Atuação:
Consultoria multidisciplinar, onde desenvolvemos trabalhos nas seguintes áreas: fusão e aquisição e internacionalização de empresas, tributária, linhas de crédito nacionais e internacionais, inclusive para as áreas culturais e políticas públicas.
Lula defende proibição de bets (Crédito: Reprodução/X/@ICLNoticias)
Da IstoÉ Dinheiroi
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, 8, a proibição dos jogos de apostas online no Brasil, as chamadas bets, afirmando, no entanto, que essa decisão não depende dele, mas sim do Congresso Nacional.
Em entrevista ao canal online ICL Notícias, Lula disse estar preocupado com o endividamento do povo brasileiro e disse que, se dependesse dele, as bets seriam proibidas.
"Se depender de mim, a gente fecha as bets. Obviamente que depende do Congresso Nacional, depende de uma discussão”, afirmou.
“Não
é possível a gente continuar com essa jogatina desenfreada neste país.
Temos que tratar isso como uma questão de saúde”, acrescentou.
A
lei que regulamenta o mercado de apostas esportivas online no Brasil foi
sancionada no final de 2023 por Lula, e foi uma iniciativa apresentada
pela equipe econômica do ex-ministro Fernando Haddad para elevar a
arrecadação federal.
Escala 6×1
Lula
também disse que o governo mandará nesta semana para o Congresso
Nacional um projeto de lei para acabar com a escala de trabalho 6 x 1,
na qual os funcionários trabalham seis dias na semana e folgam um.
Segundo
o presidente, os avanços tecnológicos permitiram ganho de produtividade
e que esse benefício precisa ser repassado aos trabalhadores. Segundo
Lula, o texto a ser enviado vai prever a redução da jornada de trabalho
sem redução salarial.
Ele reconheceu que o presidente da Câmara
dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), patrocina uma proposta de
emenda à Constituição (PEC) sobre o tema, mas disse que mesmo assim o
Executivo enviará um projeto de lei.
O dólar
iniciou a quarta-feira, 8, com queda firme ante o real, negociado
abaixo dos R$ 5,10, após os Estados Unidos acertarem na véspera um
cessar-fogo de duas semanas com o Irã, que aceitou reabrir o Estreito de
Ormuz.
Às 11h, o dólar à vista cedia 1,21%, aos R$ 5,0882 na venda. O Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,83%, a 191.697,83. No melhor momento, chegou a 193.759,01 pontos, nova máxima intradia. Veja cotações.
Na terça-feira, o dólar à vista fechou o dia com alta de 0,16%, aos R$ 5,1549, e o Ibovespa encerrou aos 188.258,91 pontos.
Já os preços do petróleo desabavam para perto de US$ 90.
Perto das 10h, os futuros do Brent
caíam 16,26%, para US$ 91,50 o barril, enquanto o WTI recuava 17,68%,
para US$ 92,98 o barril. Os preços do diesel europeu de referência
também recuavam na mesma intensidade.
As bolsas
asiáticas e europeias também subiam com força nesta quarta, mas os
ganhos dependem da retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz, com
implicações nos mercados de energia e nas economias globais.
Os
mercados globais precisarão de meses para se recuperar do impacto do
conflito, disseram especialistas da Oxford Economics nesta
quarta-feira. “O acordo é frágil, os principais detalhes operacionais
ainda precisam ser trabalhados e, mesmo na melhor das hipóteses, é
provável que os fluxos físicos (de petróleo) se recuperem apenas
gradualmente”, disse Bridget Payne, chefe de previsão de petróleo e gás
da Oxford Economics, em um webinar.
Segundo
Thadeu Dos Santos, diretor Regional da Infinox, apesar do alívio
inicial, as restrições físicas não desapareceram. “As cadeias de
abastecimento e os cronogramas de transporte continuam impactados, e o
retorno às operações normais pode levar semanas, mesmo que a trégua se
mantenha. Como resultado, os fluxos de exportação de petróleo bruto só
devem ser restabelecidos de uma forma gradual, o que pode limitar a
velocidade de qualquer nova queda nos preços, mesmo após a correção de
hoje”, avaliou.
