sexta-feira, 8 de maio de 2026

Lagarde reitera compromisso com inflação a 2% e boa posição para navegar em ambiente incerto

 Christine Lagarde – Wikipédia, a enciclopédia livre

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, reiterou que o BC da zona do euro é dependente de dados e informações que, atualmente, ajudarão a instituição a avaliar como a guerra no Oriente Médio poderá afetar as perspectivas de inflação e os riscos associados. Segundo ela, o BCE está acompanhando de perto a situação e está empenhado em definir a política monetária para garantir que a inflação se estabilize na sua meta de 2% a médio prazo.

 “Graças à abordagem de reunião a reunião, sem um compromisso prévio com qualquer determinada trajetória das taxas de juro, estamos bem posicionado para reagir rapidamente, sempre que necessário”, defendeu, em carta para parlamentares europeus, publicada nesta sexta-feira.

 A presidente do BCE ressaltou, por outro lado, que o BCE está em uma posição mais favorável do que estava antes da invasão russa da Ucrânia. “A inflação tem estado em torno da meta de 2% durante cerca de um ano, as expectativas de inflação a longo prazo estão bem ancoradas e a postura da política monetária é amplamente neutra”, escreveu.

 Para ela, os riscos relacionados à energia expõem a necessidade de reduzir a dependência europeia em relação aos combustíveis fósseis e aumentar a produção local de energia limpa, o que fortalecerá a estabilidade macroeconômica, diminuirá os custos de longo prazo, apoiará o crescimento econômico e aumentará a autonomia estratégica da Europa.


Produção de veículos sobe 2,4% em abril ante abril de 2025, diz Anfavea

 

 

 Fabrica de carros Imagens – Download Grátis no Freepik


A produção de veículos no País teve alta de 2,4% no mês passado, frente a abril de 2025, somando 238,5 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Na comparação com março, houve queda de 9,5% na produção das montadoras, conforme balanço divulgado nesta sexta-feira, 8, pela Anfavea, entidade que representa o setor.

No acumulado de janeiro a abril, a produção de veículos atingiu 872,6 mil unidades, um crescimento de 4,9% frente ao número registrado nos quatro primeiros meses do ano passado.

Segundo a Anfavea, a produção do mês passado foi prejudicada pela queda das exportações. Além disso, ressalta a entidade, as importações seguem em alta, apesar da produção de novas marcas no País.

“Esperava-se uma substituição da importação pela produção local à medida em que novos fabricantes começassem a atuar em território nacional, mas por enquanto isso ainda não ocorreu”, comentou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Vendas

As vendas somaram 248,3 mil veículos em abril, o melhor desempenho para o mês em 12 anos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi expressiva: 19%.

Já na margem – ou seja, na comparação de abril com março -, houve queda de 7,8% nas vendas de veículos. Neste caso, a variação negativa é explicada pelos dois dias úteis a menos do mês passado.

Nos quatro primeiros meses do ano, foram vendidos 873,5 mil veículos, 14,9% acima do volume de um ano antes.

Exportações

As exportações, de 43,2 mil veículos em abril, caíram 11,7% ante o mesmo mês de 2025. Na comparação com março, os embarques subiram 8,2%.

Com o resultado, as exportações desde o início do ano somaram 142,4 mil veículos, uma queda de 16,9% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025.

BB renegocia mais de R$ 430 milhões nos 2 primeiros dias de operação do novo Desenrola

 

Do total, R$ 202,8 milhões foram destinados à repactuação de dívidas em 1.611 operações contratadas para 1,6 mil empresas, no âmbito do Desenrola Empresas, que utiliza as linhas Pronampe e Procred, de acordo com nota do BB.

 O banco também conduziu 12.614 renegociações com clientes pessoa física (PF) que atendem às condições do programa, ou seja, têm renda de até cinco salários mínimos e dívida de até R$ 15 mil, com atraso entre 90 dias e dois anos. Neste caso, foram R$ 10,4 milhões renegociados.

O BB realizou ainda 22.258 operações renegociadas, a um total de R$ 219,6 milhões para pessoas que não se enquadram nos critérios da iniciativa do governo. O processo tem sido feito pelos canais oficiais do banco, com descontos que podem chegar a 90%.

