sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

PCC x CV: Gaeco mira ‘guerra violenta’ de ‘Jets’ e interrompe fluxo de facções no interior

 

O Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Keravnos para desarticular lideranças do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho – as mais poderosas facções do crime organizado -, envolvidas em uma sangrenta disputa territorial nas regiões de Piracicaba, Limeira, Araras e Rio Claro, no interior paulista.

A operação saiu às ruas nesta quinta, 29, para cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Araras e teve como alvo a “Rota Caipira” do tráfico de drogas. No itinerário do crime, entorpecentes saem da fronteira de países produtores como Bolívia, Colômbia e Peru, além do Paraguai, entram no Brasil pelos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e atravessam o interior de São Paulo com destino a portos e aeroportos do Sudeste, como o Porto de Santos, para distribuição nacional e internacional.

Endereços nos municípios de Piracicaba, Rio Claro, Limeira, Santa Bárbara D’Oeste, Americana, Leme, Engenheiro Coelho e Hortolândia foram alvos dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco – unidade do Ministério Público que combate as facções criminosas.

Entre os alvos da Keravnos estão nomes apontados como lideranças do PCC e do CV na região, conhecidos como ‘Jets’, além de criminosos de alta periculosidade que se encontravam foragidos do sistema prisional.

“A Justiça autorizou ainda a quebra do sigilo de dados telemáticos dos aparelhos apreendidos, medida considerada essencial para interromper o fluxo de ordens de execução, conhecidas como ‘salves’, emitidas pelas cúpulas das organizações”, informou o Ministério Público.

‘Guerra urbana’

Segundo a investigação, o conflito entre as duas maiores facções do país teve início em 2022, quando o Comando Vermelho tentou ocupar pontos de venda de drogas controlados pelo PCC, o que desencadeou uma “guerra urbana” na região.

O monitoramento policial identificou que o conflito entre faccionados incluiu execuções com o uso de fuzis, assassinato de lideranças, carbonização de corpos e até uma chacina em represália a mortes de aliados de um dos grupos.

O material apreendido será analisado pelo Centro de Apoio à Execução (CAEx) do Ministério Público e poderá embasar novas denúncias criminais e a responsabilização dos envolvidos, destacou o Gaeco.

Ex-BRB diz que cobrou Daniel Vorcaro por carteiras do Master ‘e nem sempre de maneira delicada’

 Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é afastado

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa afirmou, em depoimento à Polícia Federal (PF no dia 30 de dezembro, que cobrou diretamente o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobre carteiras compradas pelo banco estatal.

Segundo investigação da Polícia Federal (PF), de janeiro a junho de 2025, o BRB comprou, no total, R$ 6,7 bilhões em carteiras falsas do Master e pagou mais R$ 5,5 bilhões de prêmio, totalizando R$ 12,2 bilhões.

As carteiras foram originadas pela Tirreno, uma empresa classificada como “de prateleira” pela Polícia Federal, e pela Cartos, com a qual o Master tinha relações.

O ex-presidente do BRB disse que não identificou esses ativos como “podres”, mas admitiu que o banco brasiliense encontrou problemas na documentação que não atendia aos padrões exigidos pelo Banco Central.

Em maio do ano passado, segundo Paulo Henrique Costa, ele cobrou diretamente Vorcaro antes de decidir fazer a substituição das carteiras. Foi nessa época que o BRB teria identificado que, na verdade, os créditos eram de origem de outras empresas, a Tirreno e a Cartos, e não do Master.

“O meu celular vai mostrar esses registros, essas cobranças, nem sempre de uma maneira muito delicada, de recebimento e busca desses documentos”, disse Paulo Henrique à Polícia Federal.

No depoimento, o ex-presidente do BRB disse que o banco passou a ter duas opções sobre o que fazer com a carteira do Banco Master. A primeira era fazer com que o banco de Daniel Vorcaro substituísse os ativos por outros – o que acabou sendo feito. A segunda era revender essa carteira para a Tirreno e a Cartos, como de fato chegou a ser negociado com representantes dessas duas empresas.

Segundo Paulo Henrique Costa, nunca foi possível vender na íntegra os R$ 6,7 bilhões comprados do Master porque esse dinheiro “não existia no Master” e era apenas um saldo contábil no banco de Daniel Vorcaro.

“Na investigação, parece que o dinheiro existia e estava depositado no Master, e não estava, aquilo era um saldo contábil. A gente não exerceu o direito imediato de receber aquele dinheiro porque geraria uma quebra e o BRB não conseguiria concluir o ciclo de troca de ativos que ele precisava cumprir. Geraria uma perda para o BRB significativa.”

Real tem 2ª maior valorização entre 28 moedas do mundo no começo de 2026

 

O real apresentou a segunda maior valorização frente ao dólar em ranking elaborado pela consultoria Elos Ayta com 28 países. Com alta de 5,9% até o fechamento de quinta-feira, 29, a moeda brasileira aparece atrás apenas do peso chileno, que valorizou 6,2%.

O desempenho positivo do real ocorre em um momento de enfraquecimento amplo do dólar. Entre as 28 moedas monitoradas pelo levantamento, 22 tiveram valorização frente à moeda americana. Em apenas cinco países a moeda local perdeu valor. Em uma, o câmbio permaneceu estável.

“O enfraquecimento do dólar não é homogêneo. As maiores desvalorizações cambiais em janeiro concentram-se em economias específicas”, destaca a consultoria.

Logo atrás do real no ranking, aparecem a coroa norueguesa (5,77%), o dólar australiano (5,63%) e o rand sul-africano (5,34%). Na lanterna do levantamento, está a rúpia indiana, que desvalorizou 1,96% frente ao dólar.

Apesar da desvalorização no ranking elaborado pela Elos Ayta, o dólar ainda tem variação positiva de 2,25% no índice DXY, que o compara com seis moedas consideradas fortes: o euro, o iene, a libra esterlina, o dólar canadense, a coroa sueca e o franco suíço.

Veja o ranking completo, com real na 2ª posição:

PaísMoedaValorização %
ChilePeso Chileno6,2
BrasilReal (Dólar Ptax)5,9
NoruegaCoroa Norueguesa5,77
AustráliaDólar Australiano5,63
África do SulRand Sul-Africano5,34
RússiaRublo Russo5,12
SuéciaCoroa Sueca4,89
MéxicoPeso Mexicano4,34
SuíçaFranco Suíço3,95
IsraelNovo Shekel Israelense3,24
InglaterraLibra Esterlina2,78
ColômbiaPeso Colombiano2,49
JapãoIene2,45
DXY(Índice do Dólar)2,25
DinamarcaCoroa Dinamarquesa2,08
CanadáDólar Canadense1,48
Zona do EuroEuro1,19
ArgentinaPeso Argentino1,16
Coreia do SulWon0,87
ChinaYuan0,72
PeruSol0,6
TaiwanDólar Taiwanês0,1
Arábia SauditaRial Saudita0
FilipinasPeso Filipino-0,2
Hong KongDólar de Hong Kong-0,38
IndonésiaRupia Indonésia-0,56
TurquiaLira Turca-0,99
ÍndiaRúpia Indiana-1,96

Tensões geopolíticas pressionam o dólar

O desempenho fraco do dólar frente a moedas globais relaciona-se com um momento conturbado dos Estados Unidos, com Donald Trump implementando uma política externa considerada imprevisível e marcada por ataques até mesmo a aliados históricos. Internamente, o presidente também enfrenta pressões, com protestos violentos próximos às eleições do Congresso.

“O sistema financeiro global se tornou excessivamente concentrado em um único eixo, o dólar, e começa, lentamente, a buscar saídas. Não por pânico imediato, mas por cálculo estratégico”, pontua o economista Fabio Ongaro, vice-presidente de finanças da Câmara Italiana do Comércio de São Paulo (Italcam) e CEO da Energy Group. Ele destaca como o enfraquecimento do dólar acompanha um momento de valorização do ouro.

“É importante ser preciso. O dólar não quebrou, não perdeu sua função como moeda de comércio global e segue dominante nas transações internacionais. O que ele começou a perder é algo mais sutil e mais perigoso: a exclusividade como ativo de refúgio”, avalia o economista.

 

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Panamá negocia com dinamarquesa Maersk operação de portos do canal

 

O Panamá anunciou, nesta sexta-feira (30), que mantém contato com a empresa dinamarquesa Maersk para que assuma temporariamente dois portos estratégicos operados nos acessos ao canal pela companhia de Hong Kong CK Hutchison, cuja concessão foi anulada pela Justiça.

Em uma decisão duramente criticada pela China e pela companhia, a Suprema Corte de Justiça do Panamá invalidou na quinta-feira os contratos, após ameaças do presidente americano, Donald Trump, de “retomar” a via interoceânica, ao afirmar que ela estaria sob controle de Pequim.

 “Conversas já foram iniciadas” com “uma subsidiária do grupo APM Moller Maersk, que demonstrou disposição para assumir transitoriamente a operação de ambos os terminais e que dispõe da capacidade e da experiência necessárias”, afirmou o presidente panamenho, José Raúl Mulino, em pronunciamento à nação transmitido pela televisão.

Mulino, que considera “leoninos” (abusivos) os contratos atuais, assegurou que, até a execução da decisão judicial, haverá “um período de continuidade do operador atual” e, em seguida, uma fase de “transição”, que culminará com uma nova concessão sob “condições favoráveis” a seu país.

Os portos panamenhos “continuarão operando sem alterações”, garantiu o presidente, ao afirmar que será assegurada uma “transição administrativa ordenada”.

