segunda-feira, 14 de setembro de 2026

FGTS aumenta subsídios do Minha Casa, Minha Vida para 2026

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) elevou em R$ 500 milhões o orçamento de subsídios para o programa Minha Casa, Minha Vida para 2026. A decisão, oficializada nesta quinta-feira (10), aumenta o montante total para R$ 13 bilhões neste ano, visando garantir a continuidade dos descontos para imóveis populares e evitar o esgotamento dos recursos em todas as unidades da federação antes do encerramento do ano fiscal.

O que aconteceu

  • Os subsídios do Minha Casa, Minha Vida foram ampliados em R$ 500 milhões, totalizando R$ 13 bilhões para 2026.
  • O valor adicional será destinado exclusivamente às faixas 1 e 2 do programa habitacional.
  • A medida busca dar flexibilidade operacional aos bancos e evitar a paralisação na aprovação de novos créditos.

O valor extra é direcionado exclusivamente para a concessão de descontos nas faixas 1 e 2 do programa habitacional. A medida visa garantir que nenhuma unidade da federação ou agente financeiro sofra com o esgotamento do teto de subsídios.

Quem se beneficia com o subsídio do FGTS?

Os principais beneficiários do subsídio ampliado do FGTS são:

  • Público-alvo: famílias com renda mensal acumulada de até R$ 5 mil.
  • Formato do benefício: o valor repassado pelo FGTS atua diretamente na redução da entrada ou do saldo devedor e não precisa ser devolvido.
  • Objetivo: permitir que o comprador consiga encaixar a prestação da casa própria dentro do seu orçamento familiar.

Qual a razão para a elevação dos valores?

A estimativa do governo é utilizar R$ 12,6 bilhões em subsídios até dezembro. O acréscimo para R$ 13 bilhões gera uma folga operacional para que os bancos movimentem recursos entre diferentes regiões sem paralisação nas aprovações de crédito. As diretrizes para o período entre 2027 e 2029 serão votadas na plenária do fim de outubro.

Enquanto a verba de subsidiação imobiliária subiu, os demais orçamentos do FGTS foram preservados: R$ 144,5 bilhões para a carteira de habitação regular, R$ 8 bilhões para saneamento, R$ 8 bilhões para infraestrutura e R$ 8,5 bilhões para a saúde pública.

Segundo Johnny Ferreira dos Santos, coordenador-geral de Gestão do FGTS do Ministério das Cidades, a margem adicional evita problemas operacionais e facilita a redistribuição do fluxo financeiro.

 https://istoedinheiro.com.br/fgts-aumenta-subsidios-minha-casa-minha-vida-2026-2

 

“Do ponto de vista operacional, na execução do final do exercício, você tem a questão dos recursos dentro das unidades do agentes financeiros. Então é importante você manter uma folga mínima para que não falte recurso e você tenha flexibilidade de fazer algum tipo de remanejamento caso necessário”.


Golpes visam aposentados com falsa prova de vida do INSS

 

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornaram-se alvo de novos golpes que exploram a suposta necessidade de atualização da prova de vida. Criminosos enviam mensagens de texto solicitando dados e ameaçando o corte do benefício caso as vítimas não respondam imediatamente, um alerta para a segurança digital dos cidadãos.

O que aconteceu

  • Golpistas miram aposentados do INSS com falsas solicitações de prova de vida via SMS.
  • O INSS esclarece que a comprovação de vida é automática e não pede dados por telefone, email ou visitas domiciliares.
  • A instituição alerta para o risco de phishing, onde links fraudulentos buscam capturar informações sensíveis das vítimas.

A mecânica dos golpes envolve o envio de mensagens de texto (SMS) que tentam induzir o cidadão a crer na urgência de uma atualização cadastral. Os golpistas usam a ameaça do cancelamento do benefício para pressionar a vítima a fornecer informações pessoais e financeiras, as quais serão posteriormente utilizadas em fraudes.

Como o INSS realiza a prova de vida?

Atualmente, a comprovação de vida é realizada de maneira automática pelo INSS, por meio do cruzamento de dados em diversas bases governamentais e de parceiros. Isso inclui registros de vacinação, consultas no SUS, recebimento de benefício com reconhecimento biométrico, entre outros. Caso o cidadão não seja localizado por esse sistema automatizado, a comunicação para regularização só ocorrerá pelos canais oficiais da Previdência Social.

Canais oficiais e alertas de segurança

O INSS reforça que não envia servidores à residência dos beneficiários, nem solicita senhas, dados bancários ou transferências de dinheiro por qualquer meio não oficial. Qualquer contato que fuja desses padrões deve ser visto com desconfiança. Em caso de dúvidas sobre seu benefício ou a necessidade de regularizar o cadastro, consulte sempre a Central 135 ou o aplicativo/site Meu INSS.

É crucial jamais informar dados pessoais, senhas ou documentos via telefone, e-mail ou aplicativos de mensagem. Outra precaução fundamental é evitar clicar em links desconhecidos. Este tipo de fraude, conhecido como phishing, consiste no envio de URLs falsas que, ao serem acessadas, redirecionam as vítimas para páginas que se assemelham às oficiais, mas que são projetadas para roubar dados sensíveis.

Ao clicar em links maliciosos, os dados capturados podem ser utilizados para diversas outras fraudes, como acesso indevido a contas bancárias, contratação de serviços em nome da vítima ou outros crimes cibernéticos. A vigilância e a desconfiança são as principais ferramentas de defesa contra esses ataques.

 

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Seguro rural: Senado aprova projeto que amplia proteção a produtores

 

O Senado aprova projeto de lei que moderniza as regras do seguro rural, buscando fortalecer a proteção financeira de produtores contra eventos climáticos extremos como secas e enchentes. O PL 2.951/2024, já aprovado em plenário no último dia 3, aguarda agora a sanção presidencial para se tornar lei.

O que aconteceu

  • O PL 2.951/2024, que reformula o seguro rural, foi aprovado no Senado e agora aguarda sanção presidencial.
  • O projeto integra o seguro com o crédito rural, permitindo condições diferenciadas e prioridade no financiamento para produtores segurados.
  • A proposta também cria novas regras para o Fundo de Catástrofe e busca dar mais previsibilidade à subvenção ao prêmio do seguro.

Uma das principais mudanças que o projeto aprovado promove para o produtor está na integração entre seguro e crédito rural. As operações amparadas por apólices (contrato de seguro) poderão ter taxas de juros, prazos e limites diferenciados, além de prioridade no acesso ao financiamento — inclusive em pedidos de prorrogação ou renegociação da dívida.

Na prática, o seguro rural integrará o conjunto de garantias das operações de crédito rural. A instituição financeira poderá exigir cláusulas específicas na apólice, como a cessão fiduciária dos direitos e das indenizações e sua indicação como primeira beneficiária em caso de sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato). O seguro também deverá ser contratado com seguradoras que atendam a requisitos mínimos de capacidade econômico-financeira, que ainda serão definidos em regulamento.

