terça-feira, 28 de julho de 2026

Saiba quais produtos brasileiros estão isentos da tarifa de 12,5% dos EUA

 

Café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí estão na lista 
 
 
Insumos industriais, minerais, resíduos metálicos e produtos utilizados pelas cadeias de tecnologia e farmacêutica também ficaram de fora da nova taxação

 

 

Os Estados Unidos divulgaram uma lista com 471 produtos brasileiros que ficarão isentos da nova sobretaxa de 12,5% imposta sob a alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. A relação publicada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e reúne exceções distribuídas em 20 grandes categorias de produtos.

A lista de exceções contempla produtos considerados estratégicos para o comércio entre Brasil e Estados Unidos e também insumos utilizados pela indústria americana. Entre os principais itens isentos estão: café; petróleo e derivados; gás natural; fertilizantes; madeira e produtos de madeira; suco de laranja; derivados de açaí; defensivos agrícolas; couros e peles; ferro-gusa; resíduos e sucata de alumínio; equipamentos para fabricação de semicondutores; determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos; obras de arte, antiguidades e itens de coleção. Também ficaram de fora diversos insumos industriais, minerais, resíduos metálicos e produtos utilizados pelas cadeias de tecnologia e farmacêutica. 

A nova tarifa entrou em vigor na madrugada desta sexta-feira (24) e, para os produtos que não foram incluídos na lista de exceções, foi somada à sobretaxa de 25% aplicada pelos EUA desde quarta-feira (22), elevando a tributação total para 37,5% em parte das exportações brasileiras. No total 80,7% das exportações brasileiras ao país foram impactadas pela nova medida, o equivalente a US$ 10,8 bilhões e 3.985 produtos.

Com ABR

 

 https://amanha.com.br/categoria/sul-for-export/saiba-quais-produtos-brasileiros-estao-isentos-da-tarifa-de-12-5-dos-eua

Efeitos do El Niño já afetam mais de 200 municípios

 

O impacto no território gaúcho ultrapassa os R$ 104,6 milhões em perdas 
 
 
Ao todo, 69 municípios no Rio Grande do Sul e 53 em Santa Catarina já tiveram prejuízos econômicos expressivos

 

 

O El Niño tem impactado significativamente desde o início de julho todo país, com prejuízos de R$ 3,5 bilhões (aumento de 53,8% em relação ao mesmo período do ano passado) em duas centenas de municípios espalhados pela maioria das regiões brasileiras. A atualização do cenário foi feita nesta sexta-feira, 24 de julho, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), extraída de informações inseridas pelos gestores no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). 

Os diferentes tipos de desastres evidenciam os impactos do El Niño registrados entre 1º e 24 de julho. Ao todo, o levantamento feito pela CNM informa que 206 municípios foram afetados, com 240 decretações de situação de emergência em 13 estados, causados por temporais, inundações, enchentes, secas, estiagens e incêndios florestais. Dos R$ 3,5 bilhões em prejuízos, a CNM identificou que R$ 3,4 bilhões foram no setor privado. Mais de 537,2 mil pessoas foram afetadas.

A região Sul tem sido severamente atingida por chuvas intensas e temporais que provocaram deslizamentos, alagamentos e inundações. Ao todo, 69 municípios no Rio Grande do Sul e 53 em Santa Catarina tiveram prejuízos econômicos expressivos e fortes impactos sociais. O impacto no território gaúcho ultrapassa os R$ 104,6 milhões em perdas para os gaúchos, enquanto os catarinenses contabilizaram R$ 23,3 milhões em prejuízos.

Ainda levando em consideração o total em prejuízos, o levantamento da CNM chama a atenção sobre os prejuízos causados pela seca e a estiagem. Eles correspondem a mais de 86% do total, sendo a maior incidência na região Nordeste do país. O El Niño foi responsável por intensificar a seca e a estiagem, afetando 53 municípios da região, com mais de 30,8 mil pessoas atingidas. Com exceção de Sergipe e Maranhão, os demais Estados da região registraram situação de anormalidade. Na região Sudeste, 24 cidades decretaram situação de emergência em decorrência de incêndios florestais em áreas não protegidas, com registros de graves reflexos na qualidade do ar.

 

 

 https://amanha.com.br/categoria/sustentabilidade/efeitos-do-el-nino-ja-afetam-mais-de-200-municipios

 


WEG assina contrato com a ENGIE para expansão da Usina de Jaguara

 

O projeto prevê um investimento total de R$ 1,2 bilhão 
 
 
O início da operação das novas turbinas está previsto para 2030

 

 

A WEG foi contratada pela ENGIE Brasil Energia para o fornecimento de duas unidades geradoras destinadas à ampliação da potência da Usina Hidrelétrica Jaguara, localizada no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, no município de Rifaina (SP). O projeto prevê um investimento total de R$ 1,2 bilhão, que permitirá ampliar a capacidade instalada da usina em 232 MW, por meio da instalação de duas novas unidades geradoras em poços já existentes, cada uma com 116 MW de potência. O início da operação das novas turbinas está previsto para 2030.

