
Consumidores em supermercado no Rio de Janeiro (Crédito: REUTERS/Sergio Moraes)
O IPCA-15 de janeiro registrou uma alta acumulada nos últimos 12 meses de 4,5%, conforme dados divulgados nesta terça-feira, 27, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). O indicador é considerado uma prévia da inflação oficial do Brasil e leva em consideração os dados coletados entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026.
No desempenho mensal, o IPCA-15 apresentou uma alta de 0,20% em janeiro. O desempenho é quase duas vezes superior ao registrado em janeiro do ano passado, quando o indicador subiu 0,11%. Contudo, o desempenho nos primeiros dias de 2026 mostra uma desaceleração quando comparado ao resultado de dezembro de 2025, quando a alta mensal foi de 0,25%.
Os gastos com saúde e cuidados pessoais foram os que mais pesaram sobre a inflação entre o fim de 2025 e o início do ano. O grupo registrou uma alta de 0,81% em janeiro, provocando um impacto de 0,11 ponto percentual no índice geral. Além disso, os gastos com comunicação (+0,73%) e artigos de residência (+0,43%) formam o pódio dos grupos que subiram de preços em janeiro.
Grupo de maior peso no IPCA-15, alimentação e bebidas encerrou uma sequência de sete meses consecutivos de queda. Os preços subiram 0,31% em janeiro, ante uma valorização de 0,13% em dezembro.
Segundo o IBGE, contribuíram para a valorização dos alimentos as altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%). A alta do grupo só não foi maior por conta das quedas registradas nos preços do leite longa vida (-7,93%), do arroz (-2,02%) e do café moído (-1,22%).
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