terça-feira, 2 de junho de 2026

Mônica Bergamo: Relação Trump-Lula segue, apesar de momentos de tensão

 


Americanos voltam a taxar produtos brasileiros em 25% por "práticas irrazoáveis"

Por Redação
REDAÇÃO

02/06/2026 • 08:58 • Atualizado em 02/06/2026 • 09:28

Lula e Trump

Lula e Trump


Após uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) dos Estados Unidos, o governo americano anunciou nesta segunda-feira (1°) a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros importados. Com base na Seção 301 da legislação comercial, a investigação considerou que o comércio brasileiro segue praticas irrazoáveis e prejudiciais aos interesses americanos.


Lula e Trump

 

 

 

 

 

 

 

A colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo, afirmou que, apesar do novo momento de tensão entre os dois países, diplomatas e o empresariado americano consideram que a relação entre o presidente Donald Trump e Lula segue “fluindo” em diálogo.

Ao relembrar os episódios de tensão, a colunista destacou que a recente decisão do governo americano em classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como “organizações terroristas” já havia sido tomada três meses antes do anúncio, mas que o encontro de Lula e Trump no dia 7 de maio permitiu que medida não fosse anunciada antes.

Mônica também afirmou que a foto retirada entre Flávio e Trump, que serviu como “carona” para a pré-candidatura do senador às eleições presidenciais de outubro, foi considerada uma espécie de “concessão” de Donald Trump para agradar o “núcleo duro” republicano, sobretudo o Secretário de estado dos Estados Unidos Marco Rubio, que não desejam a aproximação entre o presidente americano e Lula.

 

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O que já se sabe sobre o IPO da Anthropic, dona do Claude

 

A Anthropic informou nesta segunda-feira, 1º, que entrou com um pedido confidencial para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.

Com isso, a criadora do Claude, ultrapassou a rival OpenAI na corrida das empresas de IA generativa à bolsa.

O esperado IPO ocorre também no momento em que a SpaceX, de Elon Musk, deve iniciar uma apresentação para investidores em 4 de junho, de olho em seu próprio IPO, em que vai tentar arrecadar cerca de US$ 75 bilhões e obter uma avaliação de cerca de US$ 1,75 trilhão.

Wall Street está apostando que 2026 poderá ser um ano marcante para o mercado de IPOs dos EUA. O Goldman Sachs previu, no início deste ano, que as receitas de IPOs dos EUA poderiam atingir um recorde de US$160 bilhões em 2026, caso os nomes de destaque prossigam com suas ofertas iniciais de ações.

Os IPOs de IA esperados para 2026

ANTHROPIC

A Anthropic criou o chatbot Claude e revelou nesta segunda-feira que fez pedido de IPO nos EUA, preparando o terreno para o que pode ser um momento decisivo para a mania da inteligência artificial em Wall Street.

A Anthropic levantou US$65 bilhões pela última vez em uma avaliação pós-monetária de US$965 bilhões no final de maio, colocando-a à frente da rival OpenAI.

SPACEX

A SpaceX, de Elon Musk, fez pedido de IPO no mês passado, aproximando a empresa do que pode ser a maior  oferta inicial de ações nos EUA de todos os tempos.

A SpaceX acelerou o cronograma do IPO, com a venda de ações já em 11 de junho, informou a Reuters na semana passada.

Em fevereiro, a SpaceX adquiriu a startup de inteligência artificial xAI, de Musk, em um acordo recorde, unificando suas ambições espaciais e de IA ao combinar a empresa com o criadora do chatbot Grok.

Se a SpaceX arrecadar US$75 bilhões, seu IPO será o maior do mundo, eclipsando a listagem da petrolífera Saudi Aramco em 2019.

OPENAI

A OpenAI, criadora do ChatGPT, está se preparando para fazer um pedido de IPO nos EUA, informou a Reuters no mês passado, citando uma fonte familiarizada com o assunto.

A OpenAI pretende abrir capital já em setembro e está trabalhando com Goldman Sachs e Morgan Stanley em um projeto de prospecto de IPO que planeja apresentar aos órgãos reguladores em breve.

A empresa liderada por Sam Altman está preparando as bases para abrir o capital em uma oferta que pode avaliá-la em até US$1 trilhão, informou a Reuters em outubro.

 

 https://istoedinheiro.com.br/ipo-da-anthropic

Governo Trump propõe novo tarifaço de 25% para punir Brasil por práticas comerciais

 

A administração Trump propôs um novo tarifaço de 25% sobre diversas importações do Brasil, após concluir que as práticas do país eram desleais em uma série de questões, desde o comércio digital até o desmatamento ilegal, disse a autoridade comercial de alto escalão Jamieson Greer na noite desta segunda-feira, 1º.

