quinta-feira, 30 de julho de 2026

IPCA+ nas alturas com juros acima de 8% após decisão do Fed

 

A curva de juros no mercado de renda fixa no Brasil atingiu patamares operacionais inéditos nos últimos meses. Impulsionadas pela combinação entre as incertezas fiscais domésticas e o aperto das taxas de juros globais balizado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, as cotações dos papéis atrelados à inflação emitidos pelo Tesouro Nacional registraram taxas de rentabilidade real acima de 8% ao ano — patamar tido como teto histórico do programa de títulos públicos.

O movimento refletiu a readequação dos preços dos ativos de renda fixa no mercado secundário e no Tesouro Direto após comunicados rígidos da autoridade monetária norte-americana em relação ao controle da inflação global. A elevação da remuneração paga pelos títulos públicos dos EUA (os Treasuries) exigiu um prêmio de risco adicional para a dívida emitida por países emergentes como o Brasil.

O Efeito de Contágio das Taxas Norte-Americanas

Quando o Federal Reserve opta pela manutenção ou sinalização de juros elevados por períodos mais longos, o capital global tende a se redirecionar para a dívida soberana dos EUA, que oferece risco virtualmente nulo. Para sustentar a atratividade de seus papéis e captar recursos para o financiamento do orçamento federal, a Secretaria do Tesouro Nacional precisa ajustar a remuneração de suas emissões para cima.

No Tesouro Direto, a rentabilidade real — que garante ao investidor a variação do IPCA acrescida de um juro fixo — atingiu marcas recordes nos papéis de prazos intermediários e longos:

  • Tesouro IPCA+ com Vencimentos Intermediários: Chegaram a registrar taxas acima do patamar de 8% ao ano.

  • Tesouro IPCA+ com Vencimentos Longos e Juros Semestrais: Observaram um estresse continuado das taxas e consequente desvalorização no preço unitário pela regra da marcação a mercado.

O Impacto na Dívida Pública e a Reação dos Mercados

Se para o investidor pessoa física a perspectiva de travar um retorno de inflação acrescido de 8% ao ano se traduz em rentabilidade atrativa, para o governo federal a alta representa uma elevação severa no custo de rolagem da Dívida Pública Federal (DPF).

Conforme apontam balanços periódicos de acompanhamento divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e relatórios do Banco Central do Brasil (BCB):

  1. Custo Médio de Emissão: A inclinação da curva de juros força o Tesouro a emitir papéis com vencimentos mais curtos ou indexados à taxa Selic para diminuir a necessidade de pagar prêmios excessivos em papéis de longo prazo.

  2. Postura dos Grandes Investidores: Diferente da demanda forte observada na ponta do varejo no Tesouro Direto, fundos institucionais e investidores estrangeiros demonstraram seletividade no período, receosos quanto à marcação a mercado e à oscilação dos ativos caso as pressões fiscais e internacionais continuem a puxar as taxas.

A evolução dessas taxas permanece atrelada não apenas às sinalizações futuras de política monetária do Fed, mas também ao cumprimento rigoroso das metas fiscais estipuladas pelo Ministério da Fazenda.

Fontes e Documentos Oficiais

Abaixo, as fontes corporativas e governamentais oficiais de onde foram extraídos os dados estruturais e econômicos sobre a dívida pública:

Governo Arrecada R$ 1,6 Trilhão em impostos no 1º Semestre

 

A arrecadação federal brasileira alcançou um recorde histórico no primeiro semestre, totalizando R$ 1,607 trilhão em impostos, contribuições e demais receitas. Os dados, divulgados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), indicam um crescimento real de 6,63% acima da inflação em relação ao ano anterior. Apesar do desempenho inédito, que projeta um possível aumento da receita líquida do Governo Central, a gestão fiscal do país segue enfrentando desafios para equilibrar as contas públicas.

O que aconteceu

  • A arrecadação federal brasileira atingiu R$ 1,607 trilhão no primeiro semestre, marcando um recorde histórico para o período.
  • O crescimento real foi de 6,63% acima da inflação, impulsionado por rendimentos de capital, exploração de petróleo e gás, e aumento da massa salarial.
  • Apesar da receita recorde, o governo enfrenta dificuldades para equilibrar o orçamento público devido à expansão das despesas obrigatórias.

Apenas em junho, os cofres públicos absorveram R$ 264,4 bilhões, registrando uma alta real de 7,72% na comparação interanual. Contudo, a expansão acelerada da arrecadação expõe um paradoxo estrutural na gestão fiscal: mesmo com volumes recordes extraídos da sociedade, o governo enfrenta sérias dificuldades para equilibrar o orçamento público, um desafio persistente que muitas vezes culmina em déficits significativos.

Os motores por trás do aumento de receitas

De acordo com o Relatório do Resultado da Arrecadação da Receita Federal, o desempenho histórico foi impulsionado por um conjunto de medidas de aumento de carga tributária, ganhos não recorrentes e o comportamento de setores específicos da economia:

  1. Rendimentos de Capital e Fundos Exclusivos: Mudanças na legislação tributária sobre a renda do capital geraram forte alta na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre aplicações financeiras e fundos fechados de investimento.
  2. Exploração de Petróleo e Gás: O setor extrativo teve impacto expressivo, impulsionado por pagamentos atípicos e receitas oriundas de participações governamentais e royalties geridos pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
  3. Massa Salarial e Previdência: A arrecadação previdenciária manteve trajetória ascendente, impulsionada pelo crescimento nominal do mercado de trabalho e pelo aumento da massa salarial.

Recorde de receita: o governo consegue equilibrar as contas?

Apesar da receita de R$ 1,6 trilhão, analistas do mercado financeiro e dados da própria Secretaria do Tesouro Nacional (STN) apontam que a alta arrecadação não garante a sustentabilidade fiscal. A razão é o crescimento contínuo das despesas obrigatórias — que incluem benefícios previdenciários, programas de transferência de renda e reajustes do funcionalismo —, ritmo que frequentemente supera o ganho de arrecadação.

Contraste fiscal: Enquanto a Receita Federal celebra o ápice da arrecadação histórica, relatórios do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e pareceres do Tribunal de Contas da União (TCU) indicam dependência constante de receitas extraordinárias para o cumprimento das metas do arcabouço fiscal.

Para fechar as contas sem promover reformas estruturais na despesa pública, o Ministério da Fazenda tem recorrido ao aumento contínuo de alíquotas e ao fim de desonerações — estratégia que amplia a fatia do PIB abocanhada pelo Estado, transferindo o custo da máquina pública diretamente para o setor produtivo e o consumidor final.

Fontes e documentos oficiais

O que é o WhatsApp Plus e por que pode ser uma solução para PMEs

 

No esforço contínuo de diversificar suas fontes de receita para além da publicidade tradicional, a Meta iniciou no Brasil a fase de testes de uma nova modalidade de assinatura: o WhatsApp Plus. O movimento, no entanto, exige atenção por parte dos empreendedores. Enquanto a novidade de baixo custo foca na personalização para o usuário comum, a verdadeira revolução — e a grande aposta de lucro estrutural da gigante de tecnologia — está no ecossistema oficial para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) por meio das ferramentas corporativas.

Dados consolidados pela Meta Platforms em seus relatórios de Relações com Investidores revelam que o mercado de negócios via aplicativo já é um pilar estratégico sólido. Apenas o segmento de mensagens pagas pelo WhatsApp já ultrapassou a marca de US$ 2 bilhões em taxa de execução anual ( annual run rate).

O Que é o WhatsApp Plus?

Testado no mercado brasileiro a partir do valor de R$ 7 mensais, o WhatsApp Plus é uma assinatura opcional exclusiva para o WhatsApp Messenger (a versão de uso pessoal do aplicativo). Segundo a estrutura de produto da Meta, o plano não altera os recursos essenciais do app, como chamadas gratuitas e criptografia de ponta a ponta, mas oferece:

  • Organização Avançada: A capacidade de fixar até 20 conversas simultâneas no topo da tela de bate-papos, rompendo o limite tradicional de apenas três.

  • Customização Visual: Acesso a novas paletas de cores, temas visuais para a interface do aplicativo e opções extras para alterar a cor do ícone padrão do WhatsApp na tela do celular.

  • Conteúdos Exclusivos: Pacotes de figurinhas (stickers) animados e toques de chamada (ringtones) restritos aos assinantes.

Como a Novidade Impacta as PMEs (E a Importância de Não Confundir os Produtos)

Para o setor corporativo, o WhatsApp Plus atende a uma necessidade muito específica e pontual. Ele não pode ser ativado em contas comerciais (WhatsApp Business).

  • Onde o Plus ajuda: Para autônomos ou microempreendedores que operam seus negócios usando o número pessoal, a assinatura de R$ 7 entrega um benefício logístico valioso: o limite de 20 chats fixados permite organizar o fluxo diário de clientes principais ou fornecedores urgentes sem perder o histórico em meio a conversas pessoais.

  • A limitação: Ele não substitui nenhuma ferramenta profissional. PMEs que buscam escalabilidade precisam migrar para o WhatsApp Business App (gratuito) ou buscar os níveis comerciais pagos da Meta.

A verdadeira infraestrutura corporativa delineada pela Meta na plataforma oficial Meta for Business envolve:

  1. WhatsApp Business Premium: Voltado para PMEs, oferece suporte para que até 10 dispositivos sejam conectados simultaneamente à mesma conta, além de recursos de atribuição de chats (onde a empresa delega conversas específicas para determinados funcionários) e links personalizados da marca.

  2. WhatsApp Business API (Platform): Direcionada a empresas com volumes massivos de atendimento, permitindo a integração de chatbots com Inteligência Artificial, CRM e disparos em escala.

A Expectativa de Lucro da Meta: O Caminho Bilionário

O lançamento de assinaturas para o usuário final e para negócios sinaliza um redirecionamento nas expectativas de lucro repassadas aos acionistas. Historicamente, cerca de 97% das receitas da Meta dependem de anúncios digitais (ads) no Facebook e no Instagram.

Em seus relatórios financeiros enviados à Securities and Exchange Commission (SEC) e divulgados aos acionistas na abertura de 2026, a liderança da Meta evidenciou resultados expressivos de seu braço corporativo:

  • Diversificação e Escalabilidade: A Meta reportou que o uso corporativo do WhatsApp gerou um fluxo robusto, ultrapassando a barreira dos US$ 2 bilhões anuais apenas em “mensagens pagas” corporativas (run-rate verificado no fechamento do ano fiscal anterior e consolidado no primeiro trimestre de 2026).

  • Monetização do Ecossistema: Com mais de 200 milhões de empresas utilizando o ecossistema Business globalmente e 3,56 bilhões de pessoas ativas diariamente em sua “família de aplicativos”, a companhia projeta que a conversão comercial direta dentro das janelas de chat será o próximo grande vetor de margem de lucro. A eficiência é a chave do argumento de venda da Meta: métricas apontam que mensagens de negócios enviadas via WhatsApp atingem um índice de abertura superior a 95%.

Em suma, enquanto a assinatura de R$ 7 do WhatsApp Plus funciona como um teste de apetite de consumo do usuário comum por personalização, a verdadeira expectativa bilionária da companhia repousa no caixa das PMEs e das grandes corporações, cobrando pela infraestrutura, organização de equipes e disparo de campanhas.

Fontes Primárias e Documentos Oficiais

Abaixo, as fontes corporativas e governamentais de onde foram extraídos os dados para a elaboração deste material:

  • Meta Investor Relations: Balanços, arquivamentos na SEC (Form 8-K) e relatórios de resultados de faturamento e expectativas de lucro (Earnings Calls). Disponível em: investor.fb.com

  • WhatsApp / Meta for Business: Funcionalidades, estrutura e documentação oficial dos produtos WhatsApp Business, Premium e API. Disponível em: whatsappbusiness.com/products/business-app-features

  • Meta Newsroom: Central de anúncios oficiais e atualizações de testes de plataforma. Disponível em: about.fb.com/news/

     

     

    https://istoedinheiro.com.br/o-que-e-o-whatsapp-plus-e-por-que-pode-ser-uma-solucao-para-pmes

     

Exigências de Saúde Podem Levar ao Bloqueio do Bolsa Família de R$ 600 na Caixa

 

Falta de acompanhamento médico e atraso na vacinação ativam sistema de alerta do Ministério do Desenvolvimento Social; Caixa executa bloqueio temporário das contas até a regularização.

O descumprimento de compromissos básicos de saúde pública colocou em alerta milhares de famílias beneficiárias do Bolsa Família em todo o país. Beneficiários que não realizarem o acompanhamento periódico de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) correm o risco de ter o pagamento do benefício mínimo — fixado em R$ 600 por família — bloqueado ou até suspenso pela Caixa Econômica Federal.

A medida refere-se às condicionalidades de saúde do programa social mantido pelo Governo Federal. A Caixa opera como agente pagador e financeiro, mas os bloqueios derivam dos relatórios enviados pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

+ Novo Pix permite pagamentos por Biometria sem precisar abrir app do banco – Entenda

Quais São as Exigências Obrigatórias de Saúde?

Para assegurar a manutenção do repasse mensal na Conta Poupança Social Digital, o Governo Federal exige a comprovação periódica do cuidado com a saúde dos dependentes:

  • Crianças menores de 7 anos: Medição periódica de peso e altura, além do cumprimento rigoroso do calendário nacional de vacinação.

  • Mulheres entre 14 e 44 anos: Acompanhamento médico e pré-natal completo no caso de gestantes.

  • Frequência de atualização: As informações devem ser validadas semestralmente na rede pública de saúde municipal.

O descumprimento gradual dessas etapas gera um efeito cascata no benefício: inicialmente a família recebe uma advertência. Na reincidência, a Caixa efetua o bloqueio da parcela de R$ 600 no aplicativo Caixa Tem, podendo evoluir para a suspensão integral ou o cancelamento do cadastro do grupo familiar.

O Impacto nas Prefeituras e no Varejo Local

A movimentação ganhou destaque após alertas emitidos por secretarias municipais de saúde em diversas regiões do país. Em um único município baiano, mais de 50 mil famílias foram notificadas por estarem pendentes com a verificação de saúde.

O bloqueio não afeta apenas a subsistência imediata dos lares em vulnerabilidade social, mas também gera repercussão no comércio varejista regional. O piso de R$ 600 representa a principal fonte de injeção de liquidez na economia local de pequenos municípios, destacando a relevância de programas de transferência de valores, como o recém-aprovado “PIX Pensão”.

Como Fazer o Desbloqueio da Conta

Para liberar o valor retido, a responsabilidade de regularização recai sobre o responsável familiar:

  1. Comparecimento à UBS: O titular da conta deve procurar a Unidade Básica de Saúde ou Posto de Saúde da Família (USF) mais próximo.

  2. Documentação Necessária: Apresentar documento oficial de identificação, cartão do Bolsa Família, caderneta de vacinação das crianças e cartão da gestante (quando aplicável).

  3. Atualização no Sistema: Após o registro médico no sistema do SUS, os dados são repassados ao MDS. A liberação dos valores retidos na conta da Caixa ocorre nos ciclos subsequentes do calendário oficial de pagamento.

 

Fontes e Links de Referência

  1. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS): Regras e condicionalidades de saúde e educação do Bolsa Família.

    Link: https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/bolsa-familia

  2. Caixa Econômica Federal: Informações sobre recebimento e movimentação do Bolsa Família no aplicativo Caixa Tem.

    Link: https://www.caixa.gov.br/programas-sociais/bolsa-familia/Paginas/default.aspx

Entrada recorde de dólares no Brasil pode aliviar pressão sobre o câmbio? Entenda o que pode acontecer

 

Com o forte ingresso de recursos estrangeiros na economia brasileira, investidores e empresas se questionam se o dólar pode ficar mais barato nos próximos meses. Dados recentes do Banco Central apontam um fluxo cambial positivo e investimentos estrangeiros acima das expectativas no primeiro semestre de 2026, reacendendo a discussão sobre a cotação da moeda americana no país.

O que aconteceu

  • O forte investimento estrangeiro direto no Brasil superou expectativas no 1º semestre de 2026.
  • O fluxo cambial do país registrou saldo positivo em diversos períodos recentes.
  • A maior oferta de dólares no mercado pode favorecer a valorização do real.

Dados recentes do Banco Central mostram que o Brasil registrou um fluxo cambial positivo e recebeu um volume de investimento estrangeiro acima das expectativas no primeiro semestre de 2026. Embora esses fatores não determinem sozinhos a cotação da moeda americana, eles tendem a aumentar a oferta de dólares no mercado e podem reduzir parte da pressão sobre o câmbio.

Mais dólares circulando

Quando empresas estrangeiras investem no Brasil, seja construindo fábricas, comprando participações em companhias ou ampliando operações, elas precisam converter dólares em reais para realizar esses investimentos.

O mesmo ocorre quando exportadores recebem pagamentos em moeda estrangeira e trazem esses recursos para o país.

Na prática, quanto maior a oferta de dólares disponível no mercado brasileiro, menor tende a ser a pressão sobre a cotação da moeda americana, desde que a demanda permaneça estável.

O que pode impedir uma queda do dólar?

Apesar do cenário doméstico favorável, diversos fatores externos continuam exercendo forte influência sobre o câmbio.

Entre eles estão:

  • decisões de juros do Federal Reserve (Fed);
  • tensões geopolíticas no Oriente Médio;
  • desempenho da economia chinesa;
  • crescimento da economia americana;
  • busca global por ativos considerados mais seguros.

Em momentos de maior aversão ao risco, investidores costumam direcionar recursos para ativos em dólar, fortalecendo a moeda independentemente do cenário brasileiro.

Juros elevados ajudam o real

Outro fator que favorece a moeda brasileira é o elevado diferencial de juros.

Com taxas de juros superiores às observadas em diversas economias desenvolvidas, o Brasil continua atraindo investidores interessados em aplicações de renda fixa, especialmente em títulos públicos e privados.

Esse movimento também contribui para aumentar a entrada de dólares no país.

Petróleo e commodities entram na conta

O desempenho das exportações brasileiras também influencia diretamente o mercado cambial.

Quando commodities como petróleo, minério de ferro, soja e carne apresentam preços elevados no mercado internacional, o Brasil tende a exportar mais e receber maior volume de moeda estrangeira.

Isso amplia a liquidez em dólares e pode colaborar para uma valorização do real.

O dólar vai cair?

Embora o cenário atual seja considerado mais favorável para o câmbio brasileiro, analistas evitam prever uma queda consistente da moeda americana.

O comportamento do dólar continuará dependendo da combinação entre fatores internos, como inflação, juros e crescimento econômico, e acontecimentos internacionais que influenciam o humor dos investidores. Especialistas indicam que, em momentos de maior apetite por risco no exterior, o dólar pode recuar, mas a volatilidade permanece.

