quinta-feira, 16 de julho de 2026

Executivos chegam para fortalecer a estrutura comercial da healthtech Inovamotion

 

Parceria visa acelerar a expansão da solução desenvolvida para rastreamento e gestão inteligente de instrumentais cirúrgicos 
 
Amilton César Schmidt, Fabrício Martins e Loadi Slongo: executivos que lideram a expansão comercial do Sara System por meio da parceria entre Inovamotion e a Consultoria ISEE

 

 

A gestão de instrumentais cirúrgicos e dos Centros de Material e Esterilização (CME) são áreas ainda pouco digitalizadas e seguem pressionadas pelo aumento dos custos e pela necessidade de elevar a produtividade sem comprometer a segurança dos pacientes. Para enfrentar esse desafio, a Inovamotion, healthtech brasileira sediada em Florianópolis(SC), firmou uma parceria estratégica com a ISEE, consultoria e assessoria empresarial com mais de 15 anos de expertise, especializada em saúde e inteligência de custos e processos hospitalares. O objetivo é acelerar a expansão do Sara System, solução desenvolvida pela healthtech para rastreamento e gestão inteligente de instrumentais cirúrgicos, combinando tecnologia, conhecimento operacional e experiência acumulada em mais de 200 hospitais brasileiros.

A Inovamotion traz a expertise tecnológica e a experiência prática em rastreabilidade hospitalar. Já a ISEE agrega um histórico de atuação em gestão, custos e implantação de sistemas em instituições de diferentes portes, além de um profundo conhecimento sobre os desafios enfrentados por CMEs e centros cirúrgicos. O Sara System alcançou um nível de maturidade que exige uma estrutura comercial igualmente especializada. "Buscamos profissionais que conhecem profundamente a realidade dos hospitais e que compartilham da nossa visão de que a tecnologia só gera valor quando resolve problemas concretos da operação. A parceria com a ISEE fortalece nossa capacidade de levar essa transformação a um número cada vez maior de instituições de saúde", afirma Juliano Perfeito, CEO da Inovamotion. 

À frente dessa iniciativa estão três executivos e sócios com longa trajetória no setor. O cientista da computação Amilton César Schmidt, especialista em gestão estratégica de custos e atua há quase duas décadas na área hospitalar. Ao longo da carreira, participou de projetos em centenas de hospitais e acompanhou de perto a dificuldade das instituições em mensurar custos e identificar oportunidades de eficiência. Também integra a parceria Fabrício Martins, executivo com mais de 20 anos de experiência em tecnologia para saúde, incluindo passagens pela Wheb Sistemas e pela Philips. Com foco em gestão e expansão comercial, ele observa que a digitalização das áreas hospitalares deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade.

A frente comercial da parceria é conduzida por Fabrício e também por Loadi Slongo, profissional com mais de 15 anos de experiência em implantação de soluções hospitalares e relacionamento com grandes instituições do país. Ao longo da carreira, atuou junto a hospitais como Sírio-Libanês, HCor, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Rede D'Or, acumulando conhecimento sobre as rotinas e desafios do ambiente cirúrgico.


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Brasil já produziu 100 milhões de veículos

 

Produção nacional foi iniciada em 1956 
 
 

 

 

O Brasil alcançou, na última semana, a marca histórica de 100 milhões de veículos produzidos, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).  Atualmente, a indústria automotiva brasileira conta com um parque industrial distribuído por diversas regiões do país e responde por cerca de 20% do PIB industrial. Ao longo de toda a cadeia produtiva, que inclui montadoras, fabricantes de autopeças, concessionárias, logística e serviços, o setor é responsável por aproximadamente 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos, além de estar entre os maiores investidores privados em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O resultado reflete sete décadas de desenvolvimento da indústria automotiva nacional. A produção no país começou em 1956, com a criação do Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia), durante o governo de Juscelino Kubitschek. A política industrial implementada naquele período deu origem a uma cadeia produtiva que permitiu ao Brasil se consolidar entre os principais produtores de veículos do mundo. O marco é alcançado em um período de novos investimentos na indústria automotiva. As montadoras anunciaram aproximadamente R$ 180 bilhões para os próximos anos, destinados à modernização das fábricas, ao desenvolvimento de novas tecnologias, à ampliação da engenharia nacional e à produção de veículos mais eficientes e alinhados às demandas da transição energética.