As medidas, previstas na Seção 301 da legislação comercial dos EUA, abrangem áreas como serviços de pagamento eletrônico (Pix), tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol, informou o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês).

O novo tarifaço proposto para começar a ser aplicado em julho excluiu alguns itens, como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves das novas tarifas.

O que os EUA alegam

O órgão propôs as novas tarifas punitivas ao divulgar os resultados de sua investigação sobre práticas comerciais desleais contra o Brasil, iniciada no ano passado, de acordo com a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

As práticas do Brasil nas áreas investigadas “irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos, sendo, portanto, passíveis de ação nos termos da Seção 301(b) da Lei de Comércio”, afirmou o USTR em um comunicado.

As tarifas substituiriam parcialmente uma tarifa de 50% sobre muitos produtos brasileiros imposta no ano passado pelo presidente Donald Trump, sendo 40% uma punição pelo processo movido pelo Brasil contra o ex-presidente e aliado de Trump, Jair Bolsonaro.

No entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou essas tarifas em fevereiro.

Em comunicado, Greer disse que lançou a investigação da Seção 301 para lidar com “preocupações antigas e generalizadas dos Estados Unidos com certas políticas e práticas comerciais do Brasil”.

Apesar do recente diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu gabinete, Greer disse que os Estados Unidos e o Brasil “continuam a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”.

Audiência marcada para 6 de julho

A agência de comércio solicitou comentários sobre as tarifas propostas até 1º de julho, com uma audiência pública marcada para 6 de julho. Ela tem até 15 de julho para tomar “medidas de resposta” no âmbito da investigação da Seção 301.

Trump utilizou a mesma lei para impor tarifas abrangentes sobre produtos chineses durante seu primeiro mandato.

O USTR tem várias outras investigações em andamento no âmbito da Seção 301 que devem resultar em novas tarifas.

Entre elas, há uma que abrange o excesso de capacidade industrial na China e em 15 outros parceiros comerciais, bem como uma sobre a aplicação de proibições de trabalho forçado em 60 países.

A agência abriu uma nova investigação na sexta-feira sobre as práticas de propriedade intelectual do Vietnã.

Com relação às suas conclusões sobre o Brasil, o USTR afirmou que a nova tarifa proposta de 25% não se aplicaria às importações brasileiras sujeitas a tarifas relacionadas à segurança nacional nos termos da Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962.

Isso inclui tarifas de 50% sobre aço, alumínio e cobre e tarifas de 25% sobre produtos acabados fabricados com esses metais, bem como uma tarifa de 25% sobre veículos motorizados e peças automotivas.

O USTR informou que os produtos isentos das tarifas propostas de 25% incluem muitas frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes.

Estes se somam à carne bovina, café, terras raras, certos outros metais e minérios, além de aeronaves e peças de aeronaves brasileiras.

 

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segunda-feira, 1 de junho de 2026

‘Teto materno’: 25% das mulheres desistem de novas vagas após a maternidade, diz Infojobs

 

Uma pesquisa do Infojobs mostra que 25% das mães deixaram de se candidatar a novas oportunidades após a maternidade. Outras 13% afirmam ter desacelerado a carreira.  

Os números ajudam a dar nome a um fenômeno que já é conhecido na prática: o chamado “teto materno”, onde as mulheres que são mães acabam tendo uma trajetória ascendente muito curta dentro da empresa. 


Para Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, o processo começa na percepção de risco. “A mulher passa a recalibrar suas escolhas porque entende que o mercado pode não assimilar determinados movimentos. Isso acontece antes mesmo de qualquer resposta formal”, explica.

A especialista aponta que uma forma de enfrentar esse cenário é criar políticas claras de progressão interna, programas de mentoria para mães e processos seletivos internos com incentivo ativo à candidatura feminina após a licença-maternidade.

“Empresas, por sua vez, nem sempre identificam o problema. A ausência de candidatas pode ser interpretada como falta de interesse, quando, na verdade, reflete um ambiente pouco acolhedor”, revela. Nesse ponto, benefícios concretos fazem diferença direta, como auxílio-creche, subsídio para babá, horários flexíveis, retorno gradual após a licença e apoio psicológico para mães no período de transição.

 

A expectativa de que a mulher seja a principal responsável pelo cuidado influencia nas escolhas das empresas e limita possibilidades. Por isso, boas práticas também incluem licença parental ampliada para ambos os responsáveis e incentivo ao compartilhamento das responsabilidades familiares.

