terça-feira, 5 de maio de 2026

Nubank anuncia Carl Rivera como novo diretor de produtos, vindo da Shopify

 Carl Rivera, vice-presidente de produtos do Nubank — Foto: Divulgação/Nubank

O Nubank anunciou nesta terça-feira, 5, um novo diretor de produtos (CPO, na sigla em inglês), o executivo Carl Rivera. Ele começa no cargo em 18 de maio.

Rivera passará a integrar a diretoria executiva da companhia, reportando-se a David Vélez, fundador e CEO da fintech.

 O executivo vem da Shopify, de comércio eletrônico, onde atuou por mais de sete anos em cargos de comando nas áreas de design e produto.

No início da carreira, Carl Rivera foi cofundador e foi CEO da Tictail, plataforma de comércio eletrônica adquirida pela Shopify em 2018.

MP: Fiscal da Fazenda-SP e sua mulher, CEO nos EUA, lavaram propina de R$ 900 mil da Ultrafarma

 

 Ultrafarma apresenta redesign de logotipo • Designerd

 

 

 

O rastro de propinas supostamente pagas pela Ultrafarma a auditores fiscais da Fazenda de São Paulo levou o Ministério Público paulista a apresentar um complemento à denúncia contra o fiscal aposentado Alberto Toshio Murakami e sua mulher, Erica Sakamoto Murakami, CEO de uma empresa de pedras arquitetônicas nos Estados Unidos.

Conhecido como “Americano” entre seus colegas da Receita estadual, também investigados, Alberto Murakami, foragido da Justiça desde agosto do ano passado, é suspeito de lavar com sua mulher R$ 900 mil em vantagens indevidas pagas pelo empresário Sidney de Oliveira, dono da farmacêutica, em troca de serviços tributários clandestinos para acelerar e inflar a restituição de créditos de ICMS.

 A reportagem pediu manifestação da defesa de Alberto e de Erica sobre a acusação da Promotoria. Também pediu posicionamento da varejista. O espaço está aberto.

O esquema milionário de propinas pagas pela Ultrafarma a fiscais, segundo o Ministério Público, já havia sido alvo de denúncia à Justiça em fevereiro, quando foram acusados formalmente sete investigados por corrupção ativa, incluindo Sidney Oliveira e Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o cérebro do esquema que teria rendido a ele e seus pares na trama pelo menos R$ 1 bilhão em propinas de gigantes do varejo. Preso em agosto, Artur Gomes pediu demissão do cargo de auditor fiscal.

 No celular de Artur, apreendido na Operação Ícaro, os promotores encontraram pistas da lavagem das vantagens indevidas pagas pela farmacêutica.

“O responsável pela coleta do dinheiro era, como regra, o fiscal Artur, que se incumbia de posteriormente transferir a (Alberto) Murakami sua parte da propina”, anota o aditamento da denúncia do Gedec, unidade do Ministério Público que combate delitos de ordem econômica e descobriu os caminhos da corrupção na Fazenda.

As mensagens extraídas do celular de Artur indicam que, em 3 de fevereiro de 2023, ele transferiu R$ 900 mil, a pedido do fiscal Alberto ‘Americano’, para a conta da mulher dele, Erica Murakami.

O dinheiro saiu da conta da Smart Tax, empresa de fachada registrada em nome de Kimio Mizukami da Silva, professora aposentada da rede pública, com 74 anos, mãe de Artur. Segundo dados fiscais, Kimio declarou R$ 411 mil ao Imposto de Renda em 2021. O patrimônio saltou para R$ 46 milhões em 2022 e para R$ 2 bilhões em 2024, impulsionado pelos “rendimentos” atribuídos à empresa, que concentrava o recebimento de propinas do esquema. Os investigadores estão convencidos que a idosa teria sido usada pelo próprio filho como ‘laranja’.

 Para dar aparência de legalidade à operação de R$ 900 mil, segundo o Ministério Público, dias antes da transferência foi formalizado um contrato de compra e venda de cinco imóveis pertencentes a ‘Americano’ e Erica, com valor total declarado de R$ 4,95 milhões. “Entretanto, analisando-se a documentação relativa aos imóveis constata-se que o negócio é simulado, servindo apenas para justificar a transferência dos valores de propina feita por Artur a Alberto”, afirmam os promotores.

