terça-feira, 25 de março de 2025

Itaú entra com nova ação contra seu ex-diretor financeiro

 

O Itaú Unibanco entrou com uma ação judicial nesta terça-feira, 25, apresentando novas acusações contra seu ex-diretor financeiro e buscando ressarcimento por pareceres jurídicos que afirma ter pago, mas nunca recebido.

Alexsandro Broedel Lopes deixou o Itaú em 2024 e está prestes a assumir a diretoria de contabilidade do Banco Santander na Espanha.

O Itaú, o maior banco da América Latina, acusou Broedel em dezembro de violar políticas internas e de se beneficiar pessoalmente de pagamentos feitos ao consultor jurídico Eliseu Martins e a sua empresa, Care Consultores, com os quais o ex-diretor financeiro tinha uma conexão pessoal. Tanto Broedel quanto Martins negaram qualquer irregularidade.

Em janeiro, o Itaú entrou com uma ação judicial requisitando o pagamento de R$ 3,35 milhões por Broedel. Na nova ação, em que cita Martins, a Care e Broedel, o banco também afirma que seu ex-diretor financeiro, que foi para o Santander no ano passado, supostamente coescreveu um dos relatórios jurídicos encomendados pelo Itaú.

Na nova ação, o banco busca a restituição de R$ 6,64 milhões, que alega terem sido pagos de forma indevida a Martins e sua empresa, Care Consultores. Dessa quantia, o Itaú pede R$ 1,6 milhão em restituição imediata pelos pareceres alegadamente nunca entregues.

Os representantes de Broedel haviam dito anteriormente que seu cliente negava qualquer conduta irregular. Na terça-feira, disseram em um comunicado que Broedel ainda não havia sido oficialmente informado sobre a nova ação, acrescentando que as acusações contra ele são infundadas e sem sentido.

Em um comentário anterior sobre o futuro do executivo no banco, um porta-voz do Santander disse que “o Sr. Broedel é um executivo sênior altamente respeitado que, até julho, foi diretor financeiro do Itaú. Ele deve assumir o cargo (de diretor de contabilidade) mais tarde este ano e estamos monitorando qualquer desenvolvimento”.

Martins, por sua vez, disse em um comunicado no final do ano passado que o Itaú estava interpretando mal a situação, explicando que alguns serviços haviam sido pagos antecipadamente e que ele estava preparado para reembolsar o Itaú conforme apropriado. Martins não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Haddad lamenta exceções da reforma tributária e defende reavaliação até 2032

 

O ministro Fernando Haddad demonstrou considerar excessivas as isenções inseridas na Reforma Tributária e afirmou esperar mudanças durante o período de transição para o novo regime de impostos. A fala ocorreu durante um evento chamado “Reforma Tributária: e agora?”, realizado na manhã desta terça-feira, 25, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

“A luta não acabou. Nós temos uma reforma, a melhor possível em um regime democrático”, disse Haddad. “Nós vamos ter que batalhar muito para a transição se concluir, e até 2032 nós podemos sim reavaliar as exceções e diminuir o número delas para que a alíquota padrão se aproxime da alíquota média.”

Segudo o ministro, a alíquota média sobre o consumo estabelecida pela Reforma está estimada em 22%, mas a alíquota padrão está na casa dos 28%. Caso se confirme os 28%, o Brasil cobrará a maior porcentagem de Imposto de Valor Agregado (IVA) do mundo. Veja o ranking.

“Essa transição não é simples. Vai exigir tenacidade do Congresso Nacional para resistir aos diversos lobbies que vão surgir até 2032 para tentar ampliar ao invés de diminuir as excepcionalidades que fazem com que a alíquota máxima se distancie da alíquota média”, afirmou o ministro.

Isenções e descontos

Entre os itens com alíquota zerada hoje encontram-se alimentos da cesta básica nacional (como carnes, queijos, arroz, feijão, tubérculos e café), alguns medicamentos e itens de higiene. Também foram incluídos descontos para setores como hotéis, bares e restaurantes; serviços que exercem atividades intelectuais de natureza científica, literária ou artística (o que inclui advogados e representantes comerciais), entre outros.

Para além das isenções, o texto aprovado da reforma também removeu diversos segmentos do “imposto sobre pecado”, que buscava tributos diferentes para itens prejudiciais a saúde e ao meio ambiente. Oficialmente chamado Imposto Seletivo (IS), não irá incidir sobre itens como bebidas açucaradas, armas e munições.

Haddad critica Bolsonaro

Em sua fala, o ministro aproveitou para fazer críticas ao governo anterior, do presidente Jair Bolsonaro. Ele recordou que a proposta já era distutida há muitos anos e tramita no Congresso desde 2019.

“Em 2018, os candidatos a presidente, Alckimin e eu mas não só, aboserveram nos seus programas de governo aquilo que estava sendo proposto pelo Cecif [Centro de Cidadania Fiscal]”, disse. “Infelizmente, o único candidato que não incorporou essa proposta de Reforma Tributária, foi o que ganhou a eleição.”

Fernando Haddad ironizou o trabalho do governo anterior no âmbito tributário. “A única iniciativa do governo anterior não foi de pouca importância, dialogou com toda a população brasileira, foi a redução do imposto sobre o Jet Ski”, disse.

Para Haddad, o texto aprovado é um êxito político, que agregou diferentes forças. “Nós nunca fomos com apetite para o Congresso Nacional que não fosse de fazer com que ele aprovasse a própria reforma. Nós trabalhados de um ponto de vista suprapartidário”, afirmou. “Isso aqui é um legado para o Brasil que eu espero que seja respeitado por todas as forças políticas.”

BRAZIL JOURNAL: Controlador da EMS quer indicar conselheiros na Hypera

 

Carlos Sanchez não desistiu da Hypera. O controlador da EMS tem procurado investidores da Hypera para construir apoio e apontar até três conselheiros na próxima assembleia, incluindo Lírio Parisotto, um grande investidor em Bolsa e amigo íntimo de Sanchez, pessoas procuradas para discutir o assunto disseram ao Brazil Journal.

As gestões incluem visitas do próprio Sanchez e do CFO da EMS, Thiago Tavares. Hoje Sanchez tem entre 6% e 8% da Hypera, enquanto Lírio tem entre 1,5% e 3%, disseram as fontes. Pela matemática, se pedirem voto múltiplo na assembleia de abril e não conseguirem arregimentar mais apoio, a posição dos dois somada lhes permitiria eleger apenas um conselheiro.

Leia a reportagem completa no Brazil Journal.

Cenário adverso levou Copom a indicar que ciclo de altas ‘não está encerrado’, diz ata

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) disse, na ata da sua última reunião publicada nesta terça-feira, 25, que o cenário econômico está adverso, que pretende diminuir o ritmo das altas da Selic a partir da próxima reunião, mas que o ciclo de aperto monetário ainda continuará.

“O Comitê, em sua comunicação, optou por conjugar três sinalizações sobre a condução de política monetária, caso se confirme o cenário esperado. Primeiramente, julgou que, em função do cenário adverso para a dinâmica da inflação, era apropriado indicar que o ciclo não está encerrado”, pontuou.

+ Veja a íntegra da ata do Copom

Ainda no trecho que tratou da discussão da condução da política monetária, o colegiado apresentou sua segunda sinalização: em função das defasagens inerentes ao ciclo monetário em curso, o comitê também julgou apropriado comunicar que o próximo movimento seria de menor magnitude. Além disso, completou que, diante da elevada incerteza, optou-se por indicar apenas a direção do próximo movimento.

“Na análise do Comitê, o cenário se desenrolou de tal maneira que a indicação anterior de elevação de 1,00 ponto porcentual na taxa Selic se mostrava a decisão apropriada. Julgou-se que o aperto monetário era requerido para a convergência da inflação à meta em um cenário marcado por expectativas desancoradas, projeções elevadas de inflação e resiliência na atividade”, justificou sobre a alta de 13,25% para 14,25% do juro básico determinada na semana passada.