Na avaliação da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), a integração entre seguro e crédito tende a reduzir os riscos tanto para quem produz quanto para quem financia a atividade. Se uma perda climática afetar a colheita, a indenização pode ajudar a preservar a capacidade de pagamento do produtor e diminuir a possibilidade de inadimplência, favorecendo a concessão de novos recursos ao setor.

Como o projeto de lei integra seguro e crédito rural?

O texto também estabelece prazos para a regulação e a liquidação dos sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro). A seguradora terá até 15 dias, contados do aviso, para regular os casos que não dependam da colheita, do corte ou da liberação da área segurada para vistoria presencial. Já a liquidação do sinistro deverá ocorrer em até 30 dias após a entrega dos documentos exigidos ou, quando necessária, a realização da vistoria, o que ocorrer por último.

Outro ponto relevante é a tentativa de dar maior previsibilidade à subvenção ao prêmio — valor cobrado pela seguradora pela contratação da cobertura — do seguro rural. Por esse mecanismo, o governo arca com parte desse custo, reduzindo o desembolso do produtor. O projeto proíbe o contingenciamento ou bloqueio dessas despesas e torna obrigatória sua execução orçamentária.

Essa execução obrigatória, porém, ficará limitada ao montante destinado à subvenção no projeto de Lei Orçamentária Anual enviado pelo Executivo ao Congresso. As despesas também estarão condicionadas à adoção das medidas de compensação exigidas pela legislação fiscal.

Fundo de catástrofe e resseguro: o que muda?

O projeto ainda reformula o chamado Fundo de Catástrofe, previsto em lei desde 2010, mas que não entrou em funcionamento por falta de regulamentação e de aportes contínuos, de acordo com a Agência Senado.

O fundo terá como objetivo oferecer cobertura suplementar aos riscos do seguro rural e poderá recorrer ao resseguro e a instrumentos ligados ao mercado de capitais. Entre as possibilidades previstas estão a aquisição de Letras de Risco de Seguro (LRS) e a cessão ou venda de riscos para Sociedades Seguradoras de Propósito Específico. O resseguro funciona como o “seguro das seguradoras”, permitindo que as companhias transfiram parte dos riscos assumidos nas apólices para empresas especializadas.

Para o diretor de Relações Institucionais da CNseg, Hailton Madureira, o seguro rural é um instrumento fundamental para garantir a segurança da produção agropecuária, proteger o produtor diante dos riscos climáticos e dar estabilidade ao abastecimento de alimentos.

“Ao termos um marco legal que aumente a estabilidade do orçamento de subvenção ao seguro, o poder público fortalece a competitividade do campo, estimula investimentos e contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro”, diz.

Qual o impacto da aprovação do PL 2.951/2024?

A aprovação ocorre após uma forte redução da parcela da produção protegida. Segundo a CNseg, a área agrícola segurada chegou a 16,3% em 2021, mas a projeção para 2025 apontava uma participação de apenas 2,3%, em meio ao bloqueio de recursos da subvenção e à volatilidade dos preços das coberturas.

Para a Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), a aprovação representa um avanço ao ampliar a participação privada e abrir espaço para novas formas de transferência de risco. “A aprovação do PL 2.951/2024 representa apenas a primeira etapa desse processo. Os benefícios previstos dependerão da efetiva regulamentação da lei”, diz a entidade em nota. Segundo a federação, a regulamentação deverá garantir segurança jurídica, estimular a participação do setor privado e viabilizar os instrumentos previstos na legislação.


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Boom da IA impulsiona vendas de máquinas da ASML, líder em semicondutores

 

A fabricante holandesa de equipamentos para semicondutores ASML, líder mundial no setor, projeta um futuro promissor impulsionado pelo avanço da inteligência artificial. Segundo Roger Dassen, diretor financeiro da empresa, a demanda por suas máquinas EUV, essenciais para chips de IA, excedeu as expectativas, com estoques esgotados até 2027. Clientes já se comprometem com a próxima geração, os sistemas High NA, que custam o dobro.

O que aconteceu

  • A demanda por máquinas de semicondutores da ASML está em alta, com vendas esgotadas até 2027, impulsionadas pelo boom da Inteligência Artificial.
  • Grandes fabricantes como TSMC, Samsung e Intel se comprometeram a adotar os novos sistemas High NA, com custo aproximado de US$ 400 milhões por unidade.
  • A ASML mantém seu monopólio na tecnologia de litografia avançada, assegurando uma posição dominante no mercado de chips até a década de 2030.

Quando a ASML inaugurou na semana passada a construção de uma nova fábrica em Eindhoven, o diretor financeiro Roger Dassen afirmou que o avanço da inteligência artificial transformou o humor dos clientes. As máquinas EUV atuais da empresa, vendidas por cerca de US$ 200 milhões cada e essenciais para a fabricação de chips avançados de IA, estão praticamente esgotadas até 2027. Ao mesmo tempo, os clientes vêm assumindo uma série de compromissos para adotar a próxima geração de equipamentos da ASML, os sistemas High NA.

“Vocês conseguem me entregar mais? Conseguem entregar mais rápido?” foi o tom recente de uma conversa com um grande cliente, segundo Dassen. A TSMC, a Samsung e a SK Hynix já definiram datas para iniciar o uso do High NA em produção, enquanto a pioneira Intel afirmou que as máquinas já atingem os padrões exigidos de produtividade e confiabilidade.

Junto com os novos planos de expansão da capacidade produtiva, esses avanços indicam que a empresa mais valiosa da Europa poderá manter sua posição dominante no mercado de máquinas de litografia para fabricação de chips até a década de 2030. “Para ser sincero, não acho que estejamos no fim do boom da IA”, disse o presidente-executivo da ASML, Christophe Fouquet, à Reuters.

Os clientes da ASML incluem praticamente todos os grandes fabricantes de chips, especialmente a TSMC, que produz semicondutores para empresas como Apple e Nvidia. A TSMC havia questionado anteriormente se o High NA justificava seu preço de US$ 400 milhões, mas agora se comprometeu a utilizar a tecnologia a partir de 2030. Durante anos, os fabricantes de chips avaliaram se avanços em encapsulamento, empilhamento tridimensional e outras técnicas de produção poderiam reduzir a necessidade do High NA.

Os compromissos anunciados indicam que os principais grupos do setor ainda acreditam que a redução contínua das dimensões dos circuitos será necessária para melhorar o desempenho dos chips. O High NA consegue imprimir estruturas cerca de 40% menores do que os sistemas EUV convencionais, potencialmente reduzindo etapas de fabricação e aumentando a produtividade. Em contrapartida, custa aproximadamente o dobro.

Por que a ASML domina o mercado de litografia?

