quinta-feira, 21 de maio de 2026

Número de vinícolas cresceu 29% em Santa Catarina desde 2020

 


O percentual representa um saldo de 76 novas empresas no período 
 
 
Santa Catarina possui uma série de iniciativas inovadoras e tradicionais área vinícola

O número de vinícolas em Santa Catarina cresceu 29% nos últimos seis anos, passando de 263 fabricantes em 2020 para 339 até abril deste ano (veja gráfico abaixo). O percentual representa um saldo de 76 novas vinícolas no período. Os dados sobre a evolução do setor são da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc). O maior número de vinícolas está concentrado na Capital Catarinense do Vinho, o município de Pinheiro Preto, no Meio-Oeste. A cidade tem apenas 3,5 mil habitantes, mas conta com 33 empresas fabricantes de vinho e cerca de 70% da produção estadual da bebida.

A segunda cidade com maior número de empresas é São Joaquim, na Serra, com 32 vinícolas. Em seguida aparecem Urussanga (13), Videira (11), Tubarão (10) e Nova Trento (9). A maior parte das 339 fabricantes de vinho em Santa Catarina são microempresas e empresas de pequeno porte. A apuração da Jucesc considera apenas fabricantes de vinhos e espumantes, não incluindo, por exemplo, a elaboração de suco de uva ou vinagre (confira onde estão as cidades catarinenses com maior número de vinícolas no mapa a seguir).

Santa Catarina possui uma série de iniciativas inovadoras e tradicionais área vinícola. Na Serra Catarinense, um dos destaques é a Vindima de Altitude, programação que reúne 27 vinícolas da região para celebrar a colheita da uva e o enoturismo. Municípios como São Joaquim, Urubici, Bom Retiro e Lages concentram vinícolas abertas a visitantes, oferecendo sobretudo degustações guiadas e passeios pelos vinhedos.

Já o Sul do estado conta com a Denominação de Origem da Vindima Goethe, variedade de uva que se tornou símbolo da região e da herança deixada pelos imigrantes italianos. O território é o único do Brasil para a uva Goethe e envolve cidades como Urussanga, Nova Veneza, Pedras Grandes e Cocal do Sul. Em Nova Trento, no Vale do Rio Tijucas, os produtores iniciaram há poucos anos o cultivo de uva coberto por lonas plásticas como se fosse uma estufa. Assim, a estrutura protege as parreiras de danos climáticos e mantém a umidade controlada, o que garante mais produtividade mesmo em uma região de clima não favorável ao cultivo.

 

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Tramontina diversifica atuação e mira veículos elétricos, agro e eletrodomésticos

 

Capacidade industrial é ampliada com investimentos em automação e usinagem de precisão 
 
 
Parque fabril da Tramontina fornece peças de alumínio de alta complexidade técnica

 

 

A Tramontina anuncia um movimento estratégico para consolidar sua posição como fornecedora da indústria nacional. A divisão Tecnopeças, braço da unidade de materiais elétricos da companhia, especializada na produção de peças em alumínio injetado e usinagem de precisão, está expandindo sua atuação para atender novos mercados industriais, como o agrícola, veículos elétricos e eletrodomésticos (linha branca). A entrada em novos setores acompanha uma demanda crescente. Máquinas agrícolas e eletrodomésticos de última geração exigem peças estruturais leves, com geometrias complexas e tolerâncias milimétricas. "A Tecnopeças opera sob o padrão de 'zero defeito'. As tecnologias utilizadas, como injetoras em tempo real, raio-X e escaneamento 3D, nos permitem fornecer componentes de alta engenharia para diferentes setores estratégicos, com o mesmo nível de confiabilidade exigido pelo mercado automotivo", afirma André de Lima, Diretor Comercial da Tramontina.

O movimento é sustentado pela experiência da divisão no atendimento ao setor automotivo. Desde 2000, a Tecnopeças fornece peças técnicas para sistemistas globais, com aplicações em sistemas automotivos e industriais. Um dos diferenciais da operação é a verticalização do processo. A Tramontina realiza desde a injeção do alumínio até a entrega da peça totalmente usinada, o que amplia os controles de qualidade, diminui estoques e aumenta a confiabilidade dos componentes fornecidos, um fator relevante em um cenário de instabilidade no fornecimento global de componentes.

 

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Produção de veículos cresce 2,4% em abril

 


O setor fechou o primeiro quadrimestre com a fabricação de 872,6 mil unidades 
 
 
A produção teve uma queda de 9,5% ante março deste ano

 

 

Com dois dias úteis a menos devido a feriados, a produção de veículos no Brasil no mês de abril não repetiu os bons números de março. Mesmo assim, a produção apresentou crescimento na comparação anual, o que demonstra, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) que o mercado está em recuperação contínua. Em abril, a produção registrou crescimento de 2,4% em comparação ao mesmo mês de 2025 e teve uma queda de 9,5% ante março deste ano, com a produção de 238,5 mil unidades. Com o desempenho, o setor fechou o primeiro quadrimestre com a fabricação de 872,6 mil veículos, avanço de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado. "Isso está acima das projeções da Anfavea. No final do ano projetávamos 3,7% de [crescimento na] produção", disse Igor Calvet, presidente da Anfavea.

