sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Shell obtém licença para operar como Empresa Brasileira de Navegação

 

A Shell informou nesta sexta-feira, 09, que obteve a licença para operar como Empresa Brasileira de Navegação (EBN), o que a torna a primeira empresa internacional de óleo e gás a receber a autorização.

A companhia já iniciou a operação do navio tanque aliviador DP Ametista Brasil, embarcação operada por uma tripulação 100% brasileira, formada por 48 profissionais.

Segundo o comunicado, o navio será utilizado no transporte de óleo por cabotagem ao longo da costa brasileira, com foco em operações ligadas aos ativos do pré-sal na Bacia de Santos, ampliando a eficiência logística e operacional das atividades da Shell no país.

“A nova operação gera ganhos de eficiência e otimizações financeiras para o grupo, alinhados às boas práticas de gestão e governança, enquanto fomentamos a geração de emprego e renda para profissionais brasileiros”, destaca o gerente Comercial da Shell Brasil, Vinicius Mazzei, por meio de nota.

A Shell acrescenta que a autorização também contribui para a redução de deslocamentos logísticos recorrentes, o que resulta em menor consumo de combustível e, consequentemente, na redução das emissões associadas às operações.

O navio foi originalmente construído na Coreia do Sul para a Knutsen NYK Offshore Tankers (KNOT) e integrou a frota afretada (alugada) da Shell por cerca de oito anos.

O que muda com o acordo comercial UE-Mercosul e por que ele é controverso?

 

Os países da União Europeia deram aprovação provisória nesta sexta-feira, 9, a um acordo de livre comércio com o Mercosul. Este é o maior acordo comercial já firmado pela UE. Para ser formalmente concluído e assinado, o acordo precisa ainda ter o consentimento do Parlamento Europeu.

O Mercosul eliminará as tarifas sobre 91% das exportações da UE, incluindo automóveis, dos atuais 35%, ao longo de um período de 15 anos. A UE eliminará progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul ao longo de um período de até dez anos.

O Mercosul também eliminará as tarifas sobre produtos agrícolas da UE, como os 27% sobre vinhos e os 35% sobre destilados.

Para produtos agrícolas mais sensíveis, a UE oferecerá quotas maiores, incluindo mais 99 mil toneladas métricas de carne bovina, enquanto o Mercosul concederá à UE uma quota isenta de impostos de 30 mil toneladas para queijos.

Existem também quotas da UE para aves, carne de porco, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e milho doce, e para o Mercosul, para leite em pó e fórmulas infantis.

As importações adicionais representam 1,6% do consumo de carne bovina na UE e 1,4% do consumo de aves. Os defensores do acordo apontam para as importações existentes como prova de que o Mercosul cumpre os padrões da UE.

O acordo reconhece cerca de 350 indicações geográficas para impedir a imitação de certos produtos alimentares tradicionais da UE, de modo que, por exemplo, o termo “Parmigiano Reggiano” seria reservado para queijos específicos da Itália.

A cerimônia de assinatura deverá ocorrer em data e local ainda a serem acordados em conjunto entre as partes.

“A aprovação pelas instâncias comunitárias europeias permitirá que o Acordo de Parceria seja assinado após mais de 26 anos do início das negociações. O Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões de dólares. Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais”, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em nota.

O que dizem os defensores do acordo UE-Mercosul

A Comissão Europeia e seus apoiadores, como a Alemanha e a Espanha, afirmam que o acordo oferece uma alternativa à dependência da China, especialmente no que diz respeito a minerais críticos como o lítio, metal essencial para baterias. Ele garantirá a isenção de impostos sobre a exportação da maioria desses materiais.

Os defensores também afirmam que a medida oferece alívio do impacto das tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

A Comissão Europeia afirma que o acordo de livre comércio é o maior que já firmou em termos de redução de tarifas, eliminando mais de 4 bilhões de euros (US$ 4,7 bilhões) em impostos sobre as exportações da UE anualmente. Além disso, é uma parte necessária do esforço da UE para diversificar suas relações comerciais.

O texto acrescenta que, dado o conjunto modesto de acordos comerciais do Mercosul, a UE teria uma vantagem inicial. Ele observa ainda que as empresas da UE poderão concorrer a contratos públicos no Mercosul nos mesmos termos que os fornecedores locais — algo que o Mercosul não ofereceu anteriormente em acordos comerciais.

Existem também potenciais medidas de salvaguarda para lidar com possíveis perturbações de mercado.

O que dizem os críticos

Os agricultores europeus protestam, alegando que um acordo levaria à importação barata de produtos sul-americanos, principalmente carne bovina, que não atendem aos padrões ambientais e de segurança alimentar da UE. A Comissão Europeia afirma que os padrões da UE não serão flexibilizados.