Segundo estimativa do JPMorgan, a ASML detinha 94% do mercado global de litografia em 2025. Na tecnologia mais avançada, sua posição é ainda mais forte. Desde o fim da década de 2010, a companhia mantém um monopólio nas máquinas que utilizam luz ultravioleta extrema (EUV), indispensáveis para fabricar os menores circuitos presentes nos chips comerciais de IA mais poderosos.

O High NA, cuja primeira unidade foi entregue em 2023, representa a próxima geração da tecnologia EUV. A ASML não possui concorrentes comerciais em EUV. As japonesas Nikon e Canon, além de novos competidores chineses, fabricam sistemas baseados em DUV (ultravioleta profundo), uma tecnologia mais antiga.

Segundo o analista Javier Correonero, da Morningstar, os temores de que esses concorrentes estejam próximos de alcançar a ASML em litografia representam “desinformação”.

Adoção da nova tecnologia acelera

A indústria global de semicondutores, avaliada em trilhões de dólares, toma decisões de investimento com anos de antecedência. Fabricantes, fornecedores de equipamentos e empresas de materiais coordenam seus projetos para garantir que novas máquinas, produtos químicos e processos funcionem em conjunto.

Alguns especialistas haviam questionado se os fabricantes adotariam o High NA em escala suficiente para justificar seus custos de desenvolvimento. “Eu nunca duvidei, porque não havia alternativa”, afirmou Jos Versteeg, analista da InsingerGilissen.

A Samsung informou que começará a produzir chips de memória usando High NA em 2028, uma data considerada mais cedo do que o esperado pelo mercado. A especialista em memória SK Hynix também anunciou que utilizará a tecnologia a partir de 2028, enquanto a Micron já encomendou máquinas, mas ainda não definiu quando iniciará o uso em produção.

A Intel, primeira empresa a adotar a tecnologia, informou na terça-feira que já processou mais de 1 milhão de wafers utilizando equipamentos High NA. Fouquet afirmou que o limite para adoção do High NA é menor para fabricantes de memória, devido ao tamanho reduzido dos chips produzidos por elas.

“Você vê um pouco mais de agressividade nos planos dessas empresas em várias frentes, inclusive no High NA”, afirmou o presidente-executivo da ASML. “Todas elas estão avançando com planos para adotar o High NA na produção em massa.”


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Ações de IA despencam após alertas de riscos e pedidos de desaceleração

As ações de empresas de inteligência artificial (IA) sofreram forte liquidação nesta segunda-feira (14), pressionando os principais índices de Wall Street para baixo. A movimentação ocorre após altos executivos do setor citarem riscos à segurança e defenderem uma desaceleração no desenvolvimento de novos modelos de IA.

O que aconteceu

  • Ações de IA, como Nvidia, Amazon, Intel e AMD, registraram quedas significativas em Wall Street, com o índice de chips da Filadélfia perdendo cerca de 6%.
  • Líderes de empresas como Anthropic, xAI e OpenAI, incluindo Dario Amodei, Elon Musk e Sam Altman, pediram cautela e uma redução no ritmo de avanço da inteligência artificial.
  • A volatilidade atual contrasta com os bilhões investidos no setor, que foram cruciais para os recentes ganhos no mercado de tecnologia e chips nos últimos anos.

A Nvidia, um dos principais nomes no setor de IA, viu suas ações caírem 3,2%, atingindo o nível mais baixo em quase três semanas. A Amazon também registrou perdas de cerca de 1% no pregão desta segunda-feira.

Quais os riscos apontados pelos executivos de IA?

O pedido para frear o desenvolvimento de modelos de IA partiu de Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, no último sábado. Ele destacou a necessidade de as empresas diminuírem o ritmo de avanço nas capacidades dos modelos, citando potenciais riscos à segurança. A posição foi prontamente endossada por Elon Musk, que comanda a xAI, e por Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, indicando uma preocupação generalizada entre os líderes do setor.

Outras fabricantes de chips também sentiram o impacto da liquidação. A Intel registrou uma queda de 5,6%, enquanto a AMD recuou 5% e a Marvell Technology apresentou desvalorização de 6,3%. Essas baixas contribuíram para que o Índice de chips da Philadelphia SE perdesse cerca de 6% no dia, caminhando para sua pior queda diária desde 1º de julho.

Impacto no mercado de tecnologia e índices

Os principais índices acionários de Wall Street refletiram a cautela do mercado. O Índice Dow Jones Industrial Average registrou queda de 0,24%, fechando em 52.446,71 pontos. O S&P 500 recuou 0,64%, para 7.608,28 pontos, e o Nasdaq Composite teve queda de 1,02%, atingindo 26.064,91 pontos.

O cenário atual marca uma inversão em relação aos últimos anos, nos quais bilhões de dólares investidos em inteligência artificial impulsionaram uma alta estratosférica em diversas ações de tecnologia e chips, sendo um fator determinante para os fortes ganhos no mercado de ações.

 

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Reino Unido: líderes de nações celtas exigem independência

 

O cenário político do Reino Unido entrou em ebulição nesta segunda-feira (14), quando os líderes da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales assinaram um memorando de entendimento. O documento insta o governo britânico a se preparar para uma mudança constitucional, defendendo o direito à autodeterminação que pode levar a referendos de independência para as nações constituintes.

A iniciativa ocorre após o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, declarar no sábado (12) que uma Irlanda unificada seria “fantástica”, reacendendo o debate sobre a soberania regional.

O que aconteceu

  • Líderes da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales assinam declaração conjunta exigindo direito à autodeterminação do Reino Unido.
  • O movimento se fortalece após as eleições regionais e, pela primeira vez, todos os primeiros-ministros das “nações celtas” são favoráveis à independência.
  • O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, rejeita os debates constitucionais, focando na crise do custo de vida.

A declaração conjunta foi formalizada por Rhun ap Iorwerth, primeiro-ministro do País de Gales e líder do partido Plaid Cymru; John Swinney, primeiro-ministro da Escócia e líder do Partido Nacional Escocês (SNP); e Michelle O”Neill, primeira-ministra da Irlanda do Norte e vice-presidente do Sinn Féin.

Para esses políticos nacionalistas, cujos partidos obtiveram um fortalecimento significativo nas eleições de maio, o cenário político atual está em constante transformação. Eles argumentam que suas nações “têm o direito de determinar seu próprio futuro, por meios democráticos e de acordo com os desejos de seu povo”.

Por que o movimento separatista ganhou força agora?

O movimento pela autodeterminação ganhou um impulso inédito com os resultados eleitorais recentes. Pela primeira vez desde o início da devolução de poderes, em 1997, as três “nações celtas” – Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales – são governadas por primeiros-ministros abertamente favoráveis a se desligar do Reino Unido.

