segunda-feira, 9 de março de 2026

Especialista diz que 95% dos projetos de IA não geram valor a empresas

 


Dólar cai 1,45%, a R$ 5,16, e Ibovespa sobe 0,86% após fala de Trump

 

O dólar reverteu os ganhos do início da sessão e fechou a segunda-feira, 9, em baixa firme no Brasil, em meio à atuação de exportadores e investidores comprados na ponta de venda de moeda e após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a guerra no Oriente Médio está “praticamente concluída”. Já o Ibovespa fechou em alta. 

Após oscilar acima dos R$ 5,28 na abertura, o dólar à vista fechou em baixa de 1,45%, aos R$ 5,1655. No ano, a divisa passou a acumular queda de 5,89% ante o real.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,86%, a 180.913,40 pontos, após marcar 181.952,23 na máxima e 177.636,63 na mínima do dia.

O volume financeiro somava R$ 32,86 bilhões antes dos ajustes finais.

Às 17h17, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 1,76% na B3, aos R$5,1965.

Em entrevista à CBS, Trump disse que acredita que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”, e que os EUA estão “muito à frente” do prazo inicial estimado de quatro a cinco semanas, segundo relato de um repórter da CBS na plataforma X.

Preocupações sobre a duração do conflito e seus reflexos na oferta de petróleo têm impulsionado os preços da commodity e adicionado preocupações sobre os efeitos na inflação global e, por consequência, na política monetária no mundo.

Petróleo passa a cair e mercados melhoram após Trump falar em guerra ‘praticamente concluída’

 

Os mercados mudaram de direção e os contratos futuros de petróleo passaram a ser negociados em queda nesta segunda-feira, 9, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que considera que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída.

Pela manhã, o barril de petróleo chegou a bater quase US$ 120, atingindo os maiores níveis desde 2022 devido à restrição de oferta decorrente de interrupções no transporte do combustível, com a guerra contra o Irã entrando em seu décimo dia. O aumento dos preços da energia pode se alastrar e alimentar a inflação em um momento em que muitos consumidores dos EUA estão lutando para arcar com os custos na economia.

Após o fechamento dos mercados, no chamado after market, o petróleo WTI caía 5,04%, a US$ 86,32 o barril. Já o Brent tinha queda de 3,31%, a US$ 89,62 o barril.

De acordo com relato de uma repórter da CBS News na plataforma X, citando uma entrevista com Trump, o presidente dos EUA avaliou que os EUA estão “muito à frente” de seu prazo inicial estimado em quatro ou cinco semanas.

“Acho que a guerra está praticamente concluída, praticamente. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea”, disse Trump, segundo a repórter da CBS News na Casa Branca Weijia Jiang.

Sobre o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, Trump disse à CBS News: “Não tenho nenhuma mensagem para ele”. Trump afirmou que tem alguém em mente para substituir Khamenei, mas não entrou em detalhes.

Wall St fecha em alta

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 56,22 pontos, ou 0,83%, fechando em 6.796,24 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 309,13 pontos, ou 1,38%, para 22.696,81 pontos. O Dow Jones Industrial Average subiu 240,91 pontos, ou 0,51%, para 47.742,46 pontos.

“Ainda há muita incerteza em relação à duração do conflito, bem como à duração do fechamento do Estreito de Ormuz”, disse Sam Stovall, estrategista-chefe de investimentos da CFRA Research, em Nova York. “Novamente hoje, ver uma reversão tão relativa nos movimentos de preços indica que os investidores estão procurando qualquer oportunidade de voltar aos mercados acionários.”

Alckmin diz que Brasil e África do Sul estão em negociações avançadas para acordo de cooperação

 

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira, 9, que Brasil e África do Sul estão em negociações avançadas para um acordo de cooperação para integrar cadeias produtivas dos dois países em setores estratégicos e facilitação de investimentos. Ele discursou na abertura do Fórum Empresarial Brasil-África do Sul, por ocasião da visita de Estado do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, ao Brasil.

