segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Dólar reduz alta após novos leilões do BC, mas segue acima de R$ 6

 


Notas de dólar

 

O dólar rondava a estabilidade frente ao real nesta segunda-feira, devolvendo os fortes ganhos das primeiras negociações da sessão, após o Banco Central realizar um novo leilão de dólares à vista nesta manhã, além de outro leilão de linha.

Às 11h03, o dólar à vista tinha alta de 0,37%, a 6,0518 reais na venda. No início da sessão desta segunda, o dólar chegou a avançar mais de 1% ante o real, marcando 6,0988 reais na maior cotação, mas devolveu a maior parte dos ganhos após a nova operação realizada pela autoridade monetária.

O Banco Central vendeu nesta segunda-feira um total de 3 bilhões de dólares em um leilão com compromisso de recompra realizado durante a manhã, informou a autarquia em comunicado, no que foi o terceiro pregão consecutivo com intervenção no câmbio.

No leilão, que terá como data de recompra o dia 6 de março de 2025, o BC aceitou seis propostas com uma taxa de corte de 6,01%. A cotação de câmbio utilizada para a venda de dólares pelo BC foi a Ptax das 10h, a R$ 6,0357. Mais cedo, a autarquia vendeu 1,627 bilhão de dólares à vista, com uma taxa de R$ 6,04 por dólar.

Na quinta-feira, o BC vendeu 4 bilhões de dólares em dois leilões de linha e no dia seguinte vendeu 845 milhões de dólares em um leilão à vista.

Entenda a intervenção do BC

Apesar de o BC não ter dito o motivo dos leilões, eles ocorrem em meio à crescente desvalorização do real, com o dólar fechando acima de 6,00 reais na maior parte das sessões deste mês em meio à reação negativa do mercado ao duplo anúncio do governo de um pacote fiscal e de uma reforma do Imposto de Renda.

Diante da forte alta do dólar, da desancoragem adicional das expectativas de inflação e da percepção de uma atividade econômica superaquecida, o BC acelerou o ritmo de aperto monetária na semana passada, elevando a taxa Selic em 1 ponto percentual, a 12,25% ao ano. As autoridades ainda sinalizaram com mais duas altas da mesma magnitude no início do próximo ano.

Embora o aumento dos juros e as intervenções sejam, em tese, positivos para o real, a moeda norte-americana seguia em tendência de alta. Na sexta-feira, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,28%, cotado a 6,0295 reais.

O BC divulga a ata da reunião do Copom na terça-feira.

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para o dólar na pesquisa Focus divulgada nesta segunda. Na mediana das projeções dos especialistas, o dólar deve fechar este ano em 5,99 reais e 2025 em 5,85 reais, de 5,95 e 5,77 previstos anteriormente.

No cenário externo, os mercados aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira, em que se espera que o banco central dos Estados Unidos reduza os juros em 25 pontos-base.

Investidores estarão atentos, no entanto, às projeções das autoridades do Fed para os movimentos do próximo ano, à medida que o país demonstra sinais de força econômica e estagnação na trajetória da inflação até a meta de 2%.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,08%, a 106,960.

Bitcoin chega a US$106 mil e cresce esperança sobre reserva estratégica dos EUA

 


Moedas com logotipo do bitcoin

 

reutersi

Por Kevin Buckland e Ankur Banerjee

(Reuters) – O bitcoin atingiu recorde acima dos 106 mil dólares nesta segunda-feira, depois que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que planeja criar uma reserva estratégica de bitcoin para o país semelhante à reserva estratégica de petróleo mantida por Washington, alimentando o entusiasmo dos investidores em criptomoedas.

O bitcoin, a maior e mais conhecida criptomoeda do mundo, atingiu 106.533 dólares e às 9h15 (horário de Brasília) era negociada em alta de 2,6%, a 103.917 dólares. O ether estava em alta de 0,4%, a 3.918 dólares.

“Estamos em território de céu azul aqui”, disse Tony Sycamore, analista da IG. “O próximo valor que o mercado estará procurando é 110 mil dólares. O recuo que muitas pessoas estavam esperando simplesmente não aconteceu, porque agora temos essas notícias.”

A confiança do investidor também foi impulsionada pela inclusão das ações da MicroStrategy no índice Nasdaq 100, o que provavelmente levará a mais fluxos de entrada de investidores para a empresa de software que se tornou compradora voraz de bitcoin.

No ano, o bitcoin acumula valorização de 192% em meio ao otimismo de investidores de que Trump fará um governo que promoverá um ambiente regulatório mais amigável para as criptomoedas.

“Vamos fazer algo grandioso com as criptomoedas porque não queremos que a China ou qualquer outra pessoa – não apenas a China, mas outras pessoas – e queremos ser o líder”, disse Trump à CNBC no final da semana passada.

Quando perguntado se ele planeja construir uma reserva de criptomoedas semelhante às reservas de petróleo, Trump disse: “Sim, acho que sim.”

Os governos de todo o mundo detinham 2,2% da oferta total de bitcoin em julho, de acordo com o provedor de dados CoinGecko, com os Estados Unidos possuindo quase 200 mil bitcoins, avaliadas em mais de 20 bilhões de dólares nos níveis atuais.

China, Reino Unido, Butão e El Salvador são os outros países com uma quantidade significativa de bitcoins, segundo o site de dados BitcoinTreasuries.

Outros países também estão considerando reservas estratégicas de criptomoedas.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse no início deste mês que o atual governo dos EUA estava minando o papel do dólar americano como moeda de reserva na economia global ao usá-lo para fins políticos, forçando muitos países a recorrer a ativos alternativos, incluindo criptomoedas. “Por exemplo, o bitcoin, quem pode proibi-lo? Ninguém”, disse Putin.

No entanto, há céticos. “Acho que ainda precisamos ser cautelosos em relação a uma reserva estratégica de BTC e, pelo menos, considerar que não é provável que isso aconteça tão cedo”, disse Chris Weston, chefe de pesquisa da Pepperstone.

“É claro que qualquer comentário de Trump que ofereça um grau maior de esperança de que os planos para uma reserva estratégica estejam evoluindo é um vento favorável óbvio, mas isso traria consequências que precisariam ser cuidadosamente consideradas e bem comunicadas aos participantes do mercado.”

AUMENTO DO CRIPTO

O bitcoin subiu mais de 50% desde a eleição de Trump em 5 de novembro. O valor total do mercado de criptomoedas quase dobrou ao longo do ano até agora, atingindo um recorde de mais de 3,8 trilhões de dólares, de acordo com a CoinGecko.

Trump – que já rotulou as criptomoedas de fraude – adotou os ativos digitais durante sua campanha eleitoral, prometendo fazer dos Estados Unidos a “capital das criptomoedas do planeta”.

Na sexta-feira, a Nasdaq disse que a ação da MicroStrategy será adicionada ao índice Nasdaq-100 a partir de 23 de dezembro.

A MicroStrategy, um investidor agressivo de bitcoins, viu suas ações subirem mais de seis vezes este ano, elevando seu valor de mercado para quase 94 bilhões de dólares. Atualmente, a empresa é a maior detentora da criptomoeda entre empresas no mundo.

Como parte do Nasdaq 100, os investidores comprarão ações da MicroStrategy para espelhar as participações do índice mais amplo, aumentando assim o valor das ações da empresa e permitindo que a companhia compre mais criptomoedas, por meio de ofertas de dívida e ações, disse Matthew Dibb, diretor de investimentos da gestora de ativos Astronaut Capital.

“A inclusão parece um pouco inesperada, mas isso não impediu a empolgação do que muitos acreditam ser o início de um ciclo de capital que poderia potencialmente aumentar o preço à vista do bitcoin”, disse ele.


Depois do sucesso neste ano, fundos de crédito devem continuar crescendo em 2025, avalia XP

 icone XP - Logos Capital


Após um 2024 de alta demanda, os fundos de crédito privado devem seguir crescendo no Brasil por uma combinação de fatores positivos. Entre eles, estão a busca dos investidores por segurança e o atual patamar de juros. No entanto, a cautela continua no radar, e as oportunidades podem vir de segmentos como crédito estruturado. A avaliação consta em relatório temático divulgado nesta segunda-feira, 16, pela XP, elaborado a partir de uma pesquisa feita junto às gestoras Augme, Ibiuna, JGP, JiveMauá e XP Asset, e assinado por Clara Sodré, analista de fundos da XP, em parceria com Camilla Dolle e Mayara Rodrigues, respectivamente líder de análise de renda fixa e analista da XP.

O desempenho dos fundos de crédito segmentado pela Classificação XP indica que, ao longo de 2024, a classe apresentou retornos consistentemente acima do CDI, em especial no primeiro trimestre do ano. No acumulado até novembro, o relatório mostra um retorno de 123% para os fundos de crédito high yield, 117% para os fundos de crédito high grade e 114% para os fundos de crédito de liquidez.

