quarta-feira, 15 de abril de 2026

Ibovespa cai após série de recordes com bloqueio de portos iranianos; dólar segue abaixo de R$ 5

 

 

O Ibovespa opera em queda e o dólar é negociado com pequenas oscilações nesta quarta-feira, 15, tendo como pano de fundo a falta de uma tendência clara em mercados no exterior, enquanto agentes financeiros continuam acompanhando a situação no Oriente Médio e na navegação no Estreito de Ormuz.

Por volta de 12h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía 0,42%, a 197.828,57 pontos, após fechar em alta nas 11 sessões anteriores, renovando recordes – na véspera, superou os 199 mil pontos pela primeira vez. . Já o dólar subia 0,06%, a R$ 4,991 na venda. Veja cotações.

O barril do petróleo também era negociado com pequenas oscilações, com o Brent sendo negociado ao redor de US$ 95.

Os juros futuros subiam, em especial entre os contratos de prazos mais longos.

Às 10h22, a taxa dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) para janeiro de 2028 estava em 13,4%, em alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,382% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,51%, com elevação de 7 pontos-base ante 13,444%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 1 ponto-base, a 4,27%.

Trump diz que guerra com Irã pode terminar em breve

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a guerra com o Irã pode terminar em breve, dizendo ao mundo para ficar atento a “dois dias incríveis”, enquanto forças norte-americanas que impõem um bloqueio seguem impedindo a saída de navios dos portos iranianos.

Autoridades de Paquistão, Irã e vários Estados do Golfo também disseram que as equipes de negociação dos EUA e do Irã poderiam retornar a Islamabad no final desta semana. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que é provável que uma delegação paquistanesa chegue ao Irã na quarta-feira e transmita mensagens de Washington.

As negociações no último fim de semana fracassaram sem um acordo para acabar com a guerra, que Trump lançou ao lado de Israel em 28 de fevereiro, desencadeando ataques iranianos contra os vizinhos do Irã no Golfo e reacendendo um conflito paralelo entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano.

O otimismo de Trump elevou as ações globais a níveis recordes. Os preços do petróleo — que caíram na terça-feira e no início das negociações de quarta-feira — voltaram a subir para cerca de US$96 por barril, depois que os militares dos EUA disseram que seu bloqueio havia interrompido completamente o comércio marítimo dentro e fora do Irã.

Cenário local

No noticiário local, destaque para a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos. No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas no varejo subiram 0,6% em fevereiro ante o mês anterior, acelerando em relação ao avanço de 0,4% em janeiro. O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de ganho de 1,0%.

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Oncoclínicas busca opções após Porto e Fleury desistirem de negociações; ações derretem 8%

 

 

A Oncoclínicas afirmou nesta terça-feira que continuará avaliando opções para reestruturar sua situação financeira, após fim de conversas com Porto Seguro e Fleury, que desistiram de investir na empresa.

Porto Seguro e Fleury decidiram não renovar período de conversas reservadas com a Oncoclínicas, afirmou a companhia em fato relevante, citando que entre as opções estão “aquelas surgidas nas últimas semanas que não puderam ser exploradas, tendo em vista a exclusividade então em vigor”.

Fleury e Porto Seguro também relataram o fim das negociações sem detalhar a razão de não seguirem com as tratativas.

O acordo não vinculante assinado em março previa um aporte conjunto da Porto e do Fleury de R$ 500 milhões na nova companhia, além da emissão de R$ 500 milhões em debêntures conversíveis em ações ordinárias pela nova empresa, que seriam subscritas por Porto e/ou Fleury.

Por volta de 10h50, na bolsa de valores, as ações da Oncoclínicas caíam 8,13%, a R$1,13, enquanto os papéis da Porto Seguro cediam 0,37%, a R$53,42, e os do Fleury tinham elevação de 1,16%, a R$17,46.

Para analistas do BTG Pactual, tal desfecho era algo até certo ponto esperado. “Dada a complexidade da transação e a profundidade da due diligence necessária, acreditamos que o processo provavelmente evidenciou os desafios presentes na atual situação financeira da Oncoclínicas”, afirmaram Samuel Alves e Maria Resende, em relatório a clientes.

