sexta-feira, 10 de julho de 2026

Mais de 4 mil produtos exportados aos EUA podem ter tarifas adicionais

 


Medidas devem atingir US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras 
 
 
Se as duas novas propostas forem adotadas, a taxação contra o Brasil chegaria em 37,5%

 

 

Uma projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que, caso o governo dos Estados Unidos adote as novas propostas de taxação contra o Brasil – de 25% e 12,5% – cerca de 4.187 produtos exportados pelo Brasil serão afetados, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações. Todos esses produtos estão hoje submetidos à tarifa adicional temporária de 10% prevista na Seção 122 da legislação comercial norte-americana, vigente até dia 24 de julho. Entre os principais produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos que podem ser afetados pela tarifa acumulada de 37,5%, o Brasil atua como o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 11. "O aumento das tarifas compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e prejudica empresas dos dois países", explica o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Nesta semana acontecem as audiências públicas para tratar de possíveis duas novas tarifas que produtos brasileiros podem sofrer: uma investigação especificamente sobre o Brasil que sugere sobretaxa de 25% e outra investigação sobre trabalho forçado onde o Brasil também está incluído e pode sofrer uma taxa de 12,5%. Se as duas novas propostas forem adotadas, haverá um acréscimo de 27,5 pontos percentuais sobre esses bens, dos quais 62% são bens intermediários, utilizados como insumos em processos produtivos. Neste caso, a taxação contra o Brasil chegaria em 37,5%.

O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo representará a CNI na audiência pública nesta terça-feira (7), em Washington (EUA), sobre a proposta de tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros. Dos 80 inscritos para falar na audiência, 66 devem se posicionar contra a medida. A investigação foi aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O USTR concluiu que práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao etanol e combate ao desmatamento seriam restritivas ao comércio dos Estados Unidos. A expectativa é que haja uma decisão final até 15 de julho.

 

 https://amanha.com.br/categoria/sul-for-export/mais-de-4-mil-produtos-exportados-aos-eua-podem-ter-tarifas-adicionais


Grupo Giassi inaugura nova unidade do atacadista catarinense Combo

 


O empreendimento gerou 120 empregos diretos em Braço Norte 
 
 
Está é a nona unidade da bandeira atacadista

 

 

O Grupo Giassi inaugurou o Combo Braço do Norte, Santa Catarina, a nona loja da bandeira atacadista da rede. A nova loja conta com 4,4 mil metros quadrados de área de vendas e um mix de mais de 12 mil produtos. A estrutura tem estacionamento para 400 veículos e 30 caixas de atendimento. O empreendimento gerou 120 empregos diretos, o valor da operação não foi divulgado. A abertura em Braço do Norte consolida a presença do Combo em polos estratégicos de Santa Catarina. 

A bandeira atacadista já opera em Araranguá, Criciúma, Forquilhinha, Içara, Palhoça, São José, Sombrio e Tubarão. O Grupo Giassi é formado pelas bandeiras Giassi Supermercados e Combo Atacadista. Com a nova unidade, o grupo soma 27 lojas, 18 no formato varejo e nove no atacado, e mais de 8 mil colaboradores. A Giassi é a 73ª maior empresa da região e também a 18ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital na íntegra clicando aqui).


https://amanha.com.br/categoria/empresa/grupo-giassi-inaugura-nova-unidade-do-atacadista-catarinense-combo

Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos

 


A região Sul manteve o maior percentual de participação na base de cooperados 
 
 
O crédito cooperativo continuou ampliando sua presença no país alcançando 59% dos municípios, sendo que a região Sul lidera esse índice (97,2%)

 

 

As cooperativas de crédito mantiveram trajetória de crescimento expressiva ao longo de 2025. É o que mostra o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), publicação anual do Banco Central do Brasil que analisa a evolução do segmento e seus principais indicadores econômico-financeiros. O SNCC continuou ampliando sua presença no país e expandindo sua rede de atendimento, alcançando 59% dos municípios brasileiros, sendo que a região Sul lidera esse índice (97,2%), seguida pelo Centro-Oeste (80,3%) e Sudeste (76,4%).

A base de cooperados registrou crescimento expressivo, totalizando 21,2 milhões ao final do ano, sendo 17,8 milhões de pessoas físicas e 3,4 milhões de pessoas jurídicas. Todas as regiões registraram crescimento no número de cooperados, mas as regiões Norte e Nordeste ainda apresentam baixa representatividade e elevado potencial de crescimento. Os maiores percentuais de crescimento na base de associados foram observados na região Norte, no caso das Pessoas Físicas (+15,4%), e na região Nordeste, no caso das Pessoas Jurídicas (+19,8%). A região Sul manteve o maior percentual de participação na base de cooperados, com 46,1% das Pessoas Físicas e 38,5% das Pessoas Jurídicas.

O cooperativismo de crédito avançou entre a população do país em todas as regiões. O percentual da população associada a cooperativas de crédito aumentou em todas as regiões, chegando a 8,4% ao final de 2025. Os destaques foram a região Sul (+1,7 ponto percentual), que deteve o maior percentual de associação (26,3%), e o Centro-Oeste (+0,9 ponto percentual), a segunda com maior percentual de associação (12%). Os ativos totais do segmento ultrapassaram a marca de R$ 1 trilhão, com crescimento sustentado principalmente pelo avanço das operações de crédito, que permanecem como principal componente dos ativos.

"O setor também manteve expansão das captações, reforçando sua capacidade de financiamento das operações concedidas às micro, pequenas e médias empresas e ao setor agroindustrial. O risco da carteira de crédito do SNCC aumentou em 2025, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas. Ainda assim, o nível de provisões permaneceu superior às perdas esperadas", destaca o relatório do Banco Central.

Em 2025, Ano Internacional das Cooperativas (ONU), o anuário 500 MAIORES DO SUL publicou um ranking especial do cooperativismo, que abrange os setores de produção, saúde e crédito, reconhecendo seu impacto nas comunidades. O ranking é publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Leia o anuário digital completo clicando neste link.

