sexta-feira, 27 de março de 2026

Taxa de desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas renda média bate novo valor recorde

 

A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, ante o patamar de 5,2% no trimestre de setembro a novembro de 2025, informou nesta sexta-feira, 27, o IBGE.

No trimestre encerrado em janeiro, a taxa tinha ficado em 5,4%. Veja aqui o detalhamento.

O resultado veio acima do esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,7%.

Isso significa que 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem sucesso no trimestre, 600 mil a mais do que o trimestre encerrado em janeiro. Mesmo assim, a taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

Apesar da alta no desemprego, a renda média do trabalhador atingiu novamente patamar recorde. O rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas, estimado em R$ 3.679, no trimestre encerrado em fevereiro, registrou crescimento de 2% frente ao trimestre anterior e de 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

“O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comercio e serviços”, afirmou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

População ocupada cai

No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada (102,1 milhões) registrou queda de 0,8% (menos 874 mil pessoas) na comparação com o trimestre anterior e aumento de 1,5% frente ao mesmo trimestre do ano passado (mais 1,5 milhão de pessoas).

Na comparação com o período entre setembro e novembro de 2025, houve forte redução de postos de trabalho no grupo Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (menos 696 mil pessoas). Também, na Construção (menos 245 mil pessoas).

“Nos dois casos há influência de movimento sazonal, sobretudo, nos segmentos de educação e saúde, nos quais parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”, explicou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. “A construção também registra menor demanda das famílias por obras e reparos no início do ano”, explicou a coordenadora.

Redução ocorreu em postos sem carteira assinada

Houve redução de 342 mil pessoas no grupo de trabalhadores empregados no setor privado com carteira assinada na comparação com o trimestre anterior. O número permaneceu estável frente ao ano passado.

O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 12,6 milhões de pessoas, também apresentou queda, de 3,7%, frente ao trimestre anterior. Houve no entanto uma elevação de 4,1% (500 mil pessoas) em relação ao ano passado.

A categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 26,1 milhões de pessoas, apresentou estabilidade nesse período. O mesmo comportamento dos trabalhadores domésticos, estimados em 5,5 milhões de pessoas.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Lula: Brasil pode chegar a ser a sexta ou quinta economia do mundo

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 25, que o Brasil pode se tornar a quinta ou a sexta maior economia do mundo. Segundo a Austin Rating, o Brasil está na 11ª posição. As colocações desejadas por Lula são ocupadas atualmente por Reino Unido e França.

“O Brasil pode chegar a ser a sexta ou a quinta economia do mundo. Nós temos território, temos população. Temos presentes que a natureza nos deu: muitos minerais críticos, terras raras, 12% da água doce do mundo, a maior floresta tropical do mundo. Temos tudo que o mundo precisa, só basta a gente ter coragem de acreditar no Brasil e fazer as coisas acontecerem”, declarou.

Segundo o presidente, o Brasil já conta com todas as condições necessárias para “dar um salto de qualidade” e deixar de ser um país emergente para se tornar uma nação desenvolvida.

Nesta quarta-feira, 25, Lula visitou a fábrica de trens da montadora chinesa CRRC, localizada na cidade de Araraquara (SP). No evento, foram assinados contratos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 5,6 bilhões.

CNI: 61% das indústrias brasileiras inovaram nos últimos 3 anos; burocracia é pior entrave

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou pesquisa nesta quarta-feira, 25, que mostra que 61% das indústrias brasileiras inovaram nos últimos três anos. Segundo a entidade, o foco das empresas tem sido a modernização interna: 69% direcionaram seus esforços para a melhoria de processos produtivos.

Como consequência disso, 38% das indústrias registraram o aumento de produtividade como o principal resultado alcançado, seguido por acesso a novos mercados (21%) e redução de custos (19%).

 “O nosso objetivo é fortalecer o ecossistema nacional de ciência e tecnologia, promover um diálogo direto entre o setor público e o privado e propor soluções reais para destravar o acesso aos instrumentos de fomento no Brasil”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Jefferson Gomes.

Burocracia

 De acordo com a pesquisa, 36% dos empresários afirmaram que o excesso de burocracia é o maior entrave. A região Nordeste é a que mais sente esse aspecto, com a percepção de 48% dos industriais, enquanto o Sudeste é a região com menos impacto, com 32%.

Quatro em cada 10 empresários (42%) afirmam que nem sequer tentaram acessar os instrumentos públicos de apoio à inovação. O índice é maior no Nordeste (45%) e no Sudeste (44%) menor no Norte/Centro-Oeste (29%).

A pesquisa foi encomendada pela CNI ao instituto Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding. Foram entrevistados, por telefone, executivos de 1.002 empresas industriais (502 de pequeno porte e 500 de médio e grande porte), distribuídas proporcionalmente por todas as regiões do país. O período de campo ocorreu entre 3 e 25 de fevereiro de 2026.

 


Fictor diz que, assim que defesa de CEO tiver acesso a conteúdo, prestará esclarecimentos

 Emblema da Polícia Federal — Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 25, a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que superam R$ 500 milhões. O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos investigados e foi alvo de busca e apreensão no período da manhã. O celular do executivo foi apreendido pela PF.

Em nota, o Grupo Fictor afirmou que, assim que a defesa de Rafael tiver acesso ao conteúdo da investigação, “prestará os esclarecimentos necessários às autoridades competentes com o objetivo de elucidar os fatos”.

A investigação foi iniciada em 2024, quando a Polícia Federal identificou a existência de um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de capitais.

O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de buscas da Polícia Federal. Ele é defendido pelo criminalista Rodrigo De Grandis.

A assessoria do executivo informou que a defesa não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.

A organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e a utilização de empresas de fachada, valendo-se, inclusive, de estrutura financeira associada para a movimentação de recursos ilícitos. Há indícios de que parte desses valores tinha origem em células criminosas vinculadas ao Comando Vermelho.

Os criminosos, segundo a PF, estruturavam suas atividades por meio da criação em larga escala de pessoas jurídicas fictícias, com padrões previamente definidos – como capital social simulado, objeto social genérico e sócio único -, destinadas à obtenção fraudulenta de crédito junto a instituições financeiras.

