quarta-feira, 8 de julho de 2026

Empresas têm três anos para adaptar suas infraestruturas à IA

 


Pesquisa da Cisco alerta que 71% das empresas brasileiras atingirão limites de capacidade de rede em dois anos 
 
 
No Brasil, 74% das organizações afirmam ter a necessidade de atualizar suas redes, enquanto no mundo esse índice chega a 76%
 
 
 
O uso generalizado de IA já está pressionando a infraestrutura das empresas. Um novo estudo da Cisco, em parceria com a Foundry Research, revela que empresas ao redor do mundo têm até três anos para atualizar suas infraestruturas de rede a fim de suportar a crescente demanda impulsionada pela IA. Apesar de a metade das organizações já possuir ampla implementação de IA generativa, a aceleração tecnológica contrasta com a infraestrutura atual, pois 73% das companhias globalmente afirmam que suas redes atingirão limites de capacidade em 24 meses. Entre as corporações brasileiras, esse percentual é de 71%. 

O levantamento também aponta que 95% das empresas brasileiras já relatam dificuldades para acompanhar a evolução das ameaças de segurança impulsionadas pela IA, acima dos 92% registrados na média global. Além disso, 85% das corporações no mundo esperam uma expansão moderada ou significativa do uso de IA agêntica nos próximos dois anos. A pesquisa ouviu 3.472 líderes de TI em todo o mundo, incluindo o Brasil, e aponta um cenário de rápida adoção da IA generativa e de agentes de IA, ao mesmo tempo em que expõe limitações críticas nas redes corporativas. No Brasil, 74% das organizações afirmam ter a necessidade de atualizar suas redes, enquanto no mundo esse índice chega a 76%. Já 82% dos líderes brasileiros dizem estar mais confiantes em suas estratégias de IA do que na capacidade de suas redes de suportá-las.

O tráfego de rede deve triplicar à medida que a IA Agêntica se expandir

A pesquisa indica que, em até três anos, o tráfego de rede deverá triplicar com a expansão da IA agêntica. Entre as organizações mais avançadas, um terço já opera com implementações amplas dessa tecnologia, enquanto 97% planejam expandir seu uso nos próximos dois anos. Como esses sistemas operam em alta velocidade e geram grandes volumes de dados, eles aumentam a pressão sobre infraestruturas que não foram projetadas para esse nível de demanda.

A capacidade das redes chegará ao limite
Identificado como um dos gargalos centrais de infraestrutura, o Wi-Fi é o fator que mais impulsiona a necessidade de maior capacidade nas redes das empresas. Embora quase todas as companhias planejem atualizar suas redes nos próximos anos, 91% dos executivos no Brasil apontam as limitações de orçamento como um desafio significativo para essa evolução.

As superfícies de ataque estão expandindo, enquanto a observabilidade se torna um desafio
A segurança e a observabilidade também aparecem como desafios centrais. No Brasil, 95% dos entrevistados relatam dificuldades para acompanhar a evolução das ameaças, enquanto 88% afirmam já perceber impactos negativos do uso de IA na segurança. Globalmente, esse índice é de 90%. Ao mesmo tempo, cresce uma lacuna de observabilidade, já que as ferramentas tradicionais de monitoramento têm dificuldade para acompanhar os fluxos dinâmicos e intensos de comunicação gerados pela IA Agêntica.
 
 
 
 https://amanha.com.br/categoria/infraestrutura/com-a-ia-71-das-empresas-brasileiras-atingirao-limites-de-capacidade-de-rede-em-dois-anos?utm_campaign=NEWS+DI%C3%81RIA+PORTAL+AMANH%C3%83&utm_content=Empresas+t%C3%AAm+tr%C3%AAs+anos+para+adaptar+suas+infraestruturas+%C3%A0+IA+-+Grupo+Amanh%C3%A3&utm_medium=email&utm_source=dinamize&utm_term=News_Amanh%C3%A3_08_07_2026

Argenta encaminha aquisição da American Oil

 


Valor do negócio não foi divulgado pelas empresas 
 
 
Como distribuidora, a AmericanOil atua na comercialização de combustíveis para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contando também com postos bandeirados

 

 

A Argenta avançou na aquisição da distribuidora de combustível AmericanOil, empresa com atuação nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A operação foi aprovada pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) neste mês. A negociação foi fechada, no entanto, ainda em maio. O valor do negócio não foi divulgado pelas empresas. Como distribuidora, a AmericanOil atua na comercialização de combustíveis para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contando também com postos bandeirados. A aquisição inclui ainda a operação de Transportador-Revendedor-Retalhista (TRR), em Santa Catarina.

