sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Parlamento Europeu se reunirá na segunda-feira para discutir o acordo comercial com os EUA

 

Entre 23 e 24 de fevereiro, os membros do Parlamento Europeu votarão sobre as duas propostas legislativas que implementam os compromissos da União Europeia resultantes do acordo UE-EUA alcançado em 2025. Além disso, os membros votarão em um projeto de resolução que estabelece a posição do Parlamento em vista da 14ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) e sobre um acordo de cotas tarifárias entre o bloco e a China após o Brexit.

“Os membros serão informados sobre a aplicação de direitos compensatórios impostos a veículos elétricos a bateria da China e os últimos desenvolvimentos relativos à aceitação de um compromisso de preço”, apontou o Parlamento em nota.

A reunião já estava marcada antes da Suprema Corte dos EUA derrubar nesta sexta-feira, 20, as tarifas impostas por Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês).

A reação de Trump após Suprema Corte dos EUA decidir derrubar tarifaço

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a decisão da Suprema Corte nesta sexta-feira, 20, sobre suas tarifas globais abrangentes como uma “vergonha” e “profundamente decepcionante”, acrescentando que os juízes são influenciados por “interesses estrangeiros”.

A Suprema Corte rejeitou nesta sexta-feira o tarifaço de Trump. Os juízes, em uma decisão de 6 a 3 relatada pelo presidente conservador da Suprema Corte, John Roberts, mantiveram decisão de um tribunal inferior de que o uso da lei de 1977 pelo presidente republicano excedeu sua autoridade.

Em novembro, Trump descreveu as tarifas como vitais para a segurança econômica dos EUA, prevendo que o país ficaria indefeso e arruinado sem elas. Trump disse a repórteres que, sem suas tarifas, “o resto do mundo riria de nós, porque eles usaram tarifas contra nós durante anos e se aproveitaram de nós”. Trump disse que os Estados Unidos foram abusados por outros países, incluindo a China, segunda maior economia.

Entenda a decisão da Suprema Corte

A corte decidiu que a interpretação do governo Trump de que a lei em questão — a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês — concede ao presidente dos EUA o poder que ele alega ter para impor tarifas interferiria nos poderes do Congresso e violaria um princípio jurídico chamado doutrina das “questões importantes”.

A decisão desta sexta diz respeito às tarifas alfandegárias apresentadas como “recíprocas” por Donald Trump, mas não às aplicadas a setores específicos como automotivo, aço ou alumínio.

Historicamente, a IEEPA era usada para impor sanções a inimigos ou congelar seus ativos, não para impor tarifas. A lei não menciona especificamente a palavra tarifas. O Departamento de Justiça de Trump argumentou que a IEEPA permite tarifas ao autorizar o presidente a “regulamentar” as importações para lidar com emergências.

Trump tem usado suas tarifas para obter concessões e renegociar acordos comerciais, e como arma para punir países que despertam sua ira em questões políticas não comerciais. Isso inclui o processo judicial do Brasil contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, as compras de petróleo russo pela Índia que ajudam a financiar a guerra da Rússia na Ucrânia e um anúncio contra as tarifas da província canadense de Ontário.

US$ 133 bi já arrecadados em xeque

A decisão da Suprema Corte coloca em xeque mais de US$ 133 bilhões já arrecadados pelo Tesouro norte-americano com os impostos de importação adotados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sob a legislação de emergência, segundo dados federais até dezembro.

Embora o julgamento não determine automaticamente a devolução dos valores, empresas já se mobilizam para buscar reembolsos nas instâncias inferiores.

 

 https://istoedinheiro.com.br/a-reacao-de-trump-apos-suprema-corte-dos-eua-decidir-derrubar-tarifaco

 


Empresas comemoram vitória sobre tarifas de Trump e esperam reembolsos bilionários

 

Milhares de empresas obtiveram uma vitória difícil nesta sexta-feira, 20, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu derrubar as tarifas de emergência impostas pela Casa Branca.