A subsidiária da Maersk confirmou, em um comunicado, “sua disposição para assumir a operação temporária” a fim de “mitigar qualquer risco” que possa afetar serviços essenciais ao comércio regional e global.

Os Estados Unidos, que inauguraram o canal em 1914, e a China são os principais usuários dessa rota, por onde passam cerca de 5% do comércio marítimo mundial.

 – Repúdio da China –

 Sem detalhar seus argumentos, o plenário da mais alta corte panamenha declarou “inconstitucionais” as leis por meio das quais a Panama Ports Company (PPC), subsidiária da CK Hutchison Holdings, controlava desde 1997 os portos de Balboa e Cristóbal, nos acessos ao canal.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, advertiu, nesta sexta-feira, que Pequim “tomará todas as medidas necessárias para proteger de forma decisiva os direitos legítimos e os interesses” de suas empresas.

As autoridades de Hong Kong rejeitaram que um “governo estrangeiro utilize meios coercitivos, repressivos ou outros métodos” para interferir nas relações comerciais.

Por sua vez, a PPC afirmou que a decisão “carece de base jurídica e coloca em risco (…) o bem-estar e a estabilidade de milhares de famílias panamenhas” que dependem de suas atividades.

A anulação havia sido solicitada no ano passado pela Controladoria à Justiça, sob o argumento de que a concessão — renovada em 2021 por 25 anos — era “inconstitucional” e de que a Hutchison supostamente não teria pago ao Estado panamenho US$ 1,2 bilhão (aproximadamente R$ 6 bilhões, na cotação da época) por suas operações.

A PPC, por outro lado, sustenta ser “o único operador portuário do país no qual o Estado é acionista” e afirma ter pago nos últimos três anos ao governo panamenho US$ 59 milhões (R$ 324 milhões).

– Venda complicada –

A CK Hutchison Holdings, criada por Li Ka-shing, o homem mais rico de Hong Kong, é um dos maiores conglomerados desse centro financeiro semiautônomo chinês, com atuação em finanças, varejo, infraestrutura, telecomunicações e logística.

Após o anúncio feito pelo Panamá, as ações do conglomerado caíram 4,6% na sessão desta sexta-feira na Bolsa de Hong Kong.

A decisão judicial ocorre em meio a um prolongado processo de venda dos portos, anunciado pela Hutchison em março de 2025, para transferir sua participação nos terminais panamenhos para um conglomerado liderado pela americana BlackRock, como parte de um pacote avaliado em US$ 22,8 bilhões (R$ 131 bilhões, em valores da época).

Na ocasião, a operação foi bem recebida pelos Estados Unidos, mas perdeu ritmo depois que a China advertiu que o acordo poderia prejudicar seus interesses globais.

Pequim pediu às partes que agissem com “cautela”, sob pena de consequências legais caso prosseguissem sem sua autorização.

– A pressão de Trump –

Os Estados Unidos construíram o canal e o entregaram ao Panamá em 31 de dezembro de 1999, em virtude de tratados bilaterais.

No entanto, desde que voltou à Casa Branca, em janeiro, Trump tem ameaçado “recuperar” a via, ao afirmar que a China a controla, apesar de ela ser administrada por uma instituição pública panamenha autônoma em relação ao governo.

“É muito difícil imaginar que (a decisão) não tenha sido influenciada pela persistente pressão dos Estados Unidos sobre a propriedade do canal”, afirmou Kelvin Lam, economista especializado em China da consultoria Pantheon Macroeconomics.

O especialista avaliou que, no futuro, investidores estrangeiros tenderão a ser cada vez mais cautelosos ao aplicar capital “em projetos de infraestrutura estratégicos no quintal dos Estados Unidos”.

O Panamá nega categoricamente que Pequim exerça controle de fato sobre o canal, que responde por 40% do tráfego de contêineres dos Estados Unidos.

Desemprego cai para 5,1%, menor nível da história, mostra IBGE

 


Ao longo do ano, o número médio de pessoas sem trabalho recuou de 7,2 milhões para 6,2 milhões. Durante o período da pandemia de Covid-19, em 2020 e 2021, o desemprego chegou a alcançar taxas superiores a 13%, com aproximadamente 14 milhões de desocupados.

Segundo os dados da Pnad, a queda do desemprego em 2025 ocorreu em um contexto de expansão da ocupação, sem aumento dos indicadores de subutilização ou desalento.

“Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho. A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, destaca a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

O contingente de pessoas ocupadas atingiu um novo recorde em 2025, ao alcançar a marca de 103 milhões, frente aos 101,3 milhões observados no ano anterior. No início da série histórica, em 2012, esse total era de 89,3 milhões.

