quarta-feira, 29 de julho de 2026

Unilever registra maior alta em volume de vendas dos últimos 16 anos 29/07/2026

 Imagem destaque: Unilever fecha acordo com a McCormick para união de negócios de alimentos

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  A Unilever registrou crescimento orgânico de vendas de 5,8% no segundo trimestre, impulsionada por uma alta de 5,5% nos volumes — o maior avanço no indicador desde 2010, quando avançou 7,6%. O desempenho foi liderado pelas divisões de Cuidados com o Lar (+9,1%) e Beleza e Bem-Estar (+8,1%). Em contrapartida, o segmento de alimentos avançou apenas 0,2%, reforçando a estratégia da companhia de se desfazer da área. A Unilever planeja combinar seu negócio de alimentos com a norte-americana McCormick até 2027, em uma operação avaliada em mais de US$ 65 bilhões. Saiba mais!

 

 https://gironews.com/informacoes-de-fornecedores/unilever-registra-maior-alta-de-volume-em-16-anos-no-2o-trimestre/

 

Setor atacadista e distribuidor cresce 6,4% no primeiro semestre, aponta ABAD

 


Imagem destaque: Setor atacadista e distribuidor cresce 6,4% no primeiro semestre, aponta ABAD
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Os dados mais recentes do Termômetro ABAD – Inteligência de Mercado, estudo realizado periodicamente em parceria com a NielsenIQ/Mtrix, mostram que o canal indireto manteve o ritmo de crescimento no primeiro semestre de 2026. O segmento foi puxado pela recuperação das vendas, principalmente em volume, no mês de junho, que reverteu a desaceleração observada no mês anterior. No consolidado de janeiro a junho de 2026, o canal registra crescimento de 6,4% no faturamento, acompanhado por um leve crescimento no volume de vendas (+0,4%). O resultado foi sustentado também pelo aumento do preço médio (+5,9%) e pelo crescimento do ticket médio por ponto de venda (+5,7%), enquanto o número de PDVs permanece praticamente estável (+0,7%).

Varejo Alimentar e Food Service

  No canal de varejo alimentar, o acumulado de janeiro a junho registrou crescimento de 4,5% no faturamento, acompanhado de leve queda no volume de vendas (-0,6%) e aumento de 5% no preço médio. O ticket médio por PDV avançou 5,2%, enquanto o número de pontos de venda apresentou retração de -0,7%. O food service também mantém trajetória positiva em 2026. Entre janeiro e junho, o faturamento acumulou alta de 8,4%, impulsionado pelo crescimento de 1,9% no volume de vendas, avanço de 6,3% no preço médio e aumento de 3,6% no número de PDVs. O ticket médio por estabelecimento cresceu 4,6%, considerando uma base superior a 335 mil estabelecimentos.

 

 https://gironews.com/atacado-cash-carry/setor-atacadista-e-distribuidor-cresce-64-no-primeiro-semestre-aponta-abad/

Shopee amplia operação fulfillment e registra crescimento de 15 vezes

 


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Crédito: Reprodução / Folha Metropolitana

 

 A Shopee registrou crescimento de 15 vezes no número de pedidos processados por meio de suas operações de fulfillment no último ano. Segundo a plataforma, parte desse crescimento está associada à capacidade do Full em garantir entregas até três vezes mais rápidas do que os modelos convencionais. 

Na modalidade, os produtos são armazenados nos centros logísticos Fulfillment da Shopee, o que reduz etapas de envio após a compra. Em 2026, a companhia fortaleceu a operação Full com a inauguração de três centros de fulfillment, chegando a cinco unidades em funcionamento no Brasil, localizadas em São Paulo, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Os complexos operam integrados à malha logística da Shopee, que reúne 22 centros de distribuição e 200 hubs de primeira e última milha em todo o país.

 

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99Compras chega a São Paulo e aposta em parcerias para fortalecer presença no varejo digital

 


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Créditos: Divulgação

 Em evento realizado para a imprensa nesta terça-feira (28), a 99 lançou oficialmente a 99Compras na capital paulista, ampliando a operação que já estava presente em Goiânia, Grande ABC e Guarulhos. A plataforma reúne diferentes categorias para compras do dia a dia, como supermercados, farmácias e pet shops, e já estreia com mais de 3 mil parceiros comerciais e uma rede de 200 mil entregadores. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Douglas Fabian, gerente executivo de inteligência comercial da 99, destacou a estratégia da companhia, os aprendizados obtidos antes da chegada à cidade e as perspectivas para o mercado de compras online de supermercado.

