quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Eli Lilly surpreende e Novo Nordisk tem mistura em balanços marcados por Mounjaro e Ozempic

 

A Eli Lilly divulgou resultados trimestrais acima das projeções do mercado, ressaltando a força contínua de Mounjaro e Zepbound, tratamentos para diabetes tipo 2 e controle crônico de peso, apesar do avanço da concorrência e do desenvolvimento de novas formas de administração. A companhia anunciou lucro ajustado de US$ 7,54 por ação no quarto trimestre, superando a estimativa de US$ 6,91, segundo a FactSet.

A receita somou US$ 19,3 bilhões, também acima do consenso de US$ 17,9 bilhões, com alta anual de 43%. A companhia ainda destacou que o desempenho foi impulsionado pelo crescimento de volumes de seus medicamentos de maior sucesso.

Para 2026, a Lilly projetou receita entre US$ 80 bilhões e US$ 83 bilhões, acima das expectativas do mercado, e lucro ajustado entre US$ 33,50 e US$ 35 por ação, igualmente superior ao consenso.

Já a Novo Nordisk apresentou um quadro misto. No quarto trimestre, o lucro por ação registrado foi de 6,04 coroas dinamarquesas (US$ 0,96), acima do consenso da FactSet, de 5,85 coroas (US$ 0,93). O lucro líquido caiu 4,7%, para 26,89 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 4,25 bilhões), enquanto a receita recuou 7,6%, para 79,14 bilhões de coroas (US$ 12,52 bilhões), ainda assim acima da projeção de 76,91 bilhões de coroas (US$ 12,17 bilhões).

As vendas de Wegovy cresceram 17% na comparação anual, para 21,86 bilhões de coroas (US$ 3,45 bilhões), superando as estimativas, e as de Ozempic avançaram 1%, para 31,83 bilhões de coroas (US$ 5,03 bilhões), também acima do esperado.

Para 2026, porém, a companhia projetou queda de 5% a 13% nas vendas e no lucro operacional ajustado a taxas constantes, abaixo do que investidores antecipavam. A empresa citou pressão de preços após acordo com o governo dos EUA para reduzir valores de medicamentos contra obesidade, além do aumento da concorrência e de desafios regulatórios.

Como destaque, a Novo Nordisk apontou a boa recepção inicial da versão oral do Wegovy nos EUA, embora reconheça que o impacto financeiro ainda levará tempo para se consolidar.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Com fusão entre SpaceX e xAI, Elon Musk se torna primeiro bilionário a valer US$ 800 bi

 

O empresário Elon Musk deu mais um passo nesta quarta-feira, 4, no caminho rumo a se tornar o primeiro trilionário do mundo. Segundo a revista Forbes, a fortuna do empresário ultrapassou a marca de US$ 800 bilhões. É a primeira vez que alguém acumula um patrimônio deste tamanho na história.

O enriquecimento foi impulsionado por uma operação envolvendo duas empresas de Musk. Na terça-feira, 3, a SpaceX adquiriu a startup de inteligência artificial xAI em um negócio recorde , que impulsiono o valor de mercado de ambas para US$ 1 trilhão e US$ 250 bi respectivamente. De acordo com os cálculos da Forbes, a participação de Musk na nova empresa fundida chegou a 43%, o que equivale a US$ 542 bilhões

A nova SpaceX tornou-se assim o negócio mais valioso de Musk. O patrimônio do empresário também é composto por uma fatia de 12% na Tesla, o que equivale a US$ 178 bilhões (R$ 943,4 bilhões). Somam-se a esse valor as opções de compra de ações da fabricante (US$ 124 bi).

A fortuna de Musk pode crescer ainda mais já que, em novembro, a Tesla aprovou um novo pacote de remuneração que poderá pagar R$ 1 trilhão em ações adicionais ao CEO caso a empresa bata metas como crescimento de oito vezes nos últimos 10 anos.

