quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Leitura tem queda dramática – e preocupante – pelo mundo

 

Ler livros tem sido algo cada vez menos comum – seja no Brasil, na Europa ou nos EUA. O que isso significa para nossa saúde?Uma queda vertiginosa no número de leitores está atingindo diversas partes do planeta – e a tendência é preocupante. De acordo com um estudo da Universidade da Flórida e do University College London, da Inglaterra, a quantidade de pessoas nos Estados Unidos que mantêm o hábito da leitura por prazer caiu mais de 40% nos últimos 20 anos. A cada ano, essa parcela recua cerca de 3%, algo “significativo e muito preocupante”, afirma Jill Sonke, diretora do Centro de Artes em Medicina da Universidade da Flórida.

O levantamento também mostra a desigualdade no acesso à leitura dos americanos: a retração no hábito é maior para afro-americanos, pessoas com menor renda ou escolaridade e moradores de áreas rurais. “Mas, embora as pessoas com maior nível de escolaridade e as mulheres continuem lendo com mais frequência, observamos mudanças mesmo dentro desses grupos”, alertou Jessica Bone, pesquisadora sênior de estatística e epidemiologia da University College London.

No Brasil, a situação também é drástica. Pela primeira vez, a parcela dos que não leem livros é maior que a daqueles que recorrem à literatura nos momentos de lazer. A conclusão é da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, do Instituto Pró-Livro.

A mais recente edição do levantamento mostrou que, em 2024, 53% dos entrevistados se consideraram “não-leitores”, contra 47% dos leitores. Em 2019, eram 52% leitores e 48% não-leitores.

Na comparação entre os sexos, mulheres leem mais: estima-se que elas sejam 50 milhões, contra 43 milhões de leitores homens no Brasil.

O único segmento da população brasileira que não teve queda no número de leitores foi nas faixas etárias de 11 a 13 anos e de mais de 70 anos.

Qual o nível de leitura dos europeus?

Na Europa, a situação também não é muito diferente, de acordo com uma pesquisa de 2024 do Eurostat, órgão de estatística da União Europeia (UE). Segundo o estudo, quase metade dos cidadãos do bloco não conseguiu ler nem um livro por ano. A distribuição do hábito pelos países europeus também é desigual: Irlanda, Finlândia, Suécia, França, Dinamarca e Luxemburgo têm o maior nível de leitura. Itália, Chipre e Romênia vêm por último.

Na Europa e nos EUA, também há diferenças significativas em relação à idade e ao sexo: os jovens entre 16 e 29 anos leem com mais frequência do que os maiores de 65 anos, e as mulheres leem significativamente mais livros do que os homens.

As diferenças entre livros físicos e ebooks

Livros digitais costumam ser práticos, leves e personalizáveis. Mas a grande maioria dos leitores continua preferindo as edições em papel. No continente europeu, o percentual de pessoas que compram livros físicos foi mais que o dobro de quem fez downloads de ebooks ou audiolivros, mostrou o levantamento da Eurostat.

Estudos científicos comprovam que os livros impressos oferecem vantagens importantes em relação aos formatos digitais em muitos pontos.

Em 2022, pesquisadores da Universidade de Valência analisaram dados de mais de 450 mil participantes. A conclusão deles: quem ficou com os livros físicos demonstrou uma compreensão melhor do texto e um processamento mais profundo do conteúdo por causa do tato, o que não ocorre com e-books. Esse efeito foi maior principalmente em crianças em idade escolar.

Quais os benefícios da leitura para a saúde?

A ciência sugere que manter um hábito de leitura pode impactar positivamente na saúde. Ler um livro regularmente pode gerar níveis mais baixos de estresse, melhorar a memória, proteger contra declínio cognitivo e demência e proporcionar até mesmo uma vida mais longa.

Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Yale descobriu, por exemplo, que quem tem o hábito de leitura vive, em média, 23 meses a mais que quem não lê nada – independentemente de fatores como educação, renda, saúde básica e capacidade cognitiva.

