sexta-feira, 10 de julho de 2026

Mais de 4 mil produtos exportados aos EUA podem ter tarifas adicionais

 


Medidas devem atingir US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras 
 
 
Se as duas novas propostas forem adotadas, a taxação contra o Brasil chegaria em 37,5%

 

 

Uma projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que, caso o governo dos Estados Unidos adote as novas propostas de taxação contra o Brasil – de 25% e 12,5% – cerca de 4.187 produtos exportados pelo Brasil serão afetados, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações. Todos esses produtos estão hoje submetidos à tarifa adicional temporária de 10% prevista na Seção 122 da legislação comercial norte-americana, vigente até dia 24 de julho. Entre os principais produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos que podem ser afetados pela tarifa acumulada de 37,5%, o Brasil atua como o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 11. "O aumento das tarifas compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e prejudica empresas dos dois países", explica o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Nesta semana acontecem as audiências públicas para tratar de possíveis duas novas tarifas que produtos brasileiros podem sofrer: uma investigação especificamente sobre o Brasil que sugere sobretaxa de 25% e outra investigação sobre trabalho forçado onde o Brasil também está incluído e pode sofrer uma taxa de 12,5%. Se as duas novas propostas forem adotadas, haverá um acréscimo de 27,5 pontos percentuais sobre esses bens, dos quais 62% são bens intermediários, utilizados como insumos em processos produtivos. Neste caso, a taxação contra o Brasil chegaria em 37,5%.

O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo representará a CNI na audiência pública nesta terça-feira (7), em Washington (EUA), sobre a proposta de tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros. Dos 80 inscritos para falar na audiência, 66 devem se posicionar contra a medida. A investigação foi aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O USTR concluiu que práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao etanol e combate ao desmatamento seriam restritivas ao comércio dos Estados Unidos. A expectativa é que haja uma decisão final até 15 de julho.

 

 https://amanha.com.br/categoria/sul-for-export/mais-de-4-mil-produtos-exportados-aos-eua-podem-ter-tarifas-adicionais


Grupo Giassi inaugura nova unidade do atacadista catarinense Combo

 


O empreendimento gerou 120 empregos diretos em Braço Norte 
 
 
Está é a nona unidade da bandeira atacadista

 

 

O Grupo Giassi inaugurou o Combo Braço do Norte, Santa Catarina, a nona loja da bandeira atacadista da rede. A nova loja conta com 4,4 mil metros quadrados de área de vendas e um mix de mais de 12 mil produtos. A estrutura tem estacionamento para 400 veículos e 30 caixas de atendimento. O empreendimento gerou 120 empregos diretos, o valor da operação não foi divulgado. A abertura em Braço do Norte consolida a presença do Combo em polos estratégicos de Santa Catarina. 

A bandeira atacadista já opera em Araranguá, Criciúma, Forquilhinha, Içara, Palhoça, São José, Sombrio e Tubarão. O Grupo Giassi é formado pelas bandeiras Giassi Supermercados e Combo Atacadista. Com a nova unidade, o grupo soma 27 lojas, 18 no formato varejo e nove no atacado, e mais de 8 mil colaboradores. A Giassi é a 73ª maior empresa da região e também a 18ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital na íntegra clicando aqui).


https://amanha.com.br/categoria/empresa/grupo-giassi-inaugura-nova-unidade-do-atacadista-catarinense-combo

Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos

 


A região Sul manteve o maior percentual de participação na base de cooperados 
 
 
O crédito cooperativo continuou ampliando sua presença no país alcançando 59% dos municípios, sendo que a região Sul lidera esse índice (97,2%)

 

 

As cooperativas de crédito mantiveram trajetória de crescimento expressiva ao longo de 2025. É o que mostra o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), publicação anual do Banco Central do Brasil que analisa a evolução do segmento e seus principais indicadores econômico-financeiros. O SNCC continuou ampliando sua presença no país e expandindo sua rede de atendimento, alcançando 59% dos municípios brasileiros, sendo que a região Sul lidera esse índice (97,2%), seguida pelo Centro-Oeste (80,3%) e Sudeste (76,4%).

