quarta-feira, 15 de abril de 2026

Para FMI, Brasil está ‘relativamente bem posicionado’ para enfrentar a turbulência global

 

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que o Brasil está “relativamente bem posicionado” para enfrentar a turbulência global devido à guerra no Oriente Médio. No entanto, ela cobrou esforços para fortalecer as finanças públicas domésticas e a continuidade de reformas.

Georgieva se reuniu na terça-feira, 14, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, às margens das reuniões de Primavera do organismo, que acontecem em Washington, nos Estados Unidos.

Segundo ela, foi uma “boa reunião”. “O Brasil está relativamente bem posicionado para enfrentar a turbulência global”, escreveu a diretora-geral do FMI, em seu perfil no X, nesta quarta-feira, 15.

O FMI melhorou a projeção para o desempenho da economia brasileira neste ano ao incluir em seus cálculos um pequeno efeito positivo da guerra no Oriente Médio, já que o país é exportador líquido de petróleo. O organismo espera que a economia brasileira cresça 1,9% em 2026, aumento de 0,3 ponto porcentual em relação à atualização feita em janeiro.

Apesar disso, o FMI demonstrou maior ceticismo em relação às contas públicas brasileiras. O organismo prevê a dívida pública brasileira no patamar de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, no primeiro ano do próximo governo.

Se o FMI estiver certo, a dívida pública brasileira alcançará 100% do PIB antes mesmo da economia mundial como um todo. O Fundo espera que a dívida pública global alcance a 100% do PIB até 2029, um ano antes da previsão do organismo feita há um ano.

“Os esforços para fortalecer as finanças públicas são bem-vindos, e a continuidade das reformas aumentaria ainda mais a resiliência”, avaliou Geoergieva.

BBC anuncia corte de até 2 mil funcionários

 

A BBC anunciou, nesta quarta-feira (15), que irá cortar entre 1.800 e 2.000 postos de trabalho nos próximos dois anos, o que equivale a cerca de 10% do seu quadro de funcionários, na maior onda de demissões do grupo audiovisual em 15 anos.

A emissora havia anunciado, em fevereiro, a intenção de reduzir seus custos em 10%, sem revelar o impacto disso na instituição britânica, que atravessa um período complicado após a demissão de seu diretor-geral e o processo por difamação movido por Donald Trump pela divulgação de uma montagem enganosa sobre o presidente americano.

“Precisamos economizar 500 milhões de libras [cerca de 3,2 bilhões de reais] adicionais de nossos custos operacionais anuais totais de 5 bilhões de libras [cerca de 32,4 bilhões de reais] nos próximos dois anos, com a maior parte destas novas economias previstas para 2027/28”, anunciou a emissora em um comunicado.

“Inevitavelmente, estes planos também implicarão uma redução do número de empregos na BBC. Prevemos que o número total de postos de trabalho será reduzido entre 1.800 e 2.000”, acrescentou o grupo.

Estes cortes de postos são anunciados pouco antes da chegada do novo diretor-geral da BBC, Matt Brittin, ex-executivo do Google, que assumirá as suas funções em 18 de maio.

A BBC anunciou, em 12 de fevereiro, que queria reduzir seus custos em 10% como resposta a “importantes pressões financeiras”.

As dificuldades da renomada emissora britânica se agravaram porque menos pessoas optam por pagar a assinatura anual, obrigatória para todos os domicílios do Reino Unido que assistem a canais de televisão ao vivo.

“Como sabem, a BBC enfrenta grandes pressões financeiras, às quais devemos responder com rapidez. Em poucas palavras, a diferença entre nossos cortes e nossas receitas está aumentando”, destacou a emissora nesta quarta-feira em seu comunicado.

“A inflação na produção continua muito alta, nossas receitas de concessões e comerciais estão sob pressão e a economia mundial continua instável”, acrescentou.

– Assinaturas anuais –

A BBC depende, em grande parte, das assinaturas anuais, que atualmente são de 174,50 libras esterlinas (cerca de 1.200 reais).

