quinta-feira, 16 de abril de 2026

‘Prévia do PIB’ do BC aponta crescimento de 0,6% em fevereiro, acima do esperado

 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo BC nesta quinta-feira, 16.

O resultado veio acima do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters para o resultado de fevereiro era de avanço de 0,47%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior o IBC-Br teve queda de 0,3%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,9%, de acordo com números não dessazonalizados.

O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor da conta, aumentou 0,61% em fevereiro, após uma alta de 0,96% no mês anterior (revisado, de 0,86%). O indicador próprio da agropecuária subiu 0,23%, após queda de 1,32% em janeiro (revisado, de -1,49%).

O índice de serviços cresceu 0,29%, após subir 0,87% no mês anterior (revisado de 0,81%); o da indústria aumentou 1,18%, após aumentar de 0,40% em janeiro (revisado, de 0,37%); e o de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – cresceu 0,75%, após alta de 0,78% em janeiro (revisado de 0,47%).

Expectativas

Analistas acreditam que a economia brasileira deve continuar mantendo alguma força em 2026, em meio a um mercado de trabalho ainda forte e medidas de estímulo, como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, que favorecem o consumo.

No entanto, o conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já pressionou os preços de transportes e alimentos em março, com o IPCA avançando 0,88% no mês, taxa mais alta em cerca de um ano.

No mês passado, o Banco Central reduziu a taxa básica Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75%, mas alertou para cautela em relação aos passos à frente devido à guerra no Oriente Médio.

O mercado projeta atualmente para o PIB (Produto Interno Bruto) uma alta de 1,85% em 2026 e de 1,80% em 2027. Ainda assim, o desempenho previsto segue abaixo do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE.

 

OCDE: taxa de desemprego se mantém em 5% em fevereiro, perto de mínima histórica

 

A taxa de desemprego da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ficou estável em 5% em fevereiro, bem próxima da mínima recorde de 4,8% atingida em junho de 2023, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira, 16. Na comparação mensal, o desemprego permaneceu inalterado em 19 países da OCDE em fevereiro, subiu em outros 11 e recuou em três.

 

O conselho de administração da Oncoclínicas aprovou nesta quinta-feira proposta de operação de fomento à companhia e à distribuidora de produtos hospitalares e oncológicos apresentada pela MAK Capital e pela Lumina, conforme fato relevante da empresa enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A proposta, a ser financiada pela Lumina, no valor entre R$100 milhões e R$150 milhões, a depender do valor das garantias disponíveis, tem objetivo de “viabilizar a aquisição de medicamentos pela companhia junto à OncoProd e, assim, preservar a geração de receitas de ambas as companhias e a continuidade de sua cadeia de fornecimento essencial”, afirmou a Oncoclínicas.

De acordo com o fato relevante, a operação contará com a constituição de garantia fiduciária de recebíveis oriundos de contratos celebrados pela rede credenciada da Oncoclínicas com operadoras de planos de saúde, hospitais e/ou seguradoras, e sua implementação estará sujeita à celebração dos documentos definitivos e ao cumprimento de condições precedentes usuais.

A operação também depende de condições precedentes específicas, incluindo a formalização dos instrumentos aplicáveis entre a Oncoclínicas e a OncoProd, bem como a definição do montante de recebíveis a serem cedidos fiduciariamente em valor compatível com a operação e a obtenção das anuências necessárias de operadoras de planos de saúde, hospitais e seguradoras para a vinculação e direcionamento desses recebíveis.

Na mesma divulgação, a Oncoclínicas disse que, em cumprimento às condições apresentadas pela MAK Capital e Lumina para confirmação da proposta, o conselho de administração recebeu a renúncia de Bruno Lemos Ferrari aos cargos de membro e vice-presidente do colegiado, com efeitos imediatos.

Para preencher os dois cargos vagos em função das renúncias de Marcelo Gasparino e Bruno Lemos Ferrari, Mateus Affonso Bandeira, indicado pela MAK Capital, e Carlos Gil Ferreira, diretor-presidente da companhia, foram nomeados como membros do conselho, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da empresa convocada para o próximo dia 30.

Quem são os 2 cientistas brasileiros na lista de mais influentes da Times junto com Wagner Moura

 

 

A revista Time divulgou nesta quarta-feira, 15, a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo. Três brasileiros entraram na lista, dos quais o mais famoso é o ator Wagner Moura. Os outros dois são cientistas, com contribuições importantes para a alimentação e saúde no mundo: Mariangela Hungria e Luciano Moreira. Veja aqui a lista da Time.

Mariangela é agrônoma e microbiologista, trabalha para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e em 2025 foi laureada com o World Food Prize, a condecoração mais importante da agricultura mundial, conhecida como o “Nobel” da Alimentação e Agricultura. Ela dedicou sua carreira à pesquisa de insumos biológicos como alternativa para substituir os fertilizantes químicos.

Luciano, por sua vez, é biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ele criou uma versão do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, com uma bactéria chamada Wolbachia (comum em muitos insetos). Com a presença da bactéria, o vírus não consegue se reproduzir no mosquito, fazendo com que ele não transmita a doença para os seres humanos. Em 2025, foi reconhecido como uma das dez pessoas que moldaram a ciência naquele ano, segundo a prestigiosa revista científica Nature.

Mariangela Hungria e os fertilizantes naturais

O texto de Mariangela para a Time foi escrito por Kyla Mandel, editora-sênior da revista. Mandel destaca que a pesquisadora brasileira desenvolveu micróbios do solo que permitem que as culturas absorvam nitrogênio do ar de forma mais natural, sem os lados negativos do uso de fertilizantes sintéticos, como a contaminação de rios.

A Time informa que, graças a Mariangela, 85% da soja brasileira é cultivada usando esses micróbios, e que as inovações ajudaram os agricultores brasileiros a economizar, no total, cerca de US$ 25 bilhões por ano e a evitar a emissão de 230 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono.

Em entrevista concedida ao Estadão em 2025, Mariangela contou que desde os oito anos de idade ela já sabia que queria ser uma microbiologista. Graduou-se em Engenharia Agronômica na USP, na época “uma profissão bem masculina e machista”, conta. Depois, fez mestrado e doutorado, ambos com teses em fixação biológica do nitrogênio. Entrou na Embrapa em 1982.