 

Renda média no Brasil bate recorde histórico e chega a R$ 3.367 em 2025, mostra IBGE

 

A renda média mensal do brasileiro, considerando todas as fontes de renda, alcançou R$ 3.367, em 2025, alta de 5,4% em relação a  2024, informou nesta sexta-feira, 8, o IBGE. Veja aqui a pesquisa na íntegra.

Do total de 212,7 milhões de pessoas residentes no Brasil, em 2025, 67,2% possuíam algum tipo de rendimento, o maior nível da série histórica da pesquisa e equivalente a 143,0 milhões de pessoas. Em 2024, eram 140,4 milhões, o equivalente a 66,3% do total da população.

O somatório de todos os rendimentos de trabalhos no país gerou uma massa de R$ 361,7 bilhões, em 2025, o maior valor da série, com crescimento real de 7,5%, frente a 2024, e de 23,5%, em relação a 2019.

Com o resultado do ano passado, somam-se quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6,0%, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de todas as fontes 2025.

Tipos de rendimento

Em 2025, a parcela de pessoas que tinham rendimento proveniente de trabalho, considerando todos os trabalhos, correspondia a 47,8% da população residente, o que equivale a 101,6 milhões de pessoas. Em 2024, o percentual era de 47,1%, o equivalente a 99,9 milhões.

Outro dado que mostrou expansão foi o percentual de pessoas que recebem rendimentos de outras fontes que não a de trabalho. Em 2025, esse grupo representava 27,1% da população. Em 2024, eram 26,5%. Desse grupo, a categoria aposentadoria e pensão manteve a maior estimativa: 13,8% da população residente recebia esse rendimento, em 2025, o que correspondia a 29,3 milhões de pessoas. Na sequência está o grupo que recebe rendimentos de programa sociais do governo, o que equivale a 9,1% da população, representando 19,4 milhões de pessoas, em 2025. Com percentuais bem menores, situavam-se as categorias pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (2,3%), aluguel e arrendamento (1,9%) e outros rendimentos6 (1,9%).

Valor das aposentadorias e pensões

Dentre todas as categorias que compõem o rendimento proveniente de outras fontes, o item aposentadoria e pensão apresentou o maior valor médio, em 2025, (R$ 2.697), permanecendo próximo dos valores registrados em 2024 (R$ 2.641) e 2019 (R$ 2.729).

Em todas as grandes regiões, aposentadoria e pensão representava a categoria de maior valor médio entre os rendimentos de outras fontes, variando de R$ 2.261, na região Nordeste, a R$ 3.499, na região Centro-Oeste. Entre 2024 e 2025, as regiões Centro-Oeste (6,7%) e Nordeste (5,6%) registraram as maiores elevações de seu valor médio.

Programas sociais do governo

A proporção de domicílios com algum beneficiário de programa social do governo, incluindo o Programa Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada, da Lei Orgânica da Assistência Social – BPC-LOAS, além de outros programas sociais dos governos federal, estadual ou municipal, alcançou 22,7%, em 2025, o que representa 18 milhões de domicílios beneficiados. Em 2024, eram 18,2 milhões de domicílios, o equivalente a 23,6% de domicílios abrangidos por algum programa social. Já em relação a 2019, eram 12,5 milhões, o equivalente a 17,9% dos domicílios.

Em 2024, o percentual de domicílios que recebiam rendimento do Bolsa Família foi estimado em 18,6%, próximo do valor observado no ano anterior, ao passo que aqueles que recebiam rendimentos de outros programas sociais aumentou para 2,1%. Em 2025, observa-se um recuo do percentual de domicílio beneficiários do Bolsa Família para 17,2%, enquanto aqueles que recebiam benefícios da categoria de outros programas sociais teve pequena variação positiva, alcançando 2,4%. Em relação ao BPC-LOAS, observa-se que, entre 2024 e 2025, o percentual de domicílios em que algum morador recebia esse tipo de rendimento variou de 5,0% para 5,3%, sendo este o maior percentual da série histórica. Em 2019, eram 3,6% de domicílios com beneficiário do programa, ao passo que em 2012, 2,5%.

Rendimento de programas sociais

Em 2025, o valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo, incluindo programas das esferas federal, estadual e municipal, era de R$ 870, similar ao valor observado em 2024 (R$ 875). Em relação a 2019, quando o valor era de R$ 508, o valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo cresceu 71,3% no país, com destaque para as regiões Nordeste (80,1%) e Norte (70,5%), que registraram um crescimento bastante expressivo nesse período.

