sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Dólar recua a R$ 5,43 em dia de agenda esvaziada e liquidez reduzida

 

O dólar iniciou a sexta-feira, 2, primeiro pregão do ano, em queda firme no Brasil, com o real apresentando um dos melhores desempenhos entre as divisas globais, em meio a uma agenda econômica esvaziada e liquidez reduzida após o feriado de Ano Novo. Já a bolsa paulista oscila próxima a estabilidade.

Às 11h01, o dólar à vista caía 0,95%, a R$ 5,433 na venda. Já o Ibovespa recuava 0,12%, negociado a 160.929,05 pontos.

Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro – atualmente o mais líquido no Brasil – recuava 0,76%, aos R$ 5,4770.

Mercado financeiro esvaziado

No último pregão de 2025, na última terça-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,58%, aos R$5,4890, acumulando perda de 11,17% no ano, sob o impacto, principalmente, do nível elevado dos juros no Brasil, que favoreceu a entrada de capital no país.

Com o menor volume de negócios, o desempenho da moeda acaba ficando mais volátil. Para 2026, a perspectiva dos analistas é de um cenário favorável para o real do ponto de vista externo, com a expectativa de corte nos juros do Federal Reserve, mas com a disputa eleitoral impondo limites.

Na cena política, as principais autoridades brasileiras seguem em recesso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou o Réveillon no Rio de Janeiro e deve retornar à Brasília na próxima semana. O ministro Fernando Haddad está em férias até 11 de janeiro.

No exterior, o dólar também recuava ante pares do real como o peso mexicano e o peso chileno.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Bulgária se prepara para adoção do euro com temor à inflação

 

A Bulgária está se preparando para adotar o euro e tornar-se assim o 21º país a aderir à moeda única europeia, integração que alguns temem que alimente a inflação e acentue a instabilidade política.

À meia-noite (19h desta quarta-feira, 31, em Brasília), o pequeno Estado balcânico de 6,4 milhões de habitantes aposentará sua moeda, o lev, em circulação desde o fim do século XIX.

A maioria das bancas do “Mercado das Mulheres”, o maior e mais antigo da capital, Sófia, já apresenta os preços em lev e em euros.

“Toda a Europa se adequa ao euro. Nós também vamos conseguir”, comenta Vlad, um aposentado de 66 anos. “O importante é que a Bulgária continue na Europa e se afaste de Moscou”, acrescenta.

Lucy, vendedora de uma das bancas, afirma que já aceita pagamentos em euros e considera que a população terá facilidade em se adaptar à nova moeda.

“As pessoas têm medo de que os preços aumentem. Hoje são 4 levs e vão passar a ser 4 euros, mas os salários continuarão os mesmos”, enfatiza uma mulher de cerca de 40 anos que não quis revelar seu nome.

Muitos búlgaros temem que a introdução do euro leve a uma espiral inflacionária. Os produtos alimentares já ficaram 5% mais caros no acumulado de 12 meses em novembro, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

As autoridades búlgaras tentam tranquilizar a população e prometem que a entrada na zona do euro permitirá dinamizar a economia do país, um dos mais pobres da União Europeia, da qual passou a fazer parte em 2007, e o protegerá da influência russa.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garante que “o euro trará benefícios concretos aos cidadãos e às empresas búlgaras”.

“Facilitará as viagens e a vida no exterior, reforçará a transparência e a competitividade dos mercados e facilitará as trocas”, acrescentou em comunicado.

Paralelamente, a Bulgária enfrenta importantes desafios após as manifestações anticorrupção que recentemente derrubaram o governo de coalizão conservador, no poder há menos de um ano, e perante a perspectiva de novas eleições legislativas, as oitavas em cinco anos.

b/oaa/de/mab/dbh/yr/rpr

Petrobras e Lightsource notificam Cade sobre parceria no segmento de energias renováveis

 

As empresas Petrobras e Lightsource Brazil notificaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre ato de concentração para parceria comercial no setor de geração de energia. O edital que dá publicidade ao recebimento do processo pelo órgão foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 31. Com a notificação, o Cade começa a analisar o caso.