Para Patrícia, teto materno se sustenta na cultura e nas percepções. E, justamente por isso, segue sendo uma das barreiras mais difíceis de romper. “Quando a empresa transforma apoio em estrutura e benefício real, ela reduz esse impacto e amplia o potencial de crescimento dessas profissionais”, conclui.

 

https://istoedinheiro.com.br/teto-materno-25-das-mulheres-desistem-de-novas-vagas-apos-a-maternidade-diz-infojobs 

 

 

Lula diz que, no 1º trimestre, Petrobras foi a ‘empresa mais rentável do planeta Terra’

 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta segunda-feira, 18, que a Petrobras foi a “empresa mais rentável do planeta Terra” no primeiro trimestre deste ano. “Imagina o poder que nós temos na mão. É uma das poucas empresas que investe em inovação. Porque muita gente fala em inovação na expectativa de que o Estado faça. A Petrobras não. Ela põe dinheiro”, disse Lula em evento em Campinas (SP).

Lula participou no período da manhã da inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius. As novas linhas têm o intuito de ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.

Ele disse que vai conversar ainda nesta segunda com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e pedir que ela aplique a tecnologia na companhia. “Ela vai ter que visitar o Sirius para ela saber o que tá perdendo em não ter uma relação muito forte com o Sirius”, afirmou. “Se a gente depender de fazer o estudo só cavando buraco, vai demorar muito. Vamos ter que contar com a inteligência, a ciência e o conhecimento de vocês para darmos um salto de qualidade e ver se, num curto espaço de tempo, a gente faz com que o Trump deixe de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós para que a gente possa explorar”, disse Lula.

Xi Jinping e Trump

O presidente ainda afirmou que não tem “preferência” entre o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Aqui nós não temos veto a ninguém, não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui dentro”, reforçou.

Pedra Fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde

No evento, também foi lançada a Pedra Fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, iniciativa coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos. O evento contou com a participação do ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda.


Governo detalha bloqueio de R$ 23,7 bilhões; Defesa, Cidades e Educação concentram maiores cortes

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou na noite desta sexta-feira (29) o decreto que detalha um novo bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026. Somado à contenção anunciada anteriormente, o volume total de recursos congelados neste ano chega a R$ 23,7 bilhões.

  • Defesa lidera bloqueios com R$ 4,3 bilhões
  • Emendas parlamentares perdem R$ 4,9 bilhões
  • Medida atende às exigências do arcabouço fiscal

Os maiores impactos recaíram sobre os ministérios da Defesa, das Cidades e da Educação, que concentram a maior parte das limitações impostas pelo governo.

Segundo o detalhamento divulgado pelo Executivo, os cortes atingem principalmente despesas discricionárias, utilizadas para custeio da máquina pública e investimentos federais.

Os ministérios mais afetados

Entre as pastas com maior volume de recursos bloqueados estão:

  • Defesa: R$ 4,363 bilhões;
  • Cidades: R$ 3,320 bilhões;
  • Educação: R$ 1,605 bilhão;
  • Transportes: R$ 1,500 bilhão;
  • Fazenda: R$ 1,396 bilhão;
  • Saúde: R$ 1,002 bilhão.

Além das verbas ministeriais, o decreto também reduziu em R$ 4,9 bilhões os recursos destinados às emendas parlamentares.

Ao todo, as despesas discricionárias do Poder Executivo sofreram contenção de R$ 18,7 bilhões.

Por outro lado, os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Justiça e Segurança Pública ficaram fora da medida e não tiveram recursos bloqueados.

Por que o governo bloqueou recursos

A decisão foi tomada para adequar as contas públicas às regras do arcabouço fiscal, mecanismo aprovado pelo Congresso Nacional em 2023 para controlar o crescimento dos gastos federais.

Pelas regras em vigor, as despesas da União não podem crescer acima de 2,5% ao ano em termos reais, além de estarem limitadas a 70% da expansão da arrecadação projetada pelo governo.

A equipe econômica refez as estimativas de receitas e despesas até o fim do ano e concluiu que seria necessário ampliar o bloqueio para manter o cumprimento das metas fiscais.

Nos bastidores, integrantes da área econômica avaliam que a medida era inevitável diante da pressão crescente sobre os gastos obrigatórios e da necessidade de preservar a credibilidade do novo regime fiscal junto ao mercado financeiro.

 

https://istoedinheiro.com.br/governo-detalha-bloqueio-orcamento-defesa-cidades-educacao