quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

AgroGalaxy emite R$ 213,3 milhões em debêntures para pagar fornecedores

 

A tempestade voltou!" AgroGalaxy pede recuperação judicial e ...

A AgroGalaxy aprovou a emissão de R$ 213,3 milhões em debêntures para pagamento de credores fornecedores no âmbito do plano de recuperação judicial, conforme Fato Relevante divulgado nesta quarta-feira, 17, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A operação não traz recursos novos para o caixa. Na prática, substitui dívidas antigas por títulos de longo prazo com condições mais favoráveis à varejista de insumos.

A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração, com aprovação unânime dos cinco conselheiros presentes, incluindo o presidente do colegiado, Sebastian Marcos Popik, e o CEO da companhia, Eron Martins.

As debêntures terão vencimento final em 30 de junho de 2035, correção apenas pelo IPCA, sem pagamento de juros reais, e carência até 31 de dezembro de 2027. “A emissão tem por finalidade entregar novos instrumentos de dívida aos credores colaboradores fornecedores”, diz o texto.

Após a carência, o pagamento da correção monetária ocorrerá semestralmente, em junho e dezembro, e a amortização do principal será feita em 16 parcelas. Os títulos são quirografários, sem garantias reais, e serão integrados por meio da cessão de créditos que os fornecedores têm com a AgroGalaxy, não por pagamento em dinheiro. Também poderão participar credores financeiros com fluxo de grãos e credores controladores, conforme definido na escritura da emissão.

O Santander coordenará a distribuição, sem garantia de colocação integral dos títulos, enquanto a Vórtx atuará como agente fiduciário, responsável por acompanhar a operação e representar os interesses dos credores.

A emissão faz parte do plano de recuperação judicial aprovado por 82,4% dos credores em 2024 e homologado pela Justiça em 30 de maio de 2025. O plano prevê o reperfilamento de R$ 4,6 bilhões em dívidas, com carência de dois a três anos e amortização estendida por até 16 anos.

No terceiro trimestre de 2025, a AgroGalaxy registrou receita líquida de R$ 417,9 milhões, queda de 65,7% ante igual período de 2024, reflexo do fechamento de mais de 100 lojas desde o início da recuperação judicial. O prejuízo líquido ajustado foi de R$ 611,8 milhões, redução de 61,2% na comparação anual. As despesas operacionais caíram 69%, para R$ 56 milhões no trimestre.

BC reforça compromisso com meta de 3% em nota de acompanhamento sobre descumprimento do alvo

 

O Banco Central reforçou o seu compromisso de fazer a inflação convergir ao centro da meta, de 3%, em uma carta de acompanhamento sobre o descumprimento do alvo, publicada no Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta quinta-feira, 18. A autarquia destacou que suas decisões são pautadas para atingir a meta no horizonte relevante.

“O reenquadramento da inflação dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta”, diz o RPM.

No texto, o BC destacou que o alvo contínuo foi descumprido em junho, quando a inflação somou 5,35% em 12 meses – acima de 4,50% pelo sexto mês consecutivo. Em novembro, o IPCA cedeu a 4,46%, abaixo do teto.

Segundo a autoridade monetária, a desaceleração dos preços ao consumidor é consistente com as projeções do seu cenário de referência. A moderação da demanda agregada é um elemento importante da convergência da inflação à meta, e há sinais dessa desaceleração nas leituras recentes de atividade.

“Por exemplo, no terceiro trimestre de 2025, o consumo das famílias apresentou menor crescimento do que nos trimestres anteriores, refletindo o arrefecimento da renda disponível. Além disso, o elevado nível de endividamento e aumento do comprometimento de renda com o serviço da dívida também podem ter contribuído para reduzir a capacidade de expansão do consumo”, diz.

As projeções do BC consideram uma redução gradual do hiato do produto, que permanece em território positivo, ao longo dos próximos trimestres. A autarquia destacou que tem havido um ganho de confiança no processo de desinflação.

Desvio

O BC estima que o IPCA de dezembro vai somar 0,41%, o que levaria a uma inflação de 4,35% em 12 meses. Confirmando-se a projeção, a autarquia calculou os componentes do desvio de 1,35 ponto porcentual em relação ao centro da meta, de 3%.

