quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Rússia envia submarino para escoltar petroleiro que não conseguiu atracar na Venezuela

 

A Rússia enviou um submarino e outras embarcações militares para escoltar um petroleiro que os Estados Unidos estão há duas semanas perseguindo no Oceano Atlântico, informaram nesta quarta-feira (07) o jornal americano The Wall Street Journal e a emissora CBS News.

A Guarda Costeira dos EUA tentou abordar o navio em dezembro no Caribe, quando se acreditava que ele estivesse se dirigindo para a Venezuela. O navio não conseguiu atracar na Venezuela nem ser carregado com petróleo.

O petroleiro mudou repentinamente de rumo para escapar da perseguição e está hoje entre a Islândia e as Ilhas Britânicas.

Segundo os relatos, trata-se do navio anteriormente conhecido como Bella 1, que tenta há mais de duas semanas evadir o bloqueio de Washington a petroleiros próximos à costa da Venezuela que são alvo de sanções internacionais .

Embora o petroleiro estivesse vazio, a Guarda Costeira americana o perseguiu até o Oceano Atlântico, como parte de uma campanha americana contra a frota de petroleiros que transportam petróleo de maneira ilícita pelo mundo – a chamada frota fantasma. Essas ações incluem o petróleo procedente do mercado negro comercializado pela Rússia.

A tripulação do navio repeliu uma tentativa dos Estados Unidos de abordá-lo em dezembro e seguiu em direção ao Atlântico. Enquanto a Guarda Costeira o perseguia, a tripulação pintou uma bandeira russa em uma das laterais, mudou o nome da embarcação para Marinera e alterou sua matrícula, substituindo-a por uma russa.

A Rússia demonstrou preocupação com as apreensões promovidas pelos EUA de petroleiros que transportam petróleo ilícito como forma de movimentar sua economia, e tomou a decisão incomum de permitir que os navios se registrem no país sem inspeção ou outras formalidades, segundo especialistas consultados pelo WSJ.

Moscou solicitou a Washington o fim da perseguição ao navio, segundo indicaram ao jornal outros três funcionários americanos, e o Ministério russo do Exterior declarou que acompanhava com preocupação a situação do petroleiro.

Mesmo assim, a Guarda Costeira dos EUA continuou o monitoramento da embarcação no leste do Atlântico, onde o navio atualmente se encontra e navega a cerca de 480 quilômetros ao sul da Islândia em direção ao Mar do Norte.

EUA planejam vender petróleo retido na Venezuela

O incidente com o petroleiro ocorre em um momento em que Washington e Moscou negociam uma solução para a guerra na Ucrânia. O incidente ameaça complicar as negociações, uma vez que a Rússia ainda não aceitou a proposta de paz encaminhada pelos Estados Unidos e pelo govervo ucraniano.

O Comando Sul dos EUA, que supervisiona as atividades militares americanas na América Latina e no Caribe, afirmou nesta terça-feira que “permanece pronto para apoiar os parceiros das agências do governo dos EUA na luta contra embarcações e atores sancionados que transitam por esta região”, sem mencionar a suposta presença do submarino russo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou nesta terça-feira um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo que estavam retidos na Venezuela devido ao bloqueio americano.

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