O enriquecimento rápido de Elon Musk

A conquista impressiona ainda mais pois acontece na esteira de outros marcos históricos de riqueza batidos por Musk alcançados, inclusive outros três nos últimos cinco meses. Musk já foi:

  • Em setembro de 2021, a terceira pessoa a acumular US$ 200 bilhões (após Jeff Bezos, da Amazon, e Frenchman Bernard Arnault, da LVMH);
  • Em novembro de 2021, o primeiro a bater a marca de US$ 300 bilhões;
  • Em dezembro de 2024, o primeiro a alcançar os US$ 400 bilhões;
  • Em outubro de 2025, chegou a US$ 500 bilhões.
  • Em dezembro de 2025, o primeiro a bater US$ 600 bi e, dias depois, os US$ 700 bi.

Veja os homens mais ricos do mundo hoje, segundo a Forbes

#NomeFortunaSetor/IndústriaIdadePaís
1Elon MuskUS$ 852,5 biTesla, SpaceX54Estados Unidos
2Larry PageUS$ 277,9 biGoogle52Estados Unidos
3Sergey BrinUS$ 256,3 biGoogle52Estados Unidos
4Jeff BezosUS$ 249,3 biAmazon62Estados Unidos
5Mark ZuckerbergUS$ 237 biFacebook41Estados Unidos
6Larry EllisonUS$ 199,9 biOracle81Estados Unidos
7Bernard Arnault e famíliaUS$ 163 biLVMH76França
8Jensen HuangUS$ 156,6 biSemicondutores62Estados Unidos
9Warren BuffettUS$ 146 biBerkshire Hathaway95Estados Unidos
10Amancio OrtegaUS$ 145,9 biZara89Espanha

Lar Cooperativa fatura R$ 23,2 bi em 2025 e projeta R$ 26,4 bi para 2026

 

São Paulo, 4 – A Lar Cooperativa Agroindustrial, com sede em Medianeira (PR), encerrou o exercício de 2025 com receita líquida de R$ 23,207 bilhões, crescimento de 14,4% em relação aos R$ 20,284 bilhões registrados em 2024. O desempenho marca a retomada da trajetória de expansão após o recuo de 6,9% observado no faturamento do ano anterior. O resultado financeiro líquido somou R$ 983,45 milhões, avanço de 6,6% frente aos R$ 922,3 milhões de 2024.

As sobras líquidas totalizaram R$ 101,3 milhões em 2025, crescimento de 0,9% ante os R$ 100,4 milhões do exercício anterior. A geração de impostos acompanhou a alta, totalizando R$ 1,538 bilhão, incremento de 12,1% na comparação anual. Os valores serão submetidos à aprovação dos cooperados em assembleia.

De acordo com a cooperativa, o avanço ocorreu apesar de fatores adversos ao longo do ano. Na mensagem da administração, o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, afirmou que 2025 foi “um dos melhores anos da cooperativa”, mesmo diante da “frustração parcial da lavoura de soja no sul de Mato Grosso do Sul” e da ocorrência do “primeiro foco de influenza aviária em maio de 2025”.

A composição da receita líquida mostrou predominância do segmento de Alimentos, responsável por 41,45% do total, seguido por Grãos (36,75%), Insumos (15,05%), Suinocultura (3,54%) e Varejo (1,63%). A avicultura consolidou-se como principal motor do faturamento após ultrapassar os grãos no exercício anterior.

No campo operacional, a recepção de milho superou as metas, atingindo 3,709 milhões de toneladas, crescimento de 22,5% em relação às 3,028 milhões de toneladas recebidas em 2024, desempenho atribuído à boa condução da segunda safra no Paraná. A recepção de soja somou 3,050 milhões de toneladas, alta de 8,7% na comparação anual, ainda que tenha alcançado 95% do volume planejado, em função de impactos climáticos.

As exportações diretas totalizaram US$ 932,06 milhões, avanço de 10,3% frente aos US$ 844,87 milhões registrados no ano anterior. A cooperativa embarcou produtos para 71 países em 2025, operando em 168 portos nos últimos três anos, segundo o relatório.

A estratégia de industrialização avançou com a entrada em operação da terceira unidade de esmagamento de soja em Marechal Cândido Rondon (PR), ampliando a segurança no abastecimento das cadeias de proteína. A produção de farelo de soja alcançou 1,028 milhão de toneladas, enquanto o biodiesel somou 47.156 metros cúbicos, com pico mensal de 7.500 m? em dezembro.

Na pecuária, a produção de pintainhos atingiu 305,8 milhões de cabeças, aumento de 9,6%, enquanto o abate de aves somou 372,9 milhões de cabeças, crescimento de 3,5%. A suinocultura manteve estabilidade, com 1,08 milhão de cabeças abatidas. A cooperativa consolidou a atuação em três proteínas – frango, suíno e peixe – após ingressar na piscicultura com a aquisição de uma unidade de abate em São Miguel do Iguaçu (PR), que processou 2,52 milhões de peixes no ano de estreia. “A geração de caixa consistente tem permitido a Lar continuar investindo”, afirmou Rodrigues no balanço.

Para sustentar a expansão, a Lar executou R$ 1,379 bilhão em investimentos ao longo do ano. Os aportes incluíram a aquisição e construção de dez novas unidades de recepção de grãos, a incorporação de 19 lojas da rede Syngenta mais duas próprias, a ampliação da frota de 1.373 para 1,6 mil veículos e o aumento da capacidade estática de armazenagem em 204 mil toneladas.

A base social da cooperativa cresceu 9,9% em 2025, encerrando o ano com 15.555 associados, ante 14.156 em 2024. O quadro de funcionários avançou 2,1%, passando de 24.390 para 24.939 profissionais. A Lar mantém perfil majoritariamente composto por pequenos produtores, com 46,5% dos cooperados em propriedades de até 20 hectares.

Para 2026, a cooperativa projeta faturamento bruto recorde de R$ 26,419 bilhões. A avicultura deve permanecer como principal motor do negócio, com participação estimada de 40,70% (R$ 10,759 bilhões). As projeções indicam ainda participação da soja (17,80%), insumos (16,10%), unidade industrial de soja (9,90%), milho (8,20%) e suinocultura (2,90%).

WEG anuncia nova fábrica em SC com financiamento de R$ 280 milhões do BNDES

 

A brasileira WEG irá construir uma fábrica de baterias em Itajaí (SC). O início das operações tá previsto para o segundo semestre de 2027, com a geração de 90 novos postos de trabalho. Para erguer a nova unidade, a empresa catarinense irá investir R$ 280 milhões, recursos que serão financiados com recursos de linhas de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A nova fábrica vai ampliar a capacidade de produção da WEG nos chamados sistemas BESS — sistemas de armazenamento de energia em baterias — para até 2 GWh ao ano. A nova capacidade equivalente a 400 sistemas de 5 MWh e contará com um alto nível de automação, incluindo linhas automáticas e semiautomáticas de montagem, além do uso de robôs móveis autônomos para movimentações internas.

Em comunicado ao mercado, a WEG disse que a nova fábrica vai abrigar um laboratório dedicado a testes, desenvolvimento e qualificação de produtos. O novo laboratório será responsável por aprimorar processos, garantir controle de qualidade e acelerar a criação de novas soluções. “A infraestrutura incluirá ainda uma subestação de energia para simulação de condições reais de operação”, diz a nota da WEG .

Os sistemas de armazenamento de energia em bateria são essenciais para a estabilidade das redes elétricas, especialmente com o avanço das fontes renováveis, como a solar e a eólica. Eles permitem armazenar energia em períodos de baixa demanda e liberá-la quando necessário, contribuindo para a confiabilidade do sistema e reduzindo riscos de interrupção.