No último dia 16, a Petrobras confirmou ter celebrado acordo para estabelecimento de uma parceria estratégica no segmento de energias renováveis onshore, por meio da aquisição de 49,99% das subsidiárias da Lightsource bp no Brasil. A parceria será estruturada como uma joint venture, com gestão compartilhada entre as duas empresas. O valor da operação não foi informado e “não é materialmente relevante” para a Petrobras, afirmou a estatal em comunicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Brasil registra 49 milhões de empregos formais, recorde da série histórica

 

O número de postos de trabalho com carteira assinada apresentou saldo positivo de 85.864 postos em novembro, resultado de 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos. No acumulado do ano, foram criados 1.895.130 vínculos, representando uma alta de 4,0% em relação ao ano anterior. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira, 30.

Com o resultado, o número de vínculos formais ativos chegou a 49,09 milhões, o maior registrado na série histórica do Novo Caged iniciada em 2020. Devido a mudanças no sistema de contabilização implementadas em 2020, a comparação com anos anteriores se torna imprecisa.

O resultado ficou acima da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters, de criação líquida de 75 mil vagas. O dado reforça assim a resiliência do mercado de trabalho, apesar de um cenário de altas de juros e desaceleração econômica.

Em outubro, o saldo divulgado havia sido de 85.147 postos de trabalho, abaixo das estimativas registradas também em pesquisa da Reuters, de criação líquida de 105.000 vagas. Ao divulgar os dados de novembro, o MTE também informou um reajuste do saldo de outubro para 93.689 postos.

Comércio puxa o crescimento no mês

O crescimento das vagas de emprego formal foi puxado pelo comércio, em provável preparação para o fim do ano. Além deste setor, apenas os serviços também registraram alta. Os demais apresentaram redução, conforme segue:

  • Comércio: +78.249 postos (+0,7%)
  • Serviços: +75.131 postos (+0,3%)
  • Indústria: -27.135 postos (-0,2%)
  • Construção: -23.804 postos (-0,7%)
  • Agropecuária: -16.566 postos (-0,8%)

Mulheres e jovens conquistam mais empregos formais

No mês de novembro, o saldo na criação de postos de trabalho foi positivo para mulheres (+93.087) e negativo para homens (-7.223). Também se concentrou em jovens de 18 a 24 anos (+79.567).

O salário médio real de admissão foi de R$ 2.310,78, um aumento real de 3,03% em relação a novembro de 2024.

Novo salário mínimo entra em vigor no dia 1º de janeiro; veja o que muda

 

O salário mínimo passa a ser de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor representa um reajuste nominal de 6,79% em relação ao piso atual, que é de R$ 1.518. A mudança foi oficializada por decreto do governo federal e começa a ser paga efetivamente a partir de fevereiro, conforme o calendário de salários, aposentadorias e benefícios.

O aumento do salário mínimo afeta não apenas trabalhadores formais que recebem o piso nacional, mas também aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais, programas sociais e contribuições previdenciárias.

Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 61,9 milhões de brasileiros terão rendimentos direta ou indiretamente influenciados pelo novo valor.

A seguir, veja os principais impactos do novo salário mínimo que entra em vigor em janeiro.

Como foi calculado o novo salário mínimo

O reajuste segue a política permanente de valorização do salário mínimo, prevista na Lei 14.663, de 2023. O cálculo considera dois componentes: a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado em 12 meses até novembro e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Para 2026, o INPC acumulado ficou em 4,18%. Já o crescimento do PIB de 2024 foi de 3,4%, mas, por conta das regras do novo arcabouço fiscal, o ganho real ficou limitado a 2,5%. A combinação desses fatores resultou em um aumento nominal de R$ 103 no salário mínimo.

Com o novo valor, o salário mínimo diário passa a ser de R$ 54,04, enquanto o valor por hora trabalhada sobe para R$ 7,37.

Aposentadorias e pensões do INSS

O reajuste do salário mínimo impacta diretamente os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem o piso nacional. Quem ganha um salário mínimo terá o benefício ajustado automaticamente para R$ 1.621, a partir dos pagamentos feitos no fim de janeiro.

Já os beneficiários que recebem acima do piso terão os valores corrigidos apenas pela inflação, com base no INPC de 2025, que será divulgado no início de janeiro. Segundo o Dieese, cerca de 70,8% dos beneficiários da Previdência Social recebem valores atrelados ao salário mínimo.