O acordo conjunto não poupa críticas ao sistema central de poder, afirmando que “o tempo de Westminster [o sistema parlamentarista do governo britânico] está chegando ao fim”. Após a assinatura do memorando em Cardiff, o primeiro-ministro escocês John Swinney foi ainda mais enfático, sugerindo que o atual premier Andy Burnham será o último primeiro-ministro de um Reino Unido como o conhecemos.

Swinney expressou confiança na vontade popular escocesa. “O povo da Escócia, se tiver a escolha da independência em um referendo, aceitará essa escolha, porque todas as informações que vemos diante de nós sobre as tendências nas pesquisas de opinião indicam que essa é a preferência do povo escocês”, declarou o líder do SNP.

Na Irlanda do Norte, Michelle O”Neill destacou como as recentes declarações de Donald Trump, em apoio à unidade irlandesa, mantêm o debate “muito vivo”. “Acho que isso nos mostra onde estamos, em que ponto de vista está o pensamento sobre qual é o grande prêmio aqui para o nosso povo, e o grande prêmio aqui é a unificação. (…) É um novo começo em uma nova Irlanda”, afirmou O”Neill, vice-presidente do Sinn Féin.

Qual a posição do governo britânico?

Após a reunião dos líderes nacionalistas, Downing Street, sede do governo do Reino Unido, reagiu à iniciativa. O primeiro-ministro Andy Burnham reafirmou sua forte crença na União e seu foco em aliviar a crise do custo de vida para famílias em todo o país, em vez de se engajar em “debates constitucionais”.

Um porta-voz oficial de Burnham reiterou que o primeiro-ministro “está comprometido em promover mudanças em todas as quatro nações do Reino Unido e acredita fortemente na União”.

O grupo que assinou o memorando, que se reuniu na condição de líderes partidários e não como autoridades governamentais, defende que existe um caminho melhor. Eles propõem que suas nações trabalhem juntas como iguais, compartilhando ideias e expertise, e construindo relacionamentos baseados no respeito mútuo e em interesses comuns.

“O Reino Unido está em seu melhor quando as pessoas se unem em torno de nossos valores compartilhados e da resolução de problemas, em vez da divisão, e o Primeiro-Ministro continuará a aliviar as pressões sobre as finanças familiares e a proporcionar maior segurança econômica, em vez de participar de debates constitucionais ou novos referendos”, concluiu o comunicado do governo britânico.

A última vez que um referendo sobre independência ocorreu no Reino Unido foi em setembro de 2014, na Escócia. Naquela ocasião, a proposta de separação foi rejeitada, com 45% dos votos a favor e 55% contra a independência.

 

 

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Bolsas europeias fecham em alta com petróleo e alívio do risco

 

As bolsas de valores da Europa encerraram a sessão da última sexta-feira em alta, marcando uma significativa recuperação dos mercados após um período de perdas recentes. O movimento de valorização foi impulsionado principalmente pelo recuo nos preços do petróleo no pregão e por um notável alívio no apetite global por risco, mesmo diante da repercussão dos dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que influenciaram as apostas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).

O que aconteceu

  • As bolsas europeias fecham em alta, com recuperação dos mercados impulsionada pela queda do petróleo e alívio do risco.
  • Índices de Londres, Frankfurt, Paris, Milão, Madri e Lisboa registraram avanços significativos na sessão de sexta-feira.
  • Indicadores como produção industrial do Reino Unido e alertas do BCE sobre inflação e juros também moldaram o cenário.

Quais índices europeus fecharam em alta na sexta-feira?

Os principais índices acionários europeus registraram fechamento positivo. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,39%, atingindo 10.650,44 pontos. Já em Frankfurt, o DAX valorizou 0,77%, encerrando o dia com 25.557,16 pontos. A bolsa de Paris, representada pelo CAC 40, subiu 0,78%, alcançando 8.179,77 pontos.

Na Itália, o FTSE MIB de Milão registrou uma alta ainda mais expressiva de 1,36%, chegando aos 52.512,03 pontos. Madri, com o Ibex 35, teve um crescimento de 0,84%, fechando em 19.825,70 pontos. Por fim, em Lisboa, o PSI 20 elevou-se 0,73%, marcando 9.524,73 pontos.

Indicadores econômicos e alertas do Banco Central Europeu

No Reino Unido, a produção industrial surpreendeu positivamente ao avançar 0,2% em julho em relação a junho, superando as expectativas do mercado, que projetavam uma queda de 0,2%. Este dado contribuiu para o otimismo.

A situação econômica da França, contudo, apresentou um desafio, com o ministro das Finanças, Roland Lescure, reduzindo a projeção de crescimento do país para 2026 de 0,7% para 0,5%. Lescure admitiu, ainda, dificuldades em cumprir a meta de déficit fiscal, adicionando um ponto de cautela ao cenário europeu.

A política monetária também esteve em foco. Gabriel Makhlouf, membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), emitiu um alerta sobre os conflitos no Oriente Médio, ressaltando que estes podem sustentar a inflação por um período mais prolongado. Ele enfatizou que novas elevações agressivas das taxas de juros trariam riscos adicionais e significativos ao crescimento econômico da região, ponderando a delicada balança entre controle inflacionário e estímulo ao crescimento.

Setores e empresas impulsionam ganhos no mercado europeu

Entre os destaques corporativos, a Airbus viu suas ações subirem 1,4% após anunciar um plano de recompra de até 4,1 milhões de ações no mercado aberto, sinalizando confiança na valorização da empresa. O setor de semicondutores e tecnologia também teve um bom desempenho, beneficiado pelo aumento da demanda ligada à Inteligência Artificial (IA).

Em Londres, empresas como Renishaw, que subiu 3,1%, e XP Power, com avanço de 5,4%, foram impulsionadas por uma elevação de recomendação pelo Jefferies. Na Alemanha, a SAP encerrou o dia estável, após uma recuperação de perdas, enquanto a Sartorius registrou alta de 1,3%. O setor de luxo em Paris também contribuiu para os ganhos, com papéis subindo 1% e a Kering registrando um ganho de 2%. Mesmo com a queda pontual do petróleo no dia, as ações do setor de energia na Europa encerraram em leve alta de 0,6%, mostrando resiliência.

 

 

.Riscos da inteligência artificial: Jensen compara situação à pandemia

 

Greg Jensen, co-diretor de investimentos (CIO) da Bridgewater Associates, fez um duro alerta sobre os riscos da inteligência artificial (IA) durante participação no podcast Odd Lots, da Bloomberg. O executivo comparou o estágio atual da tecnologia aos primeiros momentos da pandemia de Covid-19, ressaltando que a inação pode ter consequências severas e que é crucial lidar com o problema antes que se torne incontrolável.

O que aconteceu

  • Greg Jensen, da Bridgewater Associates, alertou sobre os riscos da inteligência artificial, comparando o cenário atual ao início da pandemia de Covid-19.
  • O especialista, que foi investidor inicial em empresas de IA, teme a velocidade dos avanços e a capacidade dos modelos de apresentar comportamentos inesperados.
  • Ele defende a responsabilização de desenvolvedores e a tributação do “trabalho das máquinas” para mitigar os impactos sociais e econômicos da automação.