Bolsa Família

O rendimento domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família, em 2025, foi de R$ 774, o que corresponde a menos de 30% do rendimento médio daqueles que não recebiam tal benefício.

 

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IPO da Compass terá preço de R$ 28 por ação, valor mínimo da faixa indicativa

 

A Compass Gás e Energia informou na madrugada desta sexta-feira, 8, que o preço em sua oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês) será de R$ 28 por ação, valor mínimo da faixa indicativa anunciada pelo grupo, segundo fato relevante.

A oferta inicial de ações encerra um jejum de quase cinco anos sem IPOs na B3.

De acordo com o documento, o IPO perfaz um total de R$ 2,82 bilhões mediante a venda de 100,9 milhões de ações ordinárias, acrescentou a empresa que pertence ao conglomerado Cosan. No final de abril, o grupo indicou que o preço por ação seria entre R$28 e R$ 35.

Em fato relevante separado, a Cosan informou que vendeu 76,8 milhões de ações e que outorgou opção de lote suplementar de até 13,4 milhões de ações, equivalente a até 15% do total das ações da oferta base ao mesmo preço por ação.

Neste caso, acrescentou a Cosan, o montante total da oferta poderá alcançar até R$ 3,20 bilhões, com a Cosan recebendo R$ 2,53 bilhões.

Em decorrência da oferta, a participação da Cosan na Compass passará a ser de 77,25%, em comparação com o atual controle de 88%, podendo ser reduzida para 75,37% em caso de colocação integral das ações suplementares.

Fim do jejum de IPOs

Com a operação, se encerra um período de quase cinco anos sem estreias na bolsa brasileira. O último ciclo de IPOs na B3 foi em 2021, quando mais de 40 empresas abriram capital – incluindo a própria Raízen, outra empresa do grupo Cosan. Desde então, companhias brasileiras que queriam acessar o mercado mostraram tendência a listar ações nos Estados Unidos, ou realizar dupla listagem.

O fim da fila de IPOs da B3, de 2021, tem empresas como Intelbras, Smart Fit, Méliuz, Enjoei. O último IPO da bolsa de valores, de fato, foi a Vittia, que abriu capital em setembro de 2021.

Halliburton e Shape fazem parceria para avançar na gestão digital de desempenho

 

 Halliburton e Shape Digital fazem acordo para gestão de ...

 

  

A Halliburton e a Shape Digital firmaram uma colaboração estratégica para ampliar a gestão digital do desempenho de ativos na produção, em um cenário de sistemas cada vez mais complexos e interconectados. A proposta é unificar inteligência de subsuperfície e de superfície para dar às equipes uma visão integrada de reservatórios, poços, redes, equipamentos e segurança, apoiando decisões mais rápidas e consistentes ao longo do ciclo de vida da produção.

Segundo Tony Antoun, vice-presidente sênior de Landmark Software and Services, da Halliburton, “no centro dessa colaboração está a capacidade de conectar decisões ao longo de todo o sistema de produção”.

Para ele, “a integração entre inteligência de subsuperfície e de superfície ajuda nossos clientes a planejar com confiança, adaptar-se às mudanças e executar de forma mais consistente ao longo do ciclo de vida do ativo”.

“Junto com a Halliburton, levamos inteligência operacional e IA aplicada para o contexto de sistemas reais de produção”, avaliou o CEO da Shape Digital, Felipe Baldissera. “Essa colaboração contribui para um melhor planejamento, operações mais eficientes e melhores resultados em segurança em escala.”

A integração busca conectar planejamento de produção, eficiência energética e integridade de ativos, com atualizações contínuas a partir de dados operacionais e análises de IA sobre comportamento e confiabilidade de equipamentos. A expectativa é reduzir a fragmentação de fluxos de trabalho e aproximar insight e execução, com alinhamento mais rápido entre operações, manutenção, segurança e engenharia.

“Ao conectar inteligência de subsuperfície e superfície, essa abordagem ajuda operadores a lidar com a complexidade, manter a consistência operacional e maximizar o desempenho ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos”, explicam as empresas.


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Anvisa e PF vão combater venda ilegal de medicamentos emagrecedores

Anvisa autoriza uso emergencial de mais um medicamento ...