A emissora arrecadou 3,8 bilhões de libras (cerca de 24,4 bilhões de reais) de mais de 23 milhões de assinaturas entre 2024 e 2025, mas 3,6 milhões de domicílios declararam não precisar delas, segundo um relatório recente de uma comissão parlamentar.

Durante o mesmo período, foram perdidas mais de 1,1 bilhão de libras (aproximadamente 7 bilhões de reais) em assinaturas.

A BBC também lida com as mudanças no consumo de mídia, como o streaming e os serviços sob demanda.

Os cortes ocorrem em um contexto de polêmicas por um caso vinculado ao presidente americano.

Trump acusa a BBC de ter divulgado uma montagem enganosa de um discurso seu de 6 de janeiro de 2021, no qual parece incitar explicitamente seus seguidores a atacar o Capitólio em Washington. Ele apresentou uma ação por difamação na Flórida e exigiu 10 bilhões de dólares (cerca de 50 bilhões de reais) da BBC.

Um juiz marcou a data do julgamento para fevereiro de 2027.

O caso provocou a demissão de seu diretor-geral, Tim Davie, e da chefe da BBC News, Deborah Turness.

Dona da Gucci registra melhora nas tendências de vendas, mas queda no resultado nominal

 

A Kering, empresa de artigos de luxo que reúne a Gucci e outras marcas de alto padrão, divulgou tendências de vendas melhores no início do ano, antes do lançamento de um novo plano destinado a dar novo impulso ao grupo. O gigante com sede em Paris informou na terça-feira, 14, que registrou receita de 3,57 bilhões de euros no primeiro trimestre, estável em base comparável e a taxas de câmbio constantes em relação ao mesmo período do ano passado.

Em termos nominais, a receita caiu 6% na comparação anual. Ambas as taxas mostraram melhora em relação ao quarto trimestre do ano passado.

O resultado veio em geral em linha com as projeções de analistas, de 3,59 bilhões de euros, segundo pesquisa da Visible Alpha.

A principal marca do grupo, a Gucci, registrou vendas trimestrais de 1,35 bilhão de euros. O valor foi 14% menor do que um ano antes em termos nominais, mas melhor do que a queda de 16% registrada no trimestre anterior.

Embora a empresa tenha apontado um ambiente geopolítico e macroeconômico incerto, seu objetivo permanece o de voltar a crescer e melhorar as margens.

A Kering planeja realizar um “capital markets day” na quinta-feira, 16,, quando deverá detalhar sua nova estratégia. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Talvez não teria acontecido o caso Master se houvesse transparência no GDF, diz Augusto Nardes

 

 

O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou nesta quarta-feira, 15, que se houvesse um projeto de maior governança e transparência no governo do Distrito Federal, o caso Master poderia não ter acontecido. “Começamos a falar em transparências na governança do GDF. Avançamos por 8 meses mas quando começamos a falar sobre transparência, parou o projeto. Talvez não teria acontecido o evento do Banco Master caso tivesse transparência no GDF”, comentou durante fala em painel de evento do grupo Lide, em Brasília (DF).

Segundo o ministro, é difícil falar em maior controle e governança no Brasil, uma vez que “as pessoas ficam bravas com o TCU quando vetado direcionamento de recursos indevidos nos governos”.

O ministro não detalhou o escopo do projeto de transparência mencionado, mas o TCU tem defendido a adoção de mecanismos de governança, integridade e rastreabilidade de recursos públicos por entes subnacionais como forma de prevenir irregularidades.

O Tribunal pode atuar em casos como esse por meio de auditorias, fiscalizações e acompanhamento de contratos envolvendo recursos públicos, com possibilidade de emitir recomendações e determinar ajustes na gestão.

Queda de Orbán na Hungria impõe novos arranjos na Europa Central

 Peter Magyar, líder do partido da oposição Tisza, discursa durante uma coletiva de imprensa no dia da eleição parlamentar, em Budapeste, Hungria, em 12 de abril de 2026. — Foto: REUTERS/Leonhard Foeger

 

Péter Magyar promete romper legado antiliberal e se aproximar das pautas da União Europeia. Aliados regionais, República Tcheca e Eslováquia calculam impactos políticos e geopolíticos.Péter Magyar conquistou os eleitores húngaros com o discurso de combate à corrupção e crescimento da economia, mas se fincou no cenário internacional com a promessa de reverter o sistema antiliberal e a orientação anti-União Europeia da Hungria nos 16 anos do governo de Viktor Orbán.