Para a PF, a dinâmica criminosa compreendia:

– Coaptação de indivíduos para cessão de dados pessoais;

– Constituição de empresas fictícias com aparência de regularidade;

– Elaboração de documentação contábil fraudulenta (DRE, ECF e declarações fiscais);

Manipulação de faturamento para simular capacidade financeira;

– Uso de certificados digitais para operacionalização remota, reduzindo a exposição dos envolvidos;

– Participação de gerentes bancários, responsáveis por fornecer informações privilegiadas e inserir dados falsos nos sistemas.

De acordo com os investigadores, o modelo operacional do grupo previa a utilização temporária das empresas (entre 1 e 1,5 ano), com cumprimento inicial das obrigações e posterior inadimplência deliberada, dificultando a recuperação dos valores pelas instituições financeiras.

Há indícios de prejuízos milionários a diversas instituições financeiras, dentre elas Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.

Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal, em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Papel do Grupo Fictor no esquema, segundo a PF

As investigações indicam que os responsáveis pelo Grupo Fictor exerceram papel relevante e estruturante no funcionamento da organização criminosa, atuando como núcleo de sustentação financeira e operacional.

Sua atuação consistia na injeção de recursos com o objetivo de simular movimentações financeiras entre empresas vinculadas à organização, especialmente por meio do pagamento cruzado de boletos, criando artificialmente aparência de liquidez e saúde financeira.

Além do aporte financeiro – que alcançou valores expressivos -, o grupo também atuava na criação e gestão de empresas de fachada.

Nesse contexto, a atuação da Fictor viabilizava:

– Pagamentos cruzados para simulação de fluxo financeiro;

– Geração artificial de faturamento;

– Construção de histórico bancário fictício para obtenção de crédito.

Tentativa de compra do Master e recuperação judicial

Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor afirmou ter fechado um acordo para a aquisição do Banco Master, em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte, a instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada pelo Banco Central, e o negócio foi desfeito.

A companhia é um grupo de participações e gestão de empresas com foco na indústria alimentícia, em serviços financeiros e em infraestrutura. Ela foi fundada em 2007 como uma empresa de soluções tecnológicas.

Em fevereiro deste ano, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. O valor total da dívida é de R$ 4 bilhões.

No pedido de recuperação judicial protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo, a Fictor solicitou a suspensão e o bloqueio das cobranças das dívidas por um prazo de 180 dias.


Pessimismo atinge maior número de setores da indústria desde janeiro de 2025, diz CNI

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quarta-feira, 25, que o pessimismo atingiu o maior número de setores industriais desde janeiro de 2025. Os dados são dos resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) e apontam que 23 dos 29 setores estão sem confiança, com apenas seis segmentos otimistas.

O quadro de pessimismo entre os empresários industriais tem se intensificado desde o início de 2026. Em janeiro, eram 20 setores sem confiança; número que aumentou para 21 em fevereiro e para 23 em março.

“Os juros altos seguem como os principais responsáveis por esse cenário. A queda na taxa de juros recente, de apenas 0,25 ponto porcentual, é muito pequena para reverter esse quadro de falta de confiança de forma significativa e, consequentemente, o curso da atividade industrial”, acredita Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O Icei vai de 0 a 100 pontos e que valores abaixo de 50 pontos sinalizam falta de confiança dos empresários.

O índice caiu nas cinco regiões do país. No Sul e no Sudeste, o Icei recuou 2,4 pontos e 0,8 ponto, para 44,8 pontos e 46 pontos, respectivamente, aprofundando o pessimismo nessas regiões.

O cenário de pessimismo também se observa no recorte por porte de empresas. Entre as pequenas indústrias, o Icei caiu 1,5 ponto, passando de 47,6 pontos para 46,1 pontos. Nas médias, recuou 2,3 pontos, de 49,3 pontos para 47 pontos, enquanto nas grandes diminuiu 0,5 ponto, de 49,2 pontos para 48,7 pontos.

A edição de março do Icei Setorial ouviu 1.699 empresas – 703 pequenas, 604 médias e 392 grandes – entre 2 e 11 de março de 2026.

Frimesa mira R$ 15 bi em faturamento até 2032 e amplia atuação em São Paulo

A Frimesa projeta alcançar cerca de R$ 15 bilhões em receita até 2032, ante cerca de R$ 8 bilhões previstos para 2026, informou a cooperativa paranaense em evento realizado na terça-feira, 24, em São Paulo, quando inaugurou um escritório comercial na capital paulista.

Com quase 50 anos de atuação, a Frimesa é a quarta maior empresa de abate e processamento de suínos do Brasil. Em 2025, registrou faturamento bruto de R$ 7 bilhões, com crescimento de 7% sobre 2024, sendo 26% das receitas provenientes de exportações e 74% do mercado interno.

O movimento combina a entrada mais agressiva no maior mercado consumidor do País com o aumento de capacidade produtiva, ancorado na planta de Assis Chateaubriand, considerada a maior da América Latina.

A companhia pretende ampliar a participação das vendas da proteína suína no Estado de São Paulo de 2,5% para 4,5% até 2030. Segundo a empresa, o novo escritório funcionará como um hub comercial e de inteligência de mercado, aproximando a operação do varejo, especialmente de pequenos e médios clientes.

“O movimento para São Paulo está diretamente ligado à nossa estratégia de crescimento. Chegamos impulsionados pelo motor de Assis Chateaubriand, o que nos permite levar ao Sudeste a segurança de um produto com qualidade e excelência desde o campo”, afirmou o presidente executivo, Elias José Zydek, durante evento de inauguração.

A expansão ocorre em paralelo a uma reestruturação interna, com integração das áreas de Operações, Administrativo-Financeira e Comercial. O objetivo é dar suporte ao aumento da escala industrial, que deve atingir 23 mil suínos processados por dia.

Na frente comercial, a companhia aposta na proximidade com o varejo paulistano para ganhar participação. “São Paulo é o coração do consumo no Brasil. Nossa presença aqui nos permite ouvir o varejo em tempo real, agilizar a logística e garantir maior presença nas gôndolas”, disse o superintendente comercial, Rodrigo Fossalussa.

