, se tiver a escolha da independência em um referendo, aceitará essa escolha, porque todas as informações que vemos diante de nós sobre as tendências nas pesquisas de opinião indicam que essa é a preferência do povo escocês”, declarou o líder do SNP.

Na Irlanda do Norte, Michelle O”Neill destacou como as recentes declarações de Donald Trump, em apoio à unidade irlandesa, mantêm o debate “muito vivo”. “Acho que isso nos mostra onde estamos, em que ponto de vista está o pensamento sobre qual é o grande prêmio aqui para o nosso povo, e o grande prêmio aqui é a unificação. (…) É um novo começo em uma nova Irlanda”, afirmou O”Neill, vice-presidente do Sinn Féin.

Qual a posição do governo britânico?

Após a reunião dos líderes nacionalistas, Downing Street, sede do governo do Reino Unido, reagiu à iniciativa. O primeiro-ministro Andy Burnham reafirmou sua forte crença na União e seu foco em aliviar a crise do custo de vida para famílias em todo o país, em vez de se engajar em “debates constitucionais”.

Um porta-voz oficial de Burnham reiterou que o primeiro-ministro “está comprometido em promover mudanças em todas as quatro nações do Reino Unido e acredita fortemente na União”.

O grupo que assinou o memorando, que se reuniu na condição de líderes partidários e não como autoridades governamentais, defende que existe um caminho melhor. Eles propõem que suas nações trabalhem juntas como iguais, compartilhando ideias e expertise, e construindo relacionamentos baseados no respeito mútuo e em interesses comuns.

“O Reino Unido está em seu melhor quando as pessoas se unem em torno de nossos valores compartilhados e da resolução de problemas, em vez da divisão, e o Primeiro-Ministro continuará a aliviar as pressões sobre as finanças familiares e a proporcionar maior segurança econômica, em vez de participar de debates constitucionais ou novos referendos”, concluiu o comunicado do governo britânico.

A última vez que um referendo sobre independência ocorreu no Reino Unido foi em setembro de 2014, na Escócia. Naquela ocasião, a proposta de separação foi rejeitada, com 45% dos votos a favor e 55% contra a independência.

 

 

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Bolsas europeias fecham em alta com petróleo e alívio do risco

 

As bolsas de valores da Europa encerraram a sessão da última sexta-feira em alta, marcando uma significativa recuperação dos mercados após um período de perdas recentes. O movimento de valorização foi impulsionado principalmente pelo recuo nos preços do petróleo no pregão e por um notável alívio no apetite global por risco, mesmo diante da repercussão dos dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que influenciaram as apostas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).

O que aconteceu

  • As bolsas europeias fecham em alta, com recuperação dos mercados impulsionada pela queda do petróleo e alívio do risco.
  • Índices de Londres, Frankfurt, Paris, Milão, Madri e Lisboa registraram avanços significativos na sessão de sexta-feira.
  • Indicadores como produção industrial do Reino Unido e alertas do BCE sobre inflação e juros também moldaram o cenário.

Quais índices europeus fecharam em alta na sexta-feira?

Os principais índices acionários europeus registraram fechamento positivo. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,39%, atingindo 10.650,44 pontos. Já em Frankfurt, o DAX valorizou 0,77%, encerrando o dia com 25.557,16 pontos. A bolsa de Paris, representada pelo CAC 40, subiu 0,78%, alcançando 8.179,77 pontos.

Na Itália, o FTSE MIB de Milão registrou uma alta ainda mais expressiva de 1,36%, chegando aos 52.512,03 pontos. Madri, com o Ibex 35, teve um crescimento de 0,84%, fechando em 19.825,70 pontos. Por fim, em Lisboa, o PSI 20 elevou-se 0,73%, marcando 9.524,73 pontos.

Indicadores econômicos e alertas do Banco Central Europeu

No Reino Unido, a produção industrial surpreendeu positivamente ao avançar 0,2% em julho em relação a junho, superando as expectativas do mercado, que projetavam uma queda de 0,2%. Este dado contribuiu para o otimismo.

