sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

AXIA Energia investe R$ 446 milhões no sistema elétrico de Santa Catarina

 


Nova subestação reforçará infraestrutura na região Oeste 
 
 
Para 2026, os investimentos previstos para Santa Catarina são da ordem de R$ 110,1 milhões 
 
 

A AXIA Energia, antiga Eletrosul, iniciou as obras de implantação da Subestação Chapecoense, no município de Chapecó (SC). O projeto faz parte do lote 9, arrematado pela empresa no leilão de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e receberá investimento de R$ 190,6 milhões. Além do novo empreendimento, está em execução um pacote de obras para ampliar a robustez do sistema de transmissão catarinense. Estão contempladas as modernizações de subestações estratégicas, como Palhoça, Biguaçu, Joinville, Blumenau, Itajaí, Campos Novos, Xanxerê, Itá, Jorge Lacerda A, Siderópolis e Canoinhas. Em 2025, foram destinados R$ 145,2 milhões a projetos de reforços e melhorias em Santa Catarina. Para 2026, os investimentos previstos para Santa Catarina são da ordem de R$ 110,1 milhões.

"Os aportes que totalizam R$ 446 milhões em Santa Catarina refletem a prioridade global da AXIA Energia de garantir previsibilidade e crescimento dos investimentos, com esforços concentrados em melhorias, modernização de ativos e novos empreendimentos resultantes de leilões, como a nova Subestação Chapecoense", ressalta Cleicio Poleto Martins, diretor-presidente da AXIA Energia na região Sul.

Com área de 46 mil metros quadrados, a nova subestação terá tensão de 230/138 kV, dois transformadores e capacidade instalada de 150 MVA cada, resultando em acréscimo ao sistema de 300 MVA de capacidade de transformação. Também estão previstos pontos de seccionamento em dois circuitos da Linha de Transmissão 230 kV Foz do Chapecó – Xanxerê e da LT 138kV Chapecó II – Chapecó Santo Antônio totalizando 10 quilômetros de extensão. O início da operação comercial do empreendimento está previsto para o final do primeiro semestre do próximo ano. Durante o período de obras, estima-se a criação de aproximadamente 540 empregos temporários.

 

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Itaú Unibanco ultrapassa Petrobras e fecha 2025 como a empresa de maior valor de mercado da bolsa

 

Em 2025, a liderança do valor de mercado na bolsa brasileira mudou de mãos: o Itaú Unibanco encerrou o ano no topo da B3, superando a Petrobras. Os dados foram levantados pela consultoria Elos Ayta.

Há registro anterior desse movimento. Em março de 2020, durante a crise sanitária, o Itaú chegou a ocupar a primeira posição por um período curto, em meio a oscilações amplas de preços. A diferença agora está na duração: ao longo de 2025, a troca de posições se manteve por vários meses.

Os dados do ano mostram essa alternância com frequência. Em 17 pregões, o Itaú ficou à frente da Petrobras em valor de mercado. Nos quatro últimos dias de negociação do calendário, o banco fechou como a empresa mais avaliada da bolsa, o que confirmou a virada no fechamento de dezembro.

 

A evolução ao longo do ano ajuda a entender o desfecho. Entre janeiro e dezembro, o Itaú Unibanco somou R$ 135,1 bilhões ao seu valor de mercado. No mesmo intervalo, a Petrobras teve redução de R$ 80,1 bilhões. As trajetórias seguiram caminhos distintos, influenciadas por fatores próprios de cada negócio, como variação do petróleo, decisões sobre dividendos e questões institucionais no caso da estatal.

Os pontos de máximo também ocorreram em momentos diferentes. O Itaú alcançou seu maior valor em 4 de dezembro, com R$ 443,2 bilhões. Até o encerramento do ano, houve redução de R$ 26,8 bilhões. A Petrobras atingiu o pico em 20 de fevereiro, ao chegar a R$ 526,0 bilhões, e perdeu R$ 115,7 bilhões a partir daí até o fim de dezembro.

Além da disputa pelo primeiro lugar, o ranking da B3 teve outras mudanças relevantes. O BTG Pactual avançou da sétima posição no fim de 2024 para o terceiro lugar em 2025. O banco fechou o ano avaliado em R$ 322,7 bilhões, após acrescentar R$ 189,1 bilhões em doze meses.