 

 https://amanha.com.br/categoria/economia/cooperativas-de-credito-superam-r-1-trilhao-em-ativos


quinta-feira, 9 de julho de 2026

IBGE prorroga inscrições para o Censo Agropecuário até 9 de julho; veja como se inscrever

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prorrogou as inscrições para o processo seletivo simplificado do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Os interessados têm até esta quinta-feira, 9 de julho, às 14h, para se candidatar às mais de 8 mil vagas temporárias em todo o país.

O que aconteceu

  • As inscrições para o processo seletivo do Censo Agropecuário do IBGE foram prorrogadas até 9 de julho.
  • São ofertadas 8.238 vagas temporárias de nível médio, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008.
  • A seleção inclui prova objetiva e reserva de vagas para candidatos de cotas.

Como se inscrever e qual a taxa de participação

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio do site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), banca responsável pela seleção. A taxa de participação é de R$ 53.

O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

Vagas temporárias oferecidas e os benefícios

Ao todo, a seleção oferece 8.238 vagas temporárias distribuídas entre cinco cargos de nível médio. Os salários variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios.

As oportunidades estão distribuídas por todas as regiões do país e contemplam funções nas áreas administrativa, operacional, de supervisão e de suporte tecnológico para a realização do levantamento.

Além da remuneração, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Os profissionais atuarão na coleta de informações em campo, supervisão de equipes, apoio administrativo e suporte às operações do Censo Agropecuário.

Quais os requisitos para as vagas temporárias do IBGE?

Todos os cargos exigem ensino médio completo. Os candidatos também devem:

  • ter pelo menos 18 anos na data da contratação;
  • estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • estar em dia com o serviço militar, no caso dos homens;
  • possuir aptidão física e mental para o exercício da função;
  • cumprir os demais requisitos previstos no edital.

Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é obrigatória Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida.

Como funciona o processo de seleção

O processo seletivo contará com uma prova objetiva composta por 60 questões de múltipla escolha.

A avaliação abordará conteúdos de:

  • Língua Portuguesa;
  • Raciocínio Lógico;
  • Ética no Serviço Público;
  • Geografia;
  • conhecimentos específicos de cada cargo.

A prova será aplicada no dia 27 de setembro, no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, com duração de quatro horas.

Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total e acertar ao menos uma questão de cada disciplina exigida para o cargo.

Critérios de cotas para vagas

O edital também prevê reserva de vagas para grupos específicos:

  • 25% para candidatos pretos e pardos;
  • 5% para pessoas com deficiência;
  • 3% para indígenas;
  • 2% para quilombolas.

Os candidatos inscritos nas cotas também disputarão as vagas da ampla concorrência, desde que atendam aos procedimentos de validação previstos no edital.

Contrato temporário pode durar até quatro anos

Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas atividades do Censo Agropecuário 2026.

Os contratos poderão ser prorrogados conforme a necessidade do IBGE e o andamento dos trabalhos, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação para contratações temporárias.

Durante o vínculo, os profissionais passarão por avaliações periódicas de desempenho, que considerarão critérios como assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades desenvolvidas. O contrato poderá ser encerrado caso o desempenho seja considerado insatisfatório.

Além das vagas imediatas, o processo seletivo também formará cadastro de reserva. Os candidatos classificados poderão ser convocados ao longo da execução do Censo Agropecuário, conforme surgirem novas demandas ou substituições.

Cronograma do processo seletivo

  • 9 de julho — encerramento das inscrições;
  • 21 de setembro — divulgação do cartão de convocação para a prova;
  • 27 de setembro — aplicação da prova objetiva;
  • 28 de setembro — divulgação do gabarito preliminar;
  • 3 de novembro — resultado definitivo da prova objetiva;
  • 18 de dezembro — divulgação do resultado final da seleção.
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  •  https://istoedinheiro.com.br/ibge-prorroga-concurso-censo-agropecuario
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Governo adia retirada de subsídio da gasolina

 

O governo federal adia retirada de subsídio da gasolina nesta quinta-feira (9), após a escalada dos preços internacionais do petróleo, impulsionada pela intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã. A decisão foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em meio à volatilidade do mercado global, que pressiona as cotações do barril.

Segundo o ministro Dario Durigan, a equipe econômica planejava anunciar o encerramento, total ou parcial, da subvenção ainda nesta semana. Contudo, a valorização superior a 5% do barril de petróleo, registrada na quarta-feira (8), levou o governo a postergar a decisão para reavaliar o cenário.

O que aconteceu

  • O governo federal decide adiar a retirada do subsídio da gasolina devido à alta do preço internacional do petróleo.
  • A escalada dos preços é resultado da intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a decisão será reavaliada na próxima semana.

“Essa semana eu ia anunciar a retirada do subsídio da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo”, afirmou Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.

O ministro acrescentou que a avaliação será refeita nos próximos dias e que, caso o cenário internacional se estabilize, o governo pretende iniciar a retirada do benefício, seguindo um cronograma prudente.

“Semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente, como próximo passo”, disse o chefe da pasta da Fazenda, indicando a intenção de manter o planejamento inicial assim que possível.

Por que o subsídio à gasolina foi implementado?

A subvenção foi anunciada pelo governo em maio como parte das medidas para mitigar os efeitos da instabilidade no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil. O objetivo principal era proteger o consumidor da volatilidade do mercado internacional de petróleo.

O benefício, válido tanto para a gasolina importada quanto para a produzida no país, foi fixado em R$ 0,44 por litro e tinha duração prevista de dois meses. Antes da nova escalada do conflito, a expectativa da equipe econômica era encerrar gradualmente o programa, seguindo o mesmo modelo adotado para o diesel.

Um pacote de medidas mais amplo

O subsídio à gasolina integra um pacote de auxílios maior, anunciado pelo governo em abril, para enfrentar o aumento dos custos provocado pela valorização do petróleo no mercado internacional. Essas ações visam proteger diversos setores da economia e a população em geral.

