segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Energias renováveis: implantação precisa dobrar para meta de 2030

 

Da IstoÉ com Reuters — A implantação global de energias renováveis precisa mais que dobrar anualmente para que as metas climáticas de 2030 sejam alcançadas, conforme aponta um relatório divulgado nesta segunda-feira, 21 de setembro. O documento, elaborado por importantes organizações do setor, detalha que, apesar do crescimento recorde registrado no ano passado, o ritmo atual é insuficiente para cumprir os compromissos assumidos na COP28.

O que aconteceu

  • A capacidade de energias renováveis global alcançou 5,15 terawatts no fim de 2025, mas ainda está aquém da meta de 11,2 TW necessária até 2030.
  • Para cumprir o objetivo de triplicar a capacidade renovável, o mundo precisa adicionar, em média, 1.200 GW por ano até 2030.
  • Investimentos em infraestrutura de rede devem quase dobrar, chegando a US$ 1 trilhão anualmente entre 2026 e 2030.

Na cúpula climática COP28, realizada em Dubai em 2023, mais de 100 países concordaram em triplicar a capacidade de energia renovável até 2030. No ano de 2025, o mundo adicionou pouco mais de 690 gigawatts de capacidade de energia renovável, um ritmo que precisa ser acelerado.

Isso significa que ainda é preciso intensificar as instalações para cerca de 1.200 GW, em média, a cada ano até 2030. Esse esforço é crucial para cumprir a meta de triplicar a capacidade, conforme o relatório elaborado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), pela Presidência da COP31 e pela Aliança Global de Energias Renováveis.

A capacidade instalada global total de energia renovável atingiu 5,15 terawatts (TW) no final de 2025. Esse valor representa menos da metade da meta de 11,2 TW necessária para cumprir o compromisso de 2030.

Eficiência energética também preocupa

As medidas de eficiência energética também estão aquém do esperado. Em 2025, a intensidade energética melhorou cerca de 2%, o que fica abaixo da taxa anual de 4% necessária para cumprir os compromissos de dobrar a eficiência energética.

“As energias renováveis ainda podem preencher a lacuna até 2030, mas a eficiência energética está ficando para trás, a demanda por eletricidade está crescendo mais rápido do que o esperado e a infraestrutura da rede não conseguiu acompanhar o ritmo”, afirmou Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA, no relatório.

Quais os investimentos necessários?

São necessários, em média, quase US$ 1 trilhão por ano em investimentos na rede entre 2026 e 2030, de acordo com o relatório. Este montante representa um aumento significativo em relação aos US$ 525 bilhões registrados em 2025, evidenciando a urgência de aportes financeiros substanciais.

Ben Backwell, presidente da Aliança Global de Energias Renováveis, enfatizou que os governos precisam “tornar as energias renováveis uma prioridade econômica nacional”. Isso inclui a expansão das redes, a implantação de sistemas de armazenamento e a eletrificação de residências, transporte e indústria.

As próximas negociações climáticas da COP deste ano, que ocorrerão na Turquia em novembro, devem se concentrar no uso da eletricidade para abastecer mais setores. O objetivo é pressionar para que 35% do consumo final de energia global seja atingido por fontes elétricas até 2035.

 

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Swaps cambiais: automação avança para modernizar mercado de US$ 4 tri

 

O mercado global de swaps cambiais, avaliado em US$ 4 trilhões por dia, intensifica seus esforços para abandonar a dependência de operadores telefônicos. Plataformas de negociação buscam, agora, a completa automação de uma área do câmbio que ainda permanece consideravelmente manual, indicando uma virada tecnológica no setor financeiro.

O que aconteceu

  • A automação do mercado de swaps cambiais é a nova prioridade, afastando-o da dependência de operadores de voz.
  • Atualmente, 56% dos swaps cambiais são negociados eletronicamente, percentual inferior aos 71% das transações à vista.
  • Empresas como 360T, LSEG e Positive Sum Associates estão desenvolvendo novas plataformas eletrônicas para esse segmento.

Atualmente, cerca de 56% dos swaps cambiais são negociados eletronicamente, um número que contrasta com os aproximadamente 71% das transações à vista, conforme dados do Banco de Compensações Internacionais (BIS). Esta discrepância é especialmente notável no mercado interbancário, onde operadores frequentemente utilizam corretores de voz para gerenciar grandes volumes de posições.

