segunda-feira, 30 de março de 2026

Justiça argentina freia parcialmente reforma trabalhista de Milei, após pedidos de sindicatos

 

 

Em derrota para o presidente da Argentina, Javier Milei, a Justiça do país suspendeu provisoriamente, nesta segunda-feira, 30, a aplicação de mais de 80 artigos da nova lei trabalhista que buscavam reduzir custos de trabalho e limitar o poder dos sindicatos.

O juiz trabalhista Raúl Horacio Ojeda acatou parcialmente medida cautelar da Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical, contra a reforma aprovada pelo Congresso em 27 de fevereiro.

“Há direitos humanos em jogo, com possíveis responsabilidades patrimoniais e institucionais. Milhões de contratos vigentes aguardam definições sobre a aplicação da lei e segurança jurídica quanto ao seu conteúdo”, afirmou Ojeda, em decisão à qual a AP teve acesso.

Segundo o magistrado, a medida cautelar deve trazer maior segurança jurídica ao permitir a aplicação da norma apenas após o teste de constitucionalidade e convencionalidade solicitado pela CGT. A decisão vale até o julgamento do mérito e pode ser contestada pelo governo.

Milei considera a reforma, que altera uma legislação com mais de meio século, essencial para atrair investimento estrangeiro, elevar a produtividade e gerar empregos em um país onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Sindicatos, que barraram tentativas anteriores de reforma, afirmam que as mudanças são inconstitucionais por afetarem direitos adquiridos.

O juiz Ojeda suspendeu a nova base de cálculo das indenizações, tradicionalmente elevadas, que excluía pagamentos não mensais como o décimo terceiro, férias e horas extras. Também suspendeu o chamado Fundo de Assistência Trabalhista, criado para que os empregadores financiem futuras demissões com uma contribuição entre 1% e 3%, dependendo da empresa, sobre os salários.

A decisão incluiu ainda artigos que buscavam limitar o poder dos sindicatos, como aqueles que ampliavam a classificação de atividades essenciais – o que obrigaria os sindicatos a manter serviços mínimos em caso de greve -, restringiam a realização de assembleias e endureciam as sanções contra a atuação sindical.

O governo argentino não se pronunciou sobre a decisão de Ojeda. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

 

 https://istoedinheiro.com.br/justica-argentina-freia-parcialmente-reforma-trabalhista-de-milei-apos-pedidos-de-sindicatos

Grupo Heineken expande produção da Praya e projeta crescimento de 57% em 2026

 

O Grupo Heineken iniciou uma nova fase de expansão para a Praya, marca de perfil leve e sem glúten pertencente ao seu portfólio premium. Desde dezembro, a produção foi internalizada na unidade de Jacareí (SP), movimento que visa conferir escala nacional ao rótulo e otimizar a logística de distribuição. A expectativa da companhia é que a produção da Praya cresça 57% em 2026.

A internalização da produção, iniciada no final de 2025, permitiu à companhia ampliar a capacidade produtiva e focar em mercados estratégicos. Antes concentrada no Sul e Sudeste, a Praya chega agora ao varejo de mais nove estados: Pará, Maranhão, Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Piauí, Ceará e Pernambuco.

A aposta no segmento premium ocorre em um cenário de retração para o setor. Dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) indicam que as vendas de cerveja no país recuaram 5% em 2025. No âmbito global, a Heineken registrou queda de 1,2% no volume de vendas, resultando no desligamento de mais de 5 mil colaboradores.

“A expansão da Praya reflete uma leitura clara de mercado: o consumidor brasileiro está diversificando suas escolhas e abrindo espaço para novas propostas dentro da categoria”, disse Rafael Rizzi, diretor da Heineken Spin.

A marca integra a Heineken Spin, unidade de negócios voltada a estratégias de sustentabilidade e novos modelos de consumo. A entrada da gigante holandesa nesse nicho ocorreu após a sociedade com a Better Drinks, detentora de marcas como Mamba Water e Bear Mate.

Além da expansão geográfica, a Praya aposta em nova identidade visual, destacando o selo “sem glúten” para atrair consumidores que buscam produtos adaptados a novos estilos de vida.

 

 https://istoedinheiro.com.br/grupo-heineken-expande-producao-da-praya-e-projeta-crescimento-de-57-em-2026

Multas de free flow não serão suspensas até termino da análise pela Conjur, diz ministério

 

 

O Ministério dos Transportes afirmou nesta segunda-feira, 30, que as multas relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico (free flow) não estão suspensas no momento. Segundo a pasta, a medida só entraria em vigor depois da emissão de parecer da Consultoria Jurídica (Conjur) e eventual publicação do ato normativo no Diário Oficial da União.

“A possibilidade de interrupção das penalidades relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico integra a proposta que, atualmente, está em análise pela Conjur, para emissão de parecer. Até a conclusão desse processo e eventual publicação de ato normativo, não há decisão vigente que determine a suspensão das multas”, afirmou o ministério ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Nos últimos dias tem ganhado força as informações de que o governo federal planeja suspender cerca de 3 milhões de multas de trânsito emitidas em decorrência de evasão de free flow em rodovias federais e estaduais. O entendimento de integrantes do Executivo é que as multas são “abusivas” e favorecem as empresas que administram as rotas.

No domingo, 29, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), confirmou a informação por meio de seu perfil no X.

Os pedágios free flow são um sistema de cobrança automática em rodovias que elimina as praças físicas tradicionais. Em vez de parar o carro para pagar, o veículo passa por uma estrutura com sensores e câmeras que identificam a placa ou um dispositivo de cobrança eletrônica (tag). O valor do pedágio é cobrado depois, de forma automática.

A penalidade por evasão de pedágio no Brasil custa R$ 195,23, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e é considerada uma infração grave. Além do valor financeiro, o condutor recebe 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O sistema já opera em alguns trechos de rodovias brasileiras, principalmente em projetos recentes de concessão. Entre os principais exemplos estão a BR-101 (Rio-Santos), que foi o projeto piloto, e a BR-116, entre São Paulo e Rio de Janeiro. Em âmbito estadual, há pórticos em vias como a SP-333 e a SP-99, além de rodovias no Rio Grande do Sul, como a ERS-122.

 

Alckmin diz ter confiança de que os Estados participem de medidas de combustíveis

 

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta segunda-feira, 30, que tem confiança da participação dos Estados nas medidas para controle do preço do diesel no País. O governo propôs aos entes federados dividir igualmente os custos de uma subvenção de R$ 1,20 no diesel importado. Os governadores ainda não responderam à proposta da União.

“Tenho confiança de que os Estados venham também participar. Porque nós precisamos garantir que o preço não suba e, principalmente, garantir abastecimento. Nós temos que garantir abastecimento. Então, eu acho que os Estados também poderão participar”, afirmou Alckmin, depois de evento industrial em Manaus.

Segundo ele, a medida seria transitória, com duração apenas enquanto persistir o conflito no Irã e os preços seguirem altos. “E é transitório. Na hora que cair o preço do barril do petróleo, óbvio que cai essa questão, porque ela é transitória”, completou.

Alckmin mais uma vez disse que não há como se controlar a guerra e que o governo tem tomado medidas corretas para lidar com a crise.

Ele evitou qualquer comentário sobre eleições e se fica no cargo de vice-presidente para a disputa.

Taxa de juros do consignado privado dispara e atinge nível recorde de 59,4% ao ano, aponta BC

 

Em meio à alta da inadimplência das famílias brasileiras, o Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira, 30, um levantamento que aponta para o aumento dos juros no crédito consignado pra trabalhador do setor privado, que chegaram ao pico de 59,4% ao ano em fevereiro.

Isso significa um aumento de 2 pontos percentuais (p.p.) entre janeiro e fevereiro e de 18,5 p.p. no acumulado em 12 meses.

Na semana passada, o governo elaborou uma proposta para conter os “juros abusivos” praticados por parte das instituições financeiras na concessão de empréstimos com desconto em folha de trabalhadores, o chamado consignado privado.

Entre as medidas em análise, ainda pendentes de decisão final, está a possibilidade de determinar que são abusivos juros cobrados em determinado percentual acima da taxa média cobrada pelos bancos, abrindo caminho para uma vedação de cobranças que destoarem do mercado.

Outra iniciativa que poderia reduzir os juros cobrados dos trabalhadores nessa modalidade é a regulamentação do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para os empréstimos, o que ainda está pendente desde a criação do programa.

Há um ano, o governo lançou o Consignado do Trabalhador, o ‘Consignado CLT’, com o objetivo de reduzir o custo de crédito, uma vez que o empréstimo seria descontado em folha com garantia pelo FGTS. Antes do lançamento do programa, a taxa média de juros no consignado privado estaca em 44% ao ano.

A taxa de inadimplência dos trabalhadores privados na modalidade, que poderia pressionar os juros se estivesse em alta, caiu desde o lançamento do programa — de 7,5% em março de 2025 para 5,6% em janeiro deste ano.

Em nota, o BC aponta para o avanço disseminado das taxas entre as principais modalidades de crédito para pessoas físicas em fevereiro. A saber:

  • crédito consignado privado: +5,9%
  • aquisição de veículos: +1,3%
  • crédito pessoal não consignado:+1,2%
  • crédito consignado para beneficiários do INSS: +1,5%

Já no cartão de crédito à vista, houve redução de 2,9%, segundo o BC, influenciada pelos três dias úteis a menos no mês de fevereiro em relação ao mês de janeiro.

O relatório do BC também revela que as concessões de crédito consignado para trabalhadores do setor privado caíram 22,5% em fevereiro, na comparação com janeiro. O montante passou de R$ 9,2 bilhões para R$ 7,1 bilhões no período.

Veja a evolução da taxa de juros do consignado privado

  • jan-2025: 41,1%
  • fev-2025: 40,9%
  • mar-2025: 44,0%
  • abr-2025: 59,1%
  • mai-2025: 55,6%
  • jun-2025: 56,3%
  • jul-2025: 55,5%
  • ago-2025: 56,3%
  • set-2025: 58,4%
  • out-2025: 59,0%
  • nov-2025: 57,1%
  • dez-2025: 56,2%
  • jan-2026: 57,4%
  • fev-2026: 59,4%

*Com Estadão Conteúdo e Reuters

 

 https://istoedinheiro.com.br/consignado-privado-juros-recorde-594-fevereiro

 


Brasileiro é escolhido um dos 11 conselheiros do papa Leão XIV; veja lista

 

O climatologista brasileiro Carlos Afonso Nobre, de 75 anos, foi nomeado pelo papa Leão XIV um de seus 11 conselheiros. Nobre é referência internacional sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia. O anúncio foi publicado nesta segunda-feira, 30.