O aumento do piso deve elevar as despesas da Previdência Social em aproximadamente R$ 39,1 bilhões em 2026.

Benefício de Prestação Continuada (BPC)

O Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, também acompanha o salário mínimo. O valor do benefício passa automaticamente para R$ 1.621.

Além disso, o critério de renda para ter acesso ao BPC segue atrelado ao piso nacional. Para ter direito, a renda mensal por pessoa da família deve ser igual ou inferior a 25% do salário mínimo, o que corresponde a R$ 405,25 em 2026.

Abono salarial PIS/Pasep

O abono salarial do PIS/Pasep também sofre impacto com o novo mínimo. O valor do benefício é proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base e tem como referência o salário mínimo vigente no momento do pagamento.

Em 2026, os pagamentos começam em 15 de fevereiro e serão feitos em sete lotes. A estimativa do governo é que 26,9 milhões de trabalhadores recebam o abono, totalizando R$ 33,5 bilhões em repasses.

Quem trabalhou os 12 meses do ano-base poderá receber o valor integral de um salário mínimo, enquanto quem trabalhou menos meses receberá o valor proporcional.

Seguro-desemprego

O valor mínimo do seguro-desemprego também é reajustado com o novo piso nacional. Nenhuma parcela pode ser inferior ao salário mínimo vigente, o que garante o pagamento mínimo de R$ 1.621 em 2026.

Os valores máximos do benefício dependem de regras específicas e de portarias que ainda serão formalizadas pelo governo federal. Em 2025, as parcelas variaram entre R$ 1.528 e R$ 2.424,11.

Cadastro Único e programas sociais

O aumento do salário mínimo altera os critérios de renda do Cadastro Único (CadÚnico), que dá acesso a programas sociais como o Bolsa Família, a Tarifa Social de Energia e auxílios habitacionais.

Pelas regras atuais, podem se inscrever no CadÚnico famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Com o novo piso, o limite passa a ser de R$ 810,50 por integrante da família.

Apesar da mudança no critério de renda, o Bolsa Família não tem previsão de reajuste nos valores pagos em 2026.

Contribuições de MEI e INSS

Os microempreendedores individuais (MEIs) também sentirão o impacto do novo salário mínimo. A contribuição mensal ao INSS corresponde a 5% do piso nacional e sobe de R$ 75,90 para R$ 81,05 em 2026.

No caso do MEI caminhoneiro, a contribuição passa de R$ 182,16 para R$ 202,42, podendo chegar a R$ 207,42, conforme o tipo de carga transportada e o destino. O cálculo considera 12% do salário mínimo para o INSS, além dos valores fixos de ICMS ou ISS.

Outras contribuições previdenciárias, como o salário-família e o auxílio-reclusão, também terão os limites reajustados, dependendo de portarias a serem publicadas pelo INSS.

Margem do crédito consignado

O novo salário mínimo amplia a margem disponível para contratação de crédito consignado por aposentados, pensionistas e trabalhadores com desconto em folha. A legislação permite comprometer até 35% do valor do benefício ou salário com parcelas de empréstimos.

Com o piso de R$ 1.621, a margem consignável sobe para R$ 569,45, ante R$ 531,30 anteriormente.

Impacto na economia

Segundo o Dieese, o novo salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026, considerando efeitos sobre renda, consumo e arrecadação.

O órgão estima que aproximadamente 29,3 milhões de aposentados e pensionistas, 17,7 milhões de trabalhadores formais, 10,7 milhões de autônomos e 3,9 milhões de empregados domésticos sejam diretamente impactados.

O reajuste também traz efeitos relevantes sobre o orçamento público. A cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, o custo adicional para os cofres públicos é estimado em R$ 380,5 milhões, o que reforça o desafio do governo de conciliar aumento de renda com controle das despesas obrigatórias.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Senado aprova MP do setor elétrico

 


O texto, aprovado na forma de um projeto de lei de conversão, segue para a sanção 
 
Uma das principais alterações feitas no Congresso com relação ao texto original foi a inclusão da abertura do mercado livre de energia

 

 

O Senado aprovou nesta quinta-feira (30) a medida provisória que estabelece novas regras para o setor elétrico. Editada para conter o aumento nas tarifas de energia devido a subsídios e à contratação obrigatória de usinas termelétricas, a MP 1.304/2025 passou a tratar de vários outros pontos, entre eles a abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores. O texto, aprovado na forma de um projeto de lei de conversão, segue para a sanção.