Apesar do tom alarmista, Jensen não é um crítico da tecnologia. Ele foi um dos primeiros investidores da OpenAI e da Anthropic e, ao longo de três décadas na Bridgewater, ajudou a incorporar modelos quantitativos, algoritmos e sistemas automatizados aos processos de investimento da companhia. Atualmente, ele supervisiona o laboratório interno de inteligência artificial da gestora e acompanha o uso da tecnologia nos mercados financeiros.

Segundo Jensen, os avanços têm sido rápidos a ponto de os modelos começarem a se aproximar e até mesmo superar as capacidades humanas. Ele afirmou que a IA desenvolvida pela Bridgewater quase alcançou o sistema de tomada de decisões baseado na chamada “intuição humana”, desenvolvido pela empresa ao longo de décadas.

“Acho que estamos a poucos anos de a IA ser significativamente melhor do que o conjunto de todos os humanos da Bridgewater. É apenas uma projeção, mas essa é a velocidade com que a tecnologia está avançando”, disse.

Quais são as principais preocupações com a inteligência artificial?

Parte da preocupação do executivo está relacionada à rapidez das mudanças e aos episódios recentes envolvendo sistemas de inteligência artificial. Jensen citou o ataque ao Hugging Face como um dos sinais iniciais de como os modelos podem apresentar comportamentos inesperados. Ele alertou que uma IA poderia tentar enganar avaliadores para atingir objetivos definidos durante o treinamento.

Em um cenário extremo, afirmou Jensen, sistemas muito avançados poderiam desenvolver estratégias cada vez mais agressivas para superar limitações impostas pelos próprios criadores. Essas declarações reforçam um movimento crescente dentro da indústria de tecnologia; recentemente, um ex-funcionário da Anthropic afirmou que a inteligência artificial representa um risco existencial para a humanidade, e o investidor Paul Tudor Jones comparou a chegada da IA à expectativa pela aproximação de um furacão de categoria 6.

Medidas propostas para controlar o avanço da IA

Para Jensen, desacelerar o desenvolvimento da tecnologia pode ser a melhor alternativa. “Quanto mais tempo esperamos, mais sem esperança a situação fica”, afirmou o co-CIO da Bridgewater. Ele defende a responsabilização de desenvolvedores e empresas por crimes eventualmente cometidos por sistemas de inteligência artificial.

O executivo também voltou a propor a tributação do chamado “trabalho das máquinas” como forma de compensar os impactos da automação sobre o mercado de trabalho. Na avaliação do gestor, cerca de 14% dos empregos existentes hoje poderão passar por mudanças radicais nos próximos três anos em função dos avanços da IA.

Tenda é principal escolha do JPMorgan entre construtoras

 

O JPMorgan, um dos maiores bancos de investimento do mundo, avalia que o desempenho das construtoras residenciais brasileiras será cada vez mais influenciado pelo sentimento em relação às eleições de 2026. A instituição reitera sua recomendação de compra para a Tenda (TEND3), destacando-a como a principal escolha entre as empresas do setor, com potencial de alta de 59%.

O que aconteceu

  • A Tenda (TEND3) é eleita a principal escolha do JPMorgan, com potencial de valorização de 59% para suas ações.
  • O banco projeta que o cenário das eleições de 2026 impactará diretamente as construtoras residenciais do país.
  • Recomendações variam entre compra para baixa renda e neutra para média/alta renda, com ressalvas e riscos apontados.

A análise do JPMorgan sugere que uma eventual mudança de governo no Brasil favoreceria as empresas de média e alta renda, como Cyrela (CYRE3) e EZTEC (EZTC3), em função de uma possível intensificação do ajuste fiscal. Por outro lado, a permanência da atual administração tenderia a beneficiar as companhias de baixa renda, a exemplo de Tenda (TEND3), Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3), que são impulsionadas por programas governamentais como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Com base na projeção de continuidade do governo atual, o banco de investimento reiterou sua recomendação de compra para Tenda, Direcional e Cury. Para Cyrela e EZTEC, a recomendação permanece neutra devido às incertezas para 2027, embora exista a possibilidade de valorização das ações em um cenário de mudança no sentimento do mercado.

Cenário para mrv e riscos

A MRV (MRVE3) se destaca com uma recomendação neutra, diferentemente das outras empresas de baixa renda. A previsão de novas perdas na Resia, sua subsidiária de imóveis para locação nos Estados Unidos, é um fator determinante para essa avaliação no segundo semestre. As perdas estimadas são de aproximadamente US$ 50 milhões.

Entre os riscos para o cenário positivo das empresas de baixa renda, o JPMorgan aponta a pressão inflacionária, especialmente com a cotação do petróleo acima de US$ 80 por barril. Uma desaceleração temporária nos repasses de financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal (CEF) também é considerada, assim como uma greve de funcionários da Caixa, prevista para começar em 10 de setembro, mas com expectativa de curta duração.

O JPMorgan definiu preços-alvo para dezembro de 2027, indicando um potencial de valorização de 50% a 60% para as ações com recomendação de compra. Para os papéis classificados como neutros, a expectativa de alta é de 40% a 50%.

Por que a tenda é a principal escolha?

A Tenda (TEND3) é a principal escolha do banco, com um potencial de valorização de 59% até o preço-alvo de R$ 52,50. A preferência é justificada pelo seu valuation atrativo, negociando a 4,8 vezes o preço sobre lucro (P/L) estimado para 2027, e pela possibilidade de recuperação operacional da Alea, sua subsidiária de estruturas de madeira, que o mercado ainda não teria precificado totalmente.

Direcional em destaque

A Direcional (DIRR3) aparece logo em seguida, com potencial de alta de 60% até o preço-alvo de R$ 17,50. O banco ressalta o valuation de 5,4 vezes o P/L estimado para 2027, com um desconto de 22% em relação à Cury. A companhia também se beneficia do potencial de valorização do seu banco de terrenos em Belo Horizonte, impulsionado pela nova legislação de zoneamento, e da parceria com a Moura Dubeux para projetos de baixa renda no Nordeste.

Qualidade da cury

Para a Cury (CURY3), o JPMorgan enfatiza a elevada qualidade da companhia e sua notável conversão de lucro líquido em fluxo de caixa livre, que alcança 75%, sendo a maior entre as empresas de baixa renda acompanhadas pelo banco. O preço-alvo foi ajustado de R$ 43,50 para R$ 48, o que implica um potencial de alta de 49%. A ação negocia a 6,9 vezes o P/L estimado para 2027, cerca de 25% abaixo do pico de 9,5 vezes registrado no início do ano. O banco ainda projeta um dividend yield de aproximadamente 8% para 2026.