Em uma decisão que pode repercutir na economia global por anos, a corte determinou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não tinha permissão para usar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) de 1977 para cobrar tarifas amplas sobre as importações.

O mundo corporativo passou meses se ajustando à política comercial em constante evolução de Trump e ao uso centralizado de tarifas para sua agenda, não apenas para lidar com questões comerciais, mas também como um bastão contra as políticas e ações de outros governos.

Agora, milhares de empresas — e não apenas aquelas que processaram o governo — decidirão se vão solicitar reembolsos, pois isso significa que mais de US$175 bilhões em tarifas norte-americanas arrecadadas podem ser reembolsados, disseram economistas do Penn-Wharton Budget Model nesta sexta-feira, 20.

As altas tarifas aumentaram os custos para os consumidores, que já estão cansados de vários anos de inflação pós-Covid. O Federal Reserve de Nova York disse na semana passada que 90% das tarifas de Trump são arcadas pelos consumidores e empresas norte-americanas, contrariando o argumento da Casa Branca de que as taxas são pagas por estrangeiros.

Em novembro, a alíquota efetiva da tarifa dos EUA era de 11,7%, em comparação com uma média de 2,7% entre 2022 e 2024, de acordo com o Yale Budget Lab.

Bolsas de valores celebram

Os mercados de ações subiam nos Estados Unidos e na Europa, liderados pelas ações das empresas afetadas, incluindo marcas de luxo europeias da LVMH à Hermes e o grupo italiano de roupas de luxo Moncler, todas com alta após a decisão.

“Não temos 100% dos fatos, mas estávamos esperando por isso, assim como muitas outras pessoas, então definitivamente é um bom dia”, disse Michael Wieder, cofundador da Lalo, empresa norte-americana de produtos infantis premium, que planeja solicitar cerca de US$2 milhões em reembolsos.

O procedimento de reembolso está no entanto apenas começando, e espera-se que o processo seja lento. Mesmo com a decisão desta sexta-feira, não é como se “na segunda-feira as empresas fossem começar a receber cheques pelo correio”, disse Nabeel Yousef, sócio do escritório de advocacia Freshfields.

Quais empresas foram mais impactadas pelas tarifas?

Empresas dos setores de bens de consumo, automotivo, manufatura e vestuário foram particularmente afetadas, pois dependem da produção de baixo custo na China, Vietnã, Índia e outros centros de abastecimento. As tarifas de Trump aumentam o custo de importação de produtos acabados e componentes, reduzindo as margens e desorganizando cadeias de abastecimento globais cuidadosamente ajustadas.

Desde abril, mais de 1.800 ações judiciais relacionadas a tarifas foram movidas no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos, que tem jurisdição sobre tarifas e questões alfandegárias. Em todo o ano de 2024, foram menos de duas dúzias de casos semelhantes.

Entre os demandantes de destaque estão subsidiárias do Grupo Toyota do Japão, a grande varejista norte-americana Costco, a fabricante de pneus Goodyear Tire & Rubber, a empresa de alumínio Alcoa, a fabricante japonesa de motocicletas Kawasaki Motors e a gigante de óculos EssilorLuxottica, listada na bolsa de Paris.

Vários advogados afirmaram que muitas outras empresas em todo o mundo provavelmente se juntarão às ações judiciais, tendo esperado até a decisão para não atrair atenção indesejada da Casa Branca. Elas se juntarão a uma fila de empresas que podem esperar meses ou anos para recuperar os bilhões de dólares em impostos de importação.

“As empresas enfrentam o desafio de reunir dados detalhados de importação para calcular as tarifas pagas sob vários regimes, que foram aplicadas em diferentes períodos de tempo. Mesmo as empresas multinacionais podem não ter todos os seus dados organizados de forma ordenada”, disse Nabeel Yousef, sócio do escritório Freshfields.

A logística em torno dos reembolsos provavelmente ficará a cargo do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, o que significa que as reivindicações provavelmente serão administrativamente complexas, disse o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton, acrescentando que a decisão foi “preocupantemente silenciosa” sobre essa questão.

