quarta-feira, 26 de março de 2025

Conseleite/RS: preço do leite para março é projetado em R$ 2,5214 o litro

 

São Paulo, 26 – O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite) projetou em R$ 2,5214 o valor de referência do litro de leite em março no Estado. A informação foi divulgada pelo Conseleite em nota.

O estudo, divulgado nesta quarta-feira, 26, indica uma elevação de 0,62% em relação ao projetado para o mês de fevereiro que foi de R$ 2,5058 o litro.

Os dados levam em conta os primeiros 20 dias do mês e foram realizados com base nos novos parâmetros de cálculo implementados em janeiro deste ano.

O valor consolidado do mês de fevereiro de 2025 ficou em R$ 2,4972, 1,03% acima do consolidado de janeiro (R$ 2,4718).

Durante a reunião, o Conseleite também divulgou os dados compilados com base nos parâmetros de 2021, estratégia adotada para garantir uma transição segura entre os dois modelos de cálculo. Nesta modalidade, o valor de referência do litro de leite projetado para março ficou em R$ 2,5303 frente a um projetado de fevereiro de R$ 2,5247. O consolidado de fevereiro fechou em R$ 2,5145.

Japão propõe ações para acelerar abertura comercial à carne brasileira

 


O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, propôs ações para acelerar a abertura do mercado japonês à carne bovina do Brasil. A demanda histórica dos produtores brasileiros foi um dos temas do encontro entre Ishiba e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em visita da Estado a Tóquio, capital japonesa.

O premiê sugeriu a formação de um grupo para o acompanhamento do setor e manifestou a disposição de enviar especialistas sanitários para coletar informações e avançar mais rapidamente para as próximas etapas de abertura do mercado. Um dos objetivos da viagem de Lula era, de fato, conseguir o compromisso político do Japão de enviar uma missão técnica para inspecionar as condições da produção de carne bovina do país.

O Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome, o que representa aproximadamente US$ 4 bilhões ao ano. Desse total, 80% são importados dos Estados Unidos e da Austrália, históricos aliados do país. No caso do Brasil, o processo de negociação para exportar a carne bovina ao Japão vem sendo conduzido há mais de 20 anos. O último protocolo já está sendo debatido há cinco anos.

Em maio de 2024, o Brasil se tornou livre de febre aftosa sem vacinação animal. O status abre caminho para que o Brasil possa exportar carne bovina para países como o Japão e a Coreia do Sul, por exemplo, que só compram de mercados livres da doença sem vacinação. Por outro lado, o fim da vacinação exigirá protocolos mais rígidos de controle sanitário por parte dos estados.

A homologação do novo status sanitário deve ocorreu em maio deste ano, durante a assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O ciclo de vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa no Brasil começou há mais de 50 anos e o último registro da doença ocorreu em 2006. Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, de Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso têm o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA.

A carne é o quarto principal item da pauta de exportações brasileira, atrás apenas da soja, do petróleo bruto e minério de ferro.

Agenda

Lula chegou ao Japão na segunda-feira (24) e, na terça-feira (25) de manhã, participou da cerimônia de boas-vindas, com honras militares, no Palácio Imperial, na capital japonesa. Após reunião reservada com o casal imperial e almoço privado, o presidente se encontrou com empresários brasileiros ligados à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) para debater a abertura do mercado japonês ao setor.

Lula participou ainda de jantar oferecido a ele e à primeira-dama Janja Lula da Silva pelo imperador do Japão, Naruhito, e a imperatriz Masako. Na ocasião, pediu o “firme engajamento” do Japão na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que será realizada em novembro, em Belém, no Pará.

Nesta quarta-feira (26), o presidente teve o dia mais cheio da visita ao Japão, que está 12 horas à frente do horário oficial de Brasília. A agenda começou com representantes de sindicatos japoneses. Em postagem nas redes sociais, Lula afirmou que o objetivo foi falar de questões trabalhistas e de como melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores no Brasil e no Japão.