Um novo e vigoroso impulso pela eletrificação deste mercado emergiu, conforme debatido em um encontro do setor em Amsterdã. A provedora de tecnologia 360T projeta um aumento significativo nas negociações em sua plataforma eletrônica no próximo ano. Paralelamente, o London Stock Exchange Group Plc (LSEG) planeja uma solução de compensação. A consultoria de estrutura de mercado Positive Sum Associates revelou que ao menos três locais estão desenvolvendo plataformas de swaps entre corretoras.

“A corrida começou”, afirmou Jasper Livingsmith, fundador da Positive Sum Associates e ex-chefe de gestão de portfólio do G-7 no Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento. “Estou surpreso que um mercado tão antigo e tradicional ainda seja tão primitivo.”

As operações de swap cambial apresentam maior complexidade para automação, dada a combinação de duas transações de moedas em datas distintas e a dependência do crédito que os bancos estão dispostos a conceder uns aos outros. Embora a automação possa impactar empregos de corretores, a redução dos custos de negociação é uma prioridade setorial no maior tipo de mercado cambial.

“Eletrificar o mercado de swaps entre dealers é uma missão fundamental para os principais provedores de liquidez”, declarou Alexis Cayla, chefe de negociação quantitativa de taxas de juros de curto prazo do G-10 no JPMorgan Chase & Co. O banco americano está em processo de transformação, segundo Cayla, mas a velocidade da mudança em todo o setor dependerá da adesão de outras instituições financeiras.

O fator humano é insubstituível?

Essa promessa de automação não é inédita no mercado financeiro. Participantes de conferências anteriores passaram anos prevendo que os swaps cambiais seguiriam o mercado spot para a era eletrônica. Contudo, em Amsterdã, muitos se mostraram mais cautelosos em reiterar essa previsão, após observarem o setor declarar repetidamente o iminente salto tecnológico que tardava a se concretizar.

Ainda assim, alguns enxergam valor intrínseco no elemento humano dentro dos mercados cambiais. Membros do painel lamentaram a diminuição da frequência com que as pessoas atendem ligações, e alertaram para o risco de resumos gerados por inteligência artificial (IA) tornarem as conversas e e-mails cada vez mais genéricos. Outros, em tom bem-humorado, sugeriram que bots de IA poderiam ser treinados para simular conversas sobre resultados de futebol, compensando a perda da descontração com corretores.

Alguns fundos de investimento já automatizaram operações de swap de menor porte. Ian Packer, operador de câmbio da UBS Asset Management, indicou que transações de até US$ 500 milhões em moedas principais podem ser negociadas eletronicamente, mas operações de maior vulto ainda demandam contato telefônico.

“Quando realizamos swaps de grande porte, precisamos fazer tudo manualmente porque os bancos com os quais trabalhamos não possuem sistemas suficientemente sofisticados”, explicou Richard Turner, trader sênior da Insight Investment. “Gostaríamos de automatizar esse processo.”

A Bloomberg LP, empresa controladora da Bloomberg News, também oferece uma plataforma de negociação de moedas que inclui swaps.

Da IstoÉ com Bloomberg.

 

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Petrobras anuncia descobertas de gás na Colômbia

 

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta segunda-feira, 21, que a estatal vai divulgar descobertas significativas de gás na Colômbia em parceria com a Ecopetrol. A informação foi revelada durante a ROG.e 2026, principal evento de energia organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

O que aconteceu

  • A Petrobras, em parceria com a Ecopetrol, anunciará descobertas importantes de gás na Colômbia, com contratos já em fase de divulgação.
  • A estatal planeja expandir sua atuação para novas fronteiras exploratórias, como a Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e a Costa do Marfim.
  • A gestão de Magda Chambriard prioriza campos maduros, buscando inovação e robotização para estender a vida útil das áreas produtivas.

Magda Chambriard, que também preside o Conselho do IBP, participa da ROG.e 2026, evento que deve gerar um impacto econômico de aproximadamente R$ 593 milhões para o estado. A executiva enfatizou que a empresa está pronta para anunciar as novas oportunidades.