A situação econômica da França, contudo, apresentou um desafio, com o ministro das Finanças, Roland Lescure, reduzindo a projeção de crescimento do país para 2026 de 0,7% para 0,5%. Lescure admitiu, ainda, dificuldades em cumprir a meta de déficit fiscal, adicionando um ponto de cautela ao cenário europeu.

A política monetária também esteve em foco. Gabriel Makhlouf, membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), emitiu um alerta sobre os conflitos no Oriente Médio, ressaltando que estes podem sustentar a inflação por um período mais prolongado. Ele enfatizou que novas elevações agressivas das taxas de juros trariam riscos adicionais e significativos ao crescimento econômico da região, ponderando a delicada balança entre controle inflacionário e estímulo ao crescimento.

Setores e empresas impulsionam ganhos no mercado europeu

Entre os destaques corporativos, a Airbus viu suas ações subirem 1,4% após anunciar um plano de recompra de até 4,1 milhões de ações no mercado aberto, sinalizando confiança na valorização da empresa. O setor de semicondutores e tecnologia também teve um bom desempenho, beneficiado pelo aumento da demanda ligada à Inteligência Artificial (IA).

Em Londres, empresas como Renishaw, que subiu 3,1%, e XP Power, com avanço de 5,4%, foram impulsionadas por uma elevação de recomendação pelo Jefferies. Na Alemanha, a SAP encerrou o dia estável, após uma recuperação de perdas, enquanto a Sartorius registrou alta de 1,3%. O setor de luxo em Paris também contribuiu para os ganhos, com papéis subindo 1% e a Kering registrando um ganho de 2%. Mesmo com a queda pontual do petróleo no dia, as ações do setor de energia na Europa encerraram em leve alta de 0,6%, mostrando resiliência.

 

 

.Riscos da inteligência artificial: Jensen compara situação à pandemia

 

Greg Jensen, co-diretor de investimentos (CIO) da Bridgewater Associates, fez um duro alerta sobre os riscos da inteligência artificial (IA) durante participação no podcast Odd Lots, da Bloomberg. O executivo comparou o estágio atual da tecnologia aos primeiros momentos da pandemia de Covid-19, ressaltando que a inação pode ter consequências severas e que é crucial lidar com o problema antes que se torne incontrolável.

O que aconteceu

  • Greg Jensen, da Bridgewater Associates, alertou sobre os riscos da inteligência artificial, comparando o cenário atual ao início da pandemia de Covid-19.
  • O especialista, que foi investidor inicial em empresas de IA, teme a velocidade dos avanços e a capacidade dos modelos de apresentar comportamentos inesperados.
  • Ele defende a responsabilização de desenvolvedores e a tributação do “trabalho das máquinas” para mitigar os impactos sociais e econômicos da automação.

Apesar do tom alarmista, Jensen não é um crítico da tecnologia. Ele foi um dos primeiros investidores da OpenAI e da Anthropic e, ao longo de três décadas na Bridgewater, ajudou a incorporar modelos quantitativos, algoritmos e sistemas automatizados aos processos de investimento da companhia. Atualmente, ele supervisiona o laboratório interno de inteligência artificial da gestora e acompanha o uso da tecnologia nos mercados financeiros.

Segundo Jensen, os avanços têm sido rápidos a ponto de os modelos começarem a se aproximar e até mesmo superar as capacidades humanas. Ele afirmou que a IA desenvolvida pela Bridgewater quase alcançou o sistema de tomada de decisões baseado na chamada “intuição humana”, desenvolvido pela empresa ao longo de décadas.

“Acho que estamos a poucos anos de a IA ser significativamente melhor do que o conjunto de todos os humanos da Bridgewater. É apenas uma projeção, mas essa é a velocidade com que a tecnologia está avançando”, disse.

Quais são as principais preocupações com a inteligência artificial?

Parte da preocupação do executivo está relacionada à rapidez das mudanças e aos episódios recentes envolvendo sistemas de inteligência artificial. Jensen citou o ataque ao Hugging Face como um dos sinais iniciais de como os modelos podem apresentar comportamentos inesperados. Ele alertou que uma IA poderia tentar enganar avaliadores para atingir objetivos definidos durante o treinamento.

