quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Gasolina e etanol sobem nos postos na 1ª quinzena de fevereiro; veja preço médio

 

O preço médio da gasolina teve leve alta e o do etanol avançou mais de 2% nos postos de combustíveis do Brasil na primeira quinzena de fevereiro, com a elevação do ICMS contrabalançando o repasse de uma redução da cotação pela Petrobras no combustível fóssil, apontou o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) nesta quarta-feira.

O valor médio da gasolina subiu 0,16%, para média de R$6,45, enquanto o etanol hidratado — seu concorrente direto nas bombas — avançou 2,36%, a R$4,77 por litro, mostrou a pesquisa, com base em abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

A alta de preços ocorreu mesmo após um corte de mais de 5% no valor da gasolina da Petrobras em suas refinarias em janeiro, com impulso de aumento do ICMS e por outros fatores ao longo da cadeia, segundo o diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

“No caso do etanol, a menor oferta típica do período entre safras pressiona os valores, enquanto, na gasolina, custos logísticos, distribuição e dinâmicas regionais acabam limitando o repasse das reduções ao consumidor”, disse Mascarenhas, em nota.

A Petrobras havia reduzido em 5,2% o preço de sua gasolina A (pura, sem mistura de etanol anidro), vendida a distribuidoras, em 27 de janeiro, para uma média de R$2,57 por litro. Na ocasião, a petroleira informou que foi o terceiro corte seguido no preço da gasolina. O penúltimo havia sido em outubro do ano passado, quando a redução foi de 4,9%.

FGC já pagou R$ 37,2 bilhões em garantias a credores do Master, 92% do total

 

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já pagou 92% do volume total das garantias destinadas a credores do Master. Segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira, até as 10 horas deste dia 18 de fevereiro, o Fundo já havia desembolsado R$ 37,2 bilhões a aproximadamente 653 mil investidores.

Com isso, 84% dos beneficiários elegíveis já receberam os valores devidos.

O FGC também será responsável por conduzir o pagamento de R$ 6,3 bilhões em garantias a credores do Will Bank, que fazia parte do conglomerado, mas teve liquidação extrajudicial decretada apenas em janeiro.

Na última sexta-feira, o Fundo anunciou a antecipação do reembolso a clientes do banco digital com até R$ 1 mil a receber. Até agora, R$ 53 milhões foram pagos a 380 mil clientes. A cifra corresponde a 27% do montante estimado em R$ 200 milhões que deve ser transferido a 6 milhões de pessoas elegíveis à antecipação.

O processo de pagamento aos credores Banco Master, Banco Master de Investimentos e Letsbank está sendo feio pelo aplicativo do FGC.

Já a antecipação referente ao Will Bank ocorre pela plataforma do próprio banco, onde também estão sendo estornados os depósitos em moeda eletrônica.

Nesta quarta-feira pela manhã, o BC também decretou a liquidação do Banco Pleno, que não integrava mais o conglomerado Master.

O FGC estima que, neste caso, ressarcirá R$ 4,9 bilhões a cerca de 160 mil pessoas com depósitos cobertos pelo limite de até R$ 250 mil.

No Japão, seguradoras tentam mudar regras para aliviar perdas em negociação de títulos JGB

       

 

Títulos de Crédito: o que são e como funcionam esses ativos? 

 

Estadão Conteúdoi

   

O Instituto Japonês de Contadores Públicos Certificados está buscando flexibilizar as regras sobre como as seguradoras de vida registram perdas não realizadas em títulos do governo.

Em proposta divulgada ontem, títulos mantidos por seguradoras de vida para corresponder a apólices de longo prazo seriam tratados como mantidos até o vencimento, se certas condições forem atendidas, e não estariam sujeitos à contabilidade de imparidade.

O Instituto está buscando comentários públicos sobre a proposta até 17 de março, segundo informações publicadas em seu site.

Se a regra for efetivamente revisada, será mais fácil para as seguradoras manterem títulos JGB e outros valores mobiliários por longos períodos, mesmo com possíveis aumento das taxas de juros pelo Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

As ações das seguradoras lideraram os ganhos nesta quarta-feira em Tóquio. O Índice de Seguros Topix subiu 2,86%, superando o avanço de 1,21% do índice de referência Topix.

Mercado reduz projeção para a inflação em 2026 pela 6ª semana seguida, para 3,95%

 

O mercado reduziu pela sexta semana seguida a projeção para a inflação em 2026, mesmo após aceleração da taxa em 12 meses do IPCA de janeiro, mostra pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta quarta-feira, 18.

O boletim Focus, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA neste ano agora é de 3,97%, contra 3,97% na semana anterior. Para 2027, a estimativa segue em 3,80%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Na semana passada, o IBGE mostrou que a taxa oficial de inflação do país em 12 meses até janeiro acelerou para 4,44%, ante 4,26% em dezembro.

