sexta-feira, 8 de maio de 2026

Lagarde reitera compromisso com inflação a 2% e boa posição para navegar em ambiente incerto

 Christine Lagarde – Wikipédia, a enciclopédia livre

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, reiterou que o BC da zona do euro é dependente de dados e informações que, atualmente, ajudarão a instituição a avaliar como a guerra no Oriente Médio poderá afetar as perspectivas de inflação e os riscos associados. Segundo ela, o BCE está acompanhando de perto a situação e está empenhado em definir a política monetária para garantir que a inflação se estabilize na sua meta de 2% a médio prazo.

 “Graças à abordagem de reunião a reunião, sem um compromisso prévio com qualquer determinada trajetória das taxas de juro, estamos bem posicionado para reagir rapidamente, sempre que necessário”, defendeu, em carta para parlamentares europeus, publicada nesta sexta-feira.

 A presidente do BCE ressaltou, por outro lado, que o BCE está em uma posição mais favorável do que estava antes da invasão russa da Ucrânia. “A inflação tem estado em torno da meta de 2% durante cerca de um ano, as expectativas de inflação a longo prazo estão bem ancoradas e a postura da política monetária é amplamente neutra”, escreveu.

 Para ela, os riscos relacionados à energia expõem a necessidade de reduzir a dependência europeia em relação aos combustíveis fósseis e aumentar a produção local de energia limpa, o que fortalecerá a estabilidade macroeconômica, diminuirá os custos de longo prazo, apoiará o crescimento econômico e aumentará a autonomia estratégica da Europa.


Produção de veículos sobe 2,4% em abril ante abril de 2025, diz Anfavea

 

 

 Fabrica de carros Imagens – Download Grátis no Freepik


A produção de veículos no País teve alta de 2,4% no mês passado, frente a abril de 2025, somando 238,5 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Na comparação com março, houve queda de 9,5% na produção das montadoras, conforme balanço divulgado nesta sexta-feira, 8, pela Anfavea, entidade que representa o setor.

No acumulado de janeiro a abril, a produção de veículos atingiu 872,6 mil unidades, um crescimento de 4,9% frente ao número registrado nos quatro primeiros meses do ano passado.

Segundo a Anfavea, a produção do mês passado foi prejudicada pela queda das exportações. Além disso, ressalta a entidade, as importações seguem em alta, apesar da produção de novas marcas no País.

“Esperava-se uma substituição da importação pela produção local à medida em que novos fabricantes começassem a atuar em território nacional, mas por enquanto isso ainda não ocorreu”, comentou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Vendas

As vendas somaram 248,3 mil veículos em abril, o melhor desempenho para o mês em 12 anos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi expressiva: 19%.

Já na margem – ou seja, na comparação de abril com março -, houve queda de 7,8% nas vendas de veículos. Neste caso, a variação negativa é explicada pelos dois dias úteis a menos do mês passado.

Nos quatro primeiros meses do ano, foram vendidos 873,5 mil veículos, 14,9% acima do volume de um ano antes.

Exportações

As exportações, de 43,2 mil veículos em abril, caíram 11,7% ante o mesmo mês de 2025. Na comparação com março, os embarques subiram 8,2%.

Com o resultado, as exportações desde o início do ano somaram 142,4 mil veículos, uma queda de 16,9% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025.

BB renegocia mais de R$ 430 milhões nos 2 primeiros dias de operação do novo Desenrola

 

Do total, R$ 202,8 milhões foram destinados à repactuação de dívidas em 1.611 operações contratadas para 1,6 mil empresas, no âmbito do Desenrola Empresas, que utiliza as linhas Pronampe e Procred, de acordo com nota do BB.

 O banco também conduziu 12.614 renegociações com clientes pessoa física (PF) que atendem às condições do programa, ou seja, têm renda de até cinco salários mínimos e dívida de até R$ 15 mil, com atraso entre 90 dias e dois anos. Neste caso, foram R$ 10,4 milhões renegociados.