O partido de centro-direita Tisza, liderado, por Magyar, acabou obtendo dois terços das cadeiras do parlamento nas eleições de 12 de abril, o que sinaliza, num primeiro momento, caminhos abertos para o novo governo emplacar reformas e se descolar da órbita de Moscou.

Os aliados mais próximos de Orbán, contudo, ainda não deram mostras contundentes de que irão acompanhar o movimento, caso ele se concretize.

Braço-direito de Orbán, o primeiro-ministro Robert Fico, da Eslováquia, conhecido por divulgar longas mensagens em vídeo e extensos comunicados à imprensa, manifestou-se de forma concisa, por meio de um e-mail para jornalistas. “Respeito plenamente a decisão dos eleitores húngaros”, disse, acrescentando estar pronto para uma “cooperação intensa” com o novo governo em Budapeste.

Líderes nacionalistas e populistas

Andrej Babis, primeiro-ministro da República Tcheca, conhecido como o “Trump tcheco” pelas semelhanças ideológica e de conta bancária, fez questão de mencionar seu velho aliado em sua mensagem de felicitações para Magyar.

“Enfrentar um adversário tão forte como Viktor Orbán nunca foi fácil, mas ele conquistou a confiança da maioria dos húngaros e carrega grandes esperanças e expectativas”, escreveu Babis no X. “Ele não deve decepcionar.”

Babis fundou, ao lado de Orbán, o grupo eurocético Patriotas pela Europa, em 2024.

Tanto Babis quanto Fico acompanharam a posição de Orbán de usar seu poder de veto na União Europeia para bloquear ajuda à Ucrânia, que se defende dos ataques massivos russos desde 2022.

As respostas cuidadosamente calibradas de Bratislava e Praga refletem tanto a magnitude da mudança política em Budapeste quanto a incerteza que agora paira sobre a Europa Central, onde Orbán há muito tempo era a figura central de uma aliança informal de líderes nacionalistas e populistas.

Ameaça para Fico

Fico afirmou que as prioridades da Eslováquia não se alteram com a derrocada de Orbán.

Entre elas estão o renascimento do Grupo de Visegrad – uma aliança informal entre a República Tcheca, a Hungria, a Polônia e a Eslováquia. Ele citou ainda a proteção dos interesses energéticos comuns e a restauração do fornecimento de petróleo russo à Eslováquia e à Hungria por meio do oleoduto Druzhba.

Esse fornecimento está suspenso desde janeiro, após o que Kiev descreveu como ataques de drones e mísseis russos a um trecho do oleoduto na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou recentemente que os reparos podem começar nas próximas semanas.

“A maior ameaça para a Rússia é uma Ucrânia livre, independente e democrática”, disse Martin Poliacik, ex-deputado eslovaco filiado ao partido de oposição Eslováquia Progressista. “Por extensão, a maior ameaça para Fico é uma Hungria pró-europeia, porque os eslovacos viriam que isso é possível”, disse Poliacik à DW.

A derrota de Orbán também priva Fico de um parceiro-chave no cenário europeu. O líder húngaro era visto como um interlocutor tanto de Moscou quanto de Washington.

Fico agora é o homem de Putin na Europa?

Alguns acreditam agora que a Rússia, pelo menos, voltará toda a sua atenção para a Eslováquia. Poliacik, no entanto, expressou dúvidas de que Fico pudesse assumir o lugar de Orbán como o homem de Putin na Europa. “Ele está cansado”, disse ele, acrescentando que Fico também carece de uma equipe forte de executores capazes e combativos, ao contrário de Orbán.

O líder eslovaco havia ameaçado bloquear o empréstimo de 90 bilhões de euros da UE para Kiev caso Orbán fosse derrotado, mas alguns duvidam que ele esteja realmente pronto para desafiar o resto da UE sozinho.

Eleição de Magyar trará estabilidade?