Entre as medidas já adotadas pelo governo federal, destacam-se:

  • subsídio ao diesel produzido ou importado;
  • isenção de tributos federais sobre o biodiesel;
  • subsídio ao gás de cozinha;
  • auxílio ao querosene de aviação;
  • linhas de crédito voltadas ao setor aéreo.

O incentivo ao diesel foi encerrado em 1º de julho. A expectativa era de que a gasolina seguisse o mesmo caminho nos dias seguintes, mas a mudança abrupta no cenário internacional forçou o governo a reavaliar o cronograma de desoneração.

Conflito no Oriente Médio pressiona o mercado

A cautela da equipe econômica brasileira ocorre após uma nova ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. Esse conflito geopolítico tem gerado incertezas e impactado diretamente o preço da commodity.

Na quarta-feira (8), o Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom) informou ter realizado ataques contra cerca de 90 alvos considerados estratégicos ao longo da costa iraniana. Segundo os militares, foram atingidos sistemas de defesa aérea, instalações de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, estruturas navais e centros logísticos do país persa.

A operação deu sequência aos bombardeios iniciados na terça-feira (7), quando os Estados Unidos afirmaram ter atacado aproximadamente 80 alvos militares iranianos, incluindo embarcações ligadas à Guarda Revolucionária. A intensificação das ações militares elevou a preocupação dos mercados com possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo, pressionando as cotações internacionais e levando o governo brasileiro a adiar qualquer mudança na política de subsídios aos combustíveis para evitar repassar essa volatilidade ao consumidor final.

Paramount adia aquisição da Warner Bros por pressão do Oregon

 

A aquisição da Warner Bros pela Paramount, avaliada em US$110 bilhões, foi adiada para depois de 22 de julho, estendendo o prazo para a conclusão do negócio por mais uma semana. A decisão é um desdobramento da intervenção do gabinete do procurador-geral do Oregon.

O gabinete do procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, solicitará nesta quarta-feira a um tribunal do condado de Multnomah que ordene à empresa a entrega de documentos. O objetivo é adiar a conclusão do negócio por 60 dias, para que o Estado possa realizar uma análise aprofundada dos termos da transação.

O que aconteceu

  • A aquisição da Warner Bros pela Paramount, no valor de US$110 bilhões, foi postergada.
  • O procurador-geral do Oregon solicitou mais tempo e documentos para analisar a transação.
  • O novo prazo para a conclusão do negócio foi estendido para depois de 22 de julho.

Anteriormente, a Paramount já havia comunicado ao Oregon que não fecharia a transação antes de 16 de julho, conforme informado pelo gabinete de Rayfield. Em uma audiência preliminar sobre o pedido do Estado, realizada nesta quarta-feira, a empresa alterou novamente esse prazo, cedendo à pressão e às exigências de transparência do gabinete.

Por que o Oregon intervém nesta aquisição?

A intervenção do estado do Oregon reflete a preocupação das autoridades regulatórias com megatransações que podem impactar a concorrência e o interesse público. A solicitação de documentos e o adiamento do prazo visam garantir que todos os aspectos legais e mercadológicos da aquisição bilionária sejam devidamente escrutinados antes de sua finalização.

A postura combativa do gabinete do procurador-geral sublinha o papel fiscalizador dos estados em grandes operações corporativas, assegurando que os trâmites ocorram com total conformidade e transparência.

 

 

 https://istoedinheiro.com.br/paramount-adia-aquisicao-da-warner-bros-por-pressao-do-oregon

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Empresas têm três anos para adaptar suas infraestruturas à IA

 


Pesquisa da Cisco alerta que 71% das empresas brasileiras atingirão limites de capacidade de rede em dois anos 
 
 
No Brasil, 74% das organizações afirmam ter a necessidade de atualizar suas redes, enquanto no mundo esse índice chega a 76%
 
 
 
O uso generalizado de IA já está pressionando a infraestrutura das empresas. Um novo estudo da Cisco, em parceria com a Foundry Research, revela que empresas ao redor do mundo têm até três anos para atualizar suas infraestruturas de rede a fim de suportar a crescente demanda impulsionada pela IA. Apesar de a metade das organizações já possuir ampla implementação de IA generativa, a aceleração tecnológica contrasta com a infraestrutura atual, pois 73% das companhias globalmente afirmam que suas redes atingirão limites de capacidade em 24 meses. Entre as corporações brasileiras, esse percentual é de 71%. 

O levantamento também aponta que 95% das empresas brasileiras já relatam dificuldades para acompanhar a evolução das ameaças de segurança impulsionadas pela IA, acima dos 92% registrados na média global. Além disso, 85% das corporações no mundo esperam uma expansão moderada ou significativa do uso de IA agêntica nos próximos dois anos. A pesquisa ouviu 3.472 líderes de TI em todo o mundo, incluindo o Brasil, e aponta um cenário de rápida adoção da IA generativa e de agentes de IA, ao mesmo tempo em que expõe limitações críticas nas redes corporativas. No Brasil, 74% das organizações afirmam ter a necessidade de atualizar suas redes, enquanto no mundo esse índice chega a 76%. Já 82% dos líderes brasileiros dizem estar mais confiantes em suas estratégias de IA do que na capacidade de suas redes de suportá-las.

O tráfego de rede deve triplicar à medida que a IA Agêntica se expandir

A pesquisa indica que, em até três anos, o tráfego de rede deverá triplicar com a expansão da IA agêntica. Entre as organizações mais avançadas, um terço já opera com implementações amplas dessa tecnologia, enquanto 97% planejam expandir seu uso nos próximos dois anos. Como esses sistemas operam em alta velocidade e geram grandes volumes de dados, eles aumentam a pressão sobre infraestruturas que não foram projetadas para esse nível de demanda.

