sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

FUP: petroleiros articulam com Petrobras envio de petróleo a Cuba em meio a sanções dos EUA

 FUP (@fupbrasil) · Rio de Janeiro, RJ

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) estão em conversas com a diretoria da Petrobras para a construção de um entendimento conjunto que viabilize o embarque de petróleo brasileiro para Cuba, informou a FUP nesta sexta-feira, 13.

A iniciativa acontece depois dos Estados Unidos, no final de janeiro, aprovarem decreto que impõe tarifas contra países que forneçam petróleo a Cuba, ampliando, assim, o cerco econômico aos cubanos e comprometendo o abastecimento de energia na ilha.

Além das federações petroleiras, a operação reúne o Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba e às Causas Justas, a Associação Cultural José Martí, entidades populares, centrais sindicais e partidos políticos.

“A FUP se solidariza com o povo cubano, contra o embargo econômico e energético promovido pelo governo Trump. A diplomacia brasileira já se manifestou acertadamente sobre o tema. Contudo, precisamos de ações concretas, urgentes, e de caráter humanitário. A Petrobras, na condição de empresa pública de um País soberano, precisa se envolver para garantir o abastecimento de petróleo para o país caribenho”, destacou em nota o diretor da Fup, Paulo Neves.

O Brasil mantém relações comerciais com Cuba, exportando principalmente produtos agrícolas e alimentícios, além de alguns bens industriais. A balança comercial geral entre os dois países apresenta superávit para o Brasil, segundo a entidade sindical.

Procurada, a Petrobras ainda não havia confirmado a informação até a publicação desta nota.

Empresa de trens alemã suspende campanha com autoironia

 


Latam Brasil registra alta de 12% no tráfego doméstico com demanda ainda aquecida

 

A Latam Brasil registrou crescimento de 12% no tráfego (RPK) doméstico em janeiro de 2026 ante igual período de 2025. O desempenho reflete a sólida demanda no País, assim como os investimentos em novas rotas e frequências realizadas ao longo do ano passado, segundo a companhia.

A oferta da operação brasileira da aérea, medida por assentos-quilômetro oferecidos (ASK), cresceu 11% no primeiro mês deste ano na comparação anual.

Já a ocupação média dos voos no País avançou 0,8 ponto porcentual, atingindo 83%.

Os números da Latam Brasil ajudaram a impulsionar em 9% o tráfego de passageiros do Grupo Latam. O grupo transportou 8,2 milhões de passageiros em janeiro, com fator de ocupação de 86,4%, alta de 1,7 ponto porcentual.

A capacidade consolidada (ASK) do grupo aumentou 11,1%, enquanto o tráfego consolidado (RPK) cresceu 13,3% na mesma base de comparação.

Na operação de carga, o grupo registrou capacidade de 746 milhões de toneladas-quilômetro disponíveis (ATK) em janeiro, avanço anual de 6,4%, transportando 83 mil toneladas no mês.

FGV: 78% estão satisfeitos ou muito satisfeitos com trabalho atual; veja números

 

Pesquisa divulgada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) aponta que 78,1% dos trabalhadores afirmam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com seu emprego atual. É a maior porcentagem desde junho de 2025, quando o dado passou a ser coletado.

Os dados integram o estudo Sondagem de Mercado de Trabalho e mostram que apenas 6,1% das pessoas estão insatisfeitas ou muito insatisfeitas. Os 15,8% restantes se declararam neutros. Veja a evolução de cada parcela desde o início do levantamento de dados:

“A evolução favorável do mercado de trabalho nos últimos anos parece refletir nos dados sobre satisfação do trabalho, que seguem avançando. A mínima da taxa de desocupação, com melhora concentrada no trabalho formal, e a evolução da renda, são fatores que tendem a influenciar a percepção dos trabalhadores sobre sua ocupação”, analisa o economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da FGV).

O pesquisador destaca que o crescimento da satisfação com o emprego deve acompanhar a desaceleração no mercado de trabalho em 2026.

Remuneração é principal queixa dos insatisfeitos

A pesquisa questionou quem relatou insatisfação sobre as causas para este sentimento. Baixa remuneração foi principal reclamação, citada por 60,5%. Em seguida, aparecem questões relacionadas à saúde mental (24,8%) e carga horária elevada (21,9%). Veja no gráfico:

Segundo Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, “a parcela que ainda se mostra insatisfeita reforça a importância da remuneração para essa percepção”.

