terça-feira, 1 de abril de 2025

CDBs do Master serão honrados nas condições em que foram emitidos, diz presidente do BRB

 Paulo Henrique Costa, BRB: 'O início do ciclo de queda de ...

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, afirmou nesta terça-feira, 1º de abril, que os termos dos CDBs emitidos pelo Banco Master serão mantidos e honrados se a operação entre as duas instituições financeiras for adiante. “Todos os CDBs que já estão emitidos serão honrados pelas condições e pelas taxas de juros em que eles foram adquiridos”, garantiu em entrevista à GloboNews.

O Banco Master é conhecido por emitir CDBs com taxas superiores à média do mercado. O BRB pretende comprar 58% das ações da instituição por aproximadamente R$ 2 bilhões. Dos papéis, 49% serão ações ordinárias, com direito a voto, e 100%, preferenciais.

Segundo o executivo, uma vez que a operação entre o BRB e o Master seja aprovada pelas autoridades, os novos CDBs emitidos tenderão a ter taxas menores.

“As taxas que esse novo conglomerado vai praticar – em sendo aprovado pelos devidos órgãos reguladores – serão bem mais baixas, mais compatíveis com as que o BRB pratica hoje”, disse Costa, acrescentando que o custo de captação médio do BRB é de 98% do CDI. “Os novos CDBs emitidos virão com uma taxa mais compatível com a taxa de mercado, com o perfil desse novo banco, portanto, com taxas muito próximas do próprio CDI”, comentou.

O presidente do BRB também disse que, embora após a operação o banco passe a deter “metade menos um” de participação no Master, está previsto um acordo de acionistas que garante ao banco público um “voto afirmativo”, semelhante a um poder de veto, sobre questões do dia a dia da nova empresa.

“Gestão de orçamento, planejamento estratégico, apetite a risco, contratação de executivos e conselheiros, aquisição ou venda de ativos, prestação de garantias: todas essas matérias passam a depender de um posicionamento do BRB. O Master passa a fazer parte do conglomerado prudencial do BRB”, afirmou o executivo.

Costa foi questionado sobre o preço que o BRB pagará na operação, diante da notícia, divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, de que BTG Pactual teria oferecido um valor simbólico para ficar com o Master, de somente R$ 1.

“As pessoas precisam entender a operação. Está comprando 58% do Banco Master e pagando 75% do valor de patrimônio líquido, com uma série de condições precedentes para que a operação aconteça”, disse Costa.

Ele mencionou que o patrimônio do Master é de R$ 4,2 bilhões, e que o BRB pagará cerca de R$ 2,1 bilhões na operação – valor que pode diminuir até o fechamento do negócio.

Além disso, apontou que uma das condições precedentes para a aquisição avançar é um aumento de capital de R$ 2 bilhões por parte do Master. “Se estou pagando R$ 2,1 bilhões e ele tem a obrigação de realizar aumento de capital de R$ 2 bilhões, acho que cada um consegue chegar à conclusão de qual é o valor exato que o BRB está pagando”, acrescentou.

Alckmin: Brasil deve aguardar anúncio dos EUA sobre tarifas para depois decidir linha de ação

 

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira, 1º de abril, que o Brasil deve aguardar o anúncio que os Estados Unidos farão nesta quarta-feira, 2, sobre o plano tarifário para decidir qual será a linha de ação do governo brasileiro.

Em entrevista a jornalistas, Alckmin disse que o País tem o dever de proteger e fortalecer a economia brasileira e classificou o relacionamento com os Estados Unidos como “importante”, já que é para lá que exporta mais produtos de valor agregado.

O vice-presidente voltou a dizer que o Brasil não é um problema para os norte-americanos e que o caminho e a disposição são sempre pelo diálogo. “O comércio foi o que estimulou as civilizações, o comércio é civilizatório, ele traz desenvolvimento, aproxima povos; é extremamente positivo e a disposição do Brasil é aberta ao diálogo e a fortalecer o comércio exterior”, comentou.

Sobre o relatório divulgado na segunda-feira pelo governo americano sobre barreiras comerciais, que citou o Brasil, Alckmin afirmou que o documento repete questões que já são antigas para a pauta americana. No caso do etanol, por exemplo, o ministro reconheceu que a tarifa cobrada pelo Brasil é mais alta, mas ponderou que os produtores brasileiros não conseguem “entrar tanto” nos Estados Unidos com a venda de açúcar. “Então é o diálogo, esse é o bom caminho”, afirmou.