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) pretendem assinar um acordo de cooperação para combater, conjuntamente, o mercado ilegal das chamadas canetas emagrecedoras – medicamentos injetáveis que utilizam substâncias como a tirzepatida e semaglutida no tratamento da obesidade.

Segundo o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, a parceria vai permitir a intensificação do enfrentamento a crimes e riscos sanitários envolvendo a produção, importação e venda irregular de medicamentos. O objetivo é frear a comercialização ilícita de produtos sem registro e comprovação de origem e qualidade, inclusive por meio de plataformas digitais.

 “Esta articulação ganha ainda mais relevância diante do aumento expressivo de eventos adversos associados ao uso destes medicamentos, muitas vezes sem prescrição médica ou com produtos sem qualquer garantia de qualidade, pureza ou segurança”, disse Pereira ao abrir, nesta quarta-feira (6), a 7ª Reunião Pública da diretoria da agência.

De acordo com Pereira, a cooperação consolida um modelo já testado em operações conjuntas pontuais, como a Heavy Pen, que, no mês passado cumpriu 45 mandados judiciais de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização no Espírito Santo, em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Pará, Paraná, em Roraima, no Rio Grande do Norte, em São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

Diretor da Anvisa, Daniel Pereira, disse que a parceria com a PF vai permitir a intensificação do combate ao comércio ilegal de medicamentos. Foto-arquivo: José Cruz/ Agência Brasil

“Trata-se, portanto, de uma cooperação que vai além da resposta pontual. Ela consolida um modelo de atuação integrada, preventiva e baseada em evidências”, comentou Pereira.

Ele frisou que as ações anteriores evidenciaram “a gravidade do problema, com apreensão em larga escala, interdições de estabelecimentos e a identificação de substâncias sem registro”.

Na prática, os medicamentos apreendidos em futuras operações conjuntas, frutos da parceria, serão analisados de forma integrada, com perícia da PF e suporte técnico da Anvisa, permitindo avaliar a composição dos produtos ilícitos.

“Para a autoridade sanitária, isto é essencial à avaliação do risco concreto à saúde da população. Já para o Estado, os resultados [da análise conjunta] fortalecem os inquéritos criminais, contribuindo para interromper cadeias ilícitas altamente organizadas, muitas, interestaduais e apoiadas em plataformas digitais”, acrescentou Pereira.

 Ao defender a atuação regulatória, o diretor destacou que a proteção à saúde exige uma resposta coordenada entre diferentes esferas do governo e a superação do impasse entre o necessário rigor técnico e a importância da disponibilidade de medicamentos.

 “A saúde pública do século 21 exige instituições fortes, técnicas, éticas e comprometidas com o bem coletivo”, afirmou.

De acordo com Pereira, “para ser efetiva, a atuação regulatória precisa dialogar, de forma estruturada, com as ações de fiscalização, investigação e repressão criminal”, concluiu o diretor da Anvisa.

 

 


BB inicia operações do Novo Desenrola; mais de 40 mil clientes já manifestaram interesse

 

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 Estadão Conteúdoi

O Banco do Brasil afirmou nesta quarta-feira, 6, que mais de 40 mil clientes procuraram a instituição de forma antecipada para manifestar interesse pela renegociação de dívidas no âmbito do Novo Desenrola Brasil.

 O banco inicia as operações do programa nesta quarta-feira. O BB trabalhará nas quatro fases do Desenrola – Família, Fies, Empresas e o Rural.

 A mobilização durará 90 dias, conforme definido pelo governo federal.

Os clientes do BB poderão solicitar a renegociação pela rede de agências, telefones oficiais, aplicativo da instituição, internet banking e WhatsApp.

 O contato via aplicativo de mensagens deve ser feito pelo número oficial do banco (61 4004-0001), com uso da senha pessoal do cliente.

 Em nota, o BB afirma que os clientes que optarem pela opção contarão com atendimento especializado realizado por atendentes da central de relacionamento.

No âmbito do Desenrola Fies, o banco ressalta que a iniciativa tem potencial para beneficiar mais de 521 mil estudantes com operações contratadas na instituição.

O BB também afirma, em nota, que oferece condições especiais para renegociação de dívidas aos clientes que não estão contemplados nas características do Novo Desenrola Brasil. “A medida é decorrente da campanha realizada em mutirão nacional do setor bancário, no qual o BB chegou a renegociar R$1,7 bi, com mais de 180 mil acordos, em março”, detalha.

