
Os novos valores, relativos aos salários de janeiro, deverão ser recolhidas apenas em fevereiro, uma vez que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição referente ao mês anterior (Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
O Brasil registrou a criação de 228.208 postos de emprego formal em março de 2026, resultante de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos. Os dados integram o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira, 29.
O resultado no mês ficou acima da expectativa apontada por economistas em pesquisa da Reuters. Era estimada criação líquida de 150 mil vagas.

Em análise, a 4intelligence afirma que os dados demonstram como o mercado de trabalho segue aquecido. “Vale lembrar de que boa parte destes trabalhadores se desligou a fim de se admitir em outros lugares sob condições mais vantajosas, sendo um sinal de que estão encontrando maior oferta de vagas”, diz a empresa.
Já o economista Antonio Ricciardi, do banco Daycoval, destaca que os dados de março ainda não repercutem os impactos da guerra no Oriente Médio. “A economia brasileira passava por um choque positivo sobre atividade econômica decorrente da isenção de imposto de renda e da valorização do salário mínimo no começo do ano”, acrescenta. “Esses fatos devem resultar no mercado de trabalho mais fraco durante 2026, principalmente no final do ano.”
No acumulado em 2026, o Brasil registrou um saldo total de 613.373 postos de trabalho. Em 12 meses, ou seja, entre abril de 2025 e março deste ano, acumula 1.211.455 novos empregos formais.
O estoque, ou seja, a quantidade total de trabalhadores com vínculo formal de trabalho ativo, atingiu 49.082.634 no mês, uma variação positiva de 0,47% em relação ao estoque do mês anterior e de 2,6% na comparação com março de 2025.
Em relação às Unidades Federativas, apenas Sergipe, Mato Grosso e Alagoas apresentaram resultado negativo na comparação com o mês anterior, conforme mostra o gráfico:

Empregos no agro recuam
Entre os agrupamentos econômicos monitorados, apenas Agropecuária registrou variação negativa, com fechamento de 18.096 postos. Serviços apresentou o maior crescimento (+152.391), seguido por Construção (+38.316), Indústria (+28.336) e Comércio (+27.267).
O resultado negativo no agro decorre sobretudo da desmobilização do Cultivo de Maçã (-7.098), do Cultivo de Soja (-5.048) e do Cultivo de Laranja (-4.810).
Salário médio
Os dados apontam ainda uma diminuição no salário médio de admissão na comparação com o mês anterior. O valor em março foi de R$ 2.350,83, ou seja, 0,7% menor do que em fevereiro (R$ 2.368,33).
O resultado foi pior para os trabalhadores não-típicos (aprendizes, intermitentes e temporários), cujo salário médio de contratação foi de R$ 2.019,09 (14,1% menor que o valor médio). Para os considerados típicos (com vínculo padrão da CLT), foi de R$ 2.397,89 (2% acima do valor médio).
https://istoedinheiro.com.br/brasil-emprego-trabalho-caged-marco-2026
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