sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Nubank vai falir? Entenda por que o caso do roxinho é diferente do Will Bank

 

Em meio à crise que levou à liquidação extrajudicial da Will Financeira, surgiram rumores pelas redes sociais de que outros bancos digitais seguiriam o mesmo caminho. As preocupações foram levantadas sobretudo em relação ao Nubank, já que ele possui uma ampla base de mais de 112 milhões de clientes.

Especialistas consultados pela IstoÉ Dinheiro, no entanto, explicam que a situação do Nu é bastante diferente, e que sua operação oferece transparência e garantia muito maiores do que o banco digital amarelinho. “Os dois casos são incomparáveis”, declara o advogado Rafael Mortari, sócio do Mortari Bolico Advogados.

Em nota publicada em seu site o roxinho afirma que é “a notícia de que o Nubank estaria falindo é falsa”. “Somos a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes e uma das instituições com o menor número de reclamações”, declara.

O que aconteceu com o Will?

As diferenças entre os casos do Nubank e do Will iniciam pelo próprio entendimento do que ocasionou a mais recente liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC).

O Will integrava a holding Master, que em novembro foi envolvida por uma investigação da Polícia Federal com suspeitas de gestão fraudulenta. Em um mesmo dia, seu CEO foi preso e o Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada, com o BC apontando “uma grave crise de liquidez”.

Naquela altura, o BC permitiu que o Will seguisse em funcionamento sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET), mecanismo que permite ao banco funcionar enquanto uma nova equipe tenta consertar a casa. Segundo o advogado Rafael Mortari, o indicado pelo BC para liquidação do Master buscava encontrar um comprador para o Will, até que o banco amarelo ficasse inadimplente com a Mastercard na última segunda-feira, 19, e perdesse sua operação de cartões. “Sem operação e sem interessados na aquisição dos ativos, o Banco Central seguiu o rito para proteger o que restava do patrimônio dos credores”, diz.

O Nubank, pelo contrário, não está sob nenhum conglomerado. ” Nubank é topo e negócio principal da sua estrutura, não possui uma holding em crise que possa puxá-lo para baixo como no caso do Will com o Master”, segue Mortari.

Nubank cumpre exigências mais rigorosas de transparência

Além de não integrar nenhum conglomerado, o Nubank é uma empresa de capital aberto com ações negociadas na Bolsa de Nova York. Assim, necessita cumprir rigorosos padrões de transparência sobre sua governança, como relatórios periódicos com detalhes de sua situação financeira. No terceiro trimestre de 2025, seu balanço mais recentee reportou receita de US$ 4,2 bilhões, com lucro líquido de US$ 783 milhões.

“Não é porque é uma fintech que se deve cravar que vai pelo mesmo caminho”, afirma o especialista em mercado financeiro André Franco, CEO da Boost Research. “O Nubank tem uma estrutura muito mais saudável e, obviamente, é um dos maiores bancos do Brasil, com listagem lá fora. Então, quando olhamos para essa solidez, não faz muito sentido pensar dessa forma.”

“O Nubank mantém um colchão de liquidez acima do exigido pelo Banco Central, o que garante que ele tenha capital próprio suficiente para absorver perdas”, adiciona Rafael Mortari.

No final do ano passado, o Nubank anunciou ainda que irá buscar junto ao Banco Central a licença para operar de fato como um banco, deixando para trás sua classificação de fintech. A mudança trará ainda mais exigências de segurança para a instituição.

Além disso, a própria operação para os clientes do Nubank oferece uma segurança maior. “No caso do Will Bank, houve sinais objetivos de fragilidade, como insolvência e problemas operacionais em meios de pagamento, algo que não se observa no Nubank”, recorda o advogado Luis Castelo, sócio da Lopes & Castelo Sociedade de Advogados.

E as outras fintechs e bancos digitais?

Em um cenário de grande quantidade de empresas operando no sistema financeiro, os especialistas destacam que não há uma lista das confiáveis e das mais arriscadas. Cabe aos potenciais clientes pesquisar e ficarem atentos aos sinais de risco nas empresas e escolher instituições seguras.

O economista Fábio Murad, CEO da Super-ETF Educação, destaca que fintechs menores costumam enfrentar desafios maiores, especialmente aquelas “com modelo de negócio focado em crédito de alto risco sem colchão de capital; que dependem de poucos investidores ou pouca diversificação de receitas; ou que estão ligadas a instituições maiores que enfrentam problemas”.

Já nas escolhas de investimentos, rentabilidade muito acima do padrão de mercado deve sempre acender um alerta. “Juros excessivos costumam ser um “prêmio de risco” que a instituição paga por estar com dificuldade de captar dinheiro em outros canais”, diz Mortari.

“O mais importante é se informar, se manter atualizado com informações consistentes dos bancos e fintechs em que cada pessoa opera”, conclui Luis Castelo, destacando crescimento acelerado sem transparência e dependência excessiva de capital de curto prazo como sinais de alerta.

Commodities dão fôlego ao Ibovespa, que sobe a 176 mil pontos, apesar de queda de NY

 Ibovespa B3: cálculo e significado sobre indicador do mercado

A valorização do petróleo e do minério de ferro estimula o Ibovespa no

início do pregão desta sexta-feira, 23. Caso se confirme, o principal indicador da B3 tem espaço para nova pontuação inédita de fechamento, mesmo após ter encerrado ontem pela terceira sessão seguida em marca recorde.

Como ressalta Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, o principal indicador da B3 caminha para fechar uma semana “basicamente histórica”, não só por ter terminado a sessão passada pela primeira vez na faixa dos 175 mil pontos, mas também pela valorização semanal de 6,50%. “Não víamos essa magnitude de alta desde 2020. É um movimento bastante forte, basicamente sendo movido pela entrada de capital estrangeiro”, afirma.

A elevação do Ibovespa, contudo, é moderada pelo viés de baixa dos índices futuros de ações norte-americanos e após sequenciais recordes do principal indicador da B3.

