quarta-feira, 1 de abril de 2026

CNPE define diretrizes para regulamentar atividades das eólicas offshore

 

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta quarta-feira, 1º de abril, uma resolução que estabelece as diretrizes para a regulamentação do mercado legal das eólicas offshore (alto-mar), sancionada em janeiro de 2025. A partir disso, será elaborada a proposta de decreto com a regulamentação. A resolução já havia sido informada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em audiência no Congresso.

Nesta quarta, foram estabelecidos, por exemplo, os critérios relativos à localização desses empreendimentos, incluindo a distância da costa e a consideração do afastamento de 12 milhas náuticas. A revisão desses parâmetros será feita com base em estudos técnicos específicos e nas diretrizes do Planejamento Espacial Marinho do Brasil. 

 O texto aprovado hoje também estabelece os prazos estabelecidos para as atividades do Grupo de Trabalho Eólicas Offshore (GT-EO), instituído pelo CNPE em outubro de 2025. É esse grupo que vai trabalhar no arcabouço regulatório, planejamento e identificação de áreas de interesse.

A resolução também estabelece que o CNPE poderá definir áreas prioritárias. A gestão de locais escolhidos será realizada por meio do chamado Portal Único de Gestão de Áreas Offshore (PUG Offshore). O Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou, em nota, que haverá maior integração institucional sobre o tema.

 A Pasta também falou em “estímulo à inovação tecnológica e ao desenvolvimento da cadeia produtiva nacional por meio de regras de conteúdo local, e à promoção da sustentabilidade e do ordenamento territorial com minimização de conflitos de uso do mar e impactos ambientais”.



Bitcoin lidera perdas do ano entre investimentos, e Ibovespa é destaque; veja ranking

 

O Ibovespa encerrou o primeiro trimestre de 2026 com alta acumulada de 16,35%, melhor resultado desde o quarto trimestre de 2020, quando avançou 25,81%. Com isso, o principal índice da B3 se destaca como o melhor investimento no acumulado deste ano e o segundo melhor em 12 meses até março, período em que registra alta de 43,91%, de acordo com levantamento da consultoria Elos Ayta.

“Trata-se de um movimento expressivo, ainda mais relevante quando se observa que ele ocorre em um ambiente de elevada incerteza internacional”, aponta Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta. No mês de março, o Ibovespa inverte a posição e fica como o segundo pior investimento, com queda de 0,7%.

 

 

O Índice de Dividendos (IDIV) também apresentou desempenho relevante. O IDIV subiu 15,13% no acumulado dos três primeiros meses do ano, marcando seu melhor trimestre desde o primeiro trimestre de 2022, quando havia avançado 15,48%, e ficando, então, na segunda posição dos melhores investimentos do primeiro trimestre e na terceira no acumulado em 12 meses. “O dado reforça a preferência do investidor por empresas mais resilientes, com geração de caixa previsível e distribuição consistente de proventos”, avalia Rivero.

Mas, assim como o Ibovespa, o Idiv também pula para o campo negativo se considerado apenas o resultado de março, quando perdeu 0,23%.

O ouro lidera os ganhos em 12 meses (+49,23) e fica em terceiro no trimestre (+7,18). Queda puxada pelo mês de março, quando despenca para 10,42%, o pior resultado do mês.

O Bitcoin registrou um movimento inverso ao do ouro. Com o pior desempenho no trimestre (- 27,22%) e em 12 meses (- 25,98%), pula para o melhor no mês de março (+ 3,67%), “Um respiro técnico após perdas relevantes no trimestre, mas ainda insuficiente para reverter a tendência negativa. O movimento reforça a sensibilidade desse tipo de ativo a choques de liquidez e aumento da aversão ao risco”, diz Einar.

 

Incertezas aumentadas após nova guerra entre EUA e Irã

Esse comportamento dos ativos reflete um cenário de grandes incertezas na geopolítica. “O  início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Iraque alterou significativamente a dinâmica dos mercados globais”.

O principal elemento foi o petróleo. A escalada dos preços da commodity impactou diretamente expectativas de inflação, política monetária e crescimento econômico, gerando aumento da aversão ao risco global, pressão sobre ativos mais voláteis, como as criptomoedas, reprecificação de moedas e fluxos internacionais e a vlorização prévia de ativos de proteção, como o ouro.