Mesmo com Orbán fora do poder, analistas alertam que a mudança na Hungria pode não levar a uma estabilidade de longo prazo. “Acho que é realmente difícil permanecer no poder na Europa neste momento”, disse Poliacik. “Todo status quo é difícil de manter. É como um pêndulo oscilando.”

Essa volatilidade é bem compreendida em Praga.

Andrej Babis voltou ao poder no final de 2025 à frente de uma coalizão que inclui seu movimento Ano, o partido conservador Motoristas por Si Mesmos e o SPD, de ultradireita e anti-imigração.

Críticos argumentam que o governo já está buscando reformular elementos-chave do sistema democrático liberal da República Tcheca, incluindo a mídia pública e o papel da sociedade civil, seguindo à risca o manual de Orbán. Os apoiadores – assim como o próprio Babis – rejeitam essa definição.

Desafios para Babis

Analistas apontam que há limites estruturais ao que Babis pode alcançar no contexto tcheco. “Babis percebeu durante seu primeiro mandato como primeiro-ministro que não pode controlar o país da mesma forma que Orbán”, disse o comentarista político tcheco Jindrich Sidlo.

“Orbán governou por muito mais tempo, teve resultados eleitorais muito diferentes, não há Senado na Hungria, e ele conseguiu moldar o sistema eleitoral a seu favor”, disse ele à DW.

“Isso é algo que Babis talvez tenha invejado, mas acho que ele agora entende que não é realista na República Tcheca. Até mesmo mudar a lei eleitoral requer acordo entre a Câmara e o Senado – não dá para forçar a aprovação”, disse ele. “Portanto, Babis é, nesse sentido, uma versão muito mais fraca de Orbán.”

Nova ordem regional

Além da política nacional, a derrota de Orbán também pode afetar uma rede mais ampla de alianças construída ao longo da última década.

Andras Lederer, do Comitê Húngaro de Helsinque, argumenta que a Hungria desempenhou um papel central no apoio a atores com ideais semelhantes em toda a Europa. “Orbán ajudou seus aliados política e financeiramente”, disse ele.

Esse apoio incluiu financiamento para think tanks, grupos de defesa e iniciativas de mídia alinhados com uma visão mais soberanista da Europa, segundo o especialista. “Com Orbán fora do poder, essa rede provavelmente diminuirá significativamente ou até desaparecerá”, acrescentou Lederer.

Especula-se que o novo cenário político na Europa Central pode impactar também os modelos de cooperação regional, como o grupo de Visegrad, praticamente inativo desde que a invasão em grande escala da Rússia na Ucrânia expôs profundas divisões entre seus membros.

A Polônia e a República Tcheca têm sido fortes apoiadoras de Kiev. A Hungria, sob Orbán, e a Eslováquia, sob Fico, assumiram posições muito mais hostis.

Babis sinalizou interesse em reviver o grupo de Visegrad, e seu governo já tomou medidas para melhorar as relações com Bratislava.

Mas sem Orbán, com um novo líder húngaro buscando melhorar os laços com Bruxelas, e a Polônia sob um governo liberal-conservador aparentemente desinteressado no formato Visengrad – pelo menos até novas eleições em Varsóvia –, o bloco parece mais moribundo do que nunca.

Ibovespa cai após série de recordes com bloqueio de portos iranianos; dólar segue abaixo de R$ 5

 

 

O Ibovespa opera em queda e o dólar é negociado com pequenas oscilações nesta quarta-feira, 15, tendo como pano de fundo a falta de uma tendência clara em mercados no exterior, enquanto agentes financeiros continuam acompanhando a situação no Oriente Médio e na navegação no Estreito de Ormuz.

Por volta de 12h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía 0,42%, a 197.828,57 pontos, após fechar em alta nas 11 sessões anteriores, renovando recordes – na véspera, superou os 199 mil pontos pela primeira vez. . Já o dólar subia 0,06%, a R$ 4,991 na venda. Veja cotações.

O barril do petróleo também era negociado com pequenas oscilações, com o Brent sendo negociado ao redor de US$ 95.

Os juros futuros subiam, em especial entre os contratos de prazos mais longos.

