sábado, 19 de setembro de 2026

Produção de etanol cresce 3,5% em agosto impulsionada por milho

 

A produção de etanol no Brasil registrou um aumento de 3,5% na segunda quinzena de agosto em comparação anual, impulsionada pelo crescimento da moagem de cana-de-açúcar e pela crescente fabricação do combustível a partir do milho. Dados fornecidos por produtores e compilados pelo ministério indicam um cenário de expansão no setor bioenergético.

O que aconteceu

  • A produção de etanol aumentou 3,5% na segunda quinzena de agosto, com forte avanço do etanol hidratado.
  • A moagem de cana-de-açúcar subiu 3,3% no mesmo período, alcançando 52 milhões de toneladas.
  • No acumulado da safra 2026/27 até agosto, a produção de açúcar recuou 10,7%, enquanto a de etanol cresceu 13,2%.

A moagem de cana-de-açúcar, especificamente, aumentou 3,3% na segunda metade de agosto, totalizando 52 milhões de toneladas. Nesse período, a fabricação de etanol avançou para 2,55 bilhões de litros, um movimento impulsionado principalmente pelo etanol hidratado, cuja produção cresceu 7%.

O ministério responsável não emite comentários sobre os dados divulgados, que são coletados diretamente dos produtores. Essas informações governamentais são cruciais para compreender o andamento da safra, especialmente porque a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) tem reduzido a frequência de suas publicações sobre moagem e produção.

Como os dados da safra são monitorados?

A última divulgação da Unica, por exemplo, refere-se ao acumulado da moagem apenas até o final de junho. A falta de publicações periódicas da entidade torna as informações do governo ainda mais relevantes para a análise do mercado.

No balanço acumulado da safra 2026/27, que compreende o período até o final de agosto, a moagem de cana-de-açúcar totalizou 413,55 milhões de toneladas. Este volume representa um aumento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Contrastando com o avanço da cana, a produção de açúcar somou 23,95 milhões de toneladas, registrando uma queda de 10,7% em comparação com o mesmo período da temporada passada. Por outro lado, a produção total de etanol cresceu 13,2%, atingindo 21,22 bilhões de litros.

Os números mais recentes também evidenciam um aumento expressivo nos estoques de combustíveis. Os estoques físicos totais de etanol alcançaram 7,59 bilhões de litros em 31 de agosto, marcando uma alta de mais de 15% sobre o ano anterior, principalmente devido a um salto de 29,6% nos volumes de etanol hidratado armazenados.


https://istoedinheiro.com.br/producao-etanol-cana-acucar-cresce-agosto

MEIs podem negociar “dívidas com a União” até 30 de setembro

 

Microempreendedores individuais (MEIs) com dívidas inscritas na dívida ativa da União agora podem negociar seus débitos em condições facilitadas. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) abriu uma negociação para valores de até R$ 20 mil, oferecendo a possibilidade de descontos, entrada facilitada e parcelamento com prestações mínimas de R$ 25.

O que aconteceu

  • MEIs com dívidas na dívida ativa da União podem negociar débitos de até R$ 20 mil com a PGFN, com prazo final em 30 de setembro.
  • A negociação oferece condições facilitadas, como descontos sobre juros, multas e encargos, e parcelamento em prestações mínimas de R$ 25.
  • O edital prevê três modalidades de acordo, incluindo opções para dívidas de difícil recuperação e de pequeno valor, com descontos significativos.

O prazo para aderir ao Edital nº 9/2026 termina em 30 de setembro, às 19h, no horário de Brasília. Esta negociação é destinada especificamente a MEIs que possuem débitos de até R$ 20 mil já inscritos na dívida ativa da União. Dívidas que ainda se encontram apenas como guias DAS vencidas, sem a devida inscrição, não são contempladas pelo programa.

Quais dívidas podem ser negociadas pelos MEIs?

O edital estabelece três modalidades distintas de negociação. Uma delas leva em consideração a capacidade de pagamento do empreendedor e abrange dívidas inscritas até 3 de março de 2026. Nesta categoria, a PGFN realiza a classificação automática do contribuinte. MEIs classificados nas categorias C ou D podem acessar prazos de pagamento mais longos e obter descontos sobre juros, multas e encargos, além da entrada facilitada.

Também podem ser negociados débitos considerados de difícil recuperação ou irrecuperáveis, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela PGFN. Entre os casos que se enquadram estão dívidas com mais de 15 anos, inscrições de pessoas físicas com indicativo de óbito e débitos de empresas com CNPJ baixado por inaptidão ou inexistência de fato.

A terceira modalidade é direcionada para dívidas de pequeno valor inscritas até 1º de junho de 2025. Para algumas inscrições do Simples Nacional-MEI de até cinco salários mínimos, há previsão de desconto de 50% sobre o valor total, com pagamento em até 60 parcelas. Para outras dívidas de responsabilidade do MEI, também existem opções de pagamento à vista com 50% de desconto ou parcelamentos com descontos que variam de 30% a 50%.

Como funcionam os descontos e parcelamentos?

Nas modalidades que permitem descontos sobre juros, multas e encargos, a redução pode alcançar 100% desses valores, sempre respeitando o limite de 70% do valor de cada inscrição. O benefício, portanto, não implica no perdão total da dívida. Em todas as modalidades, a parcela mínima para o MEI é de R$ 25, com atualização mensal pela taxa Selic e acréscimo de 1% no mês do pagamento.

Para verificar a elegibilidade de um débito, o MEI pode consultar o PGMEI, da Receita Federal, no caso de pendências ainda não inscritas em dívida ativa. Quando a dívida já foi inscrita, a consulta deve ser feita no portal Regularize, da PGFN, utilizando o CNPJ. O sistema permite conferir informações detalhadas como origem, data de inscrição, valor principal, juros, multas e encargos.

Como aderir à negociação da PGFN?

A adesão ao acordo é realizada exclusivamente pelo portal Regularize. No sistema, o contribuinte deve acessar a opção “Negociar Dívida”, em seguida entrar no Sistema de Negociações (SISPAR) e selecionar a opção referente ao Edital nº 9/2026. A primeira parcela precisa ser paga até o último dia útil do mês em que o acordo foi firmado.

É importante ressaltar que o acordo pode ser cancelado ou rescindido em caso de atraso de três parcelas, sejam elas consecutivas ou alternadas. Nessas situações, o MEI perde os benefícios concedidos e a cobrança do saldo devedor é retomada. Após o cancelamento, o contribuinte também fica impedido de realizar uma nova transação pelo período de dois anos.

 

https://istoedinheiro.com.br/meis-podem-negociar-dividas-uniao-ate-setembro

Confaz altera regras para documentos fiscais eletrônicos

 

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou nesta segunda-feira (14) o Despacho nº 42/2026, com 13 novos Ajustes Sinief aprovados em 4 de setembro. As normas, publicadas no Diário Oficial da União (DOU), introduzem modificações significativas nos procedimentos relacionados aos documentos fiscais eletrônicos. Essas atualizações são cruciais para a administração tributária, que inclui a Receita Federal, e afetam diretamente a emissão, integração de sistemas e a inutilização de numeração em diversas operações.

O que aconteceu

  • Novas regras fiscais foram publicadas pelo Confaz, alterando procedimentos para documentos fiscais eletrônicos.
  • As modificações incluem normas para armazenagem compartilhada e ajustes na emissão de NF-e, NFC-e, CT-e, entre outros.
  • Profissionais contábeis e empresas devem adaptar-se às mudanças em prazos, especificações técnicas e procedimentos de integração de sistemas.

Os ajustes alcançam diferentes documentos fiscais eletrônicos utilizados pelos contribuintes, como NF-e, NFC-e, CT-e, MDF-e, BP-e, NF3-e, NFCom, CT-e OS e DC-e. Entre as mudanças, destacam-se alterações nos manuais que concentram as especificações técnicas de integração dos sistemas, novas regras para situações de recusa ou não localização do destinatário e modificações nos procedimentos de emissão e inutilização de documentos fiscais.

o que as novas normas alteram?

Uma das novidades é o Ajuste Sinief nº 28, que estabelece procedimentos específicos para condomínios de armazenagem. Essa medida permite que produtores rurais formem depósitos compartilhados para armazenar mercadorias, devendo observar as condições estabelecidas no próprio ajuste. Trata-se de uma situação específica relacionada à armazenagem de mercadorias, integrando o conjunto de novas regras aprovadas pelo Confaz.