“Temos descobertas relevantes de gás a desenvolver na Colômbia. Estamos divulgando hoje as oportunidades na Colômbia, onde já temos inclusive contratos de gás a divulgar”, declarou, sem fornecer detalhes adicionais sobre as descobertas.

Petrobras expande suas fronteiras

A executiva da Petrobras reafirmou que a companhia continuará a prospectar novas fronteiras, mantendo um cenário de produção crescente e em alto patamar até a próxima década. Essa estratégia inclui a exploração em áreas como a Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e a recente assinatura de oito contratos com a Costa do Marfim, alinhada à diretriz de buscar geologias externas semelhantes às da companhia.

Por que investir em campos maduros?

Magda Chambriard ressaltou que a gestão de campos maduros permanece como uma prioridade estratégica para a Petrobras. A estatal está investindo na busca por novas tecnologias, como a robotização, visando estender a vida produtiva dessas áreas.

“Não renunciaremos a eles. O futuro nos reserva todos os dias uma série de tecnologias habilitadoras em que investimos para desenvolvê-los, e que estarão cada vez mais presentes em nossas operações”, concluiu a presidente.

 

sábado, 19 de setembro de 2026

Produção de etanol cresce 3,5% em agosto impulsionada por milho

 

A produção de etanol no Brasil registrou um aumento de 3,5% na segunda quinzena de agosto em comparação anual, impulsionada pelo crescimento da moagem de cana-de-açúcar e pela crescente fabricação do combustível a partir do milho. Dados fornecidos por produtores e compilados pelo ministério indicam um cenário de expansão no setor bioenergético.

O que aconteceu

  • A produção de etanol aumentou 3,5% na segunda quinzena de agosto, com forte avanço do etanol hidratado.
  • A moagem de cana-de-açúcar subiu 3,3% no mesmo período, alcançando 52 milhões de toneladas.
  • No acumulado da safra 2026/27 até agosto, a produção de açúcar recuou 10,7%, enquanto a de etanol cresceu 13,2%.

A moagem de cana-de-açúcar, especificamente, aumentou 3,3% na segunda metade de agosto, totalizando 52 milhões de toneladas. Nesse período, a fabricação de etanol avançou para 2,55 bilhões de litros, um movimento impulsionado principalmente pelo etanol hidratado, cuja produção cresceu 7%.

O ministério responsável não emite comentários sobre os dados divulgados, que são coletados diretamente dos produtores. Essas informações governamentais são cruciais para compreender o andamento da safra, especialmente porque a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) tem reduzido a frequência de suas publicações sobre moagem e produção.

Como os dados da safra são monitorados?

A última divulgação da Unica, por exemplo, refere-se ao acumulado da moagem apenas até o final de junho. A falta de publicações periódicas da entidade torna as informações do governo ainda mais relevantes para a análise do mercado.

No balanço acumulado da safra 2026/27, que compreende o período até o final de agosto, a moagem de cana-de-açúcar totalizou 413,55 milhões de toneladas. Este volume representa um aumento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Contrastando com o avanço da cana, a produção de açúcar somou 23,95 milhões de toneladas, registrando uma queda de 10,7% em comparação com o mesmo período da temporada passada. Por outro lado, a produção total de etanol cresceu 13,2%, atingindo 21,22 bilhões de litros.

Os números mais recentes também evidenciam um aumento expressivo nos estoques de combustíveis. Os estoques físicos totais de etanol alcançaram 7,59 bilhões de litros em 31 de agosto, marcando uma alta de mais de 15% sobre o ano anterior, principalmente devido a um salto de 29,6% nos volumes de etanol hidratado armazenados.


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MEIs podem negociar “dívidas com a União” até 30 de setembro

 

Microempreendedores individuais (MEIs) com dívidas inscritas na dívida ativa da União agora podem negociar seus débitos em condições facilitadas. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) abriu uma negociação para valores de até R$ 20 mil, oferecendo a possibilidade de descontos, entrada facilitada e parcelamento com prestações mínimas de R$ 25.