A leitura conjunta dos três períodos – mês, trimestre e 12 meses – revela padrões importantes, avalia Rivero, a saber:

1. Força estrutural da Bolsa brasileira
Mesmo com a queda em março, o Ibovespa sustenta ganhos expressivos no trimestre e no acumulado anual, indicando fluxo consistente para ativos domésticos.

2. Preferência por qualidade e renda
O desempenho do IDIV reforça a busca por empresas mais previsíveis, especialmente em ambientes de incerteza externa.

3. Volatilidade extrema dos criptoativos
O Bitcoin alterna movimentos de curto prazo positivos com quedas profundas em horizontes mais longos, evidenciando um perfil de risco elevado.

4. Ouro como ativo de ciclo, não linear
Apesar da liderança em 12 meses, o desempenho negativo em março mostra que mesmo ativos defensivos passam por ciclos de correção.

5. Renda fixa como porto de estabilidade
CDI e poupança mantêm trajetórias consistentes, com menor volatilidade e ganhos graduais.

“A combinação de valorização expressiva da Bolsa brasileira, resiliência dos dividendos e queda acentuada dos criptoativos ilustra um ambiente de forte seletividade, no qual o fluxo de capital parece ter migrado de ativos mais especulativos para aqueles com fundamentos mais tangíveis. Mais do que os números isolados, o que emerge é uma narrativa clara: em momentos de incerteza global, o mercado tende a premiar previsibilidade, liquidez e consistência, e penalizar, com intensidade, o risco elevado”, conclui Rivero.

 

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Petrobras estuda plano para tornar Brasil autossuficiente em diesel em 5 anos, diz CEO

 

A Petrobras está analisando se poderá aumentar a meta de produção de diesel prevista em seu plano de negócios para os próximos cinco anos, visando tornar o Brasil autossuficiente no combustível, disse a presidente-executiva, Magda Chambriard, nesta quarta-feira, 1º de abril.

Segundo ela, a capacidade de produzir toda a demanda do Brasil por diesel significaria a certeza de que volatilidades externas no mercado de combustíveis “não vão assombrar” os consumidores. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis  (ANP), mostram que o preço do diesel nos postos já subiu quase 24% em média desde o início da guerra no Irã.

Em evento da CNN em São Paulo, a executiva afirmou que o parque de refino da Petrobras garante cerca de 70% do consumo brasileiro de diesel, sendo que a meta atual da companhia prevê aumentar esse percentual para 80% nos próximos cinco anos, adicionando cerca de 300 mil barris por dia de diesel.

“Nós estamos revendo esse plano e nos perguntando se nós podemos chegar a 100%”, declarou Chambriard.

Perto das 11h50, as ações da Petrobras caíam mais de 3%, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,34%.

A discussão sobre aumento da produção doméstica de diesel ocorre diante das turbulências no mercado internacional de petróleo e combustíveis desde o início, em fevereiro, da guerra dos EUA e do Israel contra o Irã.

A presidente da Petrobras avaliou que, nesse momento geopolítico conturbado, o Brasil está “se saindo bem” em termos de segurança energética e cresce em importância, principalmente no fornecimento de petróleo para a Ásia.

Veja aqui o Plano de Negócios da Petrobras aprovado para 2026-230.

Aumento da produção

Chambriard ressaltou ainda que a Petrobras está aumentando a produção de petróleo por meio da ampliação de capacidade suas plataformas, citando o caso de Almirante Tamandaré, cujo potencial passou de 225 mil para 270 mil barris produzidos por dia.

De acordo com ela, esse aumento de capacidade verificado no ativo pode ser replicado para pelo menos outros três.

“O que nós estamos fazendo é agregando 45 mil (barris/dia) como potencial produtivo de quatro plataformas… Então o que nós vamos entregar para a sociedade, para os nossos acionistas, é uma plataforma de 180 mil barris ‘grátis'”.