A capacidade das redes chegará ao limite
Identificado como um dos gargalos centrais de infraestrutura, o Wi-Fi é o fator que mais impulsiona a necessidade de maior capacidade nas redes das empresas. Embora quase todas as companhias planejem atualizar suas redes nos próximos anos, 91% dos executivos no Brasil apontam as limitações de orçamento como um desafio significativo para essa evolução.

As superfícies de ataque estão expandindo, enquanto a observabilidade se torna um desafio
A segurança e a observabilidade também aparecem como desafios centrais. No Brasil, 95% dos entrevistados relatam dificuldades para acompanhar a evolução das ameaças, enquanto 88% afirmam já perceber impactos negativos do uso de IA na segurança. Globalmente, esse índice é de 90%. Ao mesmo tempo, cresce uma lacuna de observabilidade, já que as ferramentas tradicionais de monitoramento têm dificuldade para acompanhar os fluxos dinâmicos e intensos de comunicação gerados pela IA Agêntica.
 
 
 
 https://amanha.com.br/categoria/infraestrutura/com-a-ia-71-das-empresas-brasileiras-atingirao-limites-de-capacidade-de-rede-em-dois-anos?utm_campaign=NEWS+DI%C3%81RIA+PORTAL+AMANH%C3%83&utm_content=Empresas+t%C3%AAm+tr%C3%AAs+anos+para+adaptar+suas+infraestruturas+%C3%A0+IA+-+Grupo+Amanh%C3%A3&utm_medium=email&utm_source=dinamize&utm_term=News_Amanh%C3%A3_08_07_2026

Argenta encaminha aquisição da American Oil

 


Valor do negócio não foi divulgado pelas empresas 
 
 
Como distribuidora, a AmericanOil atua na comercialização de combustíveis para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contando também com postos bandeirados

 

 

A Argenta avançou na aquisição da distribuidora de combustível AmericanOil, empresa com atuação nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A operação foi aprovada pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) neste mês. A negociação foi fechada, no entanto, ainda em maio. O valor do negócio não foi divulgado pelas empresas. Como distribuidora, a AmericanOil atua na comercialização de combustíveis para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contando também com postos bandeirados. A aquisição inclui ainda a operação de Transportador-Revendedor-Retalhista (TRR), em Santa Catarina.

A trajetória da AmericanOil começou em 1969, quando Ari Natal Sgarbossa e Eunice Maria Roveda iniciaram suas atividades no setor de combustíveis com a operação de um posto revendedor. Nas décadas seguintes, o grupo ampliou sua atuação no mercado, e em 1998 Rafaeli Sgarbossa fundou a AmericanOil, dando início a uma nova fase de crescimento e consolidação do negócio. "A AmericanOil tem presença relevante no Sul do país e uma atuação conectada ao nosso setor de origem, o que torna esta movimentação estratégica para a continuidade do nosso crescimento", afirma Neco Argenta, presidente da Argenta.

A Argenta é a 26ª maior empresa da região e a nona maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

 

 https://amanha.com.br/categoria/negocios-do-sul1/argenta-encaminha-aquisicao-da-american-oil

 

Statkraft aprova investimento bilionário para projeto eólico no Sul

 


Parque no RS reforça estratégia da companhia de ampliar portfólio de energia renovável no Brasil 
 
 
Santa Vitória do Palmar foi o município escolhido pois tem elevado potencial para geração de energia eólica

 

 

A Statkraft anunciou a ampliação do seu portfólio com o projeto Gran Sul, um parque eólico onshore que entregará já na primeira etapa de construção, que se inicia em janeiro de 2027, com 280 MW de capacidade instalada, com investimento superior a R$ 1 bilhão. O empreendimento, localizado em Santa Vitória do Palmar (RS) fortalece o Brasil como um dos principais mercados internacionais de crescimento da companhia. Santa Vitória do Palmar foi o município escolhido pois tem elevado potencial para geração de energia eólica. O projeto ampliará a presença da companhia no Rio Grande do Sul e contribuirá para o desenvolvimento regional por meio da geração de empregos, do fortalecimento da cadeia de fornecedores e de investimentos de longo prazo. 

O Gran Sul integra a estratégia da Statkraft de expandir seu portfólio de geração renovável no Brasil, combinando ativos hidrelétricos, eólicos e solares para oferecer soluções energéticas cada vez mais competitivas, confiáveis e alinhadas aos desafios da descarbonização. "A aprovação deste investimento demonstra nossa confiança no potencial da energia eólica brasileira e nosso compromisso com o desenvolvimento de projetos que contribuam para um sistema elétrico cada vez mais seguro, competitivo e sustentável", afirma Thiago Tomazzoli, presidente da Statkraft no Brasil.

A Statkraft é uma empresa líder global em energia hidrelétrica e a maior geradora de energia renovável da Europa, está presente em 20 países. No Brasil, começou a operar em 2011, a empresa tem em Florianópolis (SC) sua sede nacional e no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP) seus escritórios comerciais. Hoje a Statkraft Brasil conta com ativos de geração em operação nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, correspondentes a 2,3 GW de capacidade instalada, entre operações e projetos em construção.

 

 https://amanha.com.br/categoria/empresa/statkraft-aprova-investimento-bilionario-para-projeto-eolico-no-sul

Etanol volta a ser mais vantajoso que a gasolina para motoristas, aponta Veloe/Fipe

 

Abastecer com etanol voltou a ser mais vantajoso que com gasolina para os motoristas de veículos flex em junho, aponta o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Segundo o Monitor Veloe/Fipe, a relação entre o preço médio do etanol e da gasolina caiu para 67,9% no país em junho, o menor patamar desde março de 2024 e abaixo do limite de 70% considerado referência para a vantagem econômica do etanol.

“O resultado interrompe um período em que a relação entre os combustíveis vinha próxima ou acima do nível de 70%, considerado a referência para a decisão de abastecimento. Nas capitais, o indicador também recuou, para 68,5%, reforçando a melhora do custo-benefício do etanol nos principais centros urbanos, embora ainda existam diferenças relevantes entre as regiões”, afirma o relatório. 

