quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Comissão Europeia investiga aquisição da ZT Systems por US$ 5 bi pela AMD

 Comissão Europeia – Wikipédia, a enciclopédia livre


A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), começou a analisar a aquisição da ZT Systems por US$ 5 bilhões pela Advanced Micro Devices (AMD), definindo um prazo de 12 de março para decidir se deve ou não aprovar o acordo ou iniciar uma investigação aprofundada.

A AMD notificou a comissão sobre sua oferta pela construtora de servidores sediada em Nova Jersey, EUA, na terça-feira, de acordo com o site do regulador.

A fabricante de chips concordou em comprar a ZT Systems, que projeta equipamentos de data center para computação em nuvem e inteligência artificial (IA), em agosto passado, em um movimento para assumir o domínio da Nvidia no setor em rápido crescimento.

A AMD e a ZT Systems não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Fonte: Dow Jones Newswires.

Líder na transição energética ou nova chance perdida para o Brasil?

 


Estudo diz que Brasil tem vantagens estratégicas na transição tecnológica global para combater o aquecimento global. Mas devido à falta de vontade política, o potencial pode, mais uma vez, não ser aproveitado.A Universidade Johns Hopkins, dos EUA, acaba de publicar um estudo segundo o qual o Brasil poderá ser um dos quatro países do mundo que, em 2050, estarão na liderança da transição tecnológica global necessária para combater o aquecimento global. O primeiro a publicar uma matéria sobre o estudo no Brasil foi o jornal Valor Econômico.

De acordo com o estudo, são sete os setores nos quais o Brasil tem vantagens estratégicas globais que serão decisivas para a transição energética: minerais estratégicos, produção de baterias, veículos elétricos híbridos (que também usam biocombustíveis), combustíveis sustentáveis de aviação (conhecidos pela sigla SAF), fabricação de turbinas eólicas e produção de produtos verdes, como aço de baixo carbono e fertilizantes de baixo carbono.

As grandes diferenças entre o Brasil e os muitos outros países em condições semelhantes no Oriente Médio, África ou Ásia são o grande mercado interno e a base industrial já existente – por exemplo na comparação com outras grandes economias, como a Índia.

A questão é se o Brasil vai aproveitar essa chance.

Porque, em primeiro lugar, o vento global está soprando contra qualquer iniciativa de adaptação à mudança climática. O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, considera a mudança climática uma besteira, e retirou a maior economia do mundo de todos os compromissos voluntários de proteção climática.

Partes da economia americana, como alguns bancos e empresas, já seguiram o exemplo e abandonaram as regras da governança ambiental, social e corporativa (ESG), como são chamados os padrões, regras e práticas que obrigam uma empresa a operar de forma socialmente responsável e sustentável.

No Brasil, é improvável que as coisas sejam diferentes se houver um governo conservador de direita a partir de 2027.

E também o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não segue um conceito claro de sustentabilidade: em vez de se concentrar totalmente na expansão da cadeia de valor de baterias, desde a mineração das terras raras até a produção de cátodos para baterias, por exemplo, Lula quer agora permitir que a Petrobras produza petróleo no litoral norte do Brasil. Em tempos do “Drill, baby, drill!” de Trump, é provável que as críticas internacionais sejam bem menores.

Provavelmente vai acontecer o que sempre acontece no caso do Brasil: o país não usará suas vantagens e vai desperdiçar mais uma chance. Vai produzir um pouco de energia verde, integrar um pouco de energia sustentável em sua cadeia de valor, mas, ao mesmo tempo, produzir petróleo, operar usinas térmicas e investir numa refinaria para produtos petroquímicos – tudo, claro, a elevados custos, devido à má administração, corrupção e interesses políticos.

“Desenvolvemos nossa indústria tardiamente, perdemos em grande parte a revolução da TI – todas as vezes, o cavalo encilhado passou por nós a galope”, comentou comigo, anos atrás, o bioquímico e gestor de fundos Fernando Reinach. Estávamos falando então sobre a posição de liderança global do Brasil em energias renováveis. Embora o Brasil não tenha perdido essa posição de liderança, ele ainda não alcançou de fato todo o seu potencial.

Essa história pode se repetir na transição energética para a mudança climática.