“No Brasil, os ajustes externos favorecem uma pausa no rali desta semana nos ativos locais, embora deva persistir a visão positiva que embalou bolsa e câmbio nos últimos dois dias”, diz Silvio Campos Neto, economista sênior e sócio da Tendências Consultoria, em nota.

Hoje, ficam no foco assuntos institucionais ligados ao caso Master e envolvendo o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. Nesta manhã, Aquino afirmou que jamais recomendou aquisição de carteiras fraudadas, após a colunista Malu Gaspar do jornal O Globo informar que ele pressionou o BRB a comprar carteiras de crédito consignado do Banco Master.

 A agenda de indicadores interna, por sua vez, está esvaziada, enquanto no exterior ficam no radar PMIs, índices de gerentes de compras, nos Estados Unidos, após a divulgação desses indicadores na Europa. Também será informado nos EUA o índice de confiança do consumidor americano medida pela Universidade de Michigan. Ainda prosseguem no centro das atenções incertezas geopolíticas, principalmente as que envolvem a Groenlândia.

Ontem, o Ibovespa fechou em nível recorde pela terceira sessão consecutiva, agora aos 175,5 mil pontos. Subiu 2,20%, aos 175.589,35 pontos.

Às 11h02, o Índice Bovespa tinha alta de 0,37%, aos 176.243,66 pontos, enquanto o petróleo avançava quase 2,90% no exterior. Já o minério fechou em alta de 1,21% hoje em Dalian, na China.

Hoje, o Ibovespa subiu 0,69%, na máxima em 176.792,41 pontos, e atingiu mínima em 175.590,12 pontos, com variação zero, marca quase igual à mínima (175.589,66 pontos). A maior alta era C&A, com 5,32%, apesar do viés de alta dos juros futuros. Já a maior queda era Cemig (-4,27%).

Entre as ações de primeira linha, Petrobras tinha valorização de 1,79% (PN) e 1,822% (ON), enquanto Vale avançava 1,22%. No caso dos grandes bancos, Bradesco PN tinha elevação de 1,08% e ON, de 0,80%; Unit de Santander subia 0,74% e Itaú Unibanco, 0,72%. Banco do Brasil tinha alta de 0,81%

BC quer que BRB faça provisão de R$ 2,6 bi para conter perdas com Caso Master

 

O Banco Central enviou um ofício ao Banco de Brasília (BRB) determinando provisão de R$ 2,6 bilhões para reequilibrar o seu balanço, depois de ter se envolvido em um processo de compras de carteiras de crédito falsas do Banco Master. O número final, contudo, ainda será discutido entre a autoridade monetária e o próprio banco, que faz uma análise própria sobre os ativos e tem uma margem para contrapor e negociar alternativas com o BC.

As informações foram divulgadas primeiramente pelo jornal Valor Econômico e confirmadas pelo Estadão.

Procurado, o BRB afirmou que trabalha em conjunto com o Banco Central e que há uma investigação independente sendo feita para analisar o caso. Caso o prejuízo seja confirmado, o banco diz que já tem um plano de aporte de capital pronto.

“Caso sejam confirmados, o BRB informa que já possui plano de capital que prevê aporte através de vários instrumentos de recomposição de capital. O BRB reafirma que segue sólido, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros”, diz, em nota.

Entenda o caso

Em março de 2025, o BRB fez uma proposta de compra de um pedaço do Banco Master. O processo, contudo, foi negado pelo Banco Central em setembro, e posteriormente, em novembro, o Master foi liquidado.

Desde julho de 2024, o BRB vinha comprando carteiras de crédito consignado do Master, em um montante total que chegou a R$ 16 bilhões. A maior parte dessas carteiras, contudo, cerca de R$ 12,2 bilhões, eram fraudadas, segundo investigações da Polícia Federal.

O BRB, então, passou a trocar esses ativos do banco Master por outros do próprio banco, mas nem toda a carteira foi substituída, conforme depoimento do ex-presidente do banco Paulo Henrique Costa, revelado pelo Estadão.


Presidente e ex-diretores do Rioprevidência são alvos de operação da PF ligada ao Master

 

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira, 23, mandados de busca e apreensão contra três autoridades do Rioprevidência para apurar a suspeita de operações financeiras irregulares no mais recente desenvolvimento do caso envolvendo o Banco Master, de acordo com fontes.

Entre os alvos estão o diretor-presidente da instituição, Deivis Marcon Antunes; Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de Investimentos interino, conforme duas dessas fontes.

Segundo nota da PF, que não cita nomes, policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro no âmbito de operação, “com o objetivo de apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Estado a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

De acordo com a PF, a investigação, iniciada em novembro de 2025, visa apurar um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

Estão sendo apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

O Rioprevidência não respondeu de imediato a pedido de comentário.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Trump lança em Davos Conselho de Paz criado por ele

 Trump e líderes na cerimônia de criação do Conselho da Paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente o seu Conselho de Paz, que busca, segundo ele, pacificar e reconstruir Gaza. O lançamento ocorreu no Fórum Econômico de Davos, na Suíça.

Em seu discurso, na manhã desta quinta-feira (22), o norte-americano disse que “todo mundo quer fazer parte do Conselho de Paz”. No entanto, vários países convidados, inclusive o Brasil, ainda não responderam ao convite de Trump. Noruega, Suécia, França, Eslovênia e Reino Unido já anunciaram que não devem se juntar ao grupo.

Segundo Trump, 59 países já estão alinhados para participar deste seu grupo mas, oficialmente, apenas 22 nações se comprometeram com o grupo criado pelo presidente norte-americano. São eles: Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Catar, Cazaquistão, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Marrocos, Paraguai, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.

Idealizado, criado e presidido por Trump, o conselho não tem clara a sua real legitimidade para propor e executar qualquer medida de paz em terras estrangeiras. Foi criado, segundo o presidente estadunidense, para tratar das questões de Gaza, mas ele afirmou que o conselho poderá atuar em outros assuntos mundiais.

Ele criticou a ONU, mas afirmou que seu grupo pretende trabalhar com o órgão. “Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”.

Após sua fala, Trump assinou um documento criando formalmente o Conselho de Paz. Junto dele estavam outros líderes como o presidente argentino Javier Milei; o primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán; Prabowo Subianto, presidente da Indonésia e Ilham Aliye, presidente do Azerbaijão.

Os países convidados, caso aceitem, terão três anos de mandato. Para ter uma cadeira permanente no Conselho de Paz de Trump, os interessados terão de pagar US$ 1 bilhão, fundo que será administrado exclusivamente pelo norte-americano.

* com informações da agência Reuters

 

JBS inaugura fábrica na Arábia Saudita, anuncia expansão e amplia disputa com a Sadia

A JBS inaugurou nesta quinta-feira, 22, uma fábrica de alimentos processados em Jeddah, na Arábia Saudita, e anunciou uma expansão que dobrará a capacidade da unidade até o fim de 2026. O movimento aprofunda a estratégia da companhia de ampliar a presença produtiva local em um mercado que historicamente foi um dos principais destinos do frango brasileiro, mas que avança de forma consistente em políticas de autossuficiência.

O investimento total da JBS no país soma US$ 85 milhões e inclui, além da planta de Jeddah, uma unidade em Dammam e infraestrutura de distribuição. Com a nova operação, a companhia estrutura um ecossistema produtivo no país sob a marca Seara, com foco no abastecimento do mercado saudita e em exportações regionais de produtos halal.

Segundo o CEO da Seara, João Campos, a decisão de expandir a fábrica decorreu da rápida absorção da produção pelo mercado local. “Quando ela veio, ela quadruplicou o nosso volume na Arábia Saudita e agora estamos duplicando o volume dessa planta pela aceitação da marca Seara no mercado local”, disse.

Antes da entrada em operação da unidade de Jeddah, a JBS operava com uma planta de processamento em Dammam, com cerca de 250 funcionários e capacidade anual de 10 mil toneladas. A fábrica, que começou a operar em 2025, elevou a escala local da companhia e gera 500 empregos diretos, levando o quadro total da JBS na Arábia Saudita para cerca de 950 colaboradores. Questionado sobre a capacidade atual da planta de Jeddah e os volumes previstos após a expansão, o executivo afirmou que a companhia não divulga esses dados.

A presença produtiva no país representa uma inflexão na estratégia da companhia para o Oriente Médio. A JBS atua há mais de 30 anos na Arábia Saudita com exportações de aves a partir do Brasil, mas iniciou a construção da marca Seara no mercado local há cerca de quatro anos, com produtos processados, distribuição própria e investimentos em comunicação. “É exatamente a fórmula que a gente tem no Brasil de produto de alta qualidade, liderança em inovação e um engajamento de comunicação muito forte com o consumidor local”, disse Campos.

Atualmente, a planta de Jeddah produz empanados e cortes de frango e já exporta para sete países da região, como Kuwait, Omã e Emirados Árabes Unidos. Segundo o executivo, o foco segue sendo o mercado saudita, mas a operação cria uma base para ampliar exportações a outros destinos com demanda por produtos halal. “O mercado é complementar. Ele complementa o que a gente já tem investido e desenvolvido na Seara, não só no Brasil, como em outros mercados”, afirmou.

Disputa com Sadia

Em outubro passado, a MBRF, rival da JBS, assinou um acordo de investimento com a saudita Halal Products Development Company (HPDC) para impulsionar sua joint venture local, abrindo caminho para a listagem dessa JV na bolsa de valores de Riad até 2027.

A MBRF também está construindo uma fábrica de alimentos em Jeddah, a segunda maior cidade da Arábia Saudita, com capacidade para processar cerca de 40.000 toneladas de produtos de carne por ano a partir de meados de 2026.

 

Como fazer ou regularizar a prova de vida do INSS

 

Mais de 4 milhões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) precisam atualizar sua Prova de Vida, ou seja, a comprovação de que ainda está vivo e pode continuar a receber o benefício previdenciário.

Segundo a Previdência Social, mais de 30 milhões de pessoas, ou 80%, estão com a Prova de Vida validada em dia.  É exigida a Prova de Vida para se evitar fraudes e pagamentos indevidos e, por isso, ocorre periodicamente.

Boa parte da verificação é realizada pelo cruzamento de dados oficiais do Governo Federal. Com isso, a grande maioria não precisa ir ao banco ou acessar o Meu INSS para manter o benefício ativo.

Para saber se algum beneficiário precisa realizar a Prova de Vida, há duas opções:

Pelo Meu INSS: acesse o site ou aplicativo, faça login com CPF e senha e procure o serviço “Prova de Vida”. Se aparecer a data da última atualização, está tudo certo.

Pelo telefone 135: serviço disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Caso apareça a mensagem “Comprovação de vida não realizada”, será preciso regularizar a situação.

Passo a passo para regularizar a Prova de Vida

Acesse o site ou aplicativo Meu INSS, faça login e siga as instruções para o reconhecimento facial, se solicitado;

 Em alguns bancos, é possível realizar a Prova de Vida online, com os recursos digitais do internet banking;

Também é possível comparecer presencialmente à agência bancária para fazer o procedimento.

 Para evitar golpes, o INSS orienta:

  • O INSS não liga pedindo a realização da Prova de Vida;
  • O INSS não envia mensagens por WhatsApp, SMS ou aplicativos, ameaçando bloqueio imediato do benefício;
  • O INSS não manda servidores a sua casa para recolher documentos ou realizar o procedimento.
  • Desconfie de qualquer contato fora dos canais oficiais.
  • Nunca informe dados pessoais, senhas ou documentos por telefone, mensagem ou para desconhecidos.
  • Em caso de dúvida, use sempre o telefone 135 ou consulte o site/aplicativo Meu INSS. Fique alerta, siga as orientações oficiais e proteja seu benefício.  

Deutsche Börse fecha acordo para comprar Allfunds por 5,3 bilhões de euros

 

A Deutsche Börse informou que firmou um acordo vinculante com a Allfunds para a aquisição recomendada da empresa, avaliando o grupo em cerca de 5,3 bilhões de euros. Segundo o comunicado da Deutsche Börse, os acionistas da Allfunds terão direito a receber 8,80 euros por ação, divididos em 6,00 euros em dinheiro, 2,60 euros em ações da Deutsche Börse Group e um dividendo permitido de até 0,20 euro.