Fábrica da WEG em Santa Catarina
Fábrica da WEG em Santa Catarina (Foto: Divulgação)

“Com esse passo, a WEG amplia a sua oferta de soluções de alto valor agregado, desenvolvidas e fabricadas no Brasil, e contribui para o avanço da segurança energética e resiliência do nosso grid. Trata-se de um investimento alinhado com o objetivo estratégico de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global de transição energética, mitigando riscos e fortalecendo a presença nacional nesse segmento em expansão”, explica o presidente da WEG, Alberto Kuba.

Chamada Pública

O Projeto anunciado pela WEB é o primeiro contratado no âmbito da Chamada Pública para Seleção de Planos de Negócio para Investimentos na Transformação de Minerais Estratégicos para Transição Energética e Descarbonização. O plano é uma ação conjunta entre o BNDES e o Finep.

“Este projeto tem importância estratégica para o Brasil. É mais um passo importante na agenda de descarbonização, ao contribuir para reforçar a segurança energética, ampliar a resiliência da rede elétrica e a expansão das fontes renováveis”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

 

 https://istoedinheiro.com.br/fabrica-weg-baterias-bndes-sc

Após janeiro glorioso, Ibovespa começa o mês no vermelho com bancos e WEG em queda

 

Após renovas máximas no pregão anterior, o Ibovespa opera no vermelho nesta quarta-feira, 4, durante a abertura. O principal índice da bolsa de valores recua 1% aos 183.812,14 pontos às 11h30.

Dentre as pressões negativas, a WEG e as ações de bancos se destacam como os grandes detratores do índice no intradia. WEG recua 3,7%, enquanto Itaú e Bradesco caem cerca de 2%.

Apesar disso, a alta é relativamente é espalhada, com a grande dos papéis da carteira do índice operando no vermelho. Das 60 ações com maior peso na carteira do Ibovespa, somente a Vale opera no campo positivo, com alta de 0,5%, apesar da queda do minério de ferro em Dalian a US$ 112,64.

No caso dos bancos, o Santander abriu a temporada de balanços, divulgado seu resultado antes da abertura do pregão de hoje. O mercado reage com queda de 1,45% nos papéis às 11h30. Nos primeiros minutos de pregão, as units SANB11 chegaram a cair 2,75%.

O banco anotou lucro líquido gerencial de R$4,086 bilhões para o quarto trimestre de 2025, um crescimento de 6% ante igual etapa do ano anterior. A última linha do balanço ficou levemente acima do esperado pelo consenso Bloomberg, que mirava R$ 4,066 bilhões.

A margem financeira bruta do banco caiu 4% para R$15,33 bilhões, refletindo o impacto do aumento da taxa de juros, enquanto a margem com clientes cresceu 6,6% e alcançou R$16,82 bilhões.

O retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) do banco ficou em 17,6% no quarto trimestre, queda de 0,1 ponto percentual em comparação com o quarto trimestre de 2024 e estável em relação ao terceiro trimestre de 2025.

Já o índice de inadimplência acima dos 90 dias foi de 3,7%, comparado com 3,2% no ano anterior e 3,4% no terceiro trimestre.

Desta forma, o banco dá uma noção ao mercado de como devem ser os próximos resultados dos bancos. O Itaú divulgará seu resultado trimestral ao fim do pregão.

“O Santander reportou um 4T25 sólido, em linha com nossas estimativas, encerrando o ano com lucro líquido de R$4,1 bilhões e ROAE de 17,6%, praticamente estável no comparativo trimestral”, diz a XP sobre o resultado.

“A qualidade de ativos seguiu sob controle, apesar de pressões pontuais em cartões de crédito de baixa renda e em SMEs, permitindo melhora no custo do risco, o que resultou em uma expansão maior da NII ajustada ao risco (+6,3% T/T). As receitas de fees apresentaram crescimento sólido, beneficiadas pela sazonalidade do 4T e reforçando a diversificação das receitas. No geral, os resultados reforçam um ROE acima do custo de capital, hoje bem estabelecido nesse patamar, sugerindo que ganhos adicionais devem depender mais da normalização das margens e das condições macroeconômicas do que de novas melhorias de balanço ou de custos”, completa a casa.