Perspectivas para cyrela

No segmento de média e alta renda, o JPMorgan mantém recomendação neutra para a Cyrela (CYRE3), com preço-alvo de R$ 34,50. Contudo, a análise aponta para uma forte valorização em caso de mudança no governo, cenário em que a ação poderia atingir 1,7 vez o valor patrimonial por ação (P/VPA), contra cerca de 1 vez atualmente. A venda da torre corporativa Pininfarina por R$ 1,4 bilhão é outro ponto destacado, com potencial de resultar em uma distribuição de dividendos equivalente a um yield de aproximadamente 11%.

Desempenho da eztec

Para a EZTEC (EZTC3), a recomendação neutra reflete principalmente o cenário macroeconômico, com juros elevados por mais tempo, que tende a impactar o segmento de média e alta renda. Apesar disso, a companhia demonstrou crescimento de 53% nos lançamentos no primeiro semestre. Nos últimos 30 dias, a ação acumulou alta de 19%, superando a Cyrela (16%) e o Ibovespa (8%). O novo preço-alvo é de R$ 19.

Por que a mrv continua neutra?

A MRV (MRVE3) persiste como uma exceção entre as empresas de baixa renda analisadas. Embora o negócio principal apresente recuperação, com crescimento de lançamentos e melhora das margens, o JPMorgan prevê novas perdas na Resia, estimadas em US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 260 milhões), para o segundo semestre. A operação nos EUA busca vender terrenos, instalações, equipamentos e participações minoritárias em projetos, com desinvestimentos projetados em cerca de US$ 165 milhões.

A MRV negocia a 4,7 vezes o P/L estimado para 2027, alinhada à Tenda, mas com um desconto de 15% a 30% em relação aos pares. Para o JPMorgan, esse desconto é justificado pela incerteza e baixa visibilidade sobre os resultados futuros. A dívida líquida da companhia, incluindo passivos de cessão de créditos, alcançou R$ 10,6 bilhões no segundo trimestre, equivalente a 2,3 vezes o patrimônio líquido, o maior patamar do setor.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Turismo no Brasil: atividades crescem 2,7% em julho de 2026

 

As atividades turísticas no Brasil registraram crescimento de 2,7% em julho de 2026, recuperando parcialmente a queda de 4,0% observada entre maio e junho do mesmo ano. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), indicam que o setor ainda busca o patamar de seu ápice histórico, alcançado em dezembro de 2024.

O que aconteceu

  • As atividades turísticas no Brasil registraram crescimento de 2,7% em julho de 2026, conforme dados do IBGE.
  • O setor encontra-se 9,4% acima do nível de fevereiro de 2020, mas 3,8% abaixo do pico histórico de dezembro de 2024.
  • Na comparação anual, o volume de atividades turísticas recuou 2,6% em julho, marcando o quinto resultado negativo consecutivo.

Apesar da alta mensal, o segmento de turismo opera 3,8% abaixo do ápice de sua série histórica, registrado em dezembro de 2024. Contudo, o patamar atual se mantém 9,4% acima dos níveis pré-pandemia, em fevereiro de 2020, sinalizando uma recuperação que ainda não se consolidou plenamente.

Como o turismo se comportou nas regiões?

Regionalmente, o movimento de expansão mensal foi acompanhado por 11 dos 17 locais pesquisados pelo IBGE. São Paulo liderou as contribuições positivas, com um avanço de 3,5%, seguido por Bahia (8,6%), Paraná (6,7%) e Minas Gerais (2,8%).

Em contrapartida, alguns estados registraram resultados negativos no período. O Ceará apresentou retração de 1,8%, enquanto Pernambuco apontou uma queda de 1,1%, figurando entre os principais recuos no mês de julho de 2026.

Setor turístico piora em comparação anual?

Na comparação com julho do ano anterior, o volume de atividades turísticas no Brasil registrou uma retração de 2,6%, configurando o quinto resultado negativo consecutivo para o setor. Essa queda foi impulsionada, principalmente, pela redução na receita de empresas de transporte aéreo de passageiros e do segmento hoteleiro.

Analisando os dados regionais, dez das dezessete unidades da federação investigadas mostraram declínio nos serviços voltados ao turismo. Os destaques negativos foram São Paulo (-3,5%), Pernambuco (-13,7%), Ceará (-13,7%), Paraná (-5,3%), Pará (-15,1%) e Distrito Federal (-6,5%). Em contrapartida, Bahia (18,6%), Rio de Janeiro (2,8%) e Minas Gerais (1,8%) exerceram os principais impactos positivos na comparação anual.

Qual o balanço do acumulado no ano?

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o conjunto de atividades turísticas no país apresentou uma retração de 1,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa queda foi predominantemente influenciada pela menor receita de empresas de transporte aéreo de passageiros e de hotéis, setores-chave para o desempenho turístico.

Regionalmente, 11 dos 17 locais investigados também registraram taxas negativas no acumulado do ano. As maiores perdas foram observadas em São Paulo (-1,3%), Minas Gerais (-4,0%), Pernambuco (-7,9%), Paraná (-5,3%) e Ceará (-8,6%). Em contraste, o Rio de Janeiro (5,0%) liderou os ganhos no turismo, seguido por  Bahia (5,9%), Espírito Santo (2,3%) e Rio Grande do Sul (0,7%), demonstrando resiliência em algumas regiões.

BCE eleva taxas de juros em meio à “guerra no Oriente Médio” e revisa projeções de inflação

 

O Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros pela segunda vez neste ano nesta quinta-feira, 10 de setembro, em Frankfurt, com o objetivo de frear o avanço da inflação. A escalada inflacionária é impulsionada principalmente pelos preços da energia, agravados pela guerra no Oriente Médio.

A decisão afeta diretamente os 21 países da zona do euro e ocorre em meio a temores de uma onda de aumentos de preços, especialmente com a alta do petróleo.

O que aconteceu

  • O BCE eleva taxas de juros para conter a inflação impulsionada pela guerra e preços de energia.
  • A guerra no Oriente Médio, com ataques entre EUA e Irã, elevou os preços do petróleo acima de US$100.
  • O BCE reviu para cima as projeções de inflação e crescimento, esperando que a inflação permaneça acima da meta de 2% até 2028.

Desde o final de agosto, ataques de ambos os lados na guerra no Oriente Médio interromperam um período de relativa calma. Estados Unidos e Irã atingiram alvos militares, de transporte marítimo e do setor energético. Este cenário impulsionou os preços do petróleo de volta a patamares acima de US$100 o barril, reacendendo preocupações com uma nova onda de aumentos de preços na zona do euro, região que é grande importadora de combustíveis. A expectativa do mercado é de que a inflação continue acima da meta por um período prolongado.

Em resposta, o BCE elevou sua taxa de depósito de 2,25% para 2,50%, reiterando que a inflação deve se manter acima de sua meta de 2% por um tempo. Anteriormente, o banco já havia se pronunciado sobre como a guerra no Irã afeta a manutenção das taxas de juros.

