sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Comcast comprará Time Warner Cable por US$ 45 bi, diz WSJ


Comcast Corp. alcançou um acordo para comprar a Time Warner Cable por 45 bilhões de dólares, segundo Wall Street Journal

Bryan Bedder/AFP
Veículo da Time Warner Cable utilizado para o lançamento de seu serviço de wi-fi

Veículo da Time Warner Cable utilizado para o lançamento de seu serviço de wi-fi: compra significaria a fusão das duas principais operadoras de televisão a cabo nos EUA

Washington - A Comcast Corp. alcançou um acordo para comprar a Time Warner Cable por 45 bilhões de dólares, o que significaria a fusão das duas principais operadoras de televisão a cabo nos Estados Unidos, informou a imprensa americana.

Se for confirmada, a transação representaria a vitória da Comcast sobre a quarta operadora de TV a cabo do país, a Charter Communications, e seu principal acionista, Liberty Media Corp.

A Comcast pretende anunciar o acordo nesta quinta-feira, segundo o jornal Los Angeles Times.
O Wall Street Journal citou pessoas ligadas ao acordo que afirmaram que os acionistas da Time Warner Cable receberão 158,82 dólares por ação, quase US$ 23 por ação acima da cotação da TWC.

A oferta mais recente da Charter foi de 132,50 dólares por ação, o que foi rejeitado pela TWC, que desejava US$ 160 USD por papel.

*Atualizada às 10h15 do dia 13/02/2014

Cosan nega ter acordo firmado para fusão da Rumo e ALL


A ALL também divulgou fato relevante com o mesmo teor

Eulina Oliveira, do
DIVULGACAO
Embarque de açúcar da Cosan
Embarque de açúcar da Cosan: "caso as negociações evoluam para um bom termo e uma proposta ou acordo seja firmado, a companhia informará seus acionistas", disse em nota

São Paulo - A Cosan divulgou nesta sexta-feira, 14, fato relevante sobre as negociações para a fusão de sua controlada Rumo Logística com a América Latina Logística (ALL).

Segundo a companhia, "em que pese referidas tratativas terem avançado nos últimos dias, não existe, na presente data, qualquer proposta ou acordo firmado, ou outro documento, vinculante ou não, celebrado entre as partes". A ALL também divulgou fato relevante com o mesmo teor.

"Caso as negociações evoluam para um bom termo e uma proposta ou acordo seja firmado, a companhia informará seus acionistas e o mercado em geral", afirma a Cosan, no comunicado.

Na quinta-feira, 13, a ALL afirmou, também em nota, que acionistas das companhias envolvidas devem divulgar nos próximos dias o acordo que possibilitará a fusão com a Rumo. Segundo a empresa, a troca de ações entre as duas empresas também não está descartada.

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PSDB pede apuração de suborno a funcionários da Petrobras


Pedido formal foi realizado pelos líderes do PSDB na Câmara com base em denúncias da imprensa sobre supostos subornos pagos na Holanda a dirigentes da Petrobras

Sérgio Moraes/Reuters
Chaminé em plataforma de Petróleo da Petrobras

Chaminé em plataforma da Petrobras: segundo denúncias, altos funcionários da petrolífera receberam subornos em troca de contratos concedidos à SBM Offshore

Rio de Janeiro - O PSDB pediu nesta sexta-feira à Procuradoria Geral da República (PGR) que abra uma investigação para esclarecer denúncias de corrupção contra a Petrobras na Holanda.

O pedido formal foi realizado pelos líderes do PSDB na Câmara dos Deputados com base em denúncias da imprensa sobre supostos subornos pagos na Holanda a dirigentes da Petrobras.

Segundo as denúncias, altos funcionários da petrolífera receberam subornos em troca de contratos concedidos à SBM Offshore, uma empresa holandesa que aluga plataformas petrolíferas para a exploração em águas profundas.

