quinta-feira, 27 de março de 2025

Exploração de petróleo na Margem Equatorial atrairia US$ 56 bi em investimentos, diz estudo

 

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Pietro Mendes, apresentou um estudo que prevê a geração de US$ 56 bilhões em investimentos, uma arrecadação governamental de US$ 200 bilhões e mais de 300 mil empregos com a liberação da exploração na Margem Equatorial brasileira. No documento, Mendes destaca que a licença do Ibama para que a Petrobras inicie atividades no local precisa sair até abril deste ano para que a perfuração seja concluída até outubro, quando vence o contrato da sonda que será deslocada da bacia de Campos para o Amapá, afretada da Foresea.

O mercado espera que, após o retorno do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do Japão, uma reunião entre ele, ministros e o presidente do Ibama resolva o impasse. Isso poderia impulsionar as ações da Petrobras, caso se confirme a emissão da licença.

A exploração da Margem Equatorial é fundamental para a Petrobras recompor as reservas de petróleo no Brasil, que começarão a declinar na próxima década.

“O único ponto pendente do processo de licenciamento é o tempo de resposta a eventual fauna oleada, que está sendo equacionado pela Petrobras com a construção do novo Centro de Reabilitação de Despetrolização de Fauna (CRD)”, informa a apresentação, realizada enquanto Pietro, também presidente do Conselho de Administração da Petrobras, exercia o cargo de ministro interino, em substituição a Alexandre Silveira, que estava em viagem com o presidente Lula ao Japão.

A partir de 7 de abril, o CRD poderá ser vistoriado, informa o estudo.

‘Novo pré-sal’

O documento destaca que a Margem Equatorial pode conter um “novo pré-sal”, em similaridade com as descobertas da Guiana e Suriname, e que o poço que será perfurado, o FZA-M-59, foi adquirido em uma licitação do governo (11ª Rodada de Licitações) pela Petrobras, com 30%, e a BP, com 70%.

Por este motivo, argumenta o estudo, não há porque haver negativa da licença.

A demora da emissão da licença ambiental fez a BP desistir da parceria com a Petrobras, em 2021.

Ainda na apresentação, Mendes destaca que os recursos destinados para a bacia Foz do Amazonas, pela Petrobras, equivalem ao dobro dos empregados nas bacias de Campos e Santos para centenas de poços. “É a maior estrutura de resposta do País”, informou.

Segundo o estudo, a Petrobras já investiu R$ 1 bilhão na perfuração do poço, sendo o aluguel da sonda estimado em cerca de US$ 400 mil por dia.

PlatôBR: discórdia em rede social leva a renúncia no conselho da Porto Seguro

 

Felipe Mendes - Do PlatôBRi


Um tuíte na conta da Mises Capital, perfil anônimo sobre bitcoin no X (antigo Twitter), gerou um desentendimento que culminou com um pedido de renúncia no conselho da seguradora Porto nesta terça-feira, 25. O tuíte original era um pedido de desculpas da Mises Capital ao perfil de Rafael Ferri, fundador da gestora GTF Capital e figura polêmica do mercado de capitais.

Pedro Cerize, criador da Skopos Investimentos e um dos gestores mais conhecidos do mercado, decidiu respondê-lo, mencionando Ferri:

“O Mises tem a pele muito fina para brigar com um porco”, afirmou em seu perfil pessoal no X. “Eu já mandei avisar que se um dia o Ferri chegar na minha frente e se dirigir a minha pessoa eu vou socá-lo. Simples (sic)”, escreveu.

Investidor da Porto desde 2006, Cerize não contava que Ferri levaria o tuíte em tom intimidador à diretoria da Porto. Valendo-se da política de ética e conduta da empresa, que veda qualquer tipo de assédio e insinuações de agressão por colaboradores ou administradores, Ferri ligou para canais de denúncia de relações com investidores da empresa e cobrou um pronunciamento oficial.

Não foi preciso. Cerize, ao saber do contato insistente de Ferri, optou por renunciar ao cargo no conselho de administração da empresa na tarde da terça-feira, 25.