Conforme o Vaticano, Nobre fará parte do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, um departamento da Cúria responsável por promover a dignidade humana, justiça, paz, direitos humanos e o cuidado com a criação (ecologia) sob a autoridade do papa.

Nobre tem uma vida e carreira dedicadas aos estudos do aquecimento global. Ele participou da COP30 no ano passado, em Belém. Na ocasião, fez o alerta sobre o risco de novas epidemias e pandemias.

“Se continuarmos a perturbar a natureza desse jeito, vamos ver mais epidemias e pandemias. No ano passado, a região da Amazônia já viu epidemias da febre mayaro e da febre oropouche”, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Nobre construiu grande parte da carreira no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e também foi diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ambos federais. Para ele, todos os biomas brasileiros estão severamente ameaçados e alguns deles, como o Pantanal, podem até mesmo deixar de existir em algumas décadas.

Além disso, ele é o primeiro brasileiro a integrar o grupo Planetary Guardians (ou Guardiões do Planeta), que reúne pesquisadores para estudar a catástrofe ambiental.

Veja a lista com os 11 nomeados ao Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral:

– Carlos A. Nobre, Pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Brasil;

– Rogelio Cabrera López, Arcebispo Metropolitano de Monterrey, México;

– Fulgence Muteba Mugalu, Arcebispo Metropolitano de Lubumbashi, República Democrática do Congo;

– Lizardo Estrada Herrera, OSA, Bispo Auxiliar e Vigário Geral da Arquidiocese Metropolitana de Cuzco, Peru;

– Daniel Gerard Groody, CSC, Vice-Reitor e Decano Associado para Educação Universitária da Universidade de Notre Dame, EUA;

– Rampeoane Hlobo, SJ, Diretor da Rede Jesuíta de Justiça e Ecologia, Nairóbi, Quênia;

– Linah Siabana, SMNDA, Psicóloga; e a Ilustríssima Senhora e o Ilustre Senhor, Unganda;

– Meghan J. Clark, Vice-Reitora do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos da Universidade de St. John’s, em Nova York, EUA;

– Dylan Mason Corbett, Diretor Executivo do Hope Border Institute em El Paso, EUA;

– Léocadie Wabo Lushombo, IT, Professor de Ética Teológica na Escola Jesuíta de Teologia da Universidade de Santa Clara em Berkeley, EUA;

– Christine Nathan, Presidente da Comissão Católica Internacional para as Migrações em Genebra, Suíça.

Galípolo: gordura da Selic permitiu iniciar calibragem nos juros, mesmo com novos fatos

 

 

 

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, repetiu nesta segunda-feira, 30, que a “gordura” gerada pelo nível alto da Selic no passado permitiu à autoridade monetária iniciar o processo de calibragem no nível do juro básico. Segundo Galípolo, a avaliação do BC é a de que, mesmo com novos fatos no cenário global, como a recente guerra no Oriente Médio, esse processo de calibragem tende a seguir.

“O que nós estamos comunicando o tempo todo, é o que foi entendido aqui: essa gordura que foi acumulada com uma posição mais conservadora ao longo das últimas reuniões de Copom, permitiu, mesmo diante de novos fatos – e esses novos fatos não alteraram a circunstância como um todo, do ponto de vista da transmissão da política monetária e das incertezas que se tem sobre os efeitos de um choque de oferta com petróleo – para que a gente alterasse a nossa trajetória (de corte na Selic)”, disse Galípolo, durante participação no Macro Day do J. Safra, em São Paulo. “Então a gente decidiu seguir com a nossa trajetória e iniciar o ciclo de calibragem da política monetária”, reforçou.

Neste cenário, o presidente do BC usou novamente a metáfora de que a autoridade monetária é mais um transatlântico do que um jet-ski e, por isso, não faz movimentos bruscos ou extremados.

Galípolo ainda pontuou que a própria governança do BC ajuda no processo de não se tomar posições extremadas. “É por isso que tem um ciclo tão longo do ponto de exposição das apresentações, é por isso que é um colegiado”, disse Galípolo.

Balanço de riscos

No mesmo evento, o presidente do Banco Central disse que, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), foi discutido uma possível mudança no balanço de riscos para a inflação doméstica, dado os últimos acontecimentos geopolíticos, como a guerra no Oriente Médio. Ele pontuou, contudo, que a avaliação final, inclusive com base em choques recentes, foi a de que era preciso aguardar mais 45 dias, até o próximo encontro do colegiado, antes de fazer qualquer alteração mais significativa desses riscos.

“O fato do Banco Central ter aguardado, incorporado gradativamente, parece ter se mostrado mais interessante do ponto de vista de não amplificar e reverberar uma volatilidade que poderia ser gerada. Estamos aprendendo e entendendo como é que vão ser os impactos, mas primeiro momento a nossa visão é essa, crescimento para baixo, inflação para cima”, detalhou Galípolo.