“Eu aqui, no interior do Paraná, sempre lutando, num país onde o financiamento para pesquisa é muito irregular, e tendo dedicado uma carreira aos insumos biológicos, numa época que era só de químicos. Além de ser mulher, mãe, eram tantas improbabilidades na minha vida toda, numa carreira que era essencialmente masculina, que tudo isso era muito difícil de acreditar. Mas, deu certo desse jeito”, contou Mariangela ao Estadão em 2025.

A cientista afirmou que, se pudesse deixar um legado, seria uma homenagem às mulheres. “Se não fossem as mulheres, a gente teria um número ainda maior de pessoas passando fome, relatou. O combate à fome é uma das prioridades dela, e considera que a tecnologia é fundamental para isso, mas sabe que o problema é multidisciplinar.

Luciano Moreira e o Aedes Aegypti que não transmite dengue

O cientista brasileiro Luciano Moreira lidera a maior fábrica de mosquitos do mundo (foto: Peter Ilicciev_WMP Brasil_Fiocruz)
O cientista brasileiro Luciano Moreira lidera a maior fábrica de mosquitos do mundo (foto: Peter Ilicciev_WMP Brasil_Fiocruz)

Luciano Moreira é um entomologista (biólogo especializado em insetos), e teve o texto escrito por Scott O’Neill, CEO do World Mosquito Program (Programa Mundial dos Mosquitos), ONG que busca proteger o mundo de doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika.

O’Neill relatou a importância de Moreira na criação e implementação do método Wolbachia de combate à dengue. A bactéria Wolbachia impede que o vírus se reproduza dentro dos mosquitos e, portanto, que os mosquitos transmitam a dengue para os seres humanos.

A fêmea do mosquito infectada com a Wolbachia passa a bactéria para os ovos. Dessa forma, as novas gerações de mosquitos já nascem infectadas, reduzindo a circulação do vírus. A bactéria é inofensiva para os mosquitos, tornando o método sustentável.

A Time também mencionou a expansão nacional constante do método desde a primeira implantação, em 2012, com o trabalho de Moreira conseguindo a construção de evidências da eficácia, o fortalecimento de parcerias comunitárias e a conquista da confiança do público.

Dessa forma, o cientista da Fiocruz logrou em 2025 o lançamento da Wolbito do Brasil – a maior biofábrica do mundo dedicada à criação de mosquitos Wolbachia.

Assim como Mariangela, Luciano contou ao Estadão que o interesse pela ciência começou ainda na infância. “Acho que remete lá atrás quando era criança”, afirmou, em 2025. “Eu sempre gostei de mexer, de testar coisas. Eu achava insetos em casa, misturava produto de limpeza da minha mãe, injetava neles e observava o que acontecia. Era sempre curioso, buscando coisas. Tinha essa vontade de tentar achar soluções, de entender o que acontecia quando experimentava algo”.

Para Moreira, os resultados alcançados pelo método dele não eliminam os desafios nem dispensam cautela, mas ajudam a sustentar o caminho escolhido. “Quando nós vemos resultados positivos, sabemos que estamos contribuindo”.

Ativos da Enel em SP no valor de quase US$ 4 bi estão em risco em concessão, dizem auditores

 

 

A Enel pode perder sua concessão de distribuição de energia em São Paulo, colocando em risco ativos financeiros e intangíveis no valor de 3,34 bilhões de euros (US$ 3,9 bilhões) e 595 milhões de euros em ágio, disseram auditores no relatório anual do grupo italiano.

A demonstração financeira da Enel para 2025 fornece uma “visão verdadeira e justa” da posição financeira da empresa italiana de serviços públicos, disse a empresa de auditoria KPMG no relatório anual recentemente publicado.

No entanto, a KPMG acrescentou que a recuperabilidade de ativos e ágio da Enel relacionados à concessão na maior cidade do Brasil e sua possível renovação foi uma questão fundamental na auditoria das contas do grupo de energia.

A Aneel, agência reguladora de energia elétrica do Brasil, decidiu no início deste mês dar andamento a um processo de caducidade que poderia, em última instância, levar à rescisão da concessão de distribuição de energia elétrica detida por uma unidade local da Enel em São Paulo, impedindo a renovação automática de seu contrato, que expira em 2028.

Em meio a escalada de riscos para que a Enel deixe a grande São Paulo, a companhia nega qualquer negociação ou discussão em andamento sobre uma eventual troca de controle da distribuidora e tem reafirmado o interesse na renovação da concessão.

Brasil retornará ao Top 10 das maiores economias em 2026, aponta FMI; veja ranking

 

Com a atualização das projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) para as economias dos países, o Brasil volta ao grupo das 10 maiores economias do mundo, aponta levantamento feito pela Austin Ratings para a IstoÉ Dinheiro.

O FMI elevou a perspectiva de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil este ano. Em seu relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI passou a ver uma expansão de 1,9% do PIB do Brasil em 2026, 0,3 ponto percentual acima da projeção feita em janeiro, mas o mesmo ritmo estimado pelo Fundo em outubro do ano passado.

Assim, o Brasil alcança a 10ª posição entre as maiores economias da mundo, com PIB estimado em US$ 2,6 trilhões. Para 2027, a Austin projeta o país na 9ª posição. Em 2025, o Brasil ficou na 11ª posição.

O topo do tanking é ocupado por Estados Unidos, China e Alemanha, tanto na projeção para 2026 como para 2027, dando continuidade ao registrado em 2025.

RANKING DAS 15 MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO EM 2025, 2026 E 2027

economias

Entre os fatores que favorecem a movimentação do Brasil para cima nesse ranking estão o câmbio e o desempenho menor dos outros países como o Canadá. “O real se valorizou. Isso também ajuda a ter um impacto no PIB em dólar. Muito provavelmente o paíse vai ter um PIB crescendo em termos nominais em dólares”, diz o economista-chefe da Austin, Alex Agostini.

A projeção para o crescimento da economia canadense é de 1,5%. “Olhando a fotografia de hoje, o Brasil teria um desempenho um pouco melhor do que os demais países”, afirma Agostini. “Como o Brasil estava muito próximo do décimo lugar, isso já ajuda a subir um pouco mais”.