A trajetória da AmericanOil começou em 1969, quando Ari Natal Sgarbossa e Eunice Maria Roveda iniciaram suas atividades no setor de combustíveis com a operação de um posto revendedor. Nas décadas seguintes, o grupo ampliou sua atuação no mercado, e em 1998 Rafaeli Sgarbossa fundou a AmericanOil, dando início a uma nova fase de crescimento e consolidação do negócio. "A AmericanOil tem presença relevante no Sul do país e uma atuação conectada ao nosso setor de origem, o que torna esta movimentação estratégica para a continuidade do nosso crescimento", afirma Neco Argenta, presidente da Argenta.

A Argenta é a 26ª maior empresa da região e a nona maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

 

 https://amanha.com.br/categoria/negocios-do-sul1/argenta-encaminha-aquisicao-da-american-oil

 

Statkraft aprova investimento bilionário para projeto eólico no Sul

 


Parque no RS reforça estratégia da companhia de ampliar portfólio de energia renovável no Brasil 
 
 
Santa Vitória do Palmar foi o município escolhido pois tem elevado potencial para geração de energia eólica

 

 

A Statkraft anunciou a ampliação do seu portfólio com o projeto Gran Sul, um parque eólico onshore que entregará já na primeira etapa de construção, que se inicia em janeiro de 2027, com 280 MW de capacidade instalada, com investimento superior a R$ 1 bilhão. O empreendimento, localizado em Santa Vitória do Palmar (RS) fortalece o Brasil como um dos principais mercados internacionais de crescimento da companhia. Santa Vitória do Palmar foi o município escolhido pois tem elevado potencial para geração de energia eólica. O projeto ampliará a presença da companhia no Rio Grande do Sul e contribuirá para o desenvolvimento regional por meio da geração de empregos, do fortalecimento da cadeia de fornecedores e de investimentos de longo prazo. 

O Gran Sul integra a estratégia da Statkraft de expandir seu portfólio de geração renovável no Brasil, combinando ativos hidrelétricos, eólicos e solares para oferecer soluções energéticas cada vez mais competitivas, confiáveis e alinhadas aos desafios da descarbonização. "A aprovação deste investimento demonstra nossa confiança no potencial da energia eólica brasileira e nosso compromisso com o desenvolvimento de projetos que contribuam para um sistema elétrico cada vez mais seguro, competitivo e sustentável", afirma Thiago Tomazzoli, presidente da Statkraft no Brasil.

A Statkraft é uma empresa líder global em energia hidrelétrica e a maior geradora de energia renovável da Europa, está presente em 20 países. No Brasil, começou a operar em 2011, a empresa tem em Florianópolis (SC) sua sede nacional e no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP) seus escritórios comerciais. Hoje a Statkraft Brasil conta com ativos de geração em operação nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, correspondentes a 2,3 GW de capacidade instalada, entre operações e projetos em construção.

 

 https://amanha.com.br/categoria/empresa/statkraft-aprova-investimento-bilionario-para-projeto-eolico-no-sul

Etanol volta a ser mais vantajoso que a gasolina para motoristas, aponta Veloe/Fipe

 

Abastecer com etanol voltou a ser mais vantajoso que com gasolina para os motoristas de veículos flex em junho, aponta o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Segundo o Monitor Veloe/Fipe, a relação entre o preço médio do etanol e da gasolina caiu para 67,9% no país em junho, o menor patamar desde março de 2024 e abaixo do limite de 70% considerado referência para a vantagem econômica do etanol.

“O resultado interrompe um período em que a relação entre os combustíveis vinha próxima ou acima do nível de 70%, considerado a referência para a decisão de abastecimento. Nas capitais, o indicador também recuou, para 68,5%, reforçando a melhora do custo-benefício do etanol nos principais centros urbanos, embora ainda existam diferenças relevantes entre as regiões”, afirma o relatório. 

