quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Com Selic a 12,25%, Brasil passa a ter o 2º maior juro real do mundo; veja ranking

 


Taxas futuras de juros rondam estabilidade, mas curtos têm viés de alta após varejo

Com a decisão do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) de aumentar a taxa de juros em 1 ponto percentual, que agora fica em 12,25% ao ano, o Brasil mantém sua 2ª colocação no ranking dos países com o maior juro real do mundo, atrás apenas da Turquia.

O ranking é um levantamento feito pela consultoria MoneyYou, que considera os 40 países mais relevantes do mercado de renda fixa mundial nos últimos 25 anos.

A taxa de juro real do Brasil, que é o resultado do juro nominal descontada a inflação, está em 9,48% ao ano. A da Turquia alcança 13,33%. Em terceiro lugar está a Rússia, com 8,29%.

No ranking de juro nominal, o Brasil inverte com a Rússia e fica em 4º lugar, com taxa de 12%, enquanto na Rússia é de 21%, na Argentina (2º lugar) é de 32% e na Turquia (1º lugar) é de 50% ao ano.

Ranking de países com as maiores taxas de juros reais

1. Turquia 13,33%
2. Brasil 9,48%
3. Rússia 8,29%
4. Colômbia 6,46%
5. México 5,75%
6. África do Sul 4,48%
7. Indonésia 4,19%
8. Filipinas 2,92%
9. Índia 2,43%
10. Hong Kong 2,13%
11. Reino Unido 2,09%
12. Hungria 1,87%
13. Estados Unidos 1,65%
14. Tailândia 1,43%
15. Cingapura 1,33%
16. Chile 1,30%
17. Malásia 1,19%
18. Austrália 1,18%
19. Israel 1,17%
20. Coreia do Sul 0,75%
21. República Checa 0,58%
22. França 0,47%
23. Itália 0,41%
24. Nova Zelândia 0,39%
25. Áustria 0,30%
26. Alemanha 0,29%
27. Polônia 0,15%
28. Argentina 0,07%
29. China -0,03%
30. Grécia -0,06%
31. Espanha -0,22%
32. Suíça -0,22%
33. Portugal -0,23%
34. Taiwan -0,57%
35. Suécia -0,59%
36. Canadá -0,77%
37. Bélgica -1,14%
38. Japão -1,45%
39. Dinamarca -2,10%
40. Holanda -3,92%

Ranking de países com as maiores taxas de juro nominal

1. Turquia 50,00%
2. Argentina 32,00%
3. Rússia 21,00%
4. Brasil 12,25%
5. México 10,25%
6. Colômbia 9,75%
7. África do Sul 7,75%
8. Hungria 6,50%
9. Índia 6,50%
10. Filipinas 6,00%
11. Indonésia 6,00%
12. Polônia 5,75%
13. Chile 5,25%
14. Hong Kong 5,00%
15. Reino Unido 4,75%
16. Estados Unidos 4,50%
17. Israel 4,50%
18. Austrália 4,35%
23. Nova Zelândia 4,25%
19. República Checa 4,00%
20. Canadá 3,75%
21. Alemanha 3,40%
22. Áustria 3,40%
24. Espanha 3,40%
25. Grécia 3,40%
26. Holanda 3,40%
27. Portugal 3,40%
28. Bélgica 3,40%
29. França 3,40%
30. Itália 3,40%
31. Cingapura 3,19%
32. China 3,10%
33. Coreia do Sul 3,00%
34. Malásia 3,00%
35. Dinamarca 2,85%
36. Suécia 2,75%
37. Tailândia 2,25%
38. Taiwan 2,00%
39. Suíça 1,00%
40. Japão 0,25%

Da origem familiar à conexão global

 


Gaúcha REP Seguros faz parte de uma rede global de corretores, ampliando a oferta de soluções para seus clientes 
 