Para especialistas, o momento é de maior equilíbrio, mas ainda marcado por elevada volatilidade.

O que isso muda para o consumidor?

Caso o dólar permaneça em patamares mais baixos ou apresente uma trajetória de queda, alguns setores podem ser beneficiados.

Entre eles estão:

  • passagens aéreas internacionais;
  • eletrônicos importados;
  • computadores e smartphones;
  • combustíveis, dependendo do cenário do petróleo;
  • viagens ao exterior;
  • produtos vendidos em dólar.

Por outro lado, empresas exportadoras podem enfrentar margens menores caso a moeda americana recue de forma significativa.

O que observar nas próximas semanas?

Os investidores acompanharão de perto:

  • novos dados do fluxo cambial;
  • divulgação da inflação brasileira;
  • decisões do Banco Central sobre a Selic;
  • indicadores da economia americana;
  • reuniões do Federal Reserve;
  • evolução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A combinação desses fatores deverá definir os próximos movimentos do dólar frente ao real nos próximos meses.

 

 https://istoedinheiro.com.br/dolar-pode-ficar-mais-barato-no-brasil

Empresa capixaba, a Valor Investimentos chega ao top 4 do G20 da XP na Expert XP 2026

 

Prêmio consagra trajetória de mais de 22 anos e coloca escritório fundado em Vitória entre os mais relevantes do mercado financeiro nacional
A Valor Investimentos, escritório fundado e sediado em Vitória (ES), recebeu neste sábado o título de 4º melhor escritório do G20 na Expert XP 2026, o maior festival de investimentos do mundo, realizado no São Paulo Expo, em São Paulo. A conquista coloca a empresa capixaba no mais alto patamar de reconhecimento entre os parceiros da XP no Brasil.
O reconhecimento chega para celebrar mais de duas décadas de crescimento sustentável, com foco na geração de valor para clientes e assessores. Hoje, a Valor Investimentos reúne mais de 57 mil clientes, R$ 16,5 bilhões em ativos sob custódia e uma equipe de mais de 300 colaboradores distribuídos por todo o Brasil.
 
Além do destaque no G20, a empresa acumulou outras conquistas na categoria Awards da Expert XP 2026, que reconhece a performance de escritórios e produtos ao longo do ano.
Premiações Awards — Assessorias
  • G20 – Assessorias mais performáticas: 4º lugar
  • E20 – Assessorias mais performáticas do segmento empresas: 19º lugar
  • Expansão e crescimento: 13º lugar
  • Top 10 melhores assessores: Rogério Moraes (BSB)
  • Top 100 melhores assessores: Vitor Leal (BSB) e Wesley Feitosa (SP)
  • Top 120 assessor PJ: Rogério Moraes (BSB)
Premiações Awards — Produtos
  • 2º lugar em Fundos Abertos
  • 3º lugar em Fundos Listados, Crédito e Previdência
  • 6º lugar em Seguros Corporativos
  • 12º lugar em Consórcio
“Ser reconhecida entre os quatro melhores escritórios do Brasil é uma honra para toda a nossa equipe. Este resultado é fruto do trabalho, da dedicação e do compromisso que temos diariamente com nossos clientes e assessores”, afirma Paulo Henrique Correa, sócio-fundador e co-CEO da Valor Investimentos.
Integrante do G20 da XP desde a criação da premiação, em 2012, a Valor Investimentos consolida sua posição entre os escritórios de maior relevância, resultado de uma trajetória construída com consistência ao longo de mais de duas décadas.
Sobre a Valor Investimentos
Com 22 anos de história e mais de 57 mil clientes em todo o Brasil, a Valor Investimentos é a maior empresa de investimentos independentes do Espírito Santo, onde foi fundada. Além da matriz na Praia do Canto, em Vitória, possui escritórios em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Brumadinho (MG), Cachoeiro de Itapemirim (ES) e Linhares (ES).
 
Informações para a imprensa
Tamer Comunicação Empresarial
Gustavo Girotto / gugirotto@tamer.com.br
Andreza Oliveira / andreza.oliveira@tamer.com.br
(11) 96968-5403
 
 https://istoedinheiro.com.br/valor-investimentos-4-melhor-escritorio-g20-expert-xp-2026

Novo Pix permite pagamentos por Biometria sem precisar abrir app do banco – Entenda

Em parceria pioneira com a Mastercard e suporte regulatório do Banco Central via Open Finance, a Getnet lança solução que elimina a troca de aplicativos e promete zerar o abandono de carrinho no comércio eletrônico.

O sistema de pagamentos instantâneos mais bem-sucedido do mundo está prestes a dar o seu salto mais ambicioso rumo à fluidez total. O Pix, que transformou radicalmente o envio de dinheiro e as compras presenciais no Brasil desde 2020, inaugura agora uma nova etapa no e-commerce: o Pix por Biometria. A novidade permite que consumidores concluam compras online em segundos usando apenas a impressão digital, o reconhecimento facial ou um código PIN, sem a necessidade de sair do site da loja, copiar códigos “copia e cola” ou ler QR Codes no aplicativo do banco.

A inovação ganha tração decisiva com o anúncio da aliança estratégica entre a Getnet, credenciadora de pagamentos do grupo PagoNxt (Santander), e a Mastercard. Integrada à infraestrutura do Open Finance e regulamentada pelas diretrizes do Banco Central do Brasil (BCB), a solução visa resolver um dos maiores gargalos do comércio eletrônico brasileiro: a fricção no momento do checkout e a consequente taxa de abandono de carrinho.

O Fim do “Copia e Cola” e a Jornada Sem Redirecionamento

Atualmente, realizar uma compra online via Pix exige uma série de etapas manuais. O consumidor precisa selecionar a opção Pix no site, copiar uma extensa linha de caracteres, minimizar a tela do navegador ou app da loja, abrir o aplicativo do seu banco, efetuar o login, colar o código e autorizar a transação. Qualquer atraso nesse processo ou inconsistência na navegação pode levar à desistência da compra.

Com o Pix por Biometria — sustentado pela infraestrutura regulatória da Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do Banco Central e operacionalizado tecnicamente pela ITP (Iniciadora de Transação de Pagamento) Lina OpenX —, esse atrito desaparece.

“A parceria com a Mastercard reforça nossa estratégia de impulsionar os pagamentos invisíveis, reduzindo atritos na jornada de compra e tornando a experiência mais simples, segura e conveniente para consumidores e empresas.”

Mayra Borges, Vice-Presidente de Produtos e Negócios da Getnet Brasil

Como Funciona a Experiência do Consumidor

A experiência do usuário foi desenvolvida para aliar máxima conveniência e rigoroso padrão de segurança da informação:

  1. Primeiro Uso (Vinculação de Conta): Na primeira transação, o usuário seleciona o Pix por Biometria no e-commerce. Ele faz um vínculo rápido e seguro de sua conta bancária por meio do ambiente do Open Finance, concedendo autorização inicial via aplicativo do seu banco. Apenas um consentimento prévio é necessário.

  2. Compras Recorrentes (Autenticação Direta): Nas compras posteriores, no smartphone ou no computador, o cliente seleciona a opção de pagamento e confirma a transação instantaneamente utilizando a biometria nativa do seu próprio dispositivo (Face ID, leitura dactiloscópica ou PIN do aparelho).

  3. Validação em Tempo Real: A transação é processada e confirmada diretamente na tela de checkout da loja, sem redirecionamentos entre aplicativos.

Segurança Criptográfica e Normas do Banco Central

O pilar tecnológico que viabiliza essa simplicidade sem comprometer a proteção de dados é o padrão internacional de autenticação FIDO2 (Fast IDentity Online). As credenciais biométricas ficam armazenadas com criptografia no próprio dispositivo do usuário e nunca são compartilhadas com a loja ou terceiros.

O Banco Central do Brasil estabeleceu regras rígidas para proteger o ecossistema. Segundo as diretrizes do BC, as transações por este modelo contam com gerenciamento de risco em tempo real e limites operacionais configuráveis pelo próprio cliente dentro do aplicativo da sua instituição financeira. O consumidor mantém controle total para gerenciar ou revogar os vínculos de seus dispositivos a qualquer momento.

Impacto para o Varejo Digital

Para os grandes e-commerces — foco inicial da operação de Getnet e Mastercard —, a migração para o Pix por Biometria representa um ganho direto na taxa de conversão de vendas. Estudos de mercado mostram que experiências de checkout mais ágeis reduzem significativamente o abandono de carrinho e aproximam a jornada de pagamento Pix da fluidez já conhecida na tokenização de cartões de crédito.

A perspectiva é que, após a consolidação das operações no comércio eletrônico de grande porte, a funcionalidade seja expandida para links de pagamento e outros canais do varejo digital, consolidando o Brasil como a principal referência mundial em inovação de pagamentos digitais.

Fontes e Links de Referência

  1. Banco Central do Brasil: Regulação do Pix, Jornada Sem Redirecionamento (JSR) e Pix por Aproximação.

    Link: https://www.bcb.gov.br/meubc/faqs/p/pix-por-aproximacao

  2. Getnet Brasil: Central de Ajuda e Funcionamento do Pix por Biometria via Open Finance.

    Link: https://site.getnet.com.br/get-ajuda-pix/como-utilizo-o-pix-por-biometria/

  3. Mobile Time / Getnet & Mastercard: Getnet e Mastercard anunciam Pix por biometria no e-commerce.

    Link: https://www.mobiletime.com.br/noticias/21/07/2026/getnet-e-mastercard/

  4. E-commerce Brasil: Getnet e Mastercard lançam Pix por biometria no e-commerce.

    Link: https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/getnet-e-mastercard-lancam-pix-por-biometria-no-e-commerce

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Unilever registra maior alta em volume de vendas dos últimos 16 anos 29/07/2026

 Imagem destaque: Unilever fecha acordo com a McCormick para união de negócios de alimentos

Créditos: Divulgação


  A Unilever registrou crescimento orgânico de vendas de 5,8% no segundo trimestre, impulsionada por uma alta de 5,5% nos volumes — o maior avanço no indicador desde 2010, quando avançou 7,6%. O desempenho foi liderado pelas divisões de Cuidados com o Lar (+9,1%) e Beleza e Bem-Estar (+8,1%). Em contrapartida, o segmento de alimentos avançou apenas 0,2%, reforçando a estratégia da companhia de se desfazer da área. A Unilever planeja combinar seu negócio de alimentos com a norte-americana McCormick até 2027, em uma operação avaliada em mais de US$ 65 bilhões. Saiba mais!

 

 https://gironews.com/informacoes-de-fornecedores/unilever-registra-maior-alta-de-volume-em-16-anos-no-2o-trimestre/

 

Setor atacadista e distribuidor cresce 6,4% no primeiro semestre, aponta ABAD

 


Imagem destaque: Setor atacadista e distribuidor cresce 6,4% no primeiro semestre, aponta ABAD
Imagem de Freepik

 

Os dados mais recentes do Termômetro ABAD – Inteligência de Mercado, estudo realizado periodicamente em parceria com a NielsenIQ/Mtrix, mostram que o canal indireto manteve o ritmo de crescimento no primeiro semestre de 2026. O segmento foi puxado pela recuperação das vendas, principalmente em volume, no mês de junho, que reverteu a desaceleração observada no mês anterior. No consolidado de janeiro a junho de 2026, o canal registra crescimento de 6,4% no faturamento, acompanhado por um leve crescimento no volume de vendas (+0,4%). O resultado foi sustentado também pelo aumento do preço médio (+5,9%) e pelo crescimento do ticket médio por ponto de venda (+5,7%), enquanto o número de PDVs permanece praticamente estável (+0,7%).

Varejo Alimentar e Food Service

  No canal de varejo alimentar, o acumulado de janeiro a junho registrou crescimento de 4,5% no faturamento, acompanhado de leve queda no volume de vendas (-0,6%) e aumento de 5% no preço médio. O ticket médio por PDV avançou 5,2%, enquanto o número de pontos de venda apresentou retração de -0,7%. O food service também mantém trajetória positiva em 2026. Entre janeiro e junho, o faturamento acumulou alta de 8,4%, impulsionado pelo crescimento de 1,9% no volume de vendas, avanço de 6,3% no preço médio e aumento de 3,6% no número de PDVs. O ticket médio por estabelecimento cresceu 4,6%, considerando uma base superior a 335 mil estabelecimentos.

 

 https://gironews.com/atacado-cash-carry/setor-atacadista-e-distribuidor-cresce-64-no-primeiro-semestre-aponta-abad/

Shopee amplia operação fulfillment e registra crescimento de 15 vezes

 


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Crédito: Reprodução / Folha Metropolitana

 

 A Shopee registrou crescimento de 15 vezes no número de pedidos processados por meio de suas operações de fulfillment no último ano. Segundo a plataforma, parte desse crescimento está associada à capacidade do Full em garantir entregas até três vezes mais rápidas do que os modelos convencionais. 

Na modalidade, os produtos são armazenados nos centros logísticos Fulfillment da Shopee, o que reduz etapas de envio após a compra. Em 2026, a companhia fortaleceu a operação Full com a inauguração de três centros de fulfillment, chegando a cinco unidades em funcionamento no Brasil, localizadas em São Paulo, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Os complexos operam integrados à malha logística da Shopee, que reúne 22 centros de distribuição e 200 hubs de primeira e última milha em todo o país.

 

 https://gironews.com/varejo-digital/shopee-amplia-operacao-full-e-registra-crescimento-de-15-vezes/

99Compras chega a São Paulo e aposta em parcerias para fortalecer presença no varejo digital

 


Imagem destaque: 99Compras chega a São Paulo e aposta em parcerias para fortalecer presença no varejo digital
Créditos: Divulgação

 Em evento realizado para a imprensa nesta terça-feira (28), a 99 lançou oficialmente a 99Compras na capital paulista, ampliando a operação que já estava presente em Goiânia, Grande ABC e Guarulhos. A plataforma reúne diferentes categorias para compras do dia a dia, como supermercados, farmácias e pet shops, e já estreia com mais de 3 mil parceiros comerciais e uma rede de 200 mil entregadores. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Douglas Fabian, gerente executivo de inteligência comercial da 99, destacou a estratégia da companhia, os aprendizados obtidos antes da chegada à cidade e as perspectivas para o mercado de compras online de supermercado.

 "A gente aprendeu muito com Goiânia, com a capacidade de testar o processo de ponta a ponta. Entender quanto tempo a logística leva para entregar, como o entregador vai reagir e tudo mais. Para São Paulo, a gente amplia um pouco essa dificuldade. É uma cidade gigantesca, mas a gente também tem outros dados, pois não estamos iniciando algo totalmente novo, nem para a gente, nem para o nosso usuário. Então, realizamos um cruzamento de informações, entendendo onde o usuário de restaurante pede mais e qual é a densidade que a gente precisa ter. Foi esse aprendizado que trouxe para a escolha de São Paulo, que é a maior economia do Brasil e muito relevante para o nosso negócio", afirma o executivo.

Parcerias impulsionam expansão

 A chegada da 99Compras à capital paulista faz parte da estratégia de expansão da 99, que busca ampliar sua presença no varejo digital por meio de parcerias que vão desde as grandes redes até os pequenos varejistas. Segundo Douglas Fabian, a plataforma pretende ampliar o acesso desses estabelecimentos ao ambiente digital, acompanhando o comportamento do consumidor. "São Paulo tem uma penetração relevante de grandes redes, mas também muito comércio local. A 99 traz justamente como ajudar esse pequeno varejista, a pequena farmácia e o pequeno supermercado a entrar no mundo digital e acessar os clientes. O consumidor hoje é omnichannel. São Paulo tem uma boa diversidade de varejistas, de pequeno, médio e grande porte, o que nos permite oferecer uma boa variedade para os nossos clientes", destaca.

Ecossistema fortalece operação

 Além das parcerias, a 99 aposta em seu próprio ecossistema para fortalecer a operação da 99Compras. Como a funcionalidade está integrada ao aplicativo da empresa, o consumidor não precisa baixar uma nova plataforma, o que facilita a adesão ao serviço. "A gente já conversa com o nosso usuário. Não é uma marca nova. O nosso usuário já usa a 99 de outras formas. Hoje, temos 25 milhões de usuários no 99Pay e 60 milhões na mobilidade. É muito mais fácil trazer esse usuário para fazer supermercado ou farmácia. Provavelmente ele usou a mobilidade, abriu o aplicativo e é nesse momento que a gente consegue mostrar que também pode pedir supermercado e farmácia", afirma o gerente.

Mercado ainda tem potencial

 Para a 99, o mercado brasileiro de compras de supermercado por aplicativos ainda está longe do seu potencial. A alta presença de smartphones e o acesso à internet criam um cenário favorável para a expansão do comércio digital, embora o país ainda esteja atrás de mercados mais maduros nesse segmento. "O Brasil tem uma preparação muito boa para o e-commerce. Quando a gente compara com outros mercados, o Brasil ainda está muito aquém do potencial. Na China, por exemplo, mais de 50% das vendas do Walmart já são online. No Brasil, um dos principais players chega perto de 12%. Existe um caminho muito grande, e a gente acredita que este é um momento único para aproveitar essa oportunidade e ajudar o pequeno, o médio e o grande varejista a surfar essa onda", finaliza Douglas.


https://gironews.com/varejo-digital/99compras-chega-a-sao-paulo-e-aposta-em-parcerias-para-fortalecer-presenca-no-varejo-digital/

Grupo Coutinho reabre lojas compradas da rede Quitanda no Espírito Santo

 


Imagem destaque: Grupo Coutinho reabre lojas compradas da rede Quitanda no Espírito Santo
Créditos: Reprodução/ Folha Vitória


 O Grupo Coutinho iniciou, ontem (28), a reabertura das três unidades da antiga rede Quitanda, localizadas em Vitória (ES). As lojas serão abertas de forma escalonada ao longo da semana e passarão, gradualmente, a operar sob a bandeira Extraplus. A unidade de Mata da Praia foi a primeira a reabrir, seguida por Jardim Camburi, nesta quarta-feira (29), e Morada de Laranjeiras, que retomará o funcionamento amanhã (30). Com as novas operações, o grupo amplia sua presença na Grande Vitória e mantém a meta de alcançar 60 lojas até 2028.

Lojas migrarão para a bandeira Extraplus

 Inicialmente, as unidades continuarão operando com a marca Quitanda, mas já integradas à operação do Grupo Coutinho. A expectativa é concluir as adaptações e reinaugurar as três lojas sob a bandeira Extraplus ainda neste ano. O grupo prevê melhorias no mix de produtos, manutenção e adequações estruturais. "Estamos atentos às oportunidades de mercado, crescendo de forma sustentável e responsável, reforçando o nosso compromisso com o desenvolvimento da economia capixaba e com a geração de emprego e renda nas regiões onde atuamos", afirma Fabrício Coutinho, vice-presidente do Grupo Coutinho. 