Ainda em relação ao impacto do conflito no Oriente Médio para o Brasil, o presidente do BC pontuou que, em tese, o País pode se beneficiar, por ser um exportador líquido de petróleo.

Outro benefício, acrescentou Galípolo, é o fato do diferencial de juros estar a favor do Brasil hoje, dado o nível já bastante contracionista da taxa Selic.

“Comparativamente a outros bancos centrais que estão mais próximos a uma taxa de juros neutra, acho que também nos coloca em uma posição mais favorável quando comparado com os pares. Era melhor que a gente não tivesse nenhum tipo de conflito, nenhum tipo de impacto como esse, mas estamos só comparando o relativo a partir do impacto”, frisou o banqueiro central.

Produtividade

Galípolo disse ainda que a discussão sobre a produtividade do trabalho no Brasil é uma das mais importantes que precisam ser feitas no País hoje. “O Brasil vem há algum tempo crescendo em um modelo que basicamente tem um estímulo pelo lado da demanda, seja por causa do crédito, seja por causa de ganhos reais da remuneração acima da produtividade, inclusive da população inativa. Com isso, você consegue explicar a maior parte do crescimento, muito mais porque você está utilizando mais força de trabalho, mais mão de obra, do que efetivamente houve qualquer tipo de ganho de produtividade”, explicou.

Para Galípolo é preciso refletir sobre quais políticas podem transformar o País e torná-lo mais atraente para o recebimento de investimentos, o que, ao fim, também irá significar ganho de produtividade.

“Esse é o tema talvez mais relevante e que explica boa parte da dificuldade, tanto na política fiscal, quanto na política monetária”, reforçou o banqueiro central. “Se você ficar produzindo pressões de demanda que decorrem dos dois vetores que eu comentei estímulo à demanda e ganho de renda acima da produtividade, provavelmente você vai chegar num ponto em que terá que subir juros para tentar conter e devolver a inflação para o lugar dela”.

Nesse cenário, o presidente do BC lembrou que o Brasil não foi muito exitoso em se integrar às cadeias de valor global nos últimos anos. Essa situação, pontuou Galípolo, fez com que em momentos recentes, como a adoção de política tarifária agressiva nos Estados Unidos, o Brasil também passasse a ser visto como uma nação que sofreria menos com esses choque





BNDES aprova R$ 411,4 mi para a Suzano ampliar modernização de suas fábricas e executar PD&I

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 411,4 milhões para a Suzano, com recursos do programa BNDES Mais Inovação, voltados à modernização de unidades industriais e ao plano de pesquisa, desenvolvimento, inovação (PD&I) e digitalização da empresa.

Do total do financiamento, R$ 280 milhões serão destinados à compra de máquinas e equipamentos com tecnologia de internet das coisas, além de sistemas de controle e monitoramento remoto, e R$ 131,4 milhões irão para projetos de pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação tecnológica.

Com custo financeiro atrelado à TR (Taxa Referencial), o crédito prevê também a aquisição de bens de informática e automação para ampliar a conectividade nas operações. Segundo o banco, o projeto está alinhado às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com efeitos em trabalho e crescimento econômico, indústria e inovação e redução de desigualdades.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o apoio tem papel na modernização e expansão da indústria brasileira de base tecnológica e na geração de empregos.

“Os projetos apoiados buscam elevar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade da empresa, em um setor de grande potencial exportador, em linha com as diretrizes da Nova Indústria Brasil, a política industrial do governo do presidente Lula”, disse Mercadante em nota.

De acordo com o vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Suzano, Marcos Assumpção, os investimentos devem reforçar a competitividade, especialmente nas operações florestais.

“Esses novos investimentos ampliarão a competitividade das nossas operações, sobretudo florestais, permitindo que a Suzano se mantenha entre as empresas de menor custo de produção de celulose do mundo”, afirmou o executivo, citando o objetivo de sustentar resultados em diferentes cenários de preços.

A empresa informou que seu plano de PD&I reúne 49 iniciativas em produtos e processos industriais e florestais, distribuídas entre projetos de genética, manejo, papel e bens de consumo, celulose e gestão da inovação, conduzidos em unidades de vários Estados. As ações incluem colaboração com universidades e parcerias com instituições como Embrapa, Senai e Embrapii.

No final de 2025, o BNDES já havia aprovado para a Suzano outro financiamento, de R$ 451,7 milhões, para modernização, revitalização de estruturas e ampliação de armazenagem nas unidades industriais da companhia, com recursos do Finem e do Fundo Clima. Líder mundial em celulose, a Suzano informou ter capacidade anual de 13,4 milhões de toneladas do produto e 2 milhões de toneladas de papel, com operações globais e exportações para mais de 100 países.