Ainda segundo Alckmin, quando conversou com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, os representantes do governo Trump não colocaram “questões específicas” sobre o comércio com o Brasil, mas um panorama mais geral.

“Então vamos aguardar qual a medida que os Estados Unidos vão tomar – e não só em relação ao Brasil, mas em relação ao mundo”, disse ele. “O diálogo é permanente, o País aberto ao diálogo, defensor do comércio exterior, da aproximação entre os povos, não tem litígio com ninguém, é o ganha-ganha”, concluiu.

Marisa registra lucro de R$ 5,8 milhões e encerra sequência de prejuízos

 


Imagem destaque: Marisa registra lucro de R$ 5,8 milhões e encerra sequência de prejuízos
Crédito: Divulgação



 Como resultado da reestruturação da companhia, a Marisa registrou no quarto trimestre de 2024 um lucro líquido na casa dos R$ 5,8 milhões, encerrando uma sequência de 12 trimestres de prejuízos consecutivos, segundo a Reuters. O lucro, após prejuízo de R$ 112 milhões no quarto trimestre de 2023, também foi ajudado pela contabilização não recorrente de créditos tributários, o que ajudou a linha “outras receitas (despesas) operacionais”, que teve um resultado líquido positivo de R$ 43,9 milhões, contra um desempenho negativo de R$ 64,4 milhões um ano antes. A receita líquida no trimestre cresceu 13% ano a ano, para R$ 468,4 milhões, com expansão de 19% nas vendas mesmas lojas. Na base trimestral, a receita aumentou quase 34%.

  A Marisa reduziu significativamente os investimentos em 2024, para R$ 4,4 milhões, de R$ 15,7 milhões um ano antes, redirecionando os recursos financeiros para a quitação de dívidas com fornecedores e para a reestruturação de lojas e áreas administrativas. No quarto trimestre, houve uma queda de 64% no investimento, para R$ 800 mil. No período, a Marisa redefiniu seu público-alvo, normalizou a cadeia de fornecedores e ajustou o sortimento de produtos. Segundo o presidente-diretor Edson Garcia, a empresa vai buscar aumentar sua participação de mercado em 2025, mesmo com o cenário mais desafiador do ponto de vista macro, com juros e inflação em patamares ainda elevados, além da perspectiva de desaceleração da economia.

 

 https://gironews.com/redes-shopping/marisa-registra-lucro-liquido-de-r-58-milhoes-e-encerra-sequencia-de-prejuizos-consecutivos/

Entregas de fertilizantes em janeiro somam 3,7 milhões de t, diz Anda

 ANDA - Associação Nacional para Difusão de Adubos | LinkedIn

São Paulo, 4 – As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro em janeiro de 2025 somaram 3,69 milhões de toneladas, 0,1% abaixo de igual mês de 2024, informou nesta terça-feira a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em nota. Conforme Anda, Mato Grosso concentrou o maior volume de fertilizantes entregues (27,8%), com 1 milhão de toneladas, seguido do Paraná (532 mil toneladas), Goiás (441 mil toneladas), Minas Gerais (364 mil toneladas) e São Paulo (321 mil toneladas).

A Anda disse, ainda, que a produção nacional de fertilizantes intermediários em janeiro de 2025 foi de 647 mil toneladas, um crescimento de 21,8% ante o mesmo mês de 2024, quando foram fabricadas 531 mil toneladas.

As importações de fertilizantes intermediários alcançaram em janeiro 3 milhões de toneladas, um aumento de 2,5% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram internalizadas 2,93 milhões de toneladas.

Itaú vê tendência positiva para preço de criptos no médio e longo prazos

 

A tendência de preço para criptoativos como bitcoin é positiva no médio e longo prazos, afirmou nesta terça-feira o “head” da Itaú Digital Assets, Guto Antunes, em meio a uma série de mudanças significativas no setor, incluindo a adoção institucional.

“O cripto ainda é muito volátil, mas tende a ser menos ao longo do tempo, com as instituições entrando”, afirmou em encontro com jornalistas nesta terça-feira, referindo-se a atuação de grupos como BlacRock, maior gestora global de ativos, que tem distribuído ETFs ligados a ativos digitais.

“No curto prazo, existe um risco sim, muito mais em relação ao mercado como um todo. Mas no médio prazo vemos boas perspectivas por essa questão de adoção institucional e que já acaba gerando esse catalisador de novos clientes do varejo”, afirmou o executivo que comanda a unidade de negócio do Itaú Unibanco responsável pelo processo de transformação de ativos em representações digitais, os chamados tokens.

