quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Dow Jones futuro avança com alívio em juros dos EUA: o que esperar de Wall Street

 

Arrefecimento de indicadores de inflação reduz apostas em novo aperto monetário pelo Federal Reserve, impulsionando os índices futuros e aliviando os mercados emergentes

O que aconteceu

  • Alta em Wall Street: Os índices futuros de Nova York, liderados pelo Dow Jones e pelo S&P 500, operam no campo positivo impulsionados pelo alívio nas taxas das Treasuries.

  • Apostas do Fed Recuam: Dados recentes de inflação e atividade econômica nos Estados Unidos reduziram drasticamente as probabilidades de uma nova alta na taxa de juros pelo Federal Reserve no segundo semestre de 2026.

  • Refresco para Emergentes: O recuo nos rendimentos dos títulos soberanos americanos diminuiu a atração do dólar global, aliviando a pressão sobre moedas e bolsas de países emergentes, como a B3.

  • Atenção aos Próximos Passos: Investidores mantêm o foco nas próximas sinalizações do presidente do Fed, Jerome Powell, no simpósio anual de Jackson Hole e nos dados do Payrolls.

O humor dos investidores globais registrou uma importante inflexão positiva na manhã desta quinta-feira, 13 de agosto de 2026. Os contratos futuros atrelados ao índice Dow Jones, assim como ao S&P 500 e ao Nasdaq, apresentaram ganhos consistentes em Wall Street. A alta é sustentada pela leitura mais amena dos dados econômicos recentes nos Estados Unidos, que reduziu substancialmente as apostas do mercado de capital em novos aumentos da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed).

O alívio na curva de juros dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) vem servindo como o principal combustível para a recuperação dos ativos de risco. O rendimento da Treasury de 10 anos, que vinha pressionando as bolsas globais ao flertar com patamares elevados, registrou queda moderada, permitindo uma repacificação do preço das ações do setor de tecnologia e de grandes corporações industriais.

A mudança no tom dos negócios ocorreu após a divulgação de dados do Índice de Preços ao Produtor (PPI) e de relatórios semanais de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Os números indicam que a atividade econômica norte-americana está desacelerando em um ritmo controlado, o chamado “pouso suave” (soft landing), permitindo que a inflação convirja gradualmente em direção à meta de 2% perseguida pela autoridade monetária.

Diante desse panorama, os contratos precificados no mercado de derivativos da Chicago Mercantile Exchange (CME) passaram a indicar ampla maioria de apostas na manutenção ou no início de um ciclo de cortes graduais das taxas do Fed nos próximos comitês de política monetária (FOMC). A percepção de que o teto do ciclo de aperto já foi atingido afasta o fantasma de um encarecimento ainda maior do custo de capital para as empresas listadas em Nova York.

A trégua promovida pela rotação de capital em Wall Street repercute de forma imediata nos mercados emergentes. O enfraquecimento do dólar em escala global, refletido no recuo do índice DXY, reduz a atratividade da renda fixa americana em relação aos ativos de maior risco em economias periféricas.

Para o Brasil, a redução da pressão sobre os juros norte-americanos alivia a curva futura de juros na B3 e ajuda a estancar a saída de capital estrangeiro observada nas últimas semanas. A melhora no apetite por risco global tende a favorecer a entrada de recursos em papéis de grande liquidez no Ibovespa e traz um fôlego adicional para a cotação do real frente à moeda americana.

Guia do Investidor: Orientações Práticas

Para o investidor que atua no mercado brasileiro e possui posições globais ou BDRs em carteira, o cenário de transição nas taxas americanas exige disciplina de alocação:

  • Aproveite a Janela em BDRs e Ações Internacionais: A estabilização das taxas de juros americanas favorece empresas de tecnologia e crescimento (growth stocks), que sofrem mais em cenários de juros altos. Avalie o rebalanceamento de carteira buscando ativos globais de qualidade que ficaram descontados durante a recente volatilidade.

  • Monitore a Marcação a Mercado nas Treasuries: Caso possua alocação direta em renda fixa norte-americana (como títulos do Tesouro dos EUA), lembre-se de que a queda nos rendimentos (yields) gera valorização no preço dos papéis no mercado secundário. Avalie se o objetivo da posição é o carregamento até o vencimento ou o ganho de capital rápido.

  • Atenção ao Risco Cambial: O alívio nas taxas americanas pode fazer o dólar perder força contra o real no curto prazo. Evite remessas internacionais de valor elevado de uma só vez; prefira fracionar a compra da moeda americana ao longo dos meses para suavizar o preço médio.

  • Acompanhe o Simpósio de Jackson Hole: Os discursos de dirigentes dos principais bancos centrais do mundo costumam balizar as expectativas de mercado para o encerramento do ano. Ajuste o nível de exposição ao risco na B3 antes de grandes pronunciamentos oficiais da autoridade monetária dos EUA.

     

     

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Bradesco leiloa mais de 80 imóveis com até 81% de desconto: como arrematar em 18 Estados

Em parceria com a Zuk, banco liquida ativos retomados com lances a partir de R$ 24 mil e oferece pagamento em até 48 vezes para atrair investidores em 2026

O que aconteceu

  • Mega Feirão de Retomados: O Bradesco colocou em leilão, neste mês de agosto, mais de 80 imóveis (entre casas, apartamentos, terrenos e espaços comerciais) distribuídos por 18 estados brasileiros.

  • Preços e Descontos: Os valores iniciais das propriedades variam de R$ 24 mil a R$ 2,1 milhões, com descontos agressivos que atingem a marca de 81%.

  • Condições de Pagamento: O banco oferece um atrativo de 10% de desconto adicional para pagamentos à vista, além da opção de parcelamento direto em até 48 vezes.

  • Destaque no Rio: A principal barganha do evento é um apartamento de 89 metros quadrados na região central do Rio de Janeiro, que responde pelo maior deságio da carteira (81%).

A consolidação de carteiras de crédito por parte dos grandes bancos tem aquecido o mercado secundário de imóveis neste segundo semestre de 2026. Em uma ofensiva comercial para liquidar ativos imobilizados e transformá-los em capital de giro, o Bradesco, em parceria com a empresa de leilões Zuk, colocou mais de 80 imóveis sob o martelo. A rodada de arremates virtuais destaca-se não apenas pela forte capilaridade nacional — atingindo 18 estados da federação —, mas pela agressividade dos descontos repassados ao mercado.

O catálogo diversificado atende a um espectro amplo de bolsos e perfis de risco. Os interessados encontram desde lotes e imóveis populares com lance inicial na casa dos R$ 24 mil até ativos de alto padrão financeiro, como uma propriedade de 292 metros quadrados cujo lance inicial parte de R$ 2,1 milhões. A distribuição geográfica das oportunidades inclui praças estratégicas e com forte liquidez, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Santa Catarina.

Para os investidores que buscam pechinchas com foco em retrofit (reforma para posterior revenda ou locação comercial), o grande chamariz do leilão concentra-se na região Sudeste. Trata-se de um apartamento de 89 metros quadrados localizado no Centro do Rio de Janeiro (RJ), avaliado em R$ 490,8 mil, que detém o maior desconto da prateleira do evento: 81%.

A flexibilidade financeira desenhada para o certame também atua como alavanca de atração. Em um cenário em que a originação de crédito imobiliário tradicional se torna mais seletiva e custosa devido aos juros internos, o Bradesco permite o financiamento direto dos ativos. O comprador pode optar por pagar o arremate à vista, garantindo 10% de desconto sobre o lance vencedor, ou diluir o investimento em parcelamentos que chegam a até 48 meses.

A tese de investir em imóveis leiloados ganha reforço analítico quando cruzada com os atuais dados macroeconômicos. Informações recentes sobre o setor demonstram que, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula uma alta de 4,44% no balanço de 12 meses, o valor médio da locação residencial subiu a uma taxa anualizada de 9,28%. Essa assimetria — onde o reajuste dos aluguéis supera em larga escala a inflação oficial — transforma a arrematação de propriedades superdescontadas em um veículo robusto para geração de dividendos de tijolo (dividend yield), protegendo o patrimônio familiar da volatilidade financeira.

Guia do Investidor

A participação em leilões de propriedades retomadas por bancos exige planejamento tático e diligência jurídica. Siga o roteiro operacional para maximizar o retorno sem expor o capital a sobressaltos:

  • Acesso e Cadastro Prévio: A disputa pelos ativos ocorre integralmente no ambiente online. Os investidores devem acessar a plataforma oficial da Zuk e realizar um cadastro prévio, passo essencial para habilitar os lances na área de negociação.

  • Leitura Obrigatória do Edital: A regra máxima do mercado é a soberania do edital de venda. Antes de enviar qualquer oferta, consulte a documentação completa de cada lote para verificar quem se responsabiliza por eventuais dívidas anteriores de condomínio ou de IPTU pendentes sobre a propriedade.

  • Atenção às Características de Ocupação: Verifique nas especificações do imóvel se ele se encontra ocupado. Propriedades que ainda estão sob a posse dos antigos devedores exigem que o arrematante arquitete e custeie uma ação judicial de imissão na posse (despejo). Esse tempo de espera e gasto com advogados já está, na maioria das vezes, precificado pelo elevado desconto oferecido pelo banco.

  • Custo Oculto (Comissão): Ao dimensionar o limite do seu lance — seja ele destinado à liquidação à vista ou para o parcelamento em 48 vezes —, compute obrigatoriamente a taxa de 5% de comissão do leiloeiro sobre o valor de batida do martelo, além das despesas com ITBI e custas de cartório para a transferência do bem.

     

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Bancos vão faturar com ‘pedágio’ no Pix e cartões no novo sistema de Split Payment

 

Proposta do governo estipula remuneração de R$ 0,39 por transação para que as instituições financeiras atuem como fiscais e recolham impostos automaticamente no momento da compra.

Principais Pontos

  • Arrecadação Instantânea: O mecanismo de “Split Payment” (pagamento dividido) da Reforma Tributária fará com que o imposto de cada compra seja retido no exato ato do pagamento, seja via Pix, débito, crédito ou boleto.

  • A Nova Fatia dos Bancos: Para processar essa divisão bilionária em milissegundos e repassar o dinheiro ao Fisco, um grupo de trabalho do governo propôs remunerar as instituições de pagamento em R$ 0,39 por operação.

  • Fim do ‘Capital de Giro’ Informal: As empresas deixarão de receber o valor cheio de suas vendas, perdendo o fôlego financeiro gerado pelos tributos que costumavam ficar no caixa da empresa até o mês de vencimento.

  • Testes Imediatos: O ano de 2026 atua como laboratório oficial, com alíquotas simbólicas (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), preparando a transição e o início das retenções reais sobre o fluxo de caixa a partir de 2027.

O sistema financeiro brasileiro está prestes a ganhar uma nova — e gigantesca — linha de receita, enquanto o setor produtivo precisará recalcular sua gestão de tesouraria com urgência. A implementação do “Split Payment” (pagamento dividido), que atua como a espinha dorsal tecnológica da Reforma Tributária, transformará bancos, credenciadoras de maquininhas e carteiras digitais em extensões imediatas e implacáveis da Receita Federal.

A mecânica é inédita: sempre que um consumidor ou empresa realizar o pagamento de uma compra ou contratação de serviço via Pix, cartão ou boleto, o banco processador da transação irá fatiar o montante instantaneamente. O valor líquido da mercadoria seguirá para a conta do fornecedor, enquanto os impostos devidos cairão direto nos cofres públicos.

A grande novidade que movimentou os bastidores econômicos neste início de agosto de 2026 é o preço dessa conveniência para o Estado. Para adaptar toda a complexa infraestrutura sistêmica e assumir o risco de separar o dinheiro em tempo real, os bancos demandaram uma contrapartida financeira. O grupo de trabalho responsável por regulamentar a medida — que conta com membros do Ministério da Fazenda, da Controladoria-Geral da União (CGU) e de representantes da Febraban — colocou na mesa a proposta de pagar R$ 0,39 a cada transação processada pelo sistema.

Considerando que a economia brasileira gira trilhões de reais anualmente em bilhões de microtransações via Pix e cartões, esse “pedágio” representa uma injeção de recursos monumental para as instituições financeiras. O debate em Brasília agora busca equacionar o peso desse repasse, uma vez que a fatura sairá do próprio Estado e já levanta questionamentos sobre a conformidade de seus custos em relação aos limites do Arcabouço Fiscal.

A Engrenagem contra a Sonegação

A justificativa do Ministério da Fazenda para bancar um sistema de arrecadação em tempo real é clara: a eliminação quase total da sonegação e da inadimplência no consumo. Hoje, a estrutura de recolhimento exige um esforço fiscalizador gigantesco, abrindo margem para omissões e atrasos. Com o Split Payment, o sistema vai consultar a plataforma da Receita e do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) em frações de segundo durante a compra, travando a fatia governamental antes que o dinheiro se misture aos recursos da empresa.

Para os contribuintes corporativos, a promessa é de simplificação a longo prazo. O novo modelo centralizará os pagamentos, eliminando progressivamente até 2033 a necessidade de gerar guias confusas e independentes para cinco tributos diferentes (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS), que darão lugar à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao IBS.

O Impacto Direto nas Empresas e a Fome de Caixa

Se, por um lado, o governo blinda suas receitas e os bancos ganham uma nova linha de tarifa por prestação de serviço ao Fisco, por outro, o varejo e o setor produtivo acendem um sinal de alerta gravíssimo para a sobrevivência de seu caixa.

Historicamente, as empresas utilizam a defasagem natural entre o dia da venda e o vencimento do tributo — que costuma ocorrer no mês subsequente, entre 20 e 30 dias depois — como um alívio financeiro. Esse montante transita pelas contas corporativas funcionando como um “capital de giro informal”, ajudando a pagar fornecedores ou, no mínimo, rendendo juros em aplicações de liquidez diária. Com o Split Payment, esse oxigênio financeiro desaparece de forma instantânea. Companhias que operam com margens justas terão uma queda brusca de liquidez, o que as empurrará para a contratação de linhas de crédito mais caras para financiar a operação do dia a dia.

O ano de 2026 cumpre o papel de laboratório fiscal: os impostos vêm destacados nas notas em caráter de teste (alíquota simbólica de 1%), sem que as retenções violentas afetem o caixa. Contudo, a partir de 2027, a CBS passa a ser cobrada efetivamente, iniciando o split opcional entre empresas, com um cronograma agressivo de transição que não permitirá mais erros de planejamento.

Guia do Empresário e Gestor Financeiro: Orientações Práticas

A chegada iminente da retenção instantânea exige ações de proteção ao caixa que devem ser aplicadas ainda neste ano de 2026. Veja o que é preciso estruturar:

  • Refaça as Projeções de Fluxo de Caixa (Tesouraria): Calcule o impacto exato da saída imediata do valor correspondente ao IBS e à CBS do saldo diário da sua empresa. Sem o “prazo de carência” para pagar o imposto, sua Necessidade de Capital de Giro (NCG) vai subir substancialmente. Renegocie agora mesmo os prazos de pagamento com seus fornecedores.

  • Atualização Imediata de ERP e PDV: O Split Payment exige integração impecável. Certifique-se de que o sistema emissor das notas fiscais e o sistema de recebimento (maquininhas/links de pagamento) operam em total sintonia para o cálculo automático e geração de guias digitais cruzadas.

  • Monitoramento da Base Eletrônica: Vendas em dinheiro vivo ficam marginalizadas nesta primeira etapa, mas se o seu negócio tem alto volume de faturamento oriundo de Pix, cartões de crédito e débito, esteja ciente de que o desconto será automático. Não conte com esses valores como caixa livre para o giro do mês.

  • Contratos e Regime de Transição (B2B): Quem vende para outras empresas (B2B) será impactado pelas obrigações fiscais de forma mais acelerada a partir de 2027. Prepare a contabilidade para mapear com precisão as entradas que já tiveram imposto retido e as margens da empresa no novo modelo.

     

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

O Labirinto do Calote: Por Que o Mercado de Crédito no Brasil Travou em 2026

 

Com a Selic cravada em 14% e mais de 81 milhões de CPFs negativados, balanços de Itaú e Bradesco evidenciam o contraste entre a forte rentabilidade do setor e a crise estrutural de crédito no Brasil.

O que aconteceu

  • Pressão de Juros e Calote: O Brasil atingiu a marca histórica de 81,7 milhões de adultos inadimplentes em 2026, reflexo direto do elevado custo de vida e do aperto monetário provocado pela taxa Selic, atualmente fixada em 14% ao ano.

  • Resultados do 2T26: Enquanto o Itaú apresentou forte lucro de R$ 12,4 bilhões com risco controlado, o Bradesco (lucro de R$ 7,05 bilhões) viu sua inadimplência acima de 90 dias sofrer ligeira elevação para 4,3%.

  • Perspectiva do Setor: Executivos das grandes instituições mantêm postura restritiva no apetite ao risco, descartando qualquer melhora estrutural rápida na capacidade de pagamento das famílias ao longo deste ano.

  • Intervenção Governamental: O Novo Desenrola Brasil, viabilizado por Medida Provisória, libera repactuações com descontos de até 90%, mas levanta alertas sobre o risco de reincidência de dívidas no médio prazo.

O ambiente de crédito no Brasil em 2026 solidificou-se como um dos mais desafiadores da história recente para o varejo. Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do início de agosto, o Banco Central manteve o tom austero e cravou a taxa básica de juros (Selic) em 14% ao ano. Esse patamar, necessário para ancorar a economia, asfixia o orçamento familiar e impulsiona a inadimplência, que atingiu o impressionante teto de 81,7 milhões de adultos negativados no país.

Para efeito prático, metade da população maior de idade do país convive atualmente com alguma conta em atraso. O endividamento severo passou a comprometer, em média, mais de 31% da renda mensal dos lares, atingindo picos de 50% entre os cidadãos vulneráveis. O rotativo do cartão de crédito, com sua dinâmica impiedosa de juros, permanece como principal catalisador desse sufocamento.

O choque do superendividamento refletiu-se de maneiras distintas na recém-encerrada temporada de balanços financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26). Fica clara a adoção de estratégias altamente conservadoras pelas instituições, que lucram enquanto fecham a torneira de dinheiro novo.

O Itaú Unibanco, por exemplo, reportou lucro recorrente gerencial de R$ 12,4 bilhões, ostentando um invejável Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) anualizado de 24,3%. O banco destacou que seu índice de inadimplência consolidado permaneceu blindado nas mínimas históricas, fruto de uma originação de crédito focada em clientes de alta resiliência e produtos com garantia colateralizada.

Na outra ponta, o Bradesco consolidou seu décimo trimestre consecutivo de recuperação do lucro — somando R$ 7,05 bilhões —, porém com sinais claros de que a ponta do varejo segue espinhosa. A inadimplência da instituição referente a atrasos acima de 90 dias marcou uma leve alta trimestral, cravando 4,3%. A liderança corporativa indicou que a deterioração refletiu o aperto sobre carteiras de Micro e Pequenas Empresas (MPMEs) e operações de capital de giro. Em uníssono, a alta cúpula dos grandes bancos adota tom de extrema precaução: o freio na concessão de crédito massificado será mantido e não existe otimismo para uma queda autônoma da inadimplência sem alívio macroeconômico forte.

Como válvula de escape à falência do cidadão comum, o governo interveio por meio da Medida Provisória (MP) 1.355/2026, reativando o Novo Desenrola Brasil desde maio. A mecânica é desenhada para limpar passivos de pequeno porte: pessoas com renda bruta mensal de até R$ 8.105 podem refinanciar débitos bancários de até R$ 15 mil (por instituição financeira) pagando juros máximos de 1,99% ao mês.

O programa força os bancos parceiros a oferecerem abatimentos significativos, que vão de 30% a 90% do valor da dívida. Apesar do respiro, senadores e economistas alertam para as estatísticas desfavoráveis. Nas rodadas primárias deste formato de renegociação, o mercado aferiu que houve crescimento de 15% na reincidência de calotes nas faturas repactuadas. A leitura central em 2026 é que programas governamentais oferecem um alívio pontual, mas são incapazes de resolver o problema basilar causado por estagnação de renda e uma Selic a 14% ao ano.

Guia do Investidor / Guia do Beneficiário: Orientações Práticas

Para o Investidor da B3 (Ações do Setor Financeiro):

  • Filtro pela Qualidade da Carteira: Com os juros em 14%, o driver principal para quem investe em ações como ITUB4, BBDC4 ou BBAS3 é a blindagem do crédito (NPL acima de 90 dias). Instituições com crescimento focado em linhas consignadas e operações colateralizadas de grandes empresas estão menos expostas ao calote surpresa.

  • Foque nos Dividendos: A expansão acelerada das carteiras abertas não é viável nesse momento do ciclo. Dessa forma, as ações funcionam como grandes geradoras de caixa (“vagas leiteiras”). Atente-se à regularidade da distribuição de Juros Sobre Capital Próprio (JCP), estratégia amplamente utilizada pelos bancos no 2T26 para otimizar tributos.

Para o Consumidor Endividado (Novo Desenrola Brasil):

  • Critérios de Inclusão: A sua dívida elegível ao Novo Desenrola precisava ter sido formalizada como empréstimo ou crédito até o dia 31 de janeiro de 2026, encontrando-se atrasada no prazo entre 91 e 720 dias.

  • Saque do FGTS como Trunfo e Armadilha: A atual MP permite utilizar o montante resgatado do Fundo de Garantia para pagar a dívida negociada à vista. Caso opte por usar valores provenientes do “saque-aniversário”, esteja ciente de que novas movimentações nesta modalidade ficarão travadas até o momento em que haja a recomposição devida do saldo.

  • Evite Golpes: As renegociações devem ser conduzidas diretamente com a instituição credora (em seus canais e aplicativos oficiais), e não devem ser pagas taxas a terceiros ou prefeituras para “acessar” o desconto do Governo.

     

     https://istoedinheiro.com.br/crise-de-credito-selic-recorde-negativados

Alerta do BC: Por Que Choques de Oferta Podem Manter os Juros Altos

 

A autoridade monetária do Brasil sinaliza que prolongará o ciclo de juros altos para conter a inflação, caso a alta de preços em alimentos e energia contamine as expectativas de longo prazo. Em comunicados recentes de agosto de 2026, o Banco Central reforça sua postura combativa para evitar efeitos secundários na economia nacional, mantendo a taxa Selic em patamar restritivo.

O que aconteceu

  • O Banco Central reafirma compromisso com o combate à inflação e alerta para a prolongação do ciclo de juros altos frente a choques de oferta.
  • A taxa Selic deve permanecer em 14% ao ano até o segundo semestre de 2026, consolidando uma política monetária estritamente restritiva.
  • A prioridade do Copom é ancorar as expectativas de inflação, evitando que o repasse de custos de commodities se alastre para outros setores da economia.

O Banco Central do Brasil enviou um recado direto ao mercado financeiro e aos agentes econômicos ao detalhar os cenários de risco para a trajetória da inflação no país. Em seus comunicados recentes em agosto de 2026, a autarquia enfatizou que, embora Choques de Oferta — como intempéries climáticas sobre a safra agrícola ou volatilidade nos preços internacionais do petróleo — sejam eventos em tese transitórios, a resposta monetária será contundente se houver contaminação das expectativas ou alastramento para os demais preços da economia.

A distinção é crucial para a condução da política monetária. Tradicionalmente, bancos centrais costumam “olhar através” de choques pontuais de oferta, uma vez que a elevação imediata da Selic não reduz a cotação do barril de petróleo nem normaliza a colheita de grãos. No entanto, o risco surge quando os agentes econômicos passam a reajustar contratos, salários e preços finais prevendo uma inflação permanentemente mais alta. É exatamente sobre esses chamados “efeitos secundários” ou “efeitos de segunda ordem” que o Banco Central promete atuar sem hesitação.

Rigor monetário: o que o Banco Central busca evitar?

O ambiente econômico de 2026 tem sido testado por uma combinação de fatores geopolíticos e eventos climáticos extremos que pressionam os custos de produção no agronegócio e no setor energético. Com a Selic mantida no patamar estritamente restritivo de 14% ao ano, o Copom busca garantir que a inflação oficial convirja de forma sustentável para a meta estabelecida de 3,0%.

A preocupação central da diretoria do BC reside na desancoragem das projeções de mercado captadas no Boletim Focus. Quando a expectativa de IPCA para os horizontes relevantes se afasta do centro da meta, o custo para trazer a inflação de volta ao objetivo aumenta consideravelmente, exigindo que a taxa de juros permaneça em níveis contratrativos por um período mais longo do que o previamente estimado.

Cenário de 2026: commodities, clima e ancoragem das expectativas

A reafirmação desse compromisso pela autoridade monetária afeta diretamente a precificação dos ativos na B3 e no mercado de dívida corporativa. O tom contundente do BC retira do horizonte qualquer perspectiva de corte iminente nos juros no curto prazo, promovendo o fechamento ou a inclinação da curva de juros futuros conforme a leitura dos dados correntes.

Para as empresas brasileiras, a manutenção prolongada da Selic em 14% implica custos de captação continuadamente elevados. As emissões de debêntures e a concessão de crédito bancário corporativo exigem maior seletividade e prêmios de risco adequados, refletindo o cenário de atividade econômica mais moderada e de restrição de caixa para companhias mais alavancadas.

Impactos na curva de juros e no crédito privado

1. Estratégia em Renda Fixa:

  • Títulos Atrelados à Inflação (NTN-B / Tesouro IPCA+): Continuam sendo a principal proteção estrutural para o capital. As taxas reais elevadas em 2026 oferecem ganho expressivo acima da variação do IPCA, blindando o investidor contra choques de oferta persistentes.
  • Títulos Pós-Fixados (CDI): Com a Selic em 14% ao ano, papéis pós-fixados mantêm alta atratividade, rentabilidade expressiva de curto prazo e liquidez diária, servindo como ancoragem de menor volatilidade.
  • Prefixados: Exigem cautela acrescida. Acomodar posições em títulos pré-fixados de longo prazo em momentos em que o BC alerta para riscos de choques de oferta pode expor a carteira a marcações a mercado negativas.

2. Alocação em Renda Variável (Ações e FIIs):

  • Setores Defensivos: Dê preferência a empresas geradoras de caixa previsível e com capacidade de repasse de inflação, como concessionárias de energia elétrica e saneamento.
  • Fundos Imobiliários de Papel: FIIs cujos portfólios são compostos por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados ao IPCA e ao CDI tendem a continuar entregando dividendos elevados no ambiente atual.
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PIS/Pasep 2026: Novo lote do abono salarial é pago nesta segunda-feira; veja quem recebe e como sacar

 

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) dá sequência, nesta segunda-feira de agosto de 2026, à liberação do pagamento do PIS/Pasep, benefício anual destinado a trabalhadores do setor privado e servidores públicos. O abono, com ano-base 2024, atinge aqueles com remuneração média de até dois salários mínimos e valor máximo equivalente ao salário mínimo atual, sendo operacionalizado pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

O que aconteceu

  • O pagamento do PIS/Pasep do calendário de 2026, referente ao ano-base 2024, foi iniciado nesta segunda-feira pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
  • O valor do abono salarial varia de R$ 135,08 a R$ 1.621,00, calculado de forma proporcional aos meses trabalhados com carteira assinada ao longo de 2024.
  • Têm direito ao benefício os profissionais que receberam média de até dois salários mínimos mensais no ano de referência e que tiveram seus dados informados corretamente no eSocial ou RAIS.

A injeção de recursos no consumo das famílias ocorre por meio dos dois principais operadores financeiros estatais: a Caixa Econômica Federal, responsável pelo Programa de Integração Social (PIS) destinado aos empregados com carteira assinada na iniciativa privada, e o Banco do Brasil, encarregado do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

O teto do abono salarial em 2026 acompanha o valor integral do piso nacional vigente, fixado em R$ 1.621,00. O repasse é fracionado na razão de 1/12 por cada mês trabalhado com vínculo formal durante o ano-base de 2024, considerando-se fração igual ou superior a 15 dias de trabalho como mês integral.

Quais as regras de elegibilidade e exceções?

Para ter direito ao abono salarial liberado no calendário corrente, o cidadão precisa cumprir cumulativamente quatro requisitos previstos na legislação:

  • Tempo de Cadastro: Estar cadastrado no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos (com primeiro registro efetuado até 2021).
  • Tempo de Serviço: Ter exercido atividade remunerada formal para pessoa jurídica por, no mínimo, 30 dias consecutivos ou intercalados no ano-base 2024.
  • Teto de Renda: Ter recebido remuneração média mensal de até dois salários mínimos vigentes no ano-base.
  • Informação Cadastral: Ter os dados pessoais e trabalhistas informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial.

Empregados domésticos, trabalhadores rurais contratados por pessoa física e trabalhadores urbanos vinculados a pessoas físicas não têm direito ao abono salarial, uma vez que a contribuição do PIS/Pasep é recolhida exclusivamente por empresas e entidades governamentais.

Guia do beneficiário: como consultar e receber o PIS/Pasep?

Para consultar e realizar o resgate do PIS/Pasep de forma ágil e sem imprevistos, siga os passos abaixo:

  • Consulta de Elegibilidade: Acesse o aplicativo Carteira de Trabalho Digital (disponível para Android e iOS) ou o Portal Gov.br. Na aba “Benefícios”, selecione “Abono Salarial” para checar o valor disponível, a data de liberação e o banco pagador. Informações adicionais podem ser obtidas pela central Alô Trabalho, no telefone 158.
  • Como Receber o PIS (Trabalhadores Privados na Caixa):
    • Quem possui conta corrente ou poupança na Caixa recebe o crédito diretamente na conta.
    • Demais trabalhadores têm a conta Poupança Social Digital aberta automaticamente, movimentável pelo aplicativo Caixa Tem.
    • Saques presenciais podem ser realizados em lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e caixas eletrônicos utilizando o Cartão Cidadão com senha registrada.
  • Como Receber o Pasep (Servidores Públicos no Banco do Brasil):
    • Correntistas do Banco do Brasil recebem o crédito diretamente em conta corrente ou poupança.
    • Não correntistas podem efetuar a transferência via Pix sem custos por meio do portal oficial do Banco do Brasil ou dirigir-se a uma agência com documento de identificação.
  • Resolução de Inconsistências: Caso o benefício conste como “não habilitado” por erro de dados na RAIS/eSocial, o trabalhador deve solicitar à empresa empregadora a correção da declaração junto ao Ministério do Trabalho e Emprego para liberação em lote residual.

O prazo final para todos os beneficiários contemplados no calendário de 2026 efetuarem o resgate dos recursos é até o dia 28 de dezembro de 2026. Da IstoÉ.

 

https://istoedinheiro.com.br/pis-pasep-2026-novo-lote-do-abono-salarial-e-pago-nesta-segunda-feira-veja-quem-recebe-e-como-sacar

terça-feira, 11 de agosto de 2026

IPCA de Julho de 2026 desacelera para 0,07%; veja os impactos

 

Com forte alívio vindo do grupo de Alimentação e Bebidas e pressão concentrada na energia elétrica, o acumulado em 12 meses recua para 4,44% e permanece abaixo do teto da meta do Banco Central.