Por que o BCE revisou suas projeções?

O banco central dos 21 países que compartilham o euro também revisou para cima algumas de suas projeções de crescimento e inflação. Essa atualização reflete tanto a resiliência inesperada da economia europeia quanto o impacto dos custos elevados dos combustíveis sobre outros preços. A nova previsão do BCE aponta para uma inflação de 3,0% neste ano, 2,5% no próximo ano e 2,1% em 2028.

Contudo, é provável que as projeções divulgadas nesta quinta-feira não contemplem plenamente o mais recente aumento nos preços da energia, especialmente do gás natural. Muitos países europeus dependem do gás para aquecimento, e o choque em seus preços tende a ter um impacto mais lento, mas também mais significativo e duradouro sobre a inflação, excluindo a energia, conforme observado pelo Barclays em uma nota.

O que os mercados esperam do BCE?

Os mercados financeiros precificam que haverá mais um aumento das taxas de juros ainda este ano, seguido por uma ou duas elevações adicionais no próximo ano. Por outro lado, economistas veem a decisão desta quinta-feira como possivelmente a última do BCE por enquanto, embora um número crescente deles considere o risco de ser necessário um aperto monetário adicional.

O BCE não forneceu indícios sobre futuras medidas, limitando-se a repetir sua postura padrão de que as decisões serão baseadas nos dados econômicos que forem surgindo.

 

https://istoedinheiro.com.br/bce-eleva-taxas-juros-guerra-oriente-medio-inflacao

Caixa Federal lança Pix parcelado para clientes

 

A Caixa Econômica Federal lança uma nova funcionalidade que permite aos clientes pessoa física parcelar transferências e pagamentos realizados via Pix. A novidade, anunciada nesta quinta-feira (3), está disponível diretamente no aplicativo do banco para as transações.

A medida é implementada por meio de contratação de crédito no momento da operação. Além desta, a Caixa já oferece outras facilidades como o Agendamento Pix, Pix Automático e Pix por Aproximação via Google Pay.

O que aconteceu

  • O Pix parcelado é a mais recente funcionalidade lançada pela Caixa Econômica Federal para seus clientes pessoa física.
  • Os valores para contratação variam de R$ 300 a R$ 50 mil, com prazo de pagamento de até 12 meses e taxas de juros personalizadas.
  • A nova opção visa ampliar o acesso a soluções financeiras digitais, combinando conveniência e uso consciente do crédito.

O banco público informa que, para os clientes com limite disponível, os valores para contratação podem variar entre R$ 300 e R$ 50 mil. O prazo máximo para pagamento é de 12 meses, e as taxas de juros são definidas conforme o relacionamento de cada cliente com a instituição.

Como funciona o parcelamento do Pix?

As condições detalhadas da operação podem ser consultadas no aplicativo da Caixa. Para concluir a transação e realizar o Pix com parcelamento, o cliente precisa apenas de uma autenticação, mas é essencial que o App CAIXA esteja atualizado para a versão mais recente.

Antes de confirmar qualquer operação, a Caixa garante transparência total. O cliente tem acesso a informações cruciais como taxa de juros, valor das parcelas, Custo Efetivo Total (CET) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Isso permite uma avaliação consciente do impacto da operação no orçamento.

A liberação da linha de crédito para o parcelamento está sujeita à análise de risco realizada pela CAIXA e depende da disponibilidade de limite para contratação. Esta é uma prática padrão em operações de crédito bancárias.

Crédito consciente e transparência

Para clientes que ainda não possuem a opção habilitada, a Caixa orienta manter os dados cadastrais atualizados e utilizar regularmente os produtos e serviços do banco. Isso pode ampliar o relacionamento e, em futuras avaliações de crédito, destravar a funcionalidade, seguindo os critérios de análise de risco da instituição.

A Caixa destaca que o “Parcelar Pix” visa expandir o acesso a soluções financeiras digitais integradas, promovendo conveniência, transparência e um uso consciente do crédito. Com essa modalidade, o recebedor do Pix tem acesso ao valor integral da transação instantaneamente, enquanto o pagador pode parcelar o desembolso de acordo com sua capacidade financeira, oferecendo maior flexibilidade e controle.

 

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Lar Cooperativa inaugura unidade operacional em Missal

 

Nova indústria de peixes e outros investimentos somam R$ 150 milhões 
 
 
A unidade de Recepção Boa Esperança recebeu investimento de R$ 17 milhões

A Lar Cooperativa Agroindustrial deu mais um importante passo em sua estratégia de expansão e fortalecimento regional. No último dia 2 foi inaugurada a Unidade Operacional Boa Esperança, em Missal (PR). Na ocasião foi feita a apresentação oficial do projeto de implantação da nova Unidade Industrial de Peixes (UIP). "A cooperativa se desenvolveu buscando atender melhor o associado e descobriu que era através das carnes que iríamos agregar valor aos grãos. Temos uma avicultura e suinocultura sólidas e agora chegou a hora do peixe. Esses investimentos representam mais renda nas pequenas propriedades, muito mais emprego direto e indireto. É um círculo virtuoso que será impulsionado ainda mais a partir deste momento", destacou o diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues.

Localizada na Linha Boa Esperança, no interior do município de Missal (PR), a Unidade de Recepção Boa Esperança recebeu investimento de R$ 17 milhões e foi projetada para garantir maior eficiência no suporte aos associados da região. O complexo conta com um silo pulmão para 1.315 toneladas, além de dois tombadores: um Pili de 26 metros e um Saur de 21 metros, entre outros equipamentos e sistemas avançados.

Com início da terraplanagem previsto para setembro de 2026 e das obras civis para março de 2027, a nova UIP (Unidade Industrial de Peixes) ocupará uma área construída de 10.800 metros quadrados. O investimento na primeira etapa soma R$ 100 milhões, com início da operação projetado para outubro de 2028. A planta começará com capacidade de abate de 35 mil peixes por dia, evoluindo progressivamente até atingir 90 mil peixes por dia em 2031, o que representará 622 toneladas de produto final por mês em 2032. O empreendimento prevê a criação de 120 empregos diretos em 2028, chegando a 250 postos de trabalho até 2030.

O projeto soma-se ao suporte da Unidade Industrial de Rações em Marechal Cândido Rondon, que está preparada para atender a demanda de até 150 mil peixes/dia, e aos aportes na Unidade Industrial de Peixes de São Miguel do Iguaçu, com R$ 18 milhões destinados para otimização do segundo turno. Esse investimento, permitirá encerrar 2027 com abate de 40 mil peixes por dia e 2028 com 50 mil peixes por dia, atingindo uma produção de 330 toneladas ao mês de produto acabado até o final de 2028. Essa expansão demandará mais 165 funcionários, 30 novos integrados e a adição de 44 hectares de lâmina d'água.

