sexta-feira, 10 de abril de 2026

Dólar se aproxima dos R$ 5 em sintonia com o exterior; Ibovespa supera os 197 mil pontos

 

O dólar aprofundou a queda ante o real nesta manhã de sexta-feira, 10, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, com os investidores globais voltando a demonstrar otimismo em relação ao cessar-fogo entre EUA e Irã.

Às 11h15, o dólar à vista cedia 0,79%, aos R$ 5,0172 na venda. Já o Ibovespa subia 1,16%, aos 197.391,88, renovando recorde máxima histórica. Veja cotações.

Na quinta-feira, o dólar à vista encerrou com baixa de 0,80%, aos R$5,0626, o menor valor de fechamento desde abril de 2024, impactado pelo cessar fogo no Oriente Médio e a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros. Já o Ibovespa bateu recorde de fechamento pela 15ª vez esse ano, atingindo 195.129,25 pontos.

Ainda que a maioria dos navios em circulação por Ormuz ainda seja ligada ao Irã, com a área ainda fechada para outras bandeiras, as negociações para normalização seguem em curso. Representantes de EUA e Irã terão as primeiras conversas de paz no Paquistão, a partir de sábado.

Neste cenário, o dólar sustenta baixas ante uma cesta de divisas fortes nesta manhã de sexta-feira, além de recuar ante divisas de emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

“A redução da aversão ao risco com expectativa de cessar-fogo e recuo do DXY (índice do dólar) para abaixo de 100 provocaram alta do real nos últimos dias, que se aproximou da maior cotação do ano”, destacou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em análise a clientes.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que em março o IPCA subiu 0,88% em relação a fevereiro, acima da taxa de 0,77% projetada por economistas ouvidos pela Reuters. Nos 12 meses até março, o IPCA avançou 4,14%, também acima dos 4,00% projetados.

O IPCA de março acima do projetado pelo mercado fez as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de curto prazo subirem nesta manhã, com o índice reforçando as apostas de que o Banco Central cortará a Selic em apenas 25 pontos-base no fim do mês, e não em 50 pontos-base. Atualmente a Selic está em 14,75% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.

Petróleo caminha para maior perda semanal em 10 meses

Os preços do petróleo caminhavam para suas maiores quedas semanais desde junho passado, embora permaneçam em patamares elevados, perto de US$ 100 por barril em meio às restrições de fluxo pelo Estreito de Ormuz.

Os futuros do petróleo Brent operavam em leve baixa de 0,11%, a US$ 95,79 por barril, por volta das 11h20 (horário de Brasília). Já os futuros do WTI subiam 0,07%, para US$ 97,94.

Ambos os contratos perderam cerca de 12% esta semana depois que o Irã e os EUA concordaram na terça-feira com um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão.

 

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Em dia de pane, aeroporto de Congonhas comemora 90 anos com festa e R$ 2 bi do BNDES

 

Em meio à pane no Aeroporto de Congonhas na manhã desta quinta-feira, 9, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) festejava os 90 anos do aeroporto – a serem completados no próximo domingo, 12 -, e o financiamento de R$ 2 bilhões aprovados pelo banco para a administradora Aena, destinados a obras de ampliação, modernização e manutenção de um dos mais estratégicos aeroportos do País.

Segundo fontes que participaram do evento, a pane não chegou a afetar a festa, já que foi rapidamente solucionada.

Em dezembro do ano passado, o banco havia aprovado apoio no valor total de R$ 4,64 bilhões para a Aena realizar obras em 11 aeroportos do País. O apoio do BNDES incluiu R$ 4,24 bilhões com a subscrição de debêntures e financiamento via linha Finem de R$ 400 milhões.

Do valor total, R$ 2 bilhões foram destinados ao Aeroporto de Congonhas. “O apoio aumentará a capacidade, contribuindo com todo o sistema aéreo nacional dado que o aeroporto é um dos principais hubs do País. Em 2025, recebeu mais de 24 milhões de passageiros”, informou o BNDES.