 "A gente aprendeu muito com Goiânia, com a capacidade de testar o processo de ponta a ponta. Entender quanto tempo a logística leva para entregar, como o entregador vai reagir e tudo mais. Para São Paulo, a gente amplia um pouco essa dificuldade. É uma cidade gigantesca, mas a gente também tem outros dados, pois não estamos iniciando algo totalmente novo, nem para a gente, nem para o nosso usuário. Então, realizamos um cruzamento de informações, entendendo onde o usuário de restaurante pede mais e qual é a densidade que a gente precisa ter. Foi esse aprendizado que trouxe para a escolha de São Paulo, que é a maior economia do Brasil e muito relevante para o nosso negócio", afirma o executivo.

Parcerias impulsionam expansão

 A chegada da 99Compras à capital paulista faz parte da estratégia de expansão da 99, que busca ampliar sua presença no varejo digital por meio de parcerias que vão desde as grandes redes até os pequenos varejistas. Segundo Douglas Fabian, a plataforma pretende ampliar o acesso desses estabelecimentos ao ambiente digital, acompanhando o comportamento do consumidor. "São Paulo tem uma penetração relevante de grandes redes, mas também muito comércio local. A 99 traz justamente como ajudar esse pequeno varejista, a pequena farmácia e o pequeno supermercado a entrar no mundo digital e acessar os clientes. O consumidor hoje é omnichannel. São Paulo tem uma boa diversidade de varejistas, de pequeno, médio e grande porte, o que nos permite oferecer uma boa variedade para os nossos clientes", destaca.

Ecossistema fortalece operação

 Além das parcerias, a 99 aposta em seu próprio ecossistema para fortalecer a operação da 99Compras. Como a funcionalidade está integrada ao aplicativo da empresa, o consumidor não precisa baixar uma nova plataforma, o que facilita a adesão ao serviço. "A gente já conversa com o nosso usuário. Não é uma marca nova. O nosso usuário já usa a 99 de outras formas. Hoje, temos 25 milhões de usuários no 99Pay e 60 milhões na mobilidade. É muito mais fácil trazer esse usuário para fazer supermercado ou farmácia. Provavelmente ele usou a mobilidade, abriu o aplicativo e é nesse momento que a gente consegue mostrar que também pode pedir supermercado e farmácia", afirma o gerente.

Mercado ainda tem potencial

 Para a 99, o mercado brasileiro de compras de supermercado por aplicativos ainda está longe do seu potencial. A alta presença de smartphones e o acesso à internet criam um cenário favorável para a expansão do comércio digital, embora o país ainda esteja atrás de mercados mais maduros nesse segmento. "O Brasil tem uma preparação muito boa para o e-commerce. Quando a gente compara com outros mercados, o Brasil ainda está muito aquém do potencial. Na China, por exemplo, mais de 50% das vendas do Walmart já são online. No Brasil, um dos principais players chega perto de 12%. Existe um caminho muito grande, e a gente acredita que este é um momento único para aproveitar essa oportunidade e ajudar o pequeno, o médio e o grande varejista a surfar essa onda", finaliza Douglas.


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Grupo Coutinho reabre lojas compradas da rede Quitanda no Espírito Santo

 


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Créditos: Reprodução/ Folha Vitória


 O Grupo Coutinho iniciou, ontem (28), a reabertura das três unidades da antiga rede Quitanda, localizadas em Vitória (ES). As lojas serão abertas de forma escalonada ao longo da semana e passarão, gradualmente, a operar sob a bandeira Extraplus. A unidade de Mata da Praia foi a primeira a reabrir, seguida por Jardim Camburi, nesta quarta-feira (29), e Morada de Laranjeiras, que retomará o funcionamento amanhã (30). Com as novas operações, o grupo amplia sua presença na Grande Vitória e mantém a meta de alcançar 60 lojas até 2028.