Paralelamente ao projeto de expansão, a Usina Hidrelétrica Jaguara passa por um amplo programa de modernização iniciado em julho de 2023. As obras envolvem investimentos de mais de R$ 500 milhões, dos quais aproximadamente R$ 150 milhões já foram aplicados. O projeto tem como objetivo ampliar a vida útil do empreendimento, além de elevar a confiabilidade e a eficiência operacional da usina. As intervenções contemplam a modernização das quatro unidades geradoras atuais, mantendo sua potência total instalada de 424 MW. 

A WEG é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A ENGIE, no mesmo ranking, é a quinta maior empresa da região e a 14ª maior de Santa Catarina (veja o ranking completo aqui e o anuário digital na íntegra clicando aqui).

 

 https://amanha.com.br/categoria/negocios-do-sul1/weg-assina-contrato-com-a-engie-para-expansao-da-usina-de-jaguara

Nova Engevix vence contratos de R$1 ,8 bi em retomada de planta de fertilizantes da Petrobras

 

A Nova Engevix, do grupo Nova Participações, em parceria com a chinesa Powerchina, venceu três dos 11 lotes licitados pela Petrobras para a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), em Três Lagoas (MS), em contratos que somam investimento de R$1,8 bilhão, disse o acionista da companhia, José Antunes Sobrinho, à Reuters.

Os lotes conquistados pelo consórcio liderado pela Nova Engevix, com 60% de participação, incluem projeto executivo, construção e comissionamento do sistema de manuseio de ureia granulada, dos sistemas de geração de energia e vapor, da subestação principal e das unidades de ureia fundida e granulação.

A planta de fertilizantes havia tido suas obras paralisadas na década passada, como decorrência da operação Lava Jato, que investigou o envolvimento de empresas brasileiras e internacionais, políticos e executivos em esquemas de corrupção em contratos com a Petrobras.

Sobrinho afirmou que o projeto de retomada da UFN-III é “icônico” e “absolutamente necessário” para o país, uma potência global do agronegócio, que tem dependência elevada de fertilizantes importados.

“O maior resultado comercial da nossa carteira de exportação vem do agronegócio. Então, se você não tem o insumo básico, que é fertilizante — 80% é importado — isso gera um risco muito grande”, disse Sobrinho.

Segundo Sobrinho, os contratos devem gerar 1.800 empregos diretos no canteiro de obras em Três Lagoas, enquanto a engenharia será feita a partir de São Paulo. Ele afirmou que a maior parte da mão de obra especializada terá de vir de outras regiões do país, dada a baixa disponibilidade local para um projeto desse porte.

Para o grupo, o contrato representa um avanço na recomposição da carteira de obras. Antunes disse que a divisão de construção busca atingir faturamento de cerca de R$2 bilhões, contando ainda com outros contratos, entre 2028 e 2029, ante cerca de R$400 milhões em 2025.

A Nova Engevix e empresas do grupo também foram afetadas pela crise que atingiu grandes companhias de engenharia após a operação Lava Jato.

Segundo Sobrinho, a empresa vem se recuperando gradualmente nos últimos anos, com atuação também em aeroportos, energia e no estaleiro Ecovix, em Rio Grande (RS). O estaleiro tem atualmente uma carteira de 11 embarcações contratadas junto à Transpetro, subsidiária de transporte e logística da Petrobras.

Para a retomada da construção da UFN-III, a Petrobras assinou um total de R$5 bilhões em contratos com diversas empresas e o começo dos trabalhos está previsto para ocorrer ainda neste mês.

As assinaturas ocorreram em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia demandado que a Petrobras buscasse retomar sua atuação na área de fertilizantes.

As obras devem gerar cerca de 8 mil postos de trabalho diretos e indiretos, com o início das operações previsto para 2029, de acordo com a petroleira.

A capacidade nominal da UFN-III está projetada para 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, segundo dados da Petrobras. A expectativa é que a planta atenda cerca de 15% da demanda de ureia nacional.

 

 https://dinheirorural.com.br/nova-engevix-vence-contratos-de-r1-8-bi-em-retomada-de-planta-de-fertilizantes-da-petrobras

Brasil manterá negociações para afastar tarifas dos EUA, diz ministro do MDIC

 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, declara nesta quinta-feira, 23, que o governo brasileiro prosseguirá nas negociações para reverter a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos. A administração federal também busca ampliar a lista de produtos isentos da nova sobretaxa de 12,5%, anunciada pelos americanos em sua segunda rodada de imposições.

O que aconteceu

  • O Brasil contesta as tarifas americanas de 25% e 12,5%, consideradas “indevidas, ilegítimas e ilegais” pelo ministro Elias Rosa.
  • O governo brasileiro, orientado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, continuará negociando para afastar as tarifas e ampliar a lista de isenções.
  • Enquanto alguns produtos enfrentam a carga total de 37,5%, os setores afetados serão amparados pelo Plano Brasil Soberano 3.