Projeções atualizadas do Boletim Focus do BC
Projeções atualizadas do Boletim Focus do BC (Crédito:Reprodução/Instagram)

PIB e Selic

A pesquisa semanal realizada com uma centena de economistas não mostrou alterações na perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção segue de desaceleração, com avanço da economia estimado em 1,80% tanto para 2026 quanto para 2027.

As contas para a Selic também não sofreram alterações, e a taxa básica de juros continua sendo estimada em 12,25% ao final deste ano e em 10,50% no próximo. A Selic está atualmente em 15% e o mercado segue apostado que o ciclo de queda começará em março com um corte de de 0,5 ponto percentual. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 17 e 18 de março.

Para a cotação do dólar, a projeção do Focus segue em R$ 5,50 para o fim de 2026 e de 2027.

Ações da Bayer despencam em Frankfurt após acordo de US$ 7,2 bi com a Justiça

 


As ações da Bayer caíram até 9,2% nesta quarta-feira, 18, apagando ganhos do dia anterior, com os investidores questionando se um acordo proposto de US$ 7,25 bilhões em processos judiciais relacionados ao herbicida Roundup representaria uma reviravolta decisiva.

O grupo farmacêutico e de proteção de safras alemão anunciou na terça-feira, 17, à noite que havia chegado a um acordo para resolver dezenas de milhares de reclamações atuais e futuras de responsabilidade pelo produto, após anos lutando contra riscos legais relacionados ao Roundup, adquirido na compra da Monsanto em 2018.

O aumento de 7,3% das ações na terça-feira foi mais do que revertido por uma queda de mais de 8%, por volta das 10h45 (horário de Brasília).

Analistas do JPMorgan afirmaram que o acordo foi na direção certa, mas observaram que a Bayer não divulgou quantos demandantes devem aderir ao acordo para que ele prossiga, e também não ficou claro o quanto eles estariam dispostos a aceitar a oferta.

“Ainda há considerações a serem feitas, como a necessidade de aprovação do tribunal e a possibilidade de uma alta taxa de recusas”, afirmaram.

No final da terça-feira, Markus Manns, gestor de carteiras da Union Investment, também alertou que a proposta “ainda não era o avanço que muitos investidores esperavam”. Tanto o JPMorgan quanto Manns afirmaram que muito ainda depende de uma decisão pendente da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre o mérito geral das ações judiciais.

A Bayer solicitou ao tribunal que invalidasse as queixas, que se baseiam principalmente na legislação estadual, argumentando que a regulamentação federal a seu favor deveria ter prioridade.

Stephan Wulf, analista da corretora Oddo BHF, alertou que uma série de obstáculos legais deve ser superada para que o acordo entre em vigor, e que a opinião da Suprema Corte seria uma incerteza adicional.

“Isso ainda não está decidido”, disse ele.

Um porta-voz da Bayer disse que o grupo não especularia sobre suas chances de sucesso na Suprema Corte, mas encaminhou à Reuters um parecer jurídico do procurador-geral dos Estados Unidos em dezembro, que mostrava que o governo do presidente Donald Trump concorda com a interpretação da Bayer sobre a lei em questão.

‘Medo’ do Brasil faz agricultor dos EUA apostar no milho para evitar prejuízos

 

Agricultores norte-americanos, embora penalizados pela queda nos preços após uma safra gigantesca de milho do ano passado, devem reduzir apenas ligeiramente o plantio do grão em 2026, enquanto se preparam para o quarto ano consecutivo de margens de lucro estreitas ou mesmo prejuízos.

Os agricultores esperam que o milho, a cultura mais amplamente cultivada nos EUA, fique próximo do ponto de equilíbrio neste ano, apoiado por uma demanda forte. Alguns veem a soja como mais arriscada, diante da crescente concorrência do Brasil e da relação comercial volátil dos EUA com a China, principal compradora.

“No momento, é absolutamente impossível lucrar com a soja”, disse Tim Gregerson, que cultiva no leste de Nebraska. “Provavelmente é possível atingir o ‘break even’ com o milho, mas será preciso ter um rendimento extraordinário ou um aumento de preço”, disse Gregerson.

A maioria dos produtores da região agrícola do meio-oeste norte-americano cultiva ambas as culturas, alternando o que é plantado em cada campo a cada ano para melhorar a qualidade do solo. Muitos adicionam trigo, sorgo, algodão ou outras culturas às suas rotações. Mas entre os agricultores que têm alguns hectares flexíveis onde podem plantar qualquer coisa, muitos veem o milho como sua melhor aposta.

As decisões de plantio para 2026, discutidas nos meses de inverno, marcam o primeiro passo para determinar a quantidade de grãos produzidos no maior país exportador de milho do mundo e o segundo maior fornecedor de soja, depois do Brasil.

As decisões são particularmente desafiadoras este ano, depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos fez revisões sem precedentes em janeiro em sua estimativa da área plantada com milho na última safra, o que, juntamente com estimativas maiores do que o esperado para a produção de milho em 2025 e os estoques disponíveis em 1º de dezembro, pressionou os preços para baixo.