Para além da próxima reunião, conforme o comitê, a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo “firme compromisso de convergência da inflação à meta”. Também dependerá, como citou o Copom, da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.

A ata destacou ainda que as famílias e empresas no Brasil seguem acessando empréstimos de forma regular, com a atividade aquecida no País, mas que há alguns sinais de que pode estar começando um arrefecimento. “O mercado de crédito também se manteve pujante nos últimos trimestres em função do dinamismo do mercado de trabalho e da atividade econômica”, salientou.

Expectativa de alta menor em maio

O Copom repetiu que antevê um novo aumento “de menor magnitude” na taxa Selic no seu próximo encontro, de maio. A sinalização já constava no comunicado divulgado na última quarta-feira, 19.

O colegiado também reforçou que, a partir de maio, o tamanho total do ciclo será ditado pelo seu “firme compromisso de convergência da inflação à meta” e dependerá da evolução do cenário.

“Para além da próxima reunião, o comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, diz a ata.

A elevação sinalizada pelo Copom em maio colocaria a taxa em ao menos 14,50%, o maior nível desde os 14,75% atingidos em julho de 2006, ainda no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O mercado espera altas de 0,5 ponto porcentual em maio e de 0,25 ponto em junho, que levariam os juros a 15,00% no fim do ciclo de aperto, segundo o último relatório Focus.

O Copom também repetiu as projeções de inflação que já haviam sido divulgadas no comunicado da última quarta-feira. O comitê espera que o IPCA atinja 3,9% no acumulado de 12 meses até o fim do terceiro trimestre de 2026, horizonte relevante da política monetária. A estimativa está acima do centro da meta, de 3%, e considera elevação de 3,8% para os preços livres e de 4,2% para os administrados.

O BC espera que o IPCA encerre 2025 em 5,1%, acima do teto da meta, de 4,5%. A estimativas consideram altas de 5,4% nos preços livres e de 4,3% nos administrados este ano.

terça-feira, 18 de março de 2025

Nvidia apresenta ‘Vera Rubin’, novo superchip de inteligência artificial

 

A próxima grande aposta da Nvidia é um superchip de inteligência artificial (IA), nomeado em homenagem para a astrônoma que descobriu a matéria escura. A empresa confirmou, durante sua conferência GTC nesta terça-feira, 18, que o Vera Rubin substituirá a linha Grace Blackwell como a nova geração de sistemas de IA.

Os chips Blackwell começaram a ser enviados em grande volume recentemente, e a versão aprimorada, o Blackwell Ultra, deve ser lançada ainda este ano. Já os chips Rubin devem começar a ser entregues na segunda metade de 2026.

Eles serão “monstros” – pelo menos é assim que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, descreveu as especificações em sua palestra de abertura na conferência GTC.

Os sistemas Vera Rubin terão 3,3 vezes o desempenho computacional do Blackwell Ultra. Já o Vera Rubin Ultra – a versão aprimorada da linha, que deve ser lançada no final de 2027 – promete entregar 14 vezes o desempenho do Blackwell.

“Uma vez por ano – como o tic-tac do relógio”, comentou Huang, se referindo ao ritmo atual da Nvidia nos lançamentos de novos chips de IA.

O Rubin também precisará ser um sucesso estrondoso. Analistas estimam que esta série de chips da Nvidia deve gerar cerca de US$ 40 bilhões em receita no primeiro ano de vendas, e mais de US$ 95 bilhões no segundo, segundo estimativas da Visible Alpha. Isso é mais do que a receita anual de quase três quartos das empresas do S&P 500. Mas, como o nome sugere, a Nvidia precisa mirar nas estrelas. 

 

Fonte: Dow Jones Newswires.

Ouro atinge recorde com tensões geopolíticas e enfraquecimento do dólar

 

O ouro fechou em um novo recorde histórico acima de US$ 3 mil por onça-troy nesta terça-feira, 18, impulsionado pelo enfraquecimento do dólar norte-americano e pela escalada das tensões no Oriente Médio. Para a XS.com, combinados com um conflito comercial crescente causado pelas políticas tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump, os investidores foram atraídos pelo metal dourado como um canal de investimento seguro.

O contrato de ouro para abril encerrou a sessão com alta de 1,15%, a US$ 3.040,8 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

De acordo com Linh Tran, da XS.com, o dólar está sob pressão devido a dados econômicos fracos e preocupações com o ritmo de crescimento dos EUA, além do aumento da dívida pública.

Ao mesmo tempo, as tensões geopolíticas continuam a crescer no Oriente Médio.

“Somado ao agravamento da guerra comercial devido às políticas tarifárias dos EUA, os investidores buscam refúgio no ouro como uma proteção segura”, afirma Tran.

Nikos Tzabouras, da Tradu.com, acrescenta que a volatilidade em torno das guerras comerciais, a saúde do consumidor dos EUA e os conflitos geopolíticos estão levando alguns analistas a prever que os preços do ouro possam chegar até US$ 3.050 por onça-troy.

“Investidores estão cada vez mais inclinados a alocar capital em ativos mais seguros em meio à turbulência”, afirma Tzabouras. “As políticas comerciais disruptivas do presidente Trump estão fazendo efeito, com as expectativas de inflação disparando, o medo de recessão aumentando e Wall Street sob pressão.”

*Com informações da Dow Jones Newswires



Qualicorp fecha acordo de leniência com a AGU e vai pagar R$ 44 milhões à União

 

Após quatro anos de negociações, a operadora de planos de saúde Qualicorp fechou acordo de leniência com a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU). A empresa se comprometeu a desembolsar R$ 44.485.434,29, que serão destinados aos cofres da União.

O acordo foi fechado a partir das Operações Triuno e Paralelo 23, deflagradas pela Polícia Federal em 2020, que investigaram, respectivamente, o pagamento de propinas para escapar de autuações fiscais e doações eleitorais por meio de caixa dois de campanha. As irregularidades ocorreram entre 2013 e 2014.

A Operação Triuno resultou de uma articulação entre a Receita Federal e o Ministério Público Federal, como desdobramento da Operação Descarte, enquanto a Paralelo 23 foi parte da operação Lava Jato, com foco na Justiça Eleitoral de São Paulo.

O escritório Bottini & Tamasauskas Advogados, que conduziu as negociações em nome da Qualicorp, disse que, com o acordo, a empresa “reafirma seu compromisso com a ética e o cumprimento da legislação brasileira”. A própria companhia procurou as autoridades para negociar o acordo.

Em nota, a CGU informou que a Qualicorp “contribuiu fornecendo informações e provas de investigações internas realizadas por um Comitê de Apuração independente, além de colaborar com depoimentos de um ex-diretor da companhia”.

Com o acordo de leniência – a colaboração premiada das pessoas jurídicas -, a Qualicorp conseguiu reduzir as penalidades que poderiam ser aplicadas à empresa na esteira das investigações.

“A CGU avaliou o programa de integridade da empresa, que inclui um Código de Ética e Conduta, políticas de compliance e procedimentos internos. A Qualicorp se comprometeu a manter e aprimorar seu programa de integridade, com acompanhamento contínuo da CGU”, informou a Controladoria-Geral da União.

O empresário José Seripieri Filho, fundador e ex-presidente da administradora de planos de saúde, foi preso na Operação Paralelo 23. Segundo a Polícia Federal, o executivo teria repassado R$ 5 milhões ao senador José Serra (PSDB-SP) nas eleições de 2014 por meio de uma ‘estrutura financeira e societária’ que ocultou as transferências das autoridades e órgãos de controle. O senador foi absolvido das acusações.