segunda-feira, 6 de abril de 2026

Governo anuncia nova subvenção ao diesel e medidas para gás de cozinha e aviação

 

O governo federal anunciou  na tarde desta segunda-feira, 6, novas medidas para conter o impacto da guerra no preço dos combustíveis. Nesta segunda, o barril de petróleo operava em alta, com o Brent voltando a ser negociado acima de US$ 110.

A primeira medida anunciada foi uma nova subvenção ao diesel, de R$ 0,80, aos produtores brasileiros de óleo diesel, que se soma à subvenção de R$ 0,32 por litro que já está em vigor. Há duas semanas, o governo anunciou uma subvenção ao diesel, que prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel, sendo R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual. A proposta está em negociação com os estados.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, dois, dos 27 estados, não fizeram a adesão ao programa do governo. Durigan não quis revelar quais os dois estados. “Não vou fulanizar”, disse o ministro, e afirmou que o nome dos estados que aderirem estará na formalização do programa.

Segundo o governo, esta nova subvenção ao diesel anunciada hoje será realizada com recursos federais, com custo estimado de R$ 3 bilhões por mês. A subvenção durará por dois meses, podendo ser prorrogada por igual período. Em contrapartida, os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor.

“As medidas garantem o abastecimento e a importação do diesel, e também para os produtores nacionais para manter o abastecimento e mitigando o custo da guerra para o diesel”, disse Durigan. Veja aqui as medidas anunciadas.

O governo também publicará decreto que zera os dois tributos federais – PIS e Cofins – que incidem sobre o biodiesel, gerando uma economia de R$ 0,02 por litro do combustível. O combustível renovável hoje é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15%.

Além do ministro Durigan, participaram da coletiva, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia (MME), e Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento (MPO).

A MP asssinada hoje também prevê subvenção voltada ao GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) importado, o gás de cozinha. O governo pagará uma subvenção de R$ 850,00 sobre cada tonelada de GLP, com valor total de R$ 330 milhões. “A medida é para garantir a importação e a distribuição, especilmente para as familias de baixa renda”, afirmou Durigan.

Com isso, o produto importado será comercializado ao mesmo preço daquele produzido no Brasil. A subvenção também terá duração de dois meses, podendo ser prorrogada por mais dois.

MP alcança combustível de aviação

O setor aéreo também faz parte da MP, com o Pis/Cofins QAV (querosene de aviação) zerado, o que equivale a uma redução de R$ 0,07 por litro do combustível.

As companhias aéreas também estão desobrigadas do pagamento de tarifas de navegação aérea durante este período. O montante poderá ser pago apenas em dezembro, referentes aos meses de abril, maio e junho.

Ainda prevê duas novas linhas de crédito. A primeira conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), terá valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas. Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada.

A segunda linha terá foco no capital de giro de seis meses, com R$ 1 bilhão alocados, e condições financeiras e elegibilidade a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com risco da União.

As linhas se somam ao mecanismo já adotado pela Petrobras de mitigação do aumento do preço do QAV, anunciado na semana passada.

(em atualização)

 

 https://istoedinheiro.com.br/nova-subvencao-diesel-medidas-gas-aviacao

Preço médio do quilo em SP é de R$, 86,86, enquanto o do PF é de R$ 38,65, mostra Procon

 

1 trilhão de litros: consumo de água dos data centers acende alerta vermelho; Amazon, Google e Microsoft recuam

 

O avanço acelerado da Inteligência Artificial está impondo um limite físico inesperado às Big Techs. Pressionadas por comunidades locais e um grupo crescente de investidores institucionais, Amazon, Microsoft e Google foram forçadas a interromper projetos multibilionários de data centers diante de preocupações com o consumo de água e energia.

Gestoras como a Trillium Asset Management lideram uma ofensiva para exigir transparência sobre o uso de quase 1 trilhão de litros de água anuais pelo setor – volume equivalente à demanda da cidade de Nova York – e questionam como empresas como a Alphabet planejam cumprir metas de descarbonização após registrarem um salto de 51% em suas emissões operacionais.