Lojas migrarão para a bandeira Extraplus

 Inicialmente, as unidades continuarão operando com a marca Quitanda, mas já integradas à operação do Grupo Coutinho. A expectativa é concluir as adaptações e reinaugurar as três lojas sob a bandeira Extraplus ainda neste ano. O grupo prevê melhorias no mix de produtos, manutenção e adequações estruturais. "Estamos atentos às oportunidades de mercado, crescendo de forma sustentável e responsável, reforçando o nosso compromisso com o desenvolvimento da economia capixaba e com a geração de emprego e renda nas regiões onde atuamos", afirma Fabrício Coutinho, vice-presidente do Grupo Coutinho. 

 

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IPCA-15 desacelera em julho e impulsiona aposta em novo corte da Selic

A prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma desaceleração significativa em julho. Com alta de apenas 0,06% no mês, o dado veio abaixo das expectativas do mercado financeiro e fortalece as apostas de um novo corte na taxa Selic pelo Banco Central. A leitura, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contrasta com o aumento de 0,41% observado em junho.

O que aconteceu

  • O IPCA-15 desacelera para 0,06% em julho, surpreendendo o mercado financeiro com uma leitura abaixo do esperado.
  • A inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,52%, aproximando-se do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
  • O resultado reforça a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará um novo corte na taxa Selic em sua próxima reunião.

Os dados divulgados pelo IBGE vieram abaixo do consenso dos economistas, que esperavam uma alta próxima de 0,20% no período. Além da desaceleração mensal, o indicador acumulado em 12 meses recuou de 4,80% para 4,52%, voltando a ficar mais próximo do limite superior da meta de inflação, de 4,5%.

Na avaliação de analistas, o desempenho reforça a percepção de que o processo de desinflação continua em curso, ainda que de forma gradual. Esse cenário é visto como um fator crucial para a tomada de decisões na política monetária.

Como a queda dos alimentos impacta a inflação?

Entre os fatores que contribuíram para o resultado de julho está a redução dos preços de alimentos, componente que vinha pressionando o índice nos últimos meses. Esta queda aliviou parte da pressão sobre o custo de vida das famílias brasileiras.

Por outro lado, itens como energia elétrica ainda exerceram influência sobre a inflação, impedindo uma desaceleração ainda maior. A combinação entre alimentos mais baratos e uma inflação mais moderada foi vista pelo mercado como um sinal positivo para a condução da política monetária.

Mercado amplia apostas em novo corte da Selic

Com um IPCA-15 abaixo das expectativas, economistas passaram a considerar mais provável que o Banco Central mantenha o ciclo de flexibilização monetária iniciado neste ano. Esta percepção aumenta a pressão sobre o Comitê de Política Monetária (Copom) para atuar.

Embora a autoridade monetária continue enfatizando cautela e a necessidade de acompanhar o comportamento da inflação de serviços, o novo dado reduz parte da pressão sobre o Copom e fortalece a expectativa de um novo corte na Selic nas próximas reuniões. A expectativa é que o ritmo de queda da taxa básica de juros possa ser mantido.

Quais os próximos desafios para a política monetária?

Apesar do alívio, especialistas destacam que ainda é cedo para concluir que a inflação está totalmente controlada. Questões como o cenário fiscal, o comportamento do câmbio, a atividade econômica e os preços administrados continuam no radar do Banco Central e podem influenciar as próximas decisões sobre juros.

Ainda assim, o resultado de julho representa um importante sinal de desaceleração dos preços e tende a influenciar as projeções para inflação, juros, Bolsa e mercado de renda fixa nas próximas semanas. Acompanhar a evolução desses indicadores será fundamental.

Principais números do IPCA-15 de julho

IndicadorResultado
IPCA-15 de julho0,06%
IPCA-15 de junho0,41%
Acumulado no ano3,51%
Acumulado em 12 meses4,52%

A divulgação do IPCA-15 é acompanhada de perto pelo mercado financeiro por ser considerada uma prévia da inflação oficial e um dos principais indicadores utilizados pelo Banco Central para calibrar a política monetária. O comportamento do índice costuma influenciar diretamente as expectativas para a taxa Selic, o crédito, os investimentos e o desempenho dos ativos brasileiros.