Outro indicador que reforça esse movimento é o nível de ocupação – proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar – que chegou a 59,1% em 2025, acima dos 58,6% de 2024 e dos 58,1% registrados em 2012.

O número de empregados do setor privado com carteira assinada avançou em 2025 e atingiu 38,9 milhões de pessoas, crescimento de 2,8% em relação a 2024. O aumento corresponde a cerca de 1 milhão de novos vínculos formais no ano e representa o maior contingente da série histórica.

Em sentido oposto, o total de empregados sem carteira no setor privado apresentou leve retração, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões. O número de trabalhadores domésticos também diminuiu, chegando a 5,7 milhões.

Desemprego em queda, rendimentos em alta

Os rendimentos do trabalho também apresentaram crescimento. O rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560 em 2025, o que representa um aumento de 5,7% em relação a 2024, ou R$ 192 a mais.

Na série iniciada em 2012, o menor valor havia sido observado em 2022, quando o rendimento médio ficou em R$ 3.032. Já a massa de rendimento real habitual somou R$ 361,7 bilhões no ano, o maior resultado da série, com alta de 7,5% frente ao ano anterior.

De acordo com o IBGE, o crescimento da ocupação ocorreu de forma mais intensa em atividades como informação e comunicação, serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, além do conjunto que inclui administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais.

Esses segmentos concentram trabalhadores com maior escolaridade, vínculos formais e rendimentos mais elevados, o que contribuiu para a elevação da renda média.

A valorização do salário mínimo também teve impacto sobre os rendimentos, especialmente em atividades com menor grau de formalização. Segundo a coordenação da pesquisa, esse fator ajudou a disseminar o crescimento da renda entre diferentes formas de inserção no mercado de trabalho.

 

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Mattel: quanto custam os novos bonecos do He-Man lançados para o filme ‘Mestres do Universo’

 

A Mattel lançou na quinta-feira, 29, uma nova linha de bonecos para seu próximo filme live-action “Mestres do Universo”, com o objetivo de repetir o sucesso de “Barbie”, de 2023. A fabricante de brinquedos tem mais de uma dúzia de filmes em desenvolvimento, buscando revigorar suas marcas e estimular a demanda.

“Mestres do Universo” é o segundo grande lançamento da Mattel nos cinemas depois de “Barbie”, que arrecadou mais de US$ 1,4 bilhão em todo o mundo e ganhou um Oscar. O lançamento do brinquedo aproveita o impulso do primeiro teaser trailer do novo filme, divulgado na semana passada, que já acumulou mais de 30 milhões de visualizações no YouTube.

Roberto Stanichi, diretor global de marcas da Mattel, disse que há muita nostalgia por uma linha de brinquedos que surgiu pela primeira vez na década de 1980. “Por isso, estávamos esperando o momento certo para trazê-la de volta de uma forma que realmente fizesse jus ao legado”, afirmou ele na Feira Internacional de Brinquedos de Nuremberg, na Alemanha.

Os bonecos — incluindo He-Man, Esqueleto e Maligna — serão vendidos por cerca de US$ 25 e serão lançados globalmente a partir de abril, cerca de dois meses antes de o filme, estrelado por Nicholas Galitzine como He-Man, chegar aos cinemas.

A decisão de relançar a marca foi motivada pela Mattel ter encontrado a equipe certa para fazer o filme, liderada pelo diretor indicado ao Oscar Travis Knight, disse ele à Reuters. O elenco inclui Jared Leto como o vilão Esqueleto, além de Idris Elba, Alison Brie e Camila Mendes.

Haddad diz que fez algumas indicações a Lula para diretoria do BC, mas que não foi o único

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quinta-feira, 29, que já indicou nomes para as duas vagas na diretoria do Banco Central (BC) ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, entretanto, não foi o único a conversar sobre o tema com o presidente.

“Eu fiz algumas sugestões, mas não fui o único. Então, em geral, nesses casos, ele ouve pessoas da economia, da confiança dele, procura conhecer eventualmente um ou outro candidato antes de tomar a decisão. Eu não sei se essa decisão foi tomada. Quando for tomada, o presidente, em geral, envia imediatamente ao Congresso, porque acaba vazando”, disse ele na chegada ao ministério da Fazenda.

Viagem

Haddad ainda afirmou que não sabe ainda se irá à Índia com o presidente Lula. O petista irá ao país asiático entre os dias 17 e 21 de fevereiro. Em entrevista neste mês, o ministro havia dito que Lula havia lhe convidado, mas agora a resposta mudou.

“Eu não sei. Possivelmente não”, declarou Haddad a jornalistas nesta quinta ao chegar no ministério.

Essa viagem poderia marcar o fim da gestão de Haddad na Fazenda, quando ele decidiria, junto com Lula, sobre seu futuro eleitoral para 2026.

O ministro repetiu nesta quinta que deve deixar a Pasta ainda em fevereiro.