sexta-feira, 15 de maio de 2026

Florestas plantadas respondem por 94% da madeira para fins industriais

 


Setor contribui para atender à demanda global por madeira 
 
 
Silvicultura brasileira ocupa papel estratégico para atender a sociedade

 

 

A sociedade consome produtos provenientes de florestas todos os dias, e a presença da madeira pode ser constatada em produtos como papéis, embalagens, móveis, pisos, cápsulas de medicamentos e até na alimentação. Por isso, a demanda global por madeira, que já alcança cerca de 1,6 bilhão de metros cúbicos por ano, pode dobrar até 2050, conforme estimativas da Embrapa Florestas. Diante desse cenário, a origem da madeira faz toda a diferença e a silvicultura comercial ocupa papel estratégico para atender à sociedade e, ao mesmo tempo, reduzir a pressão sobre as florestas nativas.

Dados do Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF) mostram que o Brasil produziu quase 200 milhões de metros cúbicos de toras para fins industriais em 2024. Desse total, cerca de 94% vieram de florestas plantadas, que por sua vez ocupam apenas 1,4% do território nacional. "Os dados derrubam um mito persistente de que as florestas plantadas prejudicam as florestas naturais. A verdade é que, historicamente, o cultivo de pinus e eucalipto se consolidou principalmente sobre áreas anteriormente degradadas e que por condições de relevo foram preteridas por outras culturas", aponta Ailson Loper, diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) e professor do departamento de economia e extensão rural da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Outro fator é que além de restringir a derrubada de mata nativa, a legislação atual exige que os produtores da Região Sul destinem, no mínimo, 20% da área da propriedade a reservas legais e áreas de preservação permanente. De acordo com a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), o país possui 10,5 milhões de hectares de árvores plantadas e cerca de 7 milhões de hectares de florestas nativas conservadas. Na prática, para cada hectare de floresta plantada, as empresas brasileiras possuem, em média, 0,7 hectare de vegetação nativa sendo cuidada.

"No Paraná, considerando a conservação de áreas realizada pelas empresas associadas à APRE, a proporção é ainda maior. Para cada hectare produtivo, há aproximadamente outro hectare destinado à conservação", afirma Loper. No Paraná, as empresas associadas possuem cerca de 564 mil hectares em áreas protegidas. O estudo setorial da APRE, atualizado a cada dois anos, mostra que a silvicultura paranaense mantém áreas de conservação equivalentes ou superiores às áreas de plantio, conciliando conservação e produção sustentável.

As florestas plantadas entregam resultados concretos. Elas não são apenas fonte de matéria-prima, mas agregam diversos benefícios, como redução da pressão sobre florestas nativas, fixação e estoque de carbono, recurso renovável com ciclo contínuo de plantio e colheita, formação de corredores ecológicos, geração de 2,6 milhões de empregos diretos e indiretos no Brasil, e desenvolvimento de comunidades locais. Segundo Loper, é preciso exigir conservação, produtividade e responsabilidade ambiental. "As florestas plantadas mostram que essas três demandas podem coexistir ao produzir em áreas manejadas, com controle técnico e compromisso ambiental. Os dados indicam que este é o caminho mais racional para o presente e para as próximas gerações", menciona.

 

 https://amanha.com.br/brasil/florestas-plantadas-respondem-por-94-da-madeira-para-fins-industriais


63% dos brasileiros trabalham totalmente de forma presencial, aponta pesquisa da WeWork

 

Pesquisa da WeWork divulgada nesta quarta-feira, 6, confirma uma mudança no mercado de trabalho brasileiro: 63% dos trabalhadores já estão atuando totalmente de forma presencial. O percentual de pessoas que escolheriam trabalhar nesse formato, no entanto, é menor. Do total dos entrevistados, 42% dizem que adotariam o trabalho presencial. Os demais apontam que optariam por modelos híbridos ou remotos. A pesquisa “A Experiência Laboral 2026 no Brasil” ouviu 2,5 mil profissionais em todo o país.

Para 79% dos entrevistados, comparecer presencialmente ao escritório é uma obrigação imposta. O tempo de deslocamento (65%) e o aumento dos gastos pessoais (53%) foram os principais problemas apontados. Já as principais queixas sobre o ambiente corporativo são as áreas barulhentas (57%) e a falta de zonas de descanso (53%).

Profissionais querem melhor experiência no presencial

O estudo mostra que a satisfação dos profissionais aumenta em 96% dos casos quando há uma mudança para um escritório maior. Para 50% dos entrevistados, espaços amplos e itens básicos como acessibilidade a café e lanches são essenciais.

Beatriz Kawakami,  executiva do WeWork Brazil, aconselha as empresas a buscarem adaptação nesta nova demanda de trabalho.

“Eu preciso, no escritório, no presencial, oferecer algo que traga um valor maior ou igual do que essa pessoa tem no modelo flexível ou no home office”, diz Kawakami.

O que faz diferença

“Se você vai ao escritório, fica sentado em um canto com o computador e passa o dia fazendo vídeo chamadas, você pode fazer isso em casa. Então, a experiência deste espaço para o colaborador tem que ser diferente”, acrescenta o VP do WeWork Latam, Claudio Hidalgo.

Além disso, quando possível, é aconselhável oferecer autonomia aos funcionários. Para 93% dos entrevistados, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é fundamental. Para 64% das pessoas, a opção de mudar de  emprego por uma melhor qualidade de vida, mesmo que o salário fosse menor, é algo desejável.

 

 https://istoedinheiro.com.br/trabalho-presencial-remoto-estudo-wework

‘Teto materno’: 25% das mulheres desistem de novas vagas após a maternidade, diz Infojobs

 

Uma pesquisa do Infojobs mostra que 25% das mães deixaram de se candidatar a novas oportunidades após a maternidade. Outras 13% afirmam ter desacelerado a carreira.  

Os números ajudam a dar nome a um fenômeno que já é conhecido na prática: o chamado “teto materno”, onde as mulheres que são mães acabam tendo uma trajetória ascendente muito curta dentro da empresa. 


Para Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, o processo começa na percepção de risco. “A mulher passa a recalibrar suas escolhas porque entende que o mercado pode não assimilar determinados movimentos. Isso acontece antes mesmo de qualquer resposta formal”, explica.

A especialista aponta que uma forma de enfrentar esse cenário é criar políticas claras de progressão interna, programas de mentoria para mães e processos seletivos internos com incentivo ativo à candidatura feminina após a licença-maternidade.

“Empresas, por sua vez, nem sempre identificam o problema. A ausência de candidatas pode ser interpretada como falta de interesse, quando, na verdade, reflete um ambiente pouco acolhedor”, revela. Nesse ponto, benefícios concretos fazem diferença direta, como auxílio-creche, subsídio para babá, horários flexíveis, retorno gradual após a licença e apoio psicológico para mães no período de transição.

 

A expectativa de que a mulher seja a principal responsável pelo cuidado influencia nas escolhas das empresas e limita possibilidades. Por isso, boas práticas também incluem licença parental ampliada para ambos os responsáveis e incentivo ao compartilhamento das responsabilidades familiares.

Para Patrícia, teto materno se sustenta na cultura e nas percepções. E, justamente por isso, segue sendo uma das barreiras mais difíceis de romper. “Quando a empresa transforma apoio em estrutura e benefício real, ela reduz esse impacto e amplia o potencial de crescimento dessas profissionais”, conclui.

Com queda nas vendas de cerveja, cresce a oferta de bebidas ‘Ready to Drink’

 

Os chamados drinks prontos para beber, os Ready to Drink, estão mexendo com o mercado de bebidas alcoólicas no Brasil e no mundo. De acordo com dados da Euromonitor, esse mercado  cresceu 4,5% entre 2023 e 2024. Já pesquisa da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) aponta que o consumo de cerveja no Brasil em 2025 caiu 5%. 

Os novos hábitos de consumo estão fazendo com que marcas consolidadas no mercado abram os olhos para esse movimento, com produtos inovadores de olho na geração Z. 