Em um cenário extremo, afirmou Jensen, sistemas muito avançados poderiam desenvolver estratégias cada vez mais agressivas para superar limitações impostas pelos próprios criadores. Essas declarações reforçam um movimento crescente dentro da indústria de tecnologia; recentemente, um ex-funcionário da Anthropic afirmou que a inteligência artificial representa um risco existencial para a humanidade, e o investidor Paul Tudor Jones comparou a chegada da IA à expectativa pela aproximação de um furacão de categoria 6.

Medidas propostas para controlar o avanço da IA

Para Jensen, desacelerar o desenvolvimento da tecnologia pode ser a melhor alternativa. “Quanto mais tempo esperamos, mais sem esperança a situação fica”, afirmou o co-CIO da Bridgewater. Ele defende a responsabilização de desenvolvedores e empresas por crimes eventualmente cometidos por sistemas de inteligência artificial.

O executivo também voltou a propor a tributação do chamado “trabalho das máquinas” como forma de compensar os impactos da automação sobre o mercado de trabalho. Na avaliação do gestor, cerca de 14% dos empregos existentes hoje poderão passar por mudanças radicais nos próximos três anos em função dos avanços da IA.

Tenda é principal escolha do JPMorgan entre construtoras

 

O JPMorgan, um dos maiores bancos de investimento do mundo, avalia que o desempenho das construtoras residenciais brasileiras será cada vez mais influenciado pelo sentimento em relação às eleições de 2026. A instituição reitera sua recomendação de compra para a Tenda (TEND3), destacando-a como a principal escolha entre as empresas do setor, com potencial de alta de 59%.

O que aconteceu

  • A Tenda (TEND3) é eleita a principal escolha do JPMorgan, com potencial de valorização de 59% para suas ações.
  • O banco projeta que o cenário das eleições de 2026 impactará diretamente as construtoras residenciais do país.
  • Recomendações variam entre compra para baixa renda e neutra para média/alta renda, com ressalvas e riscos apontados.

A análise do JPMorgan sugere que uma eventual mudança de governo no Brasil favoreceria as empresas de média e alta renda, como Cyrela (CYRE3) e EZTEC (EZTC3), em função de uma possível intensificação do ajuste fiscal. Por outro lado, a permanência da atual administração tenderia a beneficiar as companhias de baixa renda, a exemplo de Tenda (TEND3), Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3), que são impulsionadas por programas governamentais como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Com base na projeção de continuidade do governo atual, o banco de investimento reiterou sua recomendação de compra para Tenda, Direcional e Cury. Para Cyrela e EZTEC, a recomendação permanece neutra devido às incertezas para 2027, embora exista a possibilidade de valorização das ações em um cenário de mudança no sentimento do mercado.

Cenário para mrv e riscos

A MRV (MRVE3) se destaca com uma recomendação neutra, diferentemente das outras empresas de baixa renda. A previsão de novas perdas na Resia, sua subsidiária de imóveis para locação nos Estados Unidos, é um fator determinante para essa avaliação no segundo semestre. As perdas estimadas são de aproximadamente US$ 50 milhões.

Entre os riscos para o cenário positivo das empresas de baixa renda, o JPMorgan aponta a pressão inflacionária, especialmente com a cotação do petróleo acima de US$ 80 por barril. Uma desaceleração temporária nos repasses de financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal (CEF) também é considerada, assim como uma greve de funcionários da Caixa, prevista para começar em 10 de setembro, mas com expectativa de curta duração.

O JPMorgan definiu preços-alvo para dezembro de 2027, indicando um potencial de valorização de 50% a 60% para as ações com recomendação de compra. Para os papéis classificados como neutros, a expectativa de alta é de 40% a 50%.

Por que a tenda é a principal escolha?

A Tenda (TEND3) é a principal escolha do banco, com um potencial de valorização de 59% até o preço-alvo de R$ 52,50. A preferência é justificada pelo seu valuation atrativo, negociando a 4,8 vezes o preço sobre lucro (P/L) estimado para 2027, e pela possibilidade de recuperação operacional da Alea, sua subsidiária de estruturas de madeira, que o mercado ainda não teria precificado totalmente.

