quarta-feira, 30 de outubro de 2013

BRASIL PRECISA DE MAIS EXECUTIVOS ESTRANGEIROS

Steve Ingham, CEO da Michael Page, defende a necessidade de o Brasil deixar de lado qualquer tipo de xenofobia e abrir as portas aos profissionais estrangeiros.

A recuperação econômica nos Estados Unidos e em alguns países da Europa pode dar novos contornos ao mercado global de trabalho para executivos. Mas poucas pessoas no planeta têm uma visão tão privilegiada das mudanças no topo quanto o inglês Steve Ingham, CEO da Michael Page, a maior empresa de recrutamento de executivos do mundo, com operações em 25 países.

Para ele, o Brasil deve ter uma boa movimentação em postos de trabalho no próximo ano, devido aos investimentos por conta da Copa do Mundo e das eleições. Mas, para o crescimento ser sustentável, o governo precisa tomar as decisões difíceis para que os investimentos não desapareçam. Entre as medidas preconizadas, Ingham defende a importância de deixar de lado qualquer tipo de xenofobia. “O País deve abrir as portas aos profissionais estrangeiros”, afirma.

DINHEIRO – Há, no mundo, uma recuperação do mercado de empregos para executivos?

INGHAM – As análises variam completamente de região para região. O mercado americano está bom de novo. O Brasil também vai bem. O México apresenta um crescimento ainda maior. A Ásia idem. E até mesmo na Espanha estamos detectando um crescimento, por surpreendente que possa parecer para muitas pessoas. Gradualmente, as coisas estão melhorando. Só na Europa as coisas ainda estão problemáticas.

DINHEIRO – O momento brasileiro está descolado do restante da América Latina?

INGHAM – O crescimento é desigual por toda a região, de acordo com as políticas adotadas e com a variação dos preços das commodities mais importantes para cada país. O mercado brasileiro está num momento diferente do restante do continente. No Brasil, acontece um arrefecimento, enquanto o México entrou em um momento de grande expansão. Os resultados dos países na Costa do Pacífico também são melhores que os do lado do Atlântico.

DINHEIRO – Mas há expectativas de reaquecimento para o Brasil?

INGHAM – No próximo ano, haverá eleições por aqui, não? Por isso, haverá investimentos do governo para ganhar votos. Mas o problema é que as medidas fundamentais não estão sendo adotadas, como a flexibilização de leis trabalhistas e o controle do orçamento. Sem rigidez nos limites de gastos, os investidores começam a dificultar os empréstimos e aumentam os juros para o dinheiro que vai financiar os investimentos. Há muitas batatas quentes com que lidar, o que torna difícil se chegar a uma decisão sobre cada uma delas. Principalmente em um ano eleitoral. Os políticos fazem aquilo que dá votos. Mas é uma pena constar que fazer a coisa certa traz impopularidade na política. Por isso, os governos buscam fazer apenas o suficiente e esperam que tudo dê certo no final. É diferente de como funciona nas empresas, nas quais tomar as decisões certas traz reconhecimento.

DINHEIRO – Há uma percepção de que o salário do executivo brasileiro está inflacionado. Por que isso acontece?

INGHAM – Em alguns mercados há uma forte demanda por pessoas bem preparadas, mas a oferta às vezes é pequena. No Brasil, há muitas empresas bem-sucedidas em busca de gente cada vez melhor. Então, a guerra por talentos no Brasil inflaciona os salários. Houve uma situação extrema em 2011, em especial, para posições técnicas. Para atrair as pessoas, os pacotes de bonificações ficaram muito elevados, principalmente nos bancos. O câmbio da época também fazia com que alguns salários de executivos no Brasil fossem maiores, em libras esterlinas ou dólares, do que os dos seus chefes globais.

DINHEIRO – O peso principal então está nas bonificações?

INGHAM – Existe uma visão geral das companhias premiarem mais pelo desempenho. Vai ga­nhar mais quem entregar resultados. Os paraquedas de ouro ficaram muito impopulares, depois que grandes executivos deixaram empresas em dificuldades com uma bolada no bolso. A questão problemática é que muita gente foi contratada para fazer recuperações complexas de empresas, algo que leva tempo, mas está sendo cobrada por resultados de curto prazo. É como acontece com os técnicos de times de futebol. Vemos isso na Premier League, a principal divisão do futebol inglês. Depois da saída do Alex Ferguson, do Manchester United, que permaneceu 26 anos no cargo, não sobraram técnicos trabalhando por muito tempo em suas equipes. Excetuando o treinador do Arsenal, o tempo máximo de permanência de um técnico atual é de dois anos.