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Há mais de 30 anos o jornalista Alexander Busch é correspondente de América do Sul. Ele trabalha para o Handelsblatt e o jornal Neue Zürcher Zeitung. Nascido em 1963, cresceu na Venezuela e estudou economia e política em Colônia e em Buenos Aires. Busch vive e trabalha em Salvador. É autor de vários livros sobre o Brasil.

O texto reflete a opinião pessoal do autor, não necessariamente da DW.

Embraer vende quatro aeronaves A-29 Super Tucano para novo cliente na África

 

A-29 Super Tucano - Série Aeronaves da Força Aérea Brasileira

A Embraer comunicou a venda de quatro aeronaves de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano para um cliente não revelado na África. O contrato de venda foi assinado nesta terça-feira, 31.

Segundo a Embraer, essas aeronaves realizarão uma ampla gama de missões, como vigilância de fronteiras, inteligência, vigilância e reconhecimento, apoio aéreo tático, contrainsurgência e treinamento de voo avançado.

“O A-29 Super Tucano é uma aeronave extremamente versátil, capaz de realizar as missões mais exigentes nas condições mais desafiadoras. O A-29 é líder mundial em sua categoria, pois combina um histórico comprovado de combate com tecnologia avançada”, afirmou o presidente da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior, em nota.

A companhia ressaltou ainda que o A-29 Super Tucano é o líder global em sua categoria, com mais de 290 encomendas, ultrapassando 570.000 horas de voo, sendo 60.000 delas em combate.

Em 2024, a Embraer anunciou novas vendas do Super Tucano para as Forças Aéreas de Portugal, Uruguai e a Paraguai.

BNDES aprova R$ 2,1 bi para exportação de 16 aviões da Embraer para a Republic Airways, dos EUA

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 2,1 bilhões para a exportação de 16 aeronaves da Embraer à companhia aérea norte-americana Republic Airways, que tem sede em Indianápolis, Indiana, nos Estados Unidos.

O crédito, aprovado no âmbito da linha BNDES Exim Pós-Embarque, cobrirá parte do investimento da companhia aérea na aquisição de jatos do modelo E-175.

O contrato prevê que o pagamento do empréstimo seja efetuado pela Republic Airways ao BNDES em dólares, “gerando divisas nessa moeda para o Brasil”. A Embraer entregará as aeronaves à companhia aérea ao longo de 2025.

O banco de fomento frisa ainda que a Republic Airways atua exclusivamente com aeronaves da Embraer, contando atualmente com uma frota de mais de 200 jatos E-170 e E-175 na operação de 900 voos diários. As rotas abrangem mais de 80 cidades nos Estados Unidos e no Canadá.

“A Republic oferece voos com taxa fixa operados sob a bandeira das grandes marcas parceiras American Eagle, Delta Connection e United Express”, explicou o banco de fomento.

Desde 1997, o BNDES já financiou cerca de US$ 26 bilhões em exportações de mais de 1.300 aeronaves da Embraer.

“O histórico apoio do BNDES à Embraer contribuiu para transformar a empresa em uma das líderes globais da indústria aeroespacial. A Embraer é a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil e mantém mais de 87% de seus cerca de 21 mil empregos em território nacional”, declarou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota distribuída à imprensa.

O banco de fomento ressalta que a operação reforça a presença da indústria nacional no mercado externo e contribui para o desempenho da balança comercial brasileira, incentivando um aumento nas exportações de produtos manufaturados nacionais.

“A atuação do BNDES é essencial para manter a competitividade da indústria brasileira, servindo como ferramenta para impulsionar o país no mercado internacional. Esse apoio estratégico fortalece nossa posição no cenário global, diversificando as alternativas de financiamento e possibilitando à Embraer concorrer no mercado externo em igualdade de condições com nossos concorrentes”, afirmou o presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, na nota divulgada pelo BNDES.

O banco de fomento aponta que a Embraer é a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil, com unidades industriais, escritórios, centros de serviços e de distribuição de peças nas Américas, África, Ásia e Europa.

“Historicamente, países com indústrias aeronáuticas de ponta financiam suas respectivas fabricantes nacionais de forma perene, por meio de bancos de desenvolvimento e agências de crédito à exportação (Export Credit Agencies) dos seus respectivos países. No Brasil, esse papel é desempenhado pelo BNDES”, acrescentou o banco de fomento brasileiro.