Principais Pontos

  • Perda de fôlego no mês: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,07% em julho de 2026, desacelerando em relação à taxa de 0,16% registrada no mês de junho.

  • Trajetória em 12 meses: No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA recuou para 4,44%, mantendo-se dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, cujo teto é de 4,50%.

  • Efeito energia versus comida: O grupo Habitação apresentou a maior alta do mês (0,99%), impulsionado pela conta de luz, enquanto o grupo Alimentação e Bebidas registrou deflação (-0,67%), segurando o índice geral.

  • INPC no campo negativo: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda (1 a 5 salários mínimos), registrou taxa de -0,01% em julho.

O cenário inflacionário brasileiro deu sinais claros de arrefecimento no início do segundo semestre de 2026. Segundo os dados oficiais do IBGE, o IPCA de julho desacelerou para 0,07%, ficando abaixo do resultado de junho (0,16%) e consideravelmente inferior ao registrado em julho do ano passado (0,26%). Com esse desempenho, a inflação acumulada no ano atingiu 3,44%, enquanto o acumulado em 12 meses baixou de 4,64% em junho para 4,44% em julho.

O dado traz um refresco fundamental para o horizonte do Banco Central. Ao rodar em 4,44% no acumulado de 12 meses, o indicador permanece formalmente dentro do limite superior do sistema de metas de inflação (estabelecido em 3,00% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, teto de 4,50%).

A leitura pormenorizada dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE revela uma dinâmica de forças opostas que compensaram o resultado final de julho.

De um lado, o grupo Habitação exerceu a maior pressão de alta no mês, avançando 0,99% e gerando o maior impacto individual (+0,15 ponto percentual no índice). O grande vilão foi o item energia elétrica residencial, que saltou 3,09% em julho. O aumento reflete a vigência da bandeira tarifária amarela (com custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos) somada a reajustes tarifários aplicados em grandes distribuidoras metropolitanas, como São Paulo (8,85%), Porto Alegre (14,89%) e Curitiba (19,55%).

Do outro lado, a alimentação atuou como o principal amortecedor da inflação. O grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,67% em julho, promovendo um alívio de -0,14 ponto percentual no IPCA. A queda de preços em itens básicos in natura e grãos favoreceu diretamente o orçamento familiar, o que explica por que o INPC — indicador com maior peso do orçamento alimentício para famílias de baixa renda — entrou em terreno deflacionário (-0,01%).

Entre os demais setores, destaques para a queda em Vestuário (-0,66%) e a alta moderada no grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,40%).

Cenário Monetário: O Recado para os Juros e o Banco Central

A publicação do IPCA de julho ocorre poucos dias após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter ajustado a taxa Selic para 14,00% ao ano na reunião realizada em 5 de agosto de 2026. A desacelerada na inflação corrente reforça a tese de que a política monetária restritiva adotada pela autoridade monetária segue cumprindo seu papel de ancoragem das expectativas.

Entretanto, o Banco Central mantém o tom de cautela. A inflação de serviços e as pressões pontuais em custos de infraestrutura e energia exigem vigilância, impedindo cortes precipitados ou agressivos na taxa de juros básica nos próximos trimestres.

Guia do Investidor: Orientações Práticas

  • Títulos Atrelados ao IPCA (Tesouro IPCA+ e CRIs/CRAs): Com a inflação acumulada em 12 meses a 4,44% e os juros reais do mercado ainda atrativos, os papéis IPCA+ continuam sendo a principal blindagem de longo prazo. Eles garantem a manutenção do poder de compra mais um cupom de juros reais expressivo.

  • Títulos Pós-Fixados (Selic e CDI): Com a taxa básica de juros fixada em 14% ao ano, a renda fixa pós-fixada (Tesouro Selic, CDBs a 100% do CDI e LCIs/LCAs) mantém uma rentabilidade nominal excelente e com baixíssimo risco de volatilidade. É a alocação ideal para reserva de emergência e capital de curto prazo.

  • Ações do Setor elétrico e Utilities: A alta na tarifa de energia elétrica reforça a previsibilidade de receita e a atualização contratual das concessionárias geradoras e distribuidoras. Empresas com proventos previsíveis continuam sendo boas pagadoras de dividendos no atual momento macroeconômico.

  • Atenção ao Custo da Dívida: Para o consumidor final e pequenas empresas, a Selic em patamar elevado exige controle rigoroso sobre financiamentos, cheque especial e cartão de crédito. Aproveite o momento de descompressão nos preços dos alimentos para quitar dívidas custosas.

     

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