quinta-feira, 2 de abril de 2026

CEO da TOTVS critica etarismo no mercado de trabalho e diz que 50 são os novos 30

 

Lula diz que anulará leilão da Petrobras após ágio de 100% no gás de cozinha

 


Em entrevista na Bahia, presidente critica ágio excessivo no GLP, defende queda na Selic e aponta a China como principal parceira estratégica do Brasil

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala à imprensa durante coletiva para anunciar medidas com vistas a mitigar o impacto da alta nos preços do petróleo no Palácio do Planalto, em Brasília, em 12 de março de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala à imprensa durante coletiva para anunciar medidas com vistas a mitigar o impacto da alta nos preços do petróleo no Palácio do Planalto, em Brasília, em 12 de março de 2026 - AFP

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 2, que determinará a anulação de leilão de GLP, o gás de cozinha, realizado pela Petrobras, alegando que houve ágio de 100% no preço do gás vendido pela estatal e a população não tem condição de arcar com esse custo.

 “Agora fizeram um leilão com ágio de 100%. Como é que você vai permitir que o povo arque com essa responsabilidade? Não vai, pode ficar certa, não vai”, disse o presidente em entrevista à TV Record Bahia, em Salvador, onde participará de cerimônia sobre investimentos em mobilidade urbana nesta quinta-feira.

 A petroleira já havia cancelado, em março, sem explicações ao mercado, leilões de diesel e gasolina, após o diesel ter sido negociado nos certames entre R$1,80 e R$2,00 por litro acima do preço de referência das refinarias da própria companhia, segundo entidades do setor.

“As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras: não vamos aumentar GLP, não vamos aumentar. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras e nós vamos rever esse leilão, nós vamos anular esse leilão”, disse Lula, repetindo que o governo não permitirá que a população brasileira pague o preço da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que tem elevado os preços do petróleo e gás globalmente.

Petrobras já cancelou leilões este ano

A petroleira já havia cancelado, em março, sem explicações ao mercado, leilões de diesel e gasolina, após o diesel ter sido negociado nos certames entre R$1,80 e R$2,00 por litro acima do preço de referência das refinarias da própria companhia, segundo entidades do setor.

Posteriormente, a petroleira optou por escoar os volumes que seriam leiloados por meio de volumes extras em contratos já existentes, garantindo aos clientes preços mais baixos do que aqueles que seriam praticados em leilão.

Petróleo dispara 10% e Wall Street opera no vermelho após Trump sinalizar novos ataques ao Irã

 

Os preços do petróleo chegaram a subir 13% durante esta quinta-feira, 2, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país manteria os ataques ao Irã sem se comprometer com um cronograma específico para encerrar a guerra.

Com a decisão, o presidente dos EUA alimentou os temores dos investidores sobre interrupções contínuas no fornecimento. Por volta das 12h15 (horário de Brasília) o petróleo Brent saltava 5,8% a US$ 107, ao passo que o West Textas Intermediate (WTI) subia 10% a US$ 110.

Em seu discurso, o presidente americano atribuiu a alta dos preços do petróleo ao “regime iraniano lançar ataques terroristas insanos contra petroleiros comerciais e países vizinhos que não têm nada a ver com o conflito”.

Wall Street opera no vermelho mas sem quedas de grande magnitude – S&P recua 0,1% e Dow Jones cai 0,2%.

Quase todas as bolsas asiáticas estavam no vermelho, com o Nikkei do Japão caindo 2,4% e o índice MSCI de outras ações da Ásia-Pacífico caindo mais de 2%.

“Se ele (Trump) estava tentando inspirar confiança nos mercados, não o fez”, disse Russel Chesler, diretor de investimentos e mercados de capitais da VanEck Australia. A principal pergunta na mente de todos os investidores é: “Quando isso vai acabar?”

“Se as tensões se intensificarem ou os riscos marítimos aumentarem, o petróleo poderá testar novas altas, já que os mercados precificam possíveis interrupções no fornecimento”, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.

As ameaças ao tráfego marítimo têm crescido à medida que o conflito regional se intensifica. Na quarta-feira, 1º de abril, um petroleiro alugado para a QatarEnergy foi atingido por um míssil de cruzeiro iraniano em águas do Catar, segundo o Ministério da Defesa do país.

O chefe da Agência Internacional de Energia também advertiu que as interrupções no fornecimento começariam a afetar a economia da Europa em abril. O continente já havia sido protegido por cargas contratadas antes do início da guerra.