A base de cooperados registrou crescimento expressivo, totalizando 21,2 milhões ao final do ano, sendo 17,8 milhões de pessoas físicas e 3,4 milhões de pessoas jurídicas. Todas as regiões registraram crescimento no número de cooperados, mas as regiões Norte e Nordeste ainda apresentam baixa representatividade e elevado potencial de crescimento. Os maiores percentuais de crescimento na base de associados foram observados na região Norte, no caso das Pessoas Físicas (+15,4%), e na região Nordeste, no caso das Pessoas Jurídicas (+19,8%). A região Sul manteve o maior percentual de participação na base de cooperados, com 46,1% das Pessoas Físicas e 38,5% das Pessoas Jurídicas.

O cooperativismo de crédito avançou entre a população do país em todas as regiões. O percentual da população associada a cooperativas de crédito aumentou em todas as regiões, chegando a 8,4% ao final de 2025. Os destaques foram a região Sul (+1,7 ponto percentual), que deteve o maior percentual de associação (26,3%), e o Centro-Oeste (+0,9 ponto percentual), a segunda com maior percentual de associação (12%). Os ativos totais do segmento ultrapassaram a marca de R$ 1 trilhão, com crescimento sustentado principalmente pelo avanço das operações de crédito, que permanecem como principal componente dos ativos.

"O setor também manteve expansão das captações, reforçando sua capacidade de financiamento das operações concedidas às micro, pequenas e médias empresas e ao setor agroindustrial. O risco da carteira de crédito do SNCC aumentou em 2025, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas. Ainda assim, o nível de provisões permaneceu superior às perdas esperadas", destaca o relatório do Banco Central.

Em 2025, Ano Internacional das Cooperativas (ONU), o anuário 500 MAIORES DO SUL publicou um ranking especial do cooperativismo, que abrange os setores de produção, saúde e crédito, reconhecendo seu impacto nas comunidades. O ranking é publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Leia o anuário digital completo clicando neste link.

 

 https://amanha.com.br/categoria/economia/cooperativas-de-credito-superam-r-1-trilhao-em-ativos


quinta-feira, 9 de julho de 2026

IBGE prorroga inscrições para o Censo Agropecuário até 9 de julho; veja como se inscrever

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prorrogou as inscrições para o processo seletivo simplificado do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Os interessados têm até esta quinta-feira, 9 de julho, às 14h, para se candidatar às mais de 8 mil vagas temporárias em todo o país.

O que aconteceu

  • As inscrições para o processo seletivo do Censo Agropecuário do IBGE foram prorrogadas até 9 de julho.
  • São ofertadas 8.238 vagas temporárias de nível médio, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008.
  • A seleção inclui prova objetiva e reserva de vagas para candidatos de cotas.

Como se inscrever e qual a taxa de participação

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio do site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), banca responsável pela seleção. A taxa de participação é de R$ 53.

O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

Vagas temporárias oferecidas e os benefícios

Ao todo, a seleção oferece 8.238 vagas temporárias distribuídas entre cinco cargos de nível médio. Os salários variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios.

As oportunidades estão distribuídas por todas as regiões do país e contemplam funções nas áreas administrativa, operacional, de supervisão e de suporte tecnológico para a realização do levantamento.

Além da remuneração, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Os profissionais atuarão na coleta de informações em campo, supervisão de equipes, apoio administrativo e suporte às operações do Censo Agropecuário.

Quais os requisitos para as vagas temporárias do IBGE?

Todos os cargos exigem ensino médio completo. Os candidatos também devem:

  • ter pelo menos 18 anos na data da contratação;
  • estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • estar em dia com o serviço militar, no caso dos homens;
  • possuir aptidão física e mental para o exercício da função;
  • cumprir os demais requisitos previstos no edital.

Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é obrigatória Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida.

Como funciona o processo de seleção

O processo seletivo contará com uma prova objetiva composta por 60 questões de múltipla escolha.

A avaliação abordará conteúdos de:

  • Língua Portuguesa;
  • Raciocínio Lógico;
  • Ética no Serviço Público;
  • Geografia;
  • conhecimentos específicos de cada cargo.

A prova será aplicada no dia 27 de setembro, no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, com duração de quatro horas.

Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total e acertar ao menos uma questão de cada disciplina exigida para o cargo.

Critérios de cotas para vagas

O edital também prevê reserva de vagas para grupos específicos:

  • 25% para candidatos pretos e pardos;
  • 5% para pessoas com deficiência;
  • 3% para indígenas;
  • 2% para quilombolas.

Os candidatos inscritos nas cotas também disputarão as vagas da ampla concorrência, desde que atendam aos procedimentos de validação previstos no edital.

Contrato temporário pode durar até quatro anos

Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas atividades do Censo Agropecuário 2026.

Os contratos poderão ser prorrogados conforme a necessidade do IBGE e o andamento dos trabalhos, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação para contratações temporárias.

Durante o vínculo, os profissionais passarão por avaliações periódicas de desempenho, que considerarão critérios como assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades desenvolvidas. O contrato poderá ser encerrado caso o desempenho seja considerado insatisfatório.

Além das vagas imediatas, o processo seletivo também formará cadastro de reserva. Os candidatos classificados poderão ser convocados ao longo da execução do Censo Agropecuário, conforme surgirem novas demandas ou substituições.

Cronograma do processo seletivo

  • 9 de julho — encerramento das inscrições;
  • 21 de setembro — divulgação do cartão de convocação para a prova;
  • 27 de setembro — aplicação da prova objetiva;
  • 28 de setembro — divulgação do gabarito preliminar;
  • 3 de novembro — resultado definitivo da prova objetiva;
  • 18 de dezembro — divulgação do resultado final da seleção.
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  •  https://istoedinheiro.com.br/ibge-prorroga-concurso-censo-agropecuario
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Governo adia retirada de subsídio da gasolina

 

O governo federal adia retirada de subsídio da gasolina nesta quinta-feira (9), após a escalada dos preços internacionais do petróleo, impulsionada pela intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã. A decisão foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em meio à volatilidade do mercado global, que pressiona as cotações do barril.

Segundo o ministro Dario Durigan, a equipe econômica planejava anunciar o encerramento, total ou parcial, da subvenção ainda nesta semana. Contudo, a valorização superior a 5% do barril de petróleo, registrada na quarta-feira (8), levou o governo a postergar a decisão para reavaliar o cenário.

O que aconteceu

  • O governo federal decide adiar a retirada do subsídio da gasolina devido à alta do preço internacional do petróleo.
  • A escalada dos preços é resultado da intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a decisão será reavaliada na próxima semana.

“Essa semana eu ia anunciar a retirada do subsídio da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo”, afirmou Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.

O ministro acrescentou que a avaliação será refeita nos próximos dias e que, caso o cenário internacional se estabilize, o governo pretende iniciar a retirada do benefício, seguindo um cronograma prudente.

“Semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente, como próximo passo”, disse o chefe da pasta da Fazenda, indicando a intenção de manter o planejamento inicial assim que possível.

Por que o subsídio à gasolina foi implementado?

A subvenção foi anunciada pelo governo em maio como parte das medidas para mitigar os efeitos da instabilidade no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil. O objetivo principal era proteger o consumidor da volatilidade do mercado internacional de petróleo.

O benefício, válido tanto para a gasolina importada quanto para a produzida no país, foi fixado em R$ 0,44 por litro e tinha duração prevista de dois meses. Antes da nova escalada do conflito, a expectativa da equipe econômica era encerrar gradualmente o programa, seguindo o mesmo modelo adotado para o diesel.