O desempenho foi sustentado principalmente pela retração de 4,7% no preço médio do etanol hidratado em relação a maio, a maior entre os combustíveis acompanhados pelo monitor. O litro do etanol encerrou junho em R$ 4,265, na média nacional.

O preço médio da gasolina caiu 0,3% no mês, para R$ 6,727 por litro, enquanto a gasolina aditivada também recuou 0,3%, chegando a R$ 6,866.

Já o diesel comum ficou 2% mais barato em junho, com preço médio de R$ 6,988 por litro, e o diesel S-10 recuou 1,4%, para R$ 7,111. O GNV foi a única exceção, registrando alta de 1,4%, para R$ 4,654.

Acesse o Monitor de Combustíveis aqui.

Combustíveis ainda acumulam alta no ano

Apesar da segunda queda mensal consecutiva, os preços ainda refletem as pressões acumuladas ao longo do primeiro semestre. O diesel permanece como o combustível de maior alta em 2026: o S-10 acumula valorização de 15,1% no ano e o diesel comum, de 14,1%. Na mesma base de comparação, a gasolina comum sobe 7,1% e a aditivada, 6,8%. Apenas o etanol apresenta queda acumulada no semestre (-4,7%).

“O comportamento dos preços em junho consolida um processo de acomodação iniciado no mês anterior, mas ainda não reverte integralmente as pressões acumuladas ao longo de 2026. A principal mudança ocorreu no etanol, cuja maior oferta elevou sua competitividade frente à gasolina, enquanto os derivados de petróleo continuam condicionados tanto ao cenário internacional quanto à dinâmica doméstica de repasses”, afirma Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe.

 

 

 https://istoedinheiro.com.br/etanol-volta-a-ser-mais-vantajoso-que-a-gasolina

 


Como funciona e quem pode investir na B3 em contratos de previsões de IPCA e PIB

 

A B3 iniciou nesta segunda-feira, 29, no Brasil a negociação de dois novos contratos no mercado de previsões financeiras. Os novos derivativos permitem que investidores negociem expectativas para o IPCA, índice oficial de inflação, e o PIB (Produto Interno Bruto), que mede a atividade econômica do país.

Chamados de “contratos de eventos”, os derivativos serão negociados por meio dos tickers PCA e PIB.

A modalidade de investimento foi autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) inicialmente para os chamados investidores profissionais, aqueles com mais de R$ 10 milhões alocados em ativos financeiros ou certificação técnica.

Os contratos tendem a funcionar como um termômetro das expectativas do mercado para inflação e atividade econômica, variáveis acompanhadas de perto por investidores, empresas e formuladores de políticas públicas.

Como funciona o investimento

Nesses contratos, o investidor negocia a probabilidade de ocorrência do evento por meio do preço do contrato, que varia de R$ 0 a R$ 100. Hoje, a B3 já conta com derivativos financeiros para diferentes indicadores e moedas, como as Opções de Copom e os Contratos de Eventos referenciados no Ibovespa B3, Bitcoin e Dólar .

No caso do contrato PCA, o investidor poderá se posicionar em relação ao comportamento do IPCA cheio, tendo como referência a variação mensal do índice de inflação.

Já no contrato PIB, a negociação estará relacionada à expectativa para o crescimento da economia brasileira, com base na variação trimestral do Produto Interno Bruto.

CVM veda contratos de eventos de entretenimento e política

Embora sejam semelhantes às opções tradicionais, os Contratos de Eventos se diferenciam pelo pagamento fixo, potencial de ganho conhecido no início da operação e risco limitado para compradores e vendedores, o que torna seu funcionamento mais simples, segundo a B3. Saiba mais aqui.

A resolução nº 5.298 do Conselho Monetário Nacional (CMN), feito sexta-feira, dia 14, veda a oferta e a negociação no país de contratos derivativos cujos ativos subjacentes estejam relacionados em eventos de entretenimento, política ou esportes.

A regulamentação permite apenas contratos vinculados a indicadores econômicos e financeiros como índices de preços, taxas de juros e taxas de câmbio, o que na prática veda outros tipos de apostas oferecidas por empresas estrangeiras como Kalshi e Polymarket.

Veja outros contatos de eventos negociados na B3:

  • Contrato de Evento sobre Futuro Míni de Ibovespa B3 (ticker: BWI)
  • Contrato de Evento sobre Índice Bovespa B3 (ticker: BBV)
  • Contrato de Evento sobre Futuro Mini de Dólar (ticker: BWD)
  • Contrato de Evento sobre Dólar à Vista (ticker: BDO)
  • Contrato de Evento sobre Futuro de Bitcoin (ticker: BBI)
  • Contrato de Evento sobre Bitcoin à Vista (ticker: BBC)

Duplicata escritural promete facilitar crédito a empresas; entenda como vai funcionar

 

​O Banco Central (BC) lançou o ecossistema de duplicatas escriturais, que promete facilitar crédito a empresas.

Com funcionamento em fase de testes e previsão de adoção gradual até junho de 2028, o sistema representa uma versão totalmente digital da duplicata tradicional usada em vendas a prazo entre pessoas jurídicas e usada no financiamento de capital de giro.

O novo modelo permite que todo o ciclo do título, desde a emissão até o pagamento, negociação ou uso como garantia, seja registrado eletronicamente em sistemas autorizados pelo Banco Central. Veja a página explicativa do BC.

Segundo o BC, o novo modelo digital busca conferir maior transparência, eficiência e segurança às operações.

“Por ser registrada em sistema autorizado, ela evita duplicidade e permite o acompanhamento digital de toda a transação, desde a emissão até a liquidação, facilitando a gestão financeira das empresas. É vinculada a um documento fiscal e pode ser negociada independentemente do pagamento. Assim, as empresas passam a negociar com bancos, fintechs e investidores, ampliando o acesso ao crédito, reduzindo custos e aumentando a concorrência”, afirma o BC. 