O desempenho foi sustentado principalmente pela retração de 4,7% no preço médio do etanol hidratado em relação a maio, a maior entre os combustíveis acompanhados pelo monitor. O litro do etanol encerrou junho em R$ 4,265, na média nacional.

O preço médio da gasolina caiu 0,3% no mês, para R$ 6,727 por litro, enquanto a gasolina aditivada também recuou 0,3%, chegando a R$ 6,866.

Já o diesel comum ficou 2% mais barato em junho, com preço médio de R$ 6,988 por litro, e o diesel S-10 recuou 1,4%, para R$ 7,111. O GNV foi a única exceção, registrando alta de 1,4%, para R$ 4,654.

Acesse o Monitor de Combustíveis aqui.

Combustíveis ainda acumulam alta no ano

Apesar da segunda queda mensal consecutiva, os preços ainda refletem as pressões acumuladas ao longo do primeiro semestre. O diesel permanece como o combustível de maior alta em 2026: o S-10 acumula valorização de 15,1% no ano e o diesel comum, de 14,1%. Na mesma base de comparação, a gasolina comum sobe 7,1% e a aditivada, 6,8%. Apenas o etanol apresenta queda acumulada no semestre (-4,7%).

“O comportamento dos preços em junho consolida um processo de acomodação iniciado no mês anterior, mas ainda não reverte integralmente as pressões acumuladas ao longo de 2026. A principal mudança ocorreu no etanol, cuja maior oferta elevou sua competitividade frente à gasolina, enquanto os derivados de petróleo continuam condicionados tanto ao cenário internacional quanto à dinâmica doméstica de repasses”, afirma Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe.

 

 

 https://istoedinheiro.com.br/etanol-volta-a-ser-mais-vantajoso-que-a-gasolina

 


Como funciona e quem pode investir na B3 em contratos de previsões de IPCA e PIB

 

A B3 iniciou nesta segunda-feira, 29, no Brasil a negociação de dois novos contratos no mercado de previsões financeiras. Os novos derivativos permitem que investidores negociem expectativas para o IPCA, índice oficial de inflação, e o PIB (Produto Interno Bruto), que mede a atividade econômica do país.

Chamados de “contratos de eventos”, os derivativos serão negociados por meio dos tickers PCA e PIB.

A modalidade de investimento foi autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) inicialmente para os chamados investidores profissionais, aqueles com mais de R$ 10 milhões alocados em ativos financeiros ou certificação técnica.

Os contratos tendem a funcionar como um termômetro das expectativas do mercado para inflação e atividade econômica, variáveis acompanhadas de perto por investidores, empresas e formuladores de políticas públicas.

Como funciona o investimento

Nesses contratos, o investidor negocia a probabilidade de ocorrência do evento por meio do preço do contrato, que varia de R$ 0 a R$ 100. Hoje, a B3 já conta com derivativos financeiros para diferentes indicadores e moedas, como as Opções de Copom e os Contratos de Eventos referenciados no Ibovespa B3, Bitcoin e Dólar .

No caso do contrato PCA, o investidor poderá se posicionar em relação ao comportamento do IPCA cheio, tendo como referência a variação mensal do índice de inflação.

Já no contrato PIB, a negociação estará relacionada à expectativa para o crescimento da economia brasileira, com base na variação trimestral do Produto Interno Bruto.

CVM veda contratos de eventos de entretenimento e política

Embora sejam semelhantes às opções tradicionais, os Contratos de Eventos se diferenciam pelo pagamento fixo, potencial de ganho conhecido no início da operação e risco limitado para compradores e vendedores, o que torna seu funcionamento mais simples, segundo a B3. Saiba mais aqui.

A resolução nº 5.298 do Conselho Monetário Nacional (CMN), feito sexta-feira, dia 14, veda a oferta e a negociação no país de contratos derivativos cujos ativos subjacentes estejam relacionados em eventos de entretenimento, política ou esportes.

A regulamentação permite apenas contratos vinculados a indicadores econômicos e financeiros como índices de preços, taxas de juros e taxas de câmbio, o que na prática veda outros tipos de apostas oferecidas por empresas estrangeiras como Kalshi e Polymarket.