Às 10h22, a taxa dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) para janeiro de 2028 estava em 13,4%, em alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,382% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,51%, com elevação de 7 pontos-base ante 13,444%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 1 ponto-base, a 4,27%.

Trump diz que guerra com Irã pode terminar em breve

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a guerra com o Irã pode terminar em breve, dizendo ao mundo para ficar atento a “dois dias incríveis”, enquanto forças norte-americanas que impõem um bloqueio seguem impedindo a saída de navios dos portos iranianos.

Autoridades de Paquistão, Irã e vários Estados do Golfo também disseram que as equipes de negociação dos EUA e do Irã poderiam retornar a Islamabad no final desta semana. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que é provável que uma delegação paquistanesa chegue ao Irã na quarta-feira e transmita mensagens de Washington.

As negociações no último fim de semana fracassaram sem um acordo para acabar com a guerra, que Trump lançou ao lado de Israel em 28 de fevereiro, desencadeando ataques iranianos contra os vizinhos do Irã no Golfo e reacendendo um conflito paralelo entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano.

O otimismo de Trump elevou as ações globais a níveis recordes. Os preços do petróleo — que caíram na terça-feira e no início das negociações de quarta-feira — voltaram a subir para cerca de US$96 por barril, depois que os militares dos EUA disseram que seu bloqueio havia interrompido completamente o comércio marítimo dentro e fora do Irã.

Cenário local

No noticiário local, destaque para a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos. No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas no varejo subiram 0,6% em fevereiro ante o mês anterior, acelerando em relação ao avanço de 0,4% em janeiro. O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de ganho de 1,0%.

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Oncoclínicas busca opções após Porto e Fleury desistirem de negociações; ações derretem 8%

 

 

A Oncoclínicas afirmou nesta terça-feira que continuará avaliando opções para reestruturar sua situação financeira, após fim de conversas com Porto Seguro e Fleury, que desistiram de investir na empresa.

Porto Seguro e Fleury decidiram não renovar período de conversas reservadas com a Oncoclínicas, afirmou a companhia em fato relevante, citando que entre as opções estão “aquelas surgidas nas últimas semanas que não puderam ser exploradas, tendo em vista a exclusividade então em vigor”.

Fleury e Porto Seguro também relataram o fim das negociações sem detalhar a razão de não seguirem com as tratativas.

O acordo não vinculante assinado em março previa um aporte conjunto da Porto e do Fleury de R$ 500 milhões na nova companhia, além da emissão de R$ 500 milhões em debêntures conversíveis em ações ordinárias pela nova empresa, que seriam subscritas por Porto e/ou Fleury.

Por volta de 10h50, na bolsa de valores, as ações da Oncoclínicas caíam 8,13%, a R$1,13, enquanto os papéis da Porto Seguro cediam 0,37%, a R$53,42, e os do Fleury tinham elevação de 1,16%, a R$17,46.

Para analistas do BTG Pactual, tal desfecho era algo até certo ponto esperado. “Dada a complexidade da transação e a profundidade da due diligence necessária, acreditamos que o processo provavelmente evidenciou os desafios presentes na atual situação financeira da Oncoclínicas”, afirmaram Samuel Alves e Maria Resende, em relatório a clientes.

“Em nossa visão, a combinação de um alto nível de endividamento e possíveis passivos fora do balanço torna difícil para grupos bem capitalizados como Fleury e Porto avançarem com uma injeção de capital em condições aceitáveis de risco-retorno.”

Suspensão de obrigações

A Oncoclínicas ainda afirmou nesta terça-feira que fez pedido à Justiça de São Paulo para determinar a suspensão de efeitos de toda e qualquer cláusula contratual que imponha vencimento antecipado de dívidas.

A equipe do BTG Pactual reiterou a recomendação neutra para as ações da Oncoclínicas, ressaltando que a empresa ainda enfrenta um processo de reestruturação complexo com seus credores “e, embora haja indicações de propostas alternativas envolvendo acionistas de referência, a visibilidade permanece limitada neste momento”.

“Continuaremos a acompanhar de perto os desdobramentos para avaliar melhor as implicações tanto para a estrutura de capital quanto para a continuidade operacional.”