A pesquisa aponta que para 28,2% dos respondentes a remuneração foi insuficiente para arcar com despesas
essenciais como moradia, educação, alimentação ou saúde.

Comércio tem dezembro pior que o esperado, mas fecha 2025 com alta de 1,6%

 

As vendas do comércio brasileiro caíram 0,4% em dezembro, após crescimento de 1% registrada em novembro, informou nesta sexta-feira, 13, o IBGE.

Apesar do resultado negativo no último mês do ano, o varejo fechou o ano de 2025 com alta de 1,6%, bem abaixo do avanço de 4,1% registrado em 2024. Em 2023 havia sido 1,7%, 2022 1,0% e 2021 1,4%.

O resultado veio abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 0,20% na comparação mensal e de avanço de 2,50% sobre um ano antes.

“O crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído, puxado pela farmacêutica, por móveis e eletrodomésticos e equipamentos para escritório, informática e comunicação, essa última fortemente influenciada pela forte desvalorização do dólar frente ao real, que ajudou nas vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops”, avaliou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. 

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas em dezembro caiu 1,2% frente ao mês imediatamente anterior, após alta de 0,6% em novembro. Com isso, fechou 2025 acumulando variação positiva de 0,1%.

O que explica a perda de força?

A política monetária restritiva pesou sobre a economia no ano passado, embora o mercado de trabalho forte e a renda em alta tenham ajudado o desempenho das vendas varejistas. Ainda assim, os resultados do setor foram fracos durante a maior parte de 2025, com seis quedas mensais.

Segmentos mais sensíveis ao crédito, como veículos, móveis e eletrodomésticos, sentem mais os efeitos taxa Selic elevada. No mês passado, o Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros em 15%, mas indicou o início de um ciclo de cortes em março.

Destaques do ano

Sete das onze atividades pesquisadas pelo IBGE fecharam o ano no campo positivo: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), Móveis e eletrodomésticos (4,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), Tecidos, vestuário e calçados (1,3%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e Combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Pelo lado negativo, tiveram queda em 2025: Veículos e motos, partes e peças (-2,9%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e Material de construção (-0,2%).

Perspectivas

Na véspera, o IBGE mostrou que o setor de serviços, que possui o maior peso no PIB (Produto Interno Bruto),  encerrou o ano de 2025 com avanço de 2,8%. Já a indústria, por exemplo, cresceu 0,6%. O Ministério da Fazenda projeta que o crescimento do PIB em 2025 tenha ficado em 2,3%.

Já para 2026 a perspectiva é de desaceleração ainda maior da economia.

“Mesmo com a perspectiva de cortes ao longo deste ano, os juros continuarão em patamar elevado, impactando principalmente os segmentos mais sensíveis ao crédito, como veículos, materiais de construção, móveis e eletrodomésticos. Por esse motivo, nossa projeção é de que as vendas no varejo ampliado fechem 2026 somente com uma leve alta em relação ao ano passado”, afirma Claudia Moreno, economista do C6 Bank, que projeta crescimento de 1,7% do PIB do Brasil em 2026.

Com informações da Reuters

Quaest: 2 em cada 3 dizem que não foram beneficiados pela nova isenção do IR

 

O novo teto de isenção do Imposto de Renda passou a valer em 1º de janeiro deste ano, mas 67% – ou 2 em cada 3 – dos brasileiros consultados na pesquisa feita pela Genial/Quaest afirmam que não foram beneficiados com a isenção.

Em 2026 começou a valer a nova regra da reforma do Imposto de Renda, aprovada ano passado no Congresso, que isenta o pagamento do imposto as rendas até R$ 5 mil por mês. Além disso, haverá redução progressiva da ‘mordida do Leão’ para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350. Para quem ganha acima desse valor, até o limite de R% 50 mil  mensais, nada muda.

 

A nova regra do IR incide sobre os salários de janeiro, com impacto direto no bolso a partir do pagamento de fevereiro. No entanto, a consolidação desses valores ocorrerá apenas na Declaração de Ajuste Anual em 2027 (ano-calendário 2026).

A pesquisa realizou 2.004 entrevistas com brasileiros acima de 18 anos entre os dias 5 e 9 de fevereiro. O nível de confiança é de 95%.