Perpectiva do FMI para o Brasil

Mesmo com a revisão para cima do PIB brasileiro para 2026, o desempenho fica abaixo do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE.

Para 2027, entretanto, o FMI reduziu a perspectiva de crescimento do Brasil frente ao estimado em janeiro em 0,3 ponto percentual, a 2%.

“A guerra deve ter um pequeno efeito positivo em 2026, já que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual”, apontou o FMI.

“Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grande colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a absorver o choque”, acrescentou.

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, e vem elevando os preços do combustível e provocando preocupações com a inflação.

 

 

 

 

 

Projeções do governo e dos analistas brasileiros

A perspectiva do FMI para a economia brasileira é melhor do que a do Banco Central, mas fica abaixo do cenário visto pelo Ministério da Fazenda.

Em março, o Banco Central projetou um crescimento econômico de 1,6%, apontando incerteza mais elevada no cálculo diante da guerra no Oriente Médio. Já o Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026.

O mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,85% neste ano. O corte refletiu uma perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e condições financeiras mais apertadas, segundo o Fundo.

As perspectivas do FMI para o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,3% e 2,7%.

As contas do Fundo para a economia brasileira também são piores do que as das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 para 2027

 

 

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 estima que o salário mínimo será de R$ 1.717 no ano que vem, um aumento de 5,92% em relação ao patamar atual, de R$ 1.621.

De acordo com o PLDO 2027, a previsão é de que o salário mínimo seja de R$ 1.812, em 2028, chegando a R$ 1.913, em 2029. Para 2030, a projeção é de R$ 2.020.

Desde 2023, o mínimo é reajustado por uma fórmula que prevê a correção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado no período de 12 meses até novembro mais o crescimento do PIB de dois anos antes.

Mas, no final de 2024, o governo aprovou uma nova regra que limita o crescimento além da inflação ao ritmo de expansão para despesas previsto pelo arcabouço fiscal, que é de 0,6% a 2,5%, e que valerá entre 2025 e 2030.

Como o PIB de 2024 foi de 3,4%, o avanço do mínimo seguirá o limite do arcabouço, de 2,5%.

A grade de parâmetros macroeconômicos do PLDO ainda prevê o Produto Interno Bruto (PIB) de 2027 em 2,56%, alta de 0,23 ponto percentual em relação a 2026, de 2,33%.

O documento inclui a previsão de alta do PIB de 2,56%, em 2028, de 2,59%, em 20289 e de 2,66%, em 2030.

(em atualização)

 

 https://istoedinheiro.com.br/salario-minimo-1-717-para-2027

Minha Casa, Minha Vida recebe R$ 20 bi do Fundo Social e terá 3 milhões de unidades em 2026

 

 

O governo federal anunciou nesta quarta-feira, 15, a ampliação dos recursos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em R$ 20 bilhões, que sairão do Fundo Social. Com isso, o orçamento total anual para o programa habitacional sobe para R$ 45 bilhões. O volume total de recursos do fundo na habitação desde 2025 alcança R$ 60 bilhões.

Segundo o Ministério das Cidades, com o aporte, sobe em 1 milhão o número de unidades habitacionais até o final deste ano pelo MCMV, totalizando três milhões. O programa habitacional alcançou, com um ano de antecedência, a marca de 2 milhões de moradias contratadas.

 “Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano. Prometemos dois, vamos chegar a três. E vamos melhorar a renda das pessoas para que possam ter uma casa um pouco melhor”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o anúncio de um pacote de medidas estratégicas para o setor habitacional, nesta quarta-feira, 15 de abril, em Brasília. 

O Minha Casa, Minha Vida conta também com recursos do FGTS e do Orçamento Geral da União. Os novos recursos terão como prioridade o financiamento da Faixa 3 do programa, que é voltada para famílias com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil. Desde 2025, quando passou a ser uma fonte adicional de recursos para o Minha Casa, Minha Vida, o Fundo Social tem desempenhado papel estratégico no financiamento habitacional.

O ministro das Cidades, Vladimir Lima, disse que o país atingiu menor patamar do déficit habitacional da história do país, de 7,4%.

 

  

O Minha Casa, Minha Vida

Faixa 1: atende famílias com renda de até R$ 3.200;

Faixa 2: renda de R$ 3.200,01 a R$ 5.000;

Faixa 3: renda de R$ 5.000,01 a R$ 9.600;

Classe Média: renda de até R$ 13 mil.

Valor das Unidades

Além da renda, o teto do valor das unidades habitacionais (UH) foi reajustado para acompanhar o mercado.

Faixa 3: o limite subiu para R$ 400 mil (+14%).

Classe Média: o valor máximo financiável saltou de R$ 500 mil para R$ 600 mil (+20%).

Programa Reforma Casa Brasil com juros reduzidos

O Ministério das Cidades também anunciou melhorias no Reforma Casa Brasil, programa voltado à qualificação de moradias já existentes, que passa a atender com recursos do Fundo Social famílias com renda de até R$ 13 mil. Entre as medidas, destaca-se a redução das taxas de juros para 0,99% para famílias até este limite de renda.

O programa também amplia o prazo de pagamento dessas famílias de 60 para 72 meses e eleva o valor máximo financiável para elas de R$ 30 mil para R$ 50 mil, possibilitando intervenções mais estruturais nas residências.

 

 https://istoedinheiro.com.br/minha-casa-minha-vida-r-20-bi-fundo-social

Para FMI, Brasil está ‘relativamente bem posicionado’ para enfrentar a turbulência global

 

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que o Brasil está “relativamente bem posicionado” para enfrentar a turbulência global devido à guerra no Oriente Médio. No entanto, ela cobrou esforços para fortalecer as finanças públicas domésticas e a continuidade de reformas.

Georgieva se reuniu na terça-feira, 14, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, às margens das reuniões de Primavera do organismo, que acontecem em Washington, nos Estados Unidos.

Segundo ela, foi uma “boa reunião”. “O Brasil está relativamente bem posicionado para enfrentar a turbulência global”, escreveu a diretora-geral do FMI, em seu perfil no X, nesta quarta-feira, 15.