Em 2020, a Alphabet se comprometeu a reduzir pela metade emissões de gases causadores de efeito estufa e a usar fontes de energia sem carbono até 2030. No entanto, a Trillium disse que, em vez disso, as emissões aumentaram 51%, deixando os investidores “no escuro” sobre como a empresa planeja cumprir as metas.

Uma resolução semelhante da Trillium no ano passado obteve o apoio de quase um quarto dos acionistas independentes.

A defensora dos acionistas da Green Century Capital Management, Giovanna Eichner, por sua vez, disse que está em discussões com a Nvidia sobre a apresentação de uma resolução “para garantir que os ganhos de curto prazo da inteligência artificial não venham à custa de riscos climáticos e financeiros de longo prazo”.

Uso da água

Os acionistas querem mais dados sobre o uso de água pelas empresas. Os data centers norte-americanos usaram quase 1 trilhão de litros de água em 2025, de acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado Mordor Intelligence, o que equivale aproximadamente às demandas anuais da cidade de Nova York.

Embora Meta, Google, Amazon e Mcrosoft tenham começado a usar resfriamento de circuito fechado em seus data centers, o que exige muito menos água, os dados sobre esse uso variam.

O relatório ambiental de 2025 da Meta mostra uso de água para os locais que a empresa possui, mas não para os que ela alugou ou que estavam em construção. O uso total aumentou 51%, de 3.726 megalitros em 2020 para 5.637 megalitros em 2024, água suficiente para abastecer mais de 13.000 residências por um ano.

O relatório ambiental de 2025 do Google apresenta dados sobre os sites que possui e aluga, mas não sobre os operados por terceiros. Amazon e Microsoft informaram o uso total de água, mas nenhuma delas o dividiu por local em seus relatórios de sustentabilidade de 2025.

Josh Weissman, diretor de fornecimento de capacidade de infraestrutura da Amazon, disse que a empresa está “divulgando cada vez mais dados de consumo de água específicos dos locais onde operamos”. Um porta-voz da Amazon acrescentou que a empresa está comprometida em ser uma “boa vizinha” e está investindo em esforços de eficiência, colocando nova energia online e reduzindo uso de água.

Os dados em nível local são cruciais, pois ajudam os investidores a avaliarem melhor os riscos operacionais e o desempenho da empresa em gerenciá-los, disseram investidores, acrescentando que também querem saber mais sobre os esforços para reabastecer os suprimentos de água.

Dados locais solicitados

“Não os vimos divulgando o suficiente sobre consumo de água (e o) impacto na comunidade local”, disse Jason Qi, analista líder de tecnologia da Calvert Research and Management.

Um porta-voz da Microsoft disse que a sustentabilidade ambiental é “um valor fundamental” e que a empresa está “enfrentando proativamente os desafios da sustentabilidade e acelerando as soluções para um impacto de longo prazo”

Um porta-voz do Google se recusou a comentar e a Meta não retornou um pedido de comentário.

Dan Diorio, vice-presidente da Data Center Coalition, um grupo de lobby cujos membros incluem as quatro grandes empresas de tecnologia, disse que melhorar o envolvimento da comunidade se tornou uma das principais prioridades no ano passado.

“É fundamental que sejamos francos com eles em relação ao uso de energia e água, para que os moradores possam entender que esse projeto não vai estressar seus recursos… e vai protegê-los.”

 

 https://istoedinheiro.com.br/1-trilhao-de-litros-consumo-de-agua-dos-data-centers-acende-alerta-vermelho-amazon-google-e-microsoft-recuam

 

PMI de serviços do Brasil cai a 50,1 pontos em março, revela S&P Global

 

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços no Brasil desacelerou o ritmo de crescimento, de 53,1 pontos em fevereiro para 50,1 em março, informou nesta segunda-feira, 6, a S&P Global.

 Esta foi a quinta leitura consecutiva acima dos 50,0 pontos, o que indica expansão da atividade.

 Apesar disso, o mês foi de desafios para os provedores de serviços brasileiros, com a alta nos custos dos insumos impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. Com o aumento das despesas operacionais, as empresas aumentaram os preços de venda no ritmo mais acelerado desde outubro passado, segundo a &P.


Superintendência-Geral do Cade aprova aquisição da Interplayers pela Volaris Alpha

 

Cade avalia como proteger mercado digital do domínio das ...