A explicação para isso pode estar na conexão social proporcionada na leitura de um romance, por exemplo. Cenas vividas por um personagem, segundo especialistas, funcionariam como uma espécie de treinamento, uma projeção das relações que o leitor consegue praticar, mesmo que não tenha uma vida social ativa: a solidão é um fator de risco grave para a mortalidade precoce, comparada ao tabagismo ou à obesidade.

Lucro da Bunge cai 94% no 4º trimestre e recua 28% em 2025, para US$ 816 milhões

 

A norte-americana Bunge registrou lucro líquido atribuível de US$ 95 milhões (US$ 0,49 por ação) no quarto trimestre de 2025, recuo de 94% ante os US$ 602 milhões (US$ 4,36 por ação) obtidos em igual período de 2024. Já o lucro ajustado foi de US$ 1,99 por ação, abaixo dos US$ 2,13 por ação reportados no igual intervalo do ano anterior.

O lucro antes de juros e impostos (Ebit) totalizou US$ 264 milhões no trimestre, queda de 66% ante os US$ 767 milhões um ano antes. Já o Ebit ajustado somou US$ 622 milhões, avanço de 40% ante os US$ 445 milhões na comparação anual, refletindo maior disciplina operacional e a ampliação da atuação global da companhia após a combinação com a Viterra.

Segundo o CEO Greg Heckman, 2025 foi um ano de “realizações significativas”, marcado pela integração da Viterra e pela expansão da presença global da empresa, apesar de um ambiente de mercado dinâmico e incertezas geopolíticas.

Nos segmentos operacionais, o processamento e refino de soja apresentou resultados levemente maiores ajustados, com destaque para América do Sul, especialmente Argentina e Brasil, enquanto América do Norte e Europa tiveram desempenho mais fraco.

Já o segmento de softseeds, de oleaginosas como canola, girassol e linhaça, registrou crescimento impulsionado por maiores margens de processamento e pela incorporação dos ativos da Viterra.

A área de outras oleaginosas teve melhora com desempenho mais forte de óleos especiais na Ásia e América do Norte. Em grãos e moagem, o avanço foi puxado pela comercialização global de trigo e cevada e pela ampliação da capacidade logística e de originação.

Acumulado de 2025

No acumulado de 2025, o lucro líquido atribuível à Bunge somou US$ 816 milhões, queda de 28,2% em relação aos US$ 1,137 bilhão de 2024. O lucro por ação diluído caiu de US$ 7,99 para US$ 4,93, enquanto o lucro ajustado por ação recuou de US$ 9,19 para US$ 7,57.

O Ebit total anual foi de US$ 1,533 bilhão, queda de 14% ante os US$ 1,792 bilhão no ano anterior. Já o Ebit ajustado alcançou US$ 2,034 bilhões, praticamente estável frente aos US$ 2,017 bilhões de 2024. O fluxo de caixa operacional somou US$ 844 milhões em 2025, abaixo dos US$ 1,9 bilhão registrados no ano anterior, refletindo principalmente menor lucro líquido e mudanças no capital de giro.

Para 2026, a Bunge projeta lucro ajustado entre US$ 7,50 e US$ 8,00 por ação, além de investimentos de capital entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,7 bilhão e despesas líquidas de juros entre US$ 575 milhões e US$ 625 milhões.

Em nota, Heckman afirmou que, apesar da visibilidade limitada diante das condições de mercado, a companhia acredita que a ampliação das capacidades e a maior diversificação geográfica permitirão adaptação e geração de valor no longo prazo.

Meituan busca adquirir operação chinesa da Dingdong por US$ 717 milhões

 

 A Meituan, gigante chinesa de entrega de alimentos, planeja adquirir o negócio na China da mercearia online Dingdong Fresh Holding, uma subsidiária da Dingdong, por US$ 717 milhões, em um movimento que pode fortalecer a empresa na posição no mercado de varejo de mercearia, como sinalizado nesta quinta-feira, 5.