O acordo inclui compromissos ambientais, incluindo a prevenção de novos desmatamentos após 2030. No entanto, grupos ambientalistas afirmam que ele carece de medidas que possam ser aplicadas.

A organização Amigos da Terra classificou o acordo como “devastador para o clima” e afirma que ele levará ao aumento do desmatamento, já que os países do Mercosul venderão mais produtos agrícolas e matérias-primas, muitas vezes provenientes de áreas florestais, incluindo a Amazônia.

A França, maior produtora de carne bovina da UE, havia afirmado que assinaria o acordo de livre comércio somente se este “salvaguardasse os interesses” da agricultura francesa e da UE. Agora, o país rejeita o acordo.

Itália, Hungria e Polônia também manifestaram oposição. Juntos, os quatro países poderiam ter bloqueado o acordo, mas a posição da Itália acabou mudando.

Como a União Europeia tentou conquistar os céticos?

Quando a Comissão apresentou o acordo para aprovação em setembro, estabeleceu um mecanismo pelo qual o acesso preferencial do Mercosul para produtos agrícolas sensíveis, como a carne bovina, poderia ser suspenso.

O gatilho para a Comissão avaliar a necessidade de tais salvaguardas seria o aumento do volume de importações ou a queda dos preços em um determinado percentual em um ou mais países da UE. A UE havia concordado anteriormente com um limite de 8%, mas os embaixadores concordaram em reduzi-lo para 5% após um pedido da Itália.

O executivo da UE afirmou que estudará a possibilidade de harmonização das normas de produção entre produtos nacionais e importados, principalmente no que diz respeito a pesticidas e bem-estar animal. O objetivo é reforçar os controles de importação de alimentos, produtos de origem animal e vegetal que entram na UE, aumentando o número de auditorias e verificações em países terceiros.

O próximo orçamento da UE oferecerá um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros para os agricultores da UE, que poderá cobrir o “evento improvável” de o acordo prejudicar os mercados agrícolas da UE. Serão também antecipados cerca de 45 bilhões de euros em apoio aos agricultores.

Por fim, a Comissão anunciou que irá reduzir as taxas de importação de certos fertilizantes, cujos custos aumentaram em até 60%.

Países da UE concordam em aprovar acordo com o Mercosul, dizem fontes

 

Uma maioria qualificada de países da UE aprovou nesta sexta-feira, 9, o acordo de livre-comércio com o Mercosul, negociado há mais de 25 anos e criticado pelo setor agropecuário europeu e pela França, indicaram à AFP fontes diplomáticas.

Com esse sinal verde, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar a Assunção para assinar na segunda-feira o acordo comercial que vinculará o bloco a Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.

O acordo de livre comércio seria o maior da União Europeia em termos de redução tarifária, eliminando 4 bilhões de euros em impostos sobre suas exportações. Os países do Mercosul têm tarifas altas, como 35% sobre peças automotivas, 28% sobre laticínios e 27% sobre vinhos.

Disputas dentro da União Europeia

A Comissão Europeia, que concluiu as negociações há um ano, e países como a Alemanha e a Espanha argumentam que o acordo é uma parte vital do esforço da UE para abrir novos mercados, a fim de compensar as perdas comerciais decorrentes das tarifas dos EUA e reduzir a dependência da China, garantindo o acesso a minerais essenciais.

Os opositores, liderados pela França, o maior produtor agrícola da União Europeia, afirmam que o acordo aumentará as importações de produtos alimentares baratos, incluindo carne bovina, aves e açúcar, prejudicando os agricultores nacionais. Os agricultores iniciaram protestos em toda a UE, bloqueando estradas francesas na quinta-feira.

Um trator com o slogan “Organismos geneticamente modificados e hormônios: você não os quer, mas os come. Mercosul” durante um protesto de agricultores contra o acordo comercial UE-Mercosul, em 19 de dezembro de 2025, em Alençon, norte da França – AFP/Arquivos

Embaixadores dos 27 estados-membros do bloco europeu devem indicar as posições de seus governos na sexta-feira, sendo que 15 países, que representam 65% da população total do bloco, são necessários para a aprovação. As capitais da UE confirmariam por escrito a decisão ainda na sexta-feira ou na segunda-feira.

Isso abrirá caminho para que a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, assine o acordo com os parceiros do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo antes que ele possa entrar em vigor.

França é maior opositora de acordo com o Mercosul

A UE e o Mercosul esperam expandir o comércio de mercadorias divididas igualmente no valor de 111 bilhões de euros em 2024. As exportações da UE são dominadas por maquinário, produtos químicos e equipamentos de transporte, enquanto as do Mercosul se concentram em produtos agrícolas, minerais, celulose e papel.