“Em nossa visão, a combinação de um alto nível de endividamento e possíveis passivos fora do balanço torna difícil para grupos bem capitalizados como Fleury e Porto avançarem com uma injeção de capital em condições aceitáveis de risco-retorno.”

Suspensão de obrigações

A Oncoclínicas ainda afirmou nesta terça-feira que fez pedido à Justiça de São Paulo para determinar a suspensão de efeitos de toda e qualquer cláusula contratual que imponha vencimento antecipado de dívidas.

A equipe do BTG Pactual reiterou a recomendação neutra para as ações da Oncoclínicas, ressaltando que a empresa ainda enfrenta um processo de reestruturação complexo com seus credores “e, embora haja indicações de propostas alternativas envolvendo acionistas de referência, a visibilidade permanece limitada neste momento”.

“Continuaremos a acompanhar de perto os desdobramentos para avaliar melhor as implicações tanto para a estrutura de capital quanto para a continuidade operacional.”

FMI eleva projeção para PIB do Brasil em 2026, mas piora para 2027

 

Projeções do governo e dos analistas brasileiros

A perspectiva do FMI para a economia brasileira é melhor do que a do Banco Central, mas fica abaixo do cenário visto pelo Ministério da Fazenda.

Em março, o Banco Central projetou um crescimento econômico de 1,6%, apontando incerteza mais elevada no cálculo diante da guerra no Oriente Médio. Já o Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026.

 O mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,85% neste ano. O corte refletiu uma perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e condições financeiras mais apertadas, segundo o Fundo.

As perspectivas do FMI para o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,3% e 2,7%.

As contas do Fundo para a economia brasileira também são piores do que as das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%.

Projeções do FMI para outros países

O “cenário de referência” mais otimista do FMI pressupõe uma guerra de curta duração com o Irã e prevê um crescimento real do PIB global de 3,1% para 2026, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação à previsão anterior, feita em janeiro. Nesse cenário, o preço médio do petróleo fica em média em US$82 por barril durante todo o ano de 2026, uma queda em relação aos níveis recentes de cerca de US$100 para o Brent.

O FMI reduziu sua previsão de crescimento para os EUA neste ano para 2,3%, uma queda de apenas 0,1 ponto percentual em relação a janeiro, refletindo o efeito positivo dos cortes de impostos, o efeito retardado dos cortes nas taxas de juros e o investimento contínuo em data centers de IA, que compensaram parcialmente o aumento dos custos de energia. Esses efeitos devem continuar em 2027, com o crescimento agora previsto em 2,1%, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a janeiro.

A zona do euro, que ainda enfrenta dificuldades com os altos preços da energia causados ​​pela invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, sofre um impacto ainda maior com o conflito no Oriente Médio, com sua perspectiva de crescimento caindo 0,2 ponto percentual em ambos os anos, para 1,1% em 2026 e 1,2% em 2027.

No cenário mais otimista, o crescimento do Japão permanece praticamente inalterado, registrando 0,7% em 2026 e 0,6% em 2027. No entanto, o FMI afirmou esperar que o Banco do Japão aumente a taxa de juros em um ritmo ligeiramente mais acelerado do que o previsto há seis meses.

O FMI prevê um crescimento de 4,4% para a China em 2026, uma queda de 0,1 ponto percentual em relação a janeiro, já que o aumento dos custos de energia e commodities é parcialmente compensado pela redução das tarifas norte-americanas e pelas medidas de estímulo do governo. No entanto, o FMI afirmou que os obstáculos representados por um setor imobiliário em baixa, uma força de trabalho em declínio, menores retornos sobre investimentos e um crescimento mais lento da produtividade reduzirão o crescimento da China em 2027 para 4,0%, uma previsão inalterada em relação a janeiro.

https://istoedinheiro.com.br/fmi-eleva-projecao-para-pib-do-brasil-em-2026-mas-piora-para-2027

Dólar cai a R$ 4,98 em meio à esperança de acordo entre EUA e Irã

 

O dólar iniciou a terça-feira, 14, em baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante a maioria das demais divisas no exterior, em meio à esperança de que Estados Unidos e Irã cheguem a um acordo para encerrar a guerra.

Equipes de negociação dos dois países podem retornar a Islamabad, no Paquistão, no final desta semana, disseram cinco fontes nesta terça-feira.

Às 9h33, o dólar à vista caía 0,31%, aos R$4,9826 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para maio – atualmente o mais líquido no mercado brasileiro – cedia 0,34%, aos R$5,0020.

Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou com queda de 0,25%, aos R$4,9980, abaixo dos R$5,00 pela primeira vez em dois anos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã quer chegar a um acordo sobre a guerra.

Nesta manhã de terça-feira, as esperanças de um acordo foram renovadas. Uma fonte envolvida nas negociações disse que a data ainda não foi decidida, mas que os dois países poderiam retomar as conversas já no final desta semana.

“Nenhuma data firme foi definida, com as delegações mantendo a sexta-feira até o domingo em aberto”, disse uma fonte sênior iraniana.

Neste cenário, o petróleo voltou a ceder, para abaixo dos US$100 o barril, e os investidores mostravam apetite por ativos de maior risco, como ações, títulos e moedas de países emergentes, incluindo o Brasil.

No noticiário local, destaque para a divulgação da pesquisa CNT/MDA com as intenções de voto para a eleição presidencial de outubro, às 11h.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.

Ibovespa renova recorde nos primeiros negócios com exterior positivo

O Ibovespa avançava nos primeiros negócios nesta terça-feira, renovando recorde intradia, alinhado ao viés de praças acionárias no exterior, em meio a expectativas de negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

Às 10h11, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,26%, a 198.516,46 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 15 de abril, tinha acréscimo de 0,34%.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

André Esteves diz que BTG avalia compra de ativos do BRB, ‘mas não os do Master’

 

O chairman e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, disse que o banco está olhando para ativos do Banco de Brasília (BRB) para aquisição, com exceção daqueles que vieram do Banco Master.

“Já compramos ativos, estamos olhando outros ativos (do BRB), mas não vamos olhar os do Master”, afirmou Esteves após participar do painel de abertura da Conferência de Carreiras, promovido pela plataforma Na Prática, um braço filantrópico de educação do BTG Pactual.

Esteves disse que outros bancos do grupo S1, ou seja, os maiores do País, estão comprando ativos do BRB. O Bradesco e o Itaú já negociaram com o BRB R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos pelos Estados e Municípios com aval da União.

O banqueiro acrescentou ainda que o BTG não tem interesse no BRB. Embora a venda do Banco de Brasília não tenha vindo à tona, nos bastidores se comenta que, em uma situação limite, alguma instituição financeira poderia ficar com o banco ou parte dele.

BTG tem histórico de comprador de outros bancos

O BTG sempre é visto como um nome quando se trata de adquirir bancos com problemas, dada a expertise no resgate de outras instituições como o Banco Panamericano, o Bamerindus e o Banco Nacional.

Na semana passada, o BTG anunciou que fechou acordo para aquisição do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, financeiramente frágil.

Também na semana passada, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), estiveram em São Paulo, conforme fontes, na Faria Lima, em visita a bancos.

De acordo com informações da governadora e do presidente do BRB, o banco negocia a venda de ativos que eram do Banco Master por R$ 15 bilhões e espera conseguir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de outros bancos para cobrir o rombo deixado pelas operações com a instituição de Daniel Vorcaro, liquidada em novembro passado.

Movimentação de cargas em Terminais de Uso Privado sobe 8,9% em fevereiro

 

 

A movimentação de cargas nos Terminais de Uso Privado (TUPs) avançou 8,9% em fevereiro, para 67,7 milhões de toneladas, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. No total, a navegação brasileira movimentou 101,0 milhões de toneladas no mês, alta de 3,78% na comparação com fevereiro de 2025.

O terminal marítimo Ponta Ubu (ES) cresceu 83%, para 1,4 milhão de toneladas e o Porto de Suape (PE) registrou alta de 19,3% na movimentação, com 2,1 milhões de toneladas. Esses foram os destaques de desempenho, segundo o Ministério.

