terça-feira, 14 de abril de 2026

FMI eleva projeção para PIB do Brasil em 2026, mas piora para 2027

 

Projeções do governo e dos analistas brasileiros

A perspectiva do FMI para a economia brasileira é melhor do que a do Banco Central, mas fica abaixo do cenário visto pelo Ministério da Fazenda.

Em março, o Banco Central projetou um crescimento econômico de 1,6%, apontando incerteza mais elevada no cálculo diante da guerra no Oriente Médio. Já o Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026.

 O mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,85% neste ano. O corte refletiu uma perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e condições financeiras mais apertadas, segundo o Fundo.

As perspectivas do FMI para o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,3% e 2,7%.

As contas do Fundo para a economia brasileira também são piores do que as das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%.

Projeções do FMI para outros países

O “cenário de referência” mais otimista do FMI pressupõe uma guerra de curta duração com o Irã e prevê um crescimento real do PIB global de 3,1% para 2026, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação à previsão anterior, feita em janeiro. Nesse cenário, o preço médio do petróleo fica em média em US$82 por barril durante todo o ano de 2026, uma queda em relação aos níveis recentes de cerca de US$100 para o Brent.

O FMI reduziu sua previsão de crescimento para os EUA neste ano para 2,3%, uma queda de apenas 0,1 ponto percentual em relação a janeiro, refletindo o efeito positivo dos cortes de impostos, o efeito retardado dos cortes nas taxas de juros e o investimento contínuo em data centers de IA, que compensaram parcialmente o aumento dos custos de energia. Esses efeitos devem continuar em 2027, com o crescimento agora previsto em 2,1%, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a janeiro.

A zona do euro, que ainda enfrenta dificuldades com os altos preços da energia causados ​​pela invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, sofre um impacto ainda maior com o conflito no Oriente Médio, com sua perspectiva de crescimento caindo 0,2 ponto percentual em ambos os anos, para 1,1% em 2026 e 1,2% em 2027.

No cenário mais otimista, o crescimento do Japão permanece praticamente inalterado, registrando 0,7% em 2026 e 0,6% em 2027. No entanto, o FMI afirmou esperar que o Banco do Japão aumente a taxa de juros em um ritmo ligeiramente mais acelerado do que o previsto há seis meses.

O FMI prevê um crescimento de 4,4% para a China em 2026, uma queda de 0,1 ponto percentual em relação a janeiro, já que o aumento dos custos de energia e commodities é parcialmente compensado pela redução das tarifas norte-americanas e pelas medidas de estímulo do governo. No entanto, o FMI afirmou que os obstáculos representados por um setor imobiliário em baixa, uma força de trabalho em declínio, menores retornos sobre investimentos e um crescimento mais lento da produtividade reduzirão o crescimento da China em 2027 para 4,0%, uma previsão inalterada em relação a janeiro.

https://istoedinheiro.com.br/fmi-eleva-projecao-para-pib-do-brasil-em-2026-mas-piora-para-2027

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