Alckmin citou investimentos mútuos entre o Brasil e a África do Sul e destacou que empresas brasileiras como Petrobras, JBS, BRF, Tramontina, Marcopolo e WEG já estão presentes no país africano.

Ao mesmo tempo, o capital sul-africano contribui em setores estratégicos, tais como mineração, infraestrutura, transporte e fábricas. “Somos duas nações com capacidade tecnológica reconhecida”, defendeu.

“Nosso intercâmbio comercial ainda é relativamente modesto, mas já no ano passado aumentamos 11,6% a corrente de comércio, comparado a 2024. Poderemos avançar ainda mais revisando o acordo de comércio preferencial entre o Mercosul e a União Aduaneira da África Austral”, disse Alckmin. “Menos de 10% do nosso comércio é beneficiado pelas preferências tarifárias do acordo. Queremos ampliar as linhas tarifárias”, completou.

Ele também lembrou que a África do Sul é o país com a maior frota de jatos da Embraer no continente africano e que, no ano passado, a Embraer firmou acordo de cooperação com a estatal sul-africana, abrindo caminho para uma parceria industrial.

“O governo brasileiro está pronto para apoiar uma proposta que contém financiamento e cooperação industrial. Energia e minerais críticos, transições aceleradas nas áreas digital e energética oferecem um leque abrangente de oportunidades”, prosseguiu Alckmin.

No agronegócio, o vice-presidente afirmou que também há espaço para fortalecimento das cadeias de valor agroalimentares. “A segurança alimentar é o eixo central da nossa parceria. Queremos contribuir de forma concreta para a segurança alimentar e para a geração de renda e inclusão dos dois lados do Atlântico.”

Abicom: Petrobras já poderia aumentar gasolina em R$ 1,22 e diesel em R$ 2,74

 

A disparada recente dos preços do petróleo no mercado internacional está aumentando ainda mais a defasagem entre os valores dos combustíveis praticados no exterior e no mercado doméstico. Dados atualizados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) mostram que com o petróleo acima de R$ 100 o barril, o litro da gasolina já poderia estar R$ 1,22 mais cara em média nas refinarias brasileiras, enquanto o diesel teria espaço para subir R$ 2,74 o litro.

A escalada das tensões no Oriente Médio paralisou o mercado de diesel importado no Brasil. Diante do temor de que a Petrobras não repasse os preços internacionais dos derivados para o mercado interno, os importadores suspenderam as compras – uma vez que o preço a ser vendido no Brasil ficaria inviável.

Sem o combustível importado, a Abicom já não descarta a possibilidade de o desabastecimento se tornar uma realidade. Segundo a entidade, os atuais níveis de estoque no Brasil são suficientes para garantir a demanda por apenas 15 dias. O diesel importado responde por cerca de 25% da oferta do combustível no Brasil, com a parcela restante sendo produzida por refinarias locais, principalmente a Petrobras.

A defasagem do diesel vendido pela Petrobras no Brasil em relação ao praticado no mercado externo atingiu um novo recorde, de 85%, segundo a Abicom. Esse patamar abre espaço para uma alta de R$ 2,74 por litro, o que teria impacto direto na inflação no Brasil. A estatal está há mais de 300 dias sem reajustar o diesel.

A Petrobras historicamente evita repassar imediatamente a volatilidade global aos preços locais, segundo reiterou a recentemente presidente da petroleira, Magda Chambriard. Na ocasião, fontes da companhia também disseram que a Petrobras monitorava de perto os desdobramentos do conflito e previa uma semana de observação no mercado de petróleo antes de uma eventual decisão sobre reajuste.

Um cenário sem reajuste poderia desincentivar distribuidores e importadores independentes a importar o combustível, reduzindo a disponibilidade do produto no país.