Aeroporto de Congonhas – Crédito: Divulgação/Ministério da Infraestrutura

Novo terminal está previsto para 2028

As obras incluem a construção de um novo terminal de passageiros até 2028, com ampliação da área atual, de 45 mil m² para 105 mil m². As melhorias já em andamento incluem ampliação da área de inspeção de segurança, modernização de banheiros, ampliação da área comercial de 10 mil m² para mais de 20 mil m², para lojas e restaurantes, 19 novas pontes de embarque, aumento de 30 para 37 posições de estacionamento e melhor circulação das aeronaves, com 215 mil m² de pátio de manobra.

“Vamos alavancar esses 11 aeroportos com mais de R$ 9 bilhões de investimentos, mais gente podendo acessar o transporte aeroviário, chegar cedo em casa, produzir mais, ter acesso ao lazer e integrar este País continental”, afirmou no evento o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Segundo ele, a área útil de Congonhas será dobrada, com 19 novos fingers (passarelas cobertas). “E pode fazer finger para a Embraer caber, porque agora a Gol vai comprar Embraer, a Latam já está comprando, a Azul compra. O BNDES financiou a exportação de 169 aviões de Embraer para o mundo, é a empresa que mais se valorizou na bolsa, e ela precisa ter espaço aqui em Congonhas também”, afirmou Mercadante.

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, reiterou que o novo aeroporto de Congonhas será entregue em junho de 2028. “Será ainda mais eficiente, mais confortável e mais bonito, impressionante como São Paulo”, disse durante a comemoração.

O financiamento para a Aena foi modelado pelo BNDES como um project finance non recourse, em que o pagamento é feito com o fluxo de receitas do projeto.

“Por meio de um mecanismo financeiro inovador estruturado pelo BNDES, após a conclusão das obras, a Aena poderá refinanciar a dívida em condições potencialmente melhores, com a mudança no custo financeiro (repricing). Esse mecanismo, ao mesmo tempo que permite potencial redução do custo da dívida, elimina totalmente o chamado risco de rolagem e garante o funding de longo prazo do projeto, beneficiando o projeto, os usuários e os investidores”, informou o banco.

Portaria institui Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem

 

São Paulo, 9 – Portaria publicada hoje pelo Ministério da Agricultura e Pecuária institui o Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito), que atualiza regras já existentes sobre certificação e controle do trânsito de vegetais no Brasil.

“O objetivo é aprimorar o controle da sanidade dos produtos vegetais, ampliando a segurança na produção e no transporte, com regras mais claras e simplificadas para produtores, responsáveis técnicos e órgãos de fiscalização”, disse a pasta em nota.

Conforme o Ministério, entre as principais mudanças está a simplificação das exigências para o trânsito de vegetais, que passa a considerar apenas a origem do produto, sem a necessidade de comparação entre unidades da federação de origem e destino. “A norma também incentiva o uso de sistemas informatizados, aprimora a rastreabilidade dos produtos e reforça os mecanismos de fiscalização e transparência. O texto foi construído ao longo de vários anos, em diálogo com os estados e o setor produtivo, incorporando contribuições recebidas nesse período.”

Governo quer liberar R$ 7 bi do FGTS para 10 milhões de trabalhadores, diz Marinho

 

 

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anuncia nesta quinta-feira, 9, a proposta de liberar R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para cerca de 10 milhões de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e tiveram valores retidos. A iniciativa visa combater o endividamento no país, uma prioridade do governo em ano eleitoral.

O que aconteceu

  • A liberação de R$ 7 bilhões do FGTS beneficiará 10 milhões de trabalhadores com valores retidos do saque-aniversário.
  • A medida do governo busca atenuar o cenário de endividamento da população brasileira.
  • O anúncio foi feito pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em entrevista a José Luiz Datena.

Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, Marinho explicou que o montante se refere a um “resíduo” de liberações anteriores. Ele citou duas medidas provisórias (MPs) já assinadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que permitiram a liberação de valores do fundo para quem havia sido demitido e estava com restrições de saque devido à lei do saque-aniversário.

“Liberamos no primeiro semestre R$ 12 bilhões para 12 milhões de trabalhadores e, no final do ano, liberamos R$ 8 bilhões e meio para 14 milhões de trabalhadores”, detalhou o ministro. Ele criticou a Caixa Econômica Federal, afirmando: “A Caixa, no meu entendimento, cometeu um erro aqui porque ela não liberou a totalidade desses recursos.”

Qual o volume de recursos em jogo?

O ministro Marinho complementou que o governo agora trabalha para liberar um resíduo de R$ 7 bilhões. “Estamos apurando exatamente a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras que vão receber o que é direito legítimo deles, mas acreditamos que é em torno de 10 milhões”, projetou.

A pauta de endividamento é uma das principais preocupações do governo. “Nós estamos trabalhando essa lógica de buscar criar condições de redução desse endividamento”, disse Marinho. “Criar condições efetivas para que os trabalhadores possam voltar à sua vida normal.”

O que é o saque-aniversário?

O saque-aniversário foi instituído por lei em 2019, permitindo que o trabalhador retire anualmente uma parte do saldo de sua conta do FGTS no mês de seu aniversário. Contudo, essa modalidade restringe o acesso ao valor integral da conta em caso de demissão sem justa causa, possibilitando apenas o saque da multa rescisória.

No final de 2023, o governo editou uma medida provisória que, temporariamente, autoriza a liberação do saldo do FGTS retido para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.

E a escala 6×1?

Luiz Marinho também abordou a discussão sobre o fim da escala 6×1, uma das propostas do governo Lula. Ele sugeriu que seria prudente o presidente permitir que os projetos de lei sobre o tema tramitem na Câmara dos Deputados.

“E aí o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) teria condição de, imediatamente, caso ele assim tenha a vontade, dialogando com as lideranças da Câmara, pautar em plenário”, afirmou o ministro, referindo-se ao líder republicano.

 

 

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Elgin ensaia entrada nos EUA e vê automação industrial como ‘caminho sem volta’, diz CEO

 

Na visão da Elgin, a automação industrial é ‘um caminho sem volta’ e, na prática, a empresa do setor industrial que não investir no tema ‘vai ficar fora do mercado’.

Rafael Feder, CEO da Elgin, que aportou R$ 200 milhões em uma fábrica em Manaus (AM) no ano passado, disse ao Dinheiro Entrevista que a unidade em questão é a mais moderna da empresa. Responsável por fabricar motores BLDC (brushless), a planta deve ser o norte para as demais unidades em termos de automação.

“Temos uma área enorme aí, de mais ou menos 60 mil m². Na nossa indústria de refrigeração comercial, estamos colocando o máximo de automatização nessas fábricas também antes de chegar no motor. Então, nós estamos colocando robô em dobra, robô em solda, robô em pintura, robô em embalagem. É impressionante. É tudo automatizado. Tudo robô mesmo”, relata.

 

 


  

Segundo o empresário, a utilização dos robôs deve proporcionar um ‘ganho de eficiência astronômico’.

“Acho que quem não fizer isso vai ficar fora do mercado, inclusive por questões de eficiência operacional.”

O foco em automação fica tanto dentro quanto fora das fábricas, na verdade. A marca produz, dentre milhares de produtos, terminais de autoatendimento – os aparelhos que são usados tanto em supermercados e lojas de roupa quanto em hospitais.

A demanda pelos produtos, segundo Feder, aumentou de forma substancial nos últimos anos.

“Para funcionar sozinho [apenas com o terminal] é arriscado, tem de ter um supervisor. Então você não tem mais o operador de caixa, mas você trabalha com um supervisor olhando vários caixas e ajudando onde dá problema. Acho que é uma realidade”, comenta.