Em levantamento feito em outubro, 61% dos entrevistados afirmaram que seriam beneficiados pela nova regra. Procurado para comentar a pesquisa, o Ministério da Fazenda ainda não se manifestou. O espaço segue aberto e o texto será atualizado caso haja resposta.

Quando separada por recorte regional, a pesquisa mostra que no Nordeste chega a 74% o percentual de contribuintes que responderam não terem sido beneficiados. O menor índice foi registrado no Sul, com 60%.

No recorte por renda, aquele que recebem até 2 salários mínimos (R$ 3.242) foi o grupo que teve maior percentual de respostas de que não sentiram o benefício, com 74%.

A Quaest também questionou os pesquisados se houve impacto na renda com a isenção ou menor imposto deduzido do salário. Metade dos entrevistados afirmou não ter sentido diferença. Outros 32% disseram que a renda aumentou, mas não muito. E 15% afirmaram que a renda aumentou significativamente.

 

Quem tem direito à isenção de IR?

  • Passam a ficar livres da retenção na fonte todos os cidadãos com rendimentos de até R$ 5 mil, incluindo:
  • Trabalhadores com carteira assinada (CLT);
  • Servidores públicos;
  • Aposentados e pensionistas do INSS ou regimes próprios.

Tabela do IR

A tabela tradicional do IR permanece com os mesmos valores de 2025. A Receita Federal implementou redutores adicionais e novas tabelas de dedução que devem ser aplicadas simultaneamente. Na prática, essas medidas funcionam como um abatimento extra para garantir a desoneração das faixas inferiores.

Contribuintes com mais de uma fonte de renda (como dois empregos ou salário e aluguel) devem ficar atentos. Se a soma dos rendimentos ultrapassar R$ 5 mil, o imposto deverá ser complementado na declaração anual, mesmo que as fontes isoladas sejam isentas. A regra também se aplica ao 13º salário.

Para rendimentos acima de R$ 7.350 não há alteração e o cálculo segue integralmente a tabela tradicional.

Veja como ficou a tabela do IR

Tabela de isenção e redução do IR mensal

 

Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026
Para rendas acima de R$ 7.350

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Dólar mantém queda e é negociado na casa de R$ 5,16; Ibovespa tem leve correção

 

O dólar opera em queda ante o real nesta quinta-feira, 12, pressionado pela rotação global de carteiras em direção a emergentes e pela sinalização de gradualismo na Selic pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Às 11h40, o dólar à vista cedia 0,33% ante o real, aos R$ 5,1636 na venda. Na véspera, fechou aos R$ 5,1872.

Já o Ibovespa caí 0,30%, aos 189.136,12, após ter superado pela primeira vez na história na véspera a marca de 190 mil pontos. Veja cotações.

A relativa estabilidade da moeda americana no exterior, mesmo após o payroll forte reforçar a postura cautelosa do Federal Reserve, limita uma recuperação mais consistente da divisa norte-americana.

O índice DXY segue travado, intercalando viés de alta e viés de queda, enquanto investidores aguardam o CPI dos EUA amanhã e, hoje, dados de auxílio-desemprego (10h30) e moradias (12h).

Os juros futuros curtos e intermediários oscilam próximos dos ajustes anteriores em meio a quedas do dólar ante o real e dos dados de Serviços no país maior que a previsão mediana do mercado na margem. Os juros longos recuam, alinhados aos rendimentos dos Treasuries.

O volume de serviços caiu 0,4% em dezembro ante novembro, mais que a mediana de -0,1%, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve alta de 3,4%, próxima à estimativa de 3,5%. Em 2025, o setor acumulou crescimento de 2,8%, em linha com o esperado.

O Tribunal de Justiça de São Paulo prevê gastar R$ 4,8 bilhões em 2026 para penduricalhos suspensos por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. Segundo o Estadão/Broadcast, ao menos seis rubricas não têm previsão legal. O Ministério da Previdência, liderado por Wolney Queiroz, recomendou veto parcial aos aumentos salariais dos servidores do Congresso devido à inclusão inconstitucional de gratificações nas aposentadorias, competência do presidente da República.

A Petrobras pagará no dia 20 a primeira parcela da remuneração aos acionistas referente à antecipação de 2025, integralmente em juros sobre capital próprio (JCP), no valor bruto de R$ 0,48052467 por ação, corrigido pela Selic.

