
Rafael Feder, CEO da Elgin, em participação no Dinheiro Entrevista (Crédito: Leo Monteiro)
Na visão da Elgin, a automação industrial é ‘um caminho sem volta’ e, na prática, a empresa do setor industrial que não investir no tema ‘vai ficar fora do mercado’.
Rafael Feder, CEO da Elgin, que aportou R$ 200 milhões em uma fábrica em Manaus (AM) no ano passado, disse ao Dinheiro Entrevista que a unidade em questão é a mais moderna da empresa. Responsável por fabricar motores BLDC (brushless), a planta deve ser o norte para as demais unidades em termos de automação.
“Temos uma área enorme aí, de mais ou menos 60 mil m². Na nossa indústria de refrigeração comercial, estamos colocando o máximo de automatização nessas fábricas também antes de chegar no motor. Então, nós estamos colocando robô em dobra, robô em solda, robô em pintura, robô em embalagem. É impressionante. É tudo automatizado. Tudo robô mesmo”, relata.
Segundo o empresário, a utilização dos robôs deve proporcionar um ‘ganho de eficiência astronômico’.
“Acho que quem não fizer isso vai ficar fora do mercado, inclusive por questões de eficiência operacional.”
O foco em automação fica tanto dentro quanto fora das fábricas, na verdade. A marca produz, dentre milhares de produtos, terminais de autoatendimento – os aparelhos que são usados tanto em supermercados e lojas de roupa quanto em hospitais.
A demanda pelos produtos, segundo Feder, aumentou de forma substancial nos últimos anos.
“Para funcionar sozinho [apenas com o terminal] é arriscado, tem de ter um supervisor. Então você não tem mais o operador de caixa, mas você trabalha com um supervisor olhando vários caixas e ajudando onde dá problema. Acho que é uma realidade”, comenta.
“Tem setores que, como você citou os postos de gasolina, tem questões com o sindicato que é algo mais complexo de se resolver. Mas o resto, que eu saiba, eu estou percebendo que já é uma realidade e não tem volta”, completa.
Elgin ensaia entrada nos EUA
Já com presença em praticamente todos os países da América Latina, a Elgin ensaia uma entrada nos Estados Unidos em breve. O movimento passou a ser estudado pela gestão em um passado recente e, no momento, a companhia foca em cumprir com rigor os requisitos técnicos.
“Eu acho que é uma certificação mais rígida, são produtos muito mais robustos do que a gente está acostumado”, comenta Feder.
O executivo ainda não fornece detalhes sobre as expectativas da entrada em solo americano, mas destaca que a tese é de uma evolução paulatina dos negócios por lá. “Não queremos crescer desenfreadamente, vamos etapa por etapa.”
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