De acordo com os investigadores, os imóveis nunca deixaram de pertencer ao casal, o que reforça a tese de que a negociação foi apenas formal, sem transferência real de patrimônio.

Anthropic lança ferramentas voltadas ao setor financeiro e acirra concorrência com a OpenAI

 

A Anthropic anunciou nesta terça-feira, 5, o lançamento de uma nova linha de ferramentas de inteligência artificial (IA) voltada a bancos, gestoras de investimentos e seguradoras, em mais um capítulo da disputa tecnológica com a OpenAI, responsável pelo ChatGPT. A Anthropic e a Fidelity National Information Services (FIS), fornecedora de software financeiro com presença ampla no sistema bancário, anunciaram na segunda-feira uma parceria para desenvolver novas ferramentas de IA para bancos.

A empresa liderada por Dario Amadei, ex-funcionário da OpenAI, afirmou que um bot de IA poderá em breve monitorar milhões de contas em busca de indícios de crimes financeiros, ampliando sua atuação junto a grandes instituições do setor.

“Estamos lançando dez templates de agentes prontos para uso voltados às tarefas mais demoradas dos serviços financeiros”, diz a empresa em comunicado. ” Isso permitirá que as empresas coloquem o Claude para executar trabalho financeiro real em dias, e não em meses”.

Os novos agentes que a Anthropic está lançando nesta terça-feira incluem um revisor de resultados corporativos, um auditor de demonstrações financeiras e um sistema de triagem de documentos ligados a processos de diligência devida do cliente.

Segundo a Bloomberg, a OpenAI está montando uma iniciativa semelhante, com um pacote próprio de ferramentas voltadas a Wall Street. Os recursos que Anthropic e OpenAI vêm oferecendo ao setor financeiro chegam em um momento em que as duas start-ups se preparam para possíveis ofertas públicas iniciais (IPOs), que podem ocorrer já a partir deste ano.

Em março, a OpenAI concluiu sua rodada mais recente de financiamento, alcançando avaliação de US$ 852 bilhões. Já a Anthropic foi avaliada pela última vez em US$ 380 bilhões, de acordo com as empresas.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Bradesco confirma participação no Desenrola 2.0 e cria programa paralelo

 

O Bradesco confirmou oficialmente nesta terça-feira, 5, sua participação na nova fase do programa de renegociação de dívidas do governo federal, o Novo Desenrola Brasil.

O banco também anunciou o lançamento de um programa paralelo com condições próprias, cujo objetivo é atender o público que fica “no vácuo” das regras federais — ou seja, clientes que possuem renda superior ao limite estabelecido pelo governo ou cujas dívidas tenham prazos de atraso diferentes dos previstos no Desenrola.

“Ao ampliar o alcance do número de clientes elegíveis para renegociar suas dívidas, buscamos oferecer mais amplitude às alternativas de apoio às pessoas que querem sanar suas contas”, afirma André Duarte, Diretor Executivo de Crédito e Recuperação do Bradesco.

Segundo o executivo, a iniciativa reforça o compromisso do banco com a saúde financeira e a sustentabilidade das finanças pessoais de seus correntistas.

Como renegociar as dívidas com o  Bradesco

A instituição informou que aguarda apenas as autorizações finais do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para dar início às operações dentro das regras da iniciativa governamental.

Para agilizar o processo, o banco já disponibilizou um formulário de pré-cadastro em seu portal oficial. Através deste canal, clientes interessados podem manifestar o desejo de renegociar suas pendências e receber orientações assim que o programa estiver totalmente operacional.

O novo Desenrola

O Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0, oferecerá linhas de crédito especial para renegociação de dívidas de famílias, estudantes, empresas e produtores rurais.

A nova versão do programa do governo para reduzir o endividamento no país terá duração de 90 dias para famílias, estudantes e empresas. Para o produtor rural, a reabertura do prazo vai até 20/12/2026.