A XP também destaca a captação dessa classe. “Se em 2023 estes fundos apresentaram fluxo relevante de saída após um primeiro trimestre desafiador, em 2024 esta classe de ativos consolidou seu papel como uma das mais demandadas, não apenas por sua resiliência, mas também pela capacidade de entregar retornos elevados perante o CDI em um ambiente desafiador”, descrevem as analistas, acrescentando a busca por proteção e segurança como outro fator. Segundo o relatório, os fundos de crédito privado captaram R$ 140,7 bilhões no ano até 5 de dezembro.

De acordo com o relatório, agora, muitos gestores e crédito estão aumentando a seletividade e a cautela na alocação, o que é refletido principalmente pelo elevado porcentual de caixa dos fundos, em meio ao ambiente de incertezas. “Em nossa visão, os fundos classificados como high yield que englobam estratégias que alocam em crédito estruturado e, devido ao mandato, possuem horizontes mais longos de liquidez ou prazo de resgate, tendem a seguir mostrando maior resiliência, tanto em relação ao passivo, quanto em relação ao alfa gerado”, avaliam as analistas da XP.

Estratégias das gestoras

Na pesquisa com as gestoras de crédito, a XP identificou que a Augme Capital está com “caixa relevante” – com manutenção de níveis de 40% a 15% do patrimônio líquido (PL) – e postura cautelosa em relação ao mercado, buscando exposições em setores como infraestrutura, energia, locação de equipamentos e securitização de carteiras, e priorizando empresas/estruturas com bons fundamentos de crédito. Já a XP Asset Management reduziu o prazo médio das carteiras – nos fundos D+45, a duração média foi ajustada de três anos para dois anos – e prioriza segmentos como infraestrutura, saneamento e energia, além de ter aumentado exposição ao setor financeiro em algumas estratégias.

A Ibiuna Investimentos, por sua vez, diz ser possível notar “sinais claros de saturação” no mercado de crédito, então está com postura cautelosa. A duração média das carteiras é de cerca de dois anos, abaixo da média de 2,5 anos a três anos, e há níveis elevados de caixa. A JiveMauá está otimista, mas vê desafios estruturais, então prefere operações estruturadas de longo prazo. Por fim, a JGP prioriza passivos de maior duração, e reduziu a exposição a setores voláteis, como óleo e gás, devido à incerteza nos preços de commodities. Infraestrutura permanece uma prioridade.

Panorama da indústria de crédito

Segundo o relatório da XP, em 2024, a projeção de uma Selic mais alta por mais tempo levou à migração de recursos para fundos de renda fixa – que já somam captação líquida de R$ 344 bilhões no ano até agora. E o aumento dessas entradas levou a um “crescimento notável no volume de novas emissões de crédito privado nos primeiros dez meses deste ano (+96% ao ano), o que pode ser atribuído a gestores buscando oportunidades para alocar os contínuos aportes de seus clientes”, diz a XP. Ao mesmo tempo, os spreads (prêmios) diminuíram em diferentes níveis de rating, o que “também impulsionou as emissões, à medida em que as companhias puderam se refinanciar a taxas mais baixas”.

Para 2025, dada a expectativa de juros altos por mais tempo, a XP afirma que a demanda por emissões deve continuar aquecida, porém as “condições piores estão para as empresas emissoras em termos de custos de captação”. Ainda, a equipe de análise diz ser possível começar a ver os spreads “gradualmente retornando a patamares mais consistentes com os riscos inerentes às emissões e aos emissores”.

O relatório indica ainda que, em estudo realizado com dados de junho de 2024, a XP concluiu que, em média, as empresas listadas mantêm “alavancagem disciplinada, prazos de dívida estendidos e sólidas taxas de cobertura de juros, o que as posiciona de forma relativamente segura para 2025”.

Presidente da CBIC espera que lançamentos no setor de classe média serão bem menores em 2025

 


O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, acredita que a elevação dos juros terá como impacto direto uma redução importante nos lançamentos de projetos imobiliários no setor de médio padrão, fora do Minha Casa Minha Vida (MCMV).

O segmento abarca imóveis com preços acima de R$ 350 mil. Nesta modalidade, o financiamento bancário para a compra e a construção das moradias vem das cadernetas de poupança, onde os recursos estão escassos.

A saída dos bancos tem sido recorrer a outras fontes de recursos, como emissão de títulos como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI). No entanto, os custos desses títulos acompanham a Selic. Ou seja, estão em alta.