Embraer recebe de empresa americana encomenda recorde de jatos executivos

 


Praetor 600 (Crédito: REUTERS/Roosevelt Cassio)

A Embraer recebeu da norte-americana Flexjet o maior pedido de jatos executivos da história da fabricante brasileira de aeronaves, avaliado em até 7 bilhões de dólares e envolvendo cerca de 200 aviões.

A companhia brasileira anunciou nesta quarta-feira que a encomenda envolve 182 jatos executivos e 30 opções, incluindo os modelos Praetor 600, Praetor 500 e Phenom 300E, além de pacote de serviços e suporte.


“Este é o maior pedido feito pela norte-americana Flexjet em seus 30 anos de história, e também é o maior pedido firme para jatos executivos da Embraer”, afirmou a fabricante de aviões em comunicado à imprensa.

O modelo de negócio da Flexjet envolve o compartilhamento de uso de aviões, a chamada propriedade fracionária. A companhia é cliente de longa data da Embraer, tendo recebido mais de 150 aviões da fabricante brasileira.

A Embraer não mencionou no anúncio do pedido quando a encomenda será incorporada à carteira e ou cronograma das entregas, embora tenha mencionado que “com essa encomenda…a frota da Flexjet quase dobrará de tamanho nos próximos cinco anos”.

 

 https://istoedinheiro.com.br/embraer-recebe-de-empresa-americana-encomenda-recorde-de-jatos-executivos/

BRAZIL JOURNAL: Por que virou? As (muitas) razões para a queda do dólar

 


Notas de real e dólar

 

Em meio ao pânico na virada de ano, parecia que havia um sentido único para o dólar no Brasil – mas nas duas últimas semanas, a moeda americana inverteu a mão. A cotação fechou nesta terça-feira, 4, a R$ 5,77 – o 12° dia consecutivo de queda, recuo de 6% no ano e o menor preço desde novembro.

O que aconteceu? Segundo gestores e tesoureiros ouvidos pelo Brazil Journal, as teses de investimento que vinham mobilizando apostas na continuidade da valorização das ações americanas e no fortalecimento global do dólar – o Trump trade – passaram a ser questionadas nos últimos dias. Parte do movimento do câmbio no Brasil, portanto, deriva do cenário externo.

Mais houve também razões internas. “O Governo ‘panicou’ com a alta do dólar, e o Banco Central está agindo para conter uma maior desancoragem das expectativas,” disse um banqueiro. O problema é que essa pequena trégua no mercado local pode esmorecer o senso de urgência em Brasília em relação a mais medidas fiscais.

As principais razões apontadas por banqueiros e gestores para a queda recente do dólar são: ‘Trump trade’ enfraquecido, o ‘carrego’ ficou fraco, o Brasil estava muito barato e um “2026 é logo ali”.

Leia a reportagem completa no Brazil Journal.

Petrobras deve pagar até US$ 3,3 bi em dividendos após resultado, projetam analistas

 


Sede da Petrobras no Rio de Janeiro

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro

 

Após a Petrobras ter divulgado seus dados operacionais do 4º trimestre – com queda na produção e nas vendas –, analistas discutem qual será o patamar dos dividendos a ser distribuído após a divulgação dos resultados da companhia, que será anunciado no dia 26 de fevereiro.

As expectativas são de que a Petrobras anuncie de US$ 2,6 bilhões a US$ 3,3 bilhões em proventos, o que pode representar um aumento em relação ao resultado anterior. No terceiro trimestre de 2024, a Petrobras anunciou distribuição de cerca de US$ 3 bilhões aos seus acionistas.

A petroleira reportou uma queda de 1,8% na sua produção de petróleo, para 2,1 milhões de barris diários (boed) no quarto trimestre de 2024 (4T24), enquanto as vendas registraram queda de 0,7% em relação ao trimestre anterior, mas aumentaram 1,4% em relação a igual etapa do ano anterior.

As ações da Petrobras fecharam o pregão desta terça-feira, 4, cotados a R$ 37, caindo 1,3%, com o mercado digerindo a prévia operacional do 4T24. No acumulado de 12 meses, as ações recuam 10,1%.