Os juros futuros tombavam mais de 50 pontos,
sinalizando uma melhor perspectiva para a trajetória para a Selic. Às
9h10, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía
para mínima de 13,880%, de 14,254% no ajuste anterior e 14,145% no
fechamento. O DI para janeiro de 2029 recuava para 13,355%, de 13,822%
no ajuste e 13,680% no fechamento. O vencimento para janeiro de 2031
tombava para 13,465%, de 13,881% no ajuste e 13,745% no fechamento.
São
Paulo, 7 – O segmento de agropecuária teve o maior número de empresas
envolvidas em processos de recuperação judicial em 2025, segundo
informações divulgadas pela Serasa Experian. O setor concentrou 30,1%
(743) dos CNPJs que buscaram pela recuperação judicial.
Os
prestadores de serviços, que eram os líderes em 2024, fecharam 2025 com
30% (739). Em seguida, vieram comércio (21,7%; 535 CNPJs) e indústria
(18,2%; 449 CNPJs).
Segundo a Serasa Experian, a distribuição dos pedidos reflete
desafios distintos enfrentados pelos setores da economia, influenciados
por fatores como custo de crédito, dinâmica de demanda e estrutura de
endividamento das empresas.
“A agropecuária opera sob um conjunto
de riscos climáticos e biológicos como, estiagens, excesso de chuva,
geadas, pragas e doenças”, disse a economista-chefe da Serasa Experian,
Camila Abdelmalack, em nota.
“A isso se somam choques de preços de commodities, insumos dolarizados
como, fertilizantes e defensivos, exposição cambial e um ciclo
financeiro mais longo de safra-entressafra, que amplifica a volatilidade
de receita e caixa. Em cenários adversos, esses fatores comprimem
margens e capacidade de pagamento ao longo de toda a cadeia, do produtor
à armazenagem, logística, agroindústria e tradings, elevando a
necessidade de renegociação de passivos e tornando a recuperação
judicial um instrumento para preservar operação e emprego”, acrescentou.
Trump sobe o tom e diz que 'uma civilização inteira morrerá esta noite' se Irã não fizer acordo
Presidente dos EUA, Donald Trump 06/04/2026 REUTERS/Evan Vucci
Da IstoÉ Dinheiro com Reutersi
A
incerteza seguia pautando os mercados globais nesta terça-feira, 7, com
os investidores atentos às movimentações no Oriente Médio horas antes
do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.
Os preços do petróleo operam em alta, com o Brent atingindo US$ 111 o barril, e o WTI batendo US$ 115.
A
guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desencadeou uma
crise de energia para a economia global ao reter um grande volume de
petróleo no Golfo Pérsico devido ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo
Irã para a maioria dos navios.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou mais uma vez o Irã, nesta terça-feira, para que chegue a um acordo, afirmando que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se não for alcançado um acordo para pôr fim ao conflito.
O
Irã estabeleceu precondições para conversas sobre uma paz duradoura com
os Estados Unidos, disse uma autoridade sênior à Reuters na
terça-feira, incluindo a interrupção imediata dos ataques, garantias de
que os ataques não serão repetidos e compensação pelos danos.
A
autoridade afirmou que Teerã rejeita qualquer cessar-fogo com os EUA
que seja apenas temporário. Ele acrescentou que um acordo de paz
permanente deve permitir que o Irã exija taxas para os navios que
passarem pelo Estreito de Ormuz, que variariam de acordo com o tipo de
navio, sua carga e as condições prevalecentes.
Com
Selic a 14,75% e crédito restrito, volume de recuperações judiciais é o
maior desde 2016, aponta nova metodologia da Serasa Experian
Da IstoÉ Dinheiroi
Dados do Serasa Experian mostram que o volume de recuperações judiciais nunca esteve tão alto no Brasil. O indicador da datatech
mostra que vigoram 977 processos de recuperação judicial iniciados no
ano anterior -maior volume desde 2016. O movimento ocorre em um cenário
de crédito mais restrito, custo financeiro elevado e aumento da
inadimplência.
Com isso, o Brasil chegou a um patamar de 2.466 empresas em recuperação judicial,
recorde para a série histórica. O volume representa crescimento de 13%
ante o ano anterior. Sob a ótica setorial, agro e serviços concentram o
maior volume de pedidos.
Na contramão, globalmente os pedidos de falência caíram 19% no acumulado do ano de 2025.
Divulgação/Serasa Experian
A principal mudança no levantamento do Serasa Experian está na metodologia, dado que este indicador foi relançado.