“Tem setores que, como você citou os postos de gasolina, tem questões com o sindicato que é algo mais complexo de se resolver. Mas o resto, que eu saiba, eu estou percebendo que já é uma realidade e não tem volta”, completa.

Elgin ensaia entrada nos EUA

Já com presença em praticamente todos os países da América Latina, a Elgin ensaia uma entrada nos Estados Unidos em breve. O movimento passou a ser estudado pela gestão em um passado recente e, no momento, a companhia foca em cumprir com rigor os requisitos técnicos.

“Eu acho que é uma certificação mais rígida, são produtos muito mais robustos do que a gente está acostumado”, comenta Feder.

O executivo ainda não fornece detalhes sobre as expectativas da entrada em solo americano, mas destaca que a tese é de uma evolução paulatina dos negócios por lá. “Não queremos crescer desenfreadamente, vamos etapa por etapa.”

 

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Compra recorde da China eleva exportação de petróleo do Brasil ao 2º maior nível da história

 

 

A China importou em março um volume recorde de petróleo do Brasil, impulsionando as exportações brasileiras da commodity ao segundo maior nível da série histórica, em meio a uma reorganização dos fluxos globais de energia após as disrupções no Oriente Médio.

O país asiático comprou 1,6 milhão de barris por dia (bpd) de petróleo brasileiro no mês passado, maior volume já registrado e equivalente a 67% de todas as exportações do Brasil, segundo dados oficiais do governo federal. O montante superou o recorde anterior, de cerca de 1,46 milhão de bpd, registrado em maio de 2020.

“O avanço das exportações já era esperado, conforme o fechamento do Estreito de Ormuz resultou em uma busca intensa de países importadores por produtos providos por outras origens, encontrando no mercado brasileiro parte da oferta perdida no Oriente Médio”, afirmou Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Ele observou, com base em dados do governo, que a Índia foi o segundo maior destino das exportações de petróleo do Brasil em março, respondendo por 7% das cargas, com país asiático buscando também alternativas para lidar com as dificuldades para atravessar o Estreito de Ormuz, por onde passava antes da guerra no Irã cerca de 20% dos fluxos globais da commodity.

“Essa maior participação da Ásia acaba refletindo a necessidade do continente de diversificar ainda mais os seus fornecedores, com o Brasil se beneficiando desse cenário e escoando um maior volume de petróleo para o exterior.”

Na sequência da China e Índia, aparece entre os principais destinos do petróleo brasileiro a Espanha, com 6,7%, e Estados Unidos, com 6,1%, disse Cordeiro.

As exportações totais de petróleo do Brasil atingiram 2,5 milhões de bpd em março, alta de 12,4% sobre fevereiro e o segundo maior da história, atrás apenas de março de 2023.

Cordeiro ponderou que a abertura do Estreito de Ormuz, com a trégua na guerra anunciada na véspera, deve aliviar a pressão asiática, o que poderia resultar em uma menor busca do petróleo brasileiro — dada a proximidade geográfica e os benefícios logísticos desse comércio dos países do Golfo Pérsico com o continente.

“Ao mesmo tempo, a retomada gradual dos fluxos pelo Estreito de Ormuz é um fator que deve garantir a manutenção de volumes elevados de vendas do Brasil para alguns consumidores da região, principalmente China e Índia”, acrescentou.

Diesel

Enquanto as exportações de petróleo avançaram, o Brasil reduziu de forma significativa as importações de diesel, um alerta para o país que importa cerca de 25% de suas necessidades.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as compras externas do combustível somaram 1,05 bilhão de litros em março, queda de 25% em relação a fevereiro.

Para Cordeiro, “a redução expressiva das cargas destinadas ao Brasil reflete tanto um aumento significativo da competição pelo produto no mercado internacional, quanto pelo avanço dos preços do produto importado que chega aos portos brasileiros”.