BTG Pactual estima US$ 3,3 bilhões em dividentos

Com base nesses dados, analistas do BTG Pactual esperam que a estatal anuncie uma cifra de US$ 3,3 bilhões em dividendos, implicando em US$ 14,2 bilhões de proventos no acumulado referente ao ano de 2024.

Para este ano de 2025, os analistas do BTG projetam um rendimento em dividendos – ou dividend yield (DY) – ‘conservador’. Em partes, isso deriva do fato de a empresa ter se mostrado determinada a encurtar a distância entre os preços praticados no mercado doméstico e a paridade internacional.

“Sim, é o começo do ano, mas já estamos vendo assimetrias positivas em nossas estimativas, alimentadas por melhores preços do petróleo e câmbio. Além disso, o recente aumento nos preços do diesel pela empresa sugere que os preços do combustível não se afastarão muito da paridade internacional, endossando nossa estimativa conservadora de 12% de dividend yield para este ano (ou 14%, considerando dividendos extraordinários).”

Com isso, o BTG mantém as ações da Petrobras como a principal escolha (top pick) para o segmento de petróleo. O preço-alvo da casa é de US$ 20 para os papéis da companhia listados em Nova York (ADRs), com recomendação de compra.

A expectativa dos analistas é de que o 4T24 da Petrobras seja de US$ 22,3 bilhões de receita líquida, US$ 10,8 bilhões de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, e U$ 2,02 bilhões de lucro líquido.

Impacto da política de preços da Petrobras

O analista João Daronco, da Suno Research, comenta que a expectativa da casa de análise é de que a Petrobras fique com um DY entre 12% e 14%, considerando patamar de preço do petróleo Brent – negociado a US$ 76 atualmente – e do câmbio, a R$ 5,90.

Sobre o reajuste no diesel, comenta que ‘está alinhado com a política de preços’ da companhia.

“Houve uma mudança na política de preço da Petrobras, com o objetivo de tornar o preço menos volátil e aí com isso se tem menos alterações do preço. Outro ponto é que nesse período em questão a gente não viu o Brent variar tanto, não houve uma mudança substancial no preço do petróleo.”

A visão do especialista é de que a gestão atual, liderada pela CEO, Magda Chambriard, tem tranquilizado o mercado acerca da política de preços.

Sobre o patamar de preços atual, Daronco avalia que, nos preços atuais, a Petrobras tem condições de se manter rentável. “A companhia segue bastante rentável. Vemos que é uma das empresas que tem um lifting cost bastante baixo, por conta do pré-sal, e acima de US$ 65 a companhia consegue ser bem rentável”, explica.

BBA vê dividendos em US$ 2,6 bilhões

Em relatório, o Itáu BBA diz esperar ‘resultados moderados’, principalmente por conta dos preços mais fracos do petróleo e volumes menores no 4T24.

“Esperamos que os investidores se concentrem na execução de Capex e dividendos da Petrobras; nesse sentido, estimamos um Capex de US$ 3,3 bilhões e um EBITDA de US$ 10 bilhões, levando a um dividendo ordinário de US$ 2,6 bilhões, representando um yield de 3,2%”, diz a casa.

A expectativa dos analistas do BBA é de que o lucro da Petrobras no 4T24 seja de US$ 2,4 bilhões, com receita líquida de US$ 20,3 bilhões e Ebitda de US$ 9,9 bilhões.

A recomendação é ‘outperform’, equivalente à compra, com preço-alvo de R$ 49 para os papéis PETR4.

XP mira US$ 3 bilhões em proventos

Com os dados operacionais da petroleira em mãos, a XP projetou dividendos ordinários de cerca de US$ 3 bilhões, representando um yield de 3,4% no trimestre.

A expectativa da casa é de um EBITDA ajustado de US$ 10,5 bilhões, representando queda de 10% ante o trimestre anterior, impulsionada por menor produção, redução dos preços do Brent e preços de derivativos ligeiramente mais baixos em termos de câmbio, por conta da depreciação do Real.

“Espera-se que esse declínio no EBITDA seja transferido para o lucro líquido, que estimamos em US$ 0,8 bilhão, também impactado por perdas cambiais”.

Sobre os dados de produção e vendas, a XP aponta que era ‘uma tendência era esperada com base nos dados da ANP’.