A Tela Brasil
é uma plataforma pública e gratuita de streaming do audiovisual
brasileiro e estreia com 555 obras, entre curtas, médias e
longas-metragens, telefilmes e produções seriadas.
O streaming gratuito
foi lançado neste sábado, 30, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
durante o Rio2C 2026, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.
A Tela Brasil
marca a criação do primeiro serviço público federal de streaming
audiovisual do país, reunindo em uma única plataforma obras históricas,
produções contemporâneas, conteúdos educativos e acervos de instituições
federais de cultura.
Inicialmente a plataforma estará disponível em versão web, com possibilidade de espelhamento em smart TVs, por meio do site telabrasil.cultura.gov.br, com login realizado via cadastro no Gov.br. As versões para Android e IOS estarão disponíveis em até 30 dias, segundo o Ministério da Cultura (MinC).
Destaques do catálogo
A estrutura da plataforma se divide em categorias, gêneros, formatos, busca e minha área.
Entre os destaques estão clássicos do cinema brasileiro, como Deus e o Diabo na Terra do Sol, Terra em Transe, Barravento e O Pátio, de Glauber Rocha; A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Xica da Silva, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles; Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund; Carandiru, de Hector Babenco; Olga, de Jayme Monjardim; O Quatrilho, de Fábio Barreto; O Que É Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto; e Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes.
A seleção reúne ainda documentários como Jango e Os Anos JK, de Silvio Tendler; produções de Lúcia Murat, como Quase Dois Irmãos e Doces Poderes; além de títulos reconhecidos internacionalmente, como O Menino e o Mundo, Lixo Extraordinário e Ilha das Flores, eleito pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) o melhor curta-metragem brasileiro da história.
São 139 longas-metragens, 85 médias-metragens ou telefilmes, 267 curtas-metragens e 64 obras seriadas (episódios). Veja aqui.
As
obras selecionadas por edital já contam com recursos de acessibilidade,
como audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. As demais
receberão recursos de acessibilidade, ainda em 2026, por meio de Termo
Aditivo firmado com a UFAL.
Já a TV Brasil
irá disponibilizar para a plataforma as edições do programa de
entrevistas Sem Censura; do programa musical Samba na Gamboa, e do Xodó
de Cozinha, de culinária.
Custo de R$ 9 milhões
A
plataforma de vídeo sob demanda foi desenvolvida com tecnologia
brasileira pelo Ministério da Cultura, com apoio da Universidade Federal
de Alagoas (UFAL). Segundo informou o Planalto, os investimentos
realizados na implementação somam aproximadamente R$ 9 milhões entre
2024 e 2025, e contemplam licenciamento de obras, desenvolvimento
tecnológico, acessibilidade, curadoria e gestão do projeto.
https://istoedinheiro.com.br/tela-brasil-como-funciona-o-streaming-publico-que-permite-assistir-filmes-brasileiros-de-graca