Direcional em destaque

A Direcional (DIRR3) aparece logo em seguida, com potencial de alta de 60% até o preço-alvo de R$ 17,50. O banco ressalta o valuation de 5,4 vezes o P/L estimado para 2027, com um desconto de 22% em relação à Cury. A companhia também se beneficia do potencial de valorização do seu banco de terrenos em Belo Horizonte, impulsionado pela nova legislação de zoneamento, e da parceria com a Moura Dubeux para projetos de baixa renda no Nordeste.

Qualidade da cury

Para a Cury (CURY3), o JPMorgan enfatiza a elevada qualidade da companhia e sua notável conversão de lucro líquido em fluxo de caixa livre, que alcança 75%, sendo a maior entre as empresas de baixa renda acompanhadas pelo banco. O preço-alvo foi ajustado de R$ 43,50 para R$ 48, o que implica um potencial de alta de 49%. A ação negocia a 6,9 vezes o P/L estimado para 2027, cerca de 25% abaixo do pico de 9,5 vezes registrado no início do ano. O banco ainda projeta um dividend yield de aproximadamente 8% para 2026.

Perspectivas para cyrela

No segmento de média e alta renda, o JPMorgan mantém recomendação neutra para a Cyrela (CYRE3), com preço-alvo de R$ 34,50. Contudo, a análise aponta para uma forte valorização em caso de mudança no governo, cenário em que a ação poderia atingir 1,7 vez o valor patrimonial por ação (P/VPA), contra cerca de 1 vez atualmente. A venda da torre corporativa Pininfarina por R$ 1,4 bilhão é outro ponto destacado, com potencial de resultar em uma distribuição de dividendos equivalente a um yield de aproximadamente 11%.

Desempenho da eztec

Para a EZTEC (EZTC3), a recomendação neutra reflete principalmente o cenário macroeconômico, com juros elevados por mais tempo, que tende a impactar o segmento de média e alta renda. Apesar disso, a companhia demonstrou crescimento de 53% nos lançamentos no primeiro semestre. Nos últimos 30 dias, a ação acumulou alta de 19%, superando a Cyrela (16%) e o Ibovespa (8%). O novo preço-alvo é de R$ 19.

Por que a mrv continua neutra?

A MRV (MRVE3) persiste como uma exceção entre as empresas de baixa renda analisadas. Embora o negócio principal apresente recuperação, com crescimento de lançamentos e melhora das margens, o JPMorgan prevê novas perdas na Resia, estimadas em US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 260 milhões), para o segundo semestre. A operação nos EUA busca vender terrenos, instalações, equipamentos e participações minoritárias em projetos, com desinvestimentos projetados em cerca de US$ 165 milhões.

A MRV negocia a 4,7 vezes o P/L estimado para 2027, alinhada à Tenda, mas com um desconto de 15% a 30% em relação aos pares. Para o JPMorgan, esse desconto é justificado pela incerteza e baixa visibilidade sobre os resultados futuros. A dívida líquida da companhia, incluindo passivos de cessão de créditos, alcançou R$ 10,6 bilhões no segundo trimestre, equivalente a 2,3 vezes o patrimônio líquido, o maior patamar do setor.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Turismo no Brasil: atividades crescem 2,7% em julho de 2026

 

As atividades turísticas no Brasil registraram crescimento de 2,7% em julho de 2026, recuperando parcialmente a queda de 4,0% observada entre maio e junho do mesmo ano. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), indicam que o setor ainda busca o patamar de seu ápice histórico, alcançado em dezembro de 2024.

O que aconteceu

  • As atividades turísticas no Brasil registraram crescimento de 2,7% em julho de 2026, conforme dados do IBGE.
  • O setor encontra-se 9,4% acima do nível de fevereiro de 2020, mas 3,8% abaixo do pico histórico de dezembro de 2024.
  • Na comparação anual, o volume de atividades turísticas recuou 2,6% em julho, marcando o quinto resultado negativo consecutivo.