Já o Ajuste Sinief nº 29 modifica o Ajuste Sinief nº 32, de 2025, que, por sua vez, havia alterado o Ajuste Sinief nº 7, de 2005. Este último foi responsável por instituir a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE). A alteração estabelece uma nova data para a produção de efeitos de uma das disposições.

especificações técnicas e manuais atualizados

Os Ajustes Sinief nº 30, 31, 32 e 33 promovem alterações relacionadas às especificações técnicas necessárias para a integração dos sistemas de diferentes documentos fiscais eletrônicos. No caso do Bilhete de Passagem Eletrônico (BP-e), modelo 63, o Ajuste Sinief nº 30 determina que essas especificações serão definidas no Manual de Orientação do Contribuinte do BP-e.

Para a Guia de Transporte de Valores Eletrônica (GTV-e), o Ajuste Sinief nº 31 estabelece que as regras de integração serão apresentadas em capítulo específico do Manual de Orientação do Contribuinte do CT-e. O Ajuste Sinief nº 32 adota procedimento semelhante para o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), enquanto o Ajuste Sinief nº 33 determina que as especificações de integração da Nota Fiscal de Energia Elétrica Eletrônica (NF3-e), modelo 66, sejam definidas no respectivo Manual de Orientação do Contribuinte.

regras de emissão mudam em situações específicas

O Ajuste Sinief nº 34 altera as regras para emissão de documentos fiscais em situações de recusa total ou parcial da entrega ou quando o destinatário não é localizado, modificando o Ajuste Sinief nº 49, de 2025. A Declaração de Conteúdo eletrônica (DC-e) também passa por alterações, com o Ajuste Sinief nº 35 modificando as regras instituídas em 2021 e estabelecendo hipóteses de dispensa da obrigatoriedade do documento, além de procedimentos para sua emissão.

No transporte de cargas, o Ajuste Sinief nº 36 altera as regras do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e do Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico (DACTE). Entre os pontos modificados estão a integração dos sistemas e os procedimentos aplicáveis quando ocorre rejeição do CT-e. As mesmas questões são tratadas para o Conhecimento de Transporte Eletrônico para Outros Serviços (CT-e OS), com o Ajuste Sinief nº 37.

A Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), modelo 65, e do Documento Auxiliar da NFC-e (DANFE NFC-e) também são afetadas pelo Ajuste Sinief nº 38, que envolve a integração dos sistemas e a aplicação do pedido de inutilização de numeração do documento. A NF-e também passa por novas alterações via Ajuste Sinief nº 40, que modifica o Ajuste Sinief nº 7, de 2005. A forma de integração dos sistemas utilizados e as regras relacionadas ao pedido de inutilização de número da NF-e estão entre os pontos alterados.

O Ajuste Sinief nº 39 modifica as regras da Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação Eletrônica (NFCom), modelo 62, e do Documento Auxiliar da NFCom (DANFE COM). A alteração permite, em determinadas condições, a postergação do prazo de obrigatoriedade da NFCom, estendendo-o até 1º de janeiro de 2027, conforme as condições estabelecidas.

impacto das novas regras para a classe contábil

Os novos Ajustes Sinief ampliam o conjunto de regras que precisa ser acompanhado pelos profissionais responsáveis pela rotina fiscal e pela emissão de documentos eletrônicos. As alterações não se concentram em um único documento, mas abrangem diferentes modelos utilizados pelos contribuintes, exigindo atualização constante.

Para a rotina contábil e fiscal, os pontos relacionados à integração dos sistemas ganham relevância porque diferentes ajustes passam a direcionar as especificações técnicas para os respectivos Manuais de Orientação do Contribuinte. Será necessário observar alterações específicas relacionadas à rejeição de documentos, inutilização de numeração, recusa ou não localização do destinatário e prazos de obrigatoriedade. Acompanhar cada ajuste de acordo com o documento fiscal afetado permite identificar quais procedimentos precisam ser considerados na operação dos contribuintes atendidos pelo profissional contábil.