Mercado passa a projetar inflação mais alta em 2026, 2027 e 2028; veja números do Focus

 

 

Com o prolongamento da guerra no Oriente Médio, o mercado financeiro passou a projetar inflação mais alta nos próximos três ano,

Segundo o boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, 30, a previsão para o IPCA ao final de 2026 subiu de 4,17% para 4,31%. Para 2027, passou de 3,80% para 3,84%. Já a expectativa para 2028 subiu de 3,52% para 3,57%. Antes do início da guerra, os analistas projetavam inflação abaixo de 4% neste ano.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A expectativa do BC é que o IPCA feche o ano em 3,9%.  Veja detalhamento.

Projeções atualizadas do Boletim Focus
Projeções atualizadas do Boletim Focus (Crédito:Reprodução/Instagram)

Corte menos da Selic em abril

O Focus apontou que os economistas passaram a ver uma redução de apenas 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em abril, para 14,50%. Na semana anterior, as estimativas apontavam para uma redução de 0,50 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

Em sua última reunião, neste mês, o Copom optou por um corte de 0,25 ponto na Selic, para 14,75% ao ano, citando cautela à frente em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Apesar disso, os especialistas consultados não alteraram as estimativas para a Selic, mantendo-as as projeções de que a taxa básica fechará o ano em 12,5% e caindo a 10,5% ao fim de 2027.

PIB e dólar

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para 2026 subiu de 1,82% para 1,85%. Para 2027 foi mantida a projeção de alta de 1,80%.

Para a cotação do dólar, foram mantidas as previsões de câmbio a R$ 5,40 para o fim de 2026 e a R$ 5,45 ao  fim de 2027.

Crédito e inadimplência

Em outro relatório divulgado nesta segunda, o BC mostrou que as concessões de empréstimos no Brasil caíram 6,5% em fevereiro na comparação com o mês anterior, com o estoque total de crédito avançando 0,4% no período, a R$7,146 trilhões.

No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5,5%, contra 5,3% em janeiro.

Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 48,6%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Com informações da Reuters

sexta-feira, 27 de março de 2026

Abrafrigo: exportação de carne bovina em fevereiro cresce 40%, a US$ 1,45 bi

 

 Abrafrigo ataca concentração no setor de frigoríficos no Brasil

 

 

 

 

São Paulo, 27 – As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram ritmo forte em fevereiro e consolidaram um início de ano robusto para o setor. A receita cambial somou US$ 1,449 bilhão no mês, alta de 39,57% ante igual período de 2025, com embarques de 279,26 mil toneladas, avanço de 28,64%, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

No acumulado do primeiro bimestre, as vendas externas, considerando carnes in natura e industrializadas, além de miudezas e subprodutos, alcançaram US$ 2,865 bilhões, crescimento de 39% em relação ao mesmo período de 2025. O volume embarcado somou 557,24 mil toneladas, alta de 22%.

 A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, com receitas de US$ 1,221 bilhão no bimestre (+36%) e embarques de 223,7 mil toneladas (+21,7%). Ainda assim, houve redução da participação chinesa no total exportado, para 42,6%, ante 43,4% um ano antes, refletindo maior diversificação dos embarques. Os preços médios das vendas de carne in natura ao país asiático subiram 12%, para US$ 5.461 por tonelada.

Os Estados Unidos seguiram como segundo principal mercado, com forte expansão das compras. As exportações de carne in natura cresceram 97,3% em valor no bimestre, para US$ 379 milhões, enquanto o volume avançou 60%, para 63,08 mil toneladas. Considerando todos os produtos, as vendas ao país somaram US$ 448,7 milhões (+56,8%). Os preços médios subiram 23,4%, para US$ 6.015 por tonelada.

Mapa monitora insumos para reduzir impactos da guerra na agricultura

 Portal de Dados Abertos

Criptomoedas: bitcoin cai com incerteza por guerra e vencimento de opções

 

 Bitcoin logotipo Imagens – Download Grátis no Freepik

 

  

O bitcoin operou em baixa nesta sexta-feira, 27, em mais um dia no qual o ativo é pressionado pelas incertezas pela guerra no Oriente Médio, que se aproxima da duração de um mês. Por sua vez, as tensões geopolíticas se somam à uma alta quantia em contratos de opções com vencimento nesta sexta-feira, o que tende impulsionar maiores movimentações nos preços.

 Por volta das 15h59 (de Brasília), o bitcoin recuava 3,8%, a US$ 65.854,01. Já o ethereum tinha baixa de 3%, a US$ 1.983,17, de acordo com a plataforma Binance.

 O bitcoin cai para a mínima em duas semanas e meia, com investidores demonstrando ceticismo quanto a uma resolução da guerra com o Irã em um futuro próximo. Trump estendeu por dez dias a pausa nos ataques contra a infraestrutura energética iraniana. No entanto, uma reportagem do Wall Street Journal afirmando que os EUA estão considerando enviar mais tropas terrestres para o Oriente Médio aumenta as preocupações sobre uma possível escalada do conflito.

“Os ativos digitais estão em queda novamente, reforçando a visão de que as criptomoedas ainda são negociadas como ativos de risco, e não defensivos”, afirmam analistas do Saxo Bank. O vencimento de grandes contratos de opções de bitcoin hoje no total de US$ 14 bilhões tende aumentar as oscilações de preço no curto prazo, à medida que as posições são liquidadas e as proteções são ajustadas, acrescentam.