“Sem qualquer menção a um plano de cessar-fogo sólido ou a uma saída de material, os mercados continuam a digerir as declarações do governo”, disse Claudio Galimberti, economista-chefe da Rystad Energy.

O discurso sombrio de Trump

“Vamos terminar o trabalho, e vamos terminá-lo muito rápido. Estamos chegando muito perto”, disse o republicano, acrescentando que as forças armadas dos EUA estavam quase atingindo seus objetivos no conflito, que terminaria em duas ou três semanas, mas sem dar detalhes específicos do prazo. Sobre a meta buscada, disse apenas querer voltar o país “à Idade da Pedra, que é o lugar deles”.

Milhares de pessoas foram mortas em todo o Oriente Médio desde 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram o Irã, desencadeando ataques iranianos a Israel, às bases dos EUA e aos países do Golfo, enquanto abriam uma nova frente no Líbano. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos afirmou que a intervenção militar seria rápida. No entanto, o conflito já se arrasta por mais de um mês, com consequências por toda a economia global.

Nesta quinta-feira, Trump também sugeriu que a guerra poderia aumentar se os líderes iranianos não cedessem aos termos dos EUA durante as negociações, com possíveis ataques à infraestrutura de energia e petróleo do Irã.

As forças armadas do Irã responderam com um aviso para os Estados Unidos e Israel sobre ataques “mais esmagadores, mais amplos e mais destrutivos”. Um porta-voz disse que a guerra continuaria até o “arrependimento e rendição permanentes” dos inimigos de Teerã, de acordo com uma declaração compartilhada pela mídia iraniana.

Economia dos EUA também sofre

Em seu discurso, Trump mencionou o que chamou de aumento de curto prazo nos preços domésticos da gasolina, mas disse que os EUA não precisam do estreito e desafiou os aliados que dependem do petróleo na região a trabalharem para reabri-lo. Ele culpou os custos mais altos pelos “ataques terroristas desvairados do Irã contra navios petroleiros comerciais”.

Na quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Agência Internacional de Energia alertaram que a guerra estava tendo efeitos “substanciais, globais e altamente assimétricos” e disseram que coordenariam sua resposta, inclusive por meio de possível apoio financeiro aos países mais afetados.

O presidente dos EUA disse que estavam em andamento discussões com líderes iranianos que ele considerava menos radicais do que os líderes anteriores. Na mídia social, na quarta-feira, ele disse que o Irã havia solicitado um cessar-fogo, mas que isso não seria considerado até que o bloqueio do Estreito de Ormuz terminasse. As autoridades iranianas negaram ter feito tal pedido.

O mandatário não mencionou explicitamente a Otan em seu discurso, mas pediu aos países que precisam de petróleo que o comprem dos EUA ou que “criem um pouco de coragem tardia”. “Vá até o Estreito e simplesmente tome-o”, disse Trump. “O Irã foi essencialmente dizimado. A parte difícil já foi feita, então deve ser fácil.”

Os países europeus tentaram parecer tranquilos, e a ministra júnior do exército da França, Alice Rufo, disse que as operações da Otan no Estreito de Ormuz seriam uma violação do direito internacional.

 

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

CNPE define diretrizes para regulamentar atividades das eólicas offshore

 

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta quarta-feira, 1º de abril, uma resolução que estabelece as diretrizes para a regulamentação do mercado legal das eólicas offshore (alto-mar), sancionada em janeiro de 2025. A partir disso, será elaborada a proposta de decreto com a regulamentação. A resolução já havia sido informada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em audiência no Congresso.

Nesta quarta, foram estabelecidos, por exemplo, os critérios relativos à localização desses empreendimentos, incluindo a distância da costa e a consideração do afastamento de 12 milhas náuticas. A revisão desses parâmetros será feita com base em estudos técnicos específicos e nas diretrizes do Planejamento Espacial Marinho do Brasil. 

 O texto aprovado hoje também estabelece os prazos estabelecidos para as atividades do Grupo de Trabalho Eólicas Offshore (GT-EO), instituído pelo CNPE em outubro de 2025. É esse grupo que vai trabalhar no arcabouço regulatório, planejamento e identificação de áreas de interesse.