DINHEIRO – No Brasil é pior ainda. Para os comentaristas esportivos daqui, a Pre­mier League é a referência em termos de permanência no cargo. Aqui pouquíssimos times que começaram o campeonato ainda têm os mesmos treinadores.

INGHAM – Dessa forma, não dá para se avaliar um trabalho. Não dá tempo para os resultados aparecerem. Seja numa empresa ou num time de futebol, não adianta cobrar em curto prazo quando os objetivos propostos são para longo prazo. Mas é o que está acontecendo em muitas empresas.

DINHEIRO – As carreiras dos altos executivos estão se internacionalizando?

INGHAM – Sem dúvida essa é uma das principais tendências atuais. O mundo está menor. O jovem de São Paulo não pensa apenas em fazer carreira por aqui. Ele quer o mundo. É assim em todos os lugares. Mas isso assusta os governos.

DINHEIRO – De que forma?

INGHAM – Vemos governos de todo o mundo lutando contra a imigração. É uma preocupação maior em países com alto índice de desemprego. No Reino Unido, é assim. Somos um país multicultural e que se beneficiou disso. Mas os governos não querem dar vistos para todo mundo. Com isso, acabam restringindo também a chegada dos melhores cérebros. O Brasil deve abrir as portas aos profissionais estrangeiros, se quiser ter uma indústria de tecnologia forte Ao tentar proteger os empregos locais, os países perdem a oportunidade de ter pessoas que podem criar negócios novos e empregar mais gente.

DINHEIRO – Que outro setor brasileiro precisa bastante de estrangeiros?

INGHAM – O Brasil sente falta de gente especializada em petróleo e gás. E nós estamos procurando essas pessoas em locais com gente experiente na exploração de petróleo, como Aberdeen, na Escócia, e Perth, na Austrália. É normal essa realocação de pessoas. Na Espanha, por exemplo, temos muitos talentos, enquanto na Cidade do México e em Bogotá há um mercado com muita demanda. Como se fala espanhol em todos esses lugares, é natural transferir essas pessoas.

DINHEIRO – As empresas também se beneficiam com essa experiência multicultural?

INGHAM – É importante para as empresas que as pessoas em altos cargos tenham experiências internacionais, se elas desejam de fato serem companhias globais. Pessoas de lugares diferentes possuem talentos diferentes. Temos um exemplo disso na própria Michael Page. Um executivo inglês, que sempre trabalhou na Inglaterra, foi transferido para Xangai. Lá ele aprendeu muitas coisas novas, e por fim acabou indo para Taiwan abrir o nosso escritório local. Na minha época era diferente. Comecei há 27 anos na sede londrina da Michael Page e permaneço lá. Hoje minha trajetória seria diferente.

DINHEIRO – Mas algumas características são desejadas para as pessoas de todas as partes do mundo, não?

INGHAM – Procuramos em todos os lugares pessoas focadas, ambiciosas e que sabem o que querem. Também precisam ter boa capacidade de comunicação, uma característica necessária para se fazer qualquer trabalho. Em alguns casos, avaliamos muito as experiências profissionais e os conhecimentos técnicos, como para cargos de engenheiros. Acima de tudo, é preciso ter integridade e honestidade. É essencial ser alguém em quem se pode acreditar.

DINHEIRO – Existe uma tendência de exportação de executivos brasileiros?

INGHAM – Existem alguns casos, como o do presidente da cervejaria Inbev, Carlos Brito. Mas ainda é raro encontrar altos executivos brasileiros na Europa e nos EUA. Na América Latina, isso já acontece bastante. Muitas empresas transferem o executivo para cuidar de uma operação menor na região, antes de voltar e assumir a presidência no Brasil. Mas uma tendência grande nos últimos anos foi a da volta de brasileiros ao País, porque aqui havia mais oportunidades.