 “O que esses vencimentos realmente fazem é criar uma força gravitacional nos dias que os antecedem”, escreveu Max Kahn, CEO da Digital Wealth Partners. “Os formadores de mercado, ao protegerem suas carteiras, pressionam o preço em direção à dor máxima, e é por isso que o bitcoin tende a se movimentar lateralmente antes de um vencimento importante. Os dealers estão apenas gerenciando a exposição”. Mas Kahn observou que a onda de opções não mudará o cenário geral, afirmando que os fluxos de ETFs e a liquidez mais ampla estão, na verdade, impulsionando a tendência. “O vencimento acelera o que já está acontecendo; não o reverte”, disse Khan.

 

 *Com informações Dow Jones Newswires.


Receita Federal realiza leilão em São Paulo com lances para iPhone 17 a partir de R$ 4,6 mil

 


O período de recebimento das propostas para o leilão vai das 8h do dia 9 de abril até as 21h do dia 13 de abril

 

 

No dia 14 de abril, a Receita Federal em São Paulo realizará mais um leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. Entre os lotes disponíveis estão smartphones de última geração, telas, notebooks, videogames, esculturas e vinhos. 

Os destaques são para 10 lotes que contam com iPhone Pro Max 17, que podem ser arrematados por R$ 4,6 mil. Outro item que chama a atenção é uma garrafa de vinho tinto Domaine Leroy, Romanée-Conti Grand Cru Monopole da safra de 1971. O item de colecionador é encontrado por mais de R$ 100 mil e pode ser arrematado com um lance mínimo de R$ 26,4 mil.  

O produto é classificado no edital como ‘objeto de coleção’, e é destinado exclusivamente a acervo, exposição ou fins decorativos e não está apto ao consumo humano.

Há também ferramentas, material elétrico, partes e peças para veículos e aeronaves, rolamentos, roldanas, válvulas, sensores industriais, equipamentos de proteção individual (EPI) e wollastonita (silicato de cálcio). 

O edital, relação das mercadorias, fotos e demais informações relativas ao leilão podem ser encontrados aqui. 

O leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período de recebimento das propostas vai das 8h do dia 9 de abril até as 21h do dia 13 de abril. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 14 de abril (horário oficial de Brasília). 

Os lotes estarão disponíveis para visitação mediante agendamento, em dias de expediente normal, de 30 de março a 10 de abril, nas cidades de Campinas, Guarulhos, Santos, Guarujá, São Paulo, Santo André, Barueri, São Bernardo do Campo, Taubaté, Sorocaba e Bauru. Os endereços e horários para visitação, bem como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão. 

Os licitantes terão 30 dias para retirada dos lotes arrematados. Destaca-se que a Receita Federal não se responsabiliza pelo envio das mercadorias. Bens arrematados por pessoas físicas não podem ser vendidos, assim como alguns lotes também quando adquiridos por pessoas jurídicas. 

É importante salientar que a participação nos leilões eletrônicos da Receita Federal se dá exclusivamente por meio do serviço “Sistema de Leilão Eletrônico”, acessado via Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) mediante o uso de identidades digitais da conta GOV.BR com nível de confiabilidade Prata ou Ouro. 

Além disso, o pagamento das mercadorias arrematadas em leilão é feito através de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) e nunca mediante depósitos ou transferências para contas de terceiros. Fique atento e evite golpes. 

iCS vai selecionar e destinar R$ 2,5 milhões para projetos de pesquisa

 Instituto Clima e Sociedade - iCS | Idec - Instituto ...

São Paulo, 27 – O Instituto Clima e Sociedade (iCS), por meio do Hub de Economia e Clima, vai destinar R$ 2,5 milhões a projetos de pesquisa aplicada com potencial de impacto direto em agronegócio, infraestrutura e a criação de instrumentos para a transição climática e políticas públicas. As inscrições para o edital “Clima na Economia: integrando a questão climática à agenda econômica” estão abertas até o próximo dia 8 de abril, às 16 horas (horário de Brasília).

Podem participar instituições brasileiras de pesquisa, universidades públicas e privadas sem fins lucrativos e organizações da sociedade civil com experiência comprovada em pesquisa aplicada científica ou tecnológica. Pesquisadores podem receber esse apoio.

 Cada projeto receberá até R$ 500 mil e deverá se enquadrar em uma das quatro linhas temáticas: adaptação às mudanças climáticas; macroeconomia e meio ambiente; microeconomia e clima; e finanças públicas e mudanças climáticas. O edital prioriza pesquisas capazes de gerar evidências, diagnósticos, ferramentas, modelos e recomendações diretamente aplicáveis por governos, empresas e investidores.

“O debate climático já influencia decisões econômicas no Brasil e no mundo, mas ainda precisamos fortalecer a produção de evidências aplicadas que dialoguem diretamente com formuladores de políticas públicas, gestores e investidores. Este edital busca aproximar a pesquisa econômica da prática e oferecer subsídios qualificados para decisões que influenciam o desenvolvimento do País no longo prazo”, afirmou em nota a coordenadora técnica do HUB de Economia e Clima do iCS, Sarah Irffi.