Líderes de toda a União Europeia estão reunidos nesta quinta-feira à medida que o bloco de 27 nações enfrenta o antagonismo do presidente dos EUA, Donald Trump, táticas econômicas agressivas da China e ameaças híbridas da Rússia, desafios que levaram a uma reconsideração da abordagem europeia em relação à diplomacia e ao comércio.

A Restaurant Brands International (RBI), dona do Burger King, lucrou US$ 113 milhões no 4º trimestre, abaixo de um ano antes. O lucro ajustado por ação (US$ 0,96) e a receita (US$ 2,47 bilhões) superaram as estimativas. A ação subia 1,2% no pré-mercado.

Confiança do empresário industrial cai em fevereiro, mostra CNI

 

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 0,3 ponto em fevereiro, passando de 48,5 pontos para 48,2 pontos, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira, 12. Com o resultado, os empresários completaram 14 meses sem confiança na economia.

Em janeiro, o Icei havia subido 0,5 ponto, aproximando-se da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança.

Os dois componentes do Icei caíram em fevereiro. O Índice de Condições Atuais caiu 0,2 ponto para 43,8 pontos. Isso significa que os empresários consideram as condições da economia brasileira e dos próprios negócios piores do que há seis meses. O recuo do índice em fevereiro ocorre, sobretudo, devido a uma avaliação mais negativa dos industriais sobre o momento que as empresas atravessam, enquanto a percepção sobre a situação da economia teve alguma melhora.

O Índice de Expectativas passou de 50,7 pontos para 50,4 pontos. Ainda assim, o indicador continua acima da linha de 50 pontos, apontando perspectivas positivas dos empresários para os próximos seis meses. O movimento em fevereiro se deve à piora das expectativas dos industriais para o futuro das empresas, já que as projeções para a economia subiram.

A CNI ressaltou que o primeiro resultado negativo do ano ocorre após o Banco Central manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15,0%.

Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, argumentou que o patamar elevado das taxas de juros afeta a atividade industrial de várias formas. “Uma delas é por meio do encarecimento do crédito, tanto para empresários quanto para os consumidores. Isso desacelera a atividade econômica. Outra é por meio da formação de expectativas. Diante de uma política monetária mais apertada, os empresários tendem a projetar o enfraquecimento da economia lá na frente, impactando a projeção de demanda deles”, disse.

Esta edição do Icei ouviu 1.103 empresas – 454 pequenas, 400 médias e 249 grandes – entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026.

Primeiro-ministro da China pede aplicação em escala e comercial da IA na economia

 

China anuncia visita do primeiro-ministro Li Qiang ao Brasil ... 

 

 

 

 

O primeiro-ministro da China, Li Qiang, defendeu nesta quarta-feira, 11, a ampliação do uso da inteligência artificial (IA) em diferentes setores da economia e pediu a aceleração da aplicação “em escala e comercializada” da tecnologia no país. Ao presidir uma sessão de estudo temático do Conselho de Estado, em Pequim, Li afirmou que é preciso “promover de maneira abrangente a inovação tecnológica, o desenvolvimento industrial e a aplicação capacitadora da IA”, com o objetivo de “cultivar e fortalecer novas forças produtivas” e impulsionar o crescimento de alta qualidade.

Segundo comunicado do governo chinês, o dirigente afirmou que o rápido avanço da IA “está, de forma silenciosa, porém profunda, transformando os modos de produção e de vida da humanidade”, demonstrando “forte capacidade tecnológica e potencial de capacitação”. Li destacou que, nos últimos anos, a China tem implementado a iniciativa “Inteligência Artificial +”, que impulsionou novos setores e modelos de negócios.

O premiê ressaltou que é necessário “promover avanços em toda a cadeia e sua implementação em todos os cenários”, a fim de liberar maior potencial de desenvolvimento. Ele também pediu que o país “impulsione a aplicação em escala e a comercialização” da tecnologia, além de expandir mais cenários de aplicação de alto valor.

Li defendeu ainda a consolidação da base tecnológica, com avanço em algoritmos, maior oferta de dados de alta qualidade e melhoria do desempenho de grandes modelos. Também cobrou a formação de um ecossistema industrial integrado e a coordenação de recursos como dados, computação, energia e redes.

Por fim, afirmou que é preciso “manter a coordenação entre desenvolvimento e segurança”, fortalecer a governança da IA e aperfeiçoar leis, regulamentos e diretrizes éticas para garantir bases sólidas à expansão da tecnologia no país.

Petrobras decide não exercer direito de preferência em potencial venda da Braskem

 

A Petrobras anunciou que não exercerá seus direitos de preferência e “tag along” previstos no acordo de acionistas da Braskem na potencial venda das ações da petroquímica detidas pela Novonor (ex-Odebrecht) para o Shine Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC).

Segundo fato relevante divulgado pela Petrobras nesta quinta-feira, 12, a decisão foi tomada em reunião na véspera do conselho de administração da estatal, que autorizou a diretoria executiva a adotar as medidas necessárias à implementação da decisão.

No final de dezembro, a gestora de investimentos IG4 fechou um acordo para adquirir dívidas de cerca de R$ 20 bilhões que a Novonor tem com os bancos Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BNDES, se tornando a principal acionista. Já a Petrobras detém 36,1% do capital total.

O acordo prevê a criação de dois fundos. Um deles é o Shine I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FDIC), da gestora Vórtx Capital e assessorado pela IG4 Sol. Neste fundo ficarão os créditos que originalmente os bancos têm a receber da Nonovor.

Veja a integra do comunicado da Petrobras

A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 15/12/2025, informa que, em reunião realizada em 11 de fevereiro de 2026, seu Conselho de Administração, tendo em vista uma potencial operação (“Transação”) envolvendo a transferência de ações da Braskem S.A. detidas pela NSP Investimentos S.A., uma subsidiária da Novonor, para o Shine I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC), aprovou o não exercício, pela Petrobras, dos Direitos de Preferência e Tag Along previstos no Acordo de Acionistas vigente da Braskem S.A., considerando o estágio das respectivas negociações em curso, e autorizou que a Diretoria Executiva, dentro das premissas apresentadas, adote as medidas necessárias à implementação dessa decisão.

Fatos julgados relevantes sobre o tema serão tempestivamente divulgados ao mercado, incluindo, sem se limitar, ao momento em que a Petrobras vier a receber notificação contendo os termos finais da operação.

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Comércio Brasil-EUA despenca 25,5% em janeiro, sexto mês consecutivo de queda nas exportações

 

O comércio entre Brasil e Estados Unidos começou 2026 em queda. Dados do Monitor do Comércio Brasil–EUA, divulgado pela Amcham Brasil, mostram que as vendas brasileiras ao mercado americano somaram US$ 2,4 bilhões em janeiro, valor 25,5% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. Trata-se do sexto mês seguido de retração nas exportações.

As compras brasileiras de produtos norte-americanos também diminuíram no período, com recuo de 10,9% na comparação anual. Como a queda das exportações foi mais acentuada, o saldo da balança bilateral ficou mais negativo para o Brasil. O déficit chegou a aproximadamente US$ 700 milhões em janeiro, mais de três vezes o observado um ano antes.

Segundo o levantamento, parte relevante da redução nas vendas externas está ligada ao desempenho dos óleos brutos de petróleo, que apresentaram queda de 39,1% frente a janeiro do ano passado. Além disso, mercadorias sujeitas a tarifas adicionais registraram retração média de 26,7%. Entre os itens atingidos por medidas vinculadas à Seção 232, a queda foi de 38,3%.

Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado negativo estão semiacabados de ferro ou aço, sucos, químicos inorgânicos e derivados de petróleo. O impacto das tarifas sobre bens industriais aparece como um dos fatores centrais para o enfraquecimento do fluxo comercial.

“Os dados de janeiro confirmam que o início de 2026 segue marcado por pressões relevantes sobre o comércio bilateral. A combinação entre a queda das exportações brasileiras e a manutenção de tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem aprofundado o desequilíbrio na balança comercial entre Brasil e Estados Unidos”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Ao observar apenas os itens submetidos a sobretaxas de 40% e 50%, a retração supera a média geral das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Produtos associados à Seção 232, como cobre e siderúrgicos, também registraram queda acima do conjunto da pauta. O movimento reforça a tendência verificada nos meses anteriores e sugere que as barreiras tarifárias seguem influenciando o desempenho das trocas bilaterais.

Apesar do cenário, parte dos embarques ao mercado americano apresentou desempenho superior ao das vendas destinadas a outros países. Entre os dez principais produtos exportados aos EUA em janeiro, seis tiveram resultado relativamente melhor que o observado no restante do mundo. É o caso de café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.