Ao longo dos anos, a REP expandiu sua atuação para todo o Brasil e, em 2017, ingressou em uma rede global de corretores

 

A REP Seguros foi fundada em 1986, em Novo Hamburgo, com o objetivo de oferecer soluções inovadoras e personalizadas para o mercado corporativo. A empresa nasceu da iniciativa de três amigos apaixonados pelo setor de seguros, entre eles Rogério Cervi. Em 2016, houve uma reestruturação societária: a parte de um dos fundadores foi adquirida, e a gestão passou a ser conduzida pela família. Rogério foi acompanhado pelos filhos, que se tornaram sócios. No mesmo ano, a empresa mudou para uma nova sede, marcando o início de uma nova fase. Ao longo dos anos, a REP expandiu sua atuação para todo o Brasil e, em 2017, ingressou em uma rede global de corretores, conectando-se ao mercado internacional e ampliando a oferta de soluções para seus clientes.

Inspirada por práticas observadas no mercado internacional de seguros, logo a REP Seguros adotaria a aquisição de empresas como mais uma estratégia para impulsionar seu crescimento. Com esse objetivo, a empresa iniciou um processo de análise de possíveis aquisições no mercado brasileiro. Entre os movimentos realizados, destacam-se a aquisição da Paulo Sperb e a fusão com a Frico Seguros, iniciativas que consolidaram sua posição no setor. "Essas uniões trouxeram novas perspectivas, talentos e sinergias, fortalecendo ainda mais a nossa empresa", avalia Felipe Cervi, CEO da REP.

Segundo Felipe, a chave para o sucesso da empresa está em uma combinação única de fatores, que envolvem equipe, tecnologia, conhecimento de mercado e da realidade do cliente. "Nossa equipe mergulha profundamente no dia a dia do cliente. Ao compreender a fundo as particularidades de cada negócio, seus desafios e objetivos, somos capazes de identificar os riscos específicos e propor soluções sob medida. Essa abordagem personalizada nos permite oferecer muito mais do que apenas um seguro, oferecendo tranquilidade e segurança para que nossos clientes possam focar em seus negócios", complementa.

A tecnologia também ocupa um papel central na atuação da REP Seguros, que utiliza ferramentas avançadas para análise de dados, simulação de cenários e desenvolvimento de soluções mais precisas e eficientes. Além disso, a empresa mantém parcerias estratégicas com as principais seguradoras do mercado, garantindo uma oferta diversificada de produtos e serviços. "Eu acredito que as parcerias mais duradouras são construídas na base da confiança e da compreensão mútua. Por isso, na REP usamos uma abordagem que valoriza o resultado, antecipando e resolvendo problemas antes que eles sequer apareçam ou se tornem maiores", acrescenta Felipe.

Para isso, a empresa exerce o que chama de escuta ativa, não se limitando a ouvir as palavras dos clientes, mas buscando desvendar suas necessidades implícitas. Da mesma maneira, busca não apenas acompanhar as tendências do mercado, mas também antecipá-las. É com essa abordagem que a empresa gaúcha assegura que os clientes estejam preparados para enfrentar qualquer desafio.

 

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Ouro fecha em alta e mantém rali à espera de decisão do Fed e tensões geopolíticas

Barra Ouro Fotos e Imagens para Baixar Grátis

O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 11, pela quarta sessão consecutiva, estendendo o rali, enquanto os investidores mantém as expectativas para um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na próxima semana e acompanham as tensões geopolíticas. O mercado também segue repercutindo a retomada de compras por barras do metal precioso pelo Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês).

Nesta quarta, o ouro para fevereiro fechou em alta de 1,41%, a US$ 2.756,70 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Com a leitura do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, as apostas para um corte de juros em 25 pontos-base (pb) pelo BC americano saltaram para 94,7%, de acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group. Diante da ampliação da expectativa com a flexibilização, o preço do metal dourado se fortaleceu.