O presidente também falou no Fórum Empresarial Brasil-Japão. Pelo lado brasileiro, estiveram presentes empresários dos setores de alimentos, agronegócio, aeroespacial, bebidas, energia, logística e siderurgia. No evento, Lula convocou os japoneses a investirem no Brasil e criticou o crescimento do negacionismo climático e do protecionismo comercial. Foi anunciado acordo da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) com a ANA, maior companhia aérea japonesa, para a compra de 20 jatos E-190.

Após outras reuniões bilaterais, Lula se encontrou com o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, no Palácio Akasaka, para firmar os compromissos entre os dois países. Foram dez acordos de cooperação em áreas como comércio, indústria e meio ambiente, além de 80 instrumentos entre entidades subnacionais como empresas, bancos, universidades e institutos de pesquisas. Os dois países também anunciaram um plano de ação para revitalizar a Parceria Estratégica Global, um nível mais elevado nas relações diplomáticas estabelecidas desde 2014. Na sequência, foi oferecido um jantar a Lula e à comitiva.

A equipe brasileira em Tóquio é composta pelo presidente, a primeira-dama Janja, ministros, parlamentares, empresários e sindicalistas. A visita prossegue até quinta-feira (27), quando o presidente parte para Hanói, no Vietnã, para a segunda parte da viagem à Ásia.

Renovação contratual de distribuidoras permitirá alta a R$ 40 bi em investimentos, diz Aneel

 

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, disse que a renovação contratual para as distribuidoras vai permitir o aumento de investimentos de R$ 20 bilhões para R$ 40 bilhões. Ele também mencionou que haverá melhora significativa na resiliência de redes e declarou que haverá uma “onde digitalização” no setor de distribuição.

Feitosa participou de um painel do “CNN Talks”, evento da CNN Brasil que, na edição desta quarta-feira, 26, discute os desafios para a infraestrutura do País.

Alta no preço do milho no Brasil é a pressão da vez na inflação; entenda

 

 

As cotações do arroz ao produtor brasileiro acumulam queda de 20% no ano, o que indica que os consumidores devem continuar se beneficiando de um alívio no valor do produto básico nos supermercados, mas a pressão de alta da inflação que deve preocupar o governo Lula vem do milho e do impacto nas carnes, segundo especialistas.

Enquanto o arroz em casca é negociado abaixo de R$ 80 a saca de 50 kg no Rio Grande do Sul pela primeira vez desde outubro de 2022, o milho na praça referencial de Campinas (SP) opera em torno de R$ 90 a saca de 60 kg, no maior valor nominal em cerca de três anos, com alta de mais de 23% em 2025, segundo dados do Cepea, da Esalq/USP.

A queda nos preços do arroz ocorre por um esperado aumento de mais de 15% na produção brasileira, com boa recuperação na colheita gaúcha, além de uma melhora na oferta global. No caso do milho, o Brasil começou o ano com estoques baixos, há demanda firme da indústria de etanol e de carnes, além de preocupações com a segunda safra, a maior do país, que ainda precisa contar com o clima nos próximos meses para confirmar as previsões.

“No caso dos alimentos, um grande ponto de risco (para a inflação) é o milho, principal insumo utilizado na nutrição de aves de corte e postura, além de suínos e bovinos tanto nas criações de corte quanto de leite”, afirmou a consultoria Datagro, em avaliação nesta terça-feira.

A alta do milho está entre os fatores considerados pela consultoria para ver uma inflação acima da meta em 2025 — de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos –, em momento em que os preços dos alimentos têm preocupado integrantes do governo sobre o impacto disso na popularidade do presidente Lula.

A consultoria citou que os preços do milho em Rondonópolis, umas das referências em Mato Grosso, operavam em meados do mês com alta de mais de 40% sobre o mesmo período do ano passado, para cerca de R$ 85 a saca, no maior nível desde o início da invasão russa sobre a Ucrânia, no início de 2022.

Possível impacto no IPCA

A Datagro afirmou também, utilizando estudos econométricos, que a “aceleração vigente” nas cotações do milho pode impactar a inflação brasileira de alimentos em até 1,07 ponto percentual ao longo dos próximos seis meses, enquanto no índice geral o impacto pode chegar a até 0,47 ponto percentual em igual período.

Isso evidencia a “possibilidade de impacto inflacionário sistêmico de médio prazo imprimido pela alta de preços de um dos principais componentes do custo de produção de proteínas animais”, como carnes de aves e suínos, afirmou a Datagro.

O economista do FGV IBRE André Braz, especialista em inflação, afirmou que, se for confirmada a queda dos preços do arroz aos consumidores, isso “vai ser uma boa ajuda” em termos inflacionários.

Mas ele destacou que o arroz –o quinto item alimentício de maior peso no IPCA — já não vem sendo um vilão dos preços, acumulando variação negativa de 3,99% em 12 meses, enquanto frango em pedaços, contrafilé e carne de porco subiram 10,95%, 21,47% e 20,22%, respectivamente.

“Mas a questão toda é que o aumento é generalizado, proteínas, seja carne bovina, suína, de aves, peixe, ovo, essas proteínas pesam mais no índice, os cereais pesam, mas é mais pelo fato de ser alimento típico…”, disse Braz. “O efeito tem que ser generalizado, uma andorinha só não faz verão”, afirmou ele, referindo-se ao arroz.

Pressão baixista nos preços de arroz

Carlos Cogo, sócio-diretor da consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio, disse que a pressão baixista nos preços de arroz “deve persistir nestes meses de colheita no Brasil e só será interrompida se as exportações começarem a ganhar ritmo, o que ainda não aconteceu”.

Essa conjuntura atenua o impacto de alimentos para a inflação, disse ele, citando também o feijão como um fator de baixa importante.

No caso do arroz, avaliou Cogo, a queda permitirá que o governo volte a recompor estoques, por meio dos Contratos de Opção de Venda (COV) oferecidos pela estatal Conab. “A ideia deles (produtores) é aproveitar o afundamento de preços para exercer opções…”, disse Cogo, estimando, contudo, que o volume que vai para estoques públicos será relativamente pequeno, de cerca de 90 mil toneladas.

A Conab tinha orçamento de R$ 1 bilhão para um programa COV de 500 mil toneladas de arroz, mas acabou usando R$ 162 milhões com menor interesse de produtores, segundo dados da estatal, que na semana passada abriu a possibilidade de o produtor antecipar de agosto para abril o exercício das opções.

Cogo também comentou sobre a pressão “altista” do milho, de outro lado, com impacto em “todas cadeias de proteínas”, puxando inflação para cima de produtos como frango, carne suína, leite, ovos e bovinos.

BRAZIL JOURNAL: Rodovias do Tietê conclui recuperação judicial. Agora, é achar comprador

 

A Rodovias do Tietê vai emergir da recuperação judicial amanhã — colocando fim a uma discussão de mais de quatro anos que envolveu 18 mil debenturistas e uma dívida de quase R$ 2 bilhões.

As debêntures da concessionária foram convertidas em ações hoje, transformando os credores em controladores, a última etapa do plano de RJ da companhia.

Com a conversão, os dois maiores acionistas da Rodovias do Tietê passam a ser a gestora brasileira Journey Capital e o family office chileno Megeve — cada um com cerca de 30% do capital.

No plano de RJ, os antigos controladores — a Via Appia (da Starboard) e a portuguesa Líneas — concordaram em vender suas ações por R$ 1 em troca da conversão das debêntures em equity.

Leia a matéria completa no Brazil Journal.

PlatôBR: as primeiras resistências na Câmara ao critério de ‘super-ricos’ do Imposto de Renda

 

Deputados de oposição e do Centrão estão em busca de alternativas para alterar a parte da compensação contida na proposta do governo que isenta da cobrança de Imposto de Renda pessoas que ganham até R$ 5 mil. Nesta terça-feira, 25, parlamentares do PL e da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) discutiram, em alguns encontros, pontos que pretendem alterar no texto.