“Esse mercado explode por combinar conveniência com experiências premium em um pacote pronto para consumo. Fatores chave incluem o estilo de vida urbano acelerado com as pessoas querendo bebidas prontas, sem precisar misturar ou abrir garrafas. Há também a busca por moderação: RTDs oferecem porções controladas, com sabores inovadores como coquetéis prontos ou cervejas aromatizadas”, afirma a professora de pesquisa e comportamento do consumidor da ESPM e sócia da Markka Consultoria, Karine Karam.

Ela destaca que fados da Nielsen apontam para um crescimento de 30 a 50% ao ano deste mercado no Brasil, impulsionado por millennials e Gen Z, que priorizam novidades e apelos de sustentabilidade.

É preciso ter em conta, contudo, que esse mercado ainda representa uma fração do cervejeiro. Der acordos com dados da Diageo, os drinks prontos para tomar representam somente 1,8% do mercado alcoólico brasileiro. Em outros países eles já superam os 10% do consumo de álcool. Segundo a Euromonitor, o mercado de Ready to Drink produziu 178,4 milhões de litros no Brasil em 2024 contra 14,7 bilhões de litros de cerveja.   

A categoria em dados 

  • Segundo dados da Euromonitor a produção de bebidas prontas para beber foi de 178,9 milhões de litros no Brasil em 2024. A expectativa é que ela chegue a 228,6 milhões de litros em 2029
  • O crescimento da categoria no Brasil entre 2019 e 2024 foi de 32,4% contra 16,8% do mercado cervejeiro. Ou seja, praticamente o dobro
  • No carnaval de 2026, a venda desse tipo de bebida em bares e festas cresceu 94% contra 60% das cervejas, de acordo com a Zig. Os RTDs passaram de 12% das compras feitas por homens e 20% das feitas por mulheres para 23% das masculinas e 32% das femininas em um ano. 

‘Troca de roupa’ e busca dos jovens

Marcas tradicionais apostam em nova roupagem Foto: Divulgação

 

 

Veio de Minas Gerais, em 2015, a novidade que fez muitas companhias tradicionais do setor perderem espaço e olharem para esse mercado. A Xeque Mate apostou em uma construção de marca forte e rapidamente se tornou a queridinha dos jovens. 

Em 2025, a empresa afirma que bateu seu recorde de vendas, com cerca de 9 milhões de litros, crescimento de 26% em relação ao ano anterior. O faturamento entre dezembro de 2024 a fevereiro de 2025 superou R$ 50 milhões.

Já que boa parte desse crescimento vem da geração Z, pessoas nascidas à partir de 1997, companhias tradicionais precisam correr atrás do prejuízo para não ficarem datadas. Além dos novos produtos e sabores, as novas embalagens são também uma preocupação.

A CRS, responsável pela marca Cereser e líder na produção de sidras, espera que com o lançamento das long necks possa ter um incremento no mercado de sidra, que tem uma produção anual estimada em 18 milhões de litros da bebida, e quer aproveitar esse novo mercado para ter maior recorrência na venda, ainda concentrada nas festas de final de ano. 

“Nosso foco é destravar os outros 11 meses do ano, transformando a sidra em uma escolha recorrente. É nessa mudança cultural que está o grande potencial de crescimento sustentável do faturamento”, diz Bruno Cardoso de Faria, diretor comercial da CRS Brands.

Já a Chandon, conhecida no mercado de espumantes, também resolveu sair da zona de conforto, apostando em uma versão pronta dos Spritz. A bebida que é uma mistura do espumante com bitter de laranja e especiarias é a jogada da tradicional marca para colocar seus produtos em outros momentos de consumo, como brunchs, encontros ao ar livre, praias, piscinas, eventos esportivos e festas sunset. 

“O spritz representa um momento, e nossa estratégia é estar presente nesses encontros de forma consistente e relevante ao longo do verão”, afirma Gabriela Pontes, Brand Manager da Chandon Brasil. Em seu segundo ano no mercado brasileiro, o produto representa 5% do volume total de vendas da Chandon. 

A presença forte nas redes sociais é outro termômetro desse mercado. Recentemente o influenciador Thiago ‘Toguro’ viralizou nas redes com os novos rótulos das bebidas da Mansão Maromba, famosas pelo meme ‘sabor energético’.

