quinta-feira, 30 de abril de 2026

Proporção de contribuintes para Previdência entre ocupados tem recorde, aponta IBGE

 

 

 IBGE e a importância dele para a formulação de políticas ...

 

   

O Brasil registrou 68,174 milhões de trabalhadores ocupados contribuindo para instituto de Previdência no trimestre encerrado em março, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 A proporção de contribuintes entre os ocupados foi de 66,9% no trimestre até março, maior proporção da série histórica.

 “A base de população ocupada tem menos participação de trabalhador informal, que aquele que menos contribui”, lembrou Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostras Domiciliares do IBGE.


Reforma tributária: regulamentos da CBS e do IBS são publicados; veja as novas regras

 

O governo publicou nesta quinta-feira, 30, o decreto que regulamenta a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) publicou o regulamento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), parte central da reforma tributária do consumo.

As disposições comuns dos dois regulamentos são espelhadas, uma vez que as regras passam a ser as mesmas. Esse texto comum detalha a aplicação prática do novo modelo, que substituirá gradualmente os vários tributos atuais (PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS) sobre o consumo.

A reforma tributária cria um modelo dual, formado pela CBS (federal) e pelo IBS (estadual e municipal), com regras uniformes para todo o país. O objetivo é eliminar a complexidade, reduzir disputas judiciais e oferecer mais previsibilidade a empresas e consumidores.

A CBS e o IBS formarão o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que será cobrado de forma não-cumulativa e no destino, com maior transparência e menos burocracia.

A regulamentação da CBS consolida o funcionamento do modelo de não cumulatividade, estabelecendo critérios para o aproveitamento de créditos ao longo da cadeia econômica, bem como disciplinando regimes específicos, hipóteses de incidência, base de cálculo, momento do fato gerador e mecanismos de devolução ou compensação de créditos.

Segundo o Ministério da Fazenda, os contribuintes e profissionais especializados poderão enviar sugestões para aperfeiçoamento do regulamento por meio das suas entidades até o dia 31 de maio, por meio do Receita Atende que estará disponível a partir da próxima segunda-feira, 4.

Prazos e transição

A implementação será gradual, de 2026 a 2032, passando a vigorar completamente no país em 2033. Serão sete anos de transição de forma a dar tempo de adaptação ao novo sistema. Veja abaixo:

  • 2026: ano de transição, com CBS em alíquota de teste reduzida e caráter predominantemente informativo para adaptação dos sistemas. No ano teste, a orientação virá antes da punição em caso de erro.
  • agosto de 2026: início da obrigatoriedade para o preenchimento das informações da CBS nos documentos atuais, para não optantes pelo Simples Nacional. A emissão dos documentos dispensa o recolhimento da alíquota teste.
  • a partir de 2027: início pleno do novo modelo da CBS, inclusive para optantes pelo Simples Nacional, com extinção do Pis e da Cofins e redução a zero do IPI (mantido o IPI para os bens produzidos na Zona Franca de Manaus) e sua substituição pelo imposto seletivo.

 

 https://istoedinheiro.com.br/reforma-tributaria-regulamentos-da-cbs-e-do-ibs-sao-publicados-veja-as-novas-regras

Governo autoriza aporte de até R$ 2 bi em fundo de garantia para exportações

 

Brasília, 30 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, autorizou a União a aportar até R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), mecanismo que busca reduzir os riscos em operações de crédito para exportadores. O decreto com o aval, publicado no Diário Oficial da União (DOU), estabelece que caberá ao Ministério da Fazenda definir o valor exato e a forma de integralização dos recursos.

A medida altera as regras de funcionamento do Conselho de Participação no FGCE, atualizando o Decreto 11.037/2022, que regulamenta o conselho vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre as mudanças, o texto redefine a composição do conselho, que passará a contar com representantes do próprio ministério – que presidirá o colegiado – e do Ministério da Fazenda.


BC decreta liquidação extrajudicial de corretora de câmbio de SP

 

​O Banco Central decretou nesta quinta-feira, 30, a liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio S.A., com sede na cidade de São Paulo.

“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da corretora, bem como por graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a sua atividade”, informou o BC, em nota.

A corretora está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial e tem baixa representatividade no sistema financeiro do país, ocupando a 78ª posição no ranking de câmbio do BC. Em 2025, suas operações representaram 0,021% do volume financeiro e 0,054% da quantidade de operações cursadas no SFN.

“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição​”, acrescentou a nota.

 

 https://istoedinheiro.com.br/bc-decreta-liquidacao-extrajudicial-de-corretora-de-cambio-de-sp

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Revista ‘Time’ inclui Nubank em lista de 10 empresas de serviços financeiros mais influentes

 

A revista norte-americana Time incluiu o Nubank na lista das 10 empresas de serviços financeiros mais influentes do mundo em 2026, ao lado de nomes como Mercado Pago, BlackRock e Mastercard.

Na reportagem, a publicação afirma que a fintech brasileira tem buscado comprovar que um banco digital pode ganhar escala ao mesmo tempo em que se mantém rentabilidade e avança para mercados altamente regulados.

 A instituição financeira já tem operações no México e na Colômbia, e caminha para obter uma licença bancária nos EUA.

A revista destaca ainda que o Nubank fechou 2025 com 131 milhões de clientes e gera receita anual de US$ 16,3 bilhões. “Vemos este ano como um ponto de inflexão: o ano em que começamos a transição de líder latino-americano para uma plataforma global de serviços financeiros digitais”, diz fundador e CEO do Nubank, David Vélez.

Sobre o Mercado Pago, a revista lembra que a fintech do Mercado Livre já tem 78 milhões de usuários mensais ativos e, em 2025, gerou US$ 12,6 bilhões em receita líquida.

A companhia dispõe da vantagem de manter um relacionamento estreito com milhões de lojistas e consumidores, além de ter acesso a valiosos dados transacionais, de acordo com a matéria. A meta é construir o maior banco digital da América Latina, diz o CEO do Mercado Livre, Ariel Szarfsztejn.

Veja a lista completa:

– Mercado Livre (controladora do Mercado Pago)
– Block
– PalmPay
– BlackRock
– Ant Group
– Nubank
– Kalshi
– Chime
– Circle Internet Group
– Mastercard


TCU dará início a análise do cálculo de tributos da reforma tributária

 

O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), informou nesta quarta-feira, 29, que dará início ao processo de análise relacionado à Reforma Tributária com foco na metodologia de apuração dos tributos sobre consumo.

