
O dólar iniciou a sexta-feira, 2, primeiro pregão do ano, em queda firme no Brasil, com o real apresentando um dos melhores desempenhos entre as divisas globais, em meio a uma agenda econômica esvaziada e liquidez reduzida após o feriado de Ano Novo. Já a bolsa paulista oscila próxima a estabilidade.
Às 11h01, o dólar à vista caía 0,95%, a R$ 5,433 na venda. Já o Ibovespa recuava 0,12%, negociado a 160.929,05 pontos.
Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro – atualmente o mais líquido no Brasil – recuava 0,76%, aos R$ 5,4770.
Mercado financeiro esvaziado
No último pregão de 2025, na última terça-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,58%, aos R$5,4890, acumulando perda de 11,17% no ano, sob o impacto, principalmente, do nível elevado dos juros no Brasil, que favoreceu a entrada de capital no país.
Com o menor volume de negócios, o desempenho da moeda acaba ficando mais volátil. Para 2026, a perspectiva dos analistas é de um cenário favorável para o real do ponto de vista externo, com a expectativa de corte nos juros do Federal Reserve, mas com a disputa eleitoral impondo limites.
Na cena política, as principais autoridades brasileiras seguem em recesso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou o Réveillon no Rio de Janeiro e deve retornar à Brasília na próxima semana. O ministro Fernando Haddad está em férias até 11 de janeiro.
No exterior, o dólar também recuava ante pares do real como o peso mexicano e o peso chileno.
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