A resolução também estabelece que o CNPE poderá definir áreas prioritárias. A gestão de locais escolhidos será realizada por meio do chamado Portal Único de Gestão de Áreas Offshore (PUG Offshore). O Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou, em nota, que haverá maior integração institucional sobre o tema.

 A Pasta também falou em “estímulo à inovação tecnológica e ao desenvolvimento da cadeia produtiva nacional por meio de regras de conteúdo local, e à promoção da sustentabilidade e do ordenamento territorial com minimização de conflitos de uso do mar e impactos ambientais”.



Bitcoin lidera perdas do ano entre investimentos, e Ibovespa é destaque; veja ranking

 

O Ibovespa encerrou o primeiro trimestre de 2026 com alta acumulada de 16,35%, melhor resultado desde o quarto trimestre de 2020, quando avançou 25,81%. Com isso, o principal índice da B3 se destaca como o melhor investimento no acumulado deste ano e o segundo melhor em 12 meses até março, período em que registra alta de 43,91%, de acordo com levantamento da consultoria Elos Ayta.

“Trata-se de um movimento expressivo, ainda mais relevante quando se observa que ele ocorre em um ambiente de elevada incerteza internacional”, aponta Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta. No mês de março, o Ibovespa inverte a posição e fica como o segundo pior investimento, com queda de 0,7%.

 

 

O Índice de Dividendos (IDIV) também apresentou desempenho relevante. O IDIV subiu 15,13% no acumulado dos três primeiros meses do ano, marcando seu melhor trimestre desde o primeiro trimestre de 2022, quando havia avançado 15,48%, e ficando, então, na segunda posição dos melhores investimentos do primeiro trimestre e na terceira no acumulado em 12 meses. “O dado reforça a preferência do investidor por empresas mais resilientes, com geração de caixa previsível e distribuição consistente de proventos”, avalia Rivero.

Mas, assim como o Ibovespa, o Idiv também pula para o campo negativo se considerado apenas o resultado de março, quando perdeu 0,23%.

O ouro lidera os ganhos em 12 meses (+49,23) e fica em terceiro no trimestre (+7,18). Queda puxada pelo mês de março, quando despenca para 10,42%, o pior resultado do mês.

O Bitcoin registrou um movimento inverso ao do ouro. Com o pior desempenho no trimestre (- 27,22%) e em 12 meses (- 25,98%), pula para o melhor no mês de março (+ 3,67%), “Um respiro técnico após perdas relevantes no trimestre, mas ainda insuficiente para reverter a tendência negativa. O movimento reforça a sensibilidade desse tipo de ativo a choques de liquidez e aumento da aversão ao risco”, diz Einar.

 

Incertezas aumentadas após nova guerra entre EUA e Irã

Esse comportamento dos ativos reflete um cenário de grandes incertezas na geopolítica. “O  início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Iraque alterou significativamente a dinâmica dos mercados globais”.

O principal elemento foi o petróleo. A escalada dos preços da commodity impactou diretamente expectativas de inflação, política monetária e crescimento econômico, gerando aumento da aversão ao risco global, pressão sobre ativos mais voláteis, como as criptomoedas, reprecificação de moedas e fluxos internacionais e a vlorização prévia de ativos de proteção, como o ouro.

A leitura conjunta dos três períodos – mês, trimestre e 12 meses – revela padrões importantes, avalia Rivero, a saber:

1. Força estrutural da Bolsa brasileira
Mesmo com a queda em março, o Ibovespa sustenta ganhos expressivos no trimestre e no acumulado anual, indicando fluxo consistente para ativos domésticos.

2. Preferência por qualidade e renda
O desempenho do IDIV reforça a busca por empresas mais previsíveis, especialmente em ambientes de incerteza externa.

3. Volatilidade extrema dos criptoativos
O Bitcoin alterna movimentos de curto prazo positivos com quedas profundas em horizontes mais longos, evidenciando um perfil de risco elevado.

4. Ouro como ativo de ciclo, não linear
Apesar da liderança em 12 meses, o desempenho negativo em março mostra que mesmo ativos defensivos passam por ciclos de correção.

5. Renda fixa como porto de estabilidade
CDI e poupança mantêm trajetórias consistentes, com menor volatilidade e ganhos graduais.

“A combinação de valorização expressiva da Bolsa brasileira, resiliência dos dividendos e queda acentuada dos criptoativos ilustra um ambiente de forte seletividade, no qual o fluxo de capital parece ter migrado de ativos mais especulativos para aqueles com fundamentos mais tangíveis. Mais do que os números isolados, o que emerge é uma narrativa clara: em momentos de incerteza global, o mercado tende a premiar previsibilidade, liquidez e consistência, e penalizar, com intensidade, o risco elevado”, conclui Rivero.

 

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Petrobras estuda plano para tornar Brasil autossuficiente em diesel em 5 anos, diz CEO

 

A Petrobras está analisando se poderá aumentar a meta de produção de diesel prevista em seu plano de negócios para os próximos cinco anos, visando tornar o Brasil autossuficiente no combustível, disse a presidente-executiva, Magda Chambriard, nesta quarta-feira, 1º de abril.

Segundo ela, a capacidade de produzir toda a demanda do Brasil por diesel significaria a certeza de que volatilidades externas no mercado de combustíveis “não vão assombrar” os consumidores. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis  (ANP), mostram que o preço do diesel nos postos já subiu quase 24% em média desde o início da guerra no Irã.

Em evento da CNN em São Paulo, a executiva afirmou que o parque de refino da Petrobras garante cerca de 70% do consumo brasileiro de diesel, sendo que a meta atual da companhia prevê aumentar esse percentual para 80% nos próximos cinco anos, adicionando cerca de 300 mil barris por dia de diesel.

“Nós estamos revendo esse plano e nos perguntando se nós podemos chegar a 100%”, declarou Chambriard.

Perto das 11h50, as ações da Petrobras caíam mais de 3%, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,34%.

A discussão sobre aumento da produção doméstica de diesel ocorre diante das turbulências no mercado internacional de petróleo e combustíveis desde o início, em fevereiro, da guerra dos EUA e do Israel contra o Irã.

A presidente da Petrobras avaliou que, nesse momento geopolítico conturbado, o Brasil está “se saindo bem” em termos de segurança energética e cresce em importância, principalmente no fornecimento de petróleo para a Ásia.

Veja aqui o Plano de Negócios da Petrobras aprovado para 2026-230.

Aumento da produção

Chambriard ressaltou ainda que a Petrobras está aumentando a produção de petróleo por meio da ampliação de capacidade suas plataformas, citando o caso de Almirante Tamandaré, cujo potencial passou de 225 mil para 270 mil barris produzidos por dia.

De acordo com ela, esse aumento de capacidade verificado no ativo pode ser replicado para pelo menos outros três.

“O que nós estamos fazendo é agregando 45 mil (barris/dia) como potencial produtivo de quatro plataformas… Então o que nós vamos entregar para a sociedade, para os nossos acionistas, é uma plataforma de 180 mil barris ‘grátis'”.

 

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terça-feira, 31 de março de 2026

UE apresentará medidas para proteger famílias e empresas de choque do petróleo

 

 

 Estadão Conteúdo

 

O comissário de Energia e Habitação da União Europeia (UE), Dan Jørgensen, disse nesta terça-feira, 31, que o bloco apresentará “em breve” um conjunto de medidas para proteger consumidores e empresas dos choques de energia criado pela guerra no Oriente Médio. Em coletiva de imprensa após reunião de ministros de Energia da UE, Jørgensen pontuou que as medidas de alívio devem incluir uma proposta de redução de impostos sobre eletricidade e tarifas de rede, além de “opções semelhantes” às medidas da crise de 2022 após o início da guerra da Ucrânia.

O comissário enfatizou que as medidas de contenção devem ser “conjuntas” entre os países-membros, “direcionadas” e “temporárias”, acrescentando que o bloco já está coordenando o armazenamento de gás.

Segundo ele, a guerra adicionou 14 bilhões de euros à conta de importação de combustíveis fósseis do bloco até agora, com aperto nos mercados de diesel e combustível de aviação já sendo observado.

“Consequências da guerra não passarão rápido”, alertou Jørgensen, pois, segundo ele, mesmo que a guerra termine “amanhã”, o mundo ainda enfrentará os efeitos dos ataques à infraestrutura do Golfo Pérsico.

Participando de forma online da coletiva, o ministro de Energia, Comércio e Indústria de Chipre, Michael Damianos, frisou que a UE ainda não enfrenta problemas de abastecimento, mas que é importante coordenar os estoques para o inverno.

“Continuamos a trabalhar com parceiros internacionais, incluindo a Agência Internacional de Energia (AIE) para monitorar os preços do petróleo”, disse Damianos.