terça-feira, 5 de maio de 2026

BC diz que trajetória da Selic dependerá de impactos e extensão da guerra no Irã, mostra ata

 

O Banco Central (BC) reforçou na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que os próximos passos da trajetória da taxa básica de juros no país exigem cautela e irão depender de maior “clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio”.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz a ata do Copom.

Na semana passada, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano, e argumentou que precisará incorporar novas informações para definir os juros à frente, mencionando possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de “calibração” da taxa.

 

Veja aqui a íntegra da ata do Copom

 

 Banco Central avaliou que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio aumenta a chance de impactos duradouros na economia global e que a duração da guerra até o momento pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, especialmente a piora em expectativas de mercado.

O BC afirmou que entre os riscos que parecem ter se materializado após a guerra, aparece de forma mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para 2028.

A ata destacou ainda que as últimas divulgações de inflação ao consumidor e ao produtor mostraram “sinais claros” de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com indicadores em valores significativamente acima dos inicialmente esperados.

O documento reafirmou que uma inflação pressionada pela demanda requer política monetária contracionista.

Na visão da autarquia, a política de juros tem contribuído “de forma determinante” para a desinflação observada, tendo atuado também na desaceleração do crédito.

Veja abaixo as projeções do Copom para a inflação:

Com informações da Reuters

Ações da Ambev saltam 13% e impulsionam Ibovespa; dólar cai abaixo de R$ 4,95

 

O Ibovespa avançava nos primeiros negócios nesta terça-feira, 5, puxado principalmente pelas ações da Ambev, que disparavam mais de 13% após a fabricante de bebidas reportar resultado acima do esperado para o primeiro trimestre.

Já o dólar opera em baixa ante o real, com investidores digerindo a divulgação da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) e monitorando o Oriente Médio, onde Estados Unidos e Irã seguem lutando pelo controle do Estreito de Ormuz.

Às 11h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,25%, a 186.055,26 pontos. O dólar recuava 0,72%, negociado a R$ 4,942. Mais cedo, recuou a R$ 4,926. Veja cotações.

Ata do Copom e o dólar

Na ata divulgada mais cedo, o BC avaliou que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio aumenta a chance de impactos duradouros na economia global. Para o BC, a duração da guerra até o momento pode ter sido suficiente para materializar alguns riscos, “sendo o mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028”.

Na semana passada, o Copom cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,50% ao ano, mas pregou cautela quanto ao futuro em função das incertezas sobre a guerra e seus efeitos inflacionários.

No mercado brasileiro, investidores seguem precificando chances majoritárias de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, mas as apostas na manutenção da taxa em 14,50% não são desprezíveis.

O nível ainda elevado da Selic vem sendo citado como um dos motivos para o forte fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil em meses anteriores, conduzindo as cotações do dólar para níveis mais baixos. Em 2026, o dólar acumula queda próxima de 10% ante o real até agora, apesar do estresse trazido pela guerra no Oriente Médio.

Na segunda-feira, 4, os EUA disseram que destruíram seis pequenos barcos iranianos, bem como mísseis de cruzeiro e drones. Na outra ponta, vários navios mercantes no Golfo Pérsico relataram explosões ou incêndios, e um porto de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, que abriga uma base militar norte-americana, foi incendiado por mísseis do Irã.

Apesar do cenário ainda turbulento, o dólar sustenta perdas ante outras divisas de países emergentes nesta terça-feira, como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Proporção de contribuintes para Previdência entre ocupados tem recorde, aponta IBGE

 

 

 IBGE e a importância dele para a formulação de políticas ...

 

   

O Brasil registrou 68,174 milhões de trabalhadores ocupados contribuindo para instituto de Previdência no trimestre encerrado em março, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 A proporção de contribuintes entre os ocupados foi de 66,9% no trimestre até março, maior proporção da série histórica.

 “A base de população ocupada tem menos participação de trabalhador informal, que aquele que menos contribui”, lembrou Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostras Domiciliares do IBGE.


Reforma tributária: regulamentos da CBS e do IBS são publicados; veja as novas regras

 

O governo publicou nesta quinta-feira, 30, o decreto que regulamenta a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) publicou o regulamento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), parte central da reforma tributária do consumo.

As disposições comuns dos dois regulamentos são espelhadas, uma vez que as regras passam a ser as mesmas. Esse texto comum detalha a aplicação prática do novo modelo, que substituirá gradualmente os vários tributos atuais (PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS) sobre o consumo.

A reforma tributária cria um modelo dual, formado pela CBS (federal) e pelo IBS (estadual e municipal), com regras uniformes para todo o país. O objetivo é eliminar a complexidade, reduzir disputas judiciais e oferecer mais previsibilidade a empresas e consumidores.

A CBS e o IBS formarão o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que será cobrado de forma não-cumulativa e no destino, com maior transparência e menos burocracia.