 

 https://istoedinheiro.com.br/ipca-15-desacelera-julho-corte-selic

Investimento direto no Brasil avança 33% e supera expectativas

 

Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil registraram um forte avanço no primeiro semestre de 2026, superando as expectativas do mercado. Dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC) revelam que o país recebeu US$ 46,986 bilhões em Investimento Direto no País (IDP) entre janeiro e junho, um aumento de cerca de 33% em relação ao mesmo período do ano passado, com o mês de junho impulsionando o resultado.

O que aconteceu

  • O Investimento Direto no País (IDP) no Brasil cresceu 33% no primeiro semestre de 2026, totalizando US$ 46,986 bilhões.
  • Apenas em junho, o ingresso de capital estrangeiro atingiu US$ 9,075 bilhões, um valor significativamente acima da projeção de US$ 5 bilhões do mercado.
  • O Banco Central revisou para cima sua expectativa para o IDP em 2026, de US$ 70 bilhões para US$ 75 bilhões, sinalizando otimismo.

O principal destaque do período foi o resultado de junho. O ingresso líquido de US$ 9,075 bilhões superou com folga a estimativa de analistas consultados pela Reuters, que esperavam cerca de US$ 5 bilhões. No mesmo mês de 2025, o fluxo havia sido de US$ 3,068 bilhões, evidenciando uma aceleração significativa na entrada de capital estrangeiro.

Com isso, o acumulado do primeiro semestre atingiu quase US$ 47 bilhões, consolidando um dos melhores desempenhos recentes para o investimento produtivo no país.

Como as exportações fortalecem a entrada de capital?

Segundo o Banco Central, parte desse desempenho está relacionada ao bom momento das exportações brasileiras. O aumento das receitas com vendas externas tornou empresas instaladas no Brasil mais atrativas para investidores internacionais.

O cenário foi favorecido pelos preços elevados do petróleo no mercado internacional e pelo desempenho das exportações de commodities como soja e carne bovina, que contribuíram para fortalecer o setor externo da economia brasileira.

Banco Central eleva projeção para o ano

Diante da melhora do cenário, o Banco Central revisou recentemente sua estimativa para o Investimento Direto no País (IDP) em 2026.

A previsão passou de US$ 70 bilhões para US$ 75 bilhões, refletindo a expectativa de continuidade da entrada de recursos destinados à expansão de empresas, abertura de novas operações e projetos produtivos no Brasil.

Mesmo com a revisão para cima, a estimativa ainda permanece ligeiramente abaixo dos US$ 78 bilhões registrados ao longo de 2025.

Déficit em conta corrente também melhora

Além do crescimento do investimento direto, o Banco Central informou que o déficit em transações correntes apresentou redução em junho.

O saldo negativo ficou em US$ 2,330 bilhões, abaixo dos US$ 5,177 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado e também inferior às expectativas do mercado. A melhora foi sustentada pelo desempenho da balança comercial, que registrou superávit de US$ 8,830 bilhões em junho.

O que é o investimento direto no país (IDP)?

O Investimento Direto no País (IDP) representa os recursos aplicados por empresas e investidores estrangeiros em ativos produtivos no Brasil, como abertura de fábricas, aquisição de empresas, ampliação de operações e novos projetos de longo prazo.

Diferentemente dos investimentos financeiros de curto prazo, esse tipo de capital costuma ser visto como um indicador da confiança dos investidores na economia brasileira e em seu potencial de crescimento.

Principais números do investimento estrangeiro

IndicadorResultado
Investimento direto em junhoUS$ 9,075 bilhões
Projeção do mercadoUS$ 5,0 bilhões
Acumulado do 1º semestreUS$ 46,986 bilhões
Crescimento sobre 202533%
Projeção do BC para 2026US$ 75 bilhões

O avanço do investimento direto reforça a percepção de que o Brasil continua atraindo capital produtivo, especialmente em um contexto de exportações aquecidas e melhora dos indicadores externos. Para o mercado, esse fluxo tende a favorecer a atividade econômica, ampliar a capacidade de investimento das empresas e contribuir para o crescimento do país ao longo de 2026.