 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Instituto Eldorado fecha acordo para receber primeiro computador quântico da IQM na América do Sul

 

Equipamento será instalado em Campinas e permitirá que pesquisadores, universidades e empresas se capacitem e explorem a computação quântica no Brasil 
 
 

 

 

O Instituto de Pesquisas Eldorado, um dos maiores centros de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, anunciou nesta quinta-feira (17) que fez um acordo de compra de um computador quântico fornecido pela IQM Quantum Computers, líder global em computadores quânticos supercondutores. O negócio foi firmado durante a viagem de missão Brasil-Finlândia, ação liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e que contou com a participação de instituições nacionais de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A aquisição do computador pelo Eldorado faz parte da estratégia para expandir suas atividades em tecnologias emergentes e desenvolver capacidades relevantes para a próxima geração da computação.

"A computação quântica tem o potencial de transformar a forma como enfrentamos alguns dos desafios tecnológicos e industriais mais complexos. Ao trazer esta infraestrutura para o Eldorado, aliada ao acesso a capacidades de computação quântica mais avançadas, não estamos apenas investindo em tecnologia, mas nas pessoas, no conhecimento e em um ecossistema que preparará o Brasil para participar ativamente do futuro quântico", afirma José Bertuzzo, superintendente do Instituto Eldorado. 

Preparando a próxima geração da computação
O equipamento será o primeiro sistema da IQM implementado na América do Sul e marca a entrada da empresa finlandesa na região. O computador quântico IQM Spark será instalado na sede do Instituto no primeiro trimestre do ano que vem, proporcionando a pesquisadores, engenheiros, universidades e parceiros da indústria acesso direto à tecnologia quântica. Entre eles, está a unidade do Instituto Eldorado em Porto Alegre, localizada no parque científico e tecnológico da PUC-RS, o Tecnopuc. Na capital gaúcha, o Eldorado também tem iniciativas conjuntas com a Dell Technologies no Instituto Caldeira,  como o Lab Design. O empreendimento é um laboratório de design digital dedicado à pesquisa aplicada em inteligência artificial, experiência do usuário e inovação em design digital. Inédito em toda a operação global da Dell, o espaço tem como objetivo de integrar capacidades industriais e científicas em um ambiente colaborativo de desenvolvimento tecnológico.

Para o o CEO e cofundador da IQM Quantum Computers, Jan Goetz o Brasil tem o talento, a base de investigação e a ambição para construir o que chamou de "ecossistema quântico". "O que tem faltado é o acesso direto a computadores quânticos reais. O fato de o Eldorado possuir este sistema significa que os pesquisadores, engenheiros e parceiros industriais brasileiros podem começar a desenvolver capacidades reais imediatamente, sem terem de esperar anos para recuperar o atraso", avalia.

O computador permitirá ao Eldorado e aos seus parceiros explorar algoritmos quânticos, desenvolver conhecimentos especializados em hardware e software quânticos e investigar arquiteturas híbridas que combinem computação de alto desempenho, computação quântica e inteligência artificial. O acordo inclui também o acesso remoto ao sistema baseado na nuvem de 54 qubits (os bits quânticos) da IQM na Europa, permitindo que as equipes brasileiras desenvolvam aplicações no hardware de que dispõem e, posteriormente, passem para cargas de trabalho quânticas em maior escala quando um problema assim o exigir.

 

 https://amanha.com.br/categoria/tecnologia/instituto-eldorado-fecha-acordo-para-receber-primeiro-computador-quantico-da-iqm-na-america-do-sul?utm_campaign=NEWS+DI%C3%81RIA+PORTAL+AMANH%C3%83&utm_content=Instituto+Eldorado+fecha+acordo+para+receber+primeiro+computador+qu%C3%A2ntico+da+IQM+na+Am%C3%A9rica+do+Sul+-+Grupo+Amanh%C3%A3&utm_medium=email&utm_source=dinamize&utm_term=News+18_09_2026

 

 

Marca nacional lança novo conceito de loja em São José

 

O Shopping Itaguaçu tornou-se o primeiro empreendimento do Sul a receber reformulação da Arezzo
Segundo a marca, o novo espaço foi pensado para acompanhar a evolução da grife e as mudanças nos hábitos de consumo

 

O Shopping Itaguaçu, em São José (SC), tornou-se o primeiro empreendimento da região Sul do Brasil a receber o novo conceito de loja da Arezzo, marca referência em calçados, bolsas e acessórios femininos. A operação passa a contar com um projeto renovado, combinando arquitetura, tecnologia e novas soluções de exposição.