Entre 2026 e 2030, os investimentos totais da Lar nas plantas industriais da atividade somam R$ 118 milhões, somados a cerca de R$ 150 milhões projetados em lâmina d'água por parte dos associados integrados. A meta da cooperativa é saltar dos atuais 40 integrados (100 ha de lâmina d'água) para 170 integrados (400 ha) até 2032, elevando a produção total para 950 toneladas/mês e gerando 550 empregos diretos na cadeia produtiva da piscicultura.

 

 https://amanha.com.br/categoria/negocios-do-sul1/lar-cooperativa-inaugura-unidade-operacional-em-missal?utm_campaign=NEWS+DI%C3%81RIA+PORTAL+AMANH%C3%83&utm_content=Lar+Cooperativa+inaugura+unidade+operacional+em+Missal+-+Grupo+Amanh%C3%A3&utm_medium=email&utm_source=dinamize&utm_term=News+09_09_2026


Pesquisador da Anthropic alerta sobre “brincadeira com vidas” por IA sem segurança

 

Jacob Coxon, um proeminente pesquisador de inteligência artificial, abandonou a indústria após três anos trabalhando com pré-treinamento de modelos na OpenAI e, posteriormente, na Anthropic. Ele alega que as empresas avançam em direção à superinteligência sem segurança suficiente, acusando-as de “brincar com as nossas vidas”. Sua saída ocorre em um momento de crescente debate sobre os riscos existenciais da IA.

O que aconteceu

  • O ex-pesquisador Jacob Coxon alertou sobre os riscos de a indústria de IA buscar superinteligência sem segurança adequada.
  • Ele acusa as companhias OpenAI e Anthropic de “brincar com as nossas vidas” ao acelerar o desenvolvimento de modelos.
  • Coxon e outros especialistas internos manifestam temor pelo potencial letal da IA, inclusive com estimativas de riscos à vida humana.

Coxon publicou sua posição na rede social X, afirmando: “Me demiti hoje da Anthropic. Passei os últimos três anos fazendo pesquisa de pré-treinamento tanto na OpenAI quanto na Anthropic. Nenhuma das duas empresas está agindo com responsabilidade. Elas estão correndo a passos largos para a superinteligência autoaperfeiçoável e apostando com nossas vidas.”

O pesquisador alertou para o perigo do desenvolvimento acelerado em direção a sistemas capazes de realizar o chamado autoaperfeiçoamento recursivo, processo no qual a inteligência artificial projeta e treina a geração seguinte com pouca ou nenhuma intervenção humana.

Por que a preocupação com a segurança da IA aumenta?

Segundo o ex-pesquisador, o temor sobre os riscos da tecnologia não é restrito ao público externo: “As pessoas que desenvolvem IA acreditam sinceramente que ela poderá nos matar a todos até o final da década. Isso não é uma jogada de marketing. Aliás, muitos executivos e pesquisadores renomados costumam usar uma linguagem mais sensata na imprensa, mas ouço essas mesmas pessoas expressarem medo.”

Coxon acrescentou que, embora os líderes da Anthropic compreendam o que está em jogo, eles se sentem presos a uma corrida comercial para chegar primeiro, por não confiarem que seus concorrentes adotarão uma postura responsável.

Evan Hubinger, diretor de segurança da Anthropic, manifestou-se no X em caráter pessoal em concordância parcial com as preocupações levantadas por Coxon, estimando em mais de 10% a chance de a IA provocar mortes humanas na próxima década. “Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos”, afirmou Hubinger.

Mudanças em compromissos de segurança e o futuro da IA

A saída de Coxon ocorre em um momento em que a Anthropic se prepara para abrir capital na Bolsa (IPO). Em fevereiro, a empresa alterou sua carta de compromissos de segurança, retirando uma cláusula que previa a suspensão do desenvolvimento de novos modelos caso os riscos associados não pudessem ser controlados de forma eficaz.

Procuradas pela agência AFP, OpenAI e Anthropic não responderam imediatamente às declarações até a publicação da matéria. Da IstoÉ.

 

 

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Drones no Nepal: Exército usa tecnologia contra enchentes

 

Após as devastadoras inundações no Nepal, que superam a marca de mil mortos e cinco mil desaparecidos, o Exército do Nepal tem utilizado drones para entregar ajuda humanitária vital. Com estradas e pontes destruídas, a tecnologia se mostra essencial para alcançar as comunidades isoladas desde o desprendimento de uma geleira do Himalaia no final de agosto.

O que aconteceu

  • Drones no Nepal são a principal ferramenta do Exército para levar suprimentos e medicamentos a áreas isoladas após enchentes.
  • Mais de 1.300 pessoas morreram e 5.000 estão desaparecidas desde o desprendimento de uma geleira no Himalaia no final de agosto.
  • A frota de drones DJI FlyCart 100, doada pela China, realiza até 16 entregas diárias, transportando até 60 kg por vez.

Pelo menos 1.367 pessoas morreram e mais de 5.000 estão desaparecidas no Nepal desde que uma geleira do Himalaia se desprendeu perto da fronteira entre o Nepal e a China no final de agosto, causando devastação ao longo dos rios abaixo. A situação calamitosa levou o Exército do Nepal a buscar soluções inovadoras para as operações de busca e resgate.

“A maioria dos nossos helicópteros está ocupada com operações de resgate. Não há outra maneira de enviar alimentos, itens essenciais, medicamentos e combustível, a não ser por meio de drones, que são a melhor opção disponível, e devemos dar mais prioridade a eles”, afirmou Santosh Budhathoki, piloto contratado de drones pelo Exército do Nepal.

Como os drones auxiliam nas operações?

Os drones são empregados em distâncias de até 3 a 4 quilômetros e podem transportar até 60 quilogramas por vez. Eles já estão gerando um impacto positivo nas comunidades afetadas, que necessitam urgentemente de assistência, conforme relatado por Budhathoki.

O Exército realiza atualmente entre 10 e 16 entregas de ajuda por dia com uma frota de quatro drones DJI FlyCart 100. Todos os equipamentos foram doados pela China, como parte de um pacote de assistência recente para o país.

Além da ajuda humanitária, qual o uso dos drones?

Além da entrega de ajuda humanitária, os drones também têm sido utilizados para transportar os corpos das vítimas das enchentes em algumas áreas afetadas. Drones de reconhecimento têm sido amplamente empregados em operações de busca e resgate, complementando os esforços terrestres e aéreos.

“Temos feito viagens de ida e volta desde o início da manhã. Então, sim, é bastante agitado, porque precisamos fazer isso agora mesmo”, disse Milan Pandey, da empresa operadora de drones Airlift Technology. Ele enfatizou que “o Nepal tem essa geografia, esse terreno em que os drones seriam realmente mais rápidos, ágeis e baratos”. A complexidade das inundações e os desafios logísticos no Nepal e na China tornam a tecnologia de drones uma ferramenta indispensável.