A Dingdong, listada nos EUA, disse em um comunicado separado que seu negócio internacional não faz parte da transação. A empresa de e-commerce de mercearia fresca operava mais de mil armazéns frontais na China em setembro, com mais de sete milhões de usuários transacionando mensalmente.

O acordo ocorre enquanto a Meituan, líder de longa data no negócio de entrega de alimentos na China, tem estado sob pressão da plataforma de e-commerce JD.com e do Alibaba Group em meio a uma guerra de preços brutal.

A empresa, com sede em Pequim, registrou um prejuízo líquido no terceiro trimestre do ano passado, enquanto continuava a oferecer descontos agressivos aos clientes para defender a participação de mercado. O sentimento do consumidor na China também permaneceu contido, representando outro obstáculo para a plataforma chinesa de compras e entregas. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Depois do ‘apocalipse do software’, pechinchas começam atrair investidores

 

O “apocalipse do software” em Wall Street vem se intensificando. Agora, os investidores debatem se é hora de voltar a investir nas ações que sofreram forte desvalorização. As consequências para o setor de software, que inclui algumas ações emblemáticas, refletem a crescente ansiedade em relação à potencial disrupção causada pela inteligência artificial, à medida que os investidores dividem cada vez mais o setor entre vencedores e perdedores.

A volatilidade também ocorre em um momento em que os investidores se desfazem de suas participações em tecnologia e migram para outros setores do mercado que, em sua maioria, apresentaram desempenho inferior nos últimos anos, enquanto aguardam os balanços trimestrais das empresas, que podem impactar ainda mais os preços dos ativos.

“A onda de vendas, que provavelmente começou no último trimestre, é uma manifestação da conscientização sobre o poder disruptivo da IA…”, disse James St. Aubin, diretor de investimentos da Ocean Park Asset Management, em Santa Monica, Califórnia. “Talvez seja uma reação exagerada, mas a ameaça é real e as avaliações precisam levar isso em conta.”

Ações desvalorizadas de empresas europeias de serviços profissionais, como LSEG e RELX, subiram nesta quinta-feira, indicando que o movimento de queda estava diminuindo. Ambas ainda acumulam baixa de pelo menos 9% nesta semana.

O índice de software e serviços do S&P 500 despencou 13% apenas na última semana, perdendo mais de US$ 800 bilhões em valor de mercado no período, puxado por quedas acentuadas em empresas como a Intuit, ServiceNow e Oracle. Em relação ao índice geral S&P 500, o grupo de software registrou, até esta terça-feira, seu pior desempenho trimestral desde maio de 2002 — período da crise após o estouro da bolha das pontocom –, de acordo com estrategistas de ações da Evercore ISI.

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Essas quedas acentuadas desencadearam sinais técnicos que podem indicar, pelo menos temporariamente, um piso para o grupo, e alguns gestores de carteiras têm feito compras modestas das ações desvalorizadas. Os investidores hesitaram em declarar o fim da crise.

“Há valor a longo prazo nessas empresas, e elas estão chegando a um ponto em que as considero mais atraentes”, disse Jake Seltz, gestor de portfólio da Allspring Global Investments em Minneapolis, que vem aumentando “marginalmente” suas participações em algumas empresas, incluindo ServiceNow e Monday.com.

Nos últimos meses, Seltz disse que estava aguardando catalisadores para comprar de forma mais agressiva, como empresas de software relatando forte receita com produtos relacionados à IA ou mais anúncios de clientes corporativos sobre a implementação desse tipo de software.

Distância das ações de tecnologia

Os receios sobre as implicações de uma nova ferramenta do modelo de linguagem Claude, da Anthropic, desencadearam a mais recente onda de volatilidade, que foi agravada por relatórios de resultados decepcionantes, incluindo os da gigante de software Microsoft.

O índice de software do S&P 500 caiu cerca de 25% desde seu pico recente no final de outubro — um período em que o S&P 500 apresentou pouca variação. Os operadores de opções demonstraram pouco interesse em adquirir ações das empresas de software que foram castigadas.