Como vai funcionar

A duplicata é um documento que representa uma dívida de uma empresa compradora com outra empresa vendedora. Ela costuma ser usada por negócios que vendem produtos ou serviços com pagamento futuro.

Antes da digitalização, parte dessas operações dependia de documentos físicos, registros separados e processos manuais. Isso aumentava o risco de problemas como informações desencontradas, duplicidade de recebíveis e dificuldades para comprovar a existência do crédito.

Com a duplicata escritural, os dados passam a ficar registrados em um ambiente eletrônico, permitindo acompanhar todo o histórico do título. Na prática, o sistema oferece:

  • Mais transparência nas operações;
  • Rastreamento dos recebíveis;
  • Redução de fraudes;
  • Maior segurança para bancos e empresas;
  • Processos mais rápidos e organizados.

Impactos e cronograma

Para pequenas e médias empresas, a mudança pode melhorar as condições de acesso a financiamentos.

Ao apresentar recebíveis registrados digitalmente, empresas podem ter mais facilidade para antecipar valores que receberiam no futuro ou oferecer esses créditos como garantia em operações financeiras.

O novo sistema também tende a ajudar instituições financeiras a avaliar melhor os riscos, pois permite analisar com mais precisão a origem e a validade dos recebíveis.

A implementação da duplicata escritural será gradual e escalonada, com previsão de início da obrigatoriedade para grandes empresas em 2027 e expansão para médias e pequenas empresas em 2028.

Principais números

  • R$ 11 trilhões: tamanho estimado do mercado envolvido nas operações
  • 2 milhões: número estimado de empresas emissoras de duplicatas
  • 18 mil: grandes empresas consideradas sacadoras;

Nova rotina

A mudança exigirá integração entre áreas financeiras, fiscais, comerciais e jurídicas das empresas. Será necessário garantir que notas fiscais, pagamentos, contratos e registros digitais estejam alinhados.

A duplicata escritural representa uma nova etapa na digitalização do crédito brasileiro e pode ampliar a concorrência entre financiadores, tornando o mercado mais transparente e acessível para empresas de diferentes portes.

A B3, a bolsa do Brasil, já recebeu autorização do Banco Central para exercer a função de escrituradora no novo modelo.

 

 https://istoedinheiro.com.br/duplicata-escritural-promete-facilitar-credito-a-empresas-entenda-como-vai-funcionar

terça-feira, 7 de julho de 2026

BRB pode pegar multa de R$ 3 milhões por atraso em balanço

 

O Banco de Brasília (BRB) enfrenta a possibilidade de acumular até R$ 3 milhões em multas por não ter divulgado, no prazo estabelecido, as demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025. As penalidades, calculadas com base nas regulamentações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central (BC), começaram a incidir a partir de 1º de abril de 2026, data subsequente ao término do prazo para a publicação dos balanços.

O que aconteceu

  • O BRB pode ter acumulado R$ 3 milhões em multas por não divulgar as demonstrações financeiras de 2025 no prazo.
  • As sanções são impostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Banco Central (BC), com cobrança limitada a 60 dias.
  • O descumprimento pode levar a sérias consequências regulatórias, incluindo a suspensão do registro de companhia aberta.

O cálculo das multas considera as diretrizes da CVM, que prevê penalidades de aproximadamente R$ 1 mil por dia para companhias abertas que atrasam a apresentação de informações periódicas. Como o BRB possui ações negociadas em bolsa, a instituição está diretamente sujeita a essa regra.

Paralelamente, o Banco Central pode aplicar sanções financeiras bem mais elevadas, que podem chegar a R$ 50 mil por dia. O valor exato dessas multas é determinado pelo porte da instituição financeira e pode ser agravado em casos de reincidência, refletindo a gravidade do descumprimento regulatório.

A ISTOÉ tentou contato com o BRB e o Banco Central para obter a confirmação sobre o montante das multas já efetivamente aplicadas, porém, não obteve resposta até o momento da publicação desta reportagem, o que ressalta a falta de transparência sobre a situação.

Legislação limita as cobranças diárias?

Apesar de as penalidades serem de natureza diária, a legislação brasileira estabelece um teto para a sua incidência. As multas podem ser cobradas por um período máximo de 60 dias consecutivos, mesmo que o atraso na divulgação das demonstrações financeiras persista. Com base nesse limite, o valor potencial total das sanções pode atingir aproximadamente R$ 3 milhões.

Considerando que já se passaram mais de 90 dias desde a data limite para a publicação dos balanços, o BRB já teria alcançado o montante máximo das multas estipuladas. Contudo, a instituição permanece em situação irregular perante os órgãos reguladores, o que pode gerar desdobramentos adicionais.

Quais outras sanções o BRB pode enfrentar?

Além do impacto financeiro direto, a ausência das demonstrações contábeis pode desencadear consequências regulatórias mais severas para o Banco de Brasília. A não entrega de informações obrigatórias pode expor a instituição a uma série de medidas punitivas.

De acordo com a regulamentação da CVM, companhias abertas que falham em cumprir suas obrigações informacionais correm o risco de serem incluídas na relação de emissores inadimplentes, além de se sujeitarem a processos administrativos sancionadores. Em situações mais críticas, o registro de companhia aberta pode ser suspenso ou, em casos extremos, até mesmo cancelado.

A suspensão ou o cancelamento do registro de companhia aberta impediria o BRB de atuar no mercado de capitais como uma entidade de capital aberto, gerando um impacto devastador em suas operações e na confiança dos investidores.

No âmbito do Banco Central, o atraso na divulgação dos balanços também pode resultar na aplicação de medidas adicionais de fiscalização e sanção, conforme previsto na vasta regulamentação do sistema financeiro nacional. Essa fiscalização rigorosa busca assegurar a estabilidade e a transparência do setor.