Uma das principais alterações feitas no Congresso com relação ao texto original foi a inclusão da abertura do mercado livre de energia para consumidores residenciais e comerciais. Isso significa que os consumidores poderão escolher os seus fornecedores de energia elétrica. A implantação seguirá um cronograma definido pelo projeto: após dois anos da entrada em vigor da lei no caso de indústria e comércio e em três anos para os consumidores residenciais. Antes disso, devem ser adotadas medidas para conscientizar os consumidores sobre a opção de migração para o ACL e também para regulamentar o Suprimento de Última Instância (SUI), que garantirá o fornecimento de energia a consumidores que passem por situações emergenciais, como a falência ou inadimplência do fornecedor.

Entre as preocupações do governo ao editar a medida estava o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que subsidia políticas públicas no setor elétrico, como a Tarifa Social de Energia Elétrica e o programa Luz para Todos. Com os subsídios para o setor, a CDE se aproxima de R$ 50 bilhões em 2025, impactando a tarifa final. De acordo com o relator, o orçamento da CDE para 2025 aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de R$ 49,2 bilhões, um aumento de 32,45% em relação a 2024. A CDE é custeada principalmente pelas quotas anuais pagas pelos consumidores, o que faz com que qualquer nova despesa se transforme em majoração de tarifa.

O objetivo da MP era limitar o valor total dos recursos arrecadados para a CDE por meio de quotas (pagas pelos usuários) ao valor nominal total das despesas definido no orçamento da CDE para o ano de 2026. O texto proposto por Eduardo Braga estabelece um limite para o valor total da CDE, com atualização pela inflação a partir de 2027.

 

Com Agência Senado

CMPC e Neltume Ports firmam joint venture para terminal portuário

 

Os investimentos estimados em Rio Grande somam R$ 1,5 bilhão 
 
 
O projeto prevê a construção de dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose

 

A CMPC Celulose e a Neltume Ports constituíram uma joint venture para o Terminal Rio Grande do Sul, com o objetivo de implantar um empreendimento dedicado à movimentação de carga geral, com foco na celulose, no Porto do Rio Grande (RS). No início de dezembro, o Terminal Rio Grande do Sul obteve, junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), após consulta pública, o reconhecimento da viabilidade para a celebração de um contrato de adesão. O instrumento viabiliza a construção e a exploração de um terminal de uso privado no município do Rio Grande, a ser firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos e a empresa.

O projeto prevê a construção de dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose, ampliando de forma significativa a capacidade logística do Porto do Rio Grande. Os investimentos estimados somam R$ 1,5 bilhão. Durante a fase de implantação, a expectativa é de geração de mais de 1.200 empregos. Na fase operacional, o terminal deverá criar cerca de 450 empregos diretos e mais de 2.100 empregos indiretos, incluindo trabalhadores avulsos e caminhoneiros.

O projeto também contempla um repasse de R$ 142,7 milhões à Portos RS, destinado especificamente à execução da dragagem de aprofundamento do canal de acesso e da bacia de evolução do porto novo, beneficiando todas as cargas operadas nessa área portuária. Os próximos passos incluem a cessão de uso do terreno, atualmente em tramitação junto à superintendência do patrimônio da União. Na sequência, estão previstas a realização de audiência pública, bem como a obtenção da licença prévia e da licença de instalação junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (Fepam-RS).

A CMPC é a décima maior empresa da região e também a terceira maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

 

 https://amanha.com.br/categoria/empresa/cmpc-e-neltume-ports-firmam-joint-venture-para-terminal-portuario?utm_campaign=NEWS+DI%C3%81RIA+PORTAL+AMANH%C3%83&utm_content=CMPC+e+Neltume+Ports+firmam+joint+venture+para+terminal+portu%C3%A1rio+-+Grupo+Amanh%C3%A3&utm_medium=email&utm_source=dinamize&utm_term=News+Amanh%C3%A3+29_12_2025