WEG anuncia nova fábrica em SC

Acerca da WEG, a companhia anunciou mais cedo que irá construir uma fábrica de baterias em Itajaí (SC) – ou seja, o mercado reagiu negativamente à novidade.

O início das operações tá previsto para o segundo semestre de 2027, com a geração de 90 novos postos de trabalho. Para erguer a nova unidade, a empresa catarinense irá investir R$ 280 milhões, recursos que serão financiados com recursos de linhas de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A nova fábrica vai ampliar a capacidade de produção da WEG nos chamados sistemas BESS — sistemas de armazenamento de energia em baterias — para até 2 GWh ao ano.

A nova capacidade equivalente a 400 sistemas de 5 MWh e contará com um alto nível de automação, incluindo linhas automáticas e semiautomáticas de montagem, além do uso de robôs móveis autônomos para movimentações internas.

Em comunicado ao mercado, a WEG disse que a nova fábrica vai abrigar um laboratório dedicado a testes, desenvolvimento e qualificação de produtos. O novo laboratório será responsável por aprimorar processos, garantir controle de qualidade e acelerar a criação de novas soluções. “A infraestrutura incluirá ainda uma subestação de energia para simulação de condições reais de operação”, diz a nota da WEG .

Wall Street abre sem sinal único e ADM derrete

Com minutos de pregão, as bolsas dos EUA operam sem sinal único, com a Nasadq recuando isolada no dia:

  • Dow Jones: +0,6%
  • S&P 500: +0,1%
  • Nasdaq: -0,2%

O cenário é fruto de um mercado que segue pressionando papéis de tecnologia – os mais relevantes na carteira da Nasdaq e do S&P. A AMD recua mais de 12% por conta dos seus resultados que frustraram o mercado.

O dólar sobe 0,04% a R$ 5,2415.

Ibovespa renovou máxima na véspera

No pregão anterior, o Ibovespa retomou a trilha de renovação de recordes históricos, atingindo pela primeira vez a marca de 187 mil pontos na máxima do dia, e encerrando em novo pico para fechamento, aos 185.674,43 pontos, em alta de 1,58% na sessão.

Oscilou entre os 182.815,55, na mínima correspondente à abertura, e os 187.333,83 pontos, no melhor momento. O giro financeiro foi a R$ 36,5 bilhões. Na semana e no mês, o Ibovespa agrega 2,38%. No ano, sobe 15,24%.

O pregão é, em partes, um retrato do mês de janeiro, que registrou uma entrada massiva de capital estrangeiro. A bolsa de valores brasileira fechou o mês com fluxo recorde de investimentos, da cifra de R$ 26,31 bilhões – patamar que superou os R$ 25,47 bilhões aportados no ano de 2025 inteiro.

Com isso, a bolsa teve o melhor desempenho para um mês de janeiro em cerca de duas décadas e a terceira maior alta mensal desde 2010, superada apenas por março de 2016 e novembro de 2020.

Além da injeção de capital externo, a Ata do Copom também embalou a valorização dos ativos, com sinalizações da autoridade monetária sobre a convergência da inflação à meta – o que acena para uma postura mais dovish no futuro.

“O Copom reconheceu a melhora do cenário externo e o processo de desaceleração da inflação corrente, o que abre espaço para o início do ciclo de flexibilização monetária. Ainda assim, diante de um ambiente marcado por incertezas, especialmente relacionadas aos efeitos fiscais na demanda, o Comitê tende a adotar uma postura cautelosa nos cortes de juros”, diz Rafaela Vitoria, economista-chefe do Inter.

“Nossa expectativa é de que o ciclo comece com uma redução de 50 pontos-base, ritmo que deve ser mantido no cenário atual. Uma aceleração no ritmo de cortes poderia ocorrer caso a atividade econômica apresente desaceleração mais intensa e/ou o câmbio siga em trajetória de apreciação. Mantemos a projeção de Selic em 12,50% ao final do ano”, completa.