Governo Trump busca alternativas para manter tarifas

Autoridades do governo Trump afirmaram que usarão outras autorizações para cobrar tarifas, incluindo leis que permitem aos Estados Unidos se proteger contra práticas comerciais desleais ou proteger setores cruciais para a segurança nacional. Várias empresas, associações comerciais e advogados afirmaram que isso introduziria mais incerteza nos próximos meses.

“As chances de que as tarifas reapareçam de forma revisada continuam significativas. Acrescente a isso os possíveis reembolsos de tarifas e você introduz uma confusão operacional e jurídica que amplifica a incerteza econômica”, disse Olu Sonola, chefe de economia dos EUA da Fitch Ratings.

A VDMA da Alemanha, que representa empresas de engenharia mecânica que foram afetadas pelas tarifas, alertou que a decisão não reduziria de forma alguma a incerteza e que Trump tinha várias outras opções legais para impor tarifas.

Além disso, o setor automotivo continuará enfrentando tarifas significativas que não foram cobradas sob a IEEPA. Tarifas de importação de 25% sobre veículos enviados através da fronteira do México e do Canadá, por exemplo, foram impostas no ano passado com base em motivos de segurança nacional.

Ainda assim, os advogados afirmam que provavelmente milhares de peças automotivas enviadas para os EUA a partir de países sujeitos às tarifas recíprocas de Trump estão sendo afetadas pelas taxas, inflacionando as despesas tanto para os fornecedores de peças quanto para os fabricantes de automóveis.

Algumas empresas norte-americanas, antecipando um processo de reembolso lento, optaram por vender seus direitos de receber esses reembolsos a investidores externos. Isso envolve receber um pequeno pagamento adiantado — cerca de 25 a 30 centavos por dólar — e concordar em abrir mão do restante para os investidores caso as tarifas sejam revogadas, informou a Reuters em dezembro.

A empresa alemã de logística DHL disse que usará sua tecnologia para garantir que seus clientes recebam os reembolsos “com precisão e eficiência” se forem autorizados.

Também não está claro se as empresas também reduzirão os preços para amenizar os consumidores de renda média e baixa dos EUA, que restringiram seus gastos em resposta aos custos mais altos.

“Definitivamente, solicitaríamos um reembolso, como imagino que todos os outros importadores fariam. No entanto, duvido muito que os preços caiam. Isso raramente ocorre”, disse Jason Cheung, presidente-executivo da pequena fabricante de brinquedos Huntar Co, que é uma das demandantes.

Dólar volta a cair abaixo de R$ 5,20; Ibovespa recua, mas segue acima dos 188 mil pontos

 

O dólar exibe um leve viés negativo nesta manhã de sexta-feira, 20, no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana tem sinais mistos ante as demais divisas, com os investidores de olho em uma bateria de dados econômicos norte-americanos. As tensões entre Estados Unidos e Irã também seguem no radar, o que mantém o petróleo no território negativo nesta manhã.

O Ibovespa, por sua vez, opera com leve recuo nesta sexta-feira, refletindo ajustes após alta de mais de 1% na véspera, com o último pregão da semana marcado por vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista e uma agenda intensa de dados econômicos dos Estados Unidos.

Por volta de 12h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,01%, a 188.515,29 pontos, mas ainda acumulava alta de 0,36% na semana, mais curta em razão do Carnaval. No mês, o ganho alcança 3,18%. O volume financeiro na sessão somava R$ 2,97 bilhões.

No mesmo horário, o dólar à vista cedia 0,44%, aos R$ 5,188 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,07%, aos R$ 5,2275.

O dólar no dia

Com a agenda de indicadores esvaziada no Brasil, os investidores se voltam para os Estados Unidos. Também saem os Índices de Gerentes de Compras (PMI) de serviços e indústria dos EUA, e dados sobre confiança do consumidor norte-americano e novas moradias, às 12h.