Leia a reportagem completa no PlatôBR.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Melhoria da alimentação em época de crises é tema de cúpula em Paris

 Nutrition for Growth (N4G) Summit 2025

A cúpula Nutrition for Growth (Nutrição para o Crescimento) começa nesta quinta-feira (27), em Paris, com a proposta de buscar uma alimentação melhor em um contexto global de crises e de mudanças climáticas. Representantes governamentais de pelo menos 76 países devem participar do evento.

O encontro, realizado a cada quatro anos desde 2013, reúne ainda representantes de organismos internacionais, da sociedade civil, academia e empresas. Um dos principais objetivos é firmar compromissos financeiros e políticos que garantam uma alimentação adequada para milhões de pessoas.

No último evento, em Tóquio, em 2021, foram firmados 396 compromissos por 181 entidades, em um total de 27 bilhões de dólares. Estima-se, no entanto, que sejam necessários investimentos de cerca de 13 bilhões de dólares por ano, para se atingir uma alimentação adequada para todos.

Para esta edição do evento, estão previstos compromissos financeiros de bancos públicos de desenvolvimento, entidades filantrópicas e empresas, como a francesa Edenred, que oferece entre seus serviços, o tíquete-restaurante implantado no Brasil há seis décadas. 

Seu compromisso envolve uma meta de garantir 100 mil refeições até o fim do ano, para o Programa Mundial de Alimentação (WFP), por meio de contribuições voluntárias de seus clientes. A empresa usará sua rede de comunicação com os usuários dos cartões alimentação para sensilibilizá-los a doar pelo menos 80 centavos de dólar, no momento do pagamento de suas próprias refeições. 

Temas

Entre os temas deste ano estão o enfrentamento à insegurança alimentar e a oferta de uma nutrição mais adequada, em momentos de crise, como conflitos armados que geram impactos na produção de alimentos e na migração forçada de pessoas.

“A situação internacional é muito diferente daquela que tínhamos em 2021, agora com uma guerra massiva aqui na Europa [conflito entre Rússia e Ucrânia], que provocou uma crise alimentar mundial e que teve também consequências financeiras com a crise inflacionária das commodities”, afirma o secretário-geral da cúpula, Brieuc Pont.

Muitos países que têm a capacidade de financiamento do desenvolvimento, estão agora privilegiando despesas de defesa para se proteger, diz o secretário-geral. “Então existe esse desafio que é procurar financiamento para a nutrição.”

As mudanças climáticas são outro tema do evento. Para Brieuc Pont, é importante investir em alternativas para os modelos atuais de produção de alimentos que geram grande impacto na emissão de gases do efeito estufa, no consumo da água e no esgotamento do solo.

“Nossa ideia é realmente tentar incentivar a preservação de sistemas de produção locais para enriquecer os ecossistemas comerciais de produção locais, para as que as pessoas não dependam de alimentos ultraprocessados, de produção massiva, de uma produção industrial de alimentos”, acrescentou.

O primeiro-ministro francês, François Bayrou, participará da abertura da cúpula, na manhã desta quinta, juntamente com a primeira-dama brasileira, Janja Lula da Silva. 

Também participará da sessão de abertura o rei de Lesoto, Letsie III. Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que Lesoto era um “país do qual ninguém ouviu falar”, ao anunciar, perante o congresso americano, que cortaria a ajuda financeira milionária à nação africana.

*O repórter viajou a convite da Embaixada da França no Brasil

Ação educativa oportuniza trocas de informações entre Brasil e África

 Serge KATEMBERA RHUKUZAGE | PhD Sociology | Federal ...

A assimilação, por parte da sociedade, da importância dos princípios democráticos pode ser mais importante do que a consolidação de uma democracia institucionalizada. A avaliação é do pesquisador Serge Katembera, que participa nesta semana da atividade formativa “Cultivar Direitos: saberes e práticas para temas emergentes”, promovida na sede da Organização Não Governamental (ONG) Ação Educativa, em São Paulo.

A programação teve início nesta terça-feira (25) e se estende até a próxima sexta-feira (28). Foram convidados representantes do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos da Angola.