O que aconteceu

  • MEIs com dívidas na dívida ativa da União podem negociar débitos de até R$ 20 mil com a PGFN, com prazo final em 30 de setembro.
  • A negociação oferece condições facilitadas, como descontos sobre juros, multas e encargos, e parcelamento em prestações mínimas de R$ 25.
  • O edital prevê três modalidades de acordo, incluindo opções para dívidas de difícil recuperação e de pequeno valor, com descontos significativos.

O prazo para aderir ao Edital nº 9/2026 termina em 30 de setembro, às 19h, no horário de Brasília. Esta negociação é destinada especificamente a MEIs que possuem débitos de até R$ 20 mil já inscritos na dívida ativa da União. Dívidas que ainda se encontram apenas como guias DAS vencidas, sem a devida inscrição, não são contempladas pelo programa.

Quais dívidas podem ser negociadas pelos MEIs?

O edital estabelece três modalidades distintas de negociação. Uma delas leva em consideração a capacidade de pagamento do empreendedor e abrange dívidas inscritas até 3 de março de 2026. Nesta categoria, a PGFN realiza a classificação automática do contribuinte. MEIs classificados nas categorias C ou D podem acessar prazos de pagamento mais longos e obter descontos sobre juros, multas e encargos, além da entrada facilitada.

Também podem ser negociados débitos considerados de difícil recuperação ou irrecuperáveis, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela PGFN. Entre os casos que se enquadram estão dívidas com mais de 15 anos, inscrições de pessoas físicas com indicativo de óbito e débitos de empresas com CNPJ baixado por inaptidão ou inexistência de fato.

A terceira modalidade é direcionada para dívidas de pequeno valor inscritas até 1º de junho de 2025. Para algumas inscrições do Simples Nacional-MEI de até cinco salários mínimos, há previsão de desconto de 50% sobre o valor total, com pagamento em até 60 parcelas. Para outras dívidas de responsabilidade do MEI, também existem opções de pagamento à vista com 50% de desconto ou parcelamentos com descontos que variam de 30% a 50%.

Como funcionam os descontos e parcelamentos?

Nas modalidades que permitem descontos sobre juros, multas e encargos, a redução pode alcançar 100% desses valores, sempre respeitando o limite de 70% do valor de cada inscrição. O benefício, portanto, não implica no perdão total da dívida. Em todas as modalidades, a parcela mínima para o MEI é de R$ 25, com atualização mensal pela taxa Selic e acréscimo de 1% no mês do pagamento.

Para verificar a elegibilidade de um débito, o MEI pode consultar o PGMEI, da Receita Federal, no caso de pendências ainda não inscritas em dívida ativa. Quando a dívida já foi inscrita, a consulta deve ser feita no portal Regularize, da PGFN, utilizando o CNPJ. O sistema permite conferir informações detalhadas como origem, data de inscrição, valor principal, juros, multas e encargos.

Como aderir à negociação da PGFN?

A adesão ao acordo é realizada exclusivamente pelo portal Regularize. No sistema, o contribuinte deve acessar a opção “Negociar Dívida”, em seguida entrar no Sistema de Negociações (SISPAR) e selecionar a opção referente ao Edital nº 9/2026. A primeira parcela precisa ser paga até o último dia útil do mês em que o acordo foi firmado.

É importante ressaltar que o acordo pode ser cancelado ou rescindido em caso de atraso de três parcelas, sejam elas consecutivas ou alternadas. Nessas situações, o MEI perde os benefícios concedidos e a cobrança do saldo devedor é retomada. Após o cancelamento, o contribuinte também fica impedido de realizar uma nova transação pelo período de dois anos.

 

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Confaz altera regras para documentos fiscais eletrônicos

 

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou nesta segunda-feira (14) o Despacho nº 42/2026, com 13 novos Ajustes Sinief aprovados em 4 de setembro. As normas, publicadas no Diário Oficial da União (DOU), introduzem modificações significativas nos procedimentos relacionados aos documentos fiscais eletrônicos. Essas atualizações são cruciais para a administração tributária, que inclui a Receita Federal, e afetam diretamente a emissão, integração de sistemas e a inutilização de numeração em diversas operações.

O que aconteceu

  • Novas regras fiscais foram publicadas pelo Confaz, alterando procedimentos para documentos fiscais eletrônicos.
  • As modificações incluem normas para armazenagem compartilhada e ajustes na emissão de NF-e, NFC-e, CT-e, entre outros.
  • Profissionais contábeis e empresas devem adaptar-se às mudanças em prazos, especificações técnicas e procedimentos de integração de sistemas.