Os principais fatores que puxaram a taxa para cima são inércia em relação aos 12 meses anteriores (1,13 ponto porcentual), expectativas de inflação elevadas (0,70 ponto), hiato do produto positivo (0,40 ponto) e bandeira tarifária de energia elétrica (0,18 ponto). Na outra ponta, aparecem a inflação importada (-0,66 ponto) e outros fatores (-0,39 ponto).

“A dinâmica de convergência da inflação tem mostrado desaceleração de preços, embora a medida acumulada em 12 meses continue acima da meta de 3%. A desinflação gradual pode ser percebida em algumas componentes da decomposição por fatores, particularmente na inflação importada”, diz o BC. “As projeções condicionais para a inflação nos próximos trimestres indicam que os fatores determinantes do desvio da inflação devem apresentar acomodação adicional, respondendo aos efeitos da transmissão da política monetária contracionista.”

Exportações do Brasil a sócios do Mercosul somaram US$ 23,8 bi de janeiro a novembro, diz Secom

 DECLARAÇÃO SOBRE O ESTATUTO DA CIDADANIA DO MERCOSUL - MERCOSUL

As exportações do Brasil para sócios do Mercosul somaram US$ 23,8 bilhões de janeiro a novembro de 2025, alta de 30% em relação ao mesmo período de 2024, sobretudo em decorrência do aumento nas exportações para a Argentina. A informação consta em documento distribuído pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) à imprensa, às vésperas da 67 Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, que será realizada em Foz do Iguaçu (Paraná) no próximo sábado, 20.

Já as importações dos sócios do Mercosul para o Brasil totalizaram US$ 16,9 bilhões nos 11 primeiros meses de 2025, queda de 4,1% ante igual período de 2024.No mesmo documento, consta que as trocas comerciais dentro do bloco se multiplicaram mais de dez vezes desde sua criação, evoluindo de US$ 4,5 bilhões em 1991 para US$ 49 bilhões em 2024, apesar de representar uma ligeira queda de 1,6% em relação a 2023.

BC melhora projeção para PIB em 25 e 26, mas vê inflação no centro da meta só em 2028

 

O Banco Central (BC) melhorou sua projeção de crescimento econômico em 2025 a 2,3%, ante patamar de 2,0% estimado em setembro, conforme Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira, revisando ainda a previsão de crescimento em 2026 de 1,5% para 1,6%.

O Ministério da Fazenda previu em novembro uma expansão de 2,2% para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2025, com alta de 2,4% no ano que vem.

Já o mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 2,25% em 2025 e 1,80% em 2026.E a inflação?

Segundo o relatório, a inflação deverá atingir o centro da meta de 3% apenas em 2028, permanecendo acima do alvo durante período decisivo de 2027.

O BC estimou que a inflação no país estará em 3,2% no terceiro trimestre de 2027. O período é considerado chave por agentes do mercado porque passará a ser considerado o horizonte relevante para atuação da política monetária na reunião que decidirá o nível da taxa Selic no início de 2026.

“O compromisso do BC é com a meta contínua de inflação de 3%, e suas decisões são pautadas para que este objetivo seja atingido ao longo do horizonte relevante de política monetária”, disse o BC no relatório.

O documento ressalta que a inflação corrente e as expectativas de inflação recuaram desde o relatório de setembro, mas permanecem acima da meta de 3%.

De acordo com a autoridade monetária, um fator que evitou uma revisão mais forte para baixo das projeções de inflação foi uma estimativa “ligeiramente mais alta do hiato” do produto –diferença entre o nível de crescimento e a capacidade produtiva do país.

O BC decidiu manter neste mês a taxa Selic em 15% ao ano, sem indicar quando poderá iniciar um ciclo de corte nos juros e mantendo mensagem de “firme compromisso” com a meta de inflação, afastando parte das apostas de mercado de que a flexibilização na Selic poderia começar já em janeiro.

Expansão do crédito

O Banco Central prevê um crescimento do crédito no país de 9,4% este ano, ante estimativa de 8,8% feita em setembro, conforme o relatório, prevendo um ritmo de alta de 8,6% em 2026, contra 8,0% previstos antes.

Agora, a expectativa é que o crédito às famílias suba 10,4% em 2025, contra expectativa anterior de 9,4%. Para as empresas, a alta foi calculada em 8,0%, mesmo nível do último relatório.

Para 2026, a expectativa da autarquia é que o crédito a pessoas físicas cresça 9,0% (8,3% antes), enquanto as empresas devem registrar alta de 7,9% (7,4% antes).