Segundo o ministro, a Corte vai examinar, para fins de homologação, a metodologia de definição das alíquotas de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Agricultura: promulgação do acordo Mercosul-UE abre novas oportunidades ao agro

 

Brasília, 29 – O acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), promulgado na terça-feira, 28, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, abre novas oportunidades para o agronegócio nacional, disse o ministro da Agricultura, André de Paula. “Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro, esse setor gigante que agora tenho a honra de liderar”, disse o ministro, em nota da pasta.

De Paula citou ainda ganhos na exportação da citricultura, café, fruticultura e carne bovina. “A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, acrescentou.

 O acordo, após mais de 25 anos de negociações, entra em vigor provisoriamente nesta sexta-feira (1º de maio).

O texto prevê a redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia ao longo dos próximos anos, segundo o governo.

 


Marinho confirma anúncio do Desenrola 2.0 na segunda, com R$ 4,5 bi do FGTS

 

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja divulgar na segunda-feira, 4, os detalhes do Desenrola 2.0, programa do governo federal para reduzir a inadimplência das famílias brasileiras. O ministro afirmou ainda que o valor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a ser utilizado é de R$ 4,5 bilhões.

 O ministro conversou com jornalistas sobre o programa nesta quarta-feira, 29, após a divulgação do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de março, que reúne dados sobre o mercado de trabalho formal no mês.

 Sem detalhar as medidas, Marinho disse que famílias endividadas com renda de até cinco salários mínimos poderão usar parcialmente recursos do fundo de garantia para quitar até 20% dos débitos. Haverá ainda alguma medida para que os recursos não sejam utilizados em apostas. “Quem aderir a esse alívio na dívida terá que abrir mão no período, não fazer absolutamente nenhum dos famosos joguinhos”, afirmou.

Sobre a data dos anúncios, o ministro afirmou que o presidente Lula fará uma referência inicial ao pacote durante pronunciamento nesta quinta-feira, 30, e detalhará as medidas na semana seguinte, “talvez na própria segunda-feira ou na sequência, a depender ali da amarração dos últimos detalhes”.

“O presidente Lula quer, ao anunciar, que as medidas tenham efetividade, ou seja, as agências, os entes do governo, Banco do Brasil e Caixa e todas as engrenagens estejam plenamente em funcionamento a partir do anúncio”, disse Marinho.

O ministro acrescentou que o governo planeja um segundo pacote de liberação de valores do fundo para renovação de frotas de caminhoneiros, taxistas e motoristas de ônibus. “Recursos para investir no seu bem”, explicou. “Como já houve outros momentos aqui, será crédito da natureza de investimento com juros e colocado em condições.”

 

 ] https://istoedinheiro.com.br/desenrola-2-0-segunda-45-bi-fgts-29426

Brasil cria 228 mil postos em março e estoque de empregos formais cresce 2,6% em um ano

O Brasil registrou a criação de 228.208 postos de emprego formal em março de 2026, resultante de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos. Os dados integram o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira, 29.

O resultado no mês ficou acima da expectativa apontada por economistas em pesquisa da Reuters. Era estimada criação líquida de 150 mil vagas.

 

Em análise, a 4intelligence afirma que os dados demonstram como o mercado de trabalho segue aquecido. “Vale lembrar de que boa parte destes trabalhadores se desligou a fim de se admitir em outros lugares sob condições mais vantajosas, sendo um sinal de que estão encontrando maior oferta de vagas”, diz a empresa.

Já o economista Antonio Ricciardi, do banco Daycoval, destaca que os dados de março ainda não repercutem os impactos da guerra no Oriente Médio. “A economia brasileira passava por um choque positivo sobre atividade econômica decorrente da isenção de imposto de renda e da valorização do salário mínimo no começo do ano”, acrescenta. “Esses fatos devem resultar no mercado de trabalho mais fraco durante 2026, principalmente no final do ano.”

No acumulado em 2026, o Brasil registrou um saldo total de 613.373  postos de trabalho. Em 12 meses, ou seja, entre abril de 2025 e março deste ano, acumula 1.211.455 novos empregos formais.

O estoque, ou seja, a quantidade total de trabalhadores com vínculo formal de trabalho ativo, atingiu 49.082.634 no mês, uma variação positiva de 0,47% em relação ao estoque do mês anterior e de 2,6% na comparação com março de 2025.

Em relação às Unidades Federativas, apenas Sergipe, Mato Grosso e Alagoas apresentaram resultado negativo na comparação com o mês anterior, conforme mostra o gráfico:

 

Empregos no agro recuam

Entre os agrupamentos econômicos monitorados, apenas Agropecuária registrou variação negativa, com fechamento de 18.096 postos. Serviços apresentou o maior crescimento (+152.391), seguido por Construção (+38.316), Indústria (+28.336) e Comércio (+27.267).

O resultado negativo no agro decorre sobretudo da desmobilização do Cultivo de Maçã (-7.098), do Cultivo de Soja (-5.048) e do Cultivo de Laranja (-4.810).

Salário médio

Os dados apontam ainda uma diminuição no salário médio de admissão na comparação com o mês anterior. O valor em março foi de R$ 2.350,83, ou seja, 0,7% menor do que em fevereiro (R$ 2.368,33).

O resultado foi pior para os trabalhadores não-típicos (aprendizes, intermitentes e temporários), cujo salário médio de contratação foi de R$ 2.019,09 (14,1% menor que o valor médio). Para os considerados típicos (com vínculo padrão da CLT), foi de R$ 2.397,89 (2% acima do valor médio).


https://istoedinheiro.com.br/brasil-emprego-trabalho-caged-marco-2026

PO da Compass irá quebrar seca de quase 5 anos na B3; veja cronograma e detalhes da oferta

 

Na segunda-feira, 11 de maio, a bolsa de valores deverá ter o início das negociações das ações da empresa de gás e energia Compass, controlada pelo grupo Cosan, então encerrando um jejum de quase cinco anos completos de ofertas públicas iniciais (IPOs) na bolsa de valores brasileira.

A oferta será 100% secundária – ou seja, não serão emitidas novas ações da Compass, mas os atuais acionistas irão se desfazer das suas participações societárias na companhia.

IPO da Compass prevê uma saída parcial da Cosan, holding de Rubens Ometto que detém atuais 88% do capital da companhia. Enquanto a Cosan poderá vender até 15% do capital na oferta, os demais minoritários poderão se desfazer de até 5,4% do total de ações.

Os acionistas, além da companhia de Ometto, incluem a gestora Atmos e uma unidade do Bradesco.