Um dos objetivos do intercâmbio é facilitar o compartilhamento de percursos e referências entre países do continente africano e o Brasil em esferas como a mudança do clima, igualdade de gênero e tecnologia.

Katembera, que é franco-congolês e realizou parte de sua trajetória acadêmica no Brasil, percebe que há, atualmente, uma arapuca relevante, por sua capacidade de capturar e estrangular mecanismos que garantem a manutenção de um regime democrático em um país. Para ele, o problema surge quando se pressupõe que a democracia é um interesse da sociedade civil como um todo. 

“É perigoso isso, porque dentro dela há grupos antidemocráticos”, explica o sociólogo, que se especializou na área de democratização e consolidação da democracia na África francófona. 

O pesquisador é um dos especialistas que integram as rodas de conversa, que teve a presença de outros participantes, como o advogado de direito internacional Jefferson Nascimento e a ex-secretária executiva do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos Élida Lauris. 

“O que a gente está observando é exatamente uma regressão da democratização da sociedade”, resume Katembera. 

Uma das histórias lembradas por ele, que hoje aprofunda seus estudos sobre o impacto das novas tecnologias da informação e do ciberativismo, foi a vez em que estava com dois amigos, na República Democrática do Congo, e foram abordados por agentes de segurança pública. Segundo Katembera, o que determinou seu destino foi a rápida opção por se comunicar com os agentes em uma língua da sua etnia, considerada superior por quem estava então no poder, em vez de falar a língua de seus amigos, pertencentes a outra. 

Katembera relatou, ainda, aos participantes do curso ministrado na capital paulista, que também já foi parado por agentes em Senegal, porque tirava fotos diante de uma instituição militar. Segundo ele, isso exemplifica como em alguns países, até recentemente ou mesmo na atualidade, remanesce um clima de suspeita de tentativas de espionagem e, com isso, de hipervigilância.

 “O grande fracasso é que a gente está indo no sentido contrário. Não só no Brasil, mas no mundo, nos Estados Unidos”, afirma o acadêmico, que adota como uma de suas ferramentas de trabalho os relatórios produzidos pela Human Rights Measurement Initiative (https://humanrightsmeasurement.org/), que coleta, monitora e repercute indicadores de direitos humanos de 196 países.

Conseleite/RS: preço do leite para março é projetado em R$ 2,5214 o litro

 

São Paulo, 26 – O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite) projetou em R$ 2,5214 o valor de referência do litro de leite em março no Estado. A informação foi divulgada pelo Conseleite em nota.

O estudo, divulgado nesta quarta-feira, 26, indica uma elevação de 0,62% em relação ao projetado para o mês de fevereiro que foi de R$ 2,5058 o litro.

Os dados levam em conta os primeiros 20 dias do mês e foram realizados com base nos novos parâmetros de cálculo implementados em janeiro deste ano.

O valor consolidado do mês de fevereiro de 2025 ficou em R$ 2,4972, 1,03% acima do consolidado de janeiro (R$ 2,4718).

Durante a reunião, o Conseleite também divulgou os dados compilados com base nos parâmetros de 2021, estratégia adotada para garantir uma transição segura entre os dois modelos de cálculo. Nesta modalidade, o valor de referência do litro de leite projetado para março ficou em R$ 2,5303 frente a um projetado de fevereiro de R$ 2,5247. O consolidado de fevereiro fechou em R$ 2,5145.

Japão propõe ações para acelerar abertura comercial à carne brasileira

 


O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, propôs ações para acelerar a abertura do mercado japonês à carne bovina do Brasil. A demanda histórica dos produtores brasileiros foi um dos temas do encontro entre Ishiba e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em visita da Estado a Tóquio, capital japonesa.

O premiê sugeriu a formação de um grupo para o acompanhamento do setor e manifestou a disposição de enviar especialistas sanitários para coletar informações e avançar mais rapidamente para as próximas etapas de abertura do mercado. Um dos objetivos da viagem de Lula era, de fato, conseguir o compromisso político do Japão de enviar uma missão técnica para inspecionar as condições da produção de carne bovina do país.

O Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome, o que representa aproximadamente US$ 4 bilhões ao ano. Desse total, 80% são importados dos Estados Unidos e da Austrália, históricos aliados do país. No caso do Brasil, o processo de negociação para exportar a carne bovina ao Japão vem sendo conduzido há mais de 20 anos. O último protocolo já está sendo debatido há cinco anos.

Em maio de 2024, o Brasil se tornou livre de febre aftosa sem vacinação animal. O status abre caminho para que o Brasil possa exportar carne bovina para países como o Japão e a Coreia do Sul, por exemplo, que só compram de mercados livres da doença sem vacinação. Por outro lado, o fim da vacinação exigirá protocolos mais rígidos de controle sanitário por parte dos estados.

A homologação do novo status sanitário deve ocorreu em maio deste ano, durante a assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O ciclo de vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa no Brasil começou há mais de 50 anos e o último registro da doença ocorreu em 2006. Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, de Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso têm o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA.

A carne é o quarto principal item da pauta de exportações brasileira, atrás apenas da soja, do petróleo bruto e minério de ferro.

Agenda

Lula chegou ao Japão na segunda-feira (24) e, na terça-feira (25) de manhã, participou da cerimônia de boas-vindas, com honras militares, no Palácio Imperial, na capital japonesa. Após reunião reservada com o casal imperial e almoço privado, o presidente se encontrou com empresários brasileiros ligados à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) para debater a abertura do mercado japonês ao setor.

Lula participou ainda de jantar oferecido a ele e à primeira-dama Janja Lula da Silva pelo imperador do Japão, Naruhito, e a imperatriz Masako. Na ocasião, pediu o “firme engajamento” do Japão na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que será realizada em novembro, em Belém, no Pará.

Nesta quarta-feira (26), o presidente teve o dia mais cheio da visita ao Japão, que está 12 horas à frente do horário oficial de Brasília. A agenda começou com representantes de sindicatos japoneses. Em postagem nas redes sociais, Lula afirmou que o objetivo foi falar de questões trabalhistas e de como melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores no Brasil e no Japão.

O presidente também falou no Fórum Empresarial Brasil-Japão. Pelo lado brasileiro, estiveram presentes empresários dos setores de alimentos, agronegócio, aeroespacial, bebidas, energia, logística e siderurgia. No evento, Lula convocou os japoneses a investirem no Brasil e criticou o crescimento do negacionismo climático e do protecionismo comercial. Foi anunciado acordo da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) com a ANA, maior companhia aérea japonesa, para a compra de 20 jatos E-190.

Após outras reuniões bilaterais, Lula se encontrou com o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, no Palácio Akasaka, para firmar os compromissos entre os dois países. Foram dez acordos de cooperação em áreas como comércio, indústria e meio ambiente, além de 80 instrumentos entre entidades subnacionais como empresas, bancos, universidades e institutos de pesquisas. Os dois países também anunciaram um plano de ação para revitalizar a Parceria Estratégica Global, um nível mais elevado nas relações diplomáticas estabelecidas desde 2014. Na sequência, foi oferecido um jantar a Lula e à comitiva.

A equipe brasileira em Tóquio é composta pelo presidente, a primeira-dama Janja, ministros, parlamentares, empresários e sindicalistas. A visita prossegue até quinta-feira (27), quando o presidente parte para Hanói, no Vietnã, para a segunda parte da viagem à Ásia.

Renovação contratual de distribuidoras permitirá alta a R$ 40 bi em investimentos, diz Aneel

 

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, disse que a renovação contratual para as distribuidoras vai permitir o aumento de investimentos de R$ 20 bilhões para R$ 40 bilhões. Ele também mencionou que haverá melhora significativa na resiliência de redes e declarou que haverá uma “onde digitalização” no setor de distribuição.

Feitosa participou de um painel do “CNN Talks”, evento da CNN Brasil que, na edição desta quarta-feira, 26, discute os desafios para a infraestrutura do País.