Apesar da alta mensal, o segmento de turismo opera 3,8% abaixo do ápice de sua série histórica, registrado em dezembro de 2024. Contudo, o patamar atual se mantém 9,4% acima dos níveis pré-pandemia, em fevereiro de 2020, sinalizando uma recuperação que ainda não se consolidou plenamente.

Como o turismo se comportou nas regiões?

Regionalmente, o movimento de expansão mensal foi acompanhado por 11 dos 17 locais pesquisados pelo IBGE. São Paulo liderou as contribuições positivas, com um avanço de 3,5%, seguido por Bahia (8,6%), Paraná (6,7%) e Minas Gerais (2,8%).

Em contrapartida, alguns estados registraram resultados negativos no período. O Ceará apresentou retração de 1,8%, enquanto Pernambuco apontou uma queda de 1,1%, figurando entre os principais recuos no mês de julho de 2026.

Setor turístico piora em comparação anual?

Na comparação com julho do ano anterior, o volume de atividades turísticas no Brasil registrou uma retração de 2,6%, configurando o quinto resultado negativo consecutivo para o setor. Essa queda foi impulsionada, principalmente, pela redução na receita de empresas de transporte aéreo de passageiros e do segmento hoteleiro.

Analisando os dados regionais, dez das dezessete unidades da federação investigadas mostraram declínio nos serviços voltados ao turismo. Os destaques negativos foram São Paulo (-3,5%), Pernambuco (-13,7%), Ceará (-13,7%), Paraná (-5,3%), Pará (-15,1%) e Distrito Federal (-6,5%). Em contrapartida, Bahia (18,6%), Rio de Janeiro (2,8%) e Minas Gerais (1,8%) exerceram os principais impactos positivos na comparação anual.

Qual o balanço do acumulado no ano?

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o conjunto de atividades turísticas no país apresentou uma retração de 1,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa queda foi predominantemente influenciada pela menor receita de empresas de transporte aéreo de passageiros e de hotéis, setores-chave para o desempenho turístico.

Regionalmente, 11 dos 17 locais investigados também registraram taxas negativas no acumulado do ano. As maiores perdas foram observadas em São Paulo (-1,3%), Minas Gerais (-4,0%), Pernambuco (-7,9%), Paraná (-5,3%) e Ceará (-8,6%). Em contraste, o Rio de Janeiro (5,0%) liderou os ganhos no turismo, seguido por  Bahia (5,9%), Espírito Santo (2,3%) e Rio Grande do Sul (0,7%), demonstrando resiliência em algumas regiões.

BCE eleva taxas de juros em meio à “guerra no Oriente Médio” e revisa projeções de inflação

 

O Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros pela segunda vez neste ano nesta quinta-feira, 10 de setembro, em Frankfurt, com o objetivo de frear o avanço da inflação. A escalada inflacionária é impulsionada principalmente pelos preços da energia, agravados pela guerra no Oriente Médio.

A decisão afeta diretamente os 21 países da zona do euro e ocorre em meio a temores de uma onda de aumentos de preços, especialmente com a alta do petróleo.

O que aconteceu

  • O BCE eleva taxas de juros para conter a inflação impulsionada pela guerra e preços de energia.
  • A guerra no Oriente Médio, com ataques entre EUA e Irã, elevou os preços do petróleo acima de US$100.
  • O BCE reviu para cima as projeções de inflação e crescimento, esperando que a inflação permaneça acima da meta de 2% até 2028.

Desde o final de agosto, ataques de ambos os lados na guerra no Oriente Médio interromperam um período de relativa calma. Estados Unidos e Irã atingiram alvos militares, de transporte marítimo e do setor energético. Este cenário impulsionou os preços do petróleo de volta a patamares acima de US$100 o barril, reacendendo preocupações com uma nova onda de aumentos de preços na zona do euro, região que é grande importadora de combustíveis. A expectativa do mercado é de que a inflação continue acima da meta por um período prolongado.

Em resposta, o BCE elevou sua taxa de depósito de 2,25% para 2,50%, reiterando que a inflação deve se manter acima de sua meta de 2% por um tempo. Anteriormente, o banco já havia se pronunciado sobre como a guerra no Irã afeta a manutenção das taxas de juros.