O resultado também coincide com um momento positivo para o setor. No primeiro semestre de 2026, a indústria automotiva registrou desempenho acima das expectativas, levando a Anfavea a revisar para cima as projeções para o ano. A expectativa é que o Brasil volte a superar a marca de 3 milhões de emplacamentos, patamar não registrado desde 2014, enquanto a produção deve alcançar cerca de 2,8 milhões de veículos, o melhor resultado desde 2019.

Apesar desse cenário, permanecem desafios para ampliar a competitividade da produção nacional. O crescimento do mercado interno continua superior ao da fabricação local, enquanto o aumento das importações, a recuperação das exportações e a necessidade de um ambiente regulatório estável seguem como temas relevantes para assegurar a continuidade dos investimentos e ampliar a capacidade produtiva da indústria brasileira. Os investimentos anunciados também ampliam as condições para que o Brasil avance na mobilidade de baixo carbono, combinando eletrificação, biocombustíveis e desenvolvimento tecnológico em um modelo compatível com as características da matriz energética nacional.

 

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Governo dos EUA confirma novas tarifas para o Brasil

 

Alíquota adicional de 25% atingirá uma série de produtos 
 
 

Novo tarifaço pode comprometer negócios e empregos no Sul

 

Federações industriais de SC e do RS temem impactos negativos sobre investimentos e renda

Competitividade industrial da região será colocada em xeque, estimam entidades

 

As federações industrias de Santa Catarina (Fiesc) e do Rio Grande do Sul (Fiergs) temem que a decisão anunciada nesta quarta-feira (15) pelo governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros traga impactos negativos, especialmente sobre a competitividade. A federação paranaense (Fiep) deve se pronunciar posteriormente, após analisar os detalhes do teor da decisão.

Para a Fiergs, a medida amplia as barreiras ao comércio bilateral e traz novos desafios para a indústria gaúcha, especialmente para segmentos com forte presença nas exportações ao mercado norte-americano, como armas e munições, madeira, calçados e tabaco. Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o anúncio compromete a competitividade das empresas, reduz a previsibilidade dos negócios e pode gerar impactos sobre investimentos, emprego e renda no Rio Grande do Sul. "É um retrocesso nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e impõe mais um desafio à indústria brasileira e gaúcha. É fundamental que o governo brasileiro mantenha as negociações com as autoridades norte-americanas para buscar a reversão dessa medida e ampliar a lista de produtos contemplados por exceções", avalia, por meio de nota.

Em caso de manutenção das medidas, Bier defende a implantação de medidas compensatórias. "Ao mesmo tempo, é necessário preparar políticas públicas de apoio aos setores mais afetados, nos moldes das iniciativas adotadas no ano passado, com linhas especiais de financiamento e iniciativas para auxiliar as empresas impactadas. O momento exige uma atuação coordenada, técnica e diplomática para preservar a capacidade competitiva da indústria brasileira e minimizar os efeitos sobre a economia e o emprego", ressalta.

Estudo da Fiesc revela que o novo regime aduaneiro imposto pelos Estados Unidos desenha um cenário desafiador para o estado, com estimativas de impacto relevante sobre as indústrias exportadoras. "O impacto projetado para esta nova fase tarifária é similar aos danos que já experimentamos no primeiro tarifaço. A análise mostra que a economia catarinense já deixou de gerar cerca de 7,6 mil empregos formais apenas no primeiro ciclo de tarifas. A expectativa é de que esta segunda leva tenha efeitos muito parecidos, com prejuízo à economia do estado", afirma o presidente da entidade, Gilberto Seleme, também por meio de nota.