Agora,
a nova leitura separa o número de processos do número de empresas
envolvidas. Na prática, isso permite distinguir o volume de casos na
Justiça do impacto real sobre o tecido empresarial, já que um único
processo pode incluir vários CNPJs de um mesmo grupo econômico.
Segundo
a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a
atualização reflete a evolução do próprio ambiente de reestruturação no
país.
“Historicamente, o indicador funcionava como uma fotografia
do momento. Com o tempo, observamos que a dinâmica das recuperações
judiciais é mais ativa do que a visão estática permite localizar. Um
processo pode envolver diversos CNPJs, que inclusive podem ser inseridos
posterior à data protocolada, passar por mudanças de fase ao longo do
tempo e, em alguns casos, tramitar em segredo de justiça, nesse caso
havendo a necessidade de uma atualização retroativa.”
Crédito seletivo e pressão no caixa
O
aumento das recuperações judiciais está ligado ao ambiente de crédito.
Com juros em patamar elevado – com Selic em 14,75% – e maior rigor na
concessão, empresas com maior nível de endividamento enfrentam
dificuldades para rolar dívidas ou captar novos recursos.
Nesse
contexto, a recuperação judicial tem sido usada como ferramenta para
reorganizar passivos e preservar operações. Mesmo com oscilações
mensais, o indicador mostra que 2025 ficou acima da tendência histórica
tanto em número de processos quanto em empresas envolvidas.
A
média mensal entre 2012 e 2023 era de cerca de 53 processos. Em 2025,
esse patamar foi superado de forma recorrente. Na ótica de CNPJs, a
média histórica de 106 empresas por mês também foi ultrapassada ao longo
do ano.
Recuperação judicial foi mais utilizada pelo agro e pelo ramo de serviços
A
análise por setor mostra concentração das recuperações judiciais em
dois segmentos: agropecuária e serviços. Em 2025, a agropecuária
respondeu por 30,1% dos CNPJs em recuperação, seguida de perto por
serviços, com 30%.
Na sequência aparecem comércio (21,7%) e
indústria (18,2%). Em relação a 2024, houve aumento da participação do
agro e leve avanço de serviços, enquanto comércio e indústria recuaram.
Divulgação/Serasa Experian
No
longo prazo, a mudança é mais evidente. A participação da agropecuária
saltou de 1,3% em 2012 para mais de 30% em 2025. Já indústria e comércio
reduziram presença relativa no indicador.
O avanço do agro
reflete características próprias do setor. Fatores como clima, variação
de preços de commodities, custos de insumos e exposição cambial afetaram
o fluxo de caixa de empresas do ramo.
Base de empresas cresce, mas inadimplência preocupa
Apesar
do aumento das recuperações judiciais, a base de empresas ativas no
Brasil segue em expansão. Entre 2023 e 2025, o número de companhias
cresceu de forma consistente, com avanço mais forte no último ano.
Ao
mesmo tempo, o número de empresas que recorreram à recuperação judicial
continuou subindo, mas em ritmo menor. Após alta de 36,2% em 2023, o
crescimento desacelerou para 26,4% em 2024 e 12,9% em 2025.
O
cenário sugere uma espécie de normalização em um nível mais elevado. Ou
seja, o instrumento continua sendo utilizado com frequência, mas sem o
mesmo ritmo de aceleração observado anteriormente.
Ainda assim, os
dados de inadimplência acendem um alerta. Em janeiro de 2026, havia 8,7
milhões de CNPJs negativados, com dívida média superior a R$ 23 mil por
empresa e cerca de sete restrições por cadastro. Historicamente, o
aumento da inadimplência antecede os pedidos de recuperação judicial.
Falências recuam
Enquanto
as recuperações judiciais avançam, os pedidos de falência seguem em
queda. Em 2025, foram registrados 698 CNPJs com pedidos desse tipo, uma
redução de 19% em relação ao ano anterior.
Na comparação com 2012,
a queda é ainda maior, de cerca de 61%. A mudança reflete a evolução
dos instrumentos de renegociação de dívidas e a menor utilização da
falência como mecanismo de cobrança por credores.
Mais judicial do que extrajudicial
Outro
ponto do levantamento é a diferença entre recuperação judicial e
extrajudicial. Em 2025, foram 977 pedidos na modalidade judicial, contra
apenas 62 extrajudiciais.