O FMI melhorou a projeção para o desempenho da economia brasileira neste ano ao incluir em seus cálculos um pequeno efeito positivo da guerra no Oriente Médio, já que o país é exportador líquido de petróleo. O organismo espera que a economia brasileira cresça 1,9% em 2026, aumento de 0,3 ponto porcentual em relação à atualização feita em janeiro.

Apesar disso, o FMI demonstrou maior ceticismo em relação às contas públicas brasileiras. O organismo prevê a dívida pública brasileira no patamar de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, no primeiro ano do próximo governo.

Se o FMI estiver certo, a dívida pública brasileira alcançará 100% do PIB antes mesmo da economia mundial como um todo. O Fundo espera que a dívida pública global alcance a 100% do PIB até 2029, um ano antes da previsão do organismo feita há um ano.

“Os esforços para fortalecer as finanças públicas são bem-vindos, e a continuidade das reformas aumentaria ainda mais a resiliência”, avaliou Geoergieva.

BBC anuncia corte de até 2 mil funcionários

 

A BBC anunciou, nesta quarta-feira (15), que irá cortar entre 1.800 e 2.000 postos de trabalho nos próximos dois anos, o que equivale a cerca de 10% do seu quadro de funcionários, na maior onda de demissões do grupo audiovisual em 15 anos.

A emissora havia anunciado, em fevereiro, a intenção de reduzir seus custos em 10%, sem revelar o impacto disso na instituição britânica, que atravessa um período complicado após a demissão de seu diretor-geral e o processo por difamação movido por Donald Trump pela divulgação de uma montagem enganosa sobre o presidente americano.

“Precisamos economizar 500 milhões de libras [cerca de 3,2 bilhões de reais] adicionais de nossos custos operacionais anuais totais de 5 bilhões de libras [cerca de 32,4 bilhões de reais] nos próximos dois anos, com a maior parte destas novas economias previstas para 2027/28”, anunciou a emissora em um comunicado.

“Inevitavelmente, estes planos também implicarão uma redução do número de empregos na BBC. Prevemos que o número total de postos de trabalho será reduzido entre 1.800 e 2.000”, acrescentou o grupo.

Estes cortes de postos são anunciados pouco antes da chegada do novo diretor-geral da BBC, Matt Brittin, ex-executivo do Google, que assumirá as suas funções em 18 de maio.

A BBC anunciou, em 12 de fevereiro, que queria reduzir seus custos em 10% como resposta a “importantes pressões financeiras”.

As dificuldades da renomada emissora britânica se agravaram porque menos pessoas optam por pagar a assinatura anual, obrigatória para todos os domicílios do Reino Unido que assistem a canais de televisão ao vivo.

“Como sabem, a BBC enfrenta grandes pressões financeiras, às quais devemos responder com rapidez. Em poucas palavras, a diferença entre nossos cortes e nossas receitas está aumentando”, destacou a emissora nesta quarta-feira em seu comunicado.

“A inflação na produção continua muito alta, nossas receitas de concessões e comerciais estão sob pressão e a economia mundial continua instável”, acrescentou.

– Assinaturas anuais –

A BBC depende, em grande parte, das assinaturas anuais, que atualmente são de 174,50 libras esterlinas (cerca de 1.200 reais).

A emissora arrecadou 3,8 bilhões de libras (cerca de 24,4 bilhões de reais) de mais de 23 milhões de assinaturas entre 2024 e 2025, mas 3,6 milhões de domicílios declararam não precisar delas, segundo um relatório recente de uma comissão parlamentar.

Durante o mesmo período, foram perdidas mais de 1,1 bilhão de libras (aproximadamente 7 bilhões de reais) em assinaturas.

A BBC também lida com as mudanças no consumo de mídia, como o streaming e os serviços sob demanda.

Os cortes ocorrem em um contexto de polêmicas por um caso vinculado ao presidente americano.

Trump acusa a BBC de ter divulgado uma montagem enganosa de um discurso seu de 6 de janeiro de 2021, no qual parece incitar explicitamente seus seguidores a atacar o Capitólio em Washington. Ele apresentou uma ação por difamação na Flórida e exigiu 10 bilhões de dólares (cerca de 50 bilhões de reais) da BBC.

Um juiz marcou a data do julgamento para fevereiro de 2027.

O caso provocou a demissão de seu diretor-geral, Tim Davie, e da chefe da BBC News, Deborah Turness.

Dona da Gucci registra melhora nas tendências de vendas, mas queda no resultado nominal

 

A Kering, empresa de artigos de luxo que reúne a Gucci e outras marcas de alto padrão, divulgou tendências de vendas melhores no início do ano, antes do lançamento de um novo plano destinado a dar novo impulso ao grupo. O gigante com sede em Paris informou na terça-feira, 14, que registrou receita de 3,57 bilhões de euros no primeiro trimestre, estável em base comparável e a taxas de câmbio constantes em relação ao mesmo período do ano passado.

Em termos nominais, a receita caiu 6% na comparação anual. Ambas as taxas mostraram melhora em relação ao quarto trimestre do ano passado.

O resultado veio em geral em linha com as projeções de analistas, de 3,59 bilhões de euros, segundo pesquisa da Visible Alpha.

A principal marca do grupo, a Gucci, registrou vendas trimestrais de 1,35 bilhão de euros. O valor foi 14% menor do que um ano antes em termos nominais, mas melhor do que a queda de 16% registrada no trimestre anterior.

Embora a empresa tenha apontado um ambiente geopolítico e macroeconômico incerto, seu objetivo permanece o de voltar a crescer e melhorar as margens.

A Kering planeja realizar um “capital markets day” na quinta-feira, 16,, quando deverá detalhar sua nova estratégia. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Talvez não teria acontecido o caso Master se houvesse transparência no GDF, diz Augusto Nardes

 

 

O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou nesta quarta-feira, 15, que se houvesse um projeto de maior governança e transparência no governo do Distrito Federal, o caso Master poderia não ter acontecido. “Começamos a falar em transparências na governança do GDF. Avançamos por 8 meses mas quando começamos a falar sobre transparência, parou o projeto. Talvez não teria acontecido o evento do Banco Master caso tivesse transparência no GDF”, comentou durante fala em painel de evento do grupo Lide, em Brasília (DF).