Em sentido oposto, alguns dos itens que perderam espaço nos Estados Unidos mostraram resultado mais favorável quando direcionados a outros destinos. O dado indica mudança na distribuição geográfica das exportações brasileiras, com redirecionamento parcial da pauta para diferentes mercados.

No cenário internacional, mesmo com a ampliação do déficit comercial norte-americano em bens, o Brasil permanece entre os parceiros com os quais os Estados Unidos mantêm superávit. Essa posição se consolidou nos últimos meses, de acordo com o monitor.

“O comércio entre Brasil e Estados Unidos é sustentado por cadeias produtivas integradas, investimentos cruzados e geração de empregos nos dois países. Avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e criar condições para a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, diz Neto, da Amcham.

O Monitor do Comércio Brasil–EUA é publicado periodicamente pela Amcham Brasil com base em estatísticas oficiais. O relatório acompanha a evolução das exportações e importações entre os dois países e detalha movimentos setoriais, além de apontar tendências que afetam a balança comercial bilateral.

 

 https://istoedinheiro.com.br/comercio-brasil-eua-amcham

Ibovespa atinge pela 1ª vez os 189 mil pontos, movido por investidor estrangeiro

 

A valorização de quase 3% nas cotações futuras do petróleo e a produção recorde da Petrobras estimulam alta do Ibovespa no início do pregão desta quarta-feira, 11, que vem renovando uma série de máximas históricas.

Após iniciar o pregão na mínima em 185.936,27 pontos, com variação zero, o principal indicador da B3 saltou pouco mais de 3 mil pontos em relação à máxima em 189.100,48 pontos, com elevação de 1,71%.

A alta baseia-se em incertezas acerca da política dos Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump fez novas ameaças ao Irã. Isso tende a continuar direcionando parte dos recursos dos mercados americanos para outros, como o Brasil, segundo analistas. Neste processo, o dólar cai a R$ 5,1695 (mínima).

A elevação do principal indicador da B3 ocorre após falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento do BTG Pactual, na capital paulista, e divulgação do payroll nos EUA. A alta acompanha a valorização, ainda que em menor magnitude, dos índices futuros de ações norte-americanos, em meio ao relatório de emprego dos Estados Unidos, com números acima do esperado em janeiro.

“Os dados tiram um pouco de espaço da expectativa de queda de juros americanos tão cedo após ontem as vendas varejistas terem reprecificado essa ideia de maneira marginal”, diz Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Segundo Spiess, o movimento reflete a entrada de capital do exterior, que tem permitido recordes ao Índice Bovespa, mantendo o diferencial de juros entre EUA e Brasil elevado. “O fluxo estrangeiro veio para ficar”, completa.

A economia dos Estados Unidos criou 130 mil empregos em janeiro, ante expectativa de 67 mil. Em dezembro, foram abertas 48 mil vagas líquidas. Já a taxa de desemprego dos EUA caiu para 4,3% em janeiro, ante 4,4% em dezembro (previsão: 4,4%). Já o salário médio por hora aumentou 0,41%, ou US$ 0,15, a US$ 37,17, na comparação mensal de janeiro. A variação superou a projeção do mercado, que esperava alta de 0,3%. Na comparação anual, houve aumento salarial de 3,71% em janeiro, também acima do consenso do mercado, de 3,6%.

Ainda quanto aos EUA, Trump disse estar considerando enviar um segundo grupo de ataque de porta-aviões ao Oriente Médio para se preparar para uma ação militar caso as negociações com o Irã fracassem.

Diante deste quadro que eleva dúvidas em relação à política americana. “Segue a rotação de ativos no plano global”, diz Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil.

Hoje, o presidente do BC ressaltou que suas falas recentes não têm como intenção corrigir a interpretação do mercado sobre a condução da política monetária. Segundo ele, o mercado vem consolidando uma interpretação do que tem sido a comunicação oficial do Banco Central “e não há qualquer intenção aqui na minha fala de fazer qualquer tipo de reparo sobre como temos nos comunicado e como tem sido interpretado”, disse.

“Se alguém entender algo como uma correção na comunicação fui eu que me expressei mal ou alguém acabou entendendo mal o que eu quis dizer”, acrescentou Galípolo.