 De acordo com o comunicado da Deutsche Börse, o conselho de administração da Allfunds “apoia unanimemente a operação” e pretende recomendar que os acionistas votem a favor do negócio. A transação será estruturada por meio de um “acordo de reorganização aprovado pela Justiça no Reino Unido”, que exige aprovação de acionistas representando ao menos 75% do valor das ações presentes e votantes.

A Deutsche Börse destacou no comunicado que já recebeu compromissos irrevogáveis de voto favorável relativos a aproximadamente 48,9% do capital social emitido da Allfunds, incluindo participações detidas pela LHC3 Limited e pelo BNP Paribas. Ainda segundo a Deutsche Börse, diretores da Allfunds também se comprometeram a apoiar a operação.

O comunicado afirma que a aquisição representa “uma oportunidade altamente atraente para criar um player global de classe mundial em serviços de fundos”, combinando a força de distribuição da Allfunds com as capacidades de custódia e liquidação da Clearstream Fund Services.

 A empresa acrescenta que há “potencial significativo de sinergias” ao longo da cadeia de valor de fundos e que vê “potencial de crescimento de receitas de dois dígitos no médio e longo prazo” para o negócio combinado.

Brasil leva 4 indicações ao Oscar com "O Agente Secreto"

 

Produção concorrerá nas categorias de melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator e direção de elenco. Anúncio ocorre dias após filme vencer dois Globos de Ouro.O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, foi nomeado nesta quinta-feira (22/01) para quatro categorias do Oscar : melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator e direção de elenco.

O anúncio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi feito dias depois de a produção ter vencido duas das principais categorias do Globo de Ouro: melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme de drama, com Wagner Moura .

O filme ganhou vários outros prêmios em festivais, em um percurso internacional iniciado no Festival de Cannes, onde o longa brasileiro disputou a Palma de Ouro e faturou os prêmios de melhor direção e melhor ator, também com Wagner Moura. Na ocasião, uma apresentação de frevo tomou a avenida Croisette e se tornou um dos momentos mais comentados da premiação.

Caso O Agente Secreto leve um Oscar, será a segunda vez consecutiva que o Brasil é reconhecido na maior premiação de Hollywood.

Na edição de 2025, Ainda Estou Aqui , do diretor Walter Salles , ganhou a estatueta de melhor filme internacional, um feito inédito para o país. A atriz Fernanda Torres, que assim como Wagner Moura também concorreu a melhor atriz, perdeu a estatueta para Mikey Madison, de Anora, mas teve sua atuação premiada com um Globo de Ouro .

A cerimônia de premiação do Oscar será em 15 de março, às 20h, em Los Angeles. No Brasil, a cerimônia é transmitida na TV aberta pela Globo.

Protagonismo da temporada

O Agente Secreto consolidou o Brasil como um dos grandes protagonistas da atual temporada de premiações do cinema mundial.

Coprodução do Brasil com França, Alemanha e Holanda, O Agente Secreto é um thriller político com toques de realismo fantástico ambientado na época da ditadura militar.

A trama narra o retorno de um professor perseguido, interpretado por Wagner Moura, à sua cidade natal, Recife, em 1977, em plena ditadura. Lá, embora ainda incógnito, ele espera retomar uma vida tranquila com a família, mas acaba se deparando com a realidade dos violentos anos finais da ditadura militar no país.

 O diretor do longa, Kleber Mendonça Filho, já havia dirigido os filmes Aquarius (2016) e Bacurau (2019), que tiveram grande repercussão internacional e acumularam prêmios em vários festivais de cinema ao redor do mundo.

Veja as categorias em que “O Agente Secreto” foi indicado ao Oscar

Melhor filme

Bugonia
F1
Frankenstein
Hamnet
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra
O Agente Secreto
Valor Sentimental
Pecadores
Sonhos de Trem

Melhor filme internacional

O Agente Secreto
Foi Apenas um Acidente
Valor Sentimental
Sirat
A Voz de Hind Rajab

Melhor ator

Timothée Chalamet (Marty Supreme)
Leonardo DiCaprio, (Uma Batalha Após a Outra)
Ethan Hawke, (Blue Moon)
Michael B. Jordan, (Pecadores)
Wagner Moura (O Agente Secreto)

Direção de elenco

Nina Gold and Lucy Amos (Hamnet)
Jennifer Venditti (Marty Supreme)
Cassandra Kulukundis (Uma Batalha Após a Outra)
Gabriel Domingues (O Agente Secreto)
Francine Maisler (Pecadores)

md/ra (Reuters, EFE, ots)

IA lidera lista de empregos em alta em SP; veja ranking

 

O LinkedIn publicou sua tradicional lista anual de profissões em alta na cidade de São Paulo, baseada em milhões de vagas ocupadas por usuários da rede social. Na onda da explosão da inteligência artificial (IA) generativa, engenheiro de IA aparece em primeiro lugar, seguido por advogado de propriedade intelectual.

A publicação ocorre semanas após a divulgação de um ranking geral do Brasil, que também destacou o avanço do segmento de IA. “São Paulo segue consolidando seu papel como polo de tecnologia e negócios complexos”, afirma a empresa.

Veja o ranking dos empregos em alta em SP

1 – Engenheiro de IA
Desenvolve e treina modelos de inteligência artificial e algoritmos para automatizar tarefas e gerar conteúdos.

 2 – Advogado de Propriedade Intelectual
Protege direitos sobre criações, como patentes e marcas, essencial no controle de conteúdos gerados por IA.

3 – Consultor de Investimentos
Analisa o mercado financeiro para orientar clientes sobre as melhores formas de alocar e rentabilizar seu patrimônio.

4 – Estrategista de Produtos
Define o direcionamento e o ciclo de vida de um produto, alinhando as necessidades dos usuários aos objetivos do negócio.

5 – Arquiteto Paisagista
Planeja e projeta espaços externos e áreas verdes, integrando estética, funcionalidade e sustentabilidade urbana.

6 – Gerente de Auditoria
Supervisiona a revisão de processos internos e registros financeiros para garantir conformidade legal e eficiência operacional.

7 – Especialista em Gestão de Contas
Gerencia o relacionamento com clientes estratégicos, garantindo a satisfação, o suporte e a renovação de contratos.

8 – Auditor de TI
Avalia a segurança, a infraestrutura e a integridade dos sistemas tecnológicos e dos dados de uma organização.

9 – Gerente de Comunicações Corporativas
Coordena a imagem e o fluxo de informações de uma empresa para o público interno e para o mercado.

10 – Engenheiro de Software
Cria, testa e mantém aplicativos e sistemas digitais que sustentam as operações de empresas e usuários.

Arrecadação federal de impostos bate recorde com alta de tributos e economia resiliente

 

A arrecadação do governo federal com impostos teve alta real de 3,65% em 2025 sobre ano anterior, somando R$ 2,887 trilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira, 22, no melhor resultado anual já registrado na série histórica do governo, iniciada em 1995. O desempenho do ano foi ajudado por medidas arrecadatórias adotadas pelo governo ao longo da atual gestão e também reflete o desempenho da atividade econômica, que mostrou resiliência mesmo diante de uma política monetária restritiva implementada pelo Banco Central para controlar a inflação.

Em entrevista à imprensa, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que a arrecadação apresentou em 2025 “números bonitos”. “Um crescimento importante, considerando inclusive o patamar alto do ano anterior, considerando inclusive receitas não recorrentes do ano anterior”, afirmou.

Em 2025, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de impostos de competência da União, cresceram 4,27% em termos reais frente a 2024, a R$ 2,763 trilhões. Em relação à receita administrada por outros órgãos, que tem peso de royalties de petróleo, o dado caiu 8,40% no ano passado, a R$ 123,612 bilhões.

O desempenho total de dezembro também foi positivo e atingiu nível recorde de R$ 292,724 bilhões em arrecadação com impostos, com alta de 7,46% acima da inflação. O dado do mês passado deu impulso à arrecadação acumulada ao longo do ano. Após atingir um pico de crescimento real acumulado no ano de 4,41% em julho, o dado passou a cair, em movimento atribuído aos juros restritivos, indo a 3,73% em agosto, 3,49% em setembro e 3,20% em outubro. Depois, subiu levemente a 3,25% de novembro, avançando a 3,65% em dezembro.

O governo atuou com foco em recuperação de arrecadação ao longo da atual gestão, com medidas como elevação de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), taxação de apostas online, reoneração da folha salarial de setores da economia, limitação de compensações tributárias e encerramento de benefícios direcionados ao setor de eventos, entre outros. O IOF aparece entre os destaques de 2025, com arrecadação recorde de R$ 86,5, nível R$ 14,7 bilhões maior do que no ano anterior, uma alta de 20,5%.

Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, o ganho com IOF ficou cerca de R$ 2 bilhões acima do esperado inicialmente pelo governo quando a elevação de alíquotas entrou em vigor. Também foram registrados ganhos nas receitas da Previdência (3,27%), Pis/Cofins (3,03%), Imposto de Importação (9,49%) e nas diversas formas de coleta de Imposto de Renda de empresas e pessoas físicas.

No recorte por setor, os maiores ganhos do ano foram observados em entidades financeiras, que contribuíram com R$ 40,5 bilhões a mais do que no ano anterior, seguidas de exploração de jogos de azar e apostas (+R$ 9,9 bilhões) e extração de petróleo e gás natural (+R$ 6,1 bilhões).

O crescimento da arrecadação é fator determinante na busca do governo pela meta fiscal de 2025, estipulada em déficit zero para o ano, e que tem 0,25% do PIB de margem de tolerância.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar obtido após abatimento de despesas que não serão contabilizadas após decisão judicial, como precatórios e indenizações a aposentados. Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025, que considera receitas e despesas, serão apresentados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no final de janeiro.

Para 2026, Barreirinhas disse que o ano marcará “definitivamente” uma mudança de postura da Receita, que atuará com visão orientadora para o bom contribuinte, não punitiva. Ele ponderou que o fisco será mais duro com devedores contumazes após o Congresso Nacional aprovar regras mais rígidas para sonegadores.

Segundo ele, o fisco estabeleceu como meta arrecadar neste ano R$ 200 bilhões por meio de negociações amigáveis para coleta de tributo sem litígio.

Dados da pasta mostram que o resultado da chamada “cobrança amigável” foi de R$177,5 bilhões em 2025.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Bracell compra florestas de eucalipto da Duratex em São Paulo

 

A Bracell, uma das maiores produtores de celulose do mundo, controlada pelo grupo de Singapura Royal Golden Eagle, está comprando parte da produção de eucalipto da brasileira Duratex. A empresa brasileira é o braço de produção de madeira do Grupo Dexco, que atua na fabricação e comercialização de painéis de madeira destinados ao setor de construção civil e à indústria moveleira, além de uma divisão de produtos de metais e louças sanitárias.

Em tese, a Duratex fornece a matéria-prima necessária para o grupo Dexco, seu controlador. Contudo, a negociação com a Bracell vai funcionar como forma de captação de recursos para as atividades da empresa. A operação consiste na venda de madeira em pé, que ainda não foi colhida das fazendas administradas pela Duratex e será utilizada pela Bracell para fabricação de celulose, em sua unidade em Lençóis Paulistas, no interior de São Paulo.

O volume de madeira adquirido e o valor do total do negócio não foram revelados. No entanto, a responsabilidade pela colheita da floresta de eucalipto da Duratex ficará sob a responsabilidade da Bracell, bem como o transporte da madeira. As florestas estão instaladas em fazendas nas cidades de Bofete, Angatuba Buri e Itapetininga.

A compra do eucalipto pela Bracell representa uma oportunidade da empresa otimizar sua base de suprimento de madeira e demonstra o acirramento da disputa por matéria-prima com concorrentes como Suzano, Klabin e Arauco. Estimativas do mercado indicam que a Bracell já possua cerca de 275 mil hectares plantados com eucalipto em São Paulo.

A fábrica da Bracell em Lençóis Pauslitas começou a ser construída em 2019 com investimento de R$ 15 bilhões. A unidade entrou em operação em 2021 com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose solúvel ou até 3 milhões de toneladas de celulose kraft por ano. Há pouco mais de um ano, a empresa voltou seus olhos para Mato Grosso do Sul, atrás de novas áreas de eucalipto para construir uma nova fábrica.

A companhia anunciou um investimento de R$ 20 bilhões para levantar uma nova planta no município de Águas Claras, com capacidade para produzir 2,8 milhões de toneladas de celulose por ano. Para abastecer a fábrica de Mato Grosso do Sul, estima-se que a Bracell já tenha aproximadamente 50 mil hectares de eucalipto plantados.

 

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Brasil tem apenas uma marca entre as 500 mais valiosas do mundo

 

O Itaú Unibanco é a única empresa brasileira na lista de 500 marcas mais valiosas do mundo, de acordo com a edição deste ano da consultoria Brand Finance, divulgada nesta terça-feira, 20. O maior banco privado do País subiu 20 posições e agora ocupa a 254ª colocação no ranking global. O Banco do Brasil, que em 2025 estava em 467º lugar, deixou a lista.

Segundo o estudo, o valor de marca do Itaú cresceu 15%, a US$ 9,9 bilhões. O chamado Brand Strength Index (Índice de Força de Marca) da instituição financeira atingiu 80,3 pontos, nível que garantiu uma inédita classificação AAA-, que sugere posicionamento profundamente enraizado no público.

“O crescimento do valor da marca do Itaú em 2026 reflete, em grande parte, o forte desempenho das receitas e os ganhos de participação de mercado no Brasil, impulsionados pela expansão do crédito, pela adoção do banco digital e por campanhas publicitárias eficazes, como a ‘Feito do Futuro’, que contou com figuras de grande projeção”, explicou o diretor-gerente da Brand Finance no Brasil, Eduardo Chaves.

Mais valiosas

A Apple manteve a primeira posição do ranking, com uma marca que cresceu 6%, a US$ 607,6 bilhões. Na sequência, a da Microsoft avançou 23%, a US$ 565,2 bilhões, seguida de Google (alta de 5%, a US$ 433,1 bilhões) e Amazon (+4%, a US$ 369,9 bilhões). Um dos destaques foi a escalada da Nvidia, que disparou 110%, a US$ 184,3 bilhões, e superou nomes como TikTok, Walmart e Facebook.

O Youtube se tornou a marca mais forte do mundo, após subir oito posições e somar nota BSI de 95,30, em uma escala que vai até 100. Já a fintech britânica Revolut emergiu como a empresa que mais cresce entre as marcas mais valiosas do planeta, com salto de 239%, a US$ 6,6 bilhões.

Pela metodologia da pesquisa, o valor de marca mede o benefício líquido que o dono teria obtido se a licenciasse em mercado aberto. Já a força da marca representa o desempenho dela em atributos intangíveis, como reputação, reconhecimento e fidelidade, em comparação com concorrentes.

Anualmente, a Brand Finance avalia 6 mil marcas globais e reúne as 500 mais valiosas no relatório Global 500.

Veja o top 10 das marcas mais valiosas do mundo

#EmpresaPaís
1AppleEUA
2MicrosoftEUA
3GoogleEUA
4AmazonEUA
5NVIDIAEUA
6TikTok/DouyinChina
7WalmartEUA
8Samsung GroupCoreia do Sul
9FacebookEUA
10State Grid Corporation of ChinaChina

Acordo Mercosul-UE beneficiará agricultura familiar, diz ministro

 

O acordo comercial de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia (UE) beneficiará a agricultura familiar brasileira, com destaque para aqueles que produzem café e frutas, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Ele acredita que há também potencial para os produtos lácteos, em especial para os queijos de Minas Gerais.

Nas palavras de Paulo Teixeira, “a agricultura familiar vai bombar” com o acordo firmado entre os dois blocos. 

O ministro participou nesta terça-feira (20) do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“A agricultura familiar vai ganhar muito com esse acordo”, ressaltou o ministro ao lembrar que a produção de café no país é predominantemente de agricultores familiares. “Eles, agora, poderão vender o café que tiver já processado sem taxas”, disse o ministro.

Paulo Teixeira disse que a abertura de novos mercados acabou sendo estimulada pela imposição de tarifas pelos Estados Unidos. “Isso abriu o mercado consumidor europeu, que é um mercado rico. Os europeus são ricos e poderão comprar vários produtos da agricultura familiar”.

“Além do café, tem as frutas. O açaí, por exemplo, está bombando no mundo inteiro. Temos também manga, uva, melão. Os agricultores familiares poderão vender os seus produtos na Europa sem taxas. A agricultura familiar vai bombar”, acrescentou o ministro.

Outro produto com grande potencial para conquistar o mercado europeu são os lácteos brasileiros, segundo Paulo Teixeira. “Precisaremos produzir mais lácteos para exportar. Temos um grande mercado de queijo. Inclusive de queijos mineiros, que são muito famosos no mercado interno e que poderão também ser vendidos para o mercado externo”.

“Vamos ter de comprar queijo francês, mas poderemos exportar queijo mineiro para a França. Temos de pensar grande nesse novo tempo de acordo entre Mercosul e União Europeia”, disse.

Ele lembrou que a região mineira da Serra da Canastra tem queijos que são vendidos como especiarias no Brasil, com grande potencial para ser consumido também pelos europeus.

O ministro ressaltou que os investimentos do governo federal na agricultura familiar, via Plano Safra, têm batido recordes, o que tem resultado, também, no aumento das vendas de máquinas de pequeno porte para os agricultores.

“Tenho a honra de dizer que o que puxa hoje a indústria de máquinas no Brasil são as máquinas pequenas dos agricultores familiares. O agricultor familiar está vendendo mais produtos porque melhorou a renda na sociedade brasileira. Com essa melhoria de renda, o primeiro investimento que a família faz é em alimentação”, argumentou Paulo Teixeira.

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O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar antecipou que, em breve, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará políticas públicas voltadas à “transferência de saberes e conhecimentos da Embrapa” para a agricultura familiar, em especial para os jovens que se mantiverem no campo para produzir alimentos para o Brasil e o mundo.

“Queremos estimular os jovens que já estão na agricultura a buscarem instituições científicas, como universidades e Embrapa, que cada dia mais disponibilizam seus conhecimentos para a agricultura familiar”, acrescentou o ministro.

Outra informação antecipada pelo ministro durante o programa é o pacote de desapropriações de terras, previsto para ser anunciado nesta sexta-feira (23) pelo presidente Lula durante encontro com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador.

“Teremos uma grande entrega agora na sexta-feira, durante esse encontro. Ali, Lula deve anunciar um grande pacote de desapropriações para a reforma agrária no Brasil. O que nós estamos procurando é a paz no campo, e a reforma agrária é a maneira de se conseguir paz no campo”, adiantou.

Segundo Teixeira, esse pacote inclui, além de terras, crédito, assistência técnica, orientações e a possibilidade de organização por cooperativas. “Terá também acesso aos programas de compras públicas”.

Netflix e Warner mudam acordo para pagamento integral em dinheiro com mesmo valor de transação

 

A anunciaram nesta terça-feira, 20, que alteraram os termos do acordo de aquisição para uma estrutura “totalmente em dinheiro”, reforçando a previsibilidade de valor para os acionistas da Warner e acelerando o cronograma de aprovação da operação. Segundo o comunicado conjunto, a transação permanece avaliada em US$ 27,75 por ação da WBD, sem alterações em relação ao acordo anterior.

De acordo com as empresas, a mudança simplifica a estrutura da transação, aumenta a certeza de valor e acelera o caminho para a votação dos acionistas da WBD. A Warner informou que já protocolou junto à SEC um proxy statement preliminar, o que deve permitir que os acionistas votem sobre o negócio até abril de 2026.

O comunicado destaca que a Netflix conta com “forte geração de fluxo de caixa” para sustentar a operação em dinheiro, preservando um balanço saudável e flexibilidade para prioridades estratégicas futuras. O financiamento envolverá caixa disponível, linhas de crédito e recursos já comprometidos.

Além do pagamento em dinheiro, os acionistas da Warner também receberão o valor adicional das ações da Discovery Global, empresa que será desmembrada antes da conclusão da aquisição. A separação da Warner Bros. e da Discovery Global deve ser concluída em um prazo de seis a nove meses, antes do fechamento do negócio com a Netflix.

No comunicado, o CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, afirmou que o acordo revisado “nos aproxima ainda mais de combinar duas das maiores empresas de storytelling do mundo”. Já o co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, disse que a estrutura em dinheiro oferece maior certeza financeira e um cronograma acelerado.

As companhias ressaltaram que a operação foi aprovada de forma unânime pelos conselhos de administração e que seguem “comprometidas em trabalhar de perto com reguladores e todas as partes interessadas para garantir uma transação tranquila e bem-sucedida”. O fechamento segue condicionado à separação da Discovery Global, às aprovações regulatórias e ao aval dos acionistas da WBD.

Turismo internacional bateu recorde em 2025, com forte impulso do Brasil

 

Desafiando as tensões geopolíticas, o turismo internacional cresceu 4% em 2025, atingindo um recorde histórico de 1,52 bilhão de viagens internacionais, informou a ONU Turismo nesta terça-feira (20).

Segundo esta agência da ONU, sediada em Madri, a receita do turismo aumentou 5%, chegando a 1,9 trilhão de dólares (10,1 trilhões de reais, na cotação atual), impulsionada pelo forte crescimento na África e na Ásia, e pelo notável crescimento no Brasil, com um aumento de 37% nas chegadas.

“A demanda por viagens permaneceu forte ao longo de 2025, apesar da alta inflação nos serviços turísticos e da incerteza decorrente das tensões geopolíticas”, explicou a secretária-geral da ONU Turismo, Shaikha Alnowais, em um comunicado à imprensa.

“Esperamos que essa tendência positiva continue em 2026, já que a economia global deve permanecer estável e os destinos que ainda estão abaixo dos níveis pré-pandemia devem se recuperar totalmente”, acrescentou.

Embora a Europa tenha permanecido o continente mais visitado, com 793 milhões de chegadas, a América do Sul registrou um aumento de 7% das chegadas internacionais, atingindo 39,2 milhões, impulsionada pelo Brasil.

A América Central também seguiu essa tendência positiva (13,5 milhões de chegadas, +5%), sustentada pelo forte desempenho de destinos como Guiana (+24%), Guatemala (+8%), Honduras e El Salvador (+7% cada).

Embora algumas regiões do Caribe tenham apresentado estagnação devido ao impacto do furacão Melissa no último trimestre, o México manteve um crescimento de 6%.

– Um setor exposto –

A Espanha, o segundo destino mais procurado do mundo depois da França, que se aproxima de 100 milhões de visitantes ano após ano, registrou um aumento de 7% nas chegadas.

O Índice de Confiança da ONU Turismo é positivo e para 2026 se espera que o turismo internacional cresça entre 3% e 4%.

Brasileiros estão atrasando mais o pagamento de seus empréstimos, diz Serasa

 

Pesquisa elaborada pela Serasa Experian e enviada em primeira mão à IstoÉ Dinheiro aponta para um cenário de maior dificuldade para que os brasileiros arquem com as suas dívidas. A pontualidade média de pagamento do empréstimo pessoal da população caiu para 82,7% no 2º trimestre de 2025, contra 85,2% no 2º trimestre de 2024. Os dados foram reunidos a partir do Cadastro Positivo, banco de dados sobre pagamentos de pessoas físicas e jurídicas.

Responsável pelo estudo, a economista Camila Abdelmalack afirma que os dados mostram “um cenário de maior comprometimento da renda, resultado do avanço do endividamento aliado à alta de juros vigente no cenário econômico”.

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que 78,9% das famílias terminaram o ano passado com algum tipo de dívida. No mesmo período, a taxa básica de juros, a Selic, encontra-se no seu maior patamar desde 2006, com 15% ao ano.

Houve uma redução generalizada na pontualidade do empréstimo pessoal em todas as regiões do país na comparação anual. O Norte e o Nordeste lideraram as retrações, com quedas de 4,0 p.p. e 3,8 p.p., respectivamente. Em contrapartida, o Sudeste registrou a maior resiliência, apresentando o menor recuo do período (1,6 p.p.), com o índice situando-se em 83,7%. Veja no gráfico:

Legenda: Reprodução/Serasa Experian

Valor médio dos empréstimos também diminui

O ticket médio do empréstimo pessoal também recuou na comparação anual. O valor passou de R$ 416,24 no 2º trimestre de 2024 para R$ 396,49 em 2025, consolidando uma redução nominal de R$ 19,75.

Segundo a economista da Serasa, “o recuo do ticket médio reflete também uma postura mais cautelosa dos credores na concessão de crédito. Em um cenário mais restritivo, a tendência é a liberação de valores menores, como forma de mitigar riscos”.

A análise regional revela disparidades no valor médio dos empréstimos. Enquanto o Centro-Oeste lidera com os tickets mais elevados (apesar do recuo de R$ 40,19 no período), o Nordeste apresenta as menores cifras, mas com um diferencial positivo: foi a região que registrou avanço anual, elevando sua média de R$ 339,84 para R$ 350,33. As demais localidades seguem a distribuição apresentada abaixo:

Reprodução/Serasa
 
 
 
https://istoedinheiro.com.br/brasileiros-atrasando-emprestimos-serasa-19126 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Petrobras e Transpetro assinam na terça-feira contratos de R$ 2,8 bi para ampliar frota

 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, desembarca na terça-feira, 20, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, para oficializar a contratação de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores dentro do Programa Mar Aberto, plano de renovação e expansão da frota do Sistema Petrobras.

O pacote, orçado em R$ 2,8 bilhões, envolve três estaleiros – Rio Grande (RS), Bertolini, em Manaus (AM), e Indústria Naval Catarinense (SC) – e prevê a geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.

Todas as embarcações serão operadas pela Transpetro, o que reduzirá a dependência de afretamentos e dará maior flexibilidade à logística de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e outros produtos. Só o Estaleiro Rio Grande receberá R$ 2,2 bilhões para entregar cinco gaseiros pressurizados: três com capacidade para 7 mil m3 e dois de 14 mil m3.

Após a entrega, a frota de gaseiros saltará de seis para 14 unidades, mais que duplicando a atual capacidade de transporte da subsidiária. Os novos navios vão consumir 20% menos energia e emitir 30% menos gases de efeito estufa, com a primeira entrega prevista para até 33 meses após o início das obras, informou a Petrobras. As próximas entregas serão a cada seis meses.

Além de Lula, estarão no evento o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

“O Sistema Petrobras está sempre pronto para apoiar o desenvolvimento do Brasil. Com essas contratações, estamos deixando a Petrobras preparada para o crescimento da nossa produção nos próximos anos e alavancando a retomada da indústria naval nacional. Para nós, quando a Petrobras está mais forte, o Brasil também está mais forte”, disse Magda em nota.

Segundo a Petrobras, ao reforçar a frota própria, a empresa e a Transpetro também se preparam para o avanço da produção de gás natural previsto para os próximos anos – tanto no litoral quanto nas vias fluviais, caso da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, e da Amazônia.

Faturamento real da indústria de transformação sobe 1,2% em novembro ante outubro, diz CNI

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou, nesta segunda-feira, 19, que o faturamento real da indústria de transformação aumentou 1,2% em novembro na comparação com outubro de 2025, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas. No acumulado no ano, o indicador cresceu apenas 0,3% frente ao mesmo período do ano anterior.

“Esse crescimento acumulado do faturamento se tornou menor a cada mês do ano passado, reforçando as projeções de perda de ritmo da indústria, principalmente no segundo semestre de 2025”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O emprego no setor, entretanto, caiu 0,2%. Foi a terceira queda consecutiva do índice. Desde setembro, quando a CNI avalia que começou a perda de ritmo do mercado de trabalho industrial, a queda já foi de 0,6%.

“Em resposta à melhora da atividade industrial, que se iniciou em 2023 e que teve o seu melhor momento em 2024, o emprego industrial cresceu. Essa alta até se manteve no início de 2025, embora a atividade industrial já apresentasse sinais de que enfrentaria problemas, sobretudo com o aumento da Selic, cuja trajetória de alta teve início ainda em 2024. Mas com a crescente perda de ritmo de atividade industrial, o emprego industrial perdeu força”, explica Azevedo.

Após quatro quedas consecutivas, acumulando retração de 1,4%, a massa salarial cresceu 1,5% em novembro. Apesar disso, o indicador acumula queda de 2,3% nos 11 primeiros meses de 2025 em relação ao mesmo período de 2024.

Já o rendimento médio dos trabalhadores industriais também vinha histórico de quedas, mas voltou a aumentar em novembro. O índice subiu 1,6% em relação a outubro. O indicador acumula tombo de 4% entre janeiro e novembro do ano passado na comparação com os 11 primeiros meses de 2024.

O número de horas trabalhadas na produção caiu 0,7% entre outubro e novembro. Nos 11 primeiros meses do ano passado, o indicador subiu 0,9% na comparação com o mesmo período de 2024.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 0,6 ponto porcentual, passando de 78,1% para 77,5%. A UCI de novembro de 2025 estava 2,4 pontos porcentuais abaixo da UCI de novembro de 2024. Além disso, a UCI média nos 11 primeiros meses do ano passado foi 1 ponto porcentual inferior à observada no mesmo período de 2024.