A faixa de preço foi definida entre R$ 28 e R$ 35 por ação. Se a oferta for precificada no topo desse intervalo, a Compass chega ao mercado com valor de mercado próximo a R$ 25 bilhões.

Não é a primeira vez que a companhia tenta o IPO, dado que em meados de 2020, a oferta chegou a ser estruturada, mas foi cancelada com a deterioração do mercado durante a pandemia.

A tentativa de listagem acontece em um contexto de reestruturação financeira do grupo controlador. A Cosan tem buscado vender ativos e reduzir a alavancagem após uma série de investimentos que não geraram o retorno esperado, pressionados também pelo ciclo de juros altos no Brasil.

No ano passado, o grupo fechou acordo para captar até R$ 10 bilhões com investidores como o BTG Pactual Holding. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell no setor de açúcar e etanol, está em processo de recuperação extrajudicial.

O BTG Pactual lidera a operação como coordenador global do IPO da Compass. Bank of America, Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Santander, JPMorgan, XP Investimentos, BNP Paribas e UBS BB atuam como coordenadores.

A oferta está registrada sob o regime automático da CVM, com revisão prévia da ANBIMA, e inclui esforços de colocação internacional nos termos da Regra 144A e do Regulation S.

Cronograma do IPO da Compass

  • Lançamento da oferta: 27 de abril de 2026
  • Precificação: 7 de maio de 2026
  • Início das negociações na B3: 11 de maio de 2026

Fim do jejum de IPOs

Se a operação se concretizar, vai encerrar um período de quase cinco anos sem estreias na bolsa brasileira. O último ciclo de IPOs na B3 foi em 2021, quando mais de 40 empresas abriram capital – incluindo a própria Raízen, outra empresa do grupo Cosan.

Desde então, companhias brasileiras que queriam acessar o mercado mostraram tendência a listar ações nos Estados Unidos, ou realizar dupla listagem.

Os últimos IPOs da B3, de 2021, contemplam empresas como Intelbras, Smart Fit, Méliuz, Enjoei.

O último IPO da bolsa de valores, de fato, foi a Vittia, que abriu capital em setembro de 2021.

Como a empresa está financeiramente

Os números do primeiro trimestre de 2026, ainda preliminares e não auditados, apontam lucro líquido entre R$ 328,5 milhões e R$ 401,5 milhões, abaixo dos R$ 420,5 milhões registrados no mesmo período de 2025.

A queda é atribuída, em parte, a despesas financeiras e de depreciação mais elevadas.

Nos últimos anos a empresa anotou EBITDA estável em torno de R$ 5 bilhões e forte distribuição de capital aos acionistas, com R$ 5,5 bilhões em dividendos pagos de 2023 até então.

Vale notar que a queda no lucro líquido de 2025 em relação a 2024 acompanha o aumento da alavancagem, dado que a dívida quase dobrou no período, o que pressiona as despesas financeiras.

Coompass IPO

O que faz a Compass

A Compass é a maior distribuidora de gás natural do Brasil. A companhia tem participação em sete distribuidoras, com destaque para a Comgás, que atende 96 cidades no estado de São Paulo e tem 2,8 milhões de clientes conectados.

Além da distribuição, a empresa atua na comercialização de gás por meio da EDGE – plataforma que opera um terminal de regaseificação em São Paulo (TRSP), distribui GNL para clientes industriais e opera a maior usina de biometano do país, com capacidade de 225 mil m³ por dia.

Na prática, a empresa funciona como o braço estratégico da Cosan para capturar o crescimento do consumo de gás no Brasil, especialmente com a gradual liberalização do setor, que veio na esteira de mudanças regulatórias como a Nova Lei do Gás e o Programa Gás do Gás para Crescer.

Nos últimos anos, a Compass também avançou na consolidação do setor ao adquirir participações em outras distribuidoras estaduais, como a Sulgás, e buscar ativos em diferentes regiões do país.

Preço do petróleo ultrapassa US$ 115; Ibovespa cai pelo 6º pregão seguido e dólar sobe

 

O Ibovespa segue em queda nesta quarta-feira, 29, caindo abaixo dos 187 mil pontos, em dia de decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil.

Investidores continuam atentos à situação no Oriente Médio, com o preço do barril de petróleo ultrapassando os US$ 115.

Às 10h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 1,15%, a 186.443,30 pontos, após ter fechado em baixa nos últimos cinco pregões. Perto do mesmo horário, o contrato de petróleo do tipo Brent para maio subia 4,98%, cotado a US$ 116,80.

O dólar à vista subia 0,53%, aos R$ 5,0016 na venda. Na terça-feira, o dólar à vista encerrou estável, aos R$ 4,98.

Destaque da agenda internacional desta quarta, o Fed divulga sua decisão sobre os juros às 15h (horário de Brasília), com expectativa de manutenção da taxa na atual faixa de 3,5% a 3,75% ao ano, no que pode ser a última reunião de Jerome Powell como presidente da autarquia. Dessa forma, os agentes ficarão atentos à coletiva de imprensa do chairman às 15h30.

No Brasil, a aposta majoritária do mercado é que o BC reduza a Selic em mais 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, em meio à cautela com a guerra entre EUA e Irã e seus impactos nos preços. O anúncio será feito a partir das 18h30.

 

terça-feira, 28 de abril de 2026

BNDES: crédito ao setor agropecuário soma R$ 160,8 bilhões desde janeiro de 2023

 

Rio, 28 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta terça-feira, 28, já ter aprovado R$ 160,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário no País desde janeiro de 2023, início do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O cálculo inclui as aprovações via Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), BNDES Crédito Agrícola e apoio a investimentos como aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos.

Segundo o banco de fomento, o volume é 65,3% superior ao aprovado no período entre 2019 e 2022, quando totalizou R$ 97,3 bilhões.

 “Ampliamos o volume de recursos para esse setor em todas as áreas. Um dos destaques é a produção de biocombustíveis. Foram aprovados R$ 13,5 bilhões para 48 projetos de etanol, valor 217% superior ao que foi aprovado entre 2019 e 2022, que somou R$ 4,3 bilhões”, aponta, em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Além disso, o banco teve o maior orçamento já disponibilizado no Plano Safra 2025/2026, com R$ 70 bilhões”, acrescenta.