Com informações da Reuters e do Estadão Conteúdo

 

 https://istoedinheiro.com.br/ibovespa-cai-040226

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Produção da Petrobras em dezembro cresce 7,6% e atinge 3,218 milhões de boed, diz ANP

 

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras subiu 7,6% em dezembro do ano passado na comparação com novembro, para 3,218 milhões de barris de óleo equivalente (boed), segundo boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado nesta segunda-feira, 2.

Se levado em conta apenas o petróleo, a produção da estatal cresceu 7,2%, para 2,459 milhões de barris por dia (bpd).

Já a produção de gás natural cresceu 8,8%, para 120,6 milhões de metros cúbicos diários, dentro do esforço da companhia de aumentar a oferta do insumo no País.

2025

Na média do ano do País – onde a Petrobras responde por quase 90% da produção -, o total de petróleo e gás natural extraído cresceu 12,7% contra 2023, último recorde, para 4,897 milhões de boed.

Somente em petróleo, a produção média foi de 3,770 milhões de bpd e de gás, 179 milhões de m3/d.

O pré-sal respondeu por 79,63% do total produzido em 2025, ou 3,9 milhões de boed.

Já em dezembro, a produção nacional ficou em 5,237 milhões de boed, sendo 4,015 milhões de bpd de petróleo e 194,3 milhões de m3/d de gás natural.

Desempenho e finanças da pequena indústria pioraram em 2025, diz CNI

 

O desempenho e as finanças das indústrias de pequeno porte – que representam 94,2% das empresas industriais do País – caíram em 2025 em relação a 2024, segundo o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira, 2.

A pesquisa mostra que o índice de desempenho das indústrias de pequeno porte registrou média de 45,5 pontos no quarto trimestre do ano passado, ante média de 46,8 pontos no mesmo recorte do ano anterior.

Embora o índice que mede a situação financeira das pequenas indústrias tenha subido 0,5 ponto na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2025, o indicador fechou o ano abaixo do patamar registrado no fim de 2024, apontando piora das finanças dessas empresas.

“No ano passado, a indústria experimentou um cenário muito mais negativo e preocupante do que em 2024. Em 2024, houve um forte aumento da demanda por bens industriais e o setor mostrou um forte crescimento, algo que não se repetiu em 2025”, avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Carga tributária, qualificação e juros

Os empresários das pequenas indústrias apontaram três principais problemas enfrentados pelo setor: a alta carga tributária, a falta ou alto custo de trabalhador qualificado e as taxas de juros elevadas.

A carga tributária foi apontada como o principal problema, assinalada por 42,7% dos empresários da indústria de transformação e por 44,7% dos industriais da construção. “A elevada carga tributária tira competitividade das empresas, tanto na hora de exportar quanto na hora de competir com importados. Soma-se a isso a complexidade do nosso sistema tributário, que amplia esse problema”, pontuou Marcelo Azevedo.

Em segundo lugar do ranking de principais problemas da pequena indústria de transformação, aparece a falta ou alto custo de trabalhador qualificado, com 29,2%; no caso da pequena indústria da construção, é a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada que ocupa a segunda posição do ranking, com 30,9%.

As taxas de juros elevadas aparecem em terceiro lugar na lista das preocupações para ambos os segmentos, com 27,6% e 30,9% das assinalações.

Metodologia

 Para calcular o índice de desempenho, a CNI considera três variáveis: produção, utilização do parque industrial e número de empregados. Já o índice de situação financeira leva em conta a avaliação dos empresários sobre margem de lucro operacional, condições financeiras e facilidade de acesso ao crédito. Ambos vão de 0 a 100 pontos e, quanto maior o resultado, melhor o desempenho ou a situação financeira no período.

O Panorama da Pequena Indústria (PPI) é uma publicação trimestral feita a partir dos resultados da Sondagem Industrial, Sondagem Indústria da Construção e Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei).