sexta-feira, 8 de maio de 2026

IPO da Compass terá preço de R$ 28 por ação, valor mínimo da faixa indicativa

 

A Compass Gás e Energia informou na madrugada desta sexta-feira, 8, que o preço em sua oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês) será de R$ 28 por ação, valor mínimo da faixa indicativa anunciada pelo grupo, segundo fato relevante.

A oferta inicial de ações encerra um jejum de quase cinco anos sem IPOs na B3.

De acordo com o documento, o IPO perfaz um total de R$ 2,82 bilhões mediante a venda de 100,9 milhões de ações ordinárias, acrescentou a empresa que pertence ao conglomerado Cosan. No final de abril, o grupo indicou que o preço por ação seria entre R$28 e R$ 35.

Em fato relevante separado, a Cosan informou que vendeu 76,8 milhões de ações e que outorgou opção de lote suplementar de até 13,4 milhões de ações, equivalente a até 15% do total das ações da oferta base ao mesmo preço por ação.

Neste caso, acrescentou a Cosan, o montante total da oferta poderá alcançar até R$ 3,20 bilhões, com a Cosan recebendo R$ 2,53 bilhões.

Em decorrência da oferta, a participação da Cosan na Compass passará a ser de 77,25%, em comparação com o atual controle de 88%, podendo ser reduzida para 75,37% em caso de colocação integral das ações suplementares.

Fim do jejum de IPOs

Com a operação, se encerra um período de quase cinco anos sem estreias na bolsa brasileira. O último ciclo de IPOs na B3 foi em 2021, quando mais de 40 empresas abriram capital – incluindo a própria Raízen, outra empresa do grupo Cosan. Desde então, companhias brasileiras que queriam acessar o mercado mostraram tendência a listar ações nos Estados Unidos, ou realizar dupla listagem.

O fim da fila de IPOs da B3, de 2021, tem empresas como Intelbras, Smart Fit, Méliuz, Enjoei. O último IPO da bolsa de valores, de fato, foi a Vittia, que abriu capital em setembro de 2021.

Halliburton e Shape fazem parceria para avançar na gestão digital de desempenho

 

 Halliburton e Shape Digital fazem acordo para gestão de ...

 

  

A Halliburton e a Shape Digital firmaram uma colaboração estratégica para ampliar a gestão digital do desempenho de ativos na produção, em um cenário de sistemas cada vez mais complexos e interconectados. A proposta é unificar inteligência de subsuperfície e de superfície para dar às equipes uma visão integrada de reservatórios, poços, redes, equipamentos e segurança, apoiando decisões mais rápidas e consistentes ao longo do ciclo de vida da produção.

Segundo Tony Antoun, vice-presidente sênior de Landmark Software and Services, da Halliburton, “no centro dessa colaboração está a capacidade de conectar decisões ao longo de todo o sistema de produção”.

Para ele, “a integração entre inteligência de subsuperfície e de superfície ajuda nossos clientes a planejar com confiança, adaptar-se às mudanças e executar de forma mais consistente ao longo do ciclo de vida do ativo”.

“Junto com a Halliburton, levamos inteligência operacional e IA aplicada para o contexto de sistemas reais de produção”, avaliou o CEO da Shape Digital, Felipe Baldissera. “Essa colaboração contribui para um melhor planejamento, operações mais eficientes e melhores resultados em segurança em escala.”

A integração busca conectar planejamento de produção, eficiência energética e integridade de ativos, com atualizações contínuas a partir de dados operacionais e análises de IA sobre comportamento e confiabilidade de equipamentos. A expectativa é reduzir a fragmentação de fluxos de trabalho e aproximar insight e execução, com alinhamento mais rápido entre operações, manutenção, segurança e engenharia.

“Ao conectar inteligência de subsuperfície e superfície, essa abordagem ajuda operadores a lidar com a complexidade, manter a consistência operacional e maximizar o desempenho ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos”, explicam as empresas.


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Anvisa e PF vão combater venda ilegal de medicamentos emagrecedores

Anvisa autoriza uso emergencial de mais um medicamento ...

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) pretendem assinar um acordo de cooperação para combater, conjuntamente, o mercado ilegal das chamadas canetas emagrecedoras – medicamentos injetáveis que utilizam substâncias como a tirzepatida e semaglutida no tratamento da obesidade.

Segundo o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, a parceria vai permitir a intensificação do enfrentamento a crimes e riscos sanitários envolvendo a produção, importação e venda irregular de medicamentos. O objetivo é frear a comercialização ilícita de produtos sem registro e comprovação de origem e qualidade, inclusive por meio de plataformas digitais.

 “Esta articulação ganha ainda mais relevância diante do aumento expressivo de eventos adversos associados ao uso destes medicamentos, muitas vezes sem prescrição médica ou com produtos sem qualquer garantia de qualidade, pureza ou segurança”, disse Pereira ao abrir, nesta quarta-feira (6), a 7ª Reunião Pública da diretoria da agência.

De acordo com Pereira, a cooperação consolida um modelo já testado em operações conjuntas pontuais, como a Heavy Pen, que, no mês passado cumpriu 45 mandados judiciais de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização no Espírito Santo, em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Pará, Paraná, em Roraima, no Rio Grande do Norte, em São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

Diretor da Anvisa, Daniel Pereira, disse que a parceria com a PF vai permitir a intensificação do combate ao comércio ilegal de medicamentos. Foto-arquivo: José Cruz/ Agência Brasil

“Trata-se, portanto, de uma cooperação que vai além da resposta pontual. Ela consolida um modelo de atuação integrada, preventiva e baseada em evidências”, comentou Pereira.

Ele frisou que as ações anteriores evidenciaram “a gravidade do problema, com apreensão em larga escala, interdições de estabelecimentos e a identificação de substâncias sem registro”.

Na prática, os medicamentos apreendidos em futuras operações conjuntas, frutos da parceria, serão analisados de forma integrada, com perícia da PF e suporte técnico da Anvisa, permitindo avaliar a composição dos produtos ilícitos.

“Para a autoridade sanitária, isto é essencial à avaliação do risco concreto à saúde da população. Já para o Estado, os resultados [da análise conjunta] fortalecem os inquéritos criminais, contribuindo para interromper cadeias ilícitas altamente organizadas, muitas, interestaduais e apoiadas em plataformas digitais”, acrescentou Pereira.

 Ao defender a atuação regulatória, o diretor destacou que a proteção à saúde exige uma resposta coordenada entre diferentes esferas do governo e a superação do impasse entre o necessário rigor técnico e a importância da disponibilidade de medicamentos.

 “A saúde pública do século 21 exige instituições fortes, técnicas, éticas e comprometidas com o bem coletivo”, afirmou.

De acordo com Pereira, “para ser efetiva, a atuação regulatória precisa dialogar, de forma estruturada, com as ações de fiscalização, investigação e repressão criminal”, concluiu o diretor da Anvisa.

 

 


BB inicia operações do Novo Desenrola; mais de 40 mil clientes já manifestaram interesse

 

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 Estadão Conteúdoi

O Banco do Brasil afirmou nesta quarta-feira, 6, que mais de 40 mil clientes procuraram a instituição de forma antecipada para manifestar interesse pela renegociação de dívidas no âmbito do Novo Desenrola Brasil.

 O banco inicia as operações do programa nesta quarta-feira. O BB trabalhará nas quatro fases do Desenrola – Família, Fies, Empresas e o Rural.

 A mobilização durará 90 dias, conforme definido pelo governo federal.

Os clientes do BB poderão solicitar a renegociação pela rede de agências, telefones oficiais, aplicativo da instituição, internet banking e WhatsApp.

 O contato via aplicativo de mensagens deve ser feito pelo número oficial do banco (61 4004-0001), com uso da senha pessoal do cliente.

 Em nota, o BB afirma que os clientes que optarem pela opção contarão com atendimento especializado realizado por atendentes da central de relacionamento.

No âmbito do Desenrola Fies, o banco ressalta que a iniciativa tem potencial para beneficiar mais de 521 mil estudantes com operações contratadas na instituição.

O BB também afirma, em nota, que oferece condições especiais para renegociação de dívidas aos clientes que não estão contemplados nas características do Novo Desenrola Brasil. “A medida é decorrente da campanha realizada em mutirão nacional do setor bancário, no qual o BB chegou a renegociar R$1,7 bi, com mais de 180 mil acordos, em março”, detalha.

 

 

Mulheres são as mais afetadas pela perda de flexibilidade do home office

 


Pesquisa do Insper em parceria com a Robert Half mostra que limitar o home office pode acelerar pedidos de demissão e aprofundar desigualdades de gênero

81% das trabalhadoras buscariam outro emprego se a modalidade fosse extinta Foto: Freepik

O home office, que começou como improviso em meio à pandemia, se transformou em parte fundamental da vida profissional, sendo uma expectativa da maior parte dos trabalhadores pela maior autonomia e flexibilidade. Mas um estudo do Insper em parceria com a consultoria Robert Half revela que, quando esse formato é colocado em debate, as mulheres são as com maior propensão a serem impactadas.

O levantamento, feito entre março e abril deste ano, mostra que reduzir ou eliminar o trabalho remoto aumenta de forma significativa a intenção de saída dos profissionais, sobretudo entre elas. Em um cenário de diminuição parcial do home office, 77% das mulheres disseram que deixariam a empresa, contra 66% dos homens. Se a modalidade fosse totalmente extinta, 81% das trabalhadoras que hoje atuam integralmente em casa afirmam que buscariam outro emprego.

O motivo vai muito além da conveniência. O trabalho remoto está associado à saúde mental, ao autocuidado e ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, aspecto citado por 77% das entrevistadas. Entre elas, 81% acreditam que o estresse aumentaria sem a flexibilidade, e 73% receiam impactos diretos na saúde mental em caso de retorno completo ao presencial. Em todos os indicadores, os números femininos superam os masculinos. Outros benefícios citados foram a economia de tempo de deslocamento (97%), a redução de gastos (81%) e a maior proximidade com a família (73%). 

Um estudo, realizado pelo Infojobs em 2024, ajuda a explicar esses resultados. Segundo a pesquisa, 83% das mulheres afirmam viver a chamada dupla jornada, acumulando o trabalho remunerado com afazeres domésticos e cuidados com filhos ou familiares idosos. Desse total, quase metade (45%) não conta com rede de apoio ou ajuda de parceiros. Nesse cenário, o home office não se configura como privilégio, mas como ferramenta essencial para a permanência e ascensão das mulheres no mercado de trabalho, que seriam impossibilitadas pelo aumento de demandas com o trabalho presencial.

O contrato psicológico

Antes da pandemia, a média de dias em home office mal chegava a um. Em 2020, com o isolamento, saltou para quase quatro. Hoje, estabilizou-se em 2,3 dias por semana e segue presente para 71% dos profissionais, sobretudo em setores como tecnologia, segundo dados do Insper.

Se antes da covid apenas 31% dos trabalhadores desejavam algum nível de home office, em 2025 esse índice alcança 83%. Mesmo entre quem está 100% no presencial, mais da metade gostaria de ter ao menos um dia à distância. É o que foi chamado na pesquisa de “contrato psicológico”: um conjunto de expectativas estabelecidas entre empresa e colaborador, no qual a flexibilidade se tornou uma das principais demandas.

E não é só em teoria. Entre os que trabalham todos os dias de casa, 83% aceitariam reduzir o salário para manter o regime remoto e 17% deles abririam mão de mais de 15% da remuneração para isso.

63% dos brasileiros trabalham totalmente de forma presencial, aponta pesquisa da WeWork

 

Pesquisa da WeWork divulgada nesta quarta-feira, 6, confirma uma mudança no mercado de trabalho brasileiro: 63% dos trabalhadores já estão atuando totalmente de forma presencial. O percentual de pessoas que escolheriam trabalhar nesse formato, no entanto, é menor. Do total dos entrevistados, 42% dizem que adotariam o trabalho presencial. Os demais apontam que optariam por modelos híbridos ou remotos. A pesquisa “A Experiência Laboral 2026 no Brasil” ouviu 2,5 mil profissionais em todo o país.

Problemas apontados

Para 79% dos entrevistados, comparecer presencialmente ao escritório é uma obrigação imposta. O tempo de deslocamento (65%) e o aumento dos gastos pessoais (53%) foram os principais problemas apontados. Já as principais queixas sobre o ambiente corporativo são as áreas barulhentas (57%) e a falta de zonas de descanso (53%).

Profissionais querem melhor experiência no presencial

O estudo mostra que a satisfação dos profissionais aumenta em 96% dos casos quando há uma mudança para um escritório maior. Para 50% dos entrevistados, espaços amplos e itens básicos como acessibilidade a café e lanches são essenciais.

Beatriz Kawakami,  executiva do WeWork Brazil, aconselha as empresas a buscarem adaptação nesta nova demanda de trabalho.

“Eu preciso, no escritório, no presencial, oferecer algo que traga um valor maior ou igual do que essa pessoa tem no modelo flexível ou no home office”, diz Kawakami.

O que faz diferença

“Se você vai ao escritório, fica sentado em um canto com o computador e passa o dia fazendo vídeo chamadas, você pode fazer isso em casa. Então, a experiência deste espaço para o colaborador tem que ser diferente”, acrescenta o VP do WeWork Latam, Claudio Hidalgo.

Além disso, quando possível, é aconselhável oferecer autonomia aos funcionários. Para 93% dos entrevistados, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é fundamental. Para 64% das pessoas, a opção de mudar de  emprego por uma melhor qualidade de vida, mesmo que o salário fosse menor, é algo desejável.

Governo apresenta recurso contra decisão do TCU que suspendeu concessões de crédito consignado

 

O governo federal recorreu da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a suspensão imediata de novas concessões de crédito consignado nas modalidades de cartão de crédito e cartão consignado de benefício. Na semana passada, a Corte de Contas informou que foram verificados indícios relevantes de fraudes e falhas graves no controle das operações vinculadas a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A medida cautelar também foi adotada após suspeita de vazamento e uso indevido de dados de aposentados e pensionistas do Instituto, além de indícios de fraudes e práticas abusivas em operações de crédito consignado. O governo apresentou na terça-feira, 5, agravo com pedido de efeito suspensivo na decisão da Corte.

A informação foi antecipada pelo Valor Econômico e confirmada pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A Corte também mandou interromper novos empréstimos pessoais consignados até que sejam implementadas e estejam em operação travas e mecanismos de controle no sistema e-Consignado. Na segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, já havia afirmado que haveria recurso.

Segundo ela, o Tribunal de Contas da União (TCU) adotou uma “medida drástica” ao suspender o consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Miriam Belchior afirmou ainda que boa parte das solicitações do TCU já foram atendidas.

“Foi uma medida drástica do TCU. Hoje, devemos entrar no tribunal pedindo a suspensão da cautelar porque as razões exigidas no tribunal na cautelar já estão bastante adiantadas. Das 8 medidas que o tribunal solicita, seis já estão praticamente prontas para serem implementadas pela Dataprev e duas delas dependem dos bancos”, declarou Miriam Belchior.

A medida cautelar adotada pela Corte veio após representação formulada pelo Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), acerca de supostas irregularidades relacionadas ao vazamento de dados sigilosos de aposentados e pensionistas e práticas “abusivas e fraudulentas” em empréstimos consignados.