Para convencer os céticos em relação ao acordo, a Comissão Europeia implementou instrumentos de salvaguardas que permitem suspender as importações de produtos agrícolas sensíveis. Reforçou os controles de importação, principalmente no que diz respeito aos resíduos de pesticidas, criou um fundo de crise, acelerou o apoio aos agricultores e comprometeu-se a reduzir os direitos de importação sobre os fertilizantes.

As concessões não foram suficientes para conquistar a Polônia ou a França, mas a Itália parece ter mudado de um “não” em dezembro para um “sim” na sexta-feira.

Tratores estacionados em frente ao Arco do Triunfo enquanto agricultores franceses protestam em Paris, França, em 8 de janeiro de 2026.
Tratores estacionados em frente ao Arco do Triunfo enquanto agricultores franceses protestam em Paris, França, em 8 de janeiro de 2026. (Crédito:REUTERS/Sarah Meyssonnier)

A ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, disse que a batalha ainda não terminou e prometeu lutar pela rejeição na assembleia da UE, onde a votação poderá ser apertada. Grupos ambientalistas europeus também se opõem ao acordo.

O social-democrata alemão Bernd Lange, presidente do comitê de comércio do Parlamento, expressou confiança de que o acordo seria aprovado, com uma votação final provavelmente em abril ou maio.

Índice que reajusta teto do INSS e aposentadorias fecha 2025 em 3,90%

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos e é usado como referência para o reajuste dos benefícios e teto do INSS, acumulou alta de 3,90% em 2025, abaixo dos 4,77% registrados em 2024, informou nesta sexta-feira, 9, o IBGE.

Pela lei em vigor, as aposentadorias de quem recebe acima de um salário mínimo e o valor máximo pago pelo INSS são reajustados conforme a variação do INPC entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025.

Ou seja, o índice de 4,77% será utilizado para atualizar os valores dos pagamentos em 2026 para os beneficiários do INSS que recebem acima do piso nacional, que foi elevado para R$ 1.621 em janeiro. Já o teto previdenciário subirá de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,54. O reajuste, porém, ainda precisa ser oficializado pelo governo.

Os segurados que se aposentaram ou começaram a receber pensão ou auxílio ao longo de 2025 terão uma correção que corresponderá à variação do INPC entre o mês da concessão do benefício até o fim do ano – proporcional ao número de meses em que o benefício foi concedido.

 Reajuste maior para quem recebe até um salário-mínimo

Para para quem recebe até um salário mínimo, o reajuste será de 6,79% em 2026.

Com o aumento do salário mínimo, o valor mínimo dos benefícios pagos pelo INSS passa a ser também de R$ 1.621 em 2026.

O reajuste do salário mínimo é calculado com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 12 meses encerrados em novembro (que ficou em 4,18%) mais 2,5% de aumento real (PIB de 2024, limitado a 2,5%).

Atualmente, 21,9 milhões de benefícios têm o valor de até um salário-mínimo. Esse número corresponde a 62,5% do total de 35,15 milhões de benefícios pagos pelo INSS.

Calendário do INSS em 2026

Os primeiros pagamentos com o reajuste começam no dia 26 de janeiro para quem recebe até um salário mínimo. Já quem recebe valores acima do piso, os pagamentos se iniciam no dia 2 de fevereiro.

Para saber a data, basta ver o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

 

Inflação fecha 2025 em 4,26% e fica abaixo do teto da meta e das expectativas

 

O Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou o ano de 2025 a 4,26%, informou nesta sexta-feira, 9, o IBGE. Em dezembro, porém, a taxa acelerou para 0,33%, ante 0,18% em novembro.

Com o resultado, a inflação fechou o ano abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central. O centro da meta oficial para o IPCA é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Foi também a menor inflação anual desde 2018 (3,75%).

Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,35% em dezembro, acumulando em 12 meses alta de 4,30%.

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, destaca que “esse é o quinto menor resultado da série desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos”. Os quatro melhores resultados foram: 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%).