 O processo seletivo será realizado em duas etapas. Após a submissão inicial até 8 de abril, as propostas pré-selecionadas avançam para a segunda fase, com início previsto para 29 de maio, quando deverão ser apresentados documentos complementares e a versão detalhada do projeto. As inscrições devem ser feitas pelo site do iCS.


Grupo Entre diz que estava em processo de ‘descontinuação’ de empresas liquidadas pelo BC

 

O Grupo Entre informou nesta sexta-feira, 27, que que já vinha conduzindo um processo de descontinuação das operações das empresas liquidadas pelo Banco Central (BC).

Nesta sexta, o BC comunicou a liquidação extrajudicial de três instituições integrantes do conglomerado prudencial da Entrepay: Entrepay Instituição de Pagamento S.A., Acqio Adquirência Instituição de Pagamento S.A. e Octa Sociedade de Crédito Direto S.A.

 Segundo o Entre, o processo de descontinuidade de operações estava sendo realizado “de forma estruturada” e se dava em meio a uma “revisão estratégica de seu porfólio”, com foco na “transição ordenada das atividades”. Outros negócios do grupo seguirão suas operações normalmente.

O Grupo também destaca ainda que as empresas não foram alvo da operação “Compliance Zero” da Polícia Federal, conforme veiculado em reportagem jornalística.

 Confira a nota do Grupo Entre na íntegra:

O Grupo Entre informa que tomou conhecimento da decisão do Banco Central que decretou a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento, da Acqio Adquirência e da Octa Socedade de Crédito Direto, conforme comunicado público divulgado nesta data.

O Grupo esclarece que vinha conduzindo, de forma estruturada, um processo de descontinuação das operações dessas sociedades, no contexto de uma revisão estratégica de seu portfólio de negócios, com foco na transição ordenada das atividades, no cumprimento das obrigações assumidas e na preservação da continuidade operacional durante esse período.

O Grupo Entre reafirma seu compromisso com a colaboração integral com as autoridades competentes, prestando todos os esclarecimentos necessários e acompanhando os desdobramentos do processo de liquidação dentro dos canais institucionais apropriados, de forma também a mitigar impactos a clientes, parceiros e demais públicos relacionados.

O Grupo Entre esclarece, ainda, que é falsa a informação de que as empresas teriam sido alvo da chamada operação “Compliance Zero”, conforme veiculado em reportagem jornalística.


https://istoedinheiro.com.br/grupo-entre-processo-descontinuacao-empresas-liquidadas

ANTT autoriza Motiva a adquirir controle da Autopista Fernão Dias, da Arteris

 

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nesta sexta-feira, 27, a medida que autorizou a transferência do controle societário da Autopista Fernão Dias S.A., concessionária responsável pela BR-381/MG/SP, atualmente detida pela Arteris S.A.. A decisão foi aprovada na quinta-feira, 26, e permite que a Motiva adquira 100% das ações da empresa.

A operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes antes da assinatura do contrato de compra e venda de ações.

 A ANTT determinou que a Arteris adote as providências necessárias no prazo de dois dias úteis, com validação pela Comissão de Processo Competitivo instituída pela agência.

Segundo a reguladora, a autorização segue os ritos previstos e garante a regularidade da transação, reforçando a segurança jurídica do processo.

 A mudança de controle não altera, neste momento, a prestação dos serviços na rodovia, considerada um dos principais corredores logísticos entre Minas Gerais e São Paulo.

Novartis compra biotech Excellergy por US$ 2 bilhões para reforçar linha antialérgica

 

A farmacêutica suíça Novartis comprará a empresa de biotecnologia Excellergy, sediada na Califórnia, em um negócio de até US$2 bilhões, informou nesta sexta-feira, 27, ampliando seu catálogo antialérgico e em linha com os planos de aumentar seu foco nos EUA.

Há uma semana, a empresa anunciou outro acordo para adquirir um medicamento candidato ao tratamento do câncer de mama por até US$ 3 bilhões da empresa de biotecnologia norte-americana Synnovation Therapeutics.

A Novartis pagará até US$ 2 bilhões em adiantamentos e pagamentos de marcos pela Excellergy, disse a empresa, acrescentando que o negócio deverá ser fechado no segundo semestre de 2026, sujeito às condições habituais, incluindo aprovações regulatórias.

Novos antialérgicos ficariam sob a Novartis

Fora dos EUA, a Novartis tem entre seus sucessos de venda o Xolair, usado para asma alérgica e outras condições. Em território estadunidense, o medicamento é comercializado pela Genentech, da Roche.

O Xolair enfrenta maior concorrência em alguns mercados da UE, onde um biossimilar, ou medicamento similar a um já aprovado, foi introduzido no ano passado após algumas patentes expirarem.

O candidato a medicamento para alergia alimentar da Excellergy, o Exl-111, ampliaria a franquia existente da Novartis. Assim como o Xolair, o Exl-111 também tem como alvo os anticorpos IgE do sistema imunológico, mas tem ação mais prolongada e foi projetado para se ligar mais firmemente e remover a IgE de seu receptor.

Foi demonstrado que ele suprime a sinalização alérgica de forma mais rápida e eficaz do que os medicamentos existentes em estudos iniciais, mas o benefício ainda não foi testado em estudos maiores em humanos.