Para o estoque de crédito livre, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e tomadores, o BC projeta agora uma expansão de 8,1% em 2025 (+8,4% antes). Para o crédito direcionado, que atende a parâmetros estabelecidos pelo governo, a perspectiva é de alta de 11,3% (+9,5% antes).

Em 2026, a autoridade monetária vê uma alta de 7,8% no crédito livre (7,7% antes) e de 9,7% no crédito direcionado (8,3% antes).

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Ouro sobe em movimento de busca por segurança; prata salta mais de 5% e renova recorde

 

O ouro encerrou a sessão desta quarta-feira, 17, em alta, com investidores em busca de ativos de segurança após a escalada das tensões globais e renovados temores sobre tecnologia, enquanto calibram as expectativas de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para 2026. Enquanto isso, a prata subiu acima de US$ 67 pela primeira vez na história.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 0,96%, a US$ 4.373,9 por onça-troy. A prata para março avançou fortemente, em 5,7%, a US$ 66,901 por onça-troy, depois de bater máxima a US$ 67,180.

O metal dourado ganhou impulso frente ao acirrar das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, aponta o BBH. Na terça pela noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou o bloqueio total dos navios petroleiros sancionados que estejam entrando ou saindo do país latino-americano, além de classificar o governo de Nicolás Maduro como organização terrorista.

No cenário macro, o mercado aguarda a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, prevista para a quinta-feira. Caso existam sinais de desinflação, os rendimentos dos Treasuries podem cair, enfraquecendo o dólar a permitindo que o ouro renove recordes de preço, afirma o DHF Capital. Mesmo com os dados divergentes de emprego divulgados na terça, os analistas apontam que a expectativa ainda é de dois cortes nos juros no primeiro semestre de 2026.

Assim, o Swissquote vê múltiplos fundamentos que dão suporte à alta dos preços continua, em meio às expectativas de um Fed mais brando, menor apetite pelos Treasuries e persistente tensão geopolítica. Para o banco suíço, o rali dos metais preciosos ainda tem espaço para continuar.

*Com informações de Dow Jones Newswires

Diretor-geral da PF critica redução de penas aos condenados pelo 8 de Janeiro

 Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues | Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, criticou nesta quarta-feira, 17, a discussão do PL da Dosimetria durante a posse do novo superintendente da corporação no Distrito Federal, Alfredo Junqueira. Ele classificou a proposta como incoerência no discurso de endurecimento penal defendido no Congresso Nacional.

Segundo Andrei, autoridades dos Três Poderes precisam alinhar discurso e prática quando tratam de política criminal. Para ele, não há coerência em defender penas mais duras e, ao mesmo tempo, apoiar medidas que flexibilizam punições.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o projeto nesta tarde. O texto vai ao plenário.

“Nós, autoridades públicas dos Três Poderes, temos que ter coerência entre o discurso e a prática. Não vale pregar mais endurecimento de pena, proibir benefícios constitucionalmente previstos e, na hora da prática, fazer outra coisa, como, por exemplo, propor anistia ou afrouxamento de penas para quem comete crime e crime organizado”, afirmou o diretor-geral da PF.

O projeto, já aprovado na Câmara, modifica parâmetros de dosimetria aplicados aos condenados por tentativa de golpe de Estado e pode abrir caminho para a redução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje fixada em 27 anos e três meses de prisão.

Depois que aprovar a PEC da Segurança Pública, vamos recriar o ministério, diz Lula

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira, 17, que não discute segurança pública por falta de competências previstas ao governo federal. Segundo Lula, é necessária a aprovação da PEC da Segurança Pública para definir as atribuições do Planalto sobre o tema. Ele voltou a prometer a criação do Ministério da Segurança Pública caso a emenda constitucional passe pelo Congresso.

“Eu nunca quis discutir segurança pública porque não era papel do governo federal porque a Constituição não dá ao governo federal o direito de se interferir na segurança pública. (…) Por isso que eu quero aprovar a PEC, porque depois que aprovar a PEC, que definir o papel da União na questão da segurança pública, nós vamos criar o Ministério da Segurança Pública”, afirmou o presidente.

Lula ainda reclamou da dificuldade de ministros em discutir a violência contra a mulher. Segundo o petista, os ministros homens não conseguem discutir o tema com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

O presidente também declarou que os possíveis adversários dele em 2026 não possuem novidades para oferecer aos eleitores. “Quero saber quais as novidades que eles vão propor”, declarou Lula.