O banco de fomento informa também que os recursos atenderam a 93% dos municípios brasileiros. “Do total aprovado, R$ 19 bilhões reforçaram a capacidade produtiva da agroindústria, como aumento da produção de biocombustíveis, da capacidade de armazenagem de produtos agrícolas e de recursos para centros de pesquisa e inovação no setor. Entre 2019 e 2022, as aprovações de crédito com essa finalidade somaram R$ 11,7 bilhões”, diz o BNDES.


Cade aprova acordo entre Delta e Latam para manutenção, reparo e revisão de aeronaves

 

 

  

 

 Cade Investiga Uso De Algoritmos De Precificação Por Postos ...

 

  

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, um acordo de cooperação comercial de longo prazo entre a Delta Air Lines e a Latam Brasil, voltado à prestação de serviços de manutenção, reparo e revisão de aeronaves, conhecidos no setor como MRO (maintenance, repair and overhaul). A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU). O anúncio da parceria foi feito no último dia 22.

A parceria abrange exclusivamente aeronaves comerciais e contempla tanto componentes estruturais (airframe) quanto módulos de motor do tipo Line Replaceable Unit (LRU). O acordo não envolve, portanto, aeronaves militares nem outros segmentos da aviação, mantendo foco estrito na aviação comercial.

 Segundo os termos da operação, o objetivo é consolidar uma colaboração contínua entre as companhias para otimizar a gestão e a eficiência desses serviços técnicos, considerados críticos para a segurança e o desempenho das frotas. As empresas classificam a iniciativa como um contrato associativo.

De acordo com os autos, “a operação representa uma oportunidade para que as partes identifiquem e desenvolvam um conjunto eficiente de capacidades que lhes permitirá otimizar eficiências operacionais e aumentar sua competitividade na oferta de serviços de MRO para terceiros, em benefício do mercado.”

 

Presidente da Petrobras vê isenção de PIS/Cofins como suficiente para evitar ajuste na gasolina

 

Magda Chambriard, chief executive officer of Petroleo Brasileiro SA , during a press conference at the company headquarters in Rio de Janeiro,...


A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira, 28, que a eventual aprovação do projeto de lei que permite o uso de receitas extraordinárias com petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis abre margem para reajustes de preços pela Petrobras. Ela pontuou, contudo, que a isenção de tributos como PIS/Cofins pode ser suficiente para evitar um aumento direto nos preços ao consumidor.

A desoneração abre espaço na cadeia para que produtores e importadores possam elevar seus preços sem que esse aumento necessariamente chegue às distribuidoras, o que reduziria a pressão por alta na bomba, observou.

“A gente olha para o preço de paridade internacional, seguimos a tendência do preço internacional, e acreditamos que essa isenção de PIS/Cofins é suficiente para nós em termos de resposta ao nosso investidor, dentre os quais os públicos privados”, afirmou a jornalistas durante evento na cidade de Duque de Caxias, na baixada fluminense.

Questionada se a medida, na prática, cria margem para reajuste, Chambriard reiterou que a possibilidade de mudanças nos próximos dias depende do entendimento do Congresso Nacional.

 “Se o Congresso Nacional assim entender, sim existe essa possibilidade de reajuste. Senão, nós vamos ter que pensar de uma outra forma. Mas eu acredito que o governo federal está empenhado e os congressistas estão empenhados em entregar valor para a sociedade. Eu acho que está todo mundo na mesma página e esse projeto vai dar certo.

Na semana passada, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei complementar sobre o tema, mas, até o momento, nenhuma decisão foi anunciada.

 

 

 https://istoedinheiro.com.br/presidente-da-petrobras-ve-isencao-de-pis-cofins-como-suficiente-para-evitar-ajuste-na-gasolina-2

 

 



Banco Mundial prevê aumento de 24% nos preços da energia em 2026 devido à guerra

 

Os preços da energia devem subir 24% em 2026, atingindo o nível mais alto desde a invasão da Rússia na Ucrânia, há quatro anos, se as interrupções mais graves causadas pela guerra no Oriente Médio terminarem em maio, informou o Banco Mundial na terça-feira, dia 28.

Os preços das commodities podem subir ainda mais se as hostilidades na região aumentarem e as interrupções no fornecimento durarem mais do que o esperado, disse o banco de desenvolvimento global na edição mais recente de seu relatório Perspectivas para o Mercado de Commodities.

De acordo com o banco, o cenário de referência pressupõe que os volumes de transporte marítimo através da crucial hidrovia do Estreito de Ormuz retornarão gradualmente aos níveis próximos aos do pré-guerra até outubro, mas disse que os riscos estão “acentuadamente inclinados” para preços mais altos.

O cenário base do banco projeta um aumento de 16% nos preços gerais das commodities em 2026, devido ao aumento dos preços da energia e dos fertilizantes e aos preços recordes de vários metais importantes.

Preços do petróleo

Os preços do petróleo continuaram a subir nesta terça-feira, dia 28, uma vez que os esforços para pôr fim à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foram interrompidos e o Estreito de Ormuz permaneceu praticamente fechado, mantendo o fornecimento de energia, fertilizantes e outras commodities da principal região produtora do Oriente Médio fora do alcance dos compradores globais.

Os ataques à infraestrutura de energia e as interrupções no transporte marítimo no estreito, que antes da guerra transportava 35% do comércio marítimo global de petróleo bruto, desencadearam o maior choque de fornecimento de petróleo já registrado, informou o Banco Mundial.

Segundo o Banco Mundial, os preços do petróleo bruto do tipo Brent permaneceram mais de 50% mais altos em meados de abril do que no início do ano. A previsão é de que o petróleo Brent atinja uma média de US$86 por barril em 2026, um aumento acentuado em relação aos US$69 por barril em 2025, informou o banco.

Os preços do petróleo Brent podem chegar a uma média de US$115 por barril este ano se as instalações críticas de petróleo e gás sofrerem mais danos de guerra e se os volumes de exportação demorarem a se recuperar, disse o banco.

Os contratos futuros do petróleo Brent para junho estavam sendo negociados em torno de US$109 por barril nesta terça-feira, depois de terem atingido seu maior valor desde 7 de abril na segunda-feira.

“A guerra está atingindo a economia global em ondas cumulativas: primeiro por meio do aumento dos preços da energia, depois pelo aumento dos preços dos alimentos e, finalmente, pelo aumento da inflação, que elevará as taxas de juros e tornará a dívida ainda mais cara”, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. O choque atingiria mais duramente os mais pobres, aumentando os problemas dos países em desenvolvimento altamente endividados.

Pressão sobre alimentos

Os preços dos fertilizantes foram projetados para aumentar 31% em 2026, impulsionados por um salto de 60% no preço da ureia, o fertilizante de nitrogênio sólido mais utilizado, que é produzido pela conversão de gás natural para produzir amônia e dióxido de carbono.