O diferencial de juros entre o Brasil, hoje com a Selic em 15%, e os Estados Unidos, com taxa na faixa de 3,50% a 3,75%, vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

Outro ponto de atenção para o câmbio será a bolsa brasileira, que na quinta-feira mais uma vez foi beneficiada pelo fluxo de investimentos estrangeiros, o que se refletiu nas cotações.

Às 10h30, o Banco Central realiza dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) no valor total de US$2,0 bilhões, para rolagem do vencimento de 3 de março. As recompras pelo BC serão em 2 de junho e 2 de julho.

Às 11h30, o BC realizou leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março.

O dia do Ibovespa

Nos EUA, o PIB cresceu 1,4% no quarto trimestre de 2025, abaixo da expansão de 3% estimada por economistas, enquanto o nível da medida de inflação favorita do Federal Reserve, o índice PCE, subiu 0,4% em dezembro, ante uma previsão de alta de 0,3%.

Após os dados, as apostas sobre os próximos passos do Fed quase não mudaram, com os contratos de juros futuros refletindo uma probabilidade de cerca de 57% de uma redução de 0,25 ponto percentual em junho, de cerca de 55% antes.

A agenda norte-americana do dia ainda reserva números de fevereiro sobre as atividades da indústria e do setor de serviços e a confiança do consumidor.

Em Nova York, os futuros acionários norte-americanos sinalizavam uma abertura negativa de Wall Street.

DESTAQUES

– VALE ON cedia 0,62%, ainda sem o referencial dos preços futuros do minério de ferro na China, em razão de feriado naquele país.

– ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,7%, em sessão de ajuste negativo generalizado no setor no Ibovespa. Analistas do Citi estimaram um impacto potencial limitado sobre os resultados de vários bancos com a recomposição esperada do FGC.

– PETROBRAS PN recuava 0,24%, em dia de queda do petróleo no exterior, com PETROBRAS ON caindo 0,75%. O barril sob o contrato Brent cedia 0,36%.

– CSN ON valorizava-se 1,06%, após fortes perdas desde o começo do mês, que superavam 15% até a véspera. No radar está reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de que o grupo J&F analisa a aquisição do controle da CSN Cimentos.

– PETRORECONCAVO ON avançava 0,7%, após anunciar otimização da diretoria da companhia com a redução de um cargo de diretor estatutário, enquanto aprovou ajustes na sua estrutura e atribuições para fortalecer seu foco estratégico.

– RANDONCORP PN, que não está no Ibovespa, caía 2,29%, após mostrar queda de 7,2% na receita em janeiro. FRASLE MOBILITY ON, que também teve queda no faturamento no primeiro mês do ano, de 17,6%, era negociada em baixa de 4,16%.

Heringer contrata empréstimo de US$ 19,5 milhões com controladora EuroChem

 

São Paulo, 20 – Os membros do Conselho de Administração da Fertilizantes Heringer aprovaram, em reunião na quarta-feira, 18, por unanimidade e sem quaisquer ressalvas, a contratação, pela companhia, de um empréstimo no valor total de US$ 19,5 milhões junto à controladora EuroChem Group AG. A Administração informou que “a companhia necessita de linha de crédito destinada ao pagamento e/ou o refinanciamento de endividamento existente, à quitação de obrigações financeiras e ao custeio de outras atividades necessárias ao desenvolvimento regular de suas operações”.

A ata do documento foi encaminhada, na quinta-feira, 19, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Administração esclareceu que o empréstimo terá vencimento em 31 de dezembro de 2030 e será remunerado por taxa de juros correspondente à soma de: a taxa SOFR média de 180 dias, conforme divulgada pelo Federal Reserve Bank of New York, acrescida de margem fixa de 8% ao ano.

Americanas sai do Shopping Iguatemi e fecha 193 lojas em 2025

 

Um dos símbolos do comércio varejista nacional está, pouco a pouco, diminuindo de tamanho. A Americanas, que nos áureos tempos chegou a ter quase 2 mil pontos de venda, já encolheu em 22% seu tamanho desde quando protocolou seu pedido de recuperação judicial, em janeiro de 2023.