A nova estrutura tarifária imposta pelo governo norte-americano altera as alíquotas para uma tarifa nominal máxima que passará de 50% (no primeiro tarifaço) para 37,5% no regime proposto para julho. No entanto, o estudo da federação industrial catarinense demonstra que a tarifa efetiva passará de 47,8% no estado no primeiro tarifaço, para 35,9%. "Esta aparente redução de alíquotas nominais esconde um cenário adverso: os principais concorrentes internacionais do Brasil passarão a ser beneficiados com tarifas mais baixas. Com isso, a vantagem competitiva dos produtos catarinenses no mercado norte-americano segue prejudicada", avalia o economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt.

Para a Fiesc, o impacto das novas alíquotas norte-americanas penaliza o estado de Santa Catarina com intensidade maior do que a média registrada pelo restante do país. A assimetria reflete a alta concentração de produtos manufaturados na pauta catarinense, que possuem alta exposição às novas sobretaxas. Enquanto a parcela das exportações brasileiras afetadas pelas tarifas recua de cerca de 33% para 25%, em Santa Catarina ela se mantém praticamente estagnada em elevadíssimos 56%. Esta disparidade evidencia que a perda de competitividade estadual frente ao mercado global será muito mais profunda e exigirá resiliência extrema dos nossos setores industriais.

 

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Agro brasileiro atinge maturidade digital recorde

 

Índice da PwC Brasil e FDC demonstra salto no setor e agronegócio iguala média das indústrias em 2025 
 
O ITDBr também mostra evolução nos resultados diretos, pois 90% das empresas do agro registram aumento da eficiência operacional como o impacto mais evidente da sua jornada digital

 

 

O índice de maturidade digital do agronegócio brasileiro registrou um crescimento significativo no último ano, passando de 3,1 em 2024 para 3,6 em 2025, o crescimento foi um dos maiores registrados entre as indústrias avaliadas pelo Índice de Transformação Digital Brasil (ITDBr), realizado pela PwC Brasil e Fundação Dom Cabral. No ano anterior, a média geral de todas as empresas brasileiras foi de 3,7 em uma escala de 6,0. O avanço apontado no setor evidencia ganhos estruturais e coloca o agro em posição mais competitiva no mercado nacional.

Entre os pontos positivos estão a infraestrutura (4,4) e estratégia (4,2) com desempenhos acima da média geral, de 4,3 e 4,1 respectivamente. A dimensão de pessoas e cultura também evoluiu de forma expressiva ao alcançar a nota 3,7, acompanhando de forma mais efetiva as expectativas do mercado. "A transformação digital no agronegócio deixou de ser uma discussão sobre adoção de tecnologia e passou a ser uma pauta da liderança. O avanço depende menos das ferramentas disponíveis e mais da capacidade das organizações de estruturar processos, desenvolver pessoas e tomar decisões orientadas por dados", afirma Mayra Theis, sócia e líder do setor de agronegócio da PwC Brasil.

O ITDBr também mostra evolução nos resultados diretos, pois 90% das empresas do agro registram aumento da eficiência operacional como o impacto mais evidente da sua jornada digital. Há também evolução nos processos de decisão, citada por 54% das organizações. A adoção da Inteligência Artificial (IA) cresceu para 3,4 no índice, mas ainda está abaixo dos 3,7 da média geral. E a maior diferença está na dimensão de fronteira tecnológica, com a pontuação de 1,8 após queda de 1,4 ponto, refletindo uma baixa adoção de tecnologias emergentes.

O maior desafio, para 54% das empresas, é estruturar a digitalização como um processo organizado. Na sequência, 46% destacam a necessidade de integrar a transformação digital a projetos em andamento. "Os resultados mostram que o agronegócio atravessa um momento de transição, concentrado principalmente na otimização de suas operações atuais", comenta Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral. O estudo da PwC Brasil também demonstra que existem oportunidades de melhoria na evolução da maturidade digital do agronegócio. A primeira delas está na otimização de processos e eficiência. O tema lidera com 21%, acima da média de todas as indústrias. Em seguida, aparece a cultura de inovação e experimentação, com 18%. 