Veja outros contatos de eventos negociados na B3:

  • Contrato de Evento sobre Futuro Míni de Ibovespa B3 (ticker: BWI)
  • Contrato de Evento sobre Índice Bovespa B3 (ticker: BBV)
  • Contrato de Evento sobre Futuro Mini de Dólar (ticker: BWD)
  • Contrato de Evento sobre Dólar à Vista (ticker: BDO)
  • Contrato de Evento sobre Futuro de Bitcoin (ticker: BBI)
  • Contrato de Evento sobre Bitcoin à Vista (ticker: BBC)

Duplicata escritural promete facilitar crédito a empresas; entenda como vai funcionar

 

​O Banco Central (BC) lançou o ecossistema de duplicatas escriturais, que promete facilitar crédito a empresas.

Com funcionamento em fase de testes e previsão de adoção gradual até junho de 2028, o sistema representa uma versão totalmente digital da duplicata tradicional usada em vendas a prazo entre pessoas jurídicas e usada no financiamento de capital de giro.

O novo modelo permite que todo o ciclo do título, desde a emissão até o pagamento, negociação ou uso como garantia, seja registrado eletronicamente em sistemas autorizados pelo Banco Central. Veja a página explicativa do BC.

Segundo o BC, o novo modelo digital busca conferir maior transparência, eficiência e segurança às operações.

“Por ser registrada em sistema autorizado, ela evita duplicidade e permite o acompanhamento digital de toda a transação, desde a emissão até a liquidação, facilitando a gestão financeira das empresas. É vinculada a um documento fiscal e pode ser negociada independentemente do pagamento. Assim, as empresas passam a negociar com bancos, fintechs e investidores, ampliando o acesso ao crédito, reduzindo custos e aumentando a concorrência”, afirma o BC. 

Como vai funcionar

A duplicata é um documento que representa uma dívida de uma empresa compradora com outra empresa vendedora. Ela costuma ser usada por negócios que vendem produtos ou serviços com pagamento futuro.

Antes da digitalização, parte dessas operações dependia de documentos físicos, registros separados e processos manuais. Isso aumentava o risco de problemas como informações desencontradas, duplicidade de recebíveis e dificuldades para comprovar a existência do crédito.

Com a duplicata escritural, os dados passam a ficar registrados em um ambiente eletrônico, permitindo acompanhar todo o histórico do título. Na prática, o sistema oferece:

  • Mais transparência nas operações;
  • Rastreamento dos recebíveis;
  • Redução de fraudes;
  • Maior segurança para bancos e empresas;
  • Processos mais rápidos e organizados.

Impactos e cronograma

Para pequenas e médias empresas, a mudança pode melhorar as condições de acesso a financiamentos.

Ao apresentar recebíveis registrados digitalmente, empresas podem ter mais facilidade para antecipar valores que receberiam no futuro ou oferecer esses créditos como garantia em operações financeiras.

O novo sistema também tende a ajudar instituições financeiras a avaliar melhor os riscos, pois permite analisar com mais precisão a origem e a validade dos recebíveis.

A implementação da duplicata escritural será gradual e escalonada, com previsão de início da obrigatoriedade para grandes empresas em 2027 e expansão para médias e pequenas empresas em 2028.

Principais números

  • R$ 11 trilhões: tamanho estimado do mercado envolvido nas operações
  • 2 milhões: número estimado de empresas emissoras de duplicatas
  • 18 mil: grandes empresas consideradas sacadoras;

Nova rotina

A mudança exigirá integração entre áreas financeiras, fiscais, comerciais e jurídicas das empresas. Será necessário garantir que notas fiscais, pagamentos, contratos e registros digitais estejam alinhados.

A duplicata escritural representa uma nova etapa na digitalização do crédito brasileiro e pode ampliar a concorrência entre financiadores, tornando o mercado mais transparente e acessível para empresas de diferentes portes.

A B3, a bolsa do Brasil, já recebeu autorização do Banco Central para exercer a função de escrituradora no novo modelo.

 

 https://istoedinheiro.com.br/duplicata-escritural-promete-facilitar-credito-a-empresas-entenda-como-vai-funcionar

terça-feira, 7 de julho de 2026

BRB pode pegar multa de R$ 3 milhões por atraso em balanço

 

O Banco de Brasília (BRB) enfrenta a possibilidade de acumular até R$ 3 milhões em multas por não ter divulgado, no prazo estabelecido, as demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025. As penalidades, calculadas com base nas regulamentações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central (BC), começaram a incidir a partir de 1º de abril de 2026, data subsequente ao término do prazo para a publicação dos balanços.