A determinação para seguir nas tratativas foi reiterada pelo próprio ministro. “O presidente Lula orienta continuar negociando. Para afastar a imposição dos 25% e para que a gente possa ter a ampliação da lista de exceções”, afirmou Márcio Elias Rosa. Dentre os itens que escaparam da nova taxação estão a carne bovina e o café, ambos considerados sensíveis para a inflação doméstica dos EUA.

Márcio Elias Rosa classificou a tarifa de 12,5% como “indevida, ilegítima e ilegal” e anunciou que o Brasil contestará a medida formalmente na Organização Mundial do Comércio (OMC). “O Brasil vai protestar e adotar todos os mecanismos para rechaçar a imposição de mais essa tarifa”, declarou. Atualmente, cerca de dois mil produtos brasileiros permanecem isentos das duas taxações.

Quais produtos são afetados e como?

Outros produtos, como celulose e pescados, sofrerão apenas a alíquota de 12,5%. No entanto, calçados, máquinas, equipamentos e químicos enfrentarão a carga total de 37,5% (somando as duas tarifas). A primeira tarifa de 25% foi aplicada em uma rodada anterior, e a de 12,5% é a mais recente.

Questionado sobre a pressão do empresariado para que o Planalto não acione a Lei de Reciprocidade, o ministro foi categórico em sua resposta. “O governo brasileiro não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira.” Ele ponderou, no entanto, que o momento e a forma de aplicação serão definidos posteriormente. “Se for necessário lançar mão, o Brasil não hesitará.”

Como o governo planeja proteger os setores atingidos?

Márcio Elias Rosa informou ainda que os setores da indústria e comércio atingidos pela nova tarifa serão incluídos no Plano Brasil Soberano 3, cuja lei foi sancionada nesta quarta-feira, 22. O comitê gestor do programa, responsável por disciplinar as contrapartidas de manutenção de empregos, se reunirá na próxima semana. Os produtos desembaraçados nos Estados Unidos a partir do dia 29 ficarão sujeitos à alíquota adicional.

 

https://istoedinheiro.com.br/brasil-mantera-negociacoes-para-afastar-tarifas-dos-eua-diz-ministro-do-mdic

Brasil anuncia meta de aumentar fatia na produção global de minerais críticos para 12,2% até 2050

 

O Brasil divulgará nesta quinta-feira, 2, o Plano Nacional de Mineração 2050, estabelecendo a meta de aumentar sua participação na produção global de minerais críticos para 12,2% até 2050, ante os atuais 8,3%, informou o Ministério de Minas e Energia.

O plano, elaborado pelo ministério, será apresentado ao Conselho Nacional de Política Mineral, mas não requer a aprovação desse órgão.

Outras metas incluem reduzir o tempo médio de análise de licenças de mineração, de 1.563 dias atualmente para 780 dias, e diminuir a dependência do Brasil de fertilizantes importados à base de fosfato e potássio de 87,3% para 34,9%.

O governo planeja publicar um plano de ação mais detalhado dentro de 180 dias, delineando as medidas a serem tomadas nos próximos quatro anos para implementar a estratégia para 2050.

Entre os minerais críticos estão as terras raras, abundantes no Brasil e essenciais para tecnologias avançadas, e que se tornaram um ponto central nas tensões comerciais entre os EUA e a China depois que Pequim começou a restringir suas exportações.

Apesar de possuir a segunda maior reserva mundial de terras raras, atrás apenas da China, o Brasil é responsável por menos de 1% da produção global, de acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) de 2026.

 

 https://istoedinheiro.com.br/brasil-anuncia-meta-de-aumentar-fatia-na-producao-global-de-minerais-criticos-para-122-ate-2050

segunda-feira, 27 de julho de 2026

PicPay compra Kovr, empresa que pertencia ao Banco Master

 


Imagem destaque: PicPay compra Kovr, empresa que pertencia ao Banco Master
Créditos: Reprodução/Veja Negócios


 O Banco Central aprovou a compra da Kovr, empresa de tecnologia focada em seguros digitais e administração de apólices, pelo PicPay. A seguradora havia sido comprada, em setembro de 2025, pelos próprios executivos da empresa, deixando o grupo Master antes da liquidação. A Kovr era um dos poucos ativos considerados saudáveis que estavam sob tutela do Master em setembro de 2025. Com todas as aprovações regulatórias necessárias já obtidas, o PicPay dará prosseguimento às etapas restantes para a conclusão da transação.

 “A aprovação marca um ponto importante na estratégia do PicPay de construir uma plataforma de seguros abrangente e de ponta a ponta para sua base de clientes”, afirma o banco. O PicPay possui 10 milhões de apólices ativas em sua plataforma. A aquisição da Kovr acelerará a evolução de um modelo focado em distribuição para uma plataforma de seguros verticalmente integrada.

 

 https://gironews.com/negocios/picpay-compra-kovr-empresa-que-pertencia-ao-banco-master/