“Isto foi um verdadeiro apocalipse do software”, disse Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da B. Riley Wealth.

A forte queda nas ações de empresas de software também ocorre durante uma rotação mais ampla do mercado, com uma fuga de empresas de tecnologia e um aumento na procura por ações de valor e qualidade em outros setores, como bens de consumo essenciais, energia e indústria.

Estes papéis até recentemente foram menos favorecidos do que o setor de tecnologia, durante o “bull market” (período de alta do mercado) que começou em outubro de 2022.

“O motivo correto para vender essas empresas caras é que existem outras oportunidades em setores com melhor avaliação e maior potencial de crescimento, e não porque você está em pânico com uma possível queda nas empresas de software e tecnologia”, disse Jim Masturzo, diretor de investimentos da Research Affiliates.

Em busca de pechinchas

O debate entre os investidores gira em torno da questão de se esse valor agora se encontra no software. Entre as empresas que mais perderam valor este ano estão Intuit, ServiceNow e Salesforce.

A Microsoft é a empresa com o pior desempenho este ano entre as sete maiores empresas de capitalização de mercado. Outras quedas acentuadas nesta semana incluíram a empresa de tecnologia e conteúdo Thomson Reuters, que detém a base de dados jurídica Westlaw e a agência de notícias Reuters.

A queda acentuada do setor de software significa que o grupo estava tecnicamente sobrevendido, sugerindo que estava próximo de “pelo menos um fundo de curto prazo”, disse Walter Todd, diretor de investimentos da Greenwood Capital, na Carolina do Sul. Sua empresa realizou algumas compras modestas de ações da ServiceNow e da Microsoft nos últimos dias.

Embora não queira apostar tudo em software, “acho que ele está começando a apresentar valor”, disse Todd. “Não acredito que a substituição completa da infraestrutura de software existente pela solução de IA nessas situações seja realista.”

Brad Conger, diretor de investimentos da Hirtle, Callaghan & Co., afirmou que começou a avaliar possíveis compras de ações, incluindo as da SAP, Adobe e Intuit, que foram duramente atingidas pela onda de vendas. “Pode-se argumentar que elas estão prestes a se recuperar.”

Mas ele acrescentou que ainda não está preparado para comprar nos níveis atuais, pois não se sente “confortável com o fato de as ações terem atingido um nível em que a pior ameaça já esteja precificada”.

Para alguns investidores, as consequências foram semelhantes às quedas repentinas provocadas no ano passado pelo surgimento do modelo de IA de baixo custo Deepseek, o que gerou questionamentos sobre o ecossistema financeiro de IA.

“Estamos começando a entender melhor as capacidades da IA, o mercado está reajustando os preços, o que sinaliza menos confiança no crescimento futuro das vendas de software em um mundo impulsionado pela IA”, disse René Reyna, chefe de estratégia de produtos temáticos e especializados da Invesco.

“Será que já exageramos? Ainda não sabemos. Mas vender pode gerar mais vendas.”

Tendência é produzir caminhões elétricos também no Brasil, diz o CEO da Scania

 

Para o CEO da Scania para a América Latina, Christopher Podgorski, não há uma ‘bala de prata’ para resolver o problema da renovação da matriz energética nos transportes. A tese do executivo é de que o futuro é ‘eclético, e não elétrico’ – e de olho nisso, a companhia planeja aumentar seu share de produção de veículos e componentes elétricos nos próximos anos.

Em participação no Dinheiro Entrevista, Podgorski relata que os dados apontam que, até 2040, a matriz de transporte será neutra em termos de emissão de carbono – do total, 40% da composição da matriz será de soluções eletrificadas.

Os desafios para aumentar a frota de caminhões elétricos, entretanto, são muito mais de viabilidade econômica e de mudança de mercado – e de comportamentos de consumo – do que te de tecnologia, uma batalha que a indústria considera vencida.