Segundo a marca, o novo espaço foi pensado para acompanhar a evolução da grife e as mudanças nos hábitos de consumo. A proposta é tornar a jornada do cliente mais fluida, confortável e inspiradora, aproximando os consumidores das coleções e valorizando a interação com os produtos. O ambiente integra moda, atendimento e design, criando uma experiência que vai além do momento da compra.

A reformulação também trouxe um ganho de espaço, onde a loja passou de 90 metros quadrados para 115 metros quadrados, uma configuração que permite melhorar a circulação, ampliar a área de exposição das coleções e oferecer mais conforto aos consumidores, acompanhando a proposta de tornar o ponto de venda mais funcional e conectado à experiência da marca.

"A escolha do Shopping Itaguaçu tem um significado muito especial. A Arezzo está presente no empreendimento desde 1998, portanto, são quase 30 anos construindo essa história juntos.Estrear o novo conceito justamente aqui é uma forma de reconhecer essa trajetória e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro", afirma Marilú Harbs, proprietária da loja.

Para o Shopping Itaguaçu, a chegada do novo formato da Arezzo também evidencia a capacidade do shopping de acompanhar as transformações do varejo e oferecer espaço para que marcas consolidadas renovem sua presença e sua relação com o consumidor. "Essa iniciativa valoriza a trajetória construída com a Arezzo e reforça a capacidade de uma operação tradicional de se reinventar, acompanhando as transformações do varejo e as novas expectativas dos consumidores", destaca Victor Camargo, superintendente do Shopping Itaguaçu.

 
 
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Senior Sistemas investirá R$ 241,3 milhões em plano de inovação

 

Projeto contempla investimentos em computação em nuvem, IA e integração de sistemas 
 
 
De acordo com a empresa, os investimentos vão criar cerca de 53 empregos diretos qualificados relacionados às atividades de pesquisa e desenvolvimento contempladas pela operação

 

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 241,3 milhões para a Senior Sistemas, com recursos do programa BNDES Mais Inovação. O crédito vai apoiar o plano de inovação da empresa, em projetos com foco em atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) voltadas à atualização de produtos, ao desenvolvimento de soluções para gestão empresarial com inteligência artificial (IA) incorporada de forma nativa e à ampliação do portfólio, em Blumenau, no Vale do Itajaí (SC).

Os recursos, que serão executados até janeiro de 2028, serão investidos em tecnologias associadas à computação em nuvem, inteligência artificial, aprendizado de máquina e integração de sistemas. Entre os objetivos do plano estão a modernização de plataformas existentes, a evolução de funcionalidades já ofertadas ao mercado e o desenvolvimento de novos produtos digitais.

"A inovação é um dos pilares da estratégia de crescimento da Senior, e a inteligência artificial faz parte da nossa trajetória tecnológica há mais de uma década. Hoje, ela já está integrada ao nosso portfólio por meio de agentes inteligentes e de novas formas de interação das IAs generativas com os sistemas de gestão", diz o diretor de marketing e produto da Senior, Jean Paul Vieira. De acordo com a empresa, os investimentos vão criar cerca de 53 empregos diretos qualificados relacionados às atividades de pesquisa e desenvolvimento contempladas pela operação. A companhia catarinense oferece soluções nas áreas de ERP, gestão de pessoas, logística, gestão de riscos e automação de processos. 

 

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Empresas se preparam para transição de “créditos PIS Cofins” para CBS

 

A extinção do PIS/Pasep e da Cofins, programada para 2027 no Brasil, não implicará na automática eliminação dos créditos acumulados pelas empresas até o final de 2026. Esses valores poderão ser utilizados, inclusive para compensar a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), desde que as companhias cumpram rigorosamente os requisitos legais. A complexidade da transição exige que empresas e escritórios contábeis se mobilizem para identificar, validar e gerir corretamente esses créditos de PIS e Cofins, uma vez que a Receita Federal já apontou riscos de bilhões em valores não aproveitados.