A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição da totalidade das ações da Interplayers Soluções Integradas S.A. pela Volaris Alpha Ltda., que assumirá o controle integral da empresa. A decisão foi formalizada em despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Atualmente, as ações da Interplayers são detidas pelo fundo Ória Tech Secundário I – Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (Ória FIP), pela RX Investimentos Ltda. e por investidores individuais.

 Com a conclusão do negócio, a Volaris Alpha passará a deter 100% do capital social e votante da Interplayers, consolidando sua posição e ampliando sua presença no mercado.

A Volaris Alpha é uma holding do grupo canadense Constellation, controlado pela Constellation Software Inc. (CSI). O grupo opera mundialmente em diversos segmentos, fornecendo software e serviços para indústrias dos setores público e privado. Suas áreas de atuação incluem agricultura, cuidados com a saúde, educação, setor jurídico, marítimo, serviços financeiros, gerenciamento de bibliotecas e de localização, comunicação e mídia, construção, mineração, petróleo e gás, aeroespacial, viagens, farmacêutica e automobilismo, entre outros.

 No Brasil, o Grupo Constellation já oferece softwares para gestão de mineração, soluções de transporte, agências de viagens, gestão jurídica, cartorária, contábil, educacional, gestão pública, saúde e soluções automatizadas em tecnologia e terceirização de recursos humanos.

“As atividades das Sociedades-Alvo complementam os produtos ofertados pelo Grupo Constellation, e a operação representa boa oportunidade de investimento para ampliar sua presença no Brasil e fortalecer a atuação do grupo no segmento de serviços de cuidados com a saúde”, cita parecer sobre o negócio divulgado pelo Cade.


Ministério de Minas e Energia prorroga 14 concessões de distribuição de energia elétrica

 

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou despacho no Diário Oficial da União (DOU) que estende o prazo de diversas concessões do serviço público de distribuição de energia elétrica em todo o País. A medida, assinada pelo ministro Alexandre Silveira, renova os contratos de 14 distribuidoras.

De acordo com o ato, foram aprovados os pedidos de prorrogação dos contratos de concessão firmados entre a União e as concessionárias listadas no documento anexo.

As empresas beneficiadas são CPFL Piratininga, EDP São Paulo, Equatorial Maranhão, RGE Sul, Energisa Paraíba, Energisa Mato Grosso do Sul, Equatorial Pará, Light Serviços de Eletricidade, Neoenergia Coelba, Companhia Paulista de Força e Luz, Energisa Mato Grosso, Energisa Sergipe, Neoenergia Cosern e Neoenergia Elektro.

O documento determina ainda que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve disponibilizar os termos aditivos para a assinatura das concessionárias no prazo de 60 dias, formalizando assim a extensão das concessões.

No fim de março, Silveira já havia indicado que a assinatura da renovação contratual das distribuidoras de energia elétrica, por mais 30 anos, seria formalizada de maneira conjunta.

Na Embraer, Antonio Garcia renuncia ao cargo de CFO; Francisco Gomes Neto assume interinamente

 

A Embraer informou nesta segunda-feira, 6, que Antonio Carlos Garcia renunciou ao cargo de vice-presidente executivo Financeiro (CFO) e Relações com Investidores. A saída passa a valer a partir de 6 de abril de 2026, por decisão pessoal, para que ele se dedique a novos projetos profissionais.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afiram que visando assegurar a transição e a continuidade dos negócios, o Conselho de Administração elegeu Francisco Gomes Neto para ocupar interinamente as posições, acumulando-as com a função de diretor-presidente até a escolha de um novo nome para o posto.

A Embraer ressalta que a mudança não altera sua estratégia, operações ou compromissos financeiros e reafirmou confiança na continuidade do desempenho sólido, na robustez da posição financeira e na execução do plano de negócios.

No comunicado, a empresa agradeceu a Garcia pela “dedicação e relevante contribuição” desde janeiro de 2020.

Segundo a Embraer, ele teve papel “fundamental no fortalecimento da disciplina financeira, no relacionamento com o mercado e na sustentação de resultados sólidos e alinhados à estratégia de longo prazo”.