O que aconteceu

  • O BRB pode ter acumulado R$ 3 milhões em multas por não divulgar as demonstrações financeiras de 2025 no prazo.
  • As sanções são impostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Banco Central (BC), com cobrança limitada a 60 dias.
  • O descumprimento pode levar a sérias consequências regulatórias, incluindo a suspensão do registro de companhia aberta.

O cálculo das multas considera as diretrizes da CVM, que prevê penalidades de aproximadamente R$ 1 mil por dia para companhias abertas que atrasam a apresentação de informações periódicas. Como o BRB possui ações negociadas em bolsa, a instituição está diretamente sujeita a essa regra.

Paralelamente, o Banco Central pode aplicar sanções financeiras bem mais elevadas, que podem chegar a R$ 50 mil por dia. O valor exato dessas multas é determinado pelo porte da instituição financeira e pode ser agravado em casos de reincidência, refletindo a gravidade do descumprimento regulatório.

A ISTOÉ tentou contato com o BRB e o Banco Central para obter a confirmação sobre o montante das multas já efetivamente aplicadas, porém, não obteve resposta até o momento da publicação desta reportagem, o que ressalta a falta de transparência sobre a situação.

Legislação limita as cobranças diárias?

Apesar de as penalidades serem de natureza diária, a legislação brasileira estabelece um teto para a sua incidência. As multas podem ser cobradas por um período máximo de 60 dias consecutivos, mesmo que o atraso na divulgação das demonstrações financeiras persista. Com base nesse limite, o valor potencial total das sanções pode atingir aproximadamente R$ 3 milhões.

Considerando que já se passaram mais de 90 dias desde a data limite para a publicação dos balanços, o BRB já teria alcançado o montante máximo das multas estipuladas. Contudo, a instituição permanece em situação irregular perante os órgãos reguladores, o que pode gerar desdobramentos adicionais.

Quais outras sanções o BRB pode enfrentar?

Além do impacto financeiro direto, a ausência das demonstrações contábeis pode desencadear consequências regulatórias mais severas para o Banco de Brasília. A não entrega de informações obrigatórias pode expor a instituição a uma série de medidas punitivas.

De acordo com a regulamentação da CVM, companhias abertas que falham em cumprir suas obrigações informacionais correm o risco de serem incluídas na relação de emissores inadimplentes, além de se sujeitarem a processos administrativos sancionadores. Em situações mais críticas, o registro de companhia aberta pode ser suspenso ou, em casos extremos, até mesmo cancelado.

A suspensão ou o cancelamento do registro de companhia aberta impediria o BRB de atuar no mercado de capitais como uma entidade de capital aberto, gerando um impacto devastador em suas operações e na confiança dos investidores.

No âmbito do Banco Central, o atraso na divulgação dos balanços também pode resultar na aplicação de medidas adicionais de fiscalização e sanção, conforme previsto na vasta regulamentação do sistema financeiro nacional. Essa fiscalização rigorosa busca assegurar a estabilidade e a transparência do setor.

Especialistas do mercado financeiro avaliam que a prolongada demora na divulgação das demonstrações financeiras tende a acentuar a insegurança entre investidores e analistas. Tal cenário pode provocar um aumento na volatilidade dos ativos ligados ao banco e, consequentemente, ampliar o desgaste institucional da instituição no mercado.

O que a CVM informou sobre o caso?

Em nota oficial, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esclareceu que monitora atentamente o cumprimento da obrigação de divulgação periódica das informações financeiras pelas companhias abertas. A autarquia reafirma seu compromisso em fiscalizar o mercado e garantir a conformidade.

O órgão regulador indicou que o atraso na entrega dos balanços caracteriza um descumprimento das normas do mercado de capitais, o que pode resultar na aplicação de multa diária, limitada ao período de 60 dias. A CVM ainda pontuou que o valor específico da penalidade varia de acordo com o tipo de documento que deixou de ser apresentado.

A CVM também destacou que empresas em situação de inadimplência podem ser cadastradas em um registro específico. Nos casos considerados mais graves, a autarquia tem a prerrogativa de suspender ou até mesmo cancelar o registro da companhia, impedindo-a de operar no mercado como companhia aberta, medida que visa proteger os investidores e a integridade do sistema.