Especialistas do mercado financeiro avaliam que a prolongada demora na divulgação das demonstrações financeiras tende a acentuar a insegurança entre investidores e analistas. Tal cenário pode provocar um aumento na volatilidade dos ativos ligados ao banco e, consequentemente, ampliar o desgaste institucional da instituição no mercado.

O que a CVM informou sobre o caso?

Em nota oficial, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esclareceu que monitora atentamente o cumprimento da obrigação de divulgação periódica das informações financeiras pelas companhias abertas. A autarquia reafirma seu compromisso em fiscalizar o mercado e garantir a conformidade.

O órgão regulador indicou que o atraso na entrega dos balanços caracteriza um descumprimento das normas do mercado de capitais, o que pode resultar na aplicação de multa diária, limitada ao período de 60 dias. A CVM ainda pontuou que o valor específico da penalidade varia de acordo com o tipo de documento que deixou de ser apresentado.

A CVM também destacou que empresas em situação de inadimplência podem ser cadastradas em um registro específico. Nos casos considerados mais graves, a autarquia tem a prerrogativa de suspender ou até mesmo cancelar o registro da companhia, impedindo-a de operar no mercado como companhia aberta, medida que visa proteger os investidores e a integridade do sistema.

Com alívio da guerra, Petrobras reduz em 14,5% preço do querosene de aviação

 

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) que reduziu o preço de venda do querosene de aviação (QAV) em 14,5%. O preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido.  

A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro.

A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.

No ano, no entanto, o combustível usado por aviões e helicópteros ainda está 40,5% mais alto que o do final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro. 

Com a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.

O motivo principal foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu.

Aumentos nos últimos meses

Em abril, a Petrobras reajustou o QAV em 55%. Em maio houve alta de 18%. Na ocasião, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. Em junho a empresa reduziu o QAV em 14,2%.

A atenuação dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal iniciasse o processo de retirada de subsídios (espécie de reembolso) às empresas produtoras e importadoras de combustíveis. A medida era uma forma de impedir choque de preços para o consumidor final.

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm o preço definido no mercado internacional.

A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores.

A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.

Petróleo em novo patamar

Em entrevista à Reuters, a presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o preço do barril do petróleo parece ter se estabelecido em novo patamar de US$72 a US$75, embora o mercado ainda não tenha normalizado e a guerra no Oriente Médio continue impondo incertezas.

“(O mercado de petróleo) ainda não voltou ao normal, mas US$72-75 parece mesmo um novo patamar”, disse.


Restituição do IR: quem pode ser contemplado no lote especial de ‘cashback’ e como consultar

 

A consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda, o chamado ‘cashback’, será aberta na próxima quarta-feira, 8 de julho, a partir das 9h, no site da Receita Federal.

O lote é destinado a contribuintes que não entregaram declaração no ano passado por não estarem obrigados, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 (ano-calendário). O pagamento é limitado a R$ 1 mil e será feito no dia 15 de julho, diretamente na conta do contribuinte vinculada à chave Pix do tipo CPF.

É a primeira vez que o governo pagará restituição para contribuintes que não entregaram a declaração de IR. A estimativa é que cerca de 4 milhões de brasileiros sejam contemplados, com a liberação de cerca de R$ 500 milhões em restituições.

Para calcular a restituição, a Receita utilizou dados já disponíveis em suas bases para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, permitindo identificar eventuais valores a restituir sem necessidade de ação prévia do contribuinte.

“A medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber valores a que têm direito por desconhecimento ou por não estarem obrigados a declarar o imposto”, informou a Receita em comunicado.

Quem pode ser contemplado no lote especial

O lote especial é destinado a contribuintes que atendam, cumulativamente, aos seguintes critérios:
  • Não estavam obrigados a entregar a declaração do IRPF relativa ao exercício de 2025;
  • Não apresentaram declaração por iniciativa própria;
  • Tiveram imposto de renda retido na fonte ao longo de 2024;
  • Possuem valores a restituir, limitados a até R$ 1.000 por contribuinte;
  • Possuem CPF em situação regular e chave Pix vinculada ao CPF.

Como consultar

A partir de 8 de julho, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado na página da Receita Federal. O contribuinte também poderá usar o aplicativo Receita Federal para realizar a consulta.

Na página da Receita Federal>Meu Imposto de Renda será possível acessar a declaração gerada automaticamente, que contará com as mesmas funcionalidades de uma declaração tradicional, permitindo: iInclusão de informações adicionais, se necessário; e retificação ou ajuste antes da conclusão do processamento.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Sete Magníficas perdem US$ 2 trilhões em valor em junho. Vale a pena investir agora?

 

As grandes empresas de tecnologia sofreram um baque no mês de junho, puxadas pelo receio dos investidores com juros altos prolongados, cobranças sobre o real retorno dos investimentos em inteligência artificial e alta no mercado global de semicondutores.

Levantamento da Economatica mostra que as sete magníficas, empresas de tecnologia mais valiosas do planeta, perderam US$ 2,03 trilhões em valor de mercado em junho. A Microsoft liderou as perdas, recuando 17,15%, seguida da Amazon (-11,93%), Meta (-10,78%) e Apple (-7,27%). Veja ranking abaixo:

Desempenho das 7 Magníficas

Olhando para o acumulado de 2026, o cenário, no entanto, não foi tão catastrófico. Algumas companhias valorizaram, entre elas Alphabet (13,54%), Apple (6,97%), Nvidia (6,08%) e Amazon (5,23%). E na contramão, Tesla, Meta e Microsoft acumularam perdas de 3,99%, 13,16% e 20,78%, respectivamente.

A grande dúvida dos investidores é se as perdas de junho tendem a se prolongar no longo prazo ou se é apenas um momento ruim do mercado ou um movimento de realização de lucros.

O que está por trás da fuga dos investidores?

Segundo os especialistas, foram vários os gatilhos que provocaram o tombo das Magníficas. Renato Nobile, CEO e CIO da Buena Vista Capital, afirma que o mercado passou a exigir evidências concretas do retorno sobre o capital investido em IA.

