terça-feira, 7 de abril de 2026

Brasil no vermelho: número de recuperações judiciais bate recorde e encosta em 2,5 mil

 

Com Selic a 14,75% e crédito restrito, volume de recuperações judiciais é o maior desde 2016, aponta nova metodologia da Serasa Experian

 

  recuperações judiciais; Pedidos de recuperação judicial sobem quase 70% em 2023

 

 Da IstoÉ Dinheiroi

Dados do Serasa Experian mostram que o volume de recuperações judiciais nunca esteve tão alto no Brasil. O indicador da datatech mostra que vigoram 977 processos de recuperação judicial iniciados no ano anterior -maior volume desde 2016. O movimento ocorre em um cenário de crédito mais restrito, custo financeiro elevado e aumento da inadimplência.

Com isso, o Brasil chegou a um patamar de 2.466 empresas em recuperação judicial, recorde para a série histórica. O volume representa crescimento de 13% ante o ano anterior. Sob a ótica setorial, agro e serviços concentram o maior volume de pedidos.

Na contramão, globalmente os pedidos de falência caíram 19% no acumulado do ano de 2025.

 

 Serasa Experian; Recuperação judicial; recuperações judiciais

 

Divulgação/Serasa Experian

A principal mudança no levantamento do Serasa Experian está na metodologia, dado que este indicador foi relançado.

Agora, a nova leitura separa o número de processos do número de empresas envolvidas. Na prática, isso permite distinguir o volume de casos na Justiça do impacto real sobre o tecido empresarial, já que um único processo pode incluir vários CNPJs de um mesmo grupo econômico.

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a atualização reflete a evolução do próprio ambiente de reestruturação no país.

“Historicamente, o indicador funcionava como uma fotografia do momento. Com o tempo, observamos que a dinâmica das recuperações judiciais é mais ativa do que a visão estática permite localizar. Um processo pode envolver diversos CNPJs, que inclusive podem ser inseridos posterior à data protocolada, passar por mudanças de fase ao longo do tempo e, em alguns casos, tramitar em segredo de justiça, nesse caso havendo a necessidade de uma atualização retroativa.”

Crédito seletivo e pressão no caixa

O aumento das recuperações judiciais está ligado ao ambiente de crédito. Com juros em patamar elevado – com Selic em 14,75% – e maior rigor na concessão, empresas com maior nível de endividamento enfrentam dificuldades para rolar dívidas ou captar novos recursos.

Nesse contexto, a recuperação judicial tem sido usada como ferramenta para reorganizar passivos e preservar operações. Mesmo com oscilações mensais, o indicador mostra que 2025 ficou acima da tendência histórica tanto em número de processos quanto em empresas envolvidas.

A média mensal entre 2012 e 2023 era de cerca de 53 processos. Em 2025, esse patamar foi superado de forma recorrente. Na ótica de CNPJs, a média histórica de 106 empresas por mês também foi ultrapassada ao longo do ano.

Recuperação judicial foi mais utilizada pelo agro e pelo ramo de serviços

A análise por setor mostra concentração das recuperações judiciais em dois segmentos: agropecuária e serviços. Em 2025, a agropecuária respondeu por 30,1% dos CNPJs em recuperação, seguida de perto por serviços, com 30%.

Na sequência aparecem comércio (21,7%) e indústria (18,2%). Em relação a 2024, houve aumento da participação do agro e leve avanço de serviços, enquanto comércio e indústria recuaram.

Serasa Experian; Recuperação judicial; recuperações judiciais
Divulgação/Serasa Experian

No longo prazo, a mudança é mais evidente. A participação da agropecuária saltou de 1,3% em 2012 para mais de 30% em 2025. Já indústria e comércio reduziram presença relativa no indicador.

O avanço do agro reflete características próprias do setor. Fatores como clima, variação de preços de commodities, custos de insumos e exposição cambial afetaram o fluxo de caixa de empresas do ramo.

Base de empresas cresce, mas inadimplência preocupa

Apesar do aumento das recuperações judiciais, a base de empresas ativas no Brasil segue em expansão. Entre 2023 e 2025, o número de companhias cresceu de forma consistente, com avanço mais forte no último ano.

Ao mesmo tempo, o número de empresas que recorreram à recuperação judicial continuou subindo, mas em ritmo menor. Após alta de 36,2% em 2023, o crescimento desacelerou para 26,4% em 2024 e 12,9% em 2025.

O cenário sugere uma espécie de normalização em um nível mais elevado. Ou seja, o instrumento continua sendo utilizado com frequência, mas sem o mesmo ritmo de aceleração observado anteriormente.

Ainda assim, os dados de inadimplência acendem um alerta. Em janeiro de 2026, havia 8,7 milhões de CNPJs negativados, com dívida média superior a R$ 23 mil por empresa e cerca de sete restrições por cadastro. Historicamente, o aumento da inadimplência antecede os pedidos de recuperação judicial.

Falências recuam

Enquanto as recuperações judiciais avançam, os pedidos de falência seguem em queda. Em 2025, foram registrados 698 CNPJs com pedidos desse tipo, uma redução de 19% em relação ao ano anterior.

Na comparação com 2012, a queda é ainda maior, de cerca de 61%. A mudança reflete a evolução dos instrumentos de renegociação de dívidas e a menor utilização da falência como mecanismo de cobrança por credores.

Mais judicial do que extrajudicial

Outro ponto do levantamento é a diferença entre recuperação judicial e extrajudicial. Em 2025, foram 977 pedidos na modalidade judicial, contra apenas 62 extrajudiciais.

A proporção indica que, para cada 16 recuperações judiciais, há uma extrajudicial. Embora esse tipo de acordo venha ganhando espaço, ainda depende de maior alinhamento entre credores, o que limita a adoção.

 

 https://istoedinheiro.com.br/recuperacao-judicial-recorde

segunda-feira, 6 de abril de 2026

China recebe primeiras cargas de DDGS do Brasil

 

ckan-logo.png — Ministério da Agricultura e Pecuária

 

 

 São Paulo, 6 – O Ministério da Agricultura informou que as primeiras cargas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) do Brasil, somando 62 mil toneladas, chegaram na China. Também foi enviado ao país o primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves.

Em nota, a pasta lembra que em novembro passado os primeiros estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar DDG/DDGS ao país.


Pesquisa indica que 33% dos domicílios no Brasil já usaram ‘canetas emagrecedoras’

 

 

O uso de canetas emagrecedoras como Ozempic, Mounjaro, Wegovy ou similares aumentou no Brasil em 2026. Pesquisa nacional realizada pelo Instituto Locomotiva mostra que 1 em cada 3 domicílios brasileiros declara ter um morador que utiliza ou já utilizou esse tipo de medicamento. 

Na primeira onda da pesquisa, realizada no final de 2025, 26% dos domicílios relatavam uso das canetas. Esse percentual passou para 33% na segunda onda, realizada em fevereiro deste ano. 

O tema também já se tornou amplamente conhecido entre os brasileiros. Apenas 6% dizem nunca ter ouvido falar das canetas emagrecedoras. Além disso, 6 em cada 10 brasileiros afirmam conhecer alguém que utiliza ou já utilizou esses medicamentos. 4 em cada 10 afirmam ter adquirido o produto sem receita médica, pela internet ou no exterior.

O levantamento também mostra que, embora o uso seja mais frequente entre consumidores de maior renda, o fenômeno já está presente em diferentes perfis sociais. 39% dos domicílios da classe AB registram uso das canetas, contra 30% nas classes CDE.  

“As canetas emagrecedoras deixaram de ser um assunto distante e viraram um fenômeno vivido no cotidiano. Quem teve experiência tende a avaliar de forma positiva e a recomendação aparece como termômetro social de confiança”, apontou Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva

Menos snacks e pedidos de delivery

O levantamento também mostra que a disseminação desses fármacos está reconfigurando hábitos alimentares e forçando setores como o varejo e o de serviços a se adaptarem a um novo perfil de consumidor. 

Os dados mostram que 95% dos domicílios em que há usuários desses medicamentos registraram redução no consumo de pelo menos uma categoria de alimentos ou bebidas. As categorias que mais registraram queda foram doces, snacks e salgadinhos (70%), bebidas açucaradas (50%), massas e outros carboidratos (47%), bebidas alcoólicas (45%) e alimentos ultraprocessados (42%). Já 47% registraram diminuição na frequência de ida a restaurantes, enquanto 56% apontam redução nos pedidos de delivery e fast food. 

“O que os dados revelam é que o fenômeno tem uma segunda camada, já que há uma redução no consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas, e, em alguns casos, queda de gasto. Isso significa que a discussão não é só sobre um medicamento, é sobre comportamento. Se o acesso ampliar, o mercado precisa se preparar para um consumidor que compra diferente”, apontou Meirelles. 