Na Ambev, que registrou queda de 4,5% nas vendas de cerveja em 2025, a Skol Beats é principal aposta no mercado RTDs. A companhia não informa, porém, números desta categoria.

Diageo repagina Smirnoff Ice 

 

 

Uma das pioneiras no mercado de drinks prontos para beber, a Smirnoff Ice chegou ao mercado nacional em 2000. Apesar de ainda ser a marca mais forte do mercado, de acordo com pesquisa da Kantar, a Diageo recolocou o produto no centro da estratégia de sua expansão nesse mercado.

No período de 18 meses foram lançados três novos sabores da bebida e em fevereiro a fábrica da companhia, na cidade de Itaitinga (CE), recebeu uma ampliação para produzir até 8 milhões de litros de Smirnoff Ice até 2027. Nesse mercado de RTDs a companhia também trabalha com Tanqueray e Johnnie Walker. 

“A categoria é a maior fonte de crescimento da Diageo atualmente e há um espaço para avançar ainda mais. Isso porque, no Brasil as bebidas prontas representam 1,8% do total de mercado de álcool, mas em outros mercados como a América do Norte os ready to drink chegam a 10,7%. O bom momento de Smirnoff Ice foi fundamental para a operação brasileira da Diageo crescer 6,5% no segundo semestre de 2025 e a previsão é que Smirnoff Ice e a categoria de RTD sigam puxando o crescimento da Diageo nos próximos anos”, afirma Guilherme Martins, VP de Marketing e Inovação da Diageo.  

 


Soja tem previsão de novo recorde na série histórica

 

Em abril a região Sul apresentou recuo de 0,4% na produção de grãos 
 
 
Paraná e Rio Grande do Sul seguem entre os maiores produtores do país

 

 

A estimativa em abril da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 atingiu 348,7 milhões de toneladas, com previsão de novo recorde da série histórica para a produção da soja no ano. O resultado é 0,7% maior que o de 2025 (346,1 milhões de toneladas). Em relação a março do ano passado, houve aumento de 334.277 toneladas (0,1%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (14) pelo IBGE.

O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a soja teve um aumento de 4,8% na estimativa da produção (174,1 milhões de toneladas), seguida pelo sorgo, com 1,0%. As quedas foram no algodão herbáceo (em caroço) de -8,9%; no arroz em casca com -10,6%; no milho com -2,5%; no feijão de -4,6%; e no trigo de -6,8%. 

Já na área a ser colhida, houve aumentos de 1,2% na da soja; de 3,4% na do milho e de 8,5% no sorgo, ocorrendo declínios de 4,3% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,4% na do arroz em casca; e de 3,8% na do feijão. "O milho tem produção estimada em 138,2 milhões de toneladas, com queda de 2,5% em relação ao recorde do ano passado, ainda que as condições da segunda safra sejam boas e o resultado final dependa da colheita, podendo surpreender. Algumas culturas apresentam recuo, como feijão (2,9 milhões de toneladas), arroz e algodão, este último com estimativa de 9 milhões de toneladas, alta mensal de 3,4%, mas queda de 8,9% no ano, reflexo dos preços mais baixos e da redução de área plantada", comentou Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura da pesquisa.

A região que liderou o volume de produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a Centro-Oeste com 174,5 milhões de toneladas (50,0%). Em seguida, Sul, com 92,1 milhões de toneladas (26,4%); Sudeste, com 30,6 milhões de toneladas (8,8%); Nordeste, com 29,9 milhões de toneladas (8,6%); e Norte, com 21,5 milhões de toneladas (6,2%). A região Sul liderou a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas anual, com 6,8%. Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção as regiões Nordeste (2,1%) e a Sudeste (0,4%). A Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%), enquanto a Norte (-0,4%) e a Sul (-0,4%) apresentaram declínios. O Mato Grosso segue como o maior produtor nacional de grãos entre as unidades da federação, com 30,9%, seguido pelo Paraná (13,5%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,5% do total.

 

 https://amanha.com.br/categoria/brasil/soja-tem-previsao-de-novo-recorde-na-serie-historica

Compromisso com a formação integral

 


No Colégio Anchieta, a alfabetização se sustenta na pedagogia inaciana, que convida a contextualizar, refletir, agir e avaliar — formando sujeitos críticos, conscientes e comprometidos com os demais

Consumo de drinks prontos em bares de SP cresce 34% e o de cerveja cai 6%, mostra Zig

 

Dados da plataforma Zig mostram avanço dos RTDs no primeiro trimestre, apesar de queda geral nos pedidos de bebidas

O consumo de drinks prontos enlatados ou RTDs (ready to drink, ou pronto para beber, em tradução livre) cresceu 34,5% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao mesmo período de 2025. Por outro lado, o consumo de cerveja decaiu 6,2%, no mesmo período de referência. Essa mudança no comportamento do consumidor foi capturada pela plataforma de pagamentos Zig.

A comparação considerou 435 estabelecimentos no estado de São Paulo, entre bares, restaurantes e casas noturnas. Os dados apontam ainda uma queda de 5,7% no número de pedidos de bebidas alcoólicas, maior do que a redução de 2,7%.

Em números absolutos, os pedidos de RTDs cresceram de 166.853 unidades para 224.596, um crescimento de 57.743. Ao mesmo tempo, houve um recuo de 156.004 nos pedidos de cerveja, que saíram de 2.503.101 para 2.347.097.

Diretor de Growth e Marketing da Zig, Carlos Galdino aponta que a redução de pedidos está inserida em um contexto mais amplo. “É difícil apontar uma causa com certeza, porém nós sabemos que o país está batendo recordes de endividamento”, diz, acrescentando que o mercado de entretenimento é o primeiro a sofrer com cortes de gastos feitos pela população.

Apesar da variação percentual negativa, a cerveja segue a bebida alcoólica preferida em SP. Em seguida aparece o gim (330.050), a cachaça (271.125), os RTDs (224.596) e, por fim, a vodka (210.446).

Entre as cervejas, a Heineken segue a preferida, com 1,03 milhões de pedidos no 1º trimestre de 2026, seguida pela Brahma (428 Mil) e a Original (391 Mil).

O estudo não apresenta um ranking das RTDs. Alguns nomes populares no mercado do segmento incluem as marcas Skol Beats, da Ambev; Sminorf Ice, da Diageo; Amstel Vibes, da Heineken; e opções de negócios menores locais como os mineiros Xeque Mate e Mascate e o carioca Mate Shine.

As mudanças no mercado para além da cerveja

Pesquisa de 2025 do CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) indicou que 64% dos brasileiros declararam não consumir álcool. O número representa um crescimento em relação aos 55% registrados dois anos antes.

“Essa mudança não é por acaso. A galera, principalmente os mais novos da Geração Z, está trocando a balada pesada pelo foco na saúde, no sono e na academia”, afirma o professor professor Flávio Bizarrias, da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

“No fim das contas, a cerveja parou de ser a escolha automática em todo churrasco e passou a dividir espaço com a água, o suco e as versões zero.”

O professor aponta que, com os celulares sempre a postos para agravar, as “bebedeiras” perderam espaço em novas formas de socialização que priorizam autocontrole, além de cuidados com a saúde e com o corpo.

+O que a indústria da cerveja está fazendo para que ninguém ‘peça a saideira’

A geração Z é hoje a segunda que mais consome nos bares monitorados pelo estudo, com 34,1% dos pedidos. Em primeiro lugar aparecem os Millennials, com 48,2%. Geração X (15,5%) e Boomers (2,2%) completam o quadro.

O avanço dos RTDs

Já o fortalecimento dos drinks prontos aparece em um contexto de busca por maior praticidade e conveniência. Além disso, seu consumo foi impulsionado pela crise do metanol no ano passado, que levou parte do público a trocar os drinks preparados pela casa pelas opções prontas.

“É um movimento que já seria natural ao mercado, mas que foi muito acelerado porque RTDs era o que dava para consumir sem receio por toda a cadeia produtiva que ele tem”, explica Galdino.