“Com um capex anual projetado de US$ 750 bilhões para o setor, os investidores começam a questionar a viabilidade e o prazo de maturação desses investimentos”, diz.

Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o cenário de juros mais altos e custo de capital elevado também impactou no desempenho da Magníficas. Ele destaca que existe uma realocação de capital em função do valuation, porque muitos investidores questionam o ritmo atual de crescimento das empresas ou projeções de lucro versus o preço das ações na bolsa.

Já para Bruno Corano, economista da Corano Capital, não há uma fuga de investidores e sim um movimento de rotação seletiva nas carteiras. “O investidor começou a separar quem está gastando centenas de bilhões em IA de quem está vendendo a infraestrutura dessa IA”, observa.

Nobile pondera que a rotação ocorre também para outros setores da bolsa. Ele cita o índice Russell 2000, que reúne pequenas empresas dos EUA, que superou o Nasdaq 100 pela primeira vez em vários anos, com investidores realizando lucro em big techs para buscar oportunidades em segmentos descontados.

Mercado cobra que IA gere valor

Empresas como Microsoft, Amazon, Alphabet e Meta pretendem gastar bilhões de dólares em infraestrutura em IA em 2026, mas segundo Corano, o grande conflito é que o mercado ainda não está vendo esses gastos se traduzirem em receita. “O mercado não está mais aceitando apenas a narrativa de ‘IA vai mudar tudo’. Agora ele quer ver receita, margem, produtividade e retorno sobre capital investido”, comenta o economista.

A grande questão, na visão de Corano, é quem realmente captura valor econômico com Inteligência Artificial. Ele destaca que boa parte do valor gerado pode ficar com a Nvidia, TSMC, Micron, Broadcom e fornecedores de infraestrutura. “E não necessariamente com as plataformas que estão gastando”, alerta.

Para os especialistas, a queda das Magníficas é transitória, mas no longo prazo ainda há expectativa de ganhos de eficiência, expansão de ecossistemas e maior monetização de dados.

Semicondutores mudaram o jogo

Segundo projeções da IDC, o mercado global de semicondutores pode atingir US$ 1,29 trilhão em 2026, com crescimento de 52,8% ao ano, puxado por infraestrutura de IA e memória.

Corano destaca que para as Magníficas o peso dos semicondutores é enorme, mas assimétrico. A Nvidia é a que mais se beneficia, com alta demanda por semicondutores e infraestrutura de IA, mas há riscos se o custo total da IA ficar alto demais, fazendo os clientes desacelerarem as compras.

Já para Microsoft, Alphabet e Meta, a alta no preço dos semicondutores é custo de investimento. “O problema é que isso aumenta o capex, pressiona o fluxo de caixa livre e eleva o ponto de equilíbrio da monetização”, avalia o economista.

Na Apple, o impacto é sentido na cadeia de hardware. “Se os componentes sobem muito, a Apple tem três escolhas: absorver margem menor, repassar preço ou reduzir especificações”, destaca Corano.

Já na Tesla, ele comenta que o efeito é misto, porque semicondutores são essenciais para carros, direção autônoma e infraestrutura de IA, mas a empresa já enfrenta pressão de margem no negócio automotivo.

O que esperar?

Os especialistas consultados afirmam que os balanços das Sete Magníficas do 2º trimestre serão um teste decisivo para o desempenho das ações destas empresas.

“Se os dados mostrarem crescimento consistente em receita de nuvem e melhora no fluxo de caixa, isso restabelece confiança e pode atrair retorno de capital no segundo semestre”, avalia Sidney Lima.

Nobile acrescenta que no momento não estamos diante de um bear market estrutural, ou seja, a queda no preço das ações representa mais uma oportunidade de alocação do que o início de um ciclo de baixa prolongado.

Contudo, os especialistas fazem a ressalva que se a temporada de balanços do 2ºTRI mostrar apenas gastos e pouca receita incremental, a correção no preço das ações dessas companhias pode durar mais tempo.

Vale a pena investir agora nas Sete Magníficas?

Os especialistas citam a Microsoft como uma das alternativas mais interessantes após queda de 17,15% nas ações em junho. Corano aponta que a companhia tem estrutura robusta para monetizar IA no ambiente corporativo e representa uma oportunidade para ganho de capital e dividendos modestos. “O risco estaria no tamanho do capex e velocidade de retorno exigida pelo mercado”, pontua.

Já a Nvidia é a mais beneficiada pela corrida de IA, mas o mercado precifica expectativas elevadas. Nobile reforça que com a valorização expressiva das ações, a relação preço/lucro da Nvidia também melhorou porque o lucro acompanhou o desempenho dos papéis.

No caso da Alphabet, os especialistas enxergam oportunidade tanto para ganho de capital como retorno via recompra de ações relevantes. Além de ter um valuation atrativo e um portfólio sólido de replicar. Mas apontam como risco a disrupção da IA generativa que pode reduzir cliques e receita publicitária.

Na Apple, Sidney Lima já enxerga a cobrança do mercado sobre o fator IA, mas acredita que a tese é capaz de oferecer ao investidor tanto ganho de capital quanto dividendos, embora a empresa precise se provar nessa nova fase forte de crescimento.

Na Meta, também é possível obter ganho de capital, recompras de ações e dividendos modestos, mas a companhia tem o desafio de superar a desconfiança do mercado, que já estava reticente desde os gastos excessivos com metaverso. “O aumento expressivo de capex com IA pode voltar a gerar desconfiança”, avalia Corano.

Enquanto a Tesla é vista pelos especialistas como o investimento mais especulativo entre as Magníficas, dado que seu valuation depende de promessas futuras (robô táxi, robôs, direção autônoma), entre outros, mas representa oportunidade de valorização.

Por último, Corano cita a Amazon, cujo crescimento em nuvem também exige investimento pesado. Dividendos estão descartados no curto prazo, mas há espaço para ganho de capital.

Leia a reportagem completa no B3 Bora Investir

 

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