“Acreditamos que em 2025 deve ter bem menos lançamentos no setor de classe média”, estimou Correia. Com a escassez de recurso, os bancos têm priorizado liberar crédito para a pessoa física fazer a compra dos imóveis, enquanto as construtoras têm sido direcionadas a outras modalidades de financiamento.

O presidente da CBIC concorda com essa postura dos bancos, mas vê consequências. “Para a empresa, ser levado a usar recursos fora de FGTS e SBPE para financiar a obra é algo que representa um aumento de custo financeiro”, citou. “Isso estreita a margem das empresas, que restringe os lançamentos. Muitos empresários vão aguardar as coisas se encaixarem de novo para voltar a lançar”, estimou Correia.

Na última semana, o Banco Central elevou a Selic para 12,25% ao ano e já indicou que tem pela frente mais duas altas de 1 ponto porcentual cada, colocando a Selic no patamar de 14,25% nos primeiros meses do ano que vem.

“A alta da Selic é uma grande preocupação para 2025. E o indicativo de subida de 2 pp é uma surpresa, é uma alta é muito rápida. Isso é muito danoso para investimento em infraestrutura e habitação”, afirmou o presidente da CBIC.

Vendas para o Natal devem crescer 9% em São Paulo, prevê FecomercioSP

 FOTOS: Shoppings de São José e Taubaté recebem decoração ...


Resultado de um desemprego num dos patamares mais baixos da história e consequentemente aumento da renda das famílias, a receita do comércio varejista paulista deve fechar dezembro em R$ 139,4 bilhões, em números absolutos. A cifra abriga um crescimento de 9% sobre igual período do ano passado, segundo previsão da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Para entidade, que só para a capital paulista projeta crescimento de 7,7% nas vendas, este será o melhor Natal dos últimos anos. Em números absolutos, esta melhora prevista para as vendas será puxada sobretudo pelos supermercados.

Em termos porcentuais, porém, são as lojas de móveis que vão engordar o caixa neste período do ano, e em quase um terço, 31%, em relação a 2023, seguidas pelos segmentos de autopeças e acessórios, com aumento de 15% e de farmácias e perfumarias, com 12%.

“Mas serão os supermercados que farão a diferença nesse cenário: responsáveis por mais de um terço (34%) do faturamento total do varejo paulista, o segmento deverá crescer pelo menos 7% neste Natal, o que significa receitas na casa dos R$ 48,8 bilhões ou R$ 3,1 bilhões superior as receitas registrada em dezembro do ano passado”, afirmam os técnicos da Federação.

No acumulado do ano até setembro, último dado disponível, o varejo paulista já acumula um faturamento de R$ 1.013 trilhão, o que também representa um crescimento de 9% em relação aos nove primeiros meses de 2023.

“É uma boa notícia, já que o crescimento absoluto é de R$ 83,2 bilhões na comparação ao ano passado, resultado de uma conjuntura marcada pelo mercado de trabalho aquecido, aumento da renda e crescimento do mercado de crédito, fatores determinantes para o consumo”, avalia a entidade.

Os supermercados também puxaram esse desempenho, movimentando R$ 26,4 bilhões a mais (8%) do que em 2023. Eles são seguidos pelas concessionárias de veículos, com alta de 20%, e por farmácias e perfumarias, com crescimento de 11%.

Mas, na principal metrópole do País, são os eletrodomésticos e eletrônicos que devem puxar a fila do crescimento: quase 27% na comparação a 2023, impulsionados pela demanda sazonal, por inovações tecnológicas que despertam o interesse do consumidor e a base mais fraca de comparação.

“As lojas de móveis e decoração devem apresentar a maior variação porcentual, mas novamente, é importante ressalta que se trata do menor faturamento, sendo comum grandes variações. As vendas do vestuário, tecidos e calçados, que comercializam os itens preferidos na hora de presentear, devem crescer 7,8%, ponderam os técnicos dá FecomercioSP. Inflação, fiscal e Selic

Para a FecomercioSP, o que fica é que o comércio varejista paulista encerrará 2024 com números expressivos, mas que o cenário econômico exige bastante atenção. A inflação permanece acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, pressionando o poder de compra das famílias e obrigando o órgão a intensificar o ritmo de elevação da taxa Selic, que agora está em 12,25%.

Isso significa crédito mais caro para consumidores e empresas. Além disso, as incertezas em relação à política fiscal e corte de gastos do governo geram turbulências no mercado, dificultando o planejamento. Nesse contexto, é importante que os empresários tenham cautela e se preparem para um cenário desafiador em 2025.