A redução foi sentida principalmente nas cargas provenientes dos Estados Unidos, apontaram os dados. A participação do diesel norte-americano nas importações brasileiras caiu para menos de 1% em março, ante 8,3% no mês anterior.

Segundo o analista da StoneX, “a diminuição do share norte-americano reflete, provavelmente, um redirecionamento das cargas de diesel exportado pelo país para outras regiões que vêm pagando prêmios maiores ao combustível, principalmente a Ásia — que vem sentindo mais os impactos com a suspensão dos fluxos de derivados fósseis pelo Estreito de Ormuz.

Em meio à menor oferta norte-americana, a Rússia ampliou sua presença no mercado brasileiro, passando de uma participação de 58% em fevereiro para 75% em março, mesmo com volume semelhante de exportações realizadas em fevereiro, segundo Cordeiro.

“Apesar dos ataques ucranianos contra portos ocidentais estratégicos da Rússia em meados de março e uma redução temporária das exportações de combustíveis, é esperado que os impactos dessa menor oferta sejam sentidos nas cargas programadas para abril”, disse Cordeiro.

Outro ponto de destaque foi a manutenção da participação da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, com cada um respondendo por cerca de 130 milhões de litros exportados ao Brasil no mês.

“Tal cenário reflete ou impactos maiores do fechamento do Estreito de Ormuz para as cargas previstas para abril, ou uma capacidade de escoamento desses produtos pelo Mar Vermelho”, afirmou o analista.

Para os próximos meses, o cenário segue cercado de incertezas.

“Para abril e maio, as incertezas persistem. O acordo de cessar-fogo temporário entre EUA e Irã deve aliviar no curtíssimo prazo essa disputa pelas cargas no mercado internacional, com o Golfo Pérsico escoando um montante maior de produtos para outras regiões. Ainda assim, a falta de uma resolução definitiva para o conflito pode resultar em novos bloqueios no Estreito de Ormuz, o que manteria um balanço global bem estressado”, disse Corde

Ibovespa ultrapassa os 194 mil pontos pela 1ª vez com apoio de Petrobras; dólar cai

 

O Ibovespa renovou máxima nesta quinta-feira, 9, ultrapassando os 194 mil pontos pela primeira vez, em movimento puxado principalmente pelas ações da Petrobras, conforme os preços do petróleo voltaram a subir e a encostar em US$ 100 o barril dada a situação ainda tensa no Oriente Médio.

Por volta de 11h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,90%, a 193.934,34 pontos. Na máxima até o momento, registrou 194.600,23 pontos, novo recorde intradia. Já o dólar caía 0,29%, cotado a R$ 5,0858 na venda. Veja cotações.

De acordo com a equipe da Genial Investimentos, o otimismo com o cessar-fogo entre EUA e Irã se desfaz diante de novas acusações de violação da trégua e disrupções persistentes no Estreito de Ormuz. “O rali de alívio que tomou conta dos mercados na véspera perdeu fôlego”, afirmou a clientes.

No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent avançava 4,06%, a US$ 98,60, após tombo de mais de 13% na véspera. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, perdia 0,11%.

A bolsa paulista tem apresentado uma certa resiliência desde o começo da guerra no final de fevereiro. Apesar do desempenho negativo do Ibovespa em março, a bolsa ainda registrou entrada líquida de capital externo, que persiste em abril, com saldo positivo de R$1,6 bilhão até o dia 6.

Ações da Petrobras

PETROBRAS PN subia 3,78%, endossada pelo movimento do petróleo no exterior.

Também no radar do setor está decisão liminar da Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendendo os efeitos de imposto de exportação de petróleo para Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec. O governo afirmou que recorrerá da decisão.

PRIO ON avançava 3,82%, BRAVA ENERGIA ON valorizava-se 2,72% e PETRORECONCAVO ON mostrava alta de 2,4%, tendo ainda como pano de fundo dados de produção de março.