Segundo o ministro, é difícil falar em maior controle e governança no Brasil, uma vez que “as pessoas ficam bravas com o TCU quando vetado direcionamento de recursos indevidos nos governos”.

O ministro não detalhou o escopo do projeto de transparência mencionado, mas o TCU tem defendido a adoção de mecanismos de governança, integridade e rastreabilidade de recursos públicos por entes subnacionais como forma de prevenir irregularidades.

O Tribunal pode atuar em casos como esse por meio de auditorias, fiscalizações e acompanhamento de contratos envolvendo recursos públicos, com possibilidade de emitir recomendações e determinar ajustes na gestão.

Queda de Orbán na Hungria impõe novos arranjos na Europa Central

 Peter Magyar, líder do partido da oposição Tisza, discursa durante uma coletiva de imprensa no dia da eleição parlamentar, em Budapeste, Hungria, em 12 de abril de 2026. — Foto: REUTERS/Leonhard Foeger

 

Péter Magyar promete romper legado antiliberal e se aproximar das pautas da União Europeia. Aliados regionais, República Tcheca e Eslováquia calculam impactos políticos e geopolíticos.Péter Magyar conquistou os eleitores húngaros com o discurso de combate à corrupção e crescimento da economia, mas se fincou no cenário internacional com a promessa de reverter o sistema antiliberal e a orientação anti-União Europeia da Hungria nos 16 anos do governo de Viktor Orbán.

O partido de centro-direita Tisza, liderado, por Magyar, acabou obtendo dois terços das cadeiras do parlamento nas eleições de 12 de abril, o que sinaliza, num primeiro momento, caminhos abertos para o novo governo emplacar reformas e se descolar da órbita de Moscou.

Os aliados mais próximos de Orbán, contudo, ainda não deram mostras contundentes de que irão acompanhar o movimento, caso ele se concretize.

Braço-direito de Orbán, o primeiro-ministro Robert Fico, da Eslováquia, conhecido por divulgar longas mensagens em vídeo e extensos comunicados à imprensa, manifestou-se de forma concisa, por meio de um e-mail para jornalistas. “Respeito plenamente a decisão dos eleitores húngaros”, disse, acrescentando estar pronto para uma “cooperação intensa” com o novo governo em Budapeste.

Líderes nacionalistas e populistas

Andrej Babis, primeiro-ministro da República Tcheca, conhecido como o “Trump tcheco” pelas semelhanças ideológica e de conta bancária, fez questão de mencionar seu velho aliado em sua mensagem de felicitações para Magyar.

“Enfrentar um adversário tão forte como Viktor Orbán nunca foi fácil, mas ele conquistou a confiança da maioria dos húngaros e carrega grandes esperanças e expectativas”, escreveu Babis no X. “Ele não deve decepcionar.”

Babis fundou, ao lado de Orbán, o grupo eurocético Patriotas pela Europa, em 2024.

Tanto Babis quanto Fico acompanharam a posição de Orbán de usar seu poder de veto na União Europeia para bloquear ajuda à Ucrânia, que se defende dos ataques massivos russos desde 2022.

As respostas cuidadosamente calibradas de Bratislava e Praga refletem tanto a magnitude da mudança política em Budapeste quanto a incerteza que agora paira sobre a Europa Central, onde Orbán há muito tempo era a figura central de uma aliança informal de líderes nacionalistas e populistas.

Ameaça para Fico

Fico afirmou que as prioridades da Eslováquia não se alteram com a derrocada de Orbán.

Entre elas estão o renascimento do Grupo de Visegrad – uma aliança informal entre a República Tcheca, a Hungria, a Polônia e a Eslováquia. Ele citou ainda a proteção dos interesses energéticos comuns e a restauração do fornecimento de petróleo russo à Eslováquia e à Hungria por meio do oleoduto Druzhba.

Esse fornecimento está suspenso desde janeiro, após o que Kiev descreveu como ataques de drones e mísseis russos a um trecho do oleoduto na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou recentemente que os reparos podem começar nas próximas semanas.

“A maior ameaça para a Rússia é uma Ucrânia livre, independente e democrática”, disse Martin Poliacik, ex-deputado eslovaco filiado ao partido de oposição Eslováquia Progressista. “Por extensão, a maior ameaça para Fico é uma Hungria pró-europeia, porque os eslovacos viriam que isso é possível”, disse Poliacik à DW.

A derrota de Orbán também priva Fico de um parceiro-chave no cenário europeu. O líder húngaro era visto como um interlocutor tanto de Moscou quanto de Washington.

Fico agora é o homem de Putin na Europa?

Alguns acreditam agora que a Rússia, pelo menos, voltará toda a sua atenção para a Eslováquia. Poliacik, no entanto, expressou dúvidas de que Fico pudesse assumir o lugar de Orbán como o homem de Putin na Europa. “Ele está cansado”, disse ele, acrescentando que Fico também carece de uma equipe forte de executores capazes e combativos, ao contrário de Orbán.

O líder eslovaco havia ameaçado bloquear o empréstimo de 90 bilhões de euros da UE para Kiev caso Orbán fosse derrotado, mas alguns duvidam que ele esteja realmente pronto para desafiar o resto da UE sozinho.

Eleição de Magyar trará estabilidade?

Mesmo com Orbán fora do poder, analistas alertam que a mudança na Hungria pode não levar a uma estabilidade de longo prazo. “Acho que é realmente difícil permanecer no poder na Europa neste momento”, disse Poliacik. “Todo status quo é difícil de manter. É como um pêndulo oscilando.”

Essa volatilidade é bem compreendida em Praga.

Andrej Babis voltou ao poder no final de 2025 à frente de uma coalizão que inclui seu movimento Ano, o partido conservador Motoristas por Si Mesmos e o SPD, de ultradireita e anti-imigração.

Críticos argumentam que o governo já está buscando reformular elementos-chave do sistema democrático liberal da República Tcheca, incluindo a mídia pública e o papel da sociedade civil, seguindo à risca o manual de Orbán. Os apoiadores – assim como o próprio Babis – rejeitam essa definição.