Acesso e mercado informal

Apesar da alta taxa de recomendação — 78% dos usuários indicariam o produto a familiares —, o custo permanece como o principal limitador. O estudo mostra que 76% acreditam que os valores estão se tornando mais acessíveis, mas a busca por preços menores têm empurrado consumidores para o mercado informal. Cerca de 40% dos usuários admitiram ter adquirido o medicamento sem receita médica, pela internet ou no exterior.

“Se a barreira de preço for derrubada, o uso tende a crescer com força. E parte dos usuários já tenta encurtar esse caminho recorrendo a compras sem receita, online ou internacionais. A possível quebra de patentes pode acelerar esse movimento, ampliando o acesso e mudando o tamanho do mercado”, encerrou o especialista. 

 

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Governo anuncia nova subvenção ao diesel e medidas para gás de cozinha e aviação

 

O governo federal anunciou  na tarde desta segunda-feira, 6, novas medidas para conter o impacto da guerra no preço dos combustíveis. Nesta segunda, o barril de petróleo operava em alta, com o Brent voltando a ser negociado acima de US$ 110.

A primeira medida anunciada foi uma nova subvenção ao diesel, de R$ 0,80, aos produtores brasileiros de óleo diesel, que se soma à subvenção de R$ 0,32 por litro que já está em vigor. Há duas semanas, o governo anunciou uma subvenção ao diesel, que prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel, sendo R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual. A proposta está em negociação com os estados.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, dois, dos 27 estados, não fizeram a adesão ao programa do governo. Durigan não quis revelar quais os dois estados. “Não vou fulanizar”, disse o ministro, e afirmou que o nome dos estados que aderirem estará na formalização do programa.

Segundo o governo, esta nova subvenção ao diesel anunciada hoje será realizada com recursos federais, com custo estimado de R$ 3 bilhões por mês. A subvenção durará por dois meses, podendo ser prorrogada por igual período. Em contrapartida, os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor.

“As medidas garantem o abastecimento e a importação do diesel, e também para os produtores nacionais para manter o abastecimento e mitigando o custo da guerra para o diesel”, disse Durigan. Veja aqui as medidas anunciadas.

O governo também publicará decreto que zera os dois tributos federais – PIS e Cofins – que incidem sobre o biodiesel, gerando uma economia de R$ 0,02 por litro do combustível. O combustível renovável hoje é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15%.

Além do ministro Durigan, participaram da coletiva, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia (MME), e Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento (MPO).

A MP asssinada hoje também prevê subvenção voltada ao GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) importado, o gás de cozinha. O governo pagará uma subvenção de R$ 850,00 sobre cada tonelada de GLP, com valor total de R$ 330 milhões. “A medida é para garantir a importação e a distribuição, especilmente para as familias de baixa renda”, afirmou Durigan.

Com isso, o produto importado será comercializado ao mesmo preço daquele produzido no Brasil. A subvenção também terá duração de dois meses, podendo ser prorrogada por mais dois.

MP alcança combustível de aviação

O setor aéreo também faz parte da MP, com o Pis/Cofins QAV (querosene de aviação) zerado, o que equivale a uma redução de R$ 0,07 por litro do combustível.

As companhias aéreas também estão desobrigadas do pagamento de tarifas de navegação aérea durante este período. O montante poderá ser pago apenas em dezembro, referentes aos meses de abril, maio e junho.

Ainda prevê duas novas linhas de crédito. A primeira conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), terá valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas. Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada.

A segunda linha terá foco no capital de giro de seis meses, com R$ 1 bilhão alocados, e condições financeiras e elegibilidade a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com risco da União.

As linhas se somam ao mecanismo já adotado pela Petrobras de mitigação do aumento do preço do QAV, anunciado na semana passada.

(em atualização)

 

 https://istoedinheiro.com.br/nova-subvencao-diesel-medidas-gas-aviacao

Preço médio do quilo em SP é de R$, 86,86, enquanto o do PF é de R$ 38,65, mostra Procon

 

1 trilhão de litros: consumo de água dos data centers acende alerta vermelho; Amazon, Google e Microsoft recuam

 

O avanço acelerado da Inteligência Artificial está impondo um limite físico inesperado às Big Techs. Pressionadas por comunidades locais e um grupo crescente de investidores institucionais, Amazon, Microsoft e Google foram forçadas a interromper projetos multibilionários de data centers diante de preocupações com o consumo de água e energia.