A proporção indica que, para cada 16
recuperações judiciais, há uma extrajudicial. Embora esse tipo de acordo
venha ganhando espaço, ainda depende de maior alinhamento entre
credores, o que limita a adoção.
São
Paulo, 6 – O Ministério da Agricultura informou que as primeiras cargas
de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) do Brasil, somando 62
mil toneladas, chegaram na China. Também foi enviado ao país o primeiro
contêiner de farinha de vísceras de aves.
Em nota, a pasta lembra
que em novembro passado os primeiros estabelecimentos brasileiros foram
habilitados a exportar DDG/DDGS ao país.
Já a farinha de vísceras de aves exportada, utilizada principalmente na
alimentação animal, decorre da abertura do mercado, concretizada em
abril de 2023.
Medicamentos já chegaram às classes mais baixas e impactam o consumo das famílias
Caixas de agonistas do GLP-1, remédios popularmente apelidados de "canetas emagrecedoras" (Crédito: REUTERS/Hollie Adams)
Bruno Pavani
O uso de canetas emagrecedoras
como Ozempic, Mounjaro, Wegovy ou similares aumentou no Brasil em 2026.
Pesquisa nacional realizada pelo Instituto Locomotiva mostra que 1 em
cada 3 domicílios brasileiros declara ter um morador que utiliza ou já
utilizou esse tipo de medicamento.
Na
primeira onda da pesquisa, realizada no final de 2025, 26% dos
domicílios relatavam uso das canetas. Esse percentual passou para 33% na
segunda onda, realizada em fevereiro deste ano.
O
tema também já se tornou amplamente conhecido entre os brasileiros.
Apenas 6% dizem nunca ter ouvido falar das canetas emagrecedoras. Além
disso, 6 em cada 10 brasileiros afirmam conhecer alguém que utiliza ou já utilizou esses medicamentos. 4 em cada 10 afirmam ter adquirido o produto sem receita médica, pela internet ou no exterior.
O
levantamento também mostra que, embora o uso seja mais frequente entre
consumidores de maior renda, o fenômeno já está presente em diferentes
perfis sociais. 39% dos domicílios da classe AB registram uso das canetas, contra 30% nas classes CDE.
“As
canetas emagrecedoras deixaram de ser um assunto distante e viraram um
fenômeno vivido no cotidiano. Quem teve experiência tende a avaliar de
forma positiva e a recomendação aparece como termômetro social de
confiança”, apontou Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva
Menos snacks e pedidos de delivery
O
levantamento também mostra que a disseminação desses fármacos está
reconfigurando hábitos alimentares e forçando setores como o varejo e o
de serviços a se adaptarem a um novo perfil de consumidor.
Os
dados mostram que 95% dos domicílios em que há usuários desses
medicamentos registraram redução no consumo de pelo menos uma categoria
de alimentos ou bebidas. As categorias que mais registraram queda foram
doces, snacks e salgadinhos (70%), bebidas açucaradas (50%), massas e
outros carboidratos (47%), bebidas alcoólicas (45%) e alimentos
ultraprocessados (42%). Já 47% registraram diminuição na frequência de
ida a restaurantes, enquanto 56% apontam redução nos pedidos de delivery
e fast food.
“O que os
dados revelam é que o fenômeno tem uma segunda camada, já que há uma
redução no consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas, e, em
alguns casos, queda de gasto. Isso significa que a discussão não é só
sobre um medicamento, é sobre comportamento. Se o acesso ampliar, o
mercado precisa se preparar para um consumidor que compra diferente”,
apontou Meirelles.
Acesso e mercado informal
Apesar
da alta taxa de recomendação — 78% dos usuários indicariam o produto a
familiares —, o custo permanece como o principal limitador. O estudo
mostra que 76% acreditam que os valores estão se tornando mais
acessíveis, mas a busca por preços menores têm empurrado consumidores
para o mercado informal. Cerca de 40% dos usuários admitiram ter
adquirido o medicamento sem receita médica, pela internet ou no
exterior.
“Se a barreira de
preço for derrubada, o uso tende a crescer com força. E parte dos
usuários já tenta encurtar esse caminho recorrendo a compras sem
receita, online ou internacionais. A possível quebra de patentes pode
acelerar esse movimento, ampliando o acesso e mudando o tamanho do
mercado”, encerrou o especialista.