Desafios para Babis

Analistas apontam que há limites estruturais ao que Babis pode alcançar no contexto tcheco. “Babis percebeu durante seu primeiro mandato como primeiro-ministro que não pode controlar o país da mesma forma que Orbán”, disse o comentarista político tcheco Jindrich Sidlo.

“Orbán governou por muito mais tempo, teve resultados eleitorais muito diferentes, não há Senado na Hungria, e ele conseguiu moldar o sistema eleitoral a seu favor”, disse ele à DW.

“Isso é algo que Babis talvez tenha invejado, mas acho que ele agora entende que não é realista na República Tcheca. Até mesmo mudar a lei eleitoral requer acordo entre a Câmara e o Senado – não dá para forçar a aprovação”, disse ele. “Portanto, Babis é, nesse sentido, uma versão muito mais fraca de Orbán.”

Nova ordem regional

Além da política nacional, a derrota de Orbán também pode afetar uma rede mais ampla de alianças construída ao longo da última década.

Andras Lederer, do Comitê Húngaro de Helsinque, argumenta que a Hungria desempenhou um papel central no apoio a atores com ideais semelhantes em toda a Europa. “Orbán ajudou seus aliados política e financeiramente”, disse ele.

Esse apoio incluiu financiamento para think tanks, grupos de defesa e iniciativas de mídia alinhados com uma visão mais soberanista da Europa, segundo o especialista. “Com Orbán fora do poder, essa rede provavelmente diminuirá significativamente ou até desaparecerá”, acrescentou Lederer.

Especula-se que o novo cenário político na Europa Central pode impactar também os modelos de cooperação regional, como o grupo de Visegrad, praticamente inativo desde que a invasão em grande escala da Rússia na Ucrânia expôs profundas divisões entre seus membros.

A Polônia e a República Tcheca têm sido fortes apoiadoras de Kiev. A Hungria, sob Orbán, e a Eslováquia, sob Fico, assumiram posições muito mais hostis.

Babis sinalizou interesse em reviver o grupo de Visegrad, e seu governo já tomou medidas para melhorar as relações com Bratislava.

Mas sem Orbán, com um novo líder húngaro buscando melhorar os laços com Bruxelas, e a Polônia sob um governo liberal-conservador aparentemente desinteressado no formato Visengrad – pelo menos até novas eleições em Varsóvia –, o bloco parece mais moribundo do que nunca.

Ibovespa cai após série de recordes com bloqueio de portos iranianos; dólar segue abaixo de R$ 5

 

 

O Ibovespa opera em queda e o dólar é negociado com pequenas oscilações nesta quarta-feira, 15, tendo como pano de fundo a falta de uma tendência clara em mercados no exterior, enquanto agentes financeiros continuam acompanhando a situação no Oriente Médio e na navegação no Estreito de Ormuz.

Por volta de 12h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía 0,42%, a 197.828,57 pontos, após fechar em alta nas 11 sessões anteriores, renovando recordes – na véspera, superou os 199 mil pontos pela primeira vez. . Já o dólar subia 0,06%, a R$ 4,991 na venda. Veja cotações.

O barril do petróleo também era negociado com pequenas oscilações, com o Brent sendo negociado ao redor de US$ 95.

Os juros futuros subiam, em especial entre os contratos de prazos mais longos.

Às 10h22, a taxa dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) para janeiro de 2028 estava em 13,4%, em alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,382% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,51%, com elevação de 7 pontos-base ante 13,444%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 1 ponto-base, a 4,27%.

Trump diz que guerra com Irã pode terminar em breve

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a guerra com o Irã pode terminar em breve, dizendo ao mundo para ficar atento a “dois dias incríveis”, enquanto forças norte-americanas que impõem um bloqueio seguem impedindo a saída de navios dos portos iranianos.

Autoridades de Paquistão, Irã e vários Estados do Golfo também disseram que as equipes de negociação dos EUA e do Irã poderiam retornar a Islamabad no final desta semana. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que é provável que uma delegação paquistanesa chegue ao Irã na quarta-feira e transmita mensagens de Washington.

As negociações no último fim de semana fracassaram sem um acordo para acabar com a guerra, que Trump lançou ao lado de Israel em 28 de fevereiro, desencadeando ataques iranianos contra os vizinhos do Irã no Golfo e reacendendo um conflito paralelo entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano.

O otimismo de Trump elevou as ações globais a níveis recordes. Os preços do petróleo — que caíram na terça-feira e no início das negociações de quarta-feira — voltaram a subir para cerca de US$96 por barril, depois que os militares dos EUA disseram que seu bloqueio havia interrompido completamente o comércio marítimo dentro e fora do Irã.

Cenário local

No noticiário local, destaque para a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos. No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas no varejo subiram 0,6% em fevereiro ante o mês anterior, acelerando em relação ao avanço de 0,4% em janeiro. O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de ganho de 1,0%.

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Oncoclínicas busca opções após Porto e Fleury desistirem de negociações; ações derretem 8%

 

 

A Oncoclínicas afirmou nesta terça-feira que continuará avaliando opções para reestruturar sua situação financeira, após fim de conversas com Porto Seguro e Fleury, que desistiram de investir na empresa.

Porto Seguro e Fleury decidiram não renovar período de conversas reservadas com a Oncoclínicas, afirmou a companhia em fato relevante, citando que entre as opções estão “aquelas surgidas nas últimas semanas que não puderam ser exploradas, tendo em vista a exclusividade então em vigor”.

Fleury e Porto Seguro também relataram o fim das negociações sem detalhar a razão de não seguirem com as tratativas.

O acordo não vinculante assinado em março previa um aporte conjunto da Porto e do Fleury de R$ 500 milhões na nova companhia, além da emissão de R$ 500 milhões em debêntures conversíveis em ações ordinárias pela nova empresa, que seriam subscritas por Porto e/ou Fleury.

Por volta de 10h50, na bolsa de valores, as ações da Oncoclínicas caíam 8,13%, a R$1,13, enquanto os papéis da Porto Seguro cediam 0,37%, a R$53,42, e os do Fleury tinham elevação de 1,16%, a R$17,46.