As denúncias, publicadas pelo jornal "Valor Econômico", citam o testemunho de um ex-funcionário da SBM Offshore à procuradoria holandesa sobre práticas de corrupção da empresa.

O denunciante assegura que a empresa pagou cerca de US$ 250 milhões em subornos a autoridades de diferentes países e a altos funcionários de algumas empresas, entre elas a Petrobras.

De acordo com o "Valor", a empresa holandesa é investigada na Holanda, Inglaterra e Reino Unido pelo suposto pagamento de subornos a empresas de seis países, incluindo o Brasil.

"É uma denúncia que, além da sua gravidade, tem extensão muito grande, porque envolve a principal empresa do nosso país. Já há investigação em curso em outros países com os quais a SBM teve contrato, e é necessário que a Justiça brasileira também apure se houve pagamento de suborno à Petrobras", afirmou o porta-voz do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA).

Em comunicado, a Petrobras informou que até agora não foi notificada por nenhuma autoridade sobre as denúncias, mas que adotou as "providências internas cabíveis com o intuito de averiguar a veracidade dos fatos publicados".

Joaquim Barbosa envia telegrama de apoio a Tinga


Durante o jogo contra o Real Garcilaso, em Huancayo, no Peru, parte da torcida local imitava sons e gestos de macaco toda vez que Tinga pegava na bola

Mariângela Galluci, do
Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Joaquim Barbosa na sessão de abertura do Ano Legislativo
Joaquim Barbosa: ele enviou nesta sexta telegrama ao volante Tinga, do Cruzeiro, para manifestar solidariedade após ofensas raciais que jogador recebeu na última quarta

Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, enviou nesta sexta-feira um telegrama ao volante Tinga, do Cruzeiro, para manifestar sua solidariedade após as ofensas raciais que o jogador recebeu na última quarta, durante jogo no Peru, pela Libertadores.

Durante o jogo contra o Real Garcilaso, em Huancayo, no Peru, parte da torcida local imitava sons e gestos de macaco toda vez que Tinga pegava na bola. No final da partida, o jogador do Cruzeiro lamentou o fato e disse ter ficado triste com as ofensas raciais.

Na quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff lamentou o fato, assim como o presidente do Peru, Ollanta Humala. A CBF e a Fifa também se posicionaram contra o racismo, enquanto o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, chegou a cobrar formalmente que a Conmebol tomasse um atitude.

Veja o texto do telegrama de Joaquim Barbosa:

"Ao Senhor Paulo César Fonseca do Nascimento (Tinga)
Caro Tinga,
Receba minha total solidariedade pelos odiosos atos de racismo de que foi vítima em partida disputada no Peru no último dia 12 de fevereiro. Abraço
Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo Tribunal Federal

Avon pode pagar US$ 132 mi por caso de propina, diz jornal


Valor pode ser desenbolsado para encerrar investigação de que a empresa teria pagado oficiais de governo para conseguir licenças, segundo o Wall Street Journal


Scott Eells/Bloomberg
Batom da Avon

Avon: segundo o The Wall Street Journal, a empresa já desembolsou cerca de 340 milhões de dólares em custos com a investigação

São Paulo -  A Avon admitiu que pode pagar 132 milhões de dólares para encerrar um caso de propina na China e outros países, incluindo o Brasil , segundo o The Wall Street Journal

De acordo com o diário, a investigação foi iniciada pela própria empresa e revelada em 2008, quando foi reportada ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos e à SEC (órgão equivalente à CVM no país). 

A apuração visa verificar se a companhia infringiu as leis norte-americanas enviando presentes e dinheiro a oficiais de governo para conseguir licenças para vender os seus produtos.

Conforme afirma o jornal, a Avon já teria oferecido 12 milhões de dólares para encerrar o caso em junho do ano passado, mas a quantia não foi aceita pelos reguladores federais por ser considerada muito baixa. 

Ainda segundo o WSJ, em balanço divulgado na última quinta-feira, a Avon de Nova York informou que reservou 89 milhões de dólares para penalidades finaceiras, mas disse que poderá acrescentar mais 43 milhões ao montante devido ao andamento de suas negociações com o Departamento de Justiça e a SEC. 