 

 https://istoedinheiro.com.br/abicom-petrobras-ja-poderia-aumentar-gasolina-em-r-122-e-diesel-em-r-274

 

Lavoro vende negócio de distribuição no Brasil à Arcos e avança na reorganização da companhia

 

A Lavoro informou na sexta-feira, 6, que a gestora Arcos Gestão e Investimento (AGI) passará a conduzir o management da operação de distribuição de insumos agrícolas no Brasil a partir do mesmo dia 6 de março. O movimento ocorre no contexto da reorganização da companhia e da transferência da unidade de negócios para um novo administrador.

“A Lavoro Agro Holding S.A. informa que, a partir de 06 de março de 2026, o management da vertical de distribuição de insumos agrícolas no Brasil passará a ser conduzido pela Arcos Gestão e Investimento, companhia especializada em gestão de ativos, com ampla experiência em reestruturação empresarial”, disse a empresa em nota. “A operação de venda da unidade de negócios contempla a transição para um novo administrador com perfil e condições de conduzir a reorganização da empresa”, acrescentou. A Lavoro não divulgou o valor da transação nem detalhes adicionais sobre os termos do negócio.

A venda à AGI ocorre após uma série de desinvestimentos iniciada em dezembro de 2025, quando a Lavoro transferiu sua participação majoritária na divisão Crop Care, que reúne Agrobiológica, Cromo Química e Union Agro, para fundos geridos pelo próprio Pátria Investimentos.

A Lavoro foi criada pelo Pátria em 2017 com estratégia de consolidação do mercado de distribuição de insumos por meio de aquisições. A companhia realizou mais de 20 operações e abriu capital na Nasdaq em março de 2023.

A deterioração financeira se intensificou no segundo semestre de 2024, quando a empresa enfrentou escassez severa de estoques durante o pico da temporada de plantio de soja, entre novembro e dezembro daquele ano. O episódio ocorreu em um ambiente de margens mais apertadas no campo e maior restrição de crédito na cadeia de distribuição. A crise levou ao fechamento de cerca de 70 lojas, aproximadamente um terço da rede, e à suspensão temporária da política de aquisições.

Em junho de 2025, a companhia apresentou plano de recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 2,5 bilhões em dívidas com fornecedores de insumos. A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo homologou o plano em 24 de novembro de 2025, tornando o acordo vinculante para todos os credores elegíveis, inclusive os que não aderiram voluntariamente.

Entre os fornecedores que apoiaram o plano estavam Adama Brasil, UPL Brasil, FMC Agrícola, Basf, Ourofino e EuroChem. O acordo prevê pagamento integral em dez parcelas semestrais corrigidas pelo IPCA até 2030 para credores aderentes, e parcela única em 2032 com desconto de 50% para não aderentes.

Os números preliminares e não auditados do ano fiscal encerrado em junho de 2025 mostraram queda de aproximadamente 34% na receita consolidada, para cerca de R$ 6,2 bilhões, e recuo de cerca de 33% no lucro bruto, para aproximadamente R$ 900 milhões. O desempenho refletiu principalmente a escassez de estoques no varejo brasileiro durante os períodos-chave da temporada de vendas de insumos, o que resultou em cancelamentos significativos de pedidos.

Em fevereiro deste ano, a Lavoro concluiu a retirada de suas ações da Nasdaq. O último pregão ocorreu em torno de 23 de fevereiro, e o cancelamento do registro foi formalizado por volta do dia 24. O conselho de administração aprovou a deslistagem após avaliar o ambiente desafiador do mercado brasileiro nos ciclos agrícolas mais recentes, os custos elevados associados à manutenção do status de companhia aberta nos EUA e o baixo volume de negociação dos papéis.

No campo da gestão, Marcelo Pessanha assumiu o cargo de CEO em 1º de dezembro de 2025, no lugar de Ruy Cunha, que estava no posto desde fevereiro de 2022. Pessanha ocupava até então a vice-presidência de Vendas, Marketing e Operações da Lavoro Brasil desde julho de 2024, e havia sido CEO da Crop Care de abril de 2022 a julho de 2024.