Por que o BCE revisou suas projeções?

O banco central dos 21 países que compartilham o euro também revisou para cima algumas de suas projeções de crescimento e inflação. Essa atualização reflete tanto a resiliência inesperada da economia europeia quanto o impacto dos custos elevados dos combustíveis sobre outros preços. A nova previsão do BCE aponta para uma inflação de 3,0% neste ano, 2,5% no próximo ano e 2,1% em 2028.

Contudo, é provável que as projeções divulgadas nesta quinta-feira não contemplem plenamente o mais recente aumento nos preços da energia, especialmente do gás natural. Muitos países europeus dependem do gás para aquecimento, e o choque em seus preços tende a ter um impacto mais lento, mas também mais significativo e duradouro sobre a inflação, excluindo a energia, conforme observado pelo Barclays em uma nota.

O que os mercados esperam do BCE?

Os mercados financeiros precificam que haverá mais um aumento das taxas de juros ainda este ano, seguido por uma ou duas elevações adicionais no próximo ano. Por outro lado, economistas veem a decisão desta quinta-feira como possivelmente a última do BCE por enquanto, embora um número crescente deles considere o risco de ser necessário um aperto monetário adicional.

O BCE não forneceu indícios sobre futuras medidas, limitando-se a repetir sua postura padrão de que as decisões serão baseadas nos dados econômicos que forem surgindo.

 

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Caixa Federal lança Pix parcelado para clientes

 

A Caixa Econômica Federal lança uma nova funcionalidade que permite aos clientes pessoa física parcelar transferências e pagamentos realizados via Pix. A novidade, anunciada nesta quinta-feira (3), está disponível diretamente no aplicativo do banco para as transações.

A medida é implementada por meio de contratação de crédito no momento da operação. Além desta, a Caixa já oferece outras facilidades como o Agendamento Pix, Pix Automático e Pix por Aproximação via Google Pay.

O que aconteceu

  • O Pix parcelado é a mais recente funcionalidade lançada pela Caixa Econômica Federal para seus clientes pessoa física.
  • Os valores para contratação variam de R$ 300 a R$ 50 mil, com prazo de pagamento de até 12 meses e taxas de juros personalizadas.
  • A nova opção visa ampliar o acesso a soluções financeiras digitais, combinando conveniência e uso consciente do crédito.

O banco público informa que, para os clientes com limite disponível, os valores para contratação podem variar entre R$ 300 e R$ 50 mil. O prazo máximo para pagamento é de 12 meses, e as taxas de juros são definidas conforme o relacionamento de cada cliente com a instituição.

Como funciona o parcelamento do Pix?

As condições detalhadas da operação podem ser consultadas no aplicativo da Caixa. Para concluir a transação e realizar o Pix com parcelamento, o cliente precisa apenas de uma autenticação, mas é essencial que o App CAIXA esteja atualizado para a versão mais recente.

Antes de confirmar qualquer operação, a Caixa garante transparência total. O cliente tem acesso a informações cruciais como taxa de juros, valor das parcelas, Custo Efetivo Total (CET) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Isso permite uma avaliação consciente do impacto da operação no orçamento.

A liberação da linha de crédito para o parcelamento está sujeita à análise de risco realizada pela CAIXA e depende da disponibilidade de limite para contratação. Esta é uma prática padrão em operações de crédito bancárias.

Crédito consciente e transparência

Para clientes que ainda não possuem a opção habilitada, a Caixa orienta manter os dados cadastrais atualizados e utilizar regularmente os produtos e serviços do banco. Isso pode ampliar o relacionamento e, em futuras avaliações de crédito, destravar a funcionalidade, seguindo os critérios de análise de risco da instituição.

A Caixa destaca que o “Parcelar Pix” visa expandir o acesso a soluções financeiras digitais integradas, promovendo conveniência, transparência e um uso consciente do crédito. Com essa modalidade, o recebedor do Pix tem acesso ao valor integral da transação instantaneamente, enquanto o pagador pode parcelar o desembolso de acordo com sua capacidade financeira, oferecendo maior flexibilidade e controle.

 

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