quarta-feira, 8 de abril de 2026

‘Se depender de mim, a gente fecha as bets’, diz Lula

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, 8, a proibição dos jogos de apostas online no Brasil, as chamadas bets, afirmando, no entanto, que essa decisão não depende dele, mas sim do Congresso Nacional.

Em entrevista ao canal online ICL Notícias, Lula disse estar preocupado com o endividamento do povo brasileiro e disse que, se dependesse dele, as bets seriam proibidas.

"Se depender de mim, a gente fecha as bets. Obviamente que depende do Congresso Nacional, depende de uma discussão”, afirmou.

“Não é possível a gente continuar com essa jogatina desenfreada neste país. Temos que tratar isso como uma questão de saúde”, acrescentou.

A lei que regulamenta o mercado de apostas esportivas online no Brasil foi sancionada no final de 2023 por Lula, e foi uma iniciativa apresentada pela equipe econômica do ex-ministro Fernando Haddad para elevar a arrecadação federal.

Escala 6×1

Lula também disse que o governo mandará nesta semana para o Congresso Nacional um projeto de lei para acabar com a escala de trabalho 6 x 1, na qual os funcionários trabalham seis dias na semana e folgam um.

Segundo o presidente, os avanços tecnológicos permitiram ganho de produtividade e que esse benefício precisa ser repassado aos trabalhadores. Segundo Lula, o texto a ser enviado vai prever a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

Ele reconheceu que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), patrocina uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema, mas disse que mesmo assim o Executivo enviará um projeto de lei.

Com informações da Reuters

 

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Dólar cai abaixo dos R$ 5,10 após anúncio de cessar-fogo; Ibovespa renova máxima intradia

 

 

 

O dólar iniciou a quarta-feira, 8, com queda firme ante o real, negociado abaixo dos R$ 5,10, após os Estados Unidos acertarem na véspera um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, que aceitou reabrir o Estreito de Ormuz.

Às 11h, o dólar à vista cedia 1,21%, aos R$ 5,0882 na venda. O Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,83%, a 191.697,83. No melhor momento, chegou a 193.759,01 pontos, nova máxima intradia.  Veja cotações.

Na terça-feira, o dólar à vista fechou o dia com alta de 0,16%, aos R$ 5,1549, e o Ibovespa encerrou aos 188.258,91 pontos.

Já os preços do petróleo desabavam para perto de US$ 90.

Perto das 10h, os futuros do Brent caíam 16,26%, para US$ 91,50 o barril, enquanto o WTI recuava 17,68%, para US$ 92,98 o barril. Os preços do diesel europeu de referência também recuavam na mesma intensidade.

As bolsas asiáticas e europeias também subiam com força nesta quarta, mas os ganhos dependem da retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz, com implicações nos mercados de energia e nas economias globais.

Os mercados globais precisarão de meses para se recuperar do impacto do conflito, disseram especialistas da Oxford Economics nesta quarta-feira. “O acordo é frágil, os principais detalhes operacionais ainda precisam ser trabalhados e, mesmo na melhor das hipóteses, é provável que os fluxos físicos (de petróleo) se recuperem apenas gradualmente”, disse Bridget Payne, chefe de previsão de petróleo e gás da Oxford Economics, em um webinar.

Segundo Thadeu Dos Santos, diretor Regional da Infinox, apesar do alívio inicial, as restrições físicas não desapareceram. “As cadeias de abastecimento e os cronogramas de transporte continuam impactados, e o retorno às operações normais pode levar semanas, mesmo que a trégua se mantenha. Como resultado, os fluxos de exportação de petróleo bruto só devem ser restabelecidos de uma forma gradual, o que pode limitar a velocidade de qualquer nova queda nos preços, mesmo após a correção de hoje”, avaliou.

Os juros futuros tombavam mais de 50 pontos, sinalizando uma melhor perspectiva para a trajetória para a Selic. Às 9h10, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para mínima de 13,880%, de 14,254% no ajuste anterior e 14,145% no fechamento. O DI para janeiro de 2029 recuava para 13,355%, de 13,822% no ajuste e 13,680% no fechamento. O vencimento para janeiro de 2031 tombava para 13,465%, de 13,881% no ajuste e 13,745% no fechamento.

Com informações da Reuters

 

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terça-feira, 7 de abril de 2026

Serasa Experian: agro é o setor com mais empresas sob recuperação judicial

 


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Os prestadores de serviços, que eram os líderes em 2024, fecharam 2025 com 30% (739). Em seguida, vieram comércio (21,7%; 535 CNPJs) e indústria (18,2%; 449 CNPJs).

 Segundo a Serasa Experian, a distribuição dos pedidos reflete desafios distintos enfrentados pelos setores da economia, influenciados por fatores como custo de crédito, dinâmica de demanda e estrutura de endividamento das empresas.

“A agropecuária opera sob um conjunto de riscos climáticos e biológicos como, estiagens, excesso de chuva, geadas, pragas e doenças”, disse a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, em nota.

 “A isso se somam choques de preços de commodities, insumos dolarizados como, fertilizantes e defensivos, exposição cambial e um ciclo financeiro mais longo de safra-entressafra, que amplifica a volatilidade de receita e caixa. Em cenários adversos, esses fatores comprimem margens e capacidade de pagamento ao longo de toda a cadeia, do produtor à armazenagem, logística, agroindústria e tradings, elevando a necessidade de renegociação de passivos e tornando a recuperação judicial um instrumento para preservar operação e emprego”, acrescentou.

 

 


Barril de petróleo atinge US$ 111 à espera de desfecho de ultimato de Trump ao Irã

 

 

 

A incerteza seguia pautando os mercados globais nesta terça-feira, 7, com os investidores atentos às movimentações no Oriente Médio horas antes do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo operam em alta, com o Brent atingindo US$ 111 o barril, e o WTI batendo US$ 115.

A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desencadeou uma crise de energia para a economia global ao reter um grande volume de petróleo no Golfo Pérsico devido ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã para a maioria dos navios.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou mais uma vez o Irã, nesta terça-feira, para que chegue a um acordo, afirmando que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se não for alcançado um acordo para pôr fim ao conflito.

O Irã estabeleceu precondições para conversas sobre uma paz duradoura com os Estados Unidos, disse uma autoridade sênior à Reuters na terça-feira, incluindo a interrupção imediata dos ataques, garantias de que os ataques não serão repetidos e compensação pelos danos.

A autoridade afirmou que Teerã rejeita qualquer cessar-fogo com os EUA que seja apenas temporário. Ele acrescentou que um acordo de paz permanente deve permitir que o Irã exija taxas para os navios que passarem pelo Estreito de Ormuz, que variariam de acordo com o tipo de navio, sua carga e as condições prevalecentes.

 

 https://istoedinheiro.com.br/barril-de-petroleo-ultimato-de-trump-ao-ira

Brasil no vermelho: número de recuperações judiciais bate recorde e encosta em 2,5 mil

 

Com Selic a 14,75% e crédito restrito, volume de recuperações judiciais é o maior desde 2016, aponta nova metodologia da Serasa Experian

 

  recuperações judiciais; Pedidos de recuperação judicial sobem quase 70% em 2023

 

 Da IstoÉ Dinheiroi

Dados do Serasa Experian mostram que o volume de recuperações judiciais nunca esteve tão alto no Brasil. O indicador da datatech mostra que vigoram 977 processos de recuperação judicial iniciados no ano anterior -maior volume desde 2016. O movimento ocorre em um cenário de crédito mais restrito, custo financeiro elevado e aumento da inadimplência.

Com isso, o Brasil chegou a um patamar de 2.466 empresas em recuperação judicial, recorde para a série histórica. O volume representa crescimento de 13% ante o ano anterior. Sob a ótica setorial, agro e serviços concentram o maior volume de pedidos.

Na contramão, globalmente os pedidos de falência caíram 19% no acumulado do ano de 2025.

 

 Serasa Experian; Recuperação judicial; recuperações judiciais

 

Divulgação/Serasa Experian

A principal mudança no levantamento do Serasa Experian está na metodologia, dado que este indicador foi relançado.

Agora, a nova leitura separa o número de processos do número de empresas envolvidas. Na prática, isso permite distinguir o volume de casos na Justiça do impacto real sobre o tecido empresarial, já que um único processo pode incluir vários CNPJs de um mesmo grupo econômico.

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a atualização reflete a evolução do próprio ambiente de reestruturação no país.

“Historicamente, o indicador funcionava como uma fotografia do momento. Com o tempo, observamos que a dinâmica das recuperações judiciais é mais ativa do que a visão estática permite localizar. Um processo pode envolver diversos CNPJs, que inclusive podem ser inseridos posterior à data protocolada, passar por mudanças de fase ao longo do tempo e, em alguns casos, tramitar em segredo de justiça, nesse caso havendo a necessidade de uma atualização retroativa.”

Crédito seletivo e pressão no caixa

O aumento das recuperações judiciais está ligado ao ambiente de crédito. Com juros em patamar elevado – com Selic em 14,75% – e maior rigor na concessão, empresas com maior nível de endividamento enfrentam dificuldades para rolar dívidas ou captar novos recursos.

Nesse contexto, a recuperação judicial tem sido usada como ferramenta para reorganizar passivos e preservar operações. Mesmo com oscilações mensais, o indicador mostra que 2025 ficou acima da tendência histórica tanto em número de processos quanto em empresas envolvidas.

A média mensal entre 2012 e 2023 era de cerca de 53 processos. Em 2025, esse patamar foi superado de forma recorrente. Na ótica de CNPJs, a média histórica de 106 empresas por mês também foi ultrapassada ao longo do ano.

Recuperação judicial foi mais utilizada pelo agro e pelo ramo de serviços

A análise por setor mostra concentração das recuperações judiciais em dois segmentos: agropecuária e serviços. Em 2025, a agropecuária respondeu por 30,1% dos CNPJs em recuperação, seguida de perto por serviços, com 30%.

Na sequência aparecem comércio (21,7%) e indústria (18,2%). Em relação a 2024, houve aumento da participação do agro e leve avanço de serviços, enquanto comércio e indústria recuaram.

Serasa Experian; Recuperação judicial; recuperações judiciais
Divulgação/Serasa Experian

No longo prazo, a mudança é mais evidente. A participação da agropecuária saltou de 1,3% em 2012 para mais de 30% em 2025. Já indústria e comércio reduziram presença relativa no indicador.

O avanço do agro reflete características próprias do setor. Fatores como clima, variação de preços de commodities, custos de insumos e exposição cambial afetaram o fluxo de caixa de empresas do ramo.

Base de empresas cresce, mas inadimplência preocupa

Apesar do aumento das recuperações judiciais, a base de empresas ativas no Brasil segue em expansão. Entre 2023 e 2025, o número de companhias cresceu de forma consistente, com avanço mais forte no último ano.

Ao mesmo tempo, o número de empresas que recorreram à recuperação judicial continuou subindo, mas em ritmo menor. Após alta de 36,2% em 2023, o crescimento desacelerou para 26,4% em 2024 e 12,9% em 2025.

O cenário sugere uma espécie de normalização em um nível mais elevado. Ou seja, o instrumento continua sendo utilizado com frequência, mas sem o mesmo ritmo de aceleração observado anteriormente.

Ainda assim, os dados de inadimplência acendem um alerta. Em janeiro de 2026, havia 8,7 milhões de CNPJs negativados, com dívida média superior a R$ 23 mil por empresa e cerca de sete restrições por cadastro. Historicamente, o aumento da inadimplência antecede os pedidos de recuperação judicial.

Falências recuam

Enquanto as recuperações judiciais avançam, os pedidos de falência seguem em queda. Em 2025, foram registrados 698 CNPJs com pedidos desse tipo, uma redução de 19% em relação ao ano anterior.

Na comparação com 2012, a queda é ainda maior, de cerca de 61%. A mudança reflete a evolução dos instrumentos de renegociação de dívidas e a menor utilização da falência como mecanismo de cobrança por credores.

Mais judicial do que extrajudicial

Outro ponto do levantamento é a diferença entre recuperação judicial e extrajudicial. Em 2025, foram 977 pedidos na modalidade judicial, contra apenas 62 extrajudiciais.

A proporção indica que, para cada 16 recuperações judiciais, há uma extrajudicial. Embora esse tipo de acordo venha ganhando espaço, ainda depende de maior alinhamento entre credores, o que limita a adoção.

 

 https://istoedinheiro.com.br/recuperacao-judicial-recorde

segunda-feira, 6 de abril de 2026

China recebe primeiras cargas de DDGS do Brasil

 

ckan-logo.png — Ministério da Agricultura e Pecuária

 

 

 São Paulo, 6 – O Ministério da Agricultura informou que as primeiras cargas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) do Brasil, somando 62 mil toneladas, chegaram na China. Também foi enviado ao país o primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves.

Em nota, a pasta lembra que em novembro passado os primeiros estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar DDG/DDGS ao país.


Pesquisa indica que 33% dos domicílios no Brasil já usaram ‘canetas emagrecedoras’

 

 

O uso de canetas emagrecedoras como Ozempic, Mounjaro, Wegovy ou similares aumentou no Brasil em 2026. Pesquisa nacional realizada pelo Instituto Locomotiva mostra que 1 em cada 3 domicílios brasileiros declara ter um morador que utiliza ou já utilizou esse tipo de medicamento. 

Na primeira onda da pesquisa, realizada no final de 2025, 26% dos domicílios relatavam uso das canetas. Esse percentual passou para 33% na segunda onda, realizada em fevereiro deste ano. 

O tema também já se tornou amplamente conhecido entre os brasileiros. Apenas 6% dizem nunca ter ouvido falar das canetas emagrecedoras. Além disso, 6 em cada 10 brasileiros afirmam conhecer alguém que utiliza ou já utilizou esses medicamentos. 4 em cada 10 afirmam ter adquirido o produto sem receita médica, pela internet ou no exterior.

O levantamento também mostra que, embora o uso seja mais frequente entre consumidores de maior renda, o fenômeno já está presente em diferentes perfis sociais. 39% dos domicílios da classe AB registram uso das canetas, contra 30% nas classes CDE.  

“As canetas emagrecedoras deixaram de ser um assunto distante e viraram um fenômeno vivido no cotidiano. Quem teve experiência tende a avaliar de forma positiva e a recomendação aparece como termômetro social de confiança”, apontou Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva

Menos snacks e pedidos de delivery

O levantamento também mostra que a disseminação desses fármacos está reconfigurando hábitos alimentares e forçando setores como o varejo e o de serviços a se adaptarem a um novo perfil de consumidor. 

Os dados mostram que 95% dos domicílios em que há usuários desses medicamentos registraram redução no consumo de pelo menos uma categoria de alimentos ou bebidas. As categorias que mais registraram queda foram doces, snacks e salgadinhos (70%), bebidas açucaradas (50%), massas e outros carboidratos (47%), bebidas alcoólicas (45%) e alimentos ultraprocessados (42%). Já 47% registraram diminuição na frequência de ida a restaurantes, enquanto 56% apontam redução nos pedidos de delivery e fast food. 

“O que os dados revelam é que o fenômeno tem uma segunda camada, já que há uma redução no consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas, e, em alguns casos, queda de gasto. Isso significa que a discussão não é só sobre um medicamento, é sobre comportamento. Se o acesso ampliar, o mercado precisa se preparar para um consumidor que compra diferente”, apontou Meirelles. 

Acesso e mercado informal

Apesar da alta taxa de recomendação — 78% dos usuários indicariam o produto a familiares —, o custo permanece como o principal limitador. O estudo mostra que 76% acreditam que os valores estão se tornando mais acessíveis, mas a busca por preços menores têm empurrado consumidores para o mercado informal. Cerca de 40% dos usuários admitiram ter adquirido o medicamento sem receita médica, pela internet ou no exterior.

“Se a barreira de preço for derrubada, o uso tende a crescer com força. E parte dos usuários já tenta encurtar esse caminho recorrendo a compras sem receita, online ou internacionais. A possível quebra de patentes pode acelerar esse movimento, ampliando o acesso e mudando o tamanho do mercado”, encerrou o especialista. 

 

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