O BB realizou ainda 22.258 operações renegociadas, a um total de R$ 219,6 milhões para pessoas que não se enquadram nos critérios da iniciativa do governo. O processo tem sido feito pelos canais oficiais do banco, com descontos que podem chegar a 90%.

 

Renda média no Brasil bate recorde histórico e chega a R$ 3.367 em 2025, mostra IBGE

 

A renda média mensal do brasileiro, considerando todas as fontes de renda, alcançou R$ 3.367, em 2025, alta de 5,4% em relação a  2024, informou nesta sexta-feira, 8, o IBGE. Veja aqui a pesquisa na íntegra.

Do total de 212,7 milhões de pessoas residentes no Brasil, em 2025, 67,2% possuíam algum tipo de rendimento, o maior nível da série histórica da pesquisa e equivalente a 143,0 milhões de pessoas. Em 2024, eram 140,4 milhões, o equivalente a 66,3% do total da população.

O somatório de todos os rendimentos de trabalhos no país gerou uma massa de R$ 361,7 bilhões, em 2025, o maior valor da série, com crescimento real de 7,5%, frente a 2024, e de 23,5%, em relação a 2019.

Com o resultado do ano passado, somam-se quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6,0%, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de todas as fontes 2025.

Tipos de rendimento

Em 2025, a parcela de pessoas que tinham rendimento proveniente de trabalho, considerando todos os trabalhos, correspondia a 47,8% da população residente, o que equivale a 101,6 milhões de pessoas. Em 2024, o percentual era de 47,1%, o equivalente a 99,9 milhões.

Outro dado que mostrou expansão foi o percentual de pessoas que recebem rendimentos de outras fontes que não a de trabalho. Em 2025, esse grupo representava 27,1% da população. Em 2024, eram 26,5%. Desse grupo, a categoria aposentadoria e pensão manteve a maior estimativa: 13,8% da população residente recebia esse rendimento, em 2025, o que correspondia a 29,3 milhões de pessoas. Na sequência está o grupo que recebe rendimentos de programa sociais do governo, o que equivale a 9,1% da população, representando 19,4 milhões de pessoas, em 2025. Com percentuais bem menores, situavam-se as categorias pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (2,3%), aluguel e arrendamento (1,9%) e outros rendimentos6 (1,9%).

Valor das aposentadorias e pensões

Dentre todas as categorias que compõem o rendimento proveniente de outras fontes, o item aposentadoria e pensão apresentou o maior valor médio, em 2025, (R$ 2.697), permanecendo próximo dos valores registrados em 2024 (R$ 2.641) e 2019 (R$ 2.729).

Em todas as grandes regiões, aposentadoria e pensão representava a categoria de maior valor médio entre os rendimentos de outras fontes, variando de R$ 2.261, na região Nordeste, a R$ 3.499, na região Centro-Oeste. Entre 2024 e 2025, as regiões Centro-Oeste (6,7%) e Nordeste (5,6%) registraram as maiores elevações de seu valor médio.

Programas sociais do governo

A proporção de domicílios com algum beneficiário de programa social do governo, incluindo o Programa Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada, da Lei Orgânica da Assistência Social – BPC-LOAS, além de outros programas sociais dos governos federal, estadual ou municipal, alcançou 22,7%, em 2025, o que representa 18 milhões de domicílios beneficiados. Em 2024, eram 18,2 milhões de domicílios, o equivalente a 23,6% de domicílios abrangidos por algum programa social. Já em relação a 2019, eram 12,5 milhões, o equivalente a 17,9% dos domicílios.

Em 2024, o percentual de domicílios que recebiam rendimento do Bolsa Família foi estimado em 18,6%, próximo do valor observado no ano anterior, ao passo que aqueles que recebiam rendimentos de outros programas sociais aumentou para 2,1%. Em 2025, observa-se um recuo do percentual de domicílio beneficiários do Bolsa Família para 17,2%, enquanto aqueles que recebiam benefícios da categoria de outros programas sociais teve pequena variação positiva, alcançando 2,4%. Em relação ao BPC-LOAS, observa-se que, entre 2024 e 2025, o percentual de domicílios em que algum morador recebia esse tipo de rendimento variou de 5,0% para 5,3%, sendo este o maior percentual da série histórica. Em 2019, eram 3,6% de domicílios com beneficiário do programa, ao passo que em 2012, 2,5%.