 A navegação de longo curso alcançou 69,1 milhões de toneladas, alta de 3,6%, e a cabotagem somou 24,5 milhões de toneladas, com avanço de 8,2%.

Por tipo de carga, granel líquido subiu 11,2%, para 26,9 milhões de toneladas. A carga conteinerizada cresceu 10,2%, para 12,4 milhões de toneladas; em TEUs, houve alta de 14,1%, para 1,2 milhão. O granel sólido ficou praticamente estável, com alta de 0,2%, totalizando 57 milhões de toneladas.

 Entre as mercadorias, carvão mineral teve aumento de 48,8% (1,6 milhão de toneladas), sal avançou 39,1% (741 mil toneladas) e óleo bruto de petróleo cresceu 16,2% (17,7 milhões de toneladas).

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, atribuiu o desempenho a investimentos e a ações para modernizar a infraestrutura portuária e aquaviária, com foco em atração de capital privado e integração logística.

“Estamos focados em atrair mais investimentos privados e em promover a inovação para que o setor continue a ser um pilar para o desenvolvimento econômico do país e a geração de empregos”, afirmou por meio de nota.


Brasil passa a ter mais cartões de crédito do que habitantes; veja números

 

 

 

O Brasil registrou nos últimos anos uma explosão nas concessões de empréstimos pessoais sem garantia e um comprometimento de renda cada vez maior das famílias com cartões de crédito, apontou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 13, classificando o superendividamento como ‘um problema crescente’ no país.

Em relatório sobre cidadania financeira, o BC afirmou que a digitalização e a ampliação de acesso a linhas de crédito têm aspectos positivos, mas expõem pessoas ao superendividamento, o que demanda ações na área de educação e “medidas robustas” de regulação e supervisão.

“A facilidade de acesso ao crédito, sem uma oferta responsável e adequada ao perfil do cliente por parte das instituições, sem uma devida proteção ao consumidor e, não menos importante, sem a devida educação financeira, leva muitos brasileiros a contraírem dívidas que não conseguem pagar”, disse a autarquia.

A poucos meses do início do período eleitoral, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve tentar a reeleição, o governo se prepara para anunciar um novo pacote nL1N40Q0SC de medidas para aliviar famílias endividadas, com a previsão de renegociação de dívidas com desconto a partir da concessão de garantias pela União.

O governo já havia implementado outro programa com esse objetivo entre 2023 e 2024, o Desenrola, que renegociou R$53 bilhões em dívidas de aproximadamente 15 milhões de pessoas. No entanto, dados de endividamento da população seguiram em alta em meio a iniciativas de estímulo ao crédito e taxas de juros elevadas.

Dados do BC mostram que o número de brasileiros com empréstimo pessoal sem garantia mais que triplicou desde 2020, atingindo 41,7 milhões de pessoas no final de 2024.

“Os volumes transacionados no crédito atingiram R$ 729 bilhões no último trimestre de 2024, mais que o dobro do valor do final de 2020”, diz o BC.

No mesmo período, o número de clientes com dívidas no cartão de crédito, nas linhas do rotativo ou parcelado, subiu 55%, alcançando cerca de 53 milhões de pessoas.

Segundo o relatório, o número de cartões de crédito ativos no Brasil superou 220 milhões, o que significa que o país passou a ter mais cartões em uso do que habitantes. São quase 96 milhões de pessoas usando cartão de crédito, e mais da metade tem dívidas no rotativo, com juros que ultrapassam 430% ao ano, ou parcelado, com taxas médias de cerca de 200% ao ano.

Com a ampliação do uso e taxas de juros em trajetória de alta, o comprometimento médio de renda do usuário do cartão de crédito com gastos nesse instrumento financeiro passou de 38,5% em 2020 para 54% em 2024.

No relatório, o BC ainda apontou necessidade de aprofundar estudos sobre o fenômeno das “bets”, que pode intensificar riscos de endividamento e perda de renda, especialmente entre públicos mais vulneráveis.