Um pacote de medidas mais amplo

O subsídio à gasolina integra um pacote de auxílios maior, anunciado pelo governo em abril, para enfrentar o aumento dos custos provocado pela valorização do petróleo no mercado internacional. Essas ações visam proteger diversos setores da economia e a população em geral.

Entre as medidas já adotadas pelo governo federal, destacam-se:

  • subsídio ao diesel produzido ou importado;
  • isenção de tributos federais sobre o biodiesel;
  • subsídio ao gás de cozinha;
  • auxílio ao querosene de aviação;
  • linhas de crédito voltadas ao setor aéreo.

O incentivo ao diesel foi encerrado em 1º de julho. A expectativa era de que a gasolina seguisse o mesmo caminho nos dias seguintes, mas a mudança abrupta no cenário internacional forçou o governo a reavaliar o cronograma de desoneração.

Conflito no Oriente Médio pressiona o mercado

A cautela da equipe econômica brasileira ocorre após uma nova ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. Esse conflito geopolítico tem gerado incertezas e impactado diretamente o preço da commodity.

Na quarta-feira (8), o Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom) informou ter realizado ataques contra cerca de 90 alvos considerados estratégicos ao longo da costa iraniana. Segundo os militares, foram atingidos sistemas de defesa aérea, instalações de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, estruturas navais e centros logísticos do país persa.

A operação deu sequência aos bombardeios iniciados na terça-feira (7), quando os Estados Unidos afirmaram ter atacado aproximadamente 80 alvos militares iranianos, incluindo embarcações ligadas à Guarda Revolucionária. A intensificação das ações militares elevou a preocupação dos mercados com possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo, pressionando as cotações internacionais e levando o governo brasileiro a adiar qualquer mudança na política de subsídios aos combustíveis para evitar repassar essa volatilidade ao consumidor final.

Paramount adia aquisição da Warner Bros por pressão do Oregon

 

A aquisição da Warner Bros pela Paramount, avaliada em US$110 bilhões, foi adiada para depois de 22 de julho, estendendo o prazo para a conclusão do negócio por mais uma semana. A decisão é um desdobramento da intervenção do gabinete do procurador-geral do Oregon.

O gabinete do procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, solicitará nesta quarta-feira a um tribunal do condado de Multnomah que ordene à empresa a entrega de documentos. O objetivo é adiar a conclusão do negócio por 60 dias, para que o Estado possa realizar uma análise aprofundada dos termos da transação.

O que aconteceu

  • A aquisição da Warner Bros pela Paramount, no valor de US$110 bilhões, foi postergada.
  • O procurador-geral do Oregon solicitou mais tempo e documentos para analisar a transação.
  • O novo prazo para a conclusão do negócio foi estendido para depois de 22 de julho.

Anteriormente, a Paramount já havia comunicado ao Oregon que não fecharia a transação antes de 16 de julho, conforme informado pelo gabinete de Rayfield. Em uma audiência preliminar sobre o pedido do Estado, realizada nesta quarta-feira, a empresa alterou novamente esse prazo, cedendo à pressão e às exigências de transparência do gabinete.

Por que o Oregon intervém nesta aquisição?

A intervenção do estado do Oregon reflete a preocupação das autoridades regulatórias com megatransações que podem impactar a concorrência e o interesse público. A solicitação de documentos e o adiamento do prazo visam garantir que todos os aspectos legais e mercadológicos da aquisição bilionária sejam devidamente escrutinados antes de sua finalização.

A postura combativa do gabinete do procurador-geral sublinha o papel fiscalizador dos estados em grandes operações corporativas, assegurando que os trâmites ocorram com total conformidade e transparência.

 

 

 https://istoedinheiro.com.br/paramount-adia-aquisicao-da-warner-bros-por-pressao-do-oregon

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Empresas têm três anos para adaptar suas infraestruturas à IA

 


Pesquisa da Cisco alerta que 71% das empresas brasileiras atingirão limites de capacidade de rede em dois anos 
 
 
No Brasil, 74% das organizações afirmam ter a necessidade de atualizar suas redes, enquanto no mundo esse índice chega a 76%
 
 
 
O uso generalizado de IA já está pressionando a infraestrutura das empresas. Um novo estudo da Cisco, em parceria com a Foundry Research, revela que empresas ao redor do mundo têm até três anos para atualizar suas infraestruturas de rede a fim de suportar a crescente demanda impulsionada pela IA. Apesar de a metade das organizações já possuir ampla implementação de IA generativa, a aceleração tecnológica contrasta com a infraestrutura atual, pois 73% das companhias globalmente afirmam que suas redes atingirão limites de capacidade em 24 meses. Entre as corporações brasileiras, esse percentual é de 71%. 

O levantamento também aponta que 95% das empresas brasileiras já relatam dificuldades para acompanhar a evolução das ameaças de segurança impulsionadas pela IA, acima dos 92% registrados na média global. Além disso, 85% das corporações no mundo esperam uma expansão moderada ou significativa do uso de IA agêntica nos próximos dois anos. A pesquisa ouviu 3.472 líderes de TI em todo o mundo, incluindo o Brasil, e aponta um cenário de rápida adoção da IA generativa e de agentes de IA, ao mesmo tempo em que expõe limitações críticas nas redes corporativas. No Brasil, 74% das organizações afirmam ter a necessidade de atualizar suas redes, enquanto no mundo esse índice chega a 76%. Já 82% dos líderes brasileiros dizem estar mais confiantes em suas estratégias de IA do que na capacidade de suas redes de suportá-las.

O tráfego de rede deve triplicar à medida que a IA Agêntica se expandir

A pesquisa indica que, em até três anos, o tráfego de rede deverá triplicar com a expansão da IA agêntica. Entre as organizações mais avançadas, um terço já opera com implementações amplas dessa tecnologia, enquanto 97% planejam expandir seu uso nos próximos dois anos. Como esses sistemas operam em alta velocidade e geram grandes volumes de dados, eles aumentam a pressão sobre infraestruturas que não foram projetadas para esse nível de demanda.

A capacidade das redes chegará ao limite
Identificado como um dos gargalos centrais de infraestrutura, o Wi-Fi é o fator que mais impulsiona a necessidade de maior capacidade nas redes das empresas. Embora quase todas as companhias planejem atualizar suas redes nos próximos anos, 91% dos executivos no Brasil apontam as limitações de orçamento como um desafio significativo para essa evolução.

As superfícies de ataque estão expandindo, enquanto a observabilidade se torna um desafio
A segurança e a observabilidade também aparecem como desafios centrais. No Brasil, 95% dos entrevistados relatam dificuldades para acompanhar a evolução das ameaças, enquanto 88% afirmam já perceber impactos negativos do uso de IA na segurança. Globalmente, esse índice é de 90%. Ao mesmo tempo, cresce uma lacuna de observabilidade, já que as ferramentas tradicionais de monitoramento têm dificuldade para acompanhar os fluxos dinâmicos e intensos de comunicação gerados pela IA Agêntica.
 
 
 
 https://amanha.com.br/categoria/infraestrutura/com-a-ia-71-das-empresas-brasileiras-atingirao-limites-de-capacidade-de-rede-em-dois-anos?utm_campaign=NEWS+DI%C3%81RIA+PORTAL+AMANH%C3%83&utm_content=Empresas+t%C3%AAm+tr%C3%AAs+anos+para+adaptar+suas+infraestruturas+%C3%A0+IA+-+Grupo+Amanh%C3%A3&utm_medium=email&utm_source=dinamize&utm_term=News_Amanh%C3%A3_08_07_2026