Já em relação aos emplacamentos, o crescimento foi de 19% em relação a abril do ano passado, com 248,3 mil unidades comercializadas. "Esse é o melhor abril dos últimos 12 anos", comemorou o presidente da Anfavea. Ele destacou que isso dá uma média de 12,4 mil unidades emplacadas por dia, melhor marca do ano e melhor média diária para um mês de abril desde 2014. Quando se considera o acumulado do ano, o volume total de emplacamentos somou 873,5 mil veículos, com aumento significativo de 14,9% sobre os quatro primeiros meses do ano anterior.

Com ABR

 

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Curitiba terá loja temporária da SHEIN

 


Pop-up store funcionará entre 27 e 31 de maio, no Ventura Shopping 
 
 
Marca volta à capital paranaense após dois anos, com curadoria especial de Dia dos Namorados

 

 

A varejista global SHEIN prepara a abertura de sua nova loja temporária em Curitiba, que funcionará entre 27 e 31 de maio, no Ventura Shopping. A ação marca o retorno da marca à capital paranaense, após dois anos, em uma infraestrutura projetada para receber 15 mil pessoas — o dobro do público da última edição. A entrada será gratuita mediante agendamento, a partir de 21 de maio. O acesso será permitido apenas mediante agendamento prévio e gratuito pelo site Sympla, utilizando o link oficial. Os ingressos (limitados a dois por CPF) serão liberados em dois lotes: um no dia 21, às 12h, e outro no dia 22, também ao meio-dia.

Aproveitando a proximidade com uma das principais datas do varejo, a loja trará uma curadoria especial de Dia dos Namorados, com 14 mil peças de marcas próprias da SHEIN. "Curitiba é uma praça muito importante para a SHEIN e estamos animados em poder retornar à cidade. Fomos muito bem recebidos em 2024, com um movimento surpreendente e clientes que visitaram a loja mais de um dia. Nesta nova edição, teremos mais tempo de funcionamento, com cinco dias de evento, e mais peças, que foram selecionadas pensando muito no clima e no público da região. Esperamos que os curitibanos gostem do que estamos preparando", afirma Rodrigo Eimori, diretor de marketing da empresa no Brasil. O executivo lembra que na última edição, os ingressos se esgotaram em menos de uma hora, tamanho o sucesso da marca na cidade.

A nova pop-up ilustra a consolidação da estratégia de lojas físicas temporárias da SHEIN, que começou em 2022. O projeto já percorreu do Nordeste ao Sul do país, reunindo cerca de 120 mil pessoas. Ao todo, foram nove cidades e 13 edições. Essa será a 14ª edição. A ideia, segundo a empresa, é continuar expandindo o projeto, tendo inclusive outras localidades mapeadas para o segundo semestre. "As pop-ups são sempre uma oportunidade para os clientes tocarem e provarem as principais marcas e estilos da SHEIN. Para nós, é uma forma de fortalecer a conexão com os consumidores locais, permitindo uma abordagem mais próxima e pessoal. A curadoria das peças também sempre leva em conta as preferências da região, o que faz com que o cliente sinta essa proximidade e volte a comprar conosco pelo site depois que acaba o evento", reforça Eimori.

 

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BNDES aprova R$ 47,5 milhões para a C.Vale

 


Cooperativa vai investir em unidades do Paraná e de Mato Grosso 
 
 
Serão criadas duas unidades de recebimento de grãos com capacidade total para armazenar 1,6 milhão de toneladas no Paraná

 

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 47,5 milhões para a C.Vale Cooperativa Agroindustrial. Os recursos equivalem a 75% do valor total dos investimentos, no montante de R$ 63,2 milhões, e serão investidos em unidades em Paraná e em Mato Grosso. Os investimentos devem gerar uma demanda total de R$ 24,7 milhões para a indústria nacional de máquinas e equipamentos. Os recursos provêm do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), no Plano Safra 2025/2026.

Parte dos recursos será usado para ampliar a capacidade de armazenamento da cooperativa. Serão implantadas duas novas unidades de recebimento de grãos nos distritos de Vila Nova e de São Luiz do Oeste, ambos em Toledo, no Oeste do Paraná. Cada unidade de recebimento de grãos terá área total de 2,4 mil metros quadrados e capacidade de armazenagem inicial de 800 toneladas, com previsão de ampliação futura. Entre outros itens, elas serão compostas por prédio de classificação de grãos com coletor de amostras, base para balança rodoviária de pesagem de caminhões, escritório para atendimento dos associados e clientes, além de armazém de insumos como sementes, fertilizantes, rações e agroquímicos. Ainda no Oeste paranaense, serão renovadas as instalações do abatedouro de aves em Palotina, com a aquisição de novas esteiras transportadoras e silos de dosagem.