Os novos números contribuíram para os resultados ruins da companhia, que perdeu 69 milhões de dólares no último trimestre de 2013.

Segundo o jornal, a empresa já desembolsou cerca de 340 milhões de dólares em custos com a investigação. 

Além disso, as vendas da empresa também não estão indo bem. Aqui na América Latina, elas caíram 7% no último trimestre de 2013, em realação a 2012. Na América do Norte a queda foi de 21% e na China de 48%. 

Família Batista, do JBS, e os Bertin negociam acordo



JOESLEY BATISTA, DO JBS: acordo com os Bertins

A guerra declarada pelo clã Bertin à família Batista está chegando ao fim. Em 2009, o frigorífico JBS, comandado por Joesley Batista, comprou o Bertin. Em troca, a família vendedora ganhou uma participação numa holding que controla o JBS. 

Acontece que, em junho do ano passado, os Bertin foram à Justiça acusando os sócios de surrupiar 66% dessas ações, numa suposta fraude bilionária. Passado o barulho inicial, os dois lados começaram a negociar um acordo. Pelo que vem sendo discutido, os Batista comprarão as ações dos Bertin, que, por sua vez, retiram a ação da Justiça. Procuradas, as empresas não comentam.

Chega de mudanças na cúpula do Grupo Pão de Açúcar


Christophe Hidalgo, diretor de finanças do GPA, afirmou que todas mudanças necessárias já foram feitas

Germano Lüders/EXAME.com
Supermercado da rede Pão de Açúcar
Pão de Açúcar: lucro de R$ 1,8 bilhão em 2013, 20,7% mais que no ano anterior

São Paulo – No último ano, uma série de mudanças de direção no Grupo Pão de Açúcar, incluindo a saída de Abílio Diniz do Conselho e Enéas Pestana da presidência – foram notícias no mercado. Mas, para este ano, a alta cúpula executiva da companhia ficará onde está.

Foi o que assegurou Christophe Hidalgo, diretor de finanças e serviços corporativos, em entrevista com jornalistas por telefone.

“As mudanças que tinham de acontecer nos cargos estratégicos já aconteceram”, disse ele. “Agora, algumas alterações decorreram da vontade de alguns executivos saírem da empresa para buscarem novos desafios. Dessas não temos controle.”

De acordo com Christophe, hoje a companhia conta com um grupo de executivos bem preparados e adaptados à estratégia de encontrar sinergias entre os vários negócios do GPA para reduzir custos e melhorar rentabilidade.

“Houve uma importante participação do Casino na indicação de pessoas e conseguimos reunir um grupo de executivos vindos de diferentes países e setores, o que só nos traz vantagem”, afirmou Hidalgo.

Como exemplo, o diretor citou Líbano Barroso, vindo da TAM, contratado em novembro como diretor vice-presidente de Infraestrutura e Desenvolvimento Estratégico.

O novo presidente da companhia desde janeiro, Ronaldo Inaldi, poderia ser outro exemplo. O executivo já representava o Casino no Brasil e tem em seu currículos anos de comando na Oi (na época chamada Telemar ) e Magnesita. 


Sinergia e lucro 


A companhia explicou hoje pela manhã como atingiu o lucro de R$ 1,8 bilhão no ano passado, resultado 20,7% superior em comparação ao ano anterior. Entre os motivos estão as adequações de todos os formatos de negócios e a busca de sinergias entre todos eles. Ambas as ações tem como base a redução de custos e despesas e consequente aumento de rentabilidade da empresa. 

O mesmo valor, R$ 1,850 bilhão, será investido pela empresa neste ano, número 32,8% superior aos aportes realizados no ano anterior. O foco será a abertura de novas lojas – 128 no total, sendo 87 do GPA Alimentar e 41 da Via Varejo – e aquisições de terrenos.