O que aconteceu

  • Os créditos PIS e Cofins acumulados até 2026 poderão ser utilizados para compensar a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), conforme a legislação.
  • A transição exige que empresas e escritórios contábeis identifiquem, registrem e conciliem corretamente a origem dos créditos para evitar inconsistências fiscais.
  • A gestão de créditos antigos e novos, a análise de estoques e ativos, e o impacto no fluxo de caixa são pontos críticos para a preparação das companhias para 2027.

A transição, entretanto, exigirá mais do que transportar um saldo de um sistema para outro.

Empresas e escritórios contábeis precisarão identificar a origem dos créditos, verificar se os valores estão corretamente registrados, conferir a documentação e separar as modalidades que possuem regras próprias de utilização.

As normas constam dos artigos 378 a 383 da Lei Complementar nº 214/2025, que regulamentou a Reforma Tributária do consumo.

Créditos: como garantir a validade após a extinção das contribuições?

A legislação assegura a manutenção dos créditos de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), inclusive presumidos, que ainda não tenham sido apropriados ou utilizados até a extinção das contribuições.

Esses valores poderão ser utilizados para compensar a CBS. Em determinadas situações, também poderá haver ressarcimento em dinheiro ou compensação com outros tributos federais.

A modalidade de utilização dependerá, porém, das características do crédito.

Isso significa que nem todo saldo acumulado poderá ser livremente ressarcido ou utilizado para quitar qualquer tributo. A empresa deverá observar as condições previstas na legislação aplicável ao PIS e à Cofins, além das regras que estiverem vigentes na data do pedido.

A origem do crédito será determinante para definir:

  • como o valor poderá ser utilizado;
  • se haverá possibilidade de ressarcimento;
  • quais débitos poderão ser compensados;
  • qual prazo precisará ser observado;
  • quais registros e documentos serão exigidos.

Escrituração: um ponto crucial para a validade dos créditos?

Para permanecerem válidos, os créditos deverão estar devidamente registrados no ambiente de escrituração do PIS e da Cofins.

Essa exigência torna necessária a revisão das informações antes da entrada em vigor definitiva da CBS.

Saldos mantidos apenas em planilhas internas ou na contabilidade, sem correspondência na escrituração fiscal, podem gerar questionamentos. O mesmo ocorre quando existem divergências entre documentos fiscais, EFD-Contribuições, pedidos de ressarcimento e declarações de compensação.

Antes do encerramento de 2026, as empresas deverão conferir se os créditos estão:

  • registrados nos períodos corretos;
  • vinculados a documentos fiscais;
  • classificados de acordo com sua natureza;
  • conciliados com a contabilidade;
  • respaldados pela legislação;
  • livres de duplicidades;
  • compatíveis com compensações já realizadas.

A mudança de sistema não regularizará créditos constituídos incorretamente durante a vigência do PIS e da Cofins.

Controle diferenciado para créditos antigos e a nova CBS

A partir de 2027, as empresas poderão conviver com créditos formados sob dois sistemas: os saldos remanescentes de PIS e Cofins e os novos créditos gerados pela CBS.

A legislação estabelece uma ordem para o aproveitamento desses valores. Por isso, os sistemas fiscais precisarão identificar a origem de cada crédito e acompanhar separadamente sua utilização.

Sem essa segregação, a empresa pode não conseguir demonstrar quais valores foram usados em cada período ou qual saldo ainda permanece disponível.

O controle deverá distinguir, entre outras situações:

  • saldos já constituídos de PIS e Cofins;
  • créditos presumidos;
  • valores vinculados a ativos;
  • créditos decorrentes de devoluções;
  • créditos relacionados aos estoques;
  • créditos gerados no novo regime da CBS.

Estoque e devoluções: a complexidade na transição fiscal

A transição também terá regras próprias para os bens existentes em estoque no início de 2027 e para as devoluções de mercadorias vendidas antes da extinção do PIS e da Cofins.

Dependendo da situação tributária da empresa e dos produtos, os estoques poderão permitir a apropriação de crédito presumido da CBS. O direito, contudo, estará sujeito a requisitos, limitações e critérios de comprovação.

Nem todos os bens existentes na empresa serão elegíveis.

A análise deverá considerar fatores como:

  • regime de apuração adotado em 2026;
  • forma de tributação do produto;
  • origem nacional ou importada;
  • destinação do bem;
  • documentação da aquisição;
  • composição e valoração do estoque.