No mês em que entrou com o pedido de recuperação judicial, a empresa mantinha 1.880 lojas em funcionamento. Só em 2025, foram fechados 193 pontos de venda em todo o país, reflexo do que até hoje é considerada uma das maiores fraudes contábeis da história do Brasil. 

Três anos depois do início da crise, 1.470 lojas permaneciam abertas até dezembro do ano passado, segundo o mais recente relatório divulgado pelos administradores da recuperação judicial. Esse número representa uma queda de 11,6% em comparação aos 1.663 estabelecimentos em operação em dezembro de 2024.

A última loja fechada em dezembro de 2025 era um dos ícones da rede na cidade de São Paulo. O ponto instalado dentro do Shopping Iguatemi, no centro financeiro da capital paulista, fechou as portas de forma melancólica, com prateleiras esvaziadas e aluguéis atrasados.

A Americanas informou que o “movimento faz parte do plano de transformação da companhia, com foco no consumidor, seus comportamentos e jornadas de compra, e seguiu os melhores interesses entre ambas as partes, após análises criteriosas de aderência ao atual modelo de negócio da Americanas”.

Outra unidade vendida no início deste ano foi o da Avenida Nilo Peçanha, em Duque de Caxias (RJ). Após receber algumas adaptações, o ponto será transformado em uma loja da rede de supermercados carioca Guanabara.

Com 170 pontos no estado do Rio de Janeiro, a Americanas considera que o encerramento da unidade na Baixada Fluminense não trará grandes impactos para os negócios, uma vez que outras 20 ainda seguem funcionando na região.

“O processo de redimensionamento, abertura ou fechamento pontual de lojas faz parte do curso normal do varejo, somado a ajustes de curto e médio prazos, com foco em aprimorar a jornada de milhões de clientes e otimizar o negócio”, disse a Americanas em nota.

Ainda que o redimensionamento no varejo possa ser considerado normal, existe um ponto de atenção no caso da Americanas. Dos 150,66 milhões de itens vendidos pela empresa em dezembro do ano passado, 99,98% foram comercializados nas lojas físicas. Pouco mais de 26 mil itens foram vendidos nos canais digitais.

Com menos lojas e vendas concentradas em pontos físicos, o número de clientes ativos também encolheu. Só em 2025, a base de clientes ativos foi reduzida em quase 7 milhões de pessoas. Dos 47,3 milhões de clientes existentes em dezembro de 2024, a base caiu para 40,8 milhões ao final do ano passado.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Gasolina e etanol sobem nos postos na 1ª quinzena de fevereiro; veja preço médio

 

O preço médio da gasolina teve leve alta e o do etanol avançou mais de 2% nos postos de combustíveis do Brasil na primeira quinzena de fevereiro, com a elevação do ICMS contrabalançando o repasse de uma redução da cotação pela Petrobras no combustível fóssil, apontou o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) nesta quarta-feira.

O valor médio da gasolina subiu 0,16%, para média de R$6,45, enquanto o etanol hidratado — seu concorrente direto nas bombas — avançou 2,36%, a R$4,77 por litro, mostrou a pesquisa, com base em abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

A alta de preços ocorreu mesmo após um corte de mais de 5% no valor da gasolina da Petrobras em suas refinarias em janeiro, com impulso de aumento do ICMS e por outros fatores ao longo da cadeia, segundo o diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

“No caso do etanol, a menor oferta típica do período entre safras pressiona os valores, enquanto, na gasolina, custos logísticos, distribuição e dinâmicas regionais acabam limitando o repasse das reduções ao consumidor”, disse Mascarenhas, em nota.

A Petrobras havia reduzido em 5,2% o preço de sua gasolina A (pura, sem mistura de etanol anidro), vendida a distribuidoras, em 27 de janeiro, para uma média de R$2,57 por litro. Na ocasião, a petroleira informou que foi o terceiro corte seguido no preço da gasolina. O penúltimo havia sido em outubro do ano passado, quando a redução foi de 4,9%.