segunda-feira, 13 de abril de 2026

André Esteves diz que BTG avalia compra de ativos do BRB, ‘mas não os do Master’

 

O chairman e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, disse que o banco está olhando para ativos do Banco de Brasília (BRB) para aquisição, com exceção daqueles que vieram do Banco Master.

“Já compramos ativos, estamos olhando outros ativos (do BRB), mas não vamos olhar os do Master”, afirmou Esteves após participar do painel de abertura da Conferência de Carreiras, promovido pela plataforma Na Prática, um braço filantrópico de educação do BTG Pactual.

Esteves disse que outros bancos do grupo S1, ou seja, os maiores do País, estão comprando ativos do BRB. O Bradesco e o Itaú já negociaram com o BRB R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos pelos Estados e Municípios com aval da União.

O banqueiro acrescentou ainda que o BTG não tem interesse no BRB. Embora a venda do Banco de Brasília não tenha vindo à tona, nos bastidores se comenta que, em uma situação limite, alguma instituição financeira poderia ficar com o banco ou parte dele.

BTG tem histórico de comprador de outros bancos

O BTG sempre é visto como um nome quando se trata de adquirir bancos com problemas, dada a expertise no resgate de outras instituições como o Banco Panamericano, o Bamerindus e o Banco Nacional.

Na semana passada, o BTG anunciou que fechou acordo para aquisição do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, financeiramente frágil.

Também na semana passada, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), estiveram em São Paulo, conforme fontes, na Faria Lima, em visita a bancos.

De acordo com informações da governadora e do presidente do BRB, o banco negocia a venda de ativos que eram do Banco Master por R$ 15 bilhões e espera conseguir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de outros bancos para cobrir o rombo deixado pelas operações com a instituição de Daniel Vorcaro, liquidada em novembro passado.

Movimentação de cargas em Terminais de Uso Privado sobe 8,9% em fevereiro

 

 

A movimentação de cargas nos Terminais de Uso Privado (TUPs) avançou 8,9% em fevereiro, para 67,7 milhões de toneladas, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. No total, a navegação brasileira movimentou 101,0 milhões de toneladas no mês, alta de 3,78% na comparação com fevereiro de 2025.

O terminal marítimo Ponta Ubu (ES) cresceu 83%, para 1,4 milhão de toneladas e o Porto de Suape (PE) registrou alta de 19,3% na movimentação, com 2,1 milhões de toneladas. Esses foram os destaques de desempenho, segundo o Ministério.

 A navegação de longo curso alcançou 69,1 milhões de toneladas, alta de 3,6%, e a cabotagem somou 24,5 milhões de toneladas, com avanço de 8,2%.

Por tipo de carga, granel líquido subiu 11,2%, para 26,9 milhões de toneladas. A carga conteinerizada cresceu 10,2%, para 12,4 milhões de toneladas; em TEUs, houve alta de 14,1%, para 1,2 milhão. O granel sólido ficou praticamente estável, com alta de 0,2%, totalizando 57 milhões de toneladas.

 Entre as mercadorias, carvão mineral teve aumento de 48,8% (1,6 milhão de toneladas), sal avançou 39,1% (741 mil toneladas) e óleo bruto de petróleo cresceu 16,2% (17,7 milhões de toneladas).

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, atribuiu o desempenho a investimentos e a ações para modernizar a infraestrutura portuária e aquaviária, com foco em atração de capital privado e integração logística.

“Estamos focados em atrair mais investimentos privados e em promover a inovação para que o setor continue a ser um pilar para o desenvolvimento econômico do país e a geração de empregos”, afirmou por meio de nota.


Brasil passa a ter mais cartões de crédito do que habitantes; veja números

 

 

 

O Brasil registrou nos últimos anos uma explosão nas concessões de empréstimos pessoais sem garantia e um comprometimento de renda cada vez maior das famílias com cartões de crédito, apontou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 13, classificando o superendividamento como ‘um problema crescente’ no país.

Em relatório sobre cidadania financeira, o BC afirmou que a digitalização e a ampliação de acesso a linhas de crédito têm aspectos positivos, mas expõem pessoas ao superendividamento, o que demanda ações na área de educação e “medidas robustas” de regulação e supervisão.

“A facilidade de acesso ao crédito, sem uma oferta responsável e adequada ao perfil do cliente por parte das instituições, sem uma devida proteção ao consumidor e, não menos importante, sem a devida educação financeira, leva muitos brasileiros a contraírem dívidas que não conseguem pagar”, disse a autarquia.

A poucos meses do início do período eleitoral, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve tentar a reeleição, o governo se prepara para anunciar um novo pacote nL1N40Q0SC de medidas para aliviar famílias endividadas, com a previsão de renegociação de dívidas com desconto a partir da concessão de garantias pela União.

O governo já havia implementado outro programa com esse objetivo entre 2023 e 2024, o Desenrola, que renegociou R$53 bilhões em dívidas de aproximadamente 15 milhões de pessoas. No entanto, dados de endividamento da população seguiram em alta em meio a iniciativas de estímulo ao crédito e taxas de juros elevadas.

Dados do BC mostram que o número de brasileiros com empréstimo pessoal sem garantia mais que triplicou desde 2020, atingindo 41,7 milhões de pessoas no final de 2024.

“Os volumes transacionados no crédito atingiram R$ 729 bilhões no último trimestre de 2024, mais que o dobro do valor do final de 2020”, diz o BC.

No mesmo período, o número de clientes com dívidas no cartão de crédito, nas linhas do rotativo ou parcelado, subiu 55%, alcançando cerca de 53 milhões de pessoas.

Segundo o relatório, o número de cartões de crédito ativos no Brasil superou 220 milhões, o que significa que o país passou a ter mais cartões em uso do que habitantes. São quase 96 milhões de pessoas usando cartão de crédito, e mais da metade tem dívidas no rotativo, com juros que ultrapassam 430% ao ano, ou parcelado, com taxas médias de cerca de 200% ao ano.

Com a ampliação do uso e taxas de juros em trajetória de alta, o comprometimento médio de renda do usuário do cartão de crédito com gastos nesse instrumento financeiro passou de 38,5% em 2020 para 54% em 2024.

No relatório, o BC ainda apontou necessidade de aprofundar estudos sobre o fenômeno das “bets”, que pode intensificar riscos de endividamento e perda de renda, especialmente entre públicos mais vulneráveis.

Alckmin diz que redução de jornada precisa considerar especificidades, mas é luta correta

 

 

 

 

 Estadão Conteúdoi

 

 

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira, 13, durante encontro com lideranças sindicais, que a luta pela redução da jornada de trabalho precisa levar em conta especificidades. Ele salientou, no entanto, que a batalha pelo fim da escala 6X1 é correta.

Mais uma vez, Alckmin destacou que, com a mecanização de processos e a produtividade trazida pela adoção da inteligência artificial, a redução das horas trabalhadas se tornou uma tendência mundial.

“Se nós podemos fazer mais com menos gente – as fábricas produzem mais com menos gente, o campo produz mais com menos gente -, é óbvio que você vai ter uma jornada um pouco menor. Essa é uma tendência mundial”, disse o vice-presidente, em discurso na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Alckmin observou, ao falar sobre o fim da escala de trabalho 6X1, que é preciso considerar algumas especificidades, porque “não é tudo igual”.

“Então, se analisam as especificidades. Mas é uma luta correta que o mundo inteiro está fazendo e que o presidente Lula tem compromisso com a questão da jornada do trabalho”, declarou o vice-presidente.

Alexandre Ramagem é preso nos EUA pelo serviço de imigração, afirma PF

 

 

 

O ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem foi detido nos Estados Unidos nesta segunda-feira, 13, pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE), de acordo com informações recebidas pela Polícia Federal (PF) brasileira. Ainda não há detalhes dos motivos da prisão.

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Ramagem fugiu para os Estados Unidos durante o julgamento da ação penal da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele perdeu o mandato de deputado no fim do ano passado e foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado de Direito e golpe de Estado.

Após a condenação, o ministro do STF Alexandre de Moraes havia solicitado a extradição de Ramagem para o cumprimento da pena no Brasil. Ainda não há informações se a detenção realizada pelo serviço de imigração tem relação com esse pedido de extradição.

Ramagem deixou o Brasil por Roraima e entrou na Guiana de carro, de onde embarcou num avião para os Estados Unidos.

O governo dos EUA vinha resistindo a cumprir outras ordens de Moraes para extraditar aliados do ex-presidente que fugiram aos EUA, como o blogueiro Allan dos Santos, foragido desde 2021.

Oncoclínicas entrará hoje com cautelar para suspender cobrança antecipada de dívidas

 

A Oncoclínicas informou há pouco que ajuizará nesta segunda-feira, 13, ação de Tutela Cautelar perante o Tribunal de Justiça de São Paulo para suspender dos efeitos de toda e qualquer cláusula contratual que imponha o vencimento antecipado das dívidas. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a medida visa, ainda, a exigibilidade de todas as obrigações relativas aos instrumentos financeiros e as instituições relacionadas na ação.

“A Tutela Cautelar terá como objetivo proporcionar um ambiente administrativo e financeiro mais organizado e estável para a companhia, permitindo que ela conduza a mediação e negociação com seus credores sem interrupção de suas atividades ou alteração na condução ordinária de seus negócios, apesar do atual cenário macroeconômico e setorial desafiador”, informou a companhia.

Segundo o texto, a Oncoclínicas permanece operando normalmente e continua empenhada em manter conversas positivas com seus credores visando ao atingimento de um acordo que seja benéfico a todos os seus investidores.

Alemanha planeja pacote de 1,6 bilhão de euros para aliviar preços dos combustíveis

 

 

O governo de coalizão da Alemanha concordou com medidas de alívio nos preços dos combustíveis para consumidores e empresas no valor de 1,6 bilhão de euros (US$1,9 bilhão), encerrando uma disputa sobre como responder ao aumento do preço do petróleo desencadeado pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O imposto sobre o diesel e a gasolina será cortado em cerca de 0,17 euros por litro durante dois meses, disseram o partido conservador CDU e seus parceiros de coalizão de centro-esquerda SPD nesta segunda-feira, 13.

A guerra do Irã causou a maior interrupção já registrada no fornecimento global de energia, com planos para um bloqueio dos Estados Unidos aos portos e áreas costeiras iranianas, o que elevou ainda mais os preços do petróleo.

“Essa guerra é a verdadeira causa dos problemas que estamos enfrentando também em nosso próprio país”, disse o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, em uma entrevista coletiva.

Ele disse que a coalizão está fazendo todo o possível para amortecer o impacto do conflito, que foi suspenso por um frágil cessar-fogo, e pediu às empresas petrolíferas que repassassem o corte de impostos integralmente.

“Esperamos que o setor de petróleo repasse essas medidas de alívio direta e integralmente aos consumidores”, disse Merz.

Economistas e grupos do setor estavam céticos.

Marcel Fratzscher, do instituto de pesquisa econômica DIW Berlin, disse que uma grande parte da redução de impostos poderia “acabar nas contas bancárias das empresas de petróleo” e criticou as medidas por não incentivarem a economia de combustível.

As operadoras de postos de combustíveis da Alemanha também manifestaram essa preocupação, pedindo ao governo que imponha controles de preços às grandes empresas petrolíferas, caso contrário há o risco de essas companhias aumentarem os preços para embolsar parte do benefício.

“O governo precisa ser duro com as grandes companhias de petróleo”, disse um porta-voz ao jornal Rheinische Post.

A coalizão governista também concordou em permitir que as empresas paguem um bônus de alívio de 1.000 euros por funcionário, isento de impostos sobre a folha de pagamento e contribuições para a previdência social.