 

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terça-feira, 31 de março de 2026

UE apresentará medidas para proteger famílias e empresas de choque do petróleo

 

 

 Estadão Conteúdo

 

O comissário de Energia e Habitação da União Europeia (UE), Dan Jørgensen, disse nesta terça-feira, 31, que o bloco apresentará “em breve” um conjunto de medidas para proteger consumidores e empresas dos choques de energia criado pela guerra no Oriente Médio. Em coletiva de imprensa após reunião de ministros de Energia da UE, Jørgensen pontuou que as medidas de alívio devem incluir uma proposta de redução de impostos sobre eletricidade e tarifas de rede, além de “opções semelhantes” às medidas da crise de 2022 após o início da guerra da Ucrânia.

O comissário enfatizou que as medidas de contenção devem ser “conjuntas” entre os países-membros, “direcionadas” e “temporárias”, acrescentando que o bloco já está coordenando o armazenamento de gás.

Segundo ele, a guerra adicionou 14 bilhões de euros à conta de importação de combustíveis fósseis do bloco até agora, com aperto nos mercados de diesel e combustível de aviação já sendo observado.

“Consequências da guerra não passarão rápido”, alertou Jørgensen, pois, segundo ele, mesmo que a guerra termine “amanhã”, o mundo ainda enfrentará os efeitos dos ataques à infraestrutura do Golfo Pérsico.

Participando de forma online da coletiva, o ministro de Energia, Comércio e Indústria de Chipre, Michael Damianos, frisou que a UE ainda não enfrenta problemas de abastecimento, mas que é importante coordenar os estoques para o inverno.

“Continuamos a trabalhar com parceiros internacionais, incluindo a Agência Internacional de Energia (AIE) para monitorar os preços do petróleo”, disse Damianos.

Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

 

 

 Ibovespa B3 sobe 1,35%, com suporte de alta do petróleo ...

 

 

 Estadão Conteúdoi

O Ibovespa iniciou a sessão desta terça-feira, 31, em alta e logo na largada alcançou a marca de 186 mil pontos, vindo de abertura na mínima em 182.515,40 pontos, em sintonia com os índices das bolsas norte-americanas e europeias. O que move o principal indicador da B3, que tem elevação generalizada na carteira teórica composta por 83 ações, e o exterior são expectativas de fim da guerra no Oriente Médio, embora os ataques continuem.

Paralelamente, investidores avaliam dados de emprego no Brasil (Caged) e nos Estados Unidos (Jolts), além do resultado primário do setor público de fevereiro.

Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, a expectativa é que os países envolvidos no conflito – Estados Unidos, Israel e Irã – entrem em acordo que ajude a arrefecer a tensão mundial, ao menos. “Estamos naquela janela projetada pelo presidente americano, de quatro a seis semanas. Qualquer notícia que não convirja para alguma negociação, acordo, promete estender a guerra”, diz.

A despeito da valorização do Índice Bovespa nesta manhã, caminha para fechar o mês com queda.

Até as 11h11, cedia 1,32% no período e subia quase 16% neste encerramento do primeiro trimestre. O giro financeiro promete ser reforçado. Na segunda-feira, o Ibovespa subiu 0,53%, aos 182.514,20 pontos.

Há relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, avalia encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz siga em grande parte fechado. Neste cenário, o preço do petróleo se estabiliza. Após subir mais cedo, o Brent caía 0,50% no horário citado acima, mas ainda acima dos US$ 100, perto de US$ 107 o barril.

No entanto, o quadro é de incerteza. O próprio Trump compartilhou hoje o que seria um vídeo que parece mostrar um ataque de grandes proporções a Isfahan, na região central do Irã, no 32º dia da guerra no Oriente Médio.

“Desde o início da guerra, a volatilidade tem guiado os mercados. As correções ou altas que acontecessem nunca são contidas, pois há muita incerteza”, diz Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos. “Segue movido pelo fluxo estrangeiro”, afirma Moreira.

Até a última sexta-feira, o ingresso de capital estrangeiro acumulado na B3 em 2026 é de R$ 50,581 bilhões, o que deve ser a melhor marca desde 2022. A entrada reflete principalmente ao fato de que algumas ações no índice estão com preços convidativos em relação a papéis de mercados como os Estados Unidos e a média dos países emergentes. Outro fator se junta a este quadro, como o afrouxamento monetário, iniciado em março pelo Banco Central brasileiro.