Além da expansão física, a empresa lançou um rebranding para reposicionar a marca. De acordo com o gerente de marketing, Eduardo Rizzo, a mudança busca refletir uma companhia mais moderna e alinhada às demandas do consumidor. “Nosso novo posicionamento reforça que somos um ecossistema focado em inovação e na entrega de produtos que combinam tradição, segurança e praticidade”, afirmou.

Maior consumo

A Frimesa vê na combinação entre aumento do consumo per capita de carne suína no Brasil e expansão geográfica, com foco em São Paulo e na região Sul, o principal motor para sustentar seu plano de mais que dobrar o crescimento até 2032, quando pretende atingir o faturamento de R$ 15 bilhões – foram cerca de R$ 7 bilhões no ano passado.

A companhia projeta que o consumo de carne suína no País pode avançar dos atuais cerca de 18 quilos a 19 quilos por habitante ao ano para aproximadamente 25 quilos per capita até 2032, o que abriria espaço relevante para crescimento do mercado interno. “De 19 kg para 25 kg são 6 kg per capita para 200 milhões de brasileiros”, afirmou o presidente executivo, Elias José Zydek, ao destacar o potencial adicional de demanda.

Segundo a empresa, esse avanço tende a ser impulsionado por fatores estruturais, como a maior aceitação da proteína, e por questões econômicas, especialmente a relação de preços com a carne bovina. “Quando a carne de boi sobe, ela puxa o consumo da carne suína”, disse.

Para capturar esse crescimento, a Frimesa aposta na ampliação de sua presença em mercados em que ainda tem baixa penetração, com destaque para São Paulo. “O grande movimento é o Estado de São Paulo, principalmente capital e regiões metropolitanas”, afirmou, durante a inauguração do escritório comercial em São Paulo.

Além de São Paulo, a expansão também deve ser puxada pela região Sul, especialmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto no Paraná, onde a empresa já tem forte presença, com cerca de 23% a 26% de participação, a estratégia é de manutenção com ganhos incrementais. “É mais difícil crescer onde já temos presença forte”, afirmou.

A companhia também vê oportunidades em novas praças, como o Distrito Federal, com a entrada em mercados em que ainda não atua diretamente, e no mercado externo, que deve representar entre 25% e 30% da estratégia de crescimento.

Na avaliação da Frimesa, o avanço regional e o aumento do consumo doméstico caminham juntos. “Existe um potencial muito grande de crescimento no consumo interno”, disse, ressaltando que a expansão geográfica será essencial para capturar essa demanda adicional.



Veja as empresas que mais ganharam e perderam valor no Ibovespa em 25 dias de guerra

 

A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, completou 25 dias nesta terça-feira, 24, e, desde então, vem provocando oscilações, incertezas no mercado financeiro e impacto das empresas listas em Bolsa. No caso do conflito no Oriente Médio, o petróleo está no foco, com a limitação de tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% das exportações mundiais de petróleo.

O cenário de incertezas leva a um sobe e desce tanto no câmbio como no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3. De acordo com levantamento da Elos Ayta, a pedido da IstoÉ Dinheiro, a queda global de todas as empresas da B3 entre 28 de fevereiro e 23 de março foi de R$ 256,2 bilhões, de R$ 5,5 trilhões para R$ 5,24 trilhões.

A maior perda nominal do período foi do BTG Pactual, com variação negativa de R$ 61,46 bilhões. Na sequência está a Vale, com perda de R$ 46,87 bilhões, e depois Itaú Unibanco, com menos R$ 31,55 bilhões.

Já a Petrobras teve a maior valorização nominal em valor de mercado, ganhando R$ 95 bilhões, seguida pela Petrorio (+R$ 9,33 bilhões) e Eneva (R$ +7,9 bilhões).

Veja as empresas que mais ganharam e perderam valor no Ibovespa:

 

 

O início desta semana é um exemplo da oscilação do mercado em tempos de incertezas. Na segunda-feira, 23, por exemplo, o Petróleo fechou pela primeira vez abaixo dos US$ 100 o barril desde o começo da guerra, e a o Ibovespa disparou mais de 3%, fechando próximo dos 182 mil pontos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender ataques à infraestrutura energética iraniana e citar conversas “produtivas” entre os dois países. Já o dólar caiu mais de 1%, fechando em R$ 5,24.  Já na terça, 24, o barril voltou ao patamar dos US$ 100, com o Ibovespa em alta discreta e o dólar subindo a R$ 5,25.

 

 https://istoedinheiro.com.br/empresas-mais-ganharam-perderam-valor-ibovespa-25-dias-guerra

terça-feira, 24 de março de 2026

Governo propõe a estados dividir subvenção em vez de zerar ICMS do diesel

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a proposta de uma subvenção aos importadores de diesel, financiada de forma conjunta pelo governo federal e pelos estados. Segundo Durigan, a subvenção seria de R$ 1,20 por litro de diesel, ficando R$ 0,60 a cargo dos estados, e a outra metade, sob responsabilidade da União.

A medida substitui o pedido de isenção do ICMS sobre os combustíveis feito pelo Ministério há cerca de uma semana como uma estratégia para tentar segurar a alta dos preços impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio.

“Por que essa contraproposta [agora], já iniciados os debates? Porque ela nos permite dar uma resposta mais rápida. Nós estamos vendo ainda uma volatilidade muito grande em razão da guerra do Irã”, disse o ministro em entrevista com jornalistas nesta terça-feira, 24.

O custo fiscal da nova sugestão do governo seria o mesmo da medida anterior, estimado em cerca de R$ 3 bilhões.

A contraproposta foi apresentada após resistência de governadores à sugestão inicial de zerar o ICMS do diesel. Na sexta-feira, 20, Durigan afirmou que o governador Rafael Fonteles (PT), do Piauí, era até então o único a conversar com a pasta sobre o tema. Classificou ainda uma possível recusa dos estados como “uma lástima”.

O ministro afirmou esperar que os governadores tenham uma resposta até sexta-feira, 27, quando acontece a reunião presencial do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), órgão formado por todos os secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal.