Para analistas do BTG Pactual, tal desfecho era algo até certo ponto esperado. “Dada a complexidade da transação e a profundidade da due diligence necessária, acreditamos que o processo provavelmente evidenciou os desafios presentes na atual situação financeira da Oncoclínicas”, afirmaram Samuel Alves e Maria Resende, em relatório a clientes.

“Em nossa visão, a combinação de um alto nível de endividamento e possíveis passivos fora do balanço torna difícil para grupos bem capitalizados como Fleury e Porto avançarem com uma injeção de capital em condições aceitáveis de risco-retorno.”

Suspensão de obrigações

A Oncoclínicas ainda afirmou nesta terça-feira que fez pedido à Justiça de São Paulo para determinar a suspensão de efeitos de toda e qualquer cláusula contratual que imponha vencimento antecipado de dívidas.

A equipe do BTG Pactual reiterou a recomendação neutra para as ações da Oncoclínicas, ressaltando que a empresa ainda enfrenta um processo de reestruturação complexo com seus credores “e, embora haja indicações de propostas alternativas envolvendo acionistas de referência, a visibilidade permanece limitada neste momento”.

“Continuaremos a acompanhar de perto os desdobramentos para avaliar melhor as implicações tanto para a estrutura de capital quanto para a continuidade operacional.”

FMI eleva projeção para PIB do Brasil em 2026, mas piora para 2027

 

Projeções do governo e dos analistas brasileiros

A perspectiva do FMI para a economia brasileira é melhor do que a do Banco Central, mas fica abaixo do cenário visto pelo Ministério da Fazenda.

Em março, o Banco Central projetou um crescimento econômico de 1,6%, apontando incerteza mais elevada no cálculo diante da guerra no Oriente Médio. Já o Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026.

 O mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,85% neste ano. O corte refletiu uma perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e condições financeiras mais apertadas, segundo o Fundo.

As perspectivas do FMI para o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,3% e 2,7%.

As contas do Fundo para a economia brasileira também são piores do que as das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%.

Projeções do FMI para outros países

O “cenário de referência” mais otimista do FMI pressupõe uma guerra de curta duração com o Irã e prevê um crescimento real do PIB global de 3,1% para 2026, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação à previsão anterior, feita em janeiro. Nesse cenário, o preço médio do petróleo fica em média em US$82 por barril durante todo o ano de 2026, uma queda em relação aos níveis recentes de cerca de US$100 para o Brent.

O FMI reduziu sua previsão de crescimento para os EUA neste ano para 2,3%, uma queda de apenas 0,1 ponto percentual em relação a janeiro, refletindo o efeito positivo dos cortes de impostos, o efeito retardado dos cortes nas taxas de juros e o investimento contínuo em data centers de IA, que compensaram parcialmente o aumento dos custos de energia. Esses efeitos devem continuar em 2027, com o crescimento agora previsto em 2,1%, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a janeiro.

A zona do euro, que ainda enfrenta dificuldades com os altos preços da energia causados ​​pela invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, sofre um impacto ainda maior com o conflito no Oriente Médio, com sua perspectiva de crescimento caindo 0,2 ponto percentual em ambos os anos, para 1,1% em 2026 e 1,2% em 2027.

No cenário mais otimista, o crescimento do Japão permanece praticamente inalterado, registrando 0,7% em 2026 e 0,6% em 2027. No entanto, o FMI afirmou esperar que o Banco do Japão aumente a taxa de juros em um ritmo ligeiramente mais acelerado do que o previsto há seis meses.

O FMI prevê um crescimento de 4,4% para a China em 2026, uma queda de 0,1 ponto percentual em relação a janeiro, já que o aumento dos custos de energia e commodities é parcialmente compensado pela redução das tarifas norte-americanas e pelas medidas de estímulo do governo. No entanto, o FMI afirmou que os obstáculos representados por um setor imobiliário em baixa, uma força de trabalho em declínio, menores retornos sobre investimentos e um crescimento mais lento da produtividade reduzirão o crescimento da China em 2027 para 4,0%, uma previsão inalterada em relação a janeiro.

https://istoedinheiro.com.br/fmi-eleva-projecao-para-pib-do-brasil-em-2026-mas-piora-para-2027

Dólar cai a R$ 4,98 em meio à esperança de acordo entre EUA e Irã

 

O dólar iniciou a terça-feira, 14, em baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante a maioria das demais divisas no exterior, em meio à esperança de que Estados Unidos e Irã cheguem a um acordo para encerrar a guerra.

Equipes de negociação dos dois países podem retornar a Islamabad, no Paquistão, no final desta semana, disseram cinco fontes nesta terça-feira.

Às 9h33, o dólar à vista caía 0,31%, aos R$4,9826 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para maio – atualmente o mais líquido no mercado brasileiro – cedia 0,34%, aos R$5,0020.

Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou com queda de 0,25%, aos R$4,9980, abaixo dos R$5,00 pela primeira vez em dois anos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã quer chegar a um acordo sobre a guerra.

Nesta manhã de terça-feira, as esperanças de um acordo foram renovadas. Uma fonte envolvida nas negociações disse que a data ainda não foi decidida, mas que os dois países poderiam retomar as conversas já no final desta semana.

“Nenhuma data firme foi definida, com as delegações mantendo a sexta-feira até o domingo em aberto”, disse uma fonte sênior iraniana.

Neste cenário, o petróleo voltou a ceder, para abaixo dos US$100 o barril, e os investidores mostravam apetite por ativos de maior risco, como ações, títulos e moedas de países emergentes, incluindo o Brasil.

No noticiário local, destaque para a divulgação da pesquisa CNT/MDA com as intenções de voto para a eleição presidencial de outubro, às 11h.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.

Ibovespa renova recorde nos primeiros negócios com exterior positivo

O Ibovespa avançava nos primeiros negócios nesta terça-feira, renovando recorde intradia, alinhado ao viés de praças acionárias no exterior, em meio a expectativas de negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

Às 10h11, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,26%, a 198.516,46 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 15 de abril, tinha acréscimo de 0,34%.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

André Esteves diz que BTG avalia compra de ativos do BRB, ‘mas não os do Master’

 

O chairman e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, disse que o banco está olhando para ativos do Banco de Brasília (BRB) para aquisição, com exceção daqueles que vieram do Banco Master.

“Já compramos ativos, estamos olhando outros ativos (do BRB), mas não vamos olhar os do Master”, afirmou Esteves após participar do painel de abertura da Conferência de Carreiras, promovido pela plataforma Na Prática, um braço filantrópico de educação do BTG Pactual.

Esteves disse que outros bancos do grupo S1, ou seja, os maiores do País, estão comprando ativos do BRB. O Bradesco e o Itaú já negociaram com o BRB R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos pelos Estados e Municípios com aval da União.

O banqueiro acrescentou ainda que o BTG não tem interesse no BRB. Embora a venda do Banco de Brasília não tenha vindo à tona, nos bastidores se comenta que, em uma situação limite, alguma instituição financeira poderia ficar com o banco ou parte dele.

BTG tem histórico de comprador de outros bancos

O BTG sempre é visto como um nome quando se trata de adquirir bancos com problemas, dada a expertise no resgate de outras instituições como o Banco Panamericano, o Bamerindus e o Banco Nacional.

Na semana passada, o BTG anunciou que fechou acordo para aquisição do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, financeiramente frágil.

Também na semana passada, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), estiveram em São Paulo, conforme fontes, na Faria Lima, em visita a bancos.

De acordo com informações da governadora e do presidente do BRB, o banco negocia a venda de ativos que eram do Banco Master por R$ 15 bilhões e espera conseguir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de outros bancos para cobrir o rombo deixado pelas operações com a instituição de Daniel Vorcaro, liquidada em novembro passado.

Movimentação de cargas em Terminais de Uso Privado sobe 8,9% em fevereiro

 

 

A movimentação de cargas nos Terminais de Uso Privado (TUPs) avançou 8,9% em fevereiro, para 67,7 milhões de toneladas, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. No total, a navegação brasileira movimentou 101,0 milhões de toneladas no mês, alta de 3,78% na comparação com fevereiro de 2025.

O terminal marítimo Ponta Ubu (ES) cresceu 83%, para 1,4 milhão de toneladas e o Porto de Suape (PE) registrou alta de 19,3% na movimentação, com 2,1 milhões de toneladas. Esses foram os destaques de desempenho, segundo o Ministério.

 A navegação de longo curso alcançou 69,1 milhões de toneladas, alta de 3,6%, e a cabotagem somou 24,5 milhões de toneladas, com avanço de 8,2%.

Por tipo de carga, granel líquido subiu 11,2%, para 26,9 milhões de toneladas. A carga conteinerizada cresceu 10,2%, para 12,4 milhões de toneladas; em TEUs, houve alta de 14,1%, para 1,2 milhão. O granel sólido ficou praticamente estável, com alta de 0,2%, totalizando 57 milhões de toneladas.

 Entre as mercadorias, carvão mineral teve aumento de 48,8% (1,6 milhão de toneladas), sal avançou 39,1% (741 mil toneladas) e óleo bruto de petróleo cresceu 16,2% (17,7 milhões de toneladas).

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, atribuiu o desempenho a investimentos e a ações para modernizar a infraestrutura portuária e aquaviária, com foco em atração de capital privado e integração logística.

“Estamos focados em atrair mais investimentos privados e em promover a inovação para que o setor continue a ser um pilar para o desenvolvimento econômico do país e a geração de empregos”, afirmou por meio de nota.


Brasil passa a ter mais cartões de crédito do que habitantes; veja números

 

 

 

O Brasil registrou nos últimos anos uma explosão nas concessões de empréstimos pessoais sem garantia e um comprometimento de renda cada vez maior das famílias com cartões de crédito, apontou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 13, classificando o superendividamento como ‘um problema crescente’ no país.

Em relatório sobre cidadania financeira, o BC afirmou que a digitalização e a ampliação de acesso a linhas de crédito têm aspectos positivos, mas expõem pessoas ao superendividamento, o que demanda ações na área de educação e “medidas robustas” de regulação e supervisão.

“A facilidade de acesso ao crédito, sem uma oferta responsável e adequada ao perfil do cliente por parte das instituições, sem uma devida proteção ao consumidor e, não menos importante, sem a devida educação financeira, leva muitos brasileiros a contraírem dívidas que não conseguem pagar”, disse a autarquia.

A poucos meses do início do período eleitoral, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve tentar a reeleição, o governo se prepara para anunciar um novo pacote nL1N40Q0SC de medidas para aliviar famílias endividadas, com a previsão de renegociação de dívidas com desconto a partir da concessão de garantias pela União.

O governo já havia implementado outro programa com esse objetivo entre 2023 e 2024, o Desenrola, que renegociou R$53 bilhões em dívidas de aproximadamente 15 milhões de pessoas. No entanto, dados de endividamento da população seguiram em alta em meio a iniciativas de estímulo ao crédito e taxas de juros elevadas.

Dados do BC mostram que o número de brasileiros com empréstimo pessoal sem garantia mais que triplicou desde 2020, atingindo 41,7 milhões de pessoas no final de 2024.

“Os volumes transacionados no crédito atingiram R$ 729 bilhões no último trimestre de 2024, mais que o dobro do valor do final de 2020”, diz o BC.

No mesmo período, o número de clientes com dívidas no cartão de crédito, nas linhas do rotativo ou parcelado, subiu 55%, alcançando cerca de 53 milhões de pessoas.

Segundo o relatório, o número de cartões de crédito ativos no Brasil superou 220 milhões, o que significa que o país passou a ter mais cartões em uso do que habitantes. São quase 96 milhões de pessoas usando cartão de crédito, e mais da metade tem dívidas no rotativo, com juros que ultrapassam 430% ao ano, ou parcelado, com taxas médias de cerca de 200% ao ano.

Com a ampliação do uso e taxas de juros em trajetória de alta, o comprometimento médio de renda do usuário do cartão de crédito com gastos nesse instrumento financeiro passou de 38,5% em 2020 para 54% em 2024.

No relatório, o BC ainda apontou necessidade de aprofundar estudos sobre o fenômeno das “bets”, que pode intensificar riscos de endividamento e perda de renda, especialmente entre públicos mais vulneráveis.