O aumento nos preços dos fertilizantes alimentará as pressões sobre o suprimento de alimentos, corroendo a renda dos agricultores e ameaçando a produtividade das safras futuras. O Programa Mundial de Alimentos estima que mais 45 milhões de pessoas poderão enfrentar insegurança alimentar aguda este ano, se a guerra continuar por um período prolongado.

O Banco Mundial informou que a inflação nas economias em desenvolvimento foi projetada para atingir uma média de 5,1% em 2026, de acordo com o cenário de referência, acima dos 4,7% registrados no ano passado e um ponto percentual acima das previsões anteriores à guerra. No entanto, a inflação poderia chegar a 5,8% nas economias em desenvolvimento se a guerra for prolongada.

O crescimento também sofrerá um grande impacto, segundo o banco. As economias em desenvolvimento foram projetadas agora para crescer apenas 3,6% em 2026, abaixo da previsão de crescimento de 4% feita antes da guerra.

 

 https://istoedinheiro.com.br/banco-mundial-precos-energia-commodities-2026

Governo suspende, por 200 dias, multas por evasão de pedágio ‘free flow’

 

O governo federal, por meio do Ministério dos Transportes e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), anunciou nesta terça-feira, 28, a suspensão das multas por evasão de pedágio free flow (sem praças de cobrança física), conforme antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

As cobranças ficarão suspensas por 200 dias e voltarão a valer depois desse período caso o motorista não quite o valor. A medida também vale para os condutores que já tinham multas antes da divulgação da suspensão. Cerca de 3 milhões de infrações de trânsito emitidas em decorrência de pedágios free flow em rodovias federais e estaduais seriam canceladas.

 Se o valor do pedágio for pago dentro do prazo, a multa deixa de valer e os pontos na carteira não são contabilizados. A penalidade por evasão de pedágio no Brasil custa R$ 195,23, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e é considerada uma infração grave. Além do valor financeiro, o condutor recebe 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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Emirados Árabes deixam a Opep; saída enfraquece grupo liderado pela Arábia Saudita

 

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram nesta terça-feira, 28, que estão deixando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Opep+, desferindo um duro golpe nos grupos exportadores de petróleo e em seu líder de fato, a Arábia Saudita, em um momento em que a guerra do Irã causou um choque energético histórico e perturbou a economia global.

O barril do petróleo tipo Brent é negociado nesta terça novamente acima dos US$ 110. Às 11h28, a commodity registrava alta de 2,71%, com cotação de US$ 111,16.

A saída dos Emirados Árabes Unidos, um membro de longa data da Opep, pode criar desordem e enfraquecer o grupo, que geralmente procura mostrar uma frente unida, apesar das divergências internas sobre uma série de questões, desde a geopolítica até as cotas de produção.

O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, disse à Reuters que a decisão foi tomada após uma análise cuidadosa das estratégias de energia da potência regional.

Perguntado se os Emirados Árabes Unidos consultaram a Arábia Saudita, ele disse que os Emirados Árabes Unidos não levantaram a questão com nenhum outro país. “Essa é uma decisão política, que foi tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção”, disse o ministro.

Opep sobre impactos do conflito entre EUA, Israel e Irã

Os produtores do Golfo Pérsico da Opep já vêm enfrentando dificuldades para enviar suas exportações pelo Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento entre o Irã e Omã pelo qual normalmente passa um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo, devido a ameaças e ataques iranianos contra embarcações.

Mazrouei disse que a mudança não teria um grande impacto no mercado devido à situação no estreito.

No entanto, a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep representa uma vitória para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao inflacionar os preços do petróleo.

Trump também relacionou o apoio militar dos EUA ao Golfo com os preços do petróleo, dizendo que, embora os EUA defendam os membros da Opep, eles “exploram isso impondo altos preços do petróleo”.

A medida foi tomada depois que os Emirados Árabes Unidos, um centro de negócios regional e um dos mais importantes aliados de Washington, criticaram os outros Estados árabes por não terem feito o suficiente para protegê-lo dos inúmeros ataques iranianos durante a guerra.

Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, criticou a resposta árabe e do Golfo Pérsico aos ataques iranianos em uma sessão do Fórum de Influenciadores do Golfo na segunda-feira.

“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas, política e militarmente, acho que sua posição tem sido a mais fraca historicamente”, disse Gargash.

“Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe e não estou surpreso com isso, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação (do Golfo) e estou surpreso com isso”, disse ele.

Prévia da inflação acelera para 0,89% em abril e salta para 4,37% em 12 meses

 

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,89% em abril, ante a  taxa de 0,44% registrada em março, puxada pela alta dos preços de alimentos e combustíveis, divulgou nesta terça-feira, 28, o IBGE. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores, bem acima do centro da meta para o ano. Veja aqui o detalhamento.

O centro da meta oficial para o IPCA é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O resultado, porém, veio abaixo do esperado. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 1% por cento para o período.

A previsão atual do mercado para a inflação oficial do país é de alta de 4,86% em 2026, segundo o último boletim Focus do Banco Central. A expectativa é de que a Selic termine 2026 a 13,0%.

O Banco Central decide a nova taxa básica de juros nesta quarta-feira, com a guerra no Oriente Médio pairando sobre o cenário. Ao cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em março, a 14,75%, o BC defendeu cautela diante do aumento da incerteza com o conflito.

“Com a continuidade do conflito no Oriente Médio, a tendência é vermos um impacto persistente sobre os combustíveis e os alimentos. O aumento expressivo dos fertilizantes observado recentemente, por exemplo, pode afetar os preços dos produtos in natura já no curto prazo. Da mesma forma, a alta recente do diesel impacta os custos de transporte. É importante observar ainda que o mercado de trabalho aquecido e a expectativa de uma leve desvalorização do real serão fatores adicionais de pressão sobre a inflação”, avaliou Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

O que puxou a alta

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta em abril.

O IPCA-15 estima a variação de preços coletados entre meados do mês anterior até meados do mês de referência na comparação com o período imediatamente antecedente.

A alta da gasolina (6,23%) foi o principal impacto individual no IPCA-15 do mês (0,32 ponto percentual), após ter recuado 0,08% em março. No grupo Transportes, destaque ainda para os aumentos nos preços do óleo diesel (16%) e etanol (2,17%).

Na Habitação, a energia elétrica residencial teve alta de 0,68% em abril, ante 0,29% de março.