 

  


   

 “O carbono é um inimigo difícil de abater e o tema não é mais tecnologia; a tecnologia é dominante, é provada. Nós não falamos hoje de protótipos, estamos falando de produtos disponíveis comercialmente, com escala industrial e com toda a confiabilidade. Já estamos produzindo chassis de ônibus elétricos aqui em São Bernardo do Campo, e à medida que negócios potenciais se concretizem com alguns players importantes, nós também vamos passar a produzir os os caminhões elétricos no Brasil”, diz.

O prognóstico é de que os primeiros países a serem eletrificados serão os que desenvolveram, além da tecnologia, o ‘aprendizado e as melhores maneiras de criar a infraestrutura’ – com uma rede de carregadores sustentável financeiramente e com escala, por exemplo.

“Você precisa criar políticas públicas, instrumentos de financiamento e uma nova estrutura de transporte que tem que competir com uma que já tem 120 anos”, avalia o CEO da Scania.

Atualmente a Scania ainda não produz caminhões elétricos em solo brasileiro, apenas componentes.

A empresa anunciou um ciclo de investimentos de R$ 2 bilhões no Brasil para o período 2025-2028, cujo foco principal é a eletrificação e descarbonização, visando a produção de veículos pesados elétricos em São Bernardo do Campo (SP), consolidando a planta como líder tecnológica na América Latina.

Desde março de 2025 os chassis de ônibus elétricos são produzidos na planta fabril.

Fora da América Latina, a empresa realiza a produção e montagem de caminhões elétricos pesados (Battery Electric Vehicles, ou BEV) em Södertälje, na Suécia, onde a montadora tem capacidade para produzir caminhões elétricos completos e também uma fábrica dedicada à montagem de baterias para esses veículos. O primeiro modelo do tipo foi montado em meados de setembro de 2020.

Globalmente falando, com base nos dados mais recentes da Agência Internacional de Energia (IEA) e relatórios de mercado como o BloombergNEF, de 3% a 5% das vendas anuais de novos caminhões são elétricos.

Em se tratando da frota total em circulação, o número é consideravelmente menor, de menos de 1%.

Comprar um caminhão elétrico é trocar Capex por Opex

Em se tratando da conta financeira sobre os caminhões elétricos, Podgorski relata que, no fim do dia, é uma questão de a companhia priorizar retornos de prazos mais longos.

A matemática da coisa consiste na troca entre Capex por Opex. Capex é o dinheiro investido em ativos ou bens e projetos de longo prazo, ao passo que o Opex é o gasto do dia a dia para manter a operação rodando – um constrói o futuro da empresa, o outro mantém o presente funcionando.

Nesse caso, o Capex seria a compra de um caminhão, ao passo que o Opex seria o custo de manutenção e o combustível.

“Se você compra um veículo diesel hoje, você vai pagar um X e você vai ter um custo de manutenção Y. Se você compra um elétrico, você vai pagar 2,5 X, mas você vai reduzir substancialmente o seus custos operacionais, tanto no custo da energia, com o preço do quilowatt-hora (kWh) quanto na manutenção, já que tem menos peças móveis”, explica o executivo.

“É uma equação que muda, dependendo do tamanho da sua carteira. Se você puder investir mais, você terá um retorno maior ao longo do tempo”, completa.

Ele também detalha que essa troca é mais vantajosa a depender dos clientes, quanto há mais acesso a cargas de empresas que ‘reconheçam o valor de uma operação descarbonizada’.

Scania vê concentração na infraestrutura de elétricos

Em termos de rede de infraestrutura, o executivo vê uma eletrificação começando ‘principalmente em zonas conurbadas’, tanto no transporte de passageiros quanto no de cargas, com veículos mais leves.

Depois disso, paulatinamente a distribuição é intensificada.

No momento, a visão é de que existe um polo no Sudeste, e que a densidade de carregadores e outros itens só deve aumentar ao longo dos próximos anos.