Em abril do ano passado, a Novartis disse que planejava investir US$ 23 bilhões para construir e expandir suas instalações nos Estados Unidos durante a próxima meia década.

Até o momento, a empresa iniciou a construção de locais de P&D e fabricação em quatro estados, incluindo a Califórnia, e expandiu suas instalações de terapia com radioligantes em Indiana e Nova Jersey.


Taxa de desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas renda média bate novo valor recorde

 

A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, ante o patamar de 5,2% no trimestre de setembro a novembro de 2025, informou nesta sexta-feira, 27, o IBGE.

No trimestre encerrado em janeiro, a taxa tinha ficado em 5,4%. Veja aqui o detalhamento.

O resultado veio acima do esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,7%.

Isso significa que 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem sucesso no trimestre, 600 mil a mais do que o trimestre encerrado em janeiro. Mesmo assim, a taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

Apesar da alta no desemprego, a renda média do trabalhador atingiu novamente patamar recorde. O rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas, estimado em R$ 3.679, no trimestre encerrado em fevereiro, registrou crescimento de 2% frente ao trimestre anterior e de 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

“O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comercio e serviços”, afirmou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

População ocupada cai

No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada (102,1 milhões) registrou queda de 0,8% (menos 874 mil pessoas) na comparação com o trimestre anterior e aumento de 1,5% frente ao mesmo trimestre do ano passado (mais 1,5 milhão de pessoas).

Na comparação com o período entre setembro e novembro de 2025, houve forte redução de postos de trabalho no grupo Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (menos 696 mil pessoas). Também, na Construção (menos 245 mil pessoas).

“Nos dois casos há influência de movimento sazonal, sobretudo, nos segmentos de educação e saúde, nos quais parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”, explicou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. “A construção também registra menor demanda das famílias por obras e reparos no início do ano”, explicou a coordenadora.

Redução ocorreu em postos sem carteira assinada

Houve redução de 342 mil pessoas no grupo de trabalhadores empregados no setor privado com carteira assinada na comparação com o trimestre anterior. O número permaneceu estável frente ao ano passado.

O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 12,6 milhões de pessoas, também apresentou queda, de 3,7%, frente ao trimestre anterior. Houve no entanto uma elevação de 4,1% (500 mil pessoas) em relação ao ano passado.

A categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 26,1 milhões de pessoas, apresentou estabilidade nesse período. O mesmo comportamento dos trabalhadores domésticos, estimados em 5,5 milhões de pessoas.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Lula: Brasil pode chegar a ser a sexta ou quinta economia do mundo

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 25, que o Brasil pode se tornar a quinta ou a sexta maior economia do mundo. Segundo a Austin Rating, o Brasil está na 11ª posição. As colocações desejadas por Lula são ocupadas atualmente por Reino Unido e França.

“O Brasil pode chegar a ser a sexta ou a quinta economia do mundo. Nós temos território, temos população. Temos presentes que a natureza nos deu: muitos minerais críticos, terras raras, 12% da água doce do mundo, a maior floresta tropical do mundo. Temos tudo que o mundo precisa, só basta a gente ter coragem de acreditar no Brasil e fazer as coisas acontecerem”, declarou.

Segundo o presidente, o Brasil já conta com todas as condições necessárias para “dar um salto de qualidade” e deixar de ser um país emergente para se tornar uma nação desenvolvida.

Nesta quarta-feira, 25, Lula visitou a fábrica de trens da montadora chinesa CRRC, localizada na cidade de Araraquara (SP). No evento, foram assinados contratos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 5,6 bilhões.

CNI: 61% das indústrias brasileiras inovaram nos últimos 3 anos; burocracia é pior entrave

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou pesquisa nesta quarta-feira, 25, que mostra que 61% das indústrias brasileiras inovaram nos últimos três anos. Segundo a entidade, o foco das empresas tem sido a modernização interna: 69% direcionaram seus esforços para a melhoria de processos produtivos.

Como consequência disso, 38% das indústrias registraram o aumento de produtividade como o principal resultado alcançado, seguido por acesso a novos mercados (21%) e redução de custos (19%).

 “O nosso objetivo é fortalecer o ecossistema nacional de ciência e tecnologia, promover um diálogo direto entre o setor público e o privado e propor soluções reais para destravar o acesso aos instrumentos de fomento no Brasil”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Jefferson Gomes.

Burocracia

 De acordo com a pesquisa, 36% dos empresários afirmaram que o excesso de burocracia é o maior entrave. A região Nordeste é a que mais sente esse aspecto, com a percepção de 48% dos industriais, enquanto o Sudeste é a região com menos impacto, com 32%.

Quatro em cada 10 empresários (42%) afirmam que nem sequer tentaram acessar os instrumentos públicos de apoio à inovação. O índice é maior no Nordeste (45%) e no Sudeste (44%) menor no Norte/Centro-Oeste (29%).

A pesquisa foi encomendada pela CNI ao instituto Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding. Foram entrevistados, por telefone, executivos de 1.002 empresas industriais (502 de pequeno porte e 500 de médio e grande porte), distribuídas proporcionalmente por todas as regiões do país. O período de campo ocorreu entre 3 e 25 de fevereiro de 2026.