
O
índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de
serviços no Brasil subiu de 50,1 pontos em março para 52,3 em abril,
informou nesta quarta-feira, 6, a S&P Global. Segundo a S&P, os
dados de abril indicaram que a recuperação do crescimento das vendas
entre os prestadores de serviços sustentou um avanço mais acelerado da
atividade, estimulou a geração de empregos e reforçou projeções mais
positivas para o próximo ano.
Ao mesmo tempo, a agência destaca que as pressões inflacionárias não
deram sinais de arrefecimento. O aumento mais intenso dos custos de
insumos em mais de um ano impulsionou a alta dos preços praticados.
“Considerando o impacto negativo da guerra no Oriente Médio sobre os
preços internacionais dos combustíveis, não é surpreendente ver que as
empresas de transportes, informação e comunicação registraram o aumento
mais acentuado nos preços cobrados”, observa a diretora associada de
economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna de Lima.Segundo
a diretora, as empresas passaram a ter mais esperança de que o conflito
no Oriente Médio termine em breve, o que poderia estabilizar os preços e
facilitar cortes nas taxas de juros. “Esse otimismo levou a previsões
da atividade de serviços mais altas e a um aumento nas contratações”,
completa.
Pollyanna de Lima também destaca que embora as pressões inflacionárias
não tenham suprimido a demanda por serviços brasileiros em abril, elas
representam riscos para a renda familiar e para a política monetária.
PMI Composto
Conforme a S&P, o PMI Composto
do País, que mede a atividade conjunta das empresas de serviços e da
indústria, também subiu de 49,9 em março para 52,4 pontos em abril.
O resultado é reflexo do aumento de vendas no setor privado que concentrou-se em serviços.
Além disso, segundo o relatório, os preços cobrados no nível composto subiram na maior extensão em quase quatro anos.
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