Rendimento de programas sociais

Em 2025, o valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo, incluindo programas das esferas federal, estadual e municipal, era de R$ 870, similar ao valor observado em 2024 (R$ 875). Em relação a 2019, quando o valor era de R$ 508, o valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo cresceu 71,3% no país, com destaque para as regiões Nordeste (80,1%) e Norte (70,5%), que registraram um crescimento bastante expressivo nesse período.

Bolsa Família

O rendimento domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família, em 2025, foi de R$ 774, o que corresponde a menos de 30% do rendimento médio daqueles que não recebiam tal benefício.

 

 https://istoedinheiro.com.br/renda-media-pnad-contibua-ibge

IPO da Compass terá preço de R$ 28 por ação, valor mínimo da faixa indicativa

 

A Compass Gás e Energia informou na madrugada desta sexta-feira, 8, que o preço em sua oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês) será de R$ 28 por ação, valor mínimo da faixa indicativa anunciada pelo grupo, segundo fato relevante.

A oferta inicial de ações encerra um jejum de quase cinco anos sem IPOs na B3.

De acordo com o documento, o IPO perfaz um total de R$ 2,82 bilhões mediante a venda de 100,9 milhões de ações ordinárias, acrescentou a empresa que pertence ao conglomerado Cosan. No final de abril, o grupo indicou que o preço por ação seria entre R$28 e R$ 35.

Em fato relevante separado, a Cosan informou que vendeu 76,8 milhões de ações e que outorgou opção de lote suplementar de até 13,4 milhões de ações, equivalente a até 15% do total das ações da oferta base ao mesmo preço por ação.

Neste caso, acrescentou a Cosan, o montante total da oferta poderá alcançar até R$ 3,20 bilhões, com a Cosan recebendo R$ 2,53 bilhões.

Em decorrência da oferta, a participação da Cosan na Compass passará a ser de 77,25%, em comparação com o atual controle de 88%, podendo ser reduzida para 75,37% em caso de colocação integral das ações suplementares.

Fim do jejum de IPOs

Com a operação, se encerra um período de quase cinco anos sem estreias na bolsa brasileira. O último ciclo de IPOs na B3 foi em 2021, quando mais de 40 empresas abriram capital – incluindo a própria Raízen, outra empresa do grupo Cosan. Desde então, companhias brasileiras que queriam acessar o mercado mostraram tendência a listar ações nos Estados Unidos, ou realizar dupla listagem.

O fim da fila de IPOs da B3, de 2021, tem empresas como Intelbras, Smart Fit, Méliuz, Enjoei. O último IPO da bolsa de valores, de fato, foi a Vittia, que abriu capital em setembro de 2021.

Halliburton e Shape fazem parceria para avançar na gestão digital de desempenho

 

 Halliburton e Shape Digital fazem acordo para gestão de ...

 

  

A Halliburton e a Shape Digital firmaram uma colaboração estratégica para ampliar a gestão digital do desempenho de ativos na produção, em um cenário de sistemas cada vez mais complexos e interconectados. A proposta é unificar inteligência de subsuperfície e de superfície para dar às equipes uma visão integrada de reservatórios, poços, redes, equipamentos e segurança, apoiando decisões mais rápidas e consistentes ao longo do ciclo de vida da produção.

Segundo Tony Antoun, vice-presidente sênior de Landmark Software and Services, da Halliburton, “no centro dessa colaboração está a capacidade de conectar decisões ao longo de todo o sistema de produção”.

Para ele, “a integração entre inteligência de subsuperfície e de superfície ajuda nossos clientes a planejar com confiança, adaptar-se às mudanças e executar de forma mais consistente ao longo do ciclo de vida do ativo”.