 

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Master Agroindustrial recebe R$ 72,5 milhões para projeto inovador em suinocultura

 

O projeto é considerado estruturante para a suinocultura brasileira, ao incorporar avanços em genética, biossegurança e eficiência produtiva 
 
 
Projeto vai ampliar padrões de genética, biossegurança e competitividade do setor
 
 
 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedeu financiamento de R$ 72,5 milhões para a Master Agroindustrial, por meio do programa BNDES Mais Inovação, implantar uma granja-núcleo em Canoinhas, no Planalto Norte catarinense. O projeto é considerado estruturante para a suinocultura brasileira, ao incorporar avanços em genética, biossegurança e eficiência produtiva em um modelo de alta tecnologia. Com investimento total de R$ 91,2 milhões, a nova unidade terá capacidade para alojar até 5 mil matrizes de alto valor genético e produzir cerca de 150 mil suínos por ano. Uma estrutura será dedicada à preservação, multiplicação e desenvolvimento de linhagens genéticas, atualmente como base tecnológica para o aprimoramento contínuo da planta suinícola.

O empreendimento inclui a adoção de sistemas de biossegurança, rastreabilidade e monitoramento sanitário, além de uma estrutura de produção segmentada para o manejo de rebanhos e do gerente de material genético na atividade. O financiamento é destinado à implantação e à expansão de estruturas externas à produção genética na cadeia da suinocultura. O projeto inclui investimentos em tecnologias, rastreabilidade, bem-estar animal e controles sanitários, conforme especificações técnicas especificações pela empresa. Entre os resultados esperados estão ganhos de produtividade, redução de perdas sanitárias, maior consistência genética dos rebanhos e avanço em programas de controle de doenças que afetam a eficiência da produção suinícola. A integração entre genética avançada, manejo especializado e biossegurança reforça a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína suína.

O empreendimento também incorpora soluções de sustentabilidade, com aproveitamento de resíduos da produção para geração de biofertilizantes e biogás, aplicadas em propriedades rurais do entorno, promovendo economia circular e uso eficiente de recursos. Durante a fase de execução do projeto, serão gerados cerca de 70 empregos diretos e 280 indiretos. Posteriormente, com a unidade em operação, a estrutura manterá 35 postos de trabalho permanentes e outros 140 indiretos.

 

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Habilidades comportamentais superam técnicas na escolha de novos talentos

 

Estudo da PUCPR com 7 mil pessoas revela a nova prioridade das empresas na hora de contratar  
 
 
Levantamento da  mostra que empresas valorizam cada vez mais profissionais com capacidade de adaptação e aprendizagem contínua

 

As competências comportamentais passaram a liderar as exigências das empresas nos processos de contratação, é o que aponta a 7ª edição do Observatório de Carreiras e Mercado de Trabalho, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Conduzida pelo PUCPR Carreiras, a pesquisa contou com mais de 7 mil respondentes, incluindo estudantes, alumni (egressos) e empresas parceiras, o estudo revelou que 60% dos atributos mais valorizados pelas organizações estão relacionados ao comportamental.

O cenário compara com os dados levantados em 2021 e 2022, durante o período pandêmico. Na época, as competências técnicas predominavam entre as exigências do mercado, representando 56% e 68% das demandas das empresas, respectivamente. Já as competências comportamentais correspondiam a percentuais entre 31% e 44%. De acordo com a coordenadora do PUCPR Carreiras, Luciana Mariano, os resultados refletem uma transformação nas expectativas do mercado de trabalho. "Hoje, as empresas buscam profissionais capazes de aprender continuamente e atuar de forma colaborativa em contextos cada vez mais dinâmicos", afirma.

A crescente valorização das competências comportamentais reforça a importância das experiências práticas durante a formação acadêmica. Nesse contexto, ganha relevância o conceito de estagiabilidade, desenvolvido por pesquisadores da PUCPR, que compreende a capacidade de vivenciar experiências práticas capazes de promover o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais, ampliando a preparação para a inserção e o desenvolvimento no mundo do trabalho. Os dados do Observatório evidenciam essa relação ao indicar que as vivências práticas contribuem para o desenvolvimento de habilidades interpessoais, capacidade de adaptação, autonomia e visão profissional, além de possibilitarem a aplicação dos conhecimentos técnicos em contextos reais de trabalho.


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