A Vale permaneceu entre as principais empresas da bolsa, mas terminou 2025 na quarta colocação, com valor de mercado de R$ 307,2 bilhões. Em relação ao ranking anterior, houve perda de uma posição, em um período de recuperação parcial das commodities metálicas e ajustes nas decisões dos investidores.

Entre as dez empresas com maior valor de mercado ao final de 2025, apenas duas apresentaram queda no ano. Além da Petrobras, a WEG também registrou recuo. A empresa industrial saiu da quarta posição em 2024 para a sexta em 2025, após redução de R$ 17,8 bilhões em valor de mercado, em um contexto de revisão de expectativas.

O grupo das dez maiores também passou a contar com a Axia Energia, antiga Eletrobras. A companhia encerrou 2025 na oitava posição, avaliada em R$ 144,1 bilhões. Em comparação com o fim de 2024, o aumento foi de R$ 66,3 bilhões, movimento que retirou o Banco do Brasil do grupo.

O Banco do Brasil fechou o ano na 11ª colocação, com valor de mercado de R$ 123,1 bilhões, após queda de R$ 12,8 bilhões em 2025. O resultado reflete a disputa no setor financeiro e a forma como o mercado diferencia estratégias, retorno e perspectivas.

Ao final de 2025, o ranking das maiores empresas da B3 mostra uma bolsa com menor concentração em estatais e maior presença de instituições financeiras privadas. Itaú Unibanco, Petrobras e BTG Pactual lideram um conjunto que reúne bancos, mineração, consumo e energia, o que evidencia a variedade de setores representados no mercado de capitais do país.

Ao deixar cargo de CEO, Warren Buffett diz que Berkshire Hathaway tem mais chances de durar um século

 

Warren Buffett afirmou que a Berkshire Hathaway está mais bem posicionada do que qualquer outra empresa para perdurar no próximo século, ao passar as rédeas de CEO para seu sucessor, Greg Abel, a quem endossou fortemente.

“Acho que (a Berkshire Hathaway) tem mais chances de estar aqui daqui a 100 anos do que qualquer empresa que eu possa imaginar”, disse Buffett em entrevista à CNBC, trechos da qual foram exibidos nesta sexta-feira, 2.

Buffett entregou oficialmente o cargo de CEO a Abel na quinta-feira, dia 1º, encerrando uma trajetória de seis décadas no comando, período em que transformou uma fábrica têxtil em dificuldades em um conglomerado trilionário.

Carne bovina: adoção de salvaguarda foi ‘decisão difícil’ para a China, avalia especialista

 

A adoção de cotas e tarifas adicionais pela China sobre a importação de carne bovina, que passou a vigorar em 1º de janeiro, foi uma decisão difícil, tomada sob forte pressão interna de produtores e governos provinciais, e não deve ser interpretada como uma ação direcionada especificamente contra o Brasil.

A avaliação é da sócia-diretora da Vallya Agro, Larissa Wachholz, especialista em China, em entrevista ao Broadcast Agro. Segundo ela, a medida reflete um processo complexo de acomodação de interesses dentro do próprio país asiático, diante do avanço das importações e da insatisfação de segmentos da cadeia produtiva local.

O governo chinês anunciou no último dia de 2025 a adoção de medidas de salvaguarda contra a carne bovina importada, com cotas por país e tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem esses limites. As regras valerão até 31 de dezembro de 2028. O Brasil, principal fornecedor da proteína ao mercado chinês, terá uma cota inicial de 1,106 milhão de toneladas sem tarifa extra em 2026, volume inferior ao já exportado em 2025, quando os embarques somaram 1,499 milhão de toneladas até novembro. Outros grandes exportadores, como Argentina, Uruguai, Austrália, Estados Unidos e Nova Zelândia, também foram atingidos pelas restrições.

Na avaliação de Larissa, a salvaguarda não é uma resposta ao Brasil especificamente, mas aos efeitos do crescimento das importações sobre os produtores chineses, sobretudo em províncias mais dependentes da produção local. “Os principais exportadores de carne bovina do mundo estão sendo afetados de forma conjunta. Isso é, na minha visão, uma reação à demanda dos produtores chineses, especialmente das províncias, com apoio das autoridades locais”, afirmou.

Ela destaca que o fato de o Brasil ser hoje o maior exportador mundial de carne bovina evidencia a competitividade do País, mas também amplia sua exposição a esse tipo de instrumento comercial. “Somos extremamente competitivos. Pensando no médio e longo prazo, a questão é como lidar com esse tipo de situação”, disse.

Para a especialista, uma das principais respostas estratégicas passa pelo adensamento da relação bilateral, indo além da simples troca comercial. Larissa defende o aumento de investimentos cruzados, com empresas brasileiras ampliando sua presença na China e companhias chinesas investindo mais no Brasil, sobretudo em projetos voltados à agregação de valor. “Parcerias com investimento direto podem permitir o desenvolvimento de produtos que cheguem à China com maior valor agregado, dentro do padrão de gosto e preferência do consumidor chinês”, afirmou.

Segundo ela, esse processo tende a ser mais eficiente quando há participação direta de parceiros chineses nos negócios. “Ter sócios chineses inseridos no negócio facilita muito a adaptação ao mercado local e à sua complexidade”, disse.

A executiva também ressaltou que, apesar de 2025 ter sido um ano marcado por pressões tarifárias no comércio global – intensificadas por mudanças na política comercial dos Estados Unidos -, a China não parecia inclinada, inicialmente, a adotar medidas protecionistas. “Não era um bom momento para isso. Por isso, tudo indica que foi um processo interno difícil, de tentativa de atender diferentes grupos de interesse”, avaliou.

Ela lembrou que, mesmo com a investigação de salvaguarda em curso, as importações chinesas de carne bovina continuaram crescendo ao longo do ano. Para a especialista, esse movimento demonstra a força da demanda interna e o interesse dos importadores em manter o abastecimento. “Essas importações atendem cortes e segmentos que os produtores chineses não conseguem suprir plenamente e respondem a uma necessidade real dos consumidores”, explicou.

Na visão da sócia-diretora da Vallya Agro, o Brasil tem condições de lidar com o novo cenário e a medida não deve comprometer de forma estrutural a relação bilateral. “O Brasil é altamente competitivo, e os demais exportadores também estarão sujeitos às mesmas regras. Não vejo isso como algo que vá prejudicar enormemente nossa relação com a China”, disse.

Ela destacou ainda a importância da presença institucional brasileira no país asiático, citando a abertura de escritórios da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na China. “É fundamental estar presente localmente para entender o consumidor, o mercado e as complexidades das negociações internas chinesas. Isso ajuda a amenizar os potenciais efeitos de medidas como essa sobre as exportações”, concluiu.


Marisa diz que CVM reverteu decisão que determinava refazimento de demonstrações financeiras

 

A Marisa comunicou nesta sexta-feira que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após recurso da companhia, reverteu decisão da área técnica da autarquia que havia determinado o refazimento de demonstrações financeiras da varejista.

“A companhia reitera a sua confiança na integridade dos processos de elaboração das suas demonstrações financeiras”, afirmou em fato relevante. A decisão do colegiado da CVM ocorreu no último dia 30.

Em outubro, a Superintendência de Relações com Empresas da CVM determinou o refazimento dos resultados de 2022 a 2025 para constituição de provisões relacionadas a processos tributários de uma controlada indireta.

Petrobras ativa nova plataforma no pré-sal e retoma fábrica de fertilizantes em Sergipe

 

A Petrobras iniciou a produção da sétima plataforma de petróleo e gás do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, e também retomou a produção de sua fábrica de fertilizantes em Sergipe, ambos os avanços no último dia de 2025, afirmou a presidente da empresa, Magda Chambriard, em uma rede social.

Em comunicado separado ao mercado nesta sexta-feira, 2, a companhia adicionou que a entrada em operação da plataforma P-78 em Búzios — o maior campo produtor do país — permitirá a expansão da oferta doméstica de gás natural em até 3 milhões de m³ por dia.

A ampliação da oferta de gás ao mercado é uma demanda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, o Brasil conta com a reinjeção de grande parte de sua produção de gás natural, como parte de uma estratégia para impulsionar a produção de petróleo, na medida em que traz mais rentabilidade aos projetos.