Entre os alimentos, as maiores altas foram da cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%). No lado das quedas, destaque para maçã (-4,76%) e o café moído (-1,58%).

Principais impactos no IPCA-15 de abril

Subitem – GeralVariação mensal (%)Impacto (p.p.)
Gasolina6,230,32
Leite longa vida16,330,11
Óleo diesel160,04
Tomate13,760,03
Energia elétrica residencial0,680,03
Refeição0,650,02
Plano de saúde0,490,02
Perfume1,830,02
Cebola16,540,02
Lanche0,870,02
Plano de telefonia móvel1,310,02
Empregado doméstico0,590,02
Cenoura25,430,02
Etanol2,170,02

 

  

https://istoedinheiro.com.br/previa-da-inflacao-acelera-para-089-em-abril-e-salta-para-437-em-12-meses

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Show de Shakira terá impacto econômico maior que Lady Gaga e Madonna, estima Rio

 

A prefeitura do Rio de Janeiro divulgou uma estimativa de R$ 776,2 milhões para o impacto econômico do show gratuito, a ser realizado pela cantora Shakira, na praia de Copacabana neste sábado, 2. O dado integra o estudo “Potenciais Impactos Econômicos do ‘Todo Mundo no Rio’ 2026 – Shakira”.

A estimativa de impacto econômico supera os R$ 600 milhões projetados pelo poder municipal para a apresentação de Lady Gaga no ano passado e o s R$ 469,4 milhões calculados para o concerto feito por Madonna em 2024.

O cálculo considera um ticket médio de R$ 547,30 por dia para turistas brasileiros (com permanência de três dias), R$ 626,40 para estrangeiros (quatro dias) e R$ 141,75 para o público local.

A organização espera dois milhões de pessoas, sendo 13,9% sejam de turistas nacionais (278 mil), 1,6% de turistas internacionais (32 mil) e 84,6% de cariocas e moradores da Região Metropolitana (1,7 milhão).

Shows impactam arrecadação da prefeitura

Ainda segundo a própria prefeitura, o “Todo Mundo no Rio” do ano passado, com Lady Gaga, motivou o pagamento de R$ 66,8 milhões em impostos sobre serviços ligados ao turismo, eventos, transporte municipal, aeroporto/rodoviária e artistas. O valor representa um crescimento real de 23,2% — descontada a inflação — em relação a maio de 2023, quando o Rio ainda não realizava grandes shows internacionais no período.

Na comparação entre maio de 2025 e maio de 2024 — ano do show de Madonna — o crescimento real foi de 8,2%, com arrecadação adicional de R$ 5,1 milhões, já que, em maio de 2024, o total havia sido de R$ 61,8 milhões.

 

 

Desembargador é afastado 60 dias por autorizar saque de R$ 1 milhão 4 dias após sentença

 

 Juiz José Eulálio Figueiredo de Almeida toma posse como ...

 

 

   

O desembargador José Eulálio Figueiredo de Almeida, do Tribunal de Justiça do Maranhão, foi afastado das funções por 60 dias por autorizar um saque de R$ 1 milhão no âmbito de uma ação de inventário, quando ainda exercia a magistratura em primeira instância em uma vara cível de São Luís.

 Segundo decisão do Conselho Nacional de Justiça, em junho de 2020, Almeida liberou aquele valor mesmo após advertido acerca da tramitação em Vara de Sucessões de processo de declaração de herança e de possível fraude na escritura pública de inventário e partilha.

O Estadão pediu manifestação do magistrado. Nos autos, a defesa de Almeida destacou que ele possui longa trajetória na carreira, com aproximadamente 35 anos de exercício, ‘sem registro de penalidades disciplinares anteriores que maculem seu histórico funcional’.

“As provas produzidas no presente Processo Administrativo Disciplinar evidenciam que o magistrado foi alertado por sua assessoria acerca da possível deficiência instrutória da inicial”, assinala trecho do acórdão do CNJ, sob relatoria do conselheiro Marcello Terto.

Uma servidora declarou que elaborou minuta apontando a ausência de documentos indispensáveis, mas que o magistrado ‘afirmou ser suficiente a escritura pública apresentada’.

Mesmo assim, a liminar foi deferida por ele. Posteriormente, um ofício da 1.ª Vara de Interdição e Sucessões informou que o montante integrava espólio submetido a inventário judicial, que o pedido não se adequava à Lei nº 6.858/1980 e que seria necessária a adoção de providências para evitar decisões conflitantes.

Mais grave ainda, aponta o acórdão, o julgamento ocorreu sem a prévia habilitação do espólio mediante intimação do curador da herança – ‘na prática, sem a presença de parte ré regularmente constituída na relação processual, o que evidencia déficit estrutural de contraditório e compromete a própria higidez procedimental da decisão’.

Para o CNJ, ‘chama a atenção’ o fato de que o montante de R$ 1.053.781,55 foi liberado apenas quatro dias após a sentença, quando ainda fluía prazo para eventual impugnação ou recurso. Testemunhas ouvidas no processo disciplinar afirmaram não ser prática usual na vara cível a expedição de alvará durante o prazo recursal.

“No tocante à responsabilidade, além dos descuidos evidenciados, impõe-se considerar a manifesta ausência de rigor técnico na prolação de sentença de mérito que autorizou o levantamento de quantia vultosa antes mesmo do transcurso do prazo recursal”, pontua um trecho do acórdão. “Diante desse contexto, inconsistências documentais, alerta do juízo sucessório, questionamentos da instituição financeira e elevado valor envolvido, impunha-se postura cautelosa e diligente antes da liberação do numerário.”

Quando da sentença, o magistrado tratou a existência do inventário apenas de ‘forma incidental’, afirmando que a ausência de outros habilitados confirmaria a condição de herdeiro único do autor, sem enfrentar juridicamente a questão da competência do juízo sucessório.

O Conselho impôs afastamento de Almeida por dois meses, período em que o desembargador irá receber vencimentos proporcionais.

“A cautela é inerente ao regular exercício da jurisdição, sendo inadmissível condutas descuidadas que exponham o processo ou terceiros a riscos indevidos”, segue o relatório. “À luz do conjunto probatório, está caracterizada a violação ao artigo 35, inciso I, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que impõe ao magistrado o dever de cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício.”

Para o colegiado, José Eulálio Figueiredo de Almeida também infringiu quatro artigos do Código de Ética da Magistratura, ‘especialmente quanto à exigência de decisões racionalmente justificadas e cautelosas, atentas às suas consequências.’