De acordo com Durigan, vários secretários manifestaram o desejo de colaborar com o governo federal. A sugestão de uma subvenção em lugar de zerar o ICMS teria partido dos Estados. “O que nós estamos dizendo é: se há essa demanda vindo dos próprios governadores, vamos facilitar a resposta”, disse Durigan.

Pacote de esforços contra a alta do diesel

A proposta apresentada pelo ministro soma-se a um conjunto de outras medidas adotadas anteriormente pelo governo federal para tentar conter as altas nos preços. No dia 12 de março, foi anunciada a isenção de todos os tributos federais sobre o diesel, e a criação de uma outra subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores comprometidos a repassar o benefício no valor de venda ao consumidor.

“O que já foi anunciado pelo lado do governo federal, que é a desoneração do Pis/cofins e a subvenção de até R$  0,32 por litro, está dado”, disse Durigan nesta terça-feira. “O que nós estamos discutindo agora é dar um passo a mais em conjunto, dividindo esforços, sabendo que alguns estados inclusive vão ter ganhos de arrecadação em razão do aumento do valor do petróleo, que é o que nós estamos percebendo também no governo federal.”

O valor em subvenções do governo federal sobe assim para R$ 0,92. O custo da nova medida soma-se ainda com os R$ 30 bilhões do pacote anunciado anteriormente (R$ 20 bilhões com a renúncia fiscal e R$ 10 bilhões com a primeira subvenção).

 

 https://istoedinheiro.com.br/governo-propoe-subvencao-diesel-24326

 

Diretor da Aneel pede vista em processo sobre restabelecimento de unidades da usina Jacuí

 

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Fernando Mosna pediu vista do processo que pode levar ao restabelecimento de seis unidades geradoras da Usina Hidrelétrica (UHE) Jacuí, no Rio Grande do Sul. A reguladora estava avaliando um recurso interposto pela Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G).

Os diretores Gentil Nogueira e Willamy Moreira Frota votaram favoravelmente ao restabelecimento da operação comercial das seis unidades geradoras (UG 1 a UG 6) da Usina Jacuí. Não foi informada a data para o retorno do pedido de vista.

Se o entendimento deles prevalecer, será revogado um despacho de 2025, emitido pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica (SFT). Esse parecer havia suspendido a operação comercial das unidades geradoras.

A discussão envolve prazos no processo de modernização da usina. Até então, o entendimento do diretor Willamy Frota era o de que a suspensão da operação comercial não possui viés punitivo e deveria ser mantida até o restabelecimento da capacidade de geração do empreendimento. Ele mudou de posição após argumentações apresentadas pelo diretor Gentil Nogueira.

Durigan: Lula assinou MP com R$ 15 bi em financiamento para exportações de MPMEs

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 24, que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou, nesta mesma data, uma Medida Provisória (MP) com medidas para apoiar micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) em exportações. O governo vai mobilizar R$ 15 bilhões para financiar operações de crédito voltadas para este fim, ele disse.

“Hoje, algo como R$ 100 milhões são mobilizados para o financiamento de pequenas e médias empresas para exportação. Com a medida que está sendo anunciada agora, que o presidente assinou hoje, nós vamos poder alavancar isso em mais de dez vezes no curto prazo”, disse Durigan a jornalistas, na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília.

 governo já estudava lançar uma MP apelidada de “Brasil Soberano 2.0” para ajudar setores afetados pela guerra no Oriente Médio, com a criação de uma linha de crédito de R$ 15 bilhões.

Os recursos, explicou Durigan, vêm de valores que não foram usados no Programa Brasil Soberano, lançado em 2025.


CNI lança Agenda Legislativa da Indústria com 135 projetos acompanhados de perto pelo setor

 

 

 CNI - Confederação Nacional da Indústria | Brasília DF

 

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança nesta terça-feira, 24, em solenidade no plenário da Câmara dos Deputados, a Agenda Legislativa da Indústria, que reúne 135 projetos acompanhados de perto pelo setor. O destaque fica para proposições trabalhistas, tributárias, de comércio exterior, infraestrutura e inovação.

Dentro desse universo, o setor industrial defende a aprovação de 81 dos projetos (60%) e se posiciona com divergência em relação a 54 (40%). Quinze propostas foram classificadas como prioritárias e estão na lista da Pauta Mínima da Indústria. São elas:

– PEC 8/2025 – Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais – posição da CNI é divergente;

– PL 4007/2025 – Incentivos à empregabilidade e ao empreendedorismo pelo Bolsa Família – posição da CNI é convergente;

– PL 1363/2021 – Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais – posição divergente;

– PL 2015/2019 – Desobrigação de contribuição adicional para aposentadoria especial quando houver redução do grau de exposição – posição convergente com ressalva;

– PL 6139/2023 – Crédito à exportação – aprovado, aguarda sanção – posição convergente;

– PDL 41/2026 – Acordo Mercosul-União Europeia – já promulgado em 17/3 – posição convergente;

– PL 4423/2024 – Normas gerais sobre o Comércio Exterior de mercadorias – posição convergente;

– PL 4/2025 – Reforma do Código Civil – posição divergente;

– PEC 42/2024 – Fiscalização das agências reguladoras pela Câmara dos Deputados – posição divergente;

– PL 2373/2025 – Lei Geral de Concessões – posição convergente;

– PL 10108/2018 – Regulamentação da atividade de reuso de água – posição convergente com ressalva;

– PL 3375/2024 – Ampliação das penas de crimes contra marcas – posição convergente;

– PL 1780/2022 – Regulação da relação contratual de distribuição de produtos industrializados – divergente com ressalva;

– PL 4133/2023 – Formulação da política industrial, tecnológica e de comércio exterior brasileira – convergente com ressalva;

– PL 2338/2023 – Definição de normas e diretrizes para o uso da Inteligência Artificial – convergente com ressalva.

“Este ano eleitoral exige a priorização de iniciativas capazes de revigorar o ambiente de negócios, assegurar a previsibilidade regulatória e sustentar a competitividade da nossa economia, colaborando para a geração de emprego e renda, além da melhoria das condições de vida da população”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Ele afirma que o setor industrial pretende contribuir com o aperfeiçoamento econômico e social do País, neste momento de transformações tecnológicas aceleradas, reorganização das cadeias globais de valor e intensificação das disputas geopolíticas que recolocaram a indústria no centro das estratégias nacionais de desenvolvimento e soberania.

Segundo Alban, a edição da Agenda Legislativa deste ano reforça a importância de medidas, como a “construção de um marco regulatório equilibrado para a inteligência artificial, o aprimoramento das diretrizes para a economia circular, o fortalecimento dos mecanismos de financiamento e da inserção internacional da indústria, a modernização das regras de concessões e de parcerias público-privadas, e o tratamento responsável de temas relacionados à sustentabilidade fiscal e às relações de trabalho”.

A Agenda Legislativa deste ano foi construída ao longo dos últimos 3 meses, pela CNI junto com as 27 federações estaduais da indústria, 115 associações setoriais e 11 sindicatos nacionais. De acordo com o documento, foram incorporados 55 novos projetos e mantidas 80 proposições remanescentes.

“A Agenda Legislativa da Indústria 2026 organiza as proposições com maior potencial de impacto sobre competitividade, segurança jurídica, inovação, sustentabilidade e inserção internacional do Brasil, reafirmando o compromisso da indústria com o aperfeiçoamento do ambiente de negócios e com o desenvolvimento econômico sustentável”, pontua o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz.

Brasil 2050

A CNI lança também nesta terça-feira o Projeto para o Brasil 2050. Trata-se de “uma série de propostas para o crescimento do País, por meio do fortalecimento do equilíbrio fiscal e de vantagens competitivas, da melhora do ambiente de negócios, além do fomento a iniciativas que o Brasil tem potencial, como a economia circular, data-centers e combustíveis sustentáveis”.

O setor industrial propõe um compromisso que envolva todos os poderes, empresários e trabalhadores.

“O objetivo é criar um consenso em torno de metas fiscais e de políticas econômicas estruturantes, garantindo que, enquanto se busca o equilíbrio das contas públicas, haja também estímulos seletivos que assegurem a continuidade dos investimentos e do crescimento”, diz a entidade.

Arrecadação do governo cresce 5,68% em fevereiro e bate recorde para o mês

 

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 24. O resultado de fevereiro representa uma alta de 5,68% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período.

Trata-se do melhor para meses de fevereiro da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995.

O resultado ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 219 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 210 bilhões a R$ 226,6 bilhões. Em janeiro, a arrecadação foi de R$ 325,751 bilhões.

No acumulado de janeiro e fevereiro, a arrecadação cresceu 4,41% acima da inflação em comparação com o primeiro bimestre de 2025, a R$547,869 bilhões, patamar também recorde para o período.

O que explica o recorde

A Receita destaca entre os principais fatores positivos o crescimento de 8,45% do PIS/Pasep e a Cofins, que teve uma arrecadação de R$ 47,676 bilhões. Esse desempenho é explicado pelo aumento de 1,14% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,34% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025. Além da recuperação da arrecadação relativa ao setor de combustíveis.

A Receita Previdenciária totalizou uma arrecadação de R$ 60,5 milhões, com crescimento real de 5,68%. Esse resultado se deve ao crescimento real de 3,89% da massa salarial e de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de fevereiro de 2026 em relação a fevereiro de 2025.

Teve papel relevante na alta da arrecadação uma alta de R$ 2,289 bilhões, equivalente a 35,7% na comparação com janeiro de 2025, nos ganhos com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquotas elevadas pelo governo no ano passado.

No fim do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets e de JCP, junto com um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%. O texto eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs de maneira escalonada. A alíquota subiria de 9% atualmente para 12%, nível em que ficaria até o fim de 2027, antes de se acomodar em 15% a partir de 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior, em parte por conta da rentabilidade mais alta.

Os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 6,17% em termos reais em fevereiro frente a um ano antes, a R$ 215,210 bilhões. Essa elevação foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo e caiu 7,46% no mês passado, a R$ 6,907 bilhões.

 

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Minha Casa Minha Vida: veja novo teto de renda e de preços de imóveis

 

Com as mudanças aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) nesta terça-feira, 24, famílias com renda de até R$ 13 mil poderão acessar o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

Os novos limites de renda familiar para compra de imóveis com condições especiais do programa ficaram assim:

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200

  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000

  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600

  • Faixa 4: de R$ 12.000 para R$ 13.000

Com os reajustes, 31,3 mil famílias passam a ter direito à moradia na faixa 3. Outras 8,2 mil famílias entram no programa pela primeira vez, agora incluídas na faixa 4 — também chamada de MCMV Classe Média.

A ampliação também permite que mais pessoas tenham acesso aos juros mais baixos oferecidos para as faixas 1 e 2. Para cobrir as mudanças, será necessária uma suplementação de R$ 500 milhões no orçamento atual do programa.

Teto dos imóveis do Minha Casa Minha Vida

Os valores máximos dos imóveis das faixas 3 e 4 também foram atualizados. Já as faixas 1 e 2 não sofreram modificações, permanecendo o critério em que o valor da residência varia conforme o tamanho da cidade.

Assim, o desenho atual do programa estabelece os seguintes tetos:

  • Faixa 1 e 2: entre R$ 210 mil a R$ 275 mil, de acordo com a localização do imóvel, conforme segue:

    • Cidades acima de 750 mil habitantes – entre R$ 264 mil e R$ 275 mil;
    • Cidades entre 300 mil e 750 mil habitantes – entre R$ 250 mil e R$ 270 mil;
    • Cidades entre 100 mil e 300 mil habitantes – entre R$ 230 mil e R$ 245 mil.
  • Faixa 3: atualizado de R$ 350 mil para R$ 400 mil

  • Faixa 4: atualizado de R$ 500 mil para R$ 600 mil


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Ata do Copom: BC diz depender de novas informações para definir trajetória de ‘calibração’ da Selic

 

Em meio às incertezas trazidas pela Guerra no Irã, a magnitude e a duração do ciclo de cortes na taxa básica de juros (Selic) serão determinadas ao longo do tempo, diz a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Veja aqui a íntegra.

Na semana passada, o Copom decidiu pelo corte na taxa de juros de 0,25 ponto percentual, a primeira redução em quase 2 anos. Com isso, a Selic caiu para 14,75% ao ano. A decisão foi unânime entre os membros do comitê.

Salário atual, no qual a duração e extensão dos conflitos geopolíticos, assim como sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e seus efeitos sobre o nível de preços, dificultam a identificação de tendências claras”, diz a ata divulgada nesta terça-feira, 24.

O BC aponta para o risco inflacionário com a guerra e reafirma a defesa da cautela sobre os próximos passos das decisões sobre a trajetória da Selic.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz.

Segundo a ata, essa decisão mantém “o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária”.

Segundo o BC, antes do início do conflito, leituras indicavam melhora em dados de inflação, com indicadores benignos em bens industriais e alimentos, além de arrefecimento em preços de serviços, ainda que mais resilientes.

A autarquia disse manter a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda — e que requer política monetária contracionista — e a avaliação de que a política monetária “tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada”.

Em relação ao aumento da isenção do Imposto de Renda, em vigor desde janeiro, o Copom afirmou que continuará acompanhando os dados para calibrar e refinar os impactos da medida.

Repercussão

“Entendemos que o documento é consistente com um corte maior na reunião de abril, o que levaria a taxa básica para 14,25% a.a. Aguardaremos a publicação do Relatório de Política Monetária e a coletiva de imprensa, na quinta-feira, antes de decidir se será necessário calibrar a calibração. Por ora, projetamos a Selic em 12,25% a.a. no final do ano”, avaliou o Itaú em relatório a clientes. 

Para a Warren Investimentos, a ata segue sinalizando que o Copom não tem intenção de rever seu plano de cortar juros no curto prazo, tendo, inclusive, considerado cortes maiores que 25 bps. “A mensagem é de continuidade nos cortes ao longo de 2026, com o Copom podendo acelerar o ritmo — o conflito no Oriente Médio será decisivo para os próximos passos”, avaliou a casa.

Juros futuros sobem após ata

As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) subiam nesta terça-feira, após a divulgação da ata do Copom. Às 9h49, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,93%, com alta de 15 pontos-base ante o ajuste de 13,783% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 14,04%, com elevação de 20 pontos-base ante 13,842%.

Com informações da Reuters

 

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segunda-feira, 23 de março de 2026

FGC inicia pagamento de garantia aos credores do Banco Pleno

 

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informa que começou nesta segunda-feira, 23, o processo de pagamento de garantia aos credores do Banco Pleno. São 152 mil credores com direito à garantia, somando um valor total de R$ 4,8 bilhões a ser pago pelo fundo.

Segundo a instituição, desde as 10 horas da manhã desta segunda-feira, os depositantes e investidores do banco já podem dar sequência às etapas necessárias para completar o pedido de garantia pelo aplicativo do FGC.

No caso de pessoas jurídicas, o pedido deverá ser concluído pelo site do fundo.

Em nota à imprensa, o FGC informa que a liberação ocorreu nesta segunda-feira porque o liquidante nomeado pelo Banco Central para o caso do Pleno concluiu o processo de consolidação e revisão das informações dos credores da instituição.

O FGC oferece garantia ordinária de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ para investimentos em produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e LCD, por instituição financeira associada ou conglomerado. Há um teto de R$ 1 milhão para garantias pagas por CPF ou CNPJ a cada período de quatro anos.

Goldman Sachs eleva para US$ 85, de US$ 77, previsão de preço do barril do Brent em 2026

 

O Goldman Sachs elevou a previsão para o barril do Brent em 2026 de US$ 77 para US$ 85, enquanto, para o WTI, a previsão subiu de US$ 72 para US$ 79. Para o quarto trimestre deste ano, as projeções foram elevadas de US$ 71 para US$ 80, no caso do Brent, e de US$ 67 para US$ 75, no caso do WTI.

A projeção para o Brent, neste caso, é composta por US$ 62 decorrentes de fatores descolados do conflito no Irã; US$ 9 ligados ao aumento dos estoques comerciais de petróleo e ao efeito sobre a diferença entre os preços à vista e a prazo; US$ 4 decorrentes do aumento previsto para os preços futuros da commodity; e US$ 5 vindos de posicionamento persistente do mercado relativo a riscos geopolíticos e rotação de ativos.

“Primeiro, agora presumimos que os fluxos em Ormuz continuarão em apenas 5% dos níveis normais por um período mais longo, de seis semanas, antes de uma recuperação gradual de um mês. Segundo, o reconhecimento dos riscos de uma alta concentração da produção e capacidade ociosa deve a uma estocagem estratégica estruturalmente maior”, disse o Goldman Sachs em relatório.

“Agora esperamos que o preço do Brent seja de US$ 110 por barril em média em março e abril (de US$ 98 anteriormente), um aumento de 62% em relação à média de 2025”, acrescentou. Especificamente para abril, o banco prevê o barril do Brent a US$ 115, de US$ 85 na estimativa anterior.

Cenários para os preços

O Goldman Sachs acredita que, no curto prazo, o mercado provavelmente vai exigir um prêmio de risco crescente, com o objetivo de destruir demanda e se proteger de escassez em cenários de perturbações mais longas à oferta.

Se o fechamento do Estreito de Ormuz restringir o fluxo de petróleo a 5% dos níveis normais por 10 semanas, o banco calcula que os preços do petróleo poderiam ficar entre US$ 105 – num cenário adverso – e US$ 135 por barril – num cenário ainda mais adverso.

“No cenário adverso, a oferta no Oriente Médio se recupera com a abertura do Estreito e o valor do Brent diminui para US$ 100 no quarto trimestre de 2026. No cenário extremamente adverso, com uma perda persistente de 2 milhões de barris por dia na produção do Oriente Médio, o preço do Brent dispara antes de convergir para US$ 115 no quarto trimestre de 2026”, disse o Goldman. “Também há risco para baixo porque os Estados Unidos podem encerrar a ação militar a qualquer momento, o que levaria a uma redução no prêmio de risco. Embora não seja o nosso cenário base, não descartamos restrições à exportação de petróleo nos EUA, o que aumentaria ainda mais a diferença de preços entre o WTI e o Brent.”

Petróleo cai mais de 10% após Trump adiar ataques à infraestrutura de energia do Irã

 

Os preços do petróleo passaram a ter forte queda nesta segunda-feira, 23, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que ordenará o adiamento de qualquer ataque contra as usinas e a infraestrutura de energia do Irã, após “conversas muito boas e produtivas” com Teerã.

Os Estados Unidos e o Irã “tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, escreveu Trump, em letras maiúsculas, em sua plataforma Truth Social.

Por volta das 11h30, os futuros do petróleo Brent caíam 10,58%, para a mínima da sessão de US$ 100,32 por barril, após ter chegado a US$ 96 mais cedo. Já o US West Texas Intermediate (WTI) recuava 10,07%, a US$ 88,34; na mínima da sessão caiu a US$ 85,28.

As principais bolsas europeias também reagiram com otimismo e, após acumularem perdas de mais de 2% pela manhã.

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou neste domingo (22) que abrir o Estreito de Ormuz é a principal solução para o choque de energia, que deve atingir primeiro a Ásia.

Birol criticou a liberação de estoques estratégicos, que considera não ser uma solução para o problema, mas apenas uma tentativa de confortar o mercado. O diretor da AIE disse ainda estar dialogando com o Canadá e o México para que aumentem as exportações de petróleo.

Ele destacou que a economia global enfrenta uma ameaça muito grande com a guerra deflagrada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, que rapidamente se espalhou pelos países vizinhos. “Pelo menos 40 ativos de energia no Oriente Médio estão severamente ou muito severamente danificados”, disse o diretor da AIE.

Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

 

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sexta-feira, 20 de março de 2026

Os homens serão extintos? A verdade sobre o cromossomo Y

 

Cromossomo que determina o sexo masculino vem perdendo genes há 180 milhões de anos e desaparece das células dos mais velhos. Mas, entre manchetes apocalípticas e dados reais, a ciência revela um quadro mais complexo.Diminuto em comparação ao cromossomo X e com apenas cerca de cinquenta genes funcionais, o cromossomo Y vem há décadas ganhando manchetes, muitas vezes em tom apocalíptico. Muito se especula até sobre um eventual “fim dos homens”.

Por trás da discussão, está o amplo consenso de que o cromossomo Y sofreu uma degradação histórica considerável, colocando em debate o seu destino a longuíssimo prazo. Ao mesmo tempo, acumulam-se evidências que vinculam a sua perda em algumas células a implicações para a saúde masculina.

Mas, na comunidade científica, não é consenso que o cromossomo Y poderia desaparecer, muito menos os homens. Os pesquisadores ainda desvendam os mistérios da genética, com um longo caminho adiante e uma história que já se prolonga há dezenas de milhões de anos.

A origem evolutiva do cromossomo Y

Há aproximadamente 180 milhões de anos, os cromossomos sexuais dos mamíferos formavam um par praticamente idêntico. Com o tempo, esse par ancestral se diferenciou até dar origem aos cromossomos X e Y atuais.

Nos seres humanos e outros mamíferos, o sexo é determinado cromossomicamente: as mulheres normalmente têm dois cromossomos X, e os homens, um X e um Y. Embora esse par represente apenas cerca de 4% do DNA total, seu papel biológico vai muito além de determinar o desenvolvimento de testículos ou ovários.

O cromossomo Y, em particular, se destaca pelo reduzido conteúdo genético. Enquanto o cromossomo X contém entre 900 e 1,4 mil genes, segundo diferentes estimativas, o Y conserva entre 45 e 51 genes codificadores de proteínas, dependendo do critério utilizado para contá-los.

Um deles, o gene SRY, atua como desencadeador do desenvolvimento masculino. Alguns outros participam da produção de esperma. As funções dos restantes seguem sendo objeto de estudo e debate, o que contribui para a percepção do Y como um cromossomo atípico do ponto de vista evolutivo.

A bióloga evolutiva australiana Jenny Graves estuda esse processo de degradação há décadas. Em um artigo publicado no The Conversation em 2014, ela estimou que, se a perda de genes continuasse no ritmo observado – quase dez genes a cada um milhão de anos desde há 166 milhões de anos –, o cromossomo Y poderia desaparecer em cerca de 4,5 milhões de anos.

A afirmação, incluída quase de passagem em um artigo técnico de 2004, provocou uma reação desproporcional. “Surpreende-me muito que alguém se preocupe com a extinção dos homens dentro de cinco ou seis milhões de anos”, declarou Graves ao Science Alert, lembrando que a espécie humana sequer existe há 100 mil anos.

Por que o cromossomo Y se degrada?

De acordo com Graves, há duas razões principais. Como ela explicou à BBC Science Focus em 2024, a primeira é o contexto biológico. O cromossomo Y é transmitido exclusivamente pela linhagem masculina e, a cada geração, passa pelos testículos, que constituem um ambiente geneticamente exigente.

A produção de esperma requer numerosas divisões celulares, e cada uma delas implica uma nova oportunidade para que mutações se acumulem.

A segunda, e talvez mais determinante, é seu isolamento. Ao contrário dos demais cromossomos, o Y não dispõe de um homólogo com o qual possa trocar segmentos de DNA para corrigir erros.

Na maioria dos casos, os cromossomos “se apoiam” em seu par durante a recombinação para compensar danos. O Y carece desse respaldo estrutural, de modo que as alterações acumuladas se tornam muito mais difíceis de eliminar.

O cromossomo Y está condenado?

Nem toda a comunidade científica compartilha do diagnóstico. Como publicou a Vice no final do ano passado, a bióloga evolutiva Jenn Hughes, do Instituto Whitehead do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), sustenta há anos a visão contrária: os genes essenciais do cromossomo Y humano têm se mantido estáveis por 25 milhões de anos. A conclusão seria reforçada por estudos posteriores em primatas.

Seu argumento é que os genes remanescentes cumprem funções cruciais em todo o organismo, o que gera forte pressão evolutiva para preservá-los. Dessa perspectiva, o cromossomo Y não estaria desaparecendo, mas se estabilizando.

Jenny Graves não nega a estabilidade, mas introduz uma nuance: o fato de algo permanecer estável hoje não significa que vá perdurar indefinidamente. O cromossomo Y contém abundantes sequências repetidas, suscetíveis a degradação geração após geração. Os genes que hoje parecem firmes poderiam ser substituídos, se as condições evolutivas mudassem.

Ela resume, segundo a Vice, o horizonte temporal do Y como “qualquer coisa entre agora e nunca”. Quando ambas as cientistas debateram publicamente em 2011, o público ficou dividido em partes iguais. A discussão permanece aberta.

O que se sabe com certeza é que, em outros animais, surgiram sistemas alternativos de determinação sexual. Segundo a BBC Science Focus, algumas ratas-toupeira da Europa Oriental e ratos-espinhosos do Japão perderam completamente o cromossomo Y e redistribuíram ou substituíram suas funções em outros cromossomos – e continuam sendo populações viáveis. As moscas-da-fruta, por sua vez, perderam quase todos os genes do cromossomo Y.

Graves sustenta que, se surgisse um gene determinante do sexo mais eficiente em uma população humana pequena e isolada, onde acidentes genéticos são mais prováveis, ele poderia se espalhar sem eliminar características masculinas visíveis. “Talvez isso já tenha acontecido em alguma população humana em algum lugar”, afirmou ao Science Alert.

Doenças em homens mais velhos

O debate evolutivo em escala de milhões de anos convive com uma preocupação muito mais imediata: a perda do cromossomo Y em células do corpo à medida que os homens envelhecem.

Em artigo recente no The Conversation, Graves explica que as novas técnicas de detecção genômica mostram que esse fenômeno é frequente em tecidos de homens idosos. Com o passar do tempo, o cromossomo Y desaparece de algumas células, e suas descendentes já não o recuperam.

O tecido acaba se tornando uma mistura heterogênea: coexistem células que mantêm o Y e outras que o perderam. Segundo dados compilados pela pesquisadora, 40% dos homens de 60 anos já apresentam essa perda, proporção que sobe para 57% aos 90 anos. Fatores ambientais como tabagismo ou exposição a cancerígenos também influenciam.

Durante anos, presumiu-se que essa perda fosse irrelevante. Se o cromossomo Y contém poucos genes e as células podem sobreviver sem ele, parecia lógico pensar que sua ausência não teria grandes consequências.

Contudo, segundo Graves, dados recentes apontam para outra direção. Diversos estudos encontraram associações entre a perda do Y e doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e diferentes tipos de câncer.

Um estudo alemão em larga escala observou que homens acima de 60 anos com alta frequência de perda do Y tinham maior risco de sofrer ataques cardíacos. Também foi detectada uma frequência dez vezes maior dessa perda em pacientes com Alzheimer, além de uma associação com maior mortalidade por covid-19.

O desafio da causalidade

Estabelecer uma relação causal é complexo: as doenças poderiam provocar a perda do Y, ou um terceiro fator poderia estar por trás de ambos os fenômenos.

No entanto, um experimento com camundongos sugere um possível efeito direto. Ao transplantar células sanguíneas sem cromossomo Y em camundongos irradiados, os animais desenvolveram mais patologias associadas ao envelhecimento, incluindo alterações na função cardíaca e casos de insuficiência cardíaca.

Como um cromossomo com tão poucos genes pode ter impacto tão amplo? Parte da resposta está no fato de que vários desses genes se expressam em todo o organismo, não apenas nos testículos, e alguns atuam como supressores de tumores.

Além disso, o cromossomo Y abriga genes não codificantes que parecem regular a atividade de outros genes em cromossomos distintos. Sua perda pode, portanto, alterar mecanismos que vão muito além da determinação sexual.

Então, os homens vão desaparecer?

Não da noite para o dia. Humanos não podem se reproduzir por partenogênese, ou seja, sem a contribuição genética masculina, e existem pelo menos 30 genes com impressão genômica que devem vir do esperma.

Se o cromossomo Y desaparecesse, a alternativa não seria a extinção imediata, mas a evolução de um novo sistema de determinação sexual. Em teoria, esse processo poderia inclusive levar, a muito longo prazo, a uma diferenciação entre espécies, como sugere Graves.

Por ora, não há evidências de uma emergência evolutiva iminente. O cromossomo Y pode se manter por milhões de anos ou transformar-se em outra coisa. Sua trajetória futura segue incerta, mas está longe de um desfecho imediato.

Além disso, o sequenciamento completo do DNA do cromossomo Y humano foi alcançado há apenas alguns anos, de modo que nosso conhecimento detalhado sobre seu funcionamento ainda é relativamente recente.

Mais do que o obituário de um cromossomo em decadência, essa nova etapa pode permitir uma compreensão mais aprofundada de seu papel na biologia e na evolução humanas.

 

 https://istoedinheiro.com.br/os-homens-serao-extintos-a-verdade-sobre-o-cromossomo-y

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/07/11/quem-era-a-divindade-asherah-a-esposa-de-deus.ghtml

 

STF tem maioria para confirmar desestatização da Corsan

 

 

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira, 20, para validar a desestatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). O julgamento foi retomado no plenário virtual que vai até a próxima sexta-feira, 27. Até o momento, há seis votos para declarar a constitucionalidade da lei de 2021 que autoriza a desestatização.

A ação foi movida pelo PT, que argumentou que a autorização para a desestatização da Corsan foi genérica e sem critérios objetivos.

 Para a legenda, a medida contraria a jurisprudência da Corte que estabelece que o Legislativo não pode abrir mão de definir os termos e balizas da alienação. Ou seja, não poderia delegar essas definições ao Executivo.

O relator, Kássio Nunes Marques, rejeitou o argumento do PT. Ele afirmou foram cumpridos ambos os requisitos para a desestatização de empresas públicas e sociedades de economia mista – a prévia autorização legislativa e a realização de licitação pública.

 “Há lei formal autorizando a alienação do controle acionário da Corsan, bem como essa autorização não eximiu o administrador público de cumprir os limites e condicionantes estabelecidos em lei, inclusive a obrigatoriedade de realização de licitação”, afirmou Nunes Marques.

Ele foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, André Mendonça, Dias Toffoli e Flávio Dino.