O governo tem buscado que haja maior disponibilização desse gás ao mercado, de forma também que seja possível uma redução de preços do insumo.

Como é a nova plataforma da Petrobras

A nova unidade entrou em operação no último dia de 2025, com capacidade para produzir 180 mil barris de óleo por dia e comprimir 7,2 milhões de m³ de gás por dia. Com ela, a capacidade instalada do campo será ampliada para cerca de 1,15 milhão de barris por dia.

“O projeto conta com 13 poços, sendo seis produtores e sete injetores, equipados com sistemas de completação inteligente que potencializam o gerenciamento da produção”, disse a empresa no comunicado, nesta sexta-feira.

“A unidade será interligada com dutos rígidos de produção, injeção e exportação de gás e dutos flexíveis para as linhas de serviço, utilizando tecnologias inovadoras para fixação dos dutos no FPSO. Esses dutos permitirão a produção em alta capacidade prevista para os poços do campo.”

A P-78 chegou no Brasil em outubro, vinda de Cingapura, trazendo as equipes de comissionamento e operação a bordo, como parte de uma estratégia que permite a dispensa de parada em águas abrigadas no Brasil, viabilizando o avanço do comissionamento dos sistemas durante o translado para o Brasil.

Descoberto em 2010, Búzios está localizado a 180km da costa do Estado do Rio de Janeiro, a mais de 2 mil metros de profundidade. O campo superou a marca de 1 milhão de barris por dia em outubro passado. A Petrobras é operadora de Búzios e tem como sócias no ativo as chinesas CNOOC e CNODC.

Na véspera, Chambriard comemorou em uma rede social a entrada em operação da P-78 e mencionou que a companhia encerrou 2025 com a interligação de um total de 77 poços, volume acima da média dos últimos cinco anos, de 57 poços.

Fertilizantes

Já sobre a retomada da fábrica de fertilizantes de Sergipe (Fafen-SE), também uma demanda do presidente Lula, Chambriard afirmou que a unidade iniciou com a produção de amônia em 31 de dezembro.

A Petrobras tinha a previsão de retomar a produção das fábricas de fertilizantes na Bahia e de Sergipe em janeiro. As unidades chegaram a ser arrendadas pela Unigel, mas voltaram ao controle da Petrobras em 2025, após ficarem hibernadas desde 2023 por dificuldades financeiras.

A Fafen Sergipe tem capacidade instalada para 1,8 mil toneladas de ureia por dia, enquanto a Fafen Bahia pode produzir 1,3 mil toneladas/dia.

Lula defendeu desde o início do seu mandato o retorno de investimentos da estatal no setor, uma vez que o Brasil, uma potência agrícola, é fortemente dependente de importações de fertilizantes.

Dólar recua a R$ 5,43 em dia de agenda esvaziada e liquidez reduzida

 

O dólar iniciou a sexta-feira, 2, primeiro pregão do ano, em queda firme no Brasil, com o real apresentando um dos melhores desempenhos entre as divisas globais, em meio a uma agenda econômica esvaziada e liquidez reduzida após o feriado de Ano Novo. Já a bolsa paulista oscila próxima a estabilidade.

Às 11h01, o dólar à vista caía 0,95%, a R$ 5,433 na venda. Já o Ibovespa recuava 0,12%, negociado a 160.929,05 pontos.

Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro – atualmente o mais líquido no Brasil – recuava 0,76%, aos R$ 5,4770.

Mercado financeiro esvaziado

No último pregão de 2025, na última terça-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,58%, aos R$5,4890, acumulando perda de 11,17% no ano, sob o impacto, principalmente, do nível elevado dos juros no Brasil, que favoreceu a entrada de capital no país.

Com o menor volume de negócios, o desempenho da moeda acaba ficando mais volátil. Para 2026, a perspectiva dos analistas é de um cenário favorável para o real do ponto de vista externo, com a expectativa de corte nos juros do Federal Reserve, mas com a disputa eleitoral impondo limites.

Na cena política, as principais autoridades brasileiras seguem em recesso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou o Réveillon no Rio de Janeiro e deve retornar à Brasília na próxima semana. O ministro Fernando Haddad está em férias até 11 de janeiro.

No exterior, o dólar também recuava ante pares do real como o peso mexicano e o peso chileno.