“Quando olhamos o mapa do Brasil, que na prática funciona como vários países dentro de um só, vemos dois grandes eixos: Rio–São Paulo e São Paulo–Campinas, ou regiões próximas. É nessas áreas que a maior parte dos data centers está instalada ou em processo de instalação, o que significa maior disponibilidade de energia elétrica e infraestrutura. Hoje, já é possível afirmar que existe um corredor eletrificado nesses dois eixos, que concentram cerca de um terço da economia brasileira, em termos de PIB.”

O tema já foi abordado por outros executivos que participaram do Dinheiro Entrevista. O CEO da Indigo avaliou que faltam carregadores de ‘meio de jornada’ e que há concentração em estabelecimentos como shoppings, ao passo que o Vice-Presidente Sênior da BYD no Brasil alegou que há ausência de políticas públicas que incentivem uma renovação da frota nacional.

 

 https://istoedinheiro.com.br/scania-caminhao-eletrico

Governo não sabia de projetos que aumentam ganhos de servidores do Congresso, diz ministra

 

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, confirmou nesta quarta-feira, 4, que o governo não tinha conhecimento prévio dos projetos de lei aprovados na véspera pelo Congresso que ampliam os ganhos dos servidores do Legislativo. A informação foi divulgada pelo Blog da Míriam Leitão, no site do jornal O Globo.

Dweck afirmou que discorda da proposta e que o governo tentou pactuar com os demais Poderes regras para as remunerações que ultrapassam o teto constitucional, mas a discussão não prosperou.

As propostas preveem reajustes nos vencimentos básicos entre 2026 e 2029 para os servidores das duas casas, além da criação da Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que pode chegar a até 100% do salário básico – isso abre caminho para alguns servidores receberem acima do teto constitucional do funcionalismo público.

A ministra afirmou também que não há consenso entre os Poderes sobre o que pode ou não furar o teto do funcionalismo público. A legislação permite, por exemplo, que indenizações extrapolem o limite, mas não define o que é considerado indenização, segundo a ministra.

“Os três Poderes precisam sentar e pactuar sobre esse assunto”, afirmou Dweck na entrevista, que foi veiculada no fim da noite da quarta-feira, 4. De acordo com a ministra, a questão é semelhante à reforma tributária, que teve diversos projetos em tramitação durante anos até que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu aprová-la.

Dweck disse que não concorda com a proposta de reforma administrativa elaborada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), coordenador do grupo de trabalho que discute o tema. “O projeto não foi feito junto com o Executivo”, afirmou. “Ele constitucionalizou demais, colocou diretrizes como obrigação.”

O projeto, segundo a ministra, abre espaço para o que considera exageros, como a extinção de cargos por decreto presidencial. Apesar das críticas, Dweck disse que o texto de Pedro Paulo tem méritos, como o combate aos supersalários. O projeto também é preferível à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), que a ministra considera “um desmonte do Estado”.

 

 https://istoedinheiro.com.br/governo-nao-sabia-de-projetos-que-aumentam-ganhos-de-servidores-do-congresso-diz-esther-dweck

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

380 mil atingidos seguem no processo contra BHP na Inglaterra, diz escritório

 

O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que representa atingidos pelo desastre de Mariana em processo que corre numa corte londrina, afirmou que 380 mil autores – cerca de 61,3% do total de 620 mil atingidos – permanecem no processo contra a BHP. Contudo, o escritório enfatiza que os autores que firmaram acordos com quitação plena e definitiva em programas específicos no Brasil e receberam indenização não poderão, por força de lei, prosseguir com suas ações no processo.

“A descontinuidade dessas ações é uma etapa necessária à medida que o litígio avança para a Fase 2, na qual o Tribunal avaliará e fixará os valores indenizatórios, sendo imprescindível haver clareza quanto ao grupo de autores que permanecerá na ação”, disse o escritório em nota. “Serão descontinuadas as ações de pessoas indenizadas e pagas no âmbito do Programa Novel Geral (com algumas limitadas exceções), do Programa de Indenização Definitiva (PID) e do programa voltado a agricultores familiares e pescadores individuais (Agropesca).”