Já os investimentos nas unidades de Mato Grosso visam adequar as unidades a normas de saúde e segurança no trabalho. Consistem na aquisição e instalação de degraus antiderrapantes; alçapão de entrada para espaços confinados; sistemas de renovação de ar; e aterramento de máquinas e equipamentos; além da adequação de painéis, quadros de comando e sistema de proteção contra descargas atmosféricas. 

 

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quarta-feira, 20 de maio de 2026

O poder da generosidade

 


Com maior disponibilidade patrimonial, empresas e pessoas estão incrementando a "cultura de doação" em todo o Brasil 
 
 

 

 

costume de destinar parte da herança à filantropia tem aumentado entre ricos e remediados, tanto no Brasil assim como no mundo todo. Exemplos vão desde Bill Gates até Elie Horn, fundador da Cyrela, passando por pessoas comuns, como um professor da Universidade de São Paulo (USP) que doou um imóvel para a universidade. No entanto, quais as razões que explicam essa mobilização recente? Na visão de André D´Angelo, titular da coluna e do blog Sr. Consumidor no portal e revista AMANHÃ, são dois fatores somados. 

O primeiro é de natureza demográfica, pois a queda da natalidade diminui o tamanho das famílias e aumentou a disponibilidade patrimonial. O segundo, de foro social: há uma maior consciência sobre os problemas do mundo e a incapacidade de solucioná-los exclusivamente pela via convencional – isto é, por meio do Estado. Daí esse incremento na "cultura de doação". Termo corrente no terceiro setor, ele descreve a predisposição em apoiar causas e entidades sem fins lucrativos de maneira contínua, e não episódica.

Sabe-se que a caridade é relativamente comum, pois a pandemia e as recentes enchentes gaúchas (foto) mostraram que, diante de grandes hecatombes, a sociedade se mobiliza. "Difícil é fazer as famílias incorporarem o auxílio aos mais necessitados em seu orçamento mensal, inclusive o das mais ricas", escreveu D´Angelo em seu blog ao tratar do tema. 

Uma pesquisa revelou que domicílios com renda até quatro salários mínimos doam proporcionalmente mais do que aqueles mais abastados. Como incentivo, as ONGs estão em campanha para que a Receita Federal permita direcionar parte do imposto de renda devido a entidades específicas, e não a um fundo genérico, como ocorre atualmente. A medida, além de facilitar o processo, poderia ampliar significativamente o número de doadores no país.

Clique aqui e leia o caderno do Top of Mind RS na íntegra. 
 
 
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Shopee escolhe Londrina para receber centro logístico

 


Construção deve gerar 2 mil empregos 
 
 
O projeto será construído em uma área de 100 mil metros quadrados, sendo 33 mil metros quadrados de área construída

 

 

A chegada de uma das maiores operações logísticas em Londrina vai contribuir com o setor de distribuição e comércio eletrônico. A Shopee anunciou a implantação de um novo centro de distribuição na zona norte, próximo à Cidade Industrial, em um empreendimento considerado o maior Built to Suit (BTS) do Sul do Brasil. BTS é uma modalidade de contrato de locação na qual o imóvel é planejado, financiado e erguido sob medida para atender às necessidades específicas do futuro locatário. Nesse modelo, o inquilino define previamente todas as características da edificação, que será executada por um investidor ou incorporador especializado.

O projeto será construído em uma área de 100 mil metros quadrados, sendo 33 mil metros quadrados de área construída. O empreendimento terá padrão Triple A, classificação destinada a ativos logísticos de alta eficiência operacional, tecnologia e sustentabilidade. A escolha de Londrina ocorreu por conta da localização estratégica do município, que permite ligação rápida com importantes mercados consumidores do Sul e Sudeste do país. Segundo o CEO da Urbanix Group, Guto Trindade, a cidade reúne características logísticas consideradas decisivas para a operação da empresa. "Estamos em uma área que tem fácil ligação para interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul, atendendo no mínimo 80 cidades que consomem muito pelo comércio eletrônico", comenta.

Além do impacto logístico, a expectativa é de forte movimentação econômica em Londrina e região. A previsão é de geração de cerca de 2 mil empregos diretos, além de vagas indiretas ligadas aos setores de transporte, alimentação, manutenção, tecnologia e serviços de apoio. Para especialistas do setor, o desembarque da Shopee no município pode acelerar o desenvolvimento da cadeia logística regional, atraindo fornecedores, empresas de tecnologia e novos investimentos ligados ao comércio eletrônico. "A chegada de uma operação logística dessa escala pode impulsionar a modernização do ambiente empresarial, estimulando a qualificação de fornecedores e atraindo empresas ligadas à cadeia de logística, tecnologia e comércio eletrônico. O movimento também amplia a visibilidade de Londrina e sua capacidade de atrair novos negócios", afirma Trindade.

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