Histórico da inflação

  • 2010: Dentro da meta (IPCA de 5,91%, teto da meta de 6,50%)
  • 2011: Dentro da meta (IPCA de 6,50%, teto da meta de 6,50%)
  • 2012: Dentro da meta (IPCA de 5,84%, teto da meta de 6,50%)
  • 2013: Dentro da meta (IPCA de 5,91%, teto da meta de 6,50%)
  • 2014: Dentro da meta (IPCA de 6,41%, teto da meta de 6,50%)
  • 2015: Acima do teto (IPCA de 10,67%, teto da meta de 6,50%)
  • 2016: Dentro da meta (IPCA de 6,29%, teto da meta de 6,50%)
  • 2017: Abaixo do piso (IPCA de 2,95%, teto da meta de 6,00%)
  • 2018: Dentro da meta (IPCA de 3,75%, teto da meta de 6,00%)
  • 2019: Dentro da meta (IPCA de 4,31%, teto da meta de 5,75%)
  • 2020: Dentro da meta (IPCA de 4,52%, teto da meta de 5,50%)
  • 2021: Acima do teto (IPCA de 10,06%, teto da meta de 5,25%)
  • 2022: Acima do teto (IPCA de 5,79%, teto da meta de 5,00%)
  • 2023: Dentro da meta (IPCA de 4,62%, teto da meta de 4,75%)
  • 2024: Acima do teto (IPCA de 4,83%, teto da meta de 4,50%)
  • 2025: Dentro da meta (IPCA de 4,26%, teto da meta de 4,50%)

O que mais pesou em 2025

A inflação de 2025 foi influenciada principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, registrando o maior impacto no acumulado do ano. Na sequência, as maiores variações vieram de Educação (6,22%), Despesas pessoais (5,87%) e Saúde e cuidados pessoais (5,59%). Os quatro grupos juntos responderam por 64% do resultado do ano.

Entre os 377 subitens considerados no cálculo do IPCA, a energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 ponto percentual) individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano. Em segundo lugar, vieram os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação; plano de saúde, com 0,26 p.p. e 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 p.p. e 6,06%; e lanche, com 0,21 p.p. e 11,35%.

Entre as quedas, os principais destaques foram: o arroz (impacto de -0,20 p.p. e deflação de 26,56%), e o leite longa-vida (-0,10 p.p., e queda de 12,87%).

 

 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

ANP autoriza início de operação da primeira usina de etanol de trigo do Brasil

 


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a CB Bioenergia, localizada em Santiago (RS), a iniciar as operações para produção de etanol de trigo. A liberação foi publicada nesta quinta-feira, 8, no Diário Oficial da União.

A usina é a primeira do País autorizada a produzir o biocombustível a partir do trigo.

A expectativa da CB Bioenergia é produzir 100 toneladas do cereal por dia, e gerar até 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano.

Na primeira fase do projeto, foram investidos cerca de R$ 100 milhões para a construção.

Até 2027, a empresa projeta gerar entre 45 e 50 milhões de litros de por ano, com a expansão da unidade de Santiago, o que exigiria aportes adicionais que somam R$ 500 milhões.

Em novembro do ano passado, a C.B Bioenergia recebeu a Licença de Operação (LO), do governo do Rio Grande do Sul, para início das atividades no município.

Empresas avaliam que fazer negócios ficou mais difícil em 2025, diz pesquisa

 

As empresas acharam mais difícil fazer negócios em 2025 devido a uma deterioração na cooperação global em questões como comércio, clima, tecnologia e segurança, segundo uma pesquisa publicada pelo Fórum Econômico Mundial nesta quinta-feira, 8.

Divulgada antes da próxima reunião anual do fórum em Davos, no final deste mês, a pesquisa online com 799 executivos de 81 economias, usando um painel de pesquisa global da McKinsey, mostrou que 43% consideraram que fazer negócios ficou mais difícil em comparação com 2024.

Apenas 7% tinham a opinião contrária, e os demais disseram que as coisas permaneceram iguais ou não opinaram.

Quase quatro em cada dez executivos indicaram que as crescentes barreiras ao comércio, aos talentos e aos fluxos de capital transfronteiriços dificultaram a realização de negócios, com apenas 10% defendendo ponto de vista oposto.

“Inegavelmente, uma série de anúncios de tarifas dos EUA em 2025 levantou questionamentos sobre o futuro do comércio”, disse o Fórum Econômico Mundial em seu relatório Barômetro de Cooperação Global 2026.

Em abril, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma série de tarifas contra os parceiros comerciais dos Estados Unidos. Pouco a pouco, Trump reduziu muitas tarifas ao fechar acordos com vários países.

O fato de seis em cada dez executivos não terem destacado problemas comerciais indicou que muitos encontraram maneiras de reajustar as estratégias para enfrentar a turbulência, disse o Fórum Econômico Mundial.

Um total de 42% considerou que a cooperação em matéria de paz e segurança está em declínio, em comparação com 13% que a consideraram melhor. Além disso, 29% consideraram que a colaboração em relação ao clima e aos recursos naturais está se tornando mais difícil, enquanto 17% expressaram a opinião de que está melhorando.

Ainda assim, o relatório afirma que os novos investimentos globais em energia renovável aumentaram quase 10% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, e que a capacidade instalada de energia solar e eólica saltou 67% para 408 gigawatts no mesmo período.