Os ajustes alcançam diferentes documentos fiscais eletrônicos utilizados pelos contribuintes, como NF-e, NFC-e, CT-e, MDF-e, BP-e, NF3-e, NFCom, CT-e OS e DC-e. Entre as mudanças, destacam-se alterações nos manuais que concentram as especificações técnicas de integração dos sistemas, novas regras para situações de recusa ou não localização do destinatário e modificações nos procedimentos de emissão e inutilização de documentos fiscais.

o que as novas normas alteram?

Uma das novidades é o Ajuste Sinief nº 28, que estabelece procedimentos específicos para condomínios de armazenagem. Essa medida permite que produtores rurais formem depósitos compartilhados para armazenar mercadorias, devendo observar as condições estabelecidas no próprio ajuste. Trata-se de uma situação específica relacionada à armazenagem de mercadorias, integrando o conjunto de novas regras aprovadas pelo Confaz.

Já o Ajuste Sinief nº 29 modifica o Ajuste Sinief nº 32, de 2025, que, por sua vez, havia alterado o Ajuste Sinief nº 7, de 2005. Este último foi responsável por instituir a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE). A alteração estabelece uma nova data para a produção de efeitos de uma das disposições.

especificações técnicas e manuais atualizados

Os Ajustes Sinief nº 30, 31, 32 e 33 promovem alterações relacionadas às especificações técnicas necessárias para a integração dos sistemas de diferentes documentos fiscais eletrônicos. No caso do Bilhete de Passagem Eletrônico (BP-e), modelo 63, o Ajuste Sinief nº 30 determina que essas especificações serão definidas no Manual de Orientação do Contribuinte do BP-e.

Para a Guia de Transporte de Valores Eletrônica (GTV-e), o Ajuste Sinief nº 31 estabelece que as regras de integração serão apresentadas em capítulo específico do Manual de Orientação do Contribuinte do CT-e. O Ajuste Sinief nº 32 adota procedimento semelhante para o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), enquanto o Ajuste Sinief nº 33 determina que as especificações de integração da Nota Fiscal de Energia Elétrica Eletrônica (NF3-e), modelo 66, sejam definidas no respectivo Manual de Orientação do Contribuinte.

regras de emissão mudam em situações específicas

O Ajuste Sinief nº 34 altera as regras para emissão de documentos fiscais em situações de recusa total ou parcial da entrega ou quando o destinatário não é localizado, modificando o Ajuste Sinief nº 49, de 2025. A Declaração de Conteúdo eletrônica (DC-e) também passa por alterações, com o Ajuste Sinief nº 35 modificando as regras instituídas em 2021 e estabelecendo hipóteses de dispensa da obrigatoriedade do documento, além de procedimentos para sua emissão.

No transporte de cargas, o Ajuste Sinief nº 36 altera as regras do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e do Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico (DACTE). Entre os pontos modificados estão a integração dos sistemas e os procedimentos aplicáveis quando ocorre rejeição do CT-e. As mesmas questões são tratadas para o Conhecimento de Transporte Eletrônico para Outros Serviços (CT-e OS), com o Ajuste Sinief nº 37.

A Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), modelo 65, e do Documento Auxiliar da NFC-e (DANFE NFC-e) também são afetadas pelo Ajuste Sinief nº 38, que envolve a integração dos sistemas e a aplicação do pedido de inutilização de numeração do documento. A NF-e também passa por novas alterações via Ajuste Sinief nº 40, que modifica o Ajuste Sinief nº 7, de 2005. A forma de integração dos sistemas utilizados e as regras relacionadas ao pedido de inutilização de número da NF-e estão entre os pontos alterados.

O Ajuste Sinief nº 39 modifica as regras da Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação Eletrônica (NFCom), modelo 62, e do Documento Auxiliar da NFCom (DANFE COM). A alteração permite, em determinadas condições, a postergação do prazo de obrigatoriedade da NFCom, estendendo-o até 1º de janeiro de 2027, conforme as condições estabelecidas.

impacto das novas regras para a classe contábil

Os novos Ajustes Sinief ampliam o conjunto de regras que precisa ser acompanhado pelos profissionais responsáveis pela rotina fiscal e pela emissão de documentos eletrônicos. As alterações não se concentram em um único documento, mas abrangem diferentes modelos utilizados pelos contribuintes, exigindo atualização constante.