Esse foi um dos poucos temas que despertou a atenção de deputados e senadores em um dia de Congresso esvaziado devido à viagem dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para o Japão na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O foco da imprensa também estava fora das atividades legislativas por causa do julgamento no STF das denúncias contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado.

Um dos encontros foi em um almoço da FPE com o secretário da Receita, Robinson Barreirinhas. Outra reunião que discutiu o assunto foi feita pela bancada do PL na Câmara, justamente na hora do julgamento, para “não assistir” a sessão do STF, conforme explicaram membros do partido.

A proposta de reforma na renda foi enviada pelo governo na semana passada. Quanto à isenção, a tendência é de que se forme um grande consenso. Mas no caso da taxação dos “super-ricos”, a oposição quer fazer mudanças profundas no texto: atua para forçar o governo a cortar gastos e a considerar que obteve folga na receita depois de que o Perse (programa criado na pandemia que isentava de impostos o setor de eventos) deixou de valer.

Leia a reportagem completa no PlatôBR.

JBS registra lucro líquido de R$ 2,412 bilhões no 4º trimestre

 Logo JBS – Logos PNG

A JBS registrou lucro líquido de R$ 2,412 bilhões no quarto trimestre de 2024, salto de 2.806% em relação aos R$ 83 milhões reportados em igual período de 2023, informou a empresa nesta terça-feira (25), depois do fechamento do mercado. A receita líquida cresceu 21,1% na mesma base de comparação, para R$ 116,7 bilhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 10,789 bilhões no trimestre, avanço de 111,4%, com margem de 9,2%, aumento de 3,9 pontos porcentuais.

Entre as unidades de negócio, o Ebitda ajustado da JBS Beef reverteu o resultado negativo do quarto trimestre de 2023 e fechou positivo em R$ 647,1 milhões. A Seara registrou aumento de 292%, para R$ 2,6 bilhões, enquanto a JBS USA Pork avançou 64%, para R$ 1,6 bilhão.

O Ebitda ajustado da JBS Brasil cresceu 54% no trimestre, chegando a R$ 1,4 bilhão, e o da Pilgrim’s Pride subiu 72%, para R$ 3,8 bilhões. A única queda foi registrada na JBS Austrália, cujo Ebitda recuou 7%, totalizando R$ 819 milhões.

A receita líquida da Seara atingiu R$ 13,3 bilhões no trimestre, um crescimento de 27% em relação a igual período do ano anterior, impulsionada pelo aumento dos preços e volumes. No mercado doméstico, que representou 48% da receita da unidade, as vendas chegaram a R$ 6,3 bilhões, uma alta de 15% em relação ao quarto trimestre de 2023.

A JBS Brasil registrou receita de R$ 20,3 bilhões no quarto trimestre, avanço de 36% na comparação anual. Segundo a empresa, o crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento nos volumes vendidos quanto pelos preços. No mercado doméstico, a receita da categoria de carne bovina in natura avançou 21% no período.

A dívida líquida da companhia somou R$ 84,07 bilhões no trimestre, aumento de 13,5% em relação aos R$ 74,058 bilhões reportados em igual período de 2023. Em dólares, no entanto, a dívida líquida recuou 11,2%, passando de US$ 15,297 bilhões para US$ 13,576 bilhões. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, caiu significativamente, encerrando o trimestre em 2,15 vezes em reais e 1,89 vez em dólares, contra 4,32 vezes e 4,42 vezes, respectivamente, um ano antes.

O fluxo de caixa das atividades operacionais da JBS foi de R$ 10,6 bilhões no trimestre, enquanto o fluxo de caixa livre, após investimentos, juros e arrendamentos, ficou em R$ 5,3 bilhões. Os investimentos somaram R$ 2,9 bilhões no período.