A XS.com citou ainda que o metal foi impulsionado por tensões geopolíticas. No Oriente Médio, Israel segue avançando para a capital da Síria, Damasco, e continua com ataques na Faixa de Gaza.

O conflito entre Ucrânia e Rússia segue no radar dos investidores, de acordo com a corretora, aumentando o apelo pelo ativo de risco. “O aumento das tensões no Oriente Médio e na Europa Oriental, juntamente com a reeleição de Donald Trump e sua postura agressiva em relação às políticas comerciais, enfatizaram o valor do ouro como escudo”, explica.

De acordo com o TD Securities, a volta de compras pelo PBoC por barras do metal coopera para manter o ouro em alta. O BC chinês retomou as compras depois de um hiato iniciado em maio deste ano.

 

Crescimento global deve desacelerar de 2,9% em 2024 para 2,7% em 2025, diz IIF

 Ativos emergentes atraem US$ 36,5 bilhões em julho, mostra ...


O crescimento global deve desacelerar de 2,9% em 2024 para 2,7% em 2025, afirma o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), em relatório publicado nesta quarta-feira, 11. Para mercados emergentes, a expectativa também é de desaceleração, de 4,0% neste ano para 3,8% no próximo ano.

A instituição ainda menciona que o fluxo de capital a emergentes deve cair de US$ 994 bilhões em 2024 para US$ 716 bilhões em 2025, impulsionado por fluxos mais fracos para a China. Na mesma direção, o fluxo de capital para emergentes excluindo a China também deve apresentar recuo, de US$ 824 bilhões para US$ 781 bilhões no mesmo período.

O relatório explica que a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos aumentou as expectativas de mudanças significativas nas políticas fiscais e comerciais, podendo moldar o cenário econômico norte-americano e de outros países em 2025.

A expectativa do IIF é de adoção seletiva de tarifas e restrições limitadas à migração no governo do republicano, “mas desvios desse cenário podem introduzir riscos negativos significativos”, pondera o IIF. Ainda, de acordo com o documento, as tensões comerciais e mudanças de política monetária podem ampliar vulnerabilidades econômicas.

“Espera-se que as medidas tenham efeitos mistos: embora as tarifas e a redução da imigração provavelmente amorteçam o ímpeto econômico em 2025, os cortes de impostos e a desregulamentação podem aumentar a confiança empresarial e impulsionar o crescimento”, pontua sobre Trump.

Relator da tributária prevê que futura lei complementar fixará rol de medicamentos desonerados

 Eduardo Braga (@EduardoBraga_AM) / X


O relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou uma complementação de voto ao seu parecer nesta quarta-feira, 11, em que prevê que caberá a uma futura lei complementar estabelecer, em rol taxativo, os medicamentos relacionados às linhas de cuidado.

Segundo ele, a mudança ocorre “de sorte a não correr o risco de deixar nas mãos da Administração Tributária a fixação da lista de medicamentos que serão desonerados completamente do IBS e da CBS”.

Desse modo, de acordo com Braga, o Congresso Nacional terá de se debruçar sobre o tema, para veicular os medicamentos com redução a zero das alíquotas dos tributos.

Além disso, o relator acrescentou os medicamentos relacionados à linha de cuidado de diabetes mellitus entre os beneficiados pela zeragem da alíquota do IBS e da CBS.

As alterações recaem no Artigo 146. O dispositivo já previa alíquota zero para o fornecimento de medicamentos de tratamentos oncológicos, doenças raras, DST/Aids; doenças negligenciadas, vacinas e soros. Um sexto item passa a prever diabetes mellitus.

Nova bolsa de valores brasileira prevê iniciar fase de testes em 2025

 


Logo da Base Exchange (Crédito: Reprodução)

 

A nova bolsa de valores sediada no Rio de Janeiro deve começar seu período de testes no início de 2025, sinalizando uma mudança no panorama financeiro brasileiro. A Base Exchange vai começar a operar mais de duas décadas após a fusão da segunda maior bolsa do país com a paulista Bovespa, agora conhecida como B3.