DINHEIRO – Pode-se dizer que se tornou mais difícil gerenciar empresas depois da crise mundial iniciada em 2008?

INGHAM – A crise ensinou que as pessoas precisam estar preparadas para tudo, porque podem precisar mudar todo o plano de negócios rapidamente.

DINHEIRO – A preocupação no Brasil e em outros países do Brics está em que a recuperação econômica americana tire os holofotes e os investimentos daqui. Os recursos financeiros e as contratações podem sumir se isso acontecer?

INGHAM – Se os EUA consomem mais, ajudam a América Latina e a Europa. Os países que mostrarem eficiência podem ganhar mais com isso. Não importa o produto, hoje tudo precisa ser feito em alto volume. Veja o exemplo da Foxconn, que fabrica eletrônicos para muitas empresas de tecnologia. As companhias vão buscar investir onde se produz com mais vantagens.
DINHEIRO – Mas há dúvidas se somos eficientes…

INGHAM – No Brasil, a infraestrutura ainda é um problema. A China está conseguindo superar esse empecilho e outros por meio de muitos investimentos. A indiana Tata Motors e a sua controlada Jaguar Land Rover, por exemplo, estão contratando chineses e depois levando-os para serem treinados no centro do Reino Unido, para ganhar experiência com os melhores trabalhadores. A empresa indiana também afirmou estar avaliando a Arábia Saudita e o Brasil para a instalação de novas fábricas. Eles vão fazer o estudo do ambiente de negócios local, e se acharem que aqui vão encontrar problemas, como sindicatos problemáticos ou excesso de impostos, podem decidir não vir. No Reino Unido, o grupo Tata não pode nem ouvir falar de sindicatos, já que, na sua opinião, eles têm prejudicado a produtividade de suas fábricas. Para uma empresa indiana, é difícil entender isso.

Carlos Eduardo Valim
(Isto É Dinheiro – 25/10/2013)

Multiplan quer integrar torres comerciais ao Morumbi shopping em SP


Por Adriana Mattos | Valor
 
SÃO PAULO  -  A Multiplan estuda criar um acesso das torres do Morumbi Corporate ao Morumbi Shopping, por meio da criação de passarelas, disse o presidente da empresa, Isaac Peres, em teleconferência nesta quarta-feira. O Morumbi Corporate, um projeto de duas torres comerciais para locação de 74,2 mil metros quadrados, foi entregue em agosto de 2013. As duas torres estão localizadas em frente ao centro comercial na capital paulista.

Divulgação

“Vamos integrar as torres ao shopping, mas ainda não posso detalhar o projeto”, disse ele. Peres considerou o desempenho do terceiro trimestre da empresa algo “sólido”, e reflexo da capacidade de a empresa criar e gerir empreendimentos.

A companhia apresentou resultados acima das expectativas dos analistas no terceiro trimestre. A receita líquida da empresa atingiu R$ 248 milhões, alta de 21%. O lucro líquido cresceu 20,3% para R$ 86,7 milhões, acima das estimativas de analistas consultados pelo Valor.

Os shopping centers da Multiplan reportaram vendas totais de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre, 19,3% maior do que no ano anterior. A margem de lucro líquido, porém, teve leve queda de 35,2% para 35%.

Peres ainda informou que a companhia inaugura, em novembro, o primeiro shopping do grupo no Nordeste, o Parque Shopping Maceió, uma joint venture entre a Multiplan e a Aliansce Shopping Centers. Ao final de setembro de 2013, o projeto tinha 93% da área bruta locável alugada.

Angelina Jolie ganhará US$ 50 milhões por sua biografia


Por Agência O Globo
 
AP Photo/Michael Sohn

RIO  -  Enquanto no Brasil a polêmica das biografias não autorizadas ainda rende, nos Estados Unidos Angelina Jolie está perto de levar US$$ 50 milhões pela publicação de um livro sobre sua vida. 

De acordo com o "Daily Star", três editoras americanas estão na disputa para lançar a biografia a atriz de 38 anos, mãe de seis filhos e vencedora do Oscar, que se submeteu recentemente a uma dupla mastectomia. Casada com Brad Pitt, Jolie é mãe de Maddox, de 12 anos, Pax, 9, Zahara, 8, Shiloh, 7, e dos gêmeos Knox e Vivienne, de 5. 