As instituições financeiras podem optar por participar ou não do Novo Desenrola Brasil. Porém, todos os bancos e instituições de crédito autorizadas pelo Banco Central estão aptos a oferecer um novo contrato.

 

Veja os detalhes sobre o funcionamento do programa neste link.

 

  

BC diz que trajetória da Selic dependerá de impactos e extensão da guerra no Irã, mostra ata

 

O Banco Central (BC) reforçou na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que os próximos passos da trajetória da taxa básica de juros no país exigem cautela e irão depender de maior “clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio”.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz a ata do Copom.

Na semana passada, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano, e argumentou que precisará incorporar novas informações para definir os juros à frente, mencionando possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de “calibração” da taxa.

 

Veja aqui a íntegra da ata do Copom

 

 Banco Central avaliou que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio aumenta a chance de impactos duradouros na economia global e que a duração da guerra até o momento pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, especialmente a piora em expectativas de mercado.

O BC afirmou que entre os riscos que parecem ter se materializado após a guerra, aparece de forma mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para 2028.

A ata destacou ainda que as últimas divulgações de inflação ao consumidor e ao produtor mostraram “sinais claros” de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com indicadores em valores significativamente acima dos inicialmente esperados.

O documento reafirmou que uma inflação pressionada pela demanda requer política monetária contracionista.

Na visão da autarquia, a política de juros tem contribuído “de forma determinante” para a desinflação observada, tendo atuado também na desaceleração do crédito.

Veja abaixo as projeções do Copom para a inflação:

Com informações da Reuters

Ações da Ambev saltam 13% e impulsionam Ibovespa; dólar cai abaixo de R$ 4,95

 

O Ibovespa avançava nos primeiros negócios nesta terça-feira, 5, puxado principalmente pelas ações da Ambev, que disparavam mais de 13% após a fabricante de bebidas reportar resultado acima do esperado para o primeiro trimestre.

Já o dólar opera em baixa ante o real, com investidores digerindo a divulgação da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) e monitorando o Oriente Médio, onde Estados Unidos e Irã seguem lutando pelo controle do Estreito de Ormuz.

Às 11h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,25%, a 186.055,26 pontos. O dólar recuava 0,72%, negociado a R$ 4,942. Mais cedo, recuou a R$ 4,926. Veja cotações.

Ata do Copom e o dólar

Na ata divulgada mais cedo, o BC avaliou que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio aumenta a chance de impactos duradouros na economia global. Para o BC, a duração da guerra até o momento pode ter sido suficiente para materializar alguns riscos, “sendo o mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028”.

Na semana passada, o Copom cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,50% ao ano, mas pregou cautela quanto ao futuro em função das incertezas sobre a guerra e seus efeitos inflacionários.

No mercado brasileiro, investidores seguem precificando chances majoritárias de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, mas as apostas na manutenção da taxa em 14,50% não são desprezíveis.

O nível ainda elevado da Selic vem sendo citado como um dos motivos para o forte fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil em meses anteriores, conduzindo as cotações do dólar para níveis mais baixos. Em 2026, o dólar acumula queda próxima de 10% ante o real até agora, apesar do estresse trazido pela guerra no Oriente Médio.

Na segunda-feira, 4, os EUA disseram que destruíram seis pequenos barcos iranianos, bem como mísseis de cruzeiro e drones. Na outra ponta, vários navios mercantes no Golfo Pérsico relataram explosões ou incêndios, e um porto de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, que abriga uma base militar norte-americana, foi incendiado por mísseis do Irã.

Apesar do cenário ainda turbulento, o dólar sustenta perdas ante outras divisas de países emergentes nesta terça-feira, como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Proporção de contribuintes para Previdência entre ocupados tem recorde, aponta IBGE

 

 

 IBGE e a importância dele para a formulação de políticas ...

 

   

O Brasil registrou 68,174 milhões de trabalhadores ocupados contribuindo para instituto de Previdência no trimestre encerrado em março, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 A proporção de contribuintes entre os ocupados foi de 66,9% no trimestre até março, maior proporção da série histórica.

 “A base de população ocupada tem menos participação de trabalhador informal, que aquele que menos contribui”, lembrou Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostras Domiciliares do IBGE.