Nas devoluções ocorridas a partir de 2027, a empresa também precisará relacionar o produto devolvido à operação original para identificar o PIS e a Cofins que incidiram na venda.

Essas particularidades tornam o inventário e a rastreabilidade das operações pontos importantes da preparação.

Ativos: como fica o aproveitamento de créditos parcelados?

Empresas que ainda estiverem apropriando créditos de PIS e Cofins com base na depreciação, amortização ou em quotas mensais não perderão automaticamente as parcelas restantes.

Esses valores poderão continuar sendo apropriados dentro do novo sistema, observadas as condições legais.

O controle deverá permitir identificar:

  • o ativo que originou o crédito;
  • o valor total;
  • as parcelas já utilizadas;
  • o saldo remanescente;
  • a forma de apropriação;
  • eventual alienação do bem.

A venda do ativo antes da conclusão do aproveitamento pode interferir nas parcelas futuras, o que exige acompanhamento individualizado.

Fluxo de caixa das empresas será impactado pela transição

A forma e o momento de utilização dos créditos poderão alterar o fluxo de caixa das empresas em 2027.

Um saldo elevado não significa necessariamente disponibilidade financeira imediata. Dependendo da modalidade, o crédito poderá ter uso restrito, aproveitamento parcelado ou depender do cumprimento de procedimentos específicos.

A empresa precisa conhecer:

  • quanto possui de crédito;
  • quanto poderá efetivamente utilizar;
  • em quais períodos ocorrerá o aproveitamento;
  • se haverá CBS suficiente para consumir o saldo;
  • quais valores admitem ressarcimento;
  • quais créditos possuem restrições;
  • qual será o impacto no capital de giro.

Uma estimativa baseada apenas no saldo contábil pode produzir uma projeção financeira incorreta.

O que as empresas precisam revisar em 2026?

Antes da substituição do PIS e da Cofins, escritórios contábeis e departamentos fiscais devem iniciar um diagnóstico dos créditos.

A revisão deve incluir:

  • levantamento dos saldos existentes;
  • separação por origem e período;
  • conferência da EFD-Contribuições;
  • conciliação com a contabilidade;
  • análise da documentação fiscal;
  • identificação de valores já compensados;
  • revisão dos pedidos de ressarcimento;
  • levantamento dos ativos com créditos pendentes;
  • preparação do inventário;
  • adaptação dos sistemas;
  • simulação dos efeitos sobre a CBS e o fluxo de caixa.

O trabalho antecipado permitirá identificar inconsistências enquanto as contribuições atuais ainda estiverem em vigor e evitar que a empresa chegue a 2027 sem conhecer os créditos que poderá aproveitar.

Questões como a classificação dos saldos, o tratamento dos estoques, a apropriação de parcelas remanescentes e a ordem de utilização exigirão análise individualizada. Empresas com operações semelhantes podem chegar a resultados diferentes conforme o regime atual, a composição dos créditos e a qualidade dos controles mantidos.

CONBCON 2026 prepara contadores para desafios tributários

A transição dos créditos de PIS e Cofins para a CBS está entre os assuntos que exigirão preparação dos escritórios contábeis antes de 2027.

Esse e outros impactos da Reforma Tributária serão debatidos no CONBCON 2026, congresso online e gratuito organizado pelo Portal Contábeis.

Em sua edição comemorativa de dez anos, o evento será realizado de 21 a 25 de setembro e reunirá mais de 60 conteúdos sobre temas como:

  • Reforma Tributária;
  • IBS e CBS;
  • planejamento tributário;
  • inteligência artificial;
  • gestão de escritórios;
  • Departamento Pessoal;
  • contabilidade consultiva;
  • tecnologia e automação;
  • precificação e rentabilidade;
  • mudanças previstas para 2027.

A programação será distribuída em dois palcos, com palestras simultâneas em determinados horários. Os participantes poderão consultar antecipadamente a agenda completa do CONBCON 2026 para organizar os conteúdos que desejam acompanhar.

A inscrição é gratuita e pode ser realizada no site oficial do CONBCON.

Serviço

  • Evento: CONBCON 2026
  • Data: 21 a 25 de setembro de 2026
  • Formato: online e gratuito
  • Programação: mais de 60 conteúdos distribuídos em dois palcos
  • Inscrições: conbcon.com.br
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