Ainda, o mercado avalia os dados do Caged, que sairão à tarde e podem ajudar a ajustar as apostas para a taxa Selic. Também hoje acontece a reunião ministerial e os dois encontros do Banco Central com economistas em São Paulo.

Ano campo corporativo, a Vale informou que fluxo de caixa livre da Vale Base Metals (VBM) pode ser de até US$ 1,9 bilhão em 2026. Hoje, em Dalian, o minério fechou em queda de 0,80%, a US$ 116,88 a tonelada.

Às 11h25, o Ibovespa tinha alta de 1,80%, aos 185.805,49 pontos, ante alta de 2,16%, na máxima aos 186.447,97 pontos e abertura na mínima em 182.515,40 pontos. Já o dólar à vista caía 0,74%, a R$ 5,2095, contaminando os juros futuros.

 

 

Lula confirma Alckmin como vice na chapa para disputar reeleição em 2026

 

O anúncio foi feito por Lula em reunião ministerial no Palácio do Planalto. A reunião serve de balanço da gestão petista e despedida dos ministros que precisam deixar seus cargos para disputar cargos eletivos na campanha de 2026.

O vice-presidente Geraldo Alckmin acumula a função com a de ministro da Indústria e Comércio. Havia pressões políticas para Alckmin abrir a vaga de vice na chapa de Lula para disputar o Senado em São Paulo.

Nesta terça, Lula encerrou o assunto a anunciar que Alckmin estava saindo do ministério para disputar a presidência ao seu lado, de novo como vice.

“Companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez. E ele vai deixar o MDIC”, afirmou.

Além disso, o presidente comentou a situação de outros ministros. Disse que José Múcio, da Defesa, fica até o fim do governo porque ele foi chamado para ficar um ano e completará todo o mandato. Além de Simone Tebet, do Planejamento, que deixará a Pasta para disputar o Senado por São Paulo.

“Eu acho que cada um de vocês tem um desejo, tem uma vocação, tem uma aspiração e que Deus abençoe que vocês cumpram essa vocação de vocês. Naquilo que eu puder ajudar, eu vou ajudar”, completou.

Quem for disputar as eleições em outubro, precisa deixar cargos no Executivo até o sábado, dia 4. No encontro, o presidente também apresentou os sucessores em pastas cujo futuro já está definido.

Lula também afirmou na reunião ministerial desta terça-feira que os novos ministros terão o dever de concluir o trabalho do governo, sem a criação de novos programas. A ordem de Lula foi que os ministérios não devem começar “tudo outra vez”.

Unanimidade em torno da proposta de subsidiar o diesel está próxima, diz Durigan

 

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 31, que os Estados estão próximos de alcançar unanimidade para adesão à proposta do governo federal de conceder uma subvenção a importadores de diesel com o objetivo de bancar o custo do ICMS sobre o produto.

Em reunião ministerial comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Durigan afirmou que o governo adotará novas ações para mitigar os impactos da guerra no Irã. “A gente vai seguir adotando medidas como o presidente tem nos pedido, para que, à medida que essa guerra evolua e traga efeitos injustos, a gente tenha respostas”, afirmou.

Durigan também disse que o governo brasileiro fará ainda neste ano emissões de títulos públicos nos mercados europeu e chinês.

Entenda proposta para baratear o diesel

Após a rejeição de uma proposta indicial para que os estados zerassem o ICMS sobre o óleo diesel, o ministro da Fazenda anunciou na terça-feira, 24, uma sugestão alternativa. O modelo em discussão atualmente estabeleceria uma subvenção de R$ 1,20 por litro importado, ficando metade a cargo dos estados e a outra, sob responsabilidade da União.

Dario Durigan já disse que recebeu do presidente  Lula a missão de garantir que “o preço que a guerra (no Irã) vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue às famílias” brasileiras. Entre as últimas ações do governo para conter a alta estão as alíquotas zeradas de Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a importação de combustíveis.

O governo tem estudado ações para mitigar os efeitos da guerra deflagrada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que elevou preços internacionais do petróleo.

Em seu discurso nesta terça-feira, Durigan disse que a população muitas vezes não tem a percepção do ganho econômico observado no país e ressaltou que o governo tem o “compromisso de ajudar as pessoas” em áreas como endividamento das famílias e redução de impactos da guerra no Oriente Médio.