 

 

Mulheres são as mais afetadas pela perda de flexibilidade do home office

 


Pesquisa do Insper em parceria com a Robert Half mostra que limitar o home office pode acelerar pedidos de demissão e aprofundar desigualdades de gênero

81% das trabalhadoras buscariam outro emprego se a modalidade fosse extinta Foto: Freepik

O home office, que começou como improviso em meio à pandemia, se transformou em parte fundamental da vida profissional, sendo uma expectativa da maior parte dos trabalhadores pela maior autonomia e flexibilidade. Mas um estudo do Insper em parceria com a consultoria Robert Half revela que, quando esse formato é colocado em debate, as mulheres são as com maior propensão a serem impactadas.

O levantamento, feito entre março e abril deste ano, mostra que reduzir ou eliminar o trabalho remoto aumenta de forma significativa a intenção de saída dos profissionais, sobretudo entre elas. Em um cenário de diminuição parcial do home office, 77% das mulheres disseram que deixariam a empresa, contra 66% dos homens. Se a modalidade fosse totalmente extinta, 81% das trabalhadoras que hoje atuam integralmente em casa afirmam que buscariam outro emprego.

O motivo vai muito além da conveniência. O trabalho remoto está associado à saúde mental, ao autocuidado e ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, aspecto citado por 77% das entrevistadas. Entre elas, 81% acreditam que o estresse aumentaria sem a flexibilidade, e 73% receiam impactos diretos na saúde mental em caso de retorno completo ao presencial. Em todos os indicadores, os números femininos superam os masculinos. Outros benefícios citados foram a economia de tempo de deslocamento (97%), a redução de gastos (81%) e a maior proximidade com a família (73%). 

Um estudo, realizado pelo Infojobs em 2024, ajuda a explicar esses resultados. Segundo a pesquisa, 83% das mulheres afirmam viver a chamada dupla jornada, acumulando o trabalho remunerado com afazeres domésticos e cuidados com filhos ou familiares idosos. Desse total, quase metade (45%) não conta com rede de apoio ou ajuda de parceiros. Nesse cenário, o home office não se configura como privilégio, mas como ferramenta essencial para a permanência e ascensão das mulheres no mercado de trabalho, que seriam impossibilitadas pelo aumento de demandas com o trabalho presencial.

O contrato psicológico

Antes da pandemia, a média de dias em home office mal chegava a um. Em 2020, com o isolamento, saltou para quase quatro. Hoje, estabilizou-se em 2,3 dias por semana e segue presente para 71% dos profissionais, sobretudo em setores como tecnologia, segundo dados do Insper.

Se antes da covid apenas 31% dos trabalhadores desejavam algum nível de home office, em 2025 esse índice alcança 83%. Mesmo entre quem está 100% no presencial, mais da metade gostaria de ter ao menos um dia à distância. É o que foi chamado na pesquisa de “contrato psicológico”: um conjunto de expectativas estabelecidas entre empresa e colaborador, no qual a flexibilidade se tornou uma das principais demandas.

E não é só em teoria. Entre os que trabalham todos os dias de casa, 83% aceitariam reduzir o salário para manter o regime remoto e 17% deles abririam mão de mais de 15% da remuneração para isso.

63% dos brasileiros trabalham totalmente de forma presencial, aponta pesquisa da WeWork

 

Pesquisa da WeWork divulgada nesta quarta-feira, 6, confirma uma mudança no mercado de trabalho brasileiro: 63% dos trabalhadores já estão atuando totalmente de forma presencial. O percentual de pessoas que escolheriam trabalhar nesse formato, no entanto, é menor. Do total dos entrevistados, 42% dizem que adotariam o trabalho presencial. Os demais apontam que optariam por modelos híbridos ou remotos. A pesquisa “A Experiência Laboral 2026 no Brasil” ouviu 2,5 mil profissionais em todo o país.

Problemas apontados

Para 79% dos entrevistados, comparecer presencialmente ao escritório é uma obrigação imposta. O tempo de deslocamento (65%) e o aumento dos gastos pessoais (53%) foram os principais problemas apontados. Já as principais queixas sobre o ambiente corporativo são as áreas barulhentas (57%) e a falta de zonas de descanso (53%).

Profissionais querem melhor experiência no presencial

O estudo mostra que a satisfação dos profissionais aumenta em 96% dos casos quando há uma mudança para um escritório maior. Para 50% dos entrevistados, espaços amplos e itens básicos como acessibilidade a café e lanches são essenciais.

Beatriz Kawakami,  executiva do WeWork Brazil, aconselha as empresas a buscarem adaptação nesta nova demanda de trabalho.

“Eu preciso, no escritório, no presencial, oferecer algo que traga um valor maior ou igual do que essa pessoa tem no modelo flexível ou no home office”, diz Kawakami.

O que faz diferença

“Se você vai ao escritório, fica sentado em um canto com o computador e passa o dia fazendo vídeo chamadas, você pode fazer isso em casa. Então, a experiência deste espaço para o colaborador tem que ser diferente”, acrescenta o VP do WeWork Latam, Claudio Hidalgo.

Além disso, quando possível, é aconselhável oferecer autonomia aos funcionários. Para 93% dos entrevistados, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é fundamental. Para 64% das pessoas, a opção de mudar de  emprego por uma melhor qualidade de vida, mesmo que o salário fosse menor, é algo desejável.

Governo apresenta recurso contra decisão do TCU que suspendeu concessões de crédito consignado

 

O governo federal recorreu da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a suspensão imediata de novas concessões de crédito consignado nas modalidades de cartão de crédito e cartão consignado de benefício. Na semana passada, a Corte de Contas informou que foram verificados indícios relevantes de fraudes e falhas graves no controle das operações vinculadas a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A medida cautelar também foi adotada após suspeita de vazamento e uso indevido de dados de aposentados e pensionistas do Instituto, além de indícios de fraudes e práticas abusivas em operações de crédito consignado. O governo apresentou na terça-feira, 5, agravo com pedido de efeito suspensivo na decisão da Corte.

A informação foi antecipada pelo Valor Econômico e confirmada pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A Corte também mandou interromper novos empréstimos pessoais consignados até que sejam implementadas e estejam em operação travas e mecanismos de controle no sistema e-Consignado. Na segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, já havia afirmado que haveria recurso.

Segundo ela, o Tribunal de Contas da União (TCU) adotou uma “medida drástica” ao suspender o consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Miriam Belchior afirmou ainda que boa parte das solicitações do TCU já foram atendidas.

“Foi uma medida drástica do TCU. Hoje, devemos entrar no tribunal pedindo a suspensão da cautelar porque as razões exigidas no tribunal na cautelar já estão bastante adiantadas. Das 8 medidas que o tribunal solicita, seis já estão praticamente prontas para serem implementadas pela Dataprev e duas delas dependem dos bancos”, declarou Miriam Belchior.

A medida cautelar adotada pela Corte veio após representação formulada pelo Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), acerca de supostas irregularidades relacionadas ao vazamento de dados sigilosos de aposentados e pensionistas e práticas “abusivas e fraudulentas” em empréstimos consignados.

Corte londrina rejeita pedido da BHP para recorrer de decisão que a responsabiliza por Mariana

 

O Tribunal de Apelação de Londres rejeitou o recurso da mineradora BHP, mantendo, assim, a sua responsabilização pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

Em novembro, a Alta Corte de Londres decidiu que a mineradora era legalmente responsável pelo rompimento da estrutura, à época operada pela Samarco, joint venture entre BHP e Vale na mesma proporção. O pedido da companhia para recorrer dessa decisão foi rejeitado em janeiro pela própria Alta Corte.

 A BHP então recorreu diretamente à Corte de Apelação, argumentando que o juiz responsável pelo caso não havia considerado os argumentos apresentados pela empresa. Mas esta instância negou a autorização para o recurso nesta quarta-feira, 6, afirmando haver “ampla evidência” para justificar as conclusões da Alta Corte.

A decisão reafirma que a empresa é considerada responsável direta pelos danos. Agora, a Justiça inglesa passa à fase de verificação e quantificação dos danos e indenizações.

Posicionamento

Em nota, a BHP Brasil destacou que desde 2015 vem apoiando a Samarco para garantir “uma reparação justa e integral” às vítimas do desastre. Em nota, lembrou que a Fase 2 do julgamento começa em abril de 2027, e frisou que eventuais novos julgamentos para apuração de danos devem ser concluídos somente após 2030.

“A BHP permanece confiante de que o trabalho realizado desde 2015 e o Novo Acordo do Rio Doce, assinado em outubro de 2024, que assegurou R$ 170 bilhões para a reparação, oferecem a solução mais rápida e eficiente para compensar os atingidos. Esse trabalho já garantiu pagamentos a mais de 625 mil pessoas”, afirmou na nota. No primeiro ano de execução, cerca de R$ 30 bilhões já foram desembolsados, sendo R$ 17 bilhões pagos diretamente a pessoas em indenizações individuais.

A empresa sublinhou ainda que a Corte Inglesa, em decisão de mérito de novembro de 2024, “reconheceu os amplos programas de indenização e validou as quitações assinadas por aqueles que já receberam indenização integral – o que reforça a importância do trabalho realizado no Brasil ao longo da última década”. Com isso, diz a BHP, “cerca de 40% do total de reclamantes individuais na ação no Reino Unido serão excluídos do processo, o que reduzirá de forma significativa o tamanho e valor dos pedidos lá formulados”.

A Samarco disse, em nota, que o Novo Acordo do Rio Doce, reconhecido pela Justiça brasileira e homologado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), “assegura a continuidade e a conclusão definitiva da reparação, que vem avançando de forma consistente ao longo da Bacia do Rio Doce. Todos os signatários estão amparados pela soberania da Justiça nacional, que garante a execução do Acordo e a fiscalização do cumprimento das responsabilidades de cada parte”.

Procurada, a Vale não se manifestou até a publicação desta reportagem.


PMI de serviços do Brasil sobe a 52,3 pontos em abril, aponta S&P Global

 Revista Ensino Superior | Sociedade de serviços - Revista ...

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços no Brasil subiu de 50,1 pontos em março para 52,3 em abril, informou nesta quarta-feira, 6, a S&P Global. Segundo a S&P, os dados de abril indicaram que a recuperação do crescimento das vendas entre os prestadores de serviços sustentou um avanço mais acelerado da atividade, estimulou a geração de empregos e reforçou projeções mais positivas para o próximo ano.

Governo planeja Desenrola para dívidas em dia e trabalhadores informais, diz Durigan

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira, 6, que o governo deve anunciar uma nova rodada do programa Desenrola, com foco em pessoas que estão em dia com suas dívidas e pagam juros altos.

Em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”, do CanalGov, Durigan afirmou que a nova etapa do programa, a ser apresentada entre o fim de maio e o início de junho, terá também uma linha voltada a trabalhadores informais.

“Ele (o informal) é quem mais toma juros caros no país e nós estamos estudando uma linha pros informais pra ser anunciada no fim de maio, começo de junho”, declarou durante o programa Bom dia, ministro, da EBC, uma empresa pública controlada pelo governo federal.

Combate contínuo ao endividamento

No programa, Durigan também disse que Novo Desenrola é continuidade de processo iniciado na primeira versão do programa e que ele não criará uma cultura de pessoas não pagarem suas dívidas.

“A gente começou a lidar com endividamento pós-pandemia, pré-governo Lula, e agora nós vamos terminar esse processo. Não é um processo que vai durar, por isso a mobilização de 90 dias para você renegociar sua dívida. Não é para deixar para um segundo momento, é preciso pagar as nossas dívidas”, afirmou.

Segundo ele, o setor financeiro aponta que a inadimplência é o principal fator do spread dos bancos e agora o governo está tentando reduzir esse fator. Ele foi enfático ao dizer que o programa como o Novo Desenrola não vai se repetir.

Durigan declarou que o problema para começar a rodar o programa pelos bancos foi um “ruído” que já foi resolvido, com todos os bancos operando.

Como funciona o Desenrola 2.0

A nova versão do programa do governo para reduzir o endividamento no país terá duração de 90 dias para famílias, estudantes e empresas. Para o produtor rural, a reabertura do prazo vai até 20/12/2026. O programa oferece descontos de até 90% nas dívidas a serem renegociadas.

Na categoria Famílias, podem aderir pessoas que ganham até 5 salários mínimos (R$ 8.105) e que tenham dívidas no cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal (CDC) contratadas até 31 de janeiro de 2026 (e que estejam atrasadas há, no mínimo, 90 dias e, no máximo, 2 anos). As famílias que aderirem ao programa terão seus CPFs bloqueados em casas de apostas por 12 meses.

Veja todos os detalhes sobre o funcionamento do programa neste link.

 

 https://istoedinheiro.com.br/desenrola-dividas-em-dia-durigan-6526