“Junto com a Halliburton, levamos inteligência operacional e IA aplicada para o contexto de sistemas reais de produção”, avaliou o CEO da Shape Digital, Felipe Baldissera. “Essa colaboração contribui para um melhor planejamento, operações mais eficientes e melhores resultados em segurança em escala.”

A integração busca conectar planejamento de produção, eficiência energética e integridade de ativos, com atualizações contínuas a partir de dados operacionais e análises de IA sobre comportamento e confiabilidade de equipamentos. A expectativa é reduzir a fragmentação de fluxos de trabalho e aproximar insight e execução, com alinhamento mais rápido entre operações, manutenção, segurança e engenharia.

“Ao conectar inteligência de subsuperfície e superfície, essa abordagem ajuda operadores a lidar com a complexidade, manter a consistência operacional e maximizar o desempenho ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos”, explicam as empresas.


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Anvisa e PF vão combater venda ilegal de medicamentos emagrecedores

Anvisa autoriza uso emergencial de mais um medicamento ...

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) pretendem assinar um acordo de cooperação para combater, conjuntamente, o mercado ilegal das chamadas canetas emagrecedoras – medicamentos injetáveis que utilizam substâncias como a tirzepatida e semaglutida no tratamento da obesidade.

Segundo o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, a parceria vai permitir a intensificação do enfrentamento a crimes e riscos sanitários envolvendo a produção, importação e venda irregular de medicamentos. O objetivo é frear a comercialização ilícita de produtos sem registro e comprovação de origem e qualidade, inclusive por meio de plataformas digitais.

 “Esta articulação ganha ainda mais relevância diante do aumento expressivo de eventos adversos associados ao uso destes medicamentos, muitas vezes sem prescrição médica ou com produtos sem qualquer garantia de qualidade, pureza ou segurança”, disse Pereira ao abrir, nesta quarta-feira (6), a 7ª Reunião Pública da diretoria da agência.

De acordo com Pereira, a cooperação consolida um modelo já testado em operações conjuntas pontuais, como a Heavy Pen, que, no mês passado cumpriu 45 mandados judiciais de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização no Espírito Santo, em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Pará, Paraná, em Roraima, no Rio Grande do Norte, em São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

Diretor da Anvisa, Daniel Pereira, disse que a parceria com a PF vai permitir a intensificação do combate ao comércio ilegal de medicamentos. Foto-arquivo: José Cruz/ Agência Brasil

“Trata-se, portanto, de uma cooperação que vai além da resposta pontual. Ela consolida um modelo de atuação integrada, preventiva e baseada em evidências”, comentou Pereira.

Ele frisou que as ações anteriores evidenciaram “a gravidade do problema, com apreensão em larga escala, interdições de estabelecimentos e a identificação de substâncias sem registro”.

Na prática, os medicamentos apreendidos em futuras operações conjuntas, frutos da parceria, serão analisados de forma integrada, com perícia da PF e suporte técnico da Anvisa, permitindo avaliar a composição dos produtos ilícitos.

“Para a autoridade sanitária, isto é essencial à avaliação do risco concreto à saúde da população. Já para o Estado, os resultados [da análise conjunta] fortalecem os inquéritos criminais, contribuindo para interromper cadeias ilícitas altamente organizadas, muitas, interestaduais e apoiadas em plataformas digitais”, acrescentou Pereira.

 Ao defender a atuação regulatória, o diretor destacou que a proteção à saúde exige uma resposta coordenada entre diferentes esferas do governo e a superação do impasse entre o necessário rigor técnico e a importância da disponibilidade de medicamentos.

 “A saúde pública do século 21 exige instituições fortes, técnicas, éticas e comprometidas com o bem coletivo”, afirmou.

De acordo com Pereira, “para ser efetiva, a atuação regulatória precisa dialogar, de forma estruturada, com as ações de fiscalização, investigação e repressão criminal”, concluiu o diretor da Anvisa.