A regulamentação da CBS consolida o funcionamento do modelo de não cumulatividade, estabelecendo critérios para o aproveitamento de créditos ao longo da cadeia econômica, bem como disciplinando regimes específicos, hipóteses de incidência, base de cálculo, momento do fato gerador e mecanismos de devolução ou compensação de créditos.

Segundo o Ministério da Fazenda, os contribuintes e profissionais especializados poderão enviar sugestões para aperfeiçoamento do regulamento por meio das suas entidades até o dia 31 de maio, por meio do Receita Atende que estará disponível a partir da próxima segunda-feira, 4.

Prazos e transição

A implementação será gradual, de 2026 a 2032, passando a vigorar completamente no país em 2033. Serão sete anos de transição de forma a dar tempo de adaptação ao novo sistema. Veja abaixo:

  • 2026: ano de transição, com CBS em alíquota de teste reduzida e caráter predominantemente informativo para adaptação dos sistemas. No ano teste, a orientação virá antes da punição em caso de erro.
  • agosto de 2026: início da obrigatoriedade para o preenchimento das informações da CBS nos documentos atuais, para não optantes pelo Simples Nacional. A emissão dos documentos dispensa o recolhimento da alíquota teste.
  • a partir de 2027: início pleno do novo modelo da CBS, inclusive para optantes pelo Simples Nacional, com extinção do Pis e da Cofins e redução a zero do IPI (mantido o IPI para os bens produzidos na Zona Franca de Manaus) e sua substituição pelo imposto seletivo.

 

 https://istoedinheiro.com.br/reforma-tributaria-regulamentos-da-cbs-e-do-ibs-sao-publicados-veja-as-novas-regras

Governo autoriza aporte de até R$ 2 bi em fundo de garantia para exportações

 

Brasília, 30 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, autorizou a União a aportar até R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), mecanismo que busca reduzir os riscos em operações de crédito para exportadores. O decreto com o aval, publicado no Diário Oficial da União (DOU), estabelece que caberá ao Ministério da Fazenda definir o valor exato e a forma de integralização dos recursos.

A medida altera as regras de funcionamento do Conselho de Participação no FGCE, atualizando o Decreto 11.037/2022, que regulamenta o conselho vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre as mudanças, o texto redefine a composição do conselho, que passará a contar com representantes do próprio ministério – que presidirá o colegiado – e do Ministério da Fazenda.


BC decreta liquidação extrajudicial de corretora de câmbio de SP

 

​O Banco Central decretou nesta quinta-feira, 30, a liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio S.A., com sede na cidade de São Paulo.

“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da corretora, bem como por graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a sua atividade”, informou o BC, em nota.

A corretora está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial e tem baixa representatividade no sistema financeiro do país, ocupando a 78ª posição no ranking de câmbio do BC. Em 2025, suas operações representaram 0,021% do volume financeiro e 0,054% da quantidade de operações cursadas no SFN.

“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição​”, acrescentou a nota.

 

 https://istoedinheiro.com.br/bc-decreta-liquidacao-extrajudicial-de-corretora-de-cambio-de-sp

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Revista ‘Time’ inclui Nubank em lista de 10 empresas de serviços financeiros mais influentes

 

A revista norte-americana Time incluiu o Nubank na lista das 10 empresas de serviços financeiros mais influentes do mundo em 2026, ao lado de nomes como Mercado Pago, BlackRock e Mastercard.

Na reportagem, a publicação afirma que a fintech brasileira tem buscado comprovar que um banco digital pode ganhar escala ao mesmo tempo em que se mantém rentabilidade e avança para mercados altamente regulados.

 A instituição financeira já tem operações no México e na Colômbia, e caminha para obter uma licença bancária nos EUA.

A revista destaca ainda que o Nubank fechou 2025 com 131 milhões de clientes e gera receita anual de US$ 16,3 bilhões. “Vemos este ano como um ponto de inflexão: o ano em que começamos a transição de líder latino-americano para uma plataforma global de serviços financeiros digitais”, diz fundador e CEO do Nubank, David Vélez.

Sobre o Mercado Pago, a revista lembra que a fintech do Mercado Livre já tem 78 milhões de usuários mensais ativos e, em 2025, gerou US$ 12,6 bilhões em receita líquida.

A companhia dispõe da vantagem de manter um relacionamento estreito com milhões de lojistas e consumidores, além de ter acesso a valiosos dados transacionais, de acordo com a matéria. A meta é construir o maior banco digital da América Latina, diz o CEO do Mercado Livre, Ariel Szarfsztejn.

Veja a lista completa:

– Mercado Livre (controladora do Mercado Pago)
– Block
– PalmPay
– BlackRock
– Ant Group
– Nubank
– Kalshi
– Chime
– Circle Internet Group
– Mastercard