Nesta terça-feira, o bitcoin era transacionado a US$85.098,81, em alta de mais de 3%, mas contabilizava uma queda de 12% no acumulado do ano, após ter fechado 2024 com uma valorização de 120%. Em janeiro de 2025, a maior moeda digital do mundo renovou máxima histórica intradia, a US$109.071,86

Posicionamentos de governo mais favoráveis a moedas eletrônicas, entre eles os Estados Unidos, iniciativas de reserva nacional de bitcoin e regulações ficando mais claras também foram citadas por Antunes como mudanças significativas que apoiam perspectivas positivas quanto à evolução desse mercado em 2025.

O executivo citou que, no cenário de evolução global do mercado cripto, o Brasil tem se destacado como uma potência, em razão de aspectos como regulação evolutiva e crescente adoção dos ativos, além de infraestrutura e tecnologia mais avançada. “O Brasil já é reconhecido, sim, como líder dessa agenda de ativos digitais”, afirmou, evitando dar detalhes sobre a operação de criptomoedas do Itaú.

O Itaú Unibanco começou a oferecer bitcoin e ethereum para negociação na sua plataforma de investimentos íon no final de 2023, ampliando para toda a sua base de clientes dentro do aplicativo do banco cerca de um ano depois. Os ativos digitais estão custodiados no próprio banco.

Comissão Europeia multa montadoras em 458 mi de euros por investigação de reciclagem de carros

 

A Comissão Europeia multou 15 fabricantes de automóveis e a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) em um total de cerca de 458 milhões de euros por participarem de uma organização de longa duração de reciclagem de veículos em fim da vida útil, que são os carros que não estão mais aptos para uso. Apesar do envolvimento, a gigante alemã Mercedes-Benz não foi multada, pois revelou o cartel à Comissão sob o programa de leniência. Todas as outras montadoras admitiram ligação com o cartel e concordaram em resolver o caso.

A investigação da Comissão revelou que, por mais de 15 anos, as montadoras e a ACEA firmaram acordos anticompetitivos e se envolveram em práticas concertadas relacionadas à reciclagem desse tipo de veículo.

A vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Teresa Ribera, responsável pela política de concorrência, disse que não serão tolerados cartéis de nenhum tipo, o que inclui “aqueles que suprimem a conscientização do cliente e a demanda por produtos mais ecológicos”.

Comissão do Senado aprova projeto que autoriza Brasil responder a tarifaço de Trump

 

Uma comissão do Senado aprovou nesta terça-feira, 1º de abril, um projeto que estabelece critérios para a reação do Brasil a barreiras e imposições comerciais de nações ou blocos econômicos contra o país, como o tarifaço que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem imposto a setores e produtos globalmente, e que também já atingiu o Brasil.

O texto, de autoria do senador oposicionista Zequinha Marinho (PL-PA), contou com apoio tanto de senadores da base como da oposição ao passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em regime terminativo — ou seja, se não houver recurso para apreciação em plenário, seguirá diretamente à Câmara dos Deputados.

A proposta estabelece medidas de resposta a decisões unilaterais de outros países que impactem negativamente a competitividade brasileira.

A relatora da proposta, a também senadora oposicionista Tereza Cristina (PP-MS), disse que a legislação não é apenas referente aos Estados Unidos, mas contempla todos os mercados com os quais o Brasil faz comércio exterior.

“Não é uma retaliação, é uma proteção quando os produtos brasileiros forem retaliados”, afirmou.

Com a proposta, o Brasil terá a possibilidade de adotar contramedidas na mesma base das determinações adotadas contra o país, segundo a senadora.

Ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, a senadora disse que atualmente o Brasil tem um “problema sério” com a União Europeia no setor agropecuária que afeta diretamente os produtos brasileiros, e também lembrou que deve haver um pacote tarifário de Trump contra o país.

“Aí então o governo brasileiro tem ferramentas para contrapor quando essas medidas forem desarrazoadas ao nosso mercado“, destacou.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), defendeu que a proposta é um “excelente texto”. Randolfe disse que vai buscar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pedir tramitação em regime de urgência do texto na Casa e que vá ao plenário para apreciação dos deputados já na quarta-feira.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, elogiou a aprovação da proposta.

“Ter um arcabouço jurídico-legal é positivo”, disse em entrevista a jornalistas ao participar de feira do setor de defesa no Rio de Janeiro. “A iniciativa do Senado procura preservar o interesse do Brasil“.