Ontem à noite, a Petrobras anunciou que bateu vários recordes de produção no ano passado, atingindo a média de 3,081 milhões de barris de óleo equivalente por dia no Brasil (boed), aumento de 11,1% ante 2024.

Ainda fica no radar pesquisa Genial/Quaest, que será divulgada nesta quarta-feira. Após o fechamento da B3 sairá o balanço do Banco do Brasil.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,17%, aos 185.929,33 pontos.

Às 11h24 desta quarta, subia 1,70%, os 189.037,71 pontos.

Entre as ações de primeira linha, Petrobrás avançava entre 1,31% (PN) e 1,43% (ON); Vale tinha alta de 2,30%, apesar do minério de ferro em Dalian, em queda de 0,07%. No caso de grandes bancos, a maior elevação era Bradesco, acima de 2,50%.

Galípolo diz que meta de inflação do Brasil está correta

 

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a meta de inflação fixada em 3% ao longo de 12 meses está correta. A fala ocorreu durante um evento promovido pelo BTG Pactual nesta sexta-feira, 11, após questionamento feito sobre as críticas políticas ao atual objetivo perseguido pela autarquia.

Galípolo embasou sua defesa em um estudo elaborado em parceria entre o Banco Central e o Ministério da Fazenda quando ele ainda ocupava o cargo de secretário executivo da pasta comandada por Fernando Haddad.

“Comparamos as metas de diversos países, avançados e emergentes, para ver se a meta que a gente estava estabelecendo estava fora do que é a meta para muitos dos nossos pares. E não, ela está totalmente em linha com o que a gente observa com outros países do ponto de vista de você ter a meta nesse patamar”, afirmou Galípolo.

A afirmação do banqueiro central ocorre quatro dias após o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovar um documento com críticas à atual política monetária do país. “É necessário revisar a meta de inflação, compatibilizando-a com crescimento econômico, geração de empregos de qualidade, fortalecimento do investimento público e ampliação das políticas sociais”, afirma o documento.

O estudo elaborado pelo BC com a Fazenda teria sido a base da mudança do regime de metas anuais para metas contínuas. Até 2024, o presidente do Banco Central deveria justificar sempre que a meta de inflação não fosse cumprida em dezembro.

Em 2025, iniciou um novo regime. Agora, o descumprimento é considerado sempre que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular, em 12 meses, alta superior a meta durante seis meses consecutivos.

Galípolo comenta necessidade de aumentar a produtividade

Apesar de defender a meta de 3%, Gabriel Galípolo afirmou que um dos desafios para os economistas brasileiros é compreender como o crescimento econômico e a inflação brasileira permanecem resilientes mesmo com juros em um patamar elevado. Em maio de 2025, a taxa Selic foi elevada para 15% ao ano, o maior patamar desde 2006.

“Realmente, precisa ser melhor debatido com a sociedade porque o Brasil precisa sustentar taxas de juros, aí sim, mais elevadas comparativamente aos seus pares, para, com muito esforço, conseguir fazer uma convergência maior para a meta”, disse o presidente do BC.

Na visão de Galípolo, a resposta para esta questão é “conjuntural e estrutural”. O economista destacou que o trabalho do BC é combater a inflação “independentemente da razão”, porém apontou aspectos a serem analisados pela sociedade.

“A gente ainda é uma economia que vê poucos ganhos de produtividade, e segue vendo reajustes na remuneração do trabalho acima da inflação e acima da produtividade. Talvez, o tema central para discutir no país seja como conseguir um ambiente mais amigável e convidativo para que o investimento privado possa ocorrer, e que esse investimento privado consiga produzir, de maneira mais sustentável, ganhos de produtividade. É algo que não vai acontecer do dia para a noite”, analisou o banqueiro central.

Serenidade e calibragem

Galípolo aproveitou a ocasião para novamente reforçar a complexidade da próxima decisão do BC sobre a taxa de juros brasileira. Voltou a usar a palavra “serenidade”, que apareceu até mesmo na ata da última reunião do Copom.

“O que significa isso? Serenidade significa que o Banco Central está mais para um transatlântico do que para um jet ski. Ele não pode fazer grandes movimentos e mudanças. Ele se move de uma maneira mais cometida e segura”, justificou.

Apesar de um corte de juros estar confirmado para a próxima reunião de política monetária, analistas dividem-se sobre a magnitude, apontando 0,25 ou 0,5 ponto percentual como as reduções mais prováveis.

 

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