terça-feira, 28 de abril de 2026

Prévia da inflação acelera para 0,89% em abril e salta para 4,37% em 12 meses

 

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,89% em abril, ante a  taxa de 0,44% registrada em março, puxada pela alta dos preços de alimentos e combustíveis, divulgou nesta terça-feira, 28, o IBGE. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores, bem acima do centro da meta para o ano. Veja aqui o detalhamento.

O centro da meta oficial para o IPCA é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O resultado, porém, veio abaixo do esperado. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 1% por cento para o período.

A previsão atual do mercado para a inflação oficial do país é de alta de 4,86% em 2026, segundo o último boletim Focus do Banco Central. A expectativa é de que a Selic termine 2026 a 13,0%.

O Banco Central decide a nova taxa básica de juros nesta quarta-feira, com a guerra no Oriente Médio pairando sobre o cenário. Ao cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em março, a 14,75%, o BC defendeu cautela diante do aumento da incerteza com o conflito.

“Com a continuidade do conflito no Oriente Médio, a tendência é vermos um impacto persistente sobre os combustíveis e os alimentos. O aumento expressivo dos fertilizantes observado recentemente, por exemplo, pode afetar os preços dos produtos in natura já no curto prazo. Da mesma forma, a alta recente do diesel impacta os custos de transporte. É importante observar ainda que o mercado de trabalho aquecido e a expectativa de uma leve desvalorização do real serão fatores adicionais de pressão sobre a inflação”, avaliou Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

O que puxou a alta

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta em abril.

O IPCA-15 estima a variação de preços coletados entre meados do mês anterior até meados do mês de referência na comparação com o período imediatamente antecedente.

A alta da gasolina (6,23%) foi o principal impacto individual no IPCA-15 do mês (0,32 ponto percentual), após ter recuado 0,08% em março. No grupo Transportes, destaque ainda para os aumentos nos preços do óleo diesel (16%) e etanol (2,17%).

Na Habitação, a energia elétrica residencial teve alta de 0,68% em abril, ante 0,29% de março.

Entre os alimentos, as maiores altas foram da cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%). No lado das quedas, destaque para maçã (-4,76%) e o café moído (-1,58%).

Principais impactos no IPCA-15 de abril

Subitem – GeralVariação mensal (%)Impacto (p.p.)
Gasolina6,230,32
Leite longa vida16,330,11
Óleo diesel160,04
Tomate13,760,03
Energia elétrica residencial0,680,03
Refeição0,650,02
Plano de saúde0,490,02
Perfume1,830,02
Cebola16,540,02
Lanche0,870,02
Plano de telefonia móvel1,310,02
Empregado doméstico0,590,02
Cenoura25,430,02
Etanol2,170,02

 

  

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