Gestoras como a Trillium Asset Management lideram uma ofensiva para exigir transparência sobre o uso de quase 1 trilhão de litros de água anuais pelo setor – volume equivalente à demanda da cidade de Nova York – e questionam como empresas como a Alphabet planejam cumprir metas de descarbonização após registrarem um salto de 51% em suas emissões operacionais.

Em 2020, a Alphabet se comprometeu a reduzir pela metade emissões de gases causadores de efeito estufa e a usar fontes de energia sem carbono até 2030. No entanto, a Trillium disse que, em vez disso, as emissões aumentaram 51%, deixando os investidores “no escuro” sobre como a empresa planeja cumprir as metas.

Uma resolução semelhante da Trillium no ano passado obteve o apoio de quase um quarto dos acionistas independentes.

A defensora dos acionistas da Green Century Capital Management, Giovanna Eichner, por sua vez, disse que está em discussões com a Nvidia sobre a apresentação de uma resolução “para garantir que os ganhos de curto prazo da inteligência artificial não venham à custa de riscos climáticos e financeiros de longo prazo”.

Uso da água

Os acionistas querem mais dados sobre o uso de água pelas empresas. Os data centers norte-americanos usaram quase 1 trilhão de litros de água em 2025, de acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado Mordor Intelligence, o que equivale aproximadamente às demandas anuais da cidade de Nova York.

Embora Meta, Google, Amazon e Mcrosoft tenham começado a usar resfriamento de circuito fechado em seus data centers, o que exige muito menos água, os dados sobre esse uso variam.

O relatório ambiental de 2025 da Meta mostra uso de água para os locais que a empresa possui, mas não para os que ela alugou ou que estavam em construção. O uso total aumentou 51%, de 3.726 megalitros em 2020 para 5.637 megalitros em 2024, água suficiente para abastecer mais de 13.000 residências por um ano.

O relatório ambiental de 2025 do Google apresenta dados sobre os sites que possui e aluga, mas não sobre os operados por terceiros. Amazon e Microsoft informaram o uso total de água, mas nenhuma delas o dividiu por local em seus relatórios de sustentabilidade de 2025.

Josh Weissman, diretor de fornecimento de capacidade de infraestrutura da Amazon, disse que a empresa está “divulgando cada vez mais dados de consumo de água específicos dos locais onde operamos”. Um porta-voz da Amazon acrescentou que a empresa está comprometida em ser uma “boa vizinha” e está investindo em esforços de eficiência, colocando nova energia online e reduzindo uso de água.

Os dados em nível local são cruciais, pois ajudam os investidores a avaliarem melhor os riscos operacionais e o desempenho da empresa em gerenciá-los, disseram investidores, acrescentando que também querem saber mais sobre os esforços para reabastecer os suprimentos de água.

Dados locais solicitados

“Não os vimos divulgando o suficiente sobre consumo de água (e o) impacto na comunidade local”, disse Jason Qi, analista líder de tecnologia da Calvert Research and Management.

Um porta-voz da Microsoft disse que a sustentabilidade ambiental é “um valor fundamental” e que a empresa está “enfrentando proativamente os desafios da sustentabilidade e acelerando as soluções para um impacto de longo prazo”

Um porta-voz do Google se recusou a comentar e a Meta não retornou um pedido de comentário.

Dan Diorio, vice-presidente da Data Center Coalition, um grupo de lobby cujos membros incluem as quatro grandes empresas de tecnologia, disse que melhorar o envolvimento da comunidade se tornou uma das principais prioridades no ano passado.

“É fundamental que sejamos francos com eles em relação ao uso de energia e água, para que os moradores possam entender que esse projeto não vai estressar seus recursos… e vai protegê-los.”

 

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PMI de serviços do Brasil cai a 50,1 pontos em março, revela S&P Global

 

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços no Brasil desacelerou o ritmo de crescimento, de 53,1 pontos em fevereiro para 50,1 em março, informou nesta segunda-feira, 6, a S&P Global.

 Esta foi a quinta leitura consecutiva acima dos 50,0 pontos, o que indica expansão da atividade.

 Apesar disso, o mês foi de desafios para os provedores de serviços brasileiros, com a alta nos custos dos insumos impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. Com o aumento das despesas operacionais, as empresas aumentaram os preços de venda no ritmo mais acelerado desde outubro passado, segundo a &P.