 

 https://gironews.com/supermercado/grupo-coutinho-reabre-lojas-da-antiga-rede-quitanda-no-espirito-santo/

IPCA-15 desacelera em julho e impulsiona aposta em novo corte da Selic

A prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma desaceleração significativa em julho. Com alta de apenas 0,06% no mês, o dado veio abaixo das expectativas do mercado financeiro e fortalece as apostas de um novo corte na taxa Selic pelo Banco Central. A leitura, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contrasta com o aumento de 0,41% observado em junho.

O que aconteceu

  • O IPCA-15 desacelera para 0,06% em julho, surpreendendo o mercado financeiro com uma leitura abaixo do esperado.
  • A inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,52%, aproximando-se do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
  • O resultado reforça a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará um novo corte na taxa Selic em sua próxima reunião.

Os dados divulgados pelo IBGE vieram abaixo do consenso dos economistas, que esperavam uma alta próxima de 0,20% no período. Além da desaceleração mensal, o indicador acumulado em 12 meses recuou de 4,80% para 4,52%, voltando a ficar mais próximo do limite superior da meta de inflação, de 4,5%.

Na avaliação de analistas, o desempenho reforça a percepção de que o processo de desinflação continua em curso, ainda que de forma gradual. Esse cenário é visto como um fator crucial para a tomada de decisões na política monetária.

Como a queda dos alimentos impacta a inflação?

Entre os fatores que contribuíram para o resultado de julho está a redução dos preços de alimentos, componente que vinha pressionando o índice nos últimos meses. Esta queda aliviou parte da pressão sobre o custo de vida das famílias brasileiras.

Por outro lado, itens como energia elétrica ainda exerceram influência sobre a inflação, impedindo uma desaceleração ainda maior. A combinação entre alimentos mais baratos e uma inflação mais moderada foi vista pelo mercado como um sinal positivo para a condução da política monetária.

Mercado amplia apostas em novo corte da Selic

Com um IPCA-15 abaixo das expectativas, economistas passaram a considerar mais provável que o Banco Central mantenha o ciclo de flexibilização monetária iniciado neste ano. Esta percepção aumenta a pressão sobre o Comitê de Política Monetária (Copom) para atuar.

Embora a autoridade monetária continue enfatizando cautela e a necessidade de acompanhar o comportamento da inflação de serviços, o novo dado reduz parte da pressão sobre o Copom e fortalece a expectativa de um novo corte na Selic nas próximas reuniões. A expectativa é que o ritmo de queda da taxa básica de juros possa ser mantido.

Quais os próximos desafios para a política monetária?

Apesar do alívio, especialistas destacam que ainda é cedo para concluir que a inflação está totalmente controlada. Questões como o cenário fiscal, o comportamento do câmbio, a atividade econômica e os preços administrados continuam no radar do Banco Central e podem influenciar as próximas decisões sobre juros.

Ainda assim, o resultado de julho representa um importante sinal de desaceleração dos preços e tende a influenciar as projeções para inflação, juros, Bolsa e mercado de renda fixa nas próximas semanas. Acompanhar a evolução desses indicadores será fundamental.

Principais números do IPCA-15 de julho

IndicadorResultado
IPCA-15 de julho0,06%
IPCA-15 de junho0,41%
Acumulado no ano3,51%
Acumulado em 12 meses4,52%

A divulgação do IPCA-15 é acompanhada de perto pelo mercado financeiro por ser considerada uma prévia da inflação oficial e um dos principais indicadores utilizados pelo Banco Central para calibrar a política monetária. O comportamento do índice costuma influenciar diretamente as expectativas para a taxa Selic, o crédito, os investimentos e o desempenho dos ativos brasileiros.

 

 https://istoedinheiro.com.br/ipca-15-desacelera-julho-corte-selic

Investimento direto no Brasil avança 33% e supera expectativas

 

Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil registraram um forte avanço no primeiro semestre de 2026, superando as expectativas do mercado. Dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC) revelam que o país recebeu US$ 46,986 bilhões em Investimento Direto no País (IDP) entre janeiro e junho, um aumento de cerca de 33% em relação ao mesmo período do ano passado, com o mês de junho impulsionando o resultado.

O que aconteceu

  • O Investimento Direto no País (IDP) no Brasil cresceu 33% no primeiro semestre de 2026, totalizando US$ 46,986 bilhões.
  • Apenas em junho, o ingresso de capital estrangeiro atingiu US$ 9,075 bilhões, um valor significativamente acima da projeção de US$ 5 bilhões do mercado.
  • O Banco Central revisou para cima sua expectativa para o IDP em 2026, de US$ 70 bilhões para US$ 75 bilhões, sinalizando otimismo.

O principal destaque do período foi o resultado de junho. O ingresso líquido de US$ 9,075 bilhões superou com folga a estimativa de analistas consultados pela Reuters, que esperavam cerca de US$ 5 bilhões. No mesmo mês de 2025, o fluxo havia sido de US$ 3,068 bilhões, evidenciando uma aceleração significativa na entrada de capital estrangeiro.

Com isso, o acumulado do primeiro semestre atingiu quase US$ 47 bilhões, consolidando um dos melhores desempenhos recentes para o investimento produtivo no país.

Como as exportações fortalecem a entrada de capital?

Segundo o Banco Central, parte desse desempenho está relacionada ao bom momento das exportações brasileiras. O aumento das receitas com vendas externas tornou empresas instaladas no Brasil mais atrativas para investidores internacionais.

O cenário foi favorecido pelos preços elevados do petróleo no mercado internacional e pelo desempenho das exportações de commodities como soja e carne bovina, que contribuíram para fortalecer o setor externo da economia brasileira.

Banco Central eleva projeção para o ano

Diante da melhora do cenário, o Banco Central revisou recentemente sua estimativa para o Investimento Direto no País (IDP) em 2026.

A previsão passou de US$ 70 bilhões para US$ 75 bilhões, refletindo a expectativa de continuidade da entrada de recursos destinados à expansão de empresas, abertura de novas operações e projetos produtivos no Brasil.

Mesmo com a revisão para cima, a estimativa ainda permanece ligeiramente abaixo dos US$ 78 bilhões registrados ao longo de 2025.

Déficit em conta corrente também melhora

Além do crescimento do investimento direto, o Banco Central informou que o déficit em transações correntes apresentou redução em junho.

O saldo negativo ficou em US$ 2,330 bilhões, abaixo dos US$ 5,177 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado e também inferior às expectativas do mercado. A melhora foi sustentada pelo desempenho da balança comercial, que registrou superávit de US$ 8,830 bilhões em junho.

O que é o investimento direto no país (IDP)?

O Investimento Direto no País (IDP) representa os recursos aplicados por empresas e investidores estrangeiros em ativos produtivos no Brasil, como abertura de fábricas, aquisição de empresas, ampliação de operações e novos projetos de longo prazo.

Diferentemente dos investimentos financeiros de curto prazo, esse tipo de capital costuma ser visto como um indicador da confiança dos investidores na economia brasileira e em seu potencial de crescimento.

Principais números do investimento estrangeiro

IndicadorResultado
Investimento direto em junhoUS$ 9,075 bilhões
Projeção do mercadoUS$ 5,0 bilhões
Acumulado do 1º semestreUS$ 46,986 bilhões
Crescimento sobre 202533%
Projeção do BC para 2026US$ 75 bilhões

O avanço do investimento direto reforça a percepção de que o Brasil continua atraindo capital produtivo, especialmente em um contexto de exportações aquecidas e melhora dos indicadores externos. Para o mercado, esse fluxo tende a favorecer a atividade econômica, ampliar a capacidade de investimento das empresas e contribuir para o crescimento do país ao longo de 2026.

 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Giovani Baggio: o futuro da indústria é agora

 

Economista-chefe da Fiergs avalia como automação, inteligência artificial, mão de obra e transição energética podem redesenhar a economia gaúcha 
 
Giovani Baggio falou em entrevista ao Cenários de AMANHÃ que a discussão sobre a jornada de trabalho deve ser precedida por um avanço significativo na produtividade para não gerar efeitos negativos

 

Economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) desde 2023, Giovani Baggio construiu sua trajetória dentro da entidade ao longo da última década. Nesta entrevista, concedida ao Cenários de AMANHÃ, Baggio destacou que o desenvolvimento do Rio Grande do Sul passa pela superação de desafios demográficos e pela necessidade de aumentar a produtividade, impulsionada por investimentos em tecnologia e um ambiente de negócios mais estável e com acesso facilitado ao crédito, entre outros temas. O economista aborda, ainda, a necessidade de adaptação tecnológica, a exploração de novas oportunidades em setores como energia renovável e terras raras, a superação dos impactos de desastres naturais e a melhoria do ambiente de negócios para impulsionar a indústria gaúcha e brasileira em um cenário global em constante transformação.


Veja abaixo o videocast na íntegra.
 
 

 
 
 
 
 

Sobre o Cenários de AMANHÃ

 
Os 18 episódios que compõem o hub de conteúdos do Cenários de AMANHÃ estão disponíveis neste link. A série de entrevistas Cenários de AMANHÃ tem contribuição essencial no documento "Rio Grande: a Reinvenção do Futuro", que reúne os conteúdos do projeto em formatos impresso e digital, com análises, dados oficiais e insights.

O projeto Cenários de AMANHÃ, iniciado em 1986, busca compreender como o estado, por meio de suas políticas públicas, lideranças, setores produtivos e soluções inovadoras, está construindo os alicerces de um futuro mais resiliente, competitivo e sustentável.

Brasil lidera redução no uso de dinheiro em espécie na América Latina

 

Movimento é atribuído à larga adoção do Pix no país 
 
 
Peru, Colômbia e México apresentam os maiores índices de utilização de dinheiro físico na América Latina

 

Os consumidores latino-americanos recorrem ao dinheiro físico com maior frequência que a média mundial. Em 2025, esse meio de pagamento respondeu por 23% do valor movimentado nos pontos de venda (PDVs) da região, contra 14% no globo. O Brasil, porém, é o país da América Latina onde seu uso é menos expressivo, com participação de 12%, conforme revela a 11ª edição do Global Payments Report 2026, da Salesforce.

O crescente abandono do uso do dinheiro físico é atrelado ao Pix. No Brasil, o Pix se consolidou como o meio de pagamento instantâneo mais popular, elevando a fatia das transferências conta a conta para 42% no e-commerce e 34% no valor transacionado em pontos de venda em 2025. Na Argentina, o sistema Transferencias 3.0 segue ampliando a adoção de tansações conta a conta, que já representa 15% das vendas online e 10% do faturamento nos PDVs. A Colômbia trilhou caminho semelhante em 2025, quando seu banco central lançou o sistema de pagamentos em tempo real Bre-B.

Os países que seguem o Brasil na redução do uso de cédulas são Chile, com 16% dos valores movimentados, e a Argentina, 17%. Já Peru (30%), Colômbia (32%) e México (40%) registram índices mais altos de emprego de dinheiro em papel e moeda. O levantamento aponta ainda que a América Latina lidera a modalidade de pagamento na entrega no comércio eletrônico, com destaque para o México, onde essa prática atinge 6% das transações – o maior percentual do mundo.

Carteiras digitais e apps de pagamento em ascensão
As carteiras digitais são hoje o principal método de pagamento globalmente, respondendo por 56% do valor transacionado no e-commerce e 33% do valor transacionado nos PDVs em 2025. O uso de carteiras eletrônicas na América Latina continua aquém da média global, com 23% de participação no valor transacionado no e-commerce em 2025, frente a 56% no mundo. Nos PDVs, a presença é de 16%, enquanto a média internacional é de 33%.

Todavia, esse panorama está em transformação, com projeções de crescimento para as carteiras digitais em toda a região. O Mercado Pago, braço financeiro do maior marketplace da América Latina, é um dos aplicativos de pagamento mais populares nos mercados onde atua. O PayPal também mantém atuação relevante, assim como soluções locais, a exemplo da Nequi, na Colômbia, e da Yape, no Peru. O relatório prevê que o uso de apps de pagamento em lojas cresça 135% mais rápido do que o crescimento dos PDVs globalmente.

 

 https://amanha.com.br/categoria/comportamento/brasil-lidera-queda-no-uso-de-dinheiro-em-especie-na-america-latina