Para a rotina contábil e fiscal, os pontos relacionados à integração dos sistemas ganham relevância porque diferentes ajustes passam a direcionar as especificações técnicas para os respectivos Manuais de Orientação do Contribuinte. Será necessário observar alterações específicas relacionadas à rejeição de documentos, inutilização de numeração, recusa ou não localização do destinatário e prazos de obrigatoriedade. Acompanhar cada ajuste de acordo com o documento fiscal afetado permite identificar quais procedimentos precisam ser considerados na operação dos contribuintes atendidos pelo profissional contábil.

 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Instituto Eldorado fecha acordo para receber primeiro computador quântico da IQM na América do Sul

 

Equipamento será instalado em Campinas e permitirá que pesquisadores, universidades e empresas se capacitem e explorem a computação quântica no Brasil 
 
 

 

 

O Instituto de Pesquisas Eldorado, um dos maiores centros de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, anunciou nesta quinta-feira (17) que fez um acordo de compra de um computador quântico fornecido pela IQM Quantum Computers, líder global em computadores quânticos supercondutores. O negócio foi firmado durante a viagem de missão Brasil-Finlândia, ação liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e que contou com a participação de instituições nacionais de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A aquisição do computador pelo Eldorado faz parte da estratégia para expandir suas atividades em tecnologias emergentes e desenvolver capacidades relevantes para a próxima geração da computação.

"A computação quântica tem o potencial de transformar a forma como enfrentamos alguns dos desafios tecnológicos e industriais mais complexos. Ao trazer esta infraestrutura para o Eldorado, aliada ao acesso a capacidades de computação quântica mais avançadas, não estamos apenas investindo em tecnologia, mas nas pessoas, no conhecimento e em um ecossistema que preparará o Brasil para participar ativamente do futuro quântico", afirma José Bertuzzo, superintendente do Instituto Eldorado. 

Preparando a próxima geração da computação
O equipamento será o primeiro sistema da IQM implementado na América do Sul e marca a entrada da empresa finlandesa na região. O computador quântico IQM Spark será instalado na sede do Instituto no primeiro trimestre do ano que vem, proporcionando a pesquisadores, engenheiros, universidades e parceiros da indústria acesso direto à tecnologia quântica. Entre eles, está a unidade do Instituto Eldorado em Porto Alegre, localizada no parque científico e tecnológico da PUC-RS, o Tecnopuc. Na capital gaúcha, o Eldorado também tem iniciativas conjuntas com a Dell Technologies no Instituto Caldeira,  como o Lab Design. O empreendimento é um laboratório de design digital dedicado à pesquisa aplicada em inteligência artificial, experiência do usuário e inovação em design digital. Inédito em toda a operação global da Dell, o espaço tem como objetivo de integrar capacidades industriais e científicas em um ambiente colaborativo de desenvolvimento tecnológico.

Para o o CEO e cofundador da IQM Quantum Computers, Jan Goetz o Brasil tem o talento, a base de investigação e a ambição para construir o que chamou de "ecossistema quântico". "O que tem faltado é o acesso direto a computadores quânticos reais. O fato de o Eldorado possuir este sistema significa que os pesquisadores, engenheiros e parceiros industriais brasileiros podem começar a desenvolver capacidades reais imediatamente, sem terem de esperar anos para recuperar o atraso", avalia.

O computador permitirá ao Eldorado e aos seus parceiros explorar algoritmos quânticos, desenvolver conhecimentos especializados em hardware e software quânticos e investigar arquiteturas híbridas que combinem computação de alto desempenho, computação quântica e inteligência artificial. O acordo inclui também o acesso remoto ao sistema baseado na nuvem de 54 qubits (os bits quânticos) da IQM na Europa, permitindo que as equipes brasileiras desenvolvam aplicações no hardware de que dispõem e, posteriormente, passem para cargas de trabalho quânticas em maior escala quando um problema assim o exigir.

 

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