De acordo com uma das fontes do "Daily Star", a atriz sempre quis fazer escrever a sua biografia e acredita que esse é o momento certo. "Ela nunca teve tanta paz e satisfação em sua vida. Há demônios em seu passado, mas ela está em um lugar mentalmente e espiritualmente confortável o suficiente para escrever sobre tudo de forma honesta e colocando tudo em contexto. Nenhum problema, exceto aqueles que podem danificar a privacidade de seus filhos, será tabu'', disse a fonte. 


Dono da Azul lança empresa de segurança e investe R$ 100 milhões

 
 
 
Por João José Oliveira | Valor
 
Regis Filho/Valor


SÃO PAULO  -  O presidente da Azul, David Neeleman, anunciou hoje em São Paulo investimento de R$ 100 milhões na Vigzul, empresa que vai atuar no segmento de monitoramento para residências e pequeno e médio varejo.

Além dos irmãos David Neeleman e Mark Neeleman, o aporte de recursos para o investimento foi feito também pelo fundo de private equity Peterson Partners, o mesmo que tem uma fatia da Azul Linhas Aéreas.
A Vigzul vai fornecer sistemas e serviços de monitoramento para vigilância de residências e lojas de pequeno e médio portes. Os planos custarão entre R$ 89 e R$ 264 mensais, sem taxas de instalação. “Uma coisa que aprendi no Brasil é que o brasileiro quer saber quanto [serviço ou produto] vai custar por mês”, disse Neeleman.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Sistema Eletrônico de Segurança, o faturamento do setor atingiu US$ 1,96 bilhão em 2012, crescimento de 9% ante 2011. A entidade projeta para 2013 uma expansão de 11% para a receita bruta consolidada das empresas associadas.

A Vigzul terá foco em clientes das classes A, B e C. O custo de instalação dos sistemas será dividido ao longo do contrato, eliminando o valor da entrada, para atrair a classe média baixa, afirmou Mark Neeleman, sócio do irmão David no projeto.

O plano da empresa, que já atua na região metropolitana de Campinas, interior de São Paulo, é atingir a meta de 40 mil clientes em três anos. “Não é a Azul. São empresas totalmente separadas. Mas é do mesmo dono, com a mesma eficiência”, disse Neeleman, durante entrevista a jornalistas, hoje em São Paulo.

No projeto de expansão, a Vigzul quer atingir 12 mil clientes em Campinas e avançar por Jundiaí e Sorocaba. “Queremos atingir outras 30 cidades brasileiras com mais de 400 mil habitantes”, disse David Neeleman, que projeta o retorno do investimento para um horizonte além de três anos.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica (Abese) apontam que segmentos de nicho, como o de circuito fechado de TV (CFTV), cresceu 9% em 2012, atingindo faturamento de R$ 4,2 bilhões. Ainda segundo o órgão, até 2014, o uso de câmeras de monitoramento eletrônico será duplicado.
(João José Oliveira | Valor)

Senado permite a empresas suspender contrato de trabalho durante crise

Por Yvna Sousa | Valor
 
 
 
BRASÍLIA  -  A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta quarta-feira, um projeto de lei que permite que as empresas suspendam os contratos de trabalho por um período de dois a cinco meses em caso de crise econômico-financeira. 

A legislação trabalhista atual só permite a suspensão não remunerada para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional.

Com a proposta, os trabalhadores também poderão ser suspensos “quando o empregador, em razão de crise econômico financeira, comprovadamente não puder manter o nível da produção ou o fornecimento de serviços”, segundo o texto.

O projeto de lei, de autoria do senado Valdir Raupp (PMDB-RO), ressalta que a suspensão não remunerada dos contratos dos trabalhadores só será possível caso esta possibilidade esteja prevista em convenção ou acordo coletivo do trabalho e mediante concordância formal do empregado.
A proposta ainda precisa ser aprovada em turno suplementar na CAS, o que deve ocorrer na próxima semana. Caso não haja recurso para votação em plenário, o texto segue para apreciação da Câmara. 

OGX dá entrada em pedido de recuperação judicial

Por Rafael Rosas e Francisco Góes | Valor
 
 
RIO  -  O advogado Sérgio Bermudes, que representa Eike Batista, deu entrada hoje no pedido de recuperação judicial da petroleira OGX.
Bermudes explicou que entraram em recuperação judicial quatro empresas do grupo: a OGX Petróleo e Gás Participações S.A.; OGX Petróleo e Gás S.A.; OGX International GMBH; e OGX Áustria GMBH.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que até o momento o pedido da OGX não foi recebido pela área de distribuição, que se encarrega de encaminhar os processos para as varas competentes.

Enquanto não houver confirmação do protocolo do pedido pelo Tribunal, a bolsa de valores não é informada do processo. Assim, as ações continuam sendo negociadas, até que o aviso oficial chegue à Bovespa. Em forte queda de 30%, a R$ 0,16, os papéis da petroleira entraram em leilão de fechamento na Bovespa.

Brasil com obras da Copa e de infraestrututura é oportunidade para a Ciber

Brasil com obras da Copa e de infraestrututura é oportunidade para a Ciber
 
 
 

 
 
 
A Ciber Equipamentos Rodoviários, produtora de máquinas e tecnologias para construção de rodovias e mineração, sabe que está no lugar exato e no momento certo. Preparando-se para receber grandes eventos esportivos e vivendo o período pré-eleitoral, quando governantes querem mostrar serviço e obras pipocam por todos os lados das cidades, o Brasil concentra seus esforços no investimento em infraestrutura. 

O desenvolvimento de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos se tornou a única saída para o país voltar a crescer - como indicou Tatiana Pinheiro, economista sênior do Santander. O cenário, portanto, não poderia ser mais promissor para a empresa gaúcha que, entre outros equipamentos, fabrica usinas de asfalto. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), pouco mais de 13% das rodovias brasileiras são pavimentadas “O percentual é muito baixo comparado ao resto do mundo. Existe uma lacuna grande para ser preenchida”, avalia Jandrei Goldschmidt, gerente de marketing da Ciber. 

A previsão da Ciber, subsidiária do grupo alemão Wirtgen, é fechar o ano com o faturamento de R$ 400 milhões. Para isso, a empresa reforçou sua presença na região nordeste com a abertura, recentemente, de uma revendedora em Pernambuco. A intenção é atender um mercado promissor: “O nordeste vem muito forte em termos de infraestrutura. No primeiro semestre, despontou bastante a demanda por equipamentos na Bahia e Pernambuco”, conta Goldschmidt. Entre 70 e 80% dos clientes da Ciber são empreiteiras e grandes construtoras, mas setores do governo e o exército também utilizam as máquinas produzidas na fábrica de Porto Alegre. É o caso da prefeitura do Rio de Janeiro, outro mercado para o qual a Ciber tem dedicado especial atenção diante dos investimentos que estão sendo realizados no município à espera da Copa do Mundo e Olimpíada.  

Além de o momento ser propício para o aumento da demanda pelos equipamentos para obras rodoviárias, a Ciber conta com outro ponto a favor: a valorização do dólar. A empresa comercializa usinas de asfalto, de produção 100% brasileira, para toda América Latina, África, Oceania e sul da Ásia. A única preocupação reside na cotação do euro, pois parte das máquinas é importada da Alemanha. Mas como 70% dos produtos são nacionais, produzidos em Porto Alegre, a balança comercial da Ciber tende a ficar positiva.

O setor de máquinas e equipamentos no Brasil não teve um bom desempenho no primeiro semestre de 2013. No acumulado do ano (janeiro a julho), teve queda de 7,7% no faturamento em comparação ao mesmo período de 2012. Porém, Goldschmidt destaca que a proximidade das eleições 2014 pode dar um ânimo ao segmento: “A tendência é que até o ano que vem, o mercado se aqueça”. No entanto, as obras brasileiras estão sempre às voltas com incertezas e burocracias que podem representar uma ducha de água fria no crescimento do setor. Segundo Goldschmidt, empresas deste setor trabalham com a probabilidade de greves, falta de mão de obra qualificada e embargos das construções. “A instabilidade é uma constante, o que dificulta andamento da cadeia produtiva e as projeções para o futuro”.  Fonte: amanha.com.br