
- (Crédito: Divulgação)
Líder no mercado de sucos de laranja integral no Brasil, a The Natural One apostou em um caminho diferente para depender menos da sazonalidade e garantir laranjas durante todo o ano: verticalizou o processo e comprou 6 mil hectares de pomares para se tornar autossuficiente na produção da fruta.
A cadeia produtiva da laranja vem passando por desafios cada vez maiores no cultivo da fruta. O maior deles é o greening, doença causada pelo inseto Diaphorina citri, que fez com que muitos produtores trocassem a região de São Paulo pelo Mato Grosso para escapar da praga, que amarela as folhas e prejudica a qualidade da laranja.
Rafael Ivanisk, CEO da companhia, destacou que o greening combinado com fatores climáticos fizeram com que a empresa investisse na compra desses pomares para ter acesso a laranja o ano inteiro, não só durante a safra da fruta, que vai de junho a janeiro.
“A gente sempre teve medo de crescer e, de repente, ficar sem a fruta para o fornecimento para o Brasil. A laranja é responsável por metade do nosso faturamento, então a gente não poderia pensar em expandir no Brasil e no exterior sem essa garantia”, apontou o executivo.
Com isso, a companhia se tornou autossuficiente na produção da fruta, que é responsável por 52% do faturamento da companhia, que atingiu R$ 1 bilhão em 2025. A verticalização fez com que a margem da companhia crescesse entre 20% e 25%. Em 2025 a companhia usou 4 milhões de caixas de 40,8 kg de laranja na produção.
A companhia foi fundada em 2014 por Ricardo Ermírio de Moraes, herdeiro do Grupo Votorantim e ex-CEO da Citrosuco, e, atualmente, conta com Edson Ignácio e o fundo Gávea como sócios. Hoje a empresa distribui sucos para mais de 11 países. Atualmente, a The Natural One tem uma fábrica na cidade de Jarinu (SP) e conta com mais de 350 funcionários diretos e 300 indiretos, sendo capaz de produzir 200 milhões de litros de bebidas por ano.
Produto mais homogêneo

Um dos desafios da companhia, que comprava laranjas de produtores parceiros nos estados de São Paulo e Minas Gerais, era garantir um produto homogêneo nas prateleiras durante o ano inteiro.
O executivo explica que a estratégia é fazer uma mistura ideal entre as laranjas mais doces, que geralmente saem de Minas, e as mais ácidas, que vem de São Paulo. Com o controle de toda a produção, ele aponta que a companhia hoje sabe o momento certo da colheita e quais são as árvores com as frutas mais maduras.
“A combinação de variedades diferentes de frutas é o que nos permite corrigir as variações da safra e garantir o blend mais homogêneo e padronizado possível para o consumidor final”, apontou.
Outra mudança estrutural é que a empresa passava por muitas incertezas durante a entressafra da fruta, que acontece entre fevereiro e maio, e que isso foi sanado por conta de um melhor processo de estocagem. “Passamos a ter a capacidade de espremer a fruta de boa qualidade durante a safra e estocá-la para que seja vendida na entressafra”, contou.
A empresa em números
- A expectativa para 2026 é crescer 30%, atingindo a meta de faturamento de R$ 1,3 bilhão;
- A empresa detém 24% de market share no Brasil dentro do segmento de sucos 100% naturais, ocupando a liderança;
- 90% do faturamento da empresa acontece por conta do mercado interno e 10% vem da operação internacional, com presença em 11 países
- O suco de laranja é responsável por 52% no faturamento, mas no passado já chegou a representar 65%.
Empresa promete lançar linha zero açúcar
Já na outra ponta da produção, nas prateleiras, a empresa quer entrar no mercado de bebidas funcionais com novos produtos em 2026. Depois de se consolidar como a líder de mercado em sucos integrais, sem açúcar adicionado, a aposta é apostar no mercado wellness, com opções zero açúcar e proteicas.
Além da linha Fresh, lançada em 2025, com menos calorias, a marca quer lançar em 2026 o suco de laranja zero açúcar e estuda o lançamento de chás e opções de sucos proteicos nos próximos anos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário