quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Dólar dispara com reação do mercado a pacote fiscal e reforma do IR

 


Notas de dólar

O dólar saltava frente ao real nesta quinta-feira, chegando a ultrapassar o nível de 5,98 reais, com o mercado reagindo ao anúncio na véspera do pacote de medidas de contenção de gastos pelo governo, que veio acompanhando de um projeto de reforma do Imposto de Renda.

Às 9h45, o dólar à vista subia 0,83%, a 5,9629 reais na venda. Na máxima, a moeda norte-americana chegou a 5,9835 reais.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,05%, a 5,956 reais na venda.

O movimento de desvalorização da moeda brasileira nesta sessão era uma extensão das perdas da véspera, quando o dólar à vista fechou o dia com alta de 1,80%, aos 5,9141 reais, a maior cotação nominal de fechamento desde que o real começou a circular, em julho de 1994.

Investidores reagiam negativamente ao anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na véspera, que inclui um pacote de contenção de gastos, com impacto de 71,9 bilhões de reais nos dois próximos anos, e um inesperado projeto de reforma do IR, que expande a faixa de isenção para quem ganha até 5 mil reais no mês.

Segundo analistas do mercado, que aguardavam com nervosismo a divulgação das medidas fiscais, uma vez que haviam sido prometidas para depois do segundo turno das eleições municipais, o anúncio das medidas junto da reforma do IR levantava dúvidas sobre o compromisso do governo com o equilíbrio das contas.

“Os mercados provavelmente receberiam de braços abertos esse valor significativo, mas a surpreendente medida de isentar os salários até 5 mil deve conter o otimismo. É difícil interpretar o anúncio de outra forma que não como uma tentativa de recuperar o apoio popular após a notável perda de fôlego da esquerda”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

Segundo Haddad, a compensação para o aumento da faixa de isenção do IR, uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, virá pelo aumento da taxação para quem ganha acima de 50 mil reais por mês e pela limitação da isenção por razões de saúde a quem ganha até 20 mil reais.

Na curva de juros brasileira, as taxas de DI mostravam altas sólidas, em particular para os contratos de longo prazo, com investidores elevando os prêmios de risco do país.

“Dada a demora, o adiamento para a divulgação desse pacote de medidas havia elevado a expectativa dos investidores a respeito do que o governo poderia trazer à mesa, e digamos que o comunicado do governo acaba frustrando essas expectativas”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Com isso, o real ia na contramão de seus pares emergentes, que mostravam ganhos ante o dólar ou perdas marginais, com o noticiário doméstico prevalecendo nas decisões dos investidores brasileiros.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,10%, a 106,220.

O foco no exterior continua sendo a expectativa pelo novo governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, cujas promessas de tarifas têm gerado temores de uma guerra comercial com a Europa e a China, o que tem favorecido o dólar.

No início da semana, Trump prometeu implementar tarifas de 25% sobre todos os produtos de México e Canadá, além de uma tarifa adicional sobre os produtos chineses.

Corte de R$ 71,9 bilhões: governo detalha medidas do pacote; acompanhe

 


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, detalha as medidas fiscais (Crédito: Divulgação/Ministério da Fazenda/Flickr)

 

Ministros do governo detalham em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira, 28, o pacote de medidas de cortes de gastos anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na noite de quarta, 27, em rede nacional de televisão.

O pacote de medida de contenção de gastos prevê a economia de R$ 71,9 bilhões entre 2025 e 2026, com impacto de R$ 327 bilhões até 2030, disse o Executivo em apresentação sobre o pacote. O ministro destacou que as medidas foram debatidas ao longo de dois meses envolvendo todos os ministérios, os militares, e outros agentes.

Participam da coletiva, além do ministro Haddad, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simonte Tebet, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e ministro da Secretaria da Comunicação Social, Paulo Pimenta.

Divulgação/Ministério da Fazenda/Flickr

Além dos cortes, Haddad também anunciou novas regras no Imposto de Renda, com a isenção de quem ganha até R$ 5 mil mensais. Segundo o ministro, medida não trará impacto fiscal, ou seja, não aumentará os gastos do governo. Porque quem tem renda superior a R$ 50 mil por mês pagará uma alíquota maior, ainda não detalhada pelo ministro.

No detalhamento, Haddad explicou que o novo teto de isenção do IR terá impacto de R$ 35 bilhões por ano, conforme cálculos feito pela Receita Federal, que segundo o ministro se debruça sobre o tema há mais de um ano. A nova regra vai passar a valer a partir de 2026.

O ministro disse que não haverá perda de arrecadação com a ampliação da isenção do IR, já que haverá a compensação pelo ajuste de imposto em rendas maiores, que seriam:

▪ Fixação de alíquota efetiva mínima para maiores rendes: atualmente, para o 1% mais rico, a alíquota efetiva é de 4,2% e, para o 0,01% mais rico, a alíquota efetiva é 1,75%. A taxação para quem ganha mais de 50 mil reais terá uma alíquota mínima de 10% e incidirá sobre todos os rendimentos, incluindo aluguéis e dividendos.

▪ Proposta de revisão da isenção de IR para faixas mais altas de renda dos aposentados por moléstia grave ou acidente. A isenção do IR por questões de saúde, ficará limitada a renda até R$ 20 mil.

“Essas duas medidas conjugadas, compensam o aumento da faixa de isenção”, disse Haddad.

O ministro apontou que a faixa de isenção do IR para as pessoas físicas já atingirá quem ganha mais de 3 mil reais por mês no próximo ano e que a discussão da reforma em si ficará para 2025.

Segundo o ministro, aqueles que ganham até 7,5 mil reais também serão beneficiados pela reforma, uma vez que pagarão uma alíquota menor. Ele apontou ainda que o impacto será muito menor do que o previsto pelo mercado.

Veja o detalhamento das medidas fiscais anunciadas:

Salário mínimo

Segue sendo reajustado acima da inflação, dentro das novas regras fiscais. Pela regra atual, o reajuste é feito pela inflação do ano anterior mais um percentual de crescimento real igual ao PIB de 2 anos anteriores. Agora, mantém regra de crescimento real pelo PIB, mas a variação real estará nos limites do arcabouço fiscal.

Abono salarial

Haverá uma transição gradual para que seja pago aos que recebem até 1,5 salário mínimo. Hoje é até dois salários. Segundo o ministério, o critério de acesso ao benefício hoje representa mais de 85% da renda real média do
trabalhador brasileiro, sendo que mais de 60% dos trabalhadores formais são elegíveis ao benefício.

A proposta é fixar em R$ 2.640,00 a renda para acessar o benefício que será corrigido pelo INPC até chegar a 1,5 salário mínimo, em 2035, pela projeção do Ministério.

Aposentadorias militares

Acaba com a morte fictícia, fixa em 3,5% da remuneração a contribuição do militar para o Fundo de Saúde até janeiro de 2026, extingue a transferência de pensão e fica estabelecida a progressivamente idade mínima para reserva remunerada.

Emendas parlamentares (PLP 175)

O montante global deve crescer abaixo do limite das regras fiscais. Assim, restringe emendas nas despesas discricionárias do Poder Executivo, veda crescimento real das emendas não impositivas, de modo que montante total
das emendas crescerá sempre abaixo do arcabouço, destina 50% dos valores de emendas de Comissão para o SUS, observados critérios e diretrizes técnicas e bloqueia emendas proporcionalmente aos bloqueios do Poder



Executivo, limitado a 15% do total das emendas (R$ 7,5 bi em 2025).

Benefícios tributários

Se houver déficit primário de 2025 em diante, no exercício seguinte à apuração do déficit fica vedada a criação, majoração ou prorrogação de benefícios tributários.  Haverá um gatilho de reenquadramento que vedará, a partir de 2027, aumento real acima de 0,6% se despesa discricionária se reduzir de um ano para o outro.

BPC

Na apresentação, o governo detalhou que uma das medidas a serem enviadas para o Congresso será a limitação de regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que não foi anunciada na véspera durante pronunciamento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à rede nacional de rádio e televisão.

No BPC, será vedada dedução de renda não prevista em lei, de acordo com a apresentação, e passarão a contar para acesso a renda de cônjuge e companheiro não coabitante e renda de irmãos, filhos e enteados coabitantes.

Também passa a ter atualização obrigatória para cadastros desatualizados há mais de 24 meses e para benefícios concedidos administrativamente sem Código Internacional de Doenças (CID). Segundo o ministro Rui Costa, dos 3 milhões de beneficiários do BPC, cerca de 1 milhão deles não consta o CID.

“70% disso foi decidido por decisão liminar da Justiça. Vamos fazer um esforço gigante para fazer perícia médica em 2025 e garantir que quem precise, continue recebendo. Além disso, a lei exige que para receber o BPC, é preciso estar inscrito no CadÚnico, mas há 500 mil que não estão”.

Também a biometria será obrigatória para novos benefícios e atualizações cadastrais. Em uma mesma família, a renda de um benefício volta a contar para acesso a outro benefício.

 

 


 

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Lula diz que acordo Mercosul-UE será concluído e pretende assiná-lo ainda este ano

 


Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto 06/11/2024 (Crédito: REUTERS/Adriano Machado)

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, 27, que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia será concluído a despeito da oposição da França, e disse que pretende assiná-lo ainda este ano.

Lula lembrou que a negociação é tratada entre os blocos, e não por países individualmente, e que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem um mandato para fechar o acordo.

O presidente também afirmou, em discurso a empresários em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que um acordo fechado com a China é o mais importante acordo de “acesso à tecnologia” já feito pelo país, e que agora o Brasil vai buscar acordos com a Índia.

Lula: Que o agro brasileiro cause raiva em deputado francês, comércio é guerra

 

 

 Luiz Inácio Lula da Silva – Wikipédia, a enciclopédia livre

 

 

 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quarta-feira, 27, que o comércio internacional é uma guerra, e que quer que o agronegócio brasileiro cause raiva em políticos franceses. Ele deu a declaração em um contexto de tensão entre os produtores de carne do Brasil e o Carrefour. A rede francesa de supermercados disse dias atrás que deixaria de vender carne do Mercosul no país europeu. “Nossos agricultores não querem morrer e nossos pratos não são latas de lixo”, chegou a dizer o deputado da UDR, de direita, Vincent Trébuchet.

O caso mobilizou o agronegócio e o governo brasileiro em uma rara convergência entre Lula e o setor, majoritariamente bolsonarista. “Eu quero que o agronegócio continue crescendo e causando raiva num deputado francês que hoje achincalhou os produtos brasileiros”, afirmou o presidente da República.

Segundo ele, será fechado o acordo entre Mercosul e União Europeia mesmo se a França não quiser – o protecionismo agrícola do País é o principal entrave.

“Comércio é uma guerra”, disse Lula.

Segundo ele, “nenhum país do mundo falará bem dos nossos produtos”.

Lula também defendeu encontros empresariais em países como Índia, Japão e Vietnã para diversificar os negócios brasileiros no exterior e atrair investimentos.

Por que Walmart e outras empresas estão abandonando políticas de diversidade e inclusão

 

O Walmart, maior rede de varejo do mundo, decidiu por fim a todas as suas iniciativas de diversidade, chamadas internamente de ‘diversity, equity and inclusion’, ou DEI.

Ao tomar essa decisão, o Walmart cancelou treinamentos de equidade racial para funcionários, saiu do ranking de apoio à comunidade LGBT e também não irá mais financiar eventos como paradas de orgulho.

Não somente isso, mas agora não vai mais considerar raça e gênero de candidatos ao fazer novas contratações e de escolher fornecedores.

A varejista também deve encerrar a venda, por exemplo, de itens como cintas peitorais para crianças que expressam uma identidade trans, segundo informações do The Wall Street Journal.

A decisão vem logo após a companhia – junto a outras multinacionais e gigantes do mercado – passar a sofrer mais pressão de grupos conservadores, principalmente em um contexto de vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais deste mês.

Os grupos pressionam as companhias reivindicando um abandono do que chamam de ‘agenda woke‘, termo utilizado para apontar pautas progressistas e de diversidade e inclusão, como LGBTQIA+, racismo, feminismo e direito ao aborto.

As informações sobre o Walmart foram reveladas pela Bloomberg, que teve acesso a um relatório sobre as decisões da varejista e, posteriormente, uma fonte a par do tema confirmou à Reuters que a varejista dos EUA de fato deve mudar os rumos no que diz respeito à diversidade e inclusão.

“Estamos dispostos a mudar junto com nossos funcionários e clientes que representam toda a América”, disse o porta-voz, sob condição de anonimato.

A decisão do Walmart é mais uma entre as mudanças que vêm ocorrendo após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos do ano passado que encerrou políticas de ações afirmativas para admissões em universidades.

Robby Starbuck, influenciador e ativista conservador, foi uma peça-chave no novo posicionamento do Walmart. Ele afirmou ter colaborado diretamente com a varejista para que a companhia evitasse boicotes por conta das políticas de inclusão. A companhia confirmou à Bloomberg que, de fato, teve contato com Starbuck sobre o assunto.

O ativista ainda atua pressionando outras grandes corporações, como Ford, Toyota e Lowe’s, para que as mesmas reduzam e encerrem seus programas de diversidade. A sua tese é de que esses grupos estão ‘usando carteiras como armas’ e devem utilizar cada vez mais o poder econômico para influenciar decisões de empresas.

Ativistas conservadores e a onda de revisões de programas de diversidade

Antes da Walmart, que foi o maior caso de revisão de programas de diversidade, Starbuck também encabeçou pressões por mudanças que foram atendidas em outras gigantes.

A John Deere, de tratores e máquinas agrícolas, é um exemplo.

A empresa estava dando treinamentos internos sobre pronomes neutros e promoveu uma corrida infantil do orgulho gay, decisões que foram citadas e atacadas frontalmente pelos grupos que cobravam abandono de agendas de diversidade.

Após uma enxurrada de críticas nas redes sociais, a John Deere afirmou, em um comunicado na rede social X, antigo Twitter, que “não participará mais de eventos externos de conscientização social ou cultural, como paradas e festivais”.

A companhia ainda declarou que auditará todos os materiais de treinamento e políticas para garantir a ausência de mensagens com motivação social. Apesar disso, no mesmo comunicado, pontuou que ‘acredita fundamentalmente que uma força de trabalho diversificada permite atender melhor às necessidades dos clientes’ e, por conta disso, ‘continuará a acompanhar e a promover a diversidade da organização’.

O cenário tem ficado cada vez mais efervescente, com casos de judicializações contra empresas como Pfizer e Morgan Stanley. Grupos como o ‘Do No Harm’ têm movido ações judiciais alegando discriminação pelo fato de as empresas terem adotado medidas como programas com vagas somente para negros e latinos.

A America First Legal, liderada por Stephen Miller, ex-assessor de Donald Trump, foi quem intensificou esse movimento.

O mantra utilizado por ativistas e militantes é ‘Go woke, go broke’, ‘vire woke, vá à falência’, em tradução livre.

Decisão do Walmart pode gerar efeito cascata

Atualmente o Walmart tem um valor de mercado na casa dos US$ 730 bilhões. Segundo dados do Status Invest é uma das maiores corporações do mundo. A rede esteve presente no Brasil entre 1995 e 2019, quando anunciou que estava saindo do país e suas lojas passariam a ser da bandeira Big.

Ao tomar esse tipo de decisão, a companhia pode influenciar concorrentes a seguirem o mesmo caminho.

Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, Starbuck disse que empresas como Amazon e Target estão ‘na lista’ das que devem sofrer mais pressão após a decisão do Walmart.

Ele declara acreditar que a decisão do Walmart pode provocar uma mudança sísmica entre as empresas e que ‘a maioria delas terá se livrado da agenda woke’ até o fim de 2025.

Além disso, empresas abaixo dessas gigantes devem sofrer ainda mais pressão, segundo o ativista.

“Empresas menores que o Walmart, que são a grande maioria, agora vão olhar para isso de um ponto de vista diferente, vão olhar melhor para que caminho elas vão, ‘Ok, nem o Walmart conseguiu lutar contra isso. É melhor se nos submetermos’, disse Starbuck em entrevista ao Telegraph.

Lula: Que o agro brasileiro cause raiva em deputado francês, comércio é guerra

 

 Veja nova foto oficial de Lula como presidente

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quarta-feira, 27, que o comércio internacional é uma guerra, e que quer que o agronegócio brasileiro cause raiva em políticos franceses. Ele deu a declaração em um contexto de tensão entre os produtores de carne do Brasil e o Carrefour. A rede francesa de supermercados disse dias atrás que deixaria de vender carne do Mercosul no país europeu. “Nossos agricultores não querem morrer e nossos pratos não são latas de lixo”, chegou a dizer o deputado da UDR, de direita, Vincent Trébuchet.

O caso mobilizou o agronegócio e o governo brasileiro em uma rara convergência entre Lula e o setor, majoritariamente bolsonarista. “Eu quero que o agronegócio continue crescendo e causando raiva num deputado francês que hoje achincalhou os produtos brasileiros”, afirmou o presidente da República.

Segundo ele, será fechado o acordo entre Mercosul e União Europeia mesmo se a França não quiser – o protecionismo agrícola do País é o principal entrave.

“Comércio é uma guerra”, disse Lula.

Segundo ele, “nenhum país do mundo falará bem dos nossos produtos”.

Lula também defendeu encontros empresariais em países como Índia, Japão e Vietnã para diversificar os negócios brasileiros no exterior e atrair investimentos.

JPMorgan reduz recomendação sobre ações brasileiras para ‘neutro’; veja razões

 


Painel eletrônico na B3 em São Paulo

 

 

O JPMorgan reduziu de “overweight” para “neutro” a recomendação sobre as ações do Brasil, citando crescimento mais lento na China diante da pressão exercida pela futura política de proteção comercial do futuro governo de Donald Trump nos Estados Unidos.

O crescimento mais lento na China, segunda maior economia do mundo, pode atingir o Brasil com preços menores de commodities, citou o JPMorgan.

O cenário de política monetária do Brasil também pode ter um impacto sobre o mercado acionário brasileiro. O Brasil deve continuar elevando juros em 2025, o que pode prejudicar o desempenho de empresas. O índice MSCI que reúne empresas do Brasil acumula queda de 23% desde o começo do ano. Isso se compara um ganho de mais de 6% do MSCI mais amplo de mercados emergentes.

Já sobre o México o JPMorgan elevou a recomendação de “neutro” para “overweight”, citando o forte crescimento dos Estados Unidos.

“Há uma correlação bastante alta entre a produção industrial mexicana e a dos EUA”,  disse , disse Emy Shayo Cherman, estrategista do JPMorgan.

“Damos ao México o benefício da dúvida, mas estaremos monitorando de perto os acontecimentos, especialmente no que se refere à reforma institucional, que continua sendo o principal risco”, acrescentou o JPMorgan.