Conheça o brasileiro que quer competir com a Patek e a Rolex

 


o brasileiro que quer competir com a Patek e a Rolex

 

O mercado de relógios pode ser dividido em quatro categorias: os produtos massificados, de marcas como Technos, Mormaii e Magnum; as fashion brands, como Tommy Hilfiger, Lacoste e Diesel; marcas tradicionais e centenárias, como a Seiko; e as marcas de luxo como Richard Mille, Patek Phillipe e Rolex.

Agora, um empreendedor brasileiro está tentando criar uma quinta categoria, posicionando sua marca — a ACTO Watches — no meio do caminho entre as tradicionais e as de luxo. “Queremos entregar um produto próximo ao das marcas de luxo em termos de qualidade e design, mas com um preço abaixo, mais perto das marcas tradicionais,” disse o fundador Thiago Chiká ao Brazil Journal.

Fundada em 2020, a ACTO vai faturar cerca de R$ 8 milhões este ano apenas com a venda online. A startup opera no breakeven desde o primeiro ano, e em 2025 espera faturar entre R$ 15 milhões e 20 milhões. O crescimento virá da expansão do mix de relógios, da entrada em joias, e da abertura de pelo menos uma loja num grande shopping de São Paulo.

Thiago criou a ACTO sozinho quando tinha 21 anos — mas contou com a ajuda do pai, um empreendedor que fundou uma fabricante de couro na China e depois  vendeu o negócio para a JBS.

Leia a reportagem completa em Brazil Journal.

 

 

 

Fraco consumo na China pressiona economia frente à ameaça de tarifas de Trump

 


Dados mistos destacam como será desafiador para o país conseguir uma recuperação econômica duradoura em 2025, quando relações comerciais com maior mercado de exportação poderão piorar



Os dados mistos destacam como será desafiador para os líderes da China conseguir uma recuperação econômica duradoura rumo a 2025, quando as relações comerciais com o maior mercado de exportação da China poderão piorar, enquanto o consumo interno também permanecerá fraco.

A promessa do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas superiores a 60% sobre os produtos chineses pode levar Pequim a acelerar os planos para reequilibrar sua economia, segundo analistas. Isso ocorre depois de mais de duas décadas de deliberação sobre a transição do atual modelo de crescimento, focado em investimentos em ativos fixos e exportações, para um modelo voltado para o consumo.

A produção industrial da China em novembro cresceu 5,4% em relação ao ano anterior, mais rápido do que o ritmo de 5,3% observado em outubro, mostraram dados da Agência Nacional de Estatísticas nesta segunda-feira (16), superando as expectativas de um aumento de 5,3% em pesquisa da Reuters.

No entanto, as vendas no varejo, um indicador do consumo, cresceram no ritmo mais fraco em três meses no mês passado, a uma taxa de 3,0%, muito mais devagar do que o aumento de 4,8% observado em outubro. Analistas haviam previsto uma expansão de 4,6%.

 “As políticas econômicas da China têm sido incrivelmente consistentes na promoção dos fabricantes em detrimento dos consumidores, apesar dos sinais claros de fraqueza duradoura”, disse Dan Wang, economista independente baseado em Xangai.

“Portanto, é de se esperar que a capacidade de produção se fortaleça, potencialmente agitando a questão do excesso de capacidade e motivando as empresas chinesas a buscarem mercados no exterior.”

O investimento em ativos fixos também aumentou em um ritmo mais lento de 3,3% entre janeiro e novembro em relação ao mesmo período do ano anterior, em comparação com uma alta esperada de 3,4%. Ele cresceu 3,4% no período de janeiro a outubro.

As autoridades começaram a expressar seus planos para 2025 nas últimas semanas, cientes do fato de que o retorno de Trump à Casa Branca colocará uma pressão considerável sobre uma economia já em dificuldades.

No fim de semana, uma autoridade do banco central da China disse que havia espaço para reduzir ainda mais a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter como reservas, mas os números de crédito divulgados na semana passada mostraram que a flexibilização anterior havia feito pouco para aumentar os empréstimos.

Isso se deve, em parte, ao fato de as autoridades ainda não terem encontrado uma solução para a crise imobiliária que se arrasta há anos e que está afetando a confiança do consumidor, com cerca de 70% da poupança das famílias depositada em imóveis.

 

 https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/fraco-consumo-na-china-pressiona-economia-frente-a-ameaca-de-tarifas-de-trump/