Antes do fórum anual de perspectivas do USDA nesta semana, analistas projetaram, em média, o plantio de milho para 2026 em 94,9 milhões de acres, uma queda de cerca de 4% em relação ao recorde de 89 anos do ano passado, mas ainda assim a segunda maior área plantada com milho em 13 anos.

A pesquisa estimou o plantio de soja em 84,9 milhões de acres, em linha com a média de 10 anos e acima dos 81 milhões de acres semeados em 2025, o menor nível em seis anos. Os agricultores dos EUA cultivaram a maior safra de milho da história no ano passado, com mais de 17 bilhões de bushels, enchendo os silos de grãos do país e pesando sobre os futuros de milho da Chicago Board of Trade.

No entanto, um ritmo recorde de vendas para exportação e uma demanda robusta dos produtores de etanol mantiveram um piso nos preços, à medida que as estimativas de área plantada para 2026 tomam forma.

Mesmo com o aumento dos custos de insumos como sementes e fertilizantes, os futuros de milho da CBOT para dezembro, representando a safra de 2026, estão oscilando perto de US$4,60 por bushel, próximo dos níveis de break even para os agricultores.

“O mercado está sinalizando: ‘Não queremos que vocês reduzam muito a área plantada de milho’. Não precisamos de tanta área quanto no ano passado, mas com a base de demanda atual, não é como se precisássemos de uma queda enorme”, disse Frayne Olson, economista agrícola da Universidade Estadual de Dakota do Norte.

Alguns agricultores dos EUA estão lutando para se manterem solventes, mesmo com o aumento da ajuda paga pelo governo.

O cultivo da soja custa menos, e a demanda das usinas domésticas e da crescente indústria de biocombustíveis deve ajudar a compensar a diminuição das vendas de exportação devido às tensões comerciais com a China, de longe o maior comprador mundial. A China comprou 12 milhões de toneladas de soja dos EUA desde a trégua comercial no final de outubro.

Mas as perspectivas para as exportações futuras de soja dos EUA são incertas antes da reunião prevista para abril entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. Enquanto isso, os agricultores do Brasil começaram a colher uma safra recorde de soja, que deve dominar o comércio global do produto.

O milho normalmente rende mais do que o triplo do grão por acre em comparação com a soja. Embora uma grande produção pressione os preços, os agricultores individuais podem ganhar mais.

A produção nacional de milho do ano passado foi a mais alta já registrada, com 186,5 bushels por acre, e recordes estaduais foram estabelecidos em Minnesota e Nebraska, terceiros e quartos maiores produtores, bem como em Estados mais afastados do Cinturão do Milho, como Dakota do Norte.

Ao concluírem seus planos de cultivo para 2026, os agricultores dizem que estão procurando maneiras de cortar custos.

Em Nebraska, Gregerson parou de comprar máquinas novas e encontrou maneiras de reduzir o uso de fertilizantes. Ele está pensando em reduzir a aplicação de herbicidas, mas isso significaria ficar perto da fazenda durante toda a estação de cultivo para inspecionar as plantações com atenção especial.

“Quando você faz isso, você vive e morre em um pulverizador. Você não sai de férias na primavera ou no verão. Você precisa ser muito pontual na eliminação das ervas daninhas.”

Turismo calcula movimentação de R$ 18,6 bi do carnaval 2026 no País, 10% superior a 2025

 

O Ministério do Turismo divulgou nesta quarta-feira, 18, que o carnaval de 2026 deve movimentar R$ 18,6 bilhões no país, valor 10% superior que em 2025. O cálculo é da Pasta com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da FecomercioSP.

“Estamos celebrando um dos maiores e melhores carnavais da história, com expectativa recorde de foliões e de movimentação financeira, o que mostra o quanto o turismo contribui para o crescimento econômico e social do Brasil”, disse o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

Ainda segundo o ministério, o resultado é o melhor volume para o mês de fevereiro desde o inicio da série histórica, iniciada em 2011. A estimativa é que mais de 65 milhões de pessoas participaram da festa pelo Brasil, aumento de 22% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Foram 32 milhões de pessoas reunidas só no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE), Olinda (PE) e Salvador (BA).

São Paulo lidera em público

São Paulo liderou em público, com 16,5 milhões de pessoas curtindo a festa e um impacto econômico de mais de R$ 7 bilhões.

Já o Rio de Janeiro teve 8 milhões de foliões, com um impacto de aproximadamente R$ 5,7 bilhões e a ocupação hoteleira atingindo quase a capacidade máxima, com 98%.

No Nordeste, o polo Recife/Olinda reuniu mais de 7,6 milhões de foliões, com uma movimentação financeira de R$ 3,2 bilhões, e o Estado projetando crescimento de 49% no fluxo de turistas internacionais.

Em Salvador, mais de 8 milhões curtiram a folia e movimentaram R$ 2 bilhões na economia.