O CNJ concluiu que ‘não se trata de mero erro interpretativo, mas de déficit relevante de cautela decisória em contexto que exigia especial rigor técnico, dada a magnitude do valor envolvido, as inconsistências documentais apontadas e a expressa comunicação do juízo sucessório’.

“A conduta revelou comprometimento da segurança jurídica e fragilização do devido processo legal. A postura negligente compromete a imagem do Poder Judiciário e expõe a risco concreto interesses patrimoniais de terceiros.”

Para o Conselho, o processo, estruturado sob as garantias do contraditório, da competência e da regular instrução, ‘constitui o instrumento que assegura a imparcialidade do juiz e a isonomia entre as partes’. “No caso, tais garantias foram significativamente enfraquecidas, com repercussão institucional que ultrapassa o âmbito individual da controvérsia.”

Fim da escala 6×1? Veja o que dizem as empresas que já adotam jornadas reduzidas

 

A rotina de trabalho no comércio, especialmente em bares e restaurantes, sempre esteve associada a jornadas longas e poucos dias de descanso. Esse modelo, conhecido como escala 6×1, ainda predomina em setores de atendimento contínuo, mas começa a ser revisto por empresários que testam formatos alternativos.

A mudança ganha força em meio ao debate no Congresso sobre a redução da jornada e após o adiamento da proposta de emenda à Constituição que trata do tema. Passado o recesso do feriado de Tiradentes, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira, 22, a PEC que propõe o fim dessa escala no país.

Com a aprovação, a proposta segue para discussão numa comissão especial, que tem entre 10 e 40 sessões para aprovar ou rejeitar um parecer com uma regra de transição antes de a proposta ser finalmente votada no plenário.

Modelos alternativos

À frente de uma hamburgueria com duas unidades em São Paulo e uma no litoral paulista, Fernando Russell, de 50 anos, decidiu alterar a escala da equipe após anos operando num modelo híbrido, que alternava semanas de 6×1 e 5×2. “Até 2025, todas as unidades trabalhavam numa escala em que domingos abria meio período e nas segundas não abria. Dessa forma, metade da equipe folgava aos domingos”, diz. Na prática, os funcionários trabalhavam numa semana 6×1 e na outra semana 5×2.

Em junho de 2025, a hamburgueria iniciou um teste em uma das lojas, reduzindo a carga de trabalho. “Para compensar a contratação, passamos a abrir também às segundas-feiras. Deu certo e a unidade passou a ter um resultado financeiro melhor”, afirma.

Segundo ele, a mudança não reduziu a lucratividade e ainda contribuiu para diminuir faltas e trocas de equipe. “Eu mesmo sou professor universitário há 21 anos. Por esse background, sei o quão importante é ter condições de trabalho saudáveis.”

O modelo foi expandido para as demais unidades neste mês e segue em avaliação. Sobre o fim do atual modelo de escala, ele acredita que terá mais pontos positivos do que negativos. “Acredito que o grande empresário não vai quebrar, não vai ser prejudicado. Na pior das hipóteses, vai operar com uma margem um pouco menor”, opina. Nos pequenos empreendimentos, diz Fernando, os efeitos tendem a ser diferentes de acordo com o setor e o nível de organização. “Talvez eles sejam mais impactados por não terem uma gestão profissional e, até por isso, o Governo precisa auxiliar de alguma forma.”

A experiência se soma a outras iniciativas no setor que buscam equilibrar funcionamento contínuo com jornadas menos extensas, um movimento que começa a redesenhar a dinâmica do trabalho nesses setores. “É sempre bom lembrar que as pessoas de folga costumam gastar mais no comércio. É um dia a mais para ir ao salão de beleza, para ir a um restaurante, para ir ao comércio fazer compras”, complementa o empresário.

Como empresas adotam a escala 4×3 e 5×2 no atendimento

A adoção de jornadas reduzidas no comércio não segue um único modelo. Enquanto parte dos negócios migra para o 5×2, outros avançam para formatos como o 4×3, com três dias de folga por semana. Em comum, está a necessidade de reorganizar equipes e turnos para manter o funcionamento diário.

Em São Paulo, a empresária Isabela Raposeiras, dona da cafeteria Coffee Lab e escola de cafés, decidiu avançar além do 5×2 e implementar a escala 4×3 nas lojas em julho de 2025.

A mudança partiu de uma decisão de gestão e de experiência própria. Após anos trabalhando sob regime 6×1, ela optou por não replicar o modelo na empresa.

“Nunca fomos 6×1, jamais seria. Todos os meus empregos CLT foram 6×1 e jamais quis impor esse horror e opressão aos meus funcionários”, diz a empresária.

Hoje, as unidades funcionam todos os dias, com equipes em escala rotativa e ao menos duas folgas consecutivas. Áreas internas, como escritório e torrefação, ainda operam em 5×2, mas com migração em curso para o 4×3.

Segundo ela, a motivação principal foi reduzir o desgaste de quem atua diretamente com o público. “Atender o consumidor é uma atividade exigente. A ideia foi garantir mais tempo de descanso para melhorar a qualidade do trabalho”, afirma. A empresária diz que, após ajustes nos processos, a operação absorveu a mudança sem perda de eficiência.

Os efeitos, relata, apareceram na rotina e nos resultados. A equipe passou a apresentar menos erros e maior estabilidade, enquanto o faturamento cresceu ao longo do ano. Para ela, o modelo exige revisão de processos e gestão mais detalhada, mas pode ser adotado em diferentes tipos de negócio.

Em outra frente, redes maiores também testam mudanças na jornada. O restaurante Gurumê, com unidades no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, iniciou, em junho de 2025, a implementação da escala 5×2 em parte das unidades, com base em um redesenho da operação. A proposta parte de um mapeamento da demanda por turno e por horário, ajustando o número de funcionários à necessidade real.

“Nosso objetivo é aumentar a retenção e a performance, criando um equilíbrio entre vida pessoal e profissional para todas as funções do restaurante. Isso já se reflete na experiência do cliente”, afirma o sócio-fundador Jerônimo Bocayuva. A estratégia também responde à dificuldade de contratação e retenção em funções que exigem treinamento.

A rede iniciou o projeto em uma unidade piloto e ampliou gradualmente o modelo, sem aumento do quadro de funcionários. A avaliação é que a mudança pode melhorar a retenção e a experiência do cliente, embora o formato não seja necessariamente replicável em operações menores, que têm menos margem para ajustes.”Por isso, é preciso um alinhamento em torno da necessidade de se evitar qualquer tipo de imposição ao empreendedor que não venha acompanhado de contrapartidas capazes de preservar a sustentabilidade das empresas e os empregos que dependem do segmento”, pontua Jerônimo.

Produtividade x redução da jornada

A relação entre menos horas de trabalho e desempenho das empresas não é automática e depende de como a mudança é implementada. Segundo a economista Patrícia Tendolini, mestre em Administração e coordenadora dos curso de Negócios Internacionais e Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), os efeitos variam conforme o setor, o porte da empresa e a capacidade de reorganizar processos.

Em atividades com maior uso de tecnologia, gestão por metas e menor dependência de presença contínua, a redução da jornada pode vir acompanhada de ganhos de produtividade. Já em setores intensivos em mão de obra presencial e com necessidade de cobertura constante, como parte do segmento de consumo e serviços, o impacto tende a ser mais limitado.

Estudos recentes apontam que não há relação direta entre redução da jornada e queda da atividade econômica. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, divulgado em fevereiro de 2026, indica que, com a redução para 40 horas semanais e manutenção da remuneração, o custo médio do trabalho celetista subiria 7,84%. Ainda assim, ao considerar o peso da mão de obra no custo operacional total, o impacto agregado em setores como indústria e comércio ficaria abaixo de 1%.

Os economistas afirmam ainda que experiências internacionais, como testes no Reino Unido, indicam manutenção da produtividade, melhora no bem-estar e redução da rotatividade. Para Nelson Marconi, economista da FGV EAESP, parte desse efeito passa pelo comportamento do trabalhador. Segundo ele, isso pode se refletir no desempenho, especialmente quando combinado a mudanças na organização do trabalho.

Marconi ressalta, no entanto, que produtividade não depende apenas de esforço individual. O ganho tende a vir de investimento em tecnologia, reorganização das jornadas e melhor distribuição das equipes. Em setores de serviços, ferramentas digitais e automação podem ajudar a sustentar a redução da carga horária.

Além dos efeitos econômicos, especialistas apontam impactos sociais. A redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, reduzir desigualdades e, no longo prazo, gerar ganhos indiretos para empresas e para o mercado de trabalho.

“A avaliação não deve se restringir ao desempenho empresarial no curto prazo. Deve considerar impactos mais amplos, como melhora na qualidade de vida, maior disponibilidade de tempo para atividades de cuidado e potenciais efeitos positivos sobre a saúde da população”, diz Tendolini.

Ainda assim, a sustentabilidade desses efeitos depende de adaptação gradual e das características de cada setor, afirmam os especialistas.

Desafios para implementação

Se por um lado experiências práticas e estudos indicam possíveis ganhos, a implementação de jornadas menores envolve uma série de entraves operacionais e econômicos. Para Tendolini, da PUCPR, o debate vai além da simples redução de horas trabalhadas.

Ela aponta que o primeiro desafio é a definição do modelo. Migrar para 40 horas semanais em escala 5×2 exige adaptações diferentes de um eventual avanço para 36 horas em 4×3. A diversidade entre setores também pesa: comércio, indústria e serviços têm estruturas e demandas distintas, o que dificulta a adoção de uma regra única.

Outro ponto importante, segundo a economista, é a adaptação das pequenas empresas, que têm menor margem financeira e mais dificuldade para recompor equipes. A isso se somam questões como negociação coletiva, segurança jurídica e a necessidade de compatibilizar diferentes formatos de jornada, como banco de horas, turnos e horas extras.

Tendolini também destaca a importância de uma transição gradual e previsível. Para ela, mudanças desse porte exigem tempo para que empresas invistam em gestão, tecnologia e reorganização de processos. “Não é apenas sobre trabalhar menos, mas sobre como reorganizar produção, atendimento e competitividade sem transferir todo o custo para emprego, preços ou informalidade”, afirma.

Representantes do setor de bares e restaurantes, por outro lado, veem riscos mais imediatos. Para Paulo Solmucci, presidente executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a redução da jornada pode ampliar custos e agravar a escassez de mão de obra, especialmente em funções especializadas.

Ele afirma que o aumento de custos pode afetar preços e consumo, sobretudo em regiões de renda mais baixa, além de pressionar a organização das equipes.

Segundo Solmucci, trabalhadores que dependem de comissões, como garçons, também poderiam ter perda de renda com menos dias trabalhados. “A gorjeta de um dia a menos de trabalho, especialmente nos finais de semana, será penosa, pois ela chega a representar 2/3 do ganho total”, diz.

Na avaliação do setor, mudanças na jornada sem mecanismos de compensação podem levar a ajustes na operação e na distribuição da mão de obra. O impacto, segundo ele, tende a variar conforme o perfil do negócio e o público atendido.

Saúde mental em xeque

Além dos efeitos econômicos, a discussão sobre a redução da jornada tem colocado em evidência impactos diretos na saúde dos trabalhadores. Para Marconi, a diminuição dos dias trabalhados tende a influenciar o comportamento no trabalho.

Segundo ele, com mais tempo livre, o trabalhador fica mais disposto e engajado, o que pode se refletir no desempenho ao longo do tempo. Esse efeito não é imediato, mas resultado de uma reorganização da jornada dentro das empresas. “É um ganho que se sustenta porque vem de um rearranjo da forma de trabalhar”, afirma.

Marconi também aponta que jornadas extensas influenciam a dinâmica do mercado de trabalho. Modelos como o 6×1, diz, dificultam a atração de trabalhadores para vagas formais e podem estimular a informalidade. A redução da jornada, nesse sentido, tende a tornar esses postos mais atrativos.

Do ponto de vista da saúde, os efeitos são mais diretos. A médica do trabalho Letícia Mameri, doutoranda em Bioética pela Universidade do Porto (Portugal), explica que jornadas prolongadas, com pouco tempo de descanso, estão associadas ao aumento do risco de exaustão física e mental. Segundo ela, trabalhar seis dias consecutivos com apenas um de descanso eleva o risco de fadiga crônica e compromete o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A especialista afirma ainda que estudos também associam esse tipo de rotina a maior incidência de ansiedade, depressão, distúrbios do sono e doenças cardiovasculares. Em contrapartida, escalas mais flexíveis tendem a reduzir o estresse, melhorar a qualidade de vida e contribuir para a produtividade ao longo do tempo. “Escalas mais flexíveis trazem ganhos claros: melhor saúde física e mental, com redução do estresse. Maior produtividade sustentada, já que trabalhadores descansados rendem mais”, diz.