terça-feira, 5 de maio de 2026

Bradesco confirma participação no Desenrola 2.0 e cria programa paralelo

 

O Bradesco confirmou oficialmente nesta terça-feira, 5, sua participação na nova fase do programa de renegociação de dívidas do governo federal, o Novo Desenrola Brasil.

O banco também anunciou o lançamento de um programa paralelo com condições próprias, cujo objetivo é atender o público que fica “no vácuo” das regras federais — ou seja, clientes que possuem renda superior ao limite estabelecido pelo governo ou cujas dívidas tenham prazos de atraso diferentes dos previstos no Desenrola.

“Ao ampliar o alcance do número de clientes elegíveis para renegociar suas dívidas, buscamos oferecer mais amplitude às alternativas de apoio às pessoas que querem sanar suas contas”, afirma André Duarte, Diretor Executivo de Crédito e Recuperação do Bradesco.

Segundo o executivo, a iniciativa reforça o compromisso do banco com a saúde financeira e a sustentabilidade das finanças pessoais de seus correntistas.

Como renegociar as dívidas com o  Bradesco

A instituição informou que aguarda apenas as autorizações finais do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para dar início às operações dentro das regras da iniciativa governamental.

Para agilizar o processo, o banco já disponibilizou um formulário de pré-cadastro em seu portal oficial. Através deste canal, clientes interessados podem manifestar o desejo de renegociar suas pendências e receber orientações assim que o programa estiver totalmente operacional.

O novo Desenrola

O Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0, oferecerá linhas de crédito especial para renegociação de dívidas de famílias, estudantes, empresas e produtores rurais.

A nova versão do programa do governo para reduzir o endividamento no país terá duração de 90 dias para famílias, estudantes e empresas. Para o produtor rural, a reabertura do prazo vai até 20/12/2026.

As instituições financeiras podem optar por participar ou não do Novo Desenrola Brasil. Porém, todos os bancos e instituições de crédito autorizadas pelo Banco Central estão aptos a oferecer um novo contrato.

 

Veja os detalhes sobre o funcionamento do programa neste link.

 

  

BC diz que trajetória da Selic dependerá de impactos e extensão da guerra no Irã, mostra ata

 

O Banco Central (BC) reforçou na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que os próximos passos da trajetória da taxa básica de juros no país exigem cautela e irão depender de maior “clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio”.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz a ata do Copom.

Na semana passada, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano, e argumentou que precisará incorporar novas informações para definir os juros à frente, mencionando possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de “calibração” da taxa.

 

Veja aqui a íntegra da ata do Copom

 

 Banco Central avaliou que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio aumenta a chance de impactos duradouros na economia global e que a duração da guerra até o momento pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, especialmente a piora em expectativas de mercado.

O BC afirmou que entre os riscos que parecem ter se materializado após a guerra, aparece de forma mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para 2028.

A ata destacou ainda que as últimas divulgações de inflação ao consumidor e ao produtor mostraram “sinais claros” de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com indicadores em valores significativamente acima dos inicialmente esperados.

O documento reafirmou que uma inflação pressionada pela demanda requer política monetária contracionista.

Na visão da autarquia, a política de juros tem contribuído “de forma determinante” para a desinflação observada, tendo atuado também na desaceleração do crédito.

Veja abaixo as projeções do Copom para a inflação:

Com informações da Reuters

Ações da Ambev saltam 13% e impulsionam Ibovespa; dólar cai abaixo de R$ 4,95

 

O Ibovespa avançava nos primeiros negócios nesta terça-feira, 5, puxado principalmente pelas ações da Ambev, que disparavam mais de 13% após a fabricante de bebidas reportar resultado acima do esperado para o primeiro trimestre.

Já o dólar opera em baixa ante o real, com investidores digerindo a divulgação da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) e monitorando o Oriente Médio, onde Estados Unidos e Irã seguem lutando pelo controle do Estreito de Ormuz.

Às 11h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,25%, a 186.055,26 pontos. O dólar recuava 0,72%, negociado a R$ 4,942. Mais cedo, recuou a R$ 4,926. Veja cotações.

Ata do Copom e o dólar

Na ata divulgada mais cedo, o BC avaliou que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio aumenta a chance de impactos duradouros na economia global. Para o BC, a duração da guerra até o momento pode ter sido suficiente para materializar alguns riscos, “sendo o mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028”.

Na semana passada, o Copom cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,50% ao ano, mas pregou cautela quanto ao futuro em função das incertezas sobre a guerra e seus efeitos inflacionários.

No mercado brasileiro, investidores seguem precificando chances majoritárias de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, mas as apostas na manutenção da taxa em 14,50% não são desprezíveis.

O nível ainda elevado da Selic vem sendo citado como um dos motivos para o forte fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil em meses anteriores, conduzindo as cotações do dólar para níveis mais baixos. Em 2026, o dólar acumula queda próxima de 10% ante o real até agora, apesar do estresse trazido pela guerra no Oriente Médio.

Na segunda-feira, 4, os EUA disseram que destruíram seis pequenos barcos iranianos, bem como mísseis de cruzeiro e drones. Na outra ponta, vários navios mercantes no Golfo Pérsico relataram explosões ou incêndios, e um porto de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, que abriga uma base militar norte-americana, foi incendiado por mísseis do Irã.

Apesar do cenário ainda turbulento, o dólar sustenta perdas ante outras divisas de países emergentes nesta terça-feira, como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.