A nova bolsa, controlada pelo Mubadala, de Abu Dhabi, passará por um período de até seis meses de testes antes de seu lançamento previsto para o segundo semestre de 2025, disse o seu presidente-executivo, Claudio Pracownik.

A Base Exchange vai inicialmente negociar ações, fundos imobiliários e fundos de índice (ETFs) com estrutura de compensação e liquidação próprias. Posteriormente, deve expandir seus serviços para incluir negociação de futuros e derivativos, disse Pracownik.

Competição para a B3

Embora também planeje oferecer serviços de listagem, a bolsa do Rio vai se concentrar inicialmente em empresas já negociadas na B3. “Evidentemente, há espaço para competição”, disse Pracownik. “Competição traz segurança.”

A B3, com sede em São Paulo, atua tanto em ambiente de bolsa como de balcão. “Competimos pela listagem de empresas brasileiras, pela alocação de investimentos estrangeiros e pela oferta de serviços para produtos de renda fixa”, disse a B3 em uma declaração.

Mas a companhia afirmou que uma segunda bolsa “pode trazer impactos para as tarifas de negociação, mas pode também fragmentar a liquidez do mercado e consequentemente trazer impactos para os custos totais de transação”.

Sustentabilidade de duas bolsas é questionada

O lançamento da nova bolsa é apoiado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que sancionou este ano uma lei reduzindo o imposto sobre serviços nas atividades de bolsa de 5% para 2%. Mas a sustentabilidade de duas bolsas no país continua sendo um tema de debate entre analistas de mercado.

“Dada a situação atual do mercado brasileiro, a criação de uma segunda bolsa não parece fazer sentido”, disse o chefe do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica da Universidade Mackenzie, Vladimir Fernandes Maciel. “Estamos diante de um futuro incerto, com desafios fiscais e provavelmente juros ainda mais altos”, acrescentou.

A B3, com menos de 500 empresas listadas, passou os últimos três anos sem ver qualquer oferta pública inicial de ações. A liquidez está concentrada em ações de grande capitalização e uma parte significativa do capital, que normalmente fluiria para as ações, é desviada para a renda fixa devido às taxas de juros historicamente altas no país.

Marco Saravalle, estrategista-chefe da empresa de investimentos independente MSX Invest, afirmou que a chegada da nova bolsa, que deve atrair principalmente investidores de alta frequência, levará a maiores velocidades de transação, maior atividade de negociação e custos mais baixos. “A gente pode ter aumento de volumes, acho que as duas bolsas podem sair ganhando no curto prazo”, disse.

BC do Canadá reduz juros em 50 pb, a 3,25% ao ano, mas alerta sobre redução no ritmo de cortes

 

O Banco do Canadá reduziu a taxa básica de juros em 50 pontos-base (pb), a 3,25% ao ano, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira, 11. A redução é a quinta consecutiva e seguiu o ritmo mais agressivo da decisão anterior. Contudo, o BC canadense alertou que as próximas decisões devem observar uma “retomada do ritmo gradual” de relaxamento monetário pelos dirigentes, diante dos riscos e incertezas para o cenário econômico em 2025.

“A inflação canadense próxima de 2%, o excesso de oferta e indicadores recentes mostrando crescimento mais fraco motivaram a redução de 50 pontos-base para apoiar a economia e manter a inflação dentro da faixa de 1% a 3%”, afirmou a instituição. “Daqui para frente, a necessidade de mais cortes de juros será avaliada a cada reunião, com base em dados e perspectivas para inflação.”

O BC do Canadá argumenta que uma série de medidas recentes afetará o cenário econômico local e trará mais incerteza no curto prazo, como a redução nos níveis de imigração – que deve pesar sobre o PIB e sobre a demanda – e a possível imposição de tarifas pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump.