sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Dólar volta a cair abaixo de R$ 5,20; Ibovespa recua, mas segue acima dos 188 mil pontos

 

O dólar exibe um leve viés negativo nesta manhã de sexta-feira, 20, no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana tem sinais mistos ante as demais divisas, com os investidores de olho em uma bateria de dados econômicos norte-americanos. As tensões entre Estados Unidos e Irã também seguem no radar, o que mantém o petróleo no território negativo nesta manhã.

O Ibovespa, por sua vez, opera com leve recuo nesta sexta-feira, refletindo ajustes após alta de mais de 1% na véspera, com o último pregão da semana marcado por vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista e uma agenda intensa de dados econômicos dos Estados Unidos.

Por volta de 12h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,01%, a 188.515,29 pontos, mas ainda acumulava alta de 0,36% na semana, mais curta em razão do Carnaval. No mês, o ganho alcança 3,18%. O volume financeiro na sessão somava R$ 2,97 bilhões.

No mesmo horário, o dólar à vista cedia 0,44%, aos R$ 5,188 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,07%, aos R$ 5,2275.

O dólar no dia

Com a agenda de indicadores esvaziada no Brasil, os investidores se voltam para os Estados Unidos. Também saem os Índices de Gerentes de Compras (PMI) de serviços e indústria dos EUA, e dados sobre confiança do consumidor norte-americano e novas moradias, às 12h.

O diferencial de juros entre o Brasil, hoje com a Selic em 15%, e os Estados Unidos, com taxa na faixa de 3,50% a 3,75%, vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

Outro ponto de atenção para o câmbio será a bolsa brasileira, que na quinta-feira mais uma vez foi beneficiada pelo fluxo de investimentos estrangeiros, o que se refletiu nas cotações.

Às 10h30, o Banco Central realiza dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) no valor total de US$2,0 bilhões, para rolagem do vencimento de 3 de março. As recompras pelo BC serão em 2 de junho e 2 de julho.

Às 11h30, o BC realizou leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março.

O dia do Ibovespa

Nos EUA, o PIB cresceu 1,4% no quarto trimestre de 2025, abaixo da expansão de 3% estimada por economistas, enquanto o nível da medida de inflação favorita do Federal Reserve, o índice PCE, subiu 0,4% em dezembro, ante uma previsão de alta de 0,3%.

Após os dados, as apostas sobre os próximos passos do Fed quase não mudaram, com os contratos de juros futuros refletindo uma probabilidade de cerca de 57% de uma redução de 0,25 ponto percentual em junho, de cerca de 55% antes.

A agenda norte-americana do dia ainda reserva números de fevereiro sobre as atividades da indústria e do setor de serviços e a confiança do consumidor.

Em Nova York, os futuros acionários norte-americanos sinalizavam uma abertura negativa de Wall Street.

DESTAQUES

– VALE ON cedia 0,62%, ainda sem o referencial dos preços futuros do minério de ferro na China, em razão de feriado naquele país.

– ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,7%, em sessão de ajuste negativo generalizado no setor no Ibovespa. Analistas do Citi estimaram um impacto potencial limitado sobre os resultados de vários bancos com a recomposição esperada do FGC.

– PETROBRAS PN recuava 0,24%, em dia de queda do petróleo no exterior, com PETROBRAS ON caindo 0,75%. O barril sob o contrato Brent cedia 0,36%.

– CSN ON valorizava-se 1,06%, após fortes perdas desde o começo do mês, que superavam 15% até a véspera. No radar está reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de que o grupo J&F analisa a aquisição do controle da CSN Cimentos.

– PETRORECONCAVO ON avançava 0,7%, após anunciar otimização da diretoria da companhia com a redução de um cargo de diretor estatutário, enquanto aprovou ajustes na sua estrutura e atribuições para fortalecer seu foco estratégico.

– RANDONCORP PN, que não está no Ibovespa, caía 2,29%, após mostrar queda de 7,2% na receita em janeiro. FRASLE MOBILITY ON, que também teve queda no faturamento no primeiro mês do ano, de 17,6%, era negociada em baixa de 4,16%.

Heringer contrata empréstimo de US$ 19,5 milhões com controladora EuroChem

 

São Paulo, 20 – Os membros do Conselho de Administração da Fertilizantes Heringer aprovaram, em reunião na quarta-feira, 18, por unanimidade e sem quaisquer ressalvas, a contratação, pela companhia, de um empréstimo no valor total de US$ 19,5 milhões junto à controladora EuroChem Group AG. A Administração informou que “a companhia necessita de linha de crédito destinada ao pagamento e/ou o refinanciamento de endividamento existente, à quitação de obrigações financeiras e ao custeio de outras atividades necessárias ao desenvolvimento regular de suas operações”.

A ata do documento foi encaminhada, na quinta-feira, 19, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Administração esclareceu que o empréstimo terá vencimento em 31 de dezembro de 2030 e será remunerado por taxa de juros correspondente à soma de: a taxa SOFR média de 180 dias, conforme divulgada pelo Federal Reserve Bank of New York, acrescida de margem fixa de 8% ao ano.

Americanas sai do Shopping Iguatemi e fecha 193 lojas em 2025

 

Um dos símbolos do comércio varejista nacional está, pouco a pouco, diminuindo de tamanho. A Americanas, que nos áureos tempos chegou a ter quase 2 mil pontos de venda, já encolheu em 22% seu tamanho desde quando protocolou seu pedido de recuperação judicial, em janeiro de 2023.

No mês em que entrou com o pedido de recuperação judicial, a empresa mantinha 1.880 lojas em funcionamento. Só em 2025, foram fechados 193 pontos de venda em todo o país, reflexo do que até hoje é considerada uma das maiores fraudes contábeis da história do Brasil. 

Três anos depois do início da crise, 1.470 lojas permaneciam abertas até dezembro do ano passado, segundo o mais recente relatório divulgado pelos administradores da recuperação judicial. Esse número representa uma queda de 11,6% em comparação aos 1.663 estabelecimentos em operação em dezembro de 2024.

A última loja fechada em dezembro de 2025 era um dos ícones da rede na cidade de São Paulo. O ponto instalado dentro do Shopping Iguatemi, no centro financeiro da capital paulista, fechou as portas de forma melancólica, com prateleiras esvaziadas e aluguéis atrasados.

A Americanas informou que o “movimento faz parte do plano de transformação da companhia, com foco no consumidor, seus comportamentos e jornadas de compra, e seguiu os melhores interesses entre ambas as partes, após análises criteriosas de aderência ao atual modelo de negócio da Americanas”.

Outra unidade vendida no início deste ano foi o da Avenida Nilo Peçanha, em Duque de Caxias (RJ). Após receber algumas adaptações, o ponto será transformado em uma loja da rede de supermercados carioca Guanabara.

Com 170 pontos no estado do Rio de Janeiro, a Americanas considera que o encerramento da unidade na Baixada Fluminense não trará grandes impactos para os negócios, uma vez que outras 20 ainda seguem funcionando na região.

“O processo de redimensionamento, abertura ou fechamento pontual de lojas faz parte do curso normal do varejo, somado a ajustes de curto e médio prazos, com foco em aprimorar a jornada de milhões de clientes e otimizar o negócio”, disse a Americanas em nota.

Ainda que o redimensionamento no varejo possa ser considerado normal, existe um ponto de atenção no caso da Americanas. Dos 150,66 milhões de itens vendidos pela empresa em dezembro do ano passado, 99,98% foram comercializados nas lojas físicas. Pouco mais de 26 mil itens foram vendidos nos canais digitais.

Com menos lojas e vendas concentradas em pontos físicos, o número de clientes ativos também encolheu. Só em 2025, a base de clientes ativos foi reduzida em quase 7 milhões de pessoas. Dos 47,3 milhões de clientes existentes em dezembro de 2024, a base caiu para 40,8 milhões ao final do ano passado.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Gasolina e etanol sobem nos postos na 1ª quinzena de fevereiro; veja preço médio

 

O preço médio da gasolina teve leve alta e o do etanol avançou mais de 2% nos postos de combustíveis do Brasil na primeira quinzena de fevereiro, com a elevação do ICMS contrabalançando o repasse de uma redução da cotação pela Petrobras no combustível fóssil, apontou o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) nesta quarta-feira.

O valor médio da gasolina subiu 0,16%, para média de R$6,45, enquanto o etanol hidratado — seu concorrente direto nas bombas — avançou 2,36%, a R$4,77 por litro, mostrou a pesquisa, com base em abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

A alta de preços ocorreu mesmo após um corte de mais de 5% no valor da gasolina da Petrobras em suas refinarias em janeiro, com impulso de aumento do ICMS e por outros fatores ao longo da cadeia, segundo o diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

“No caso do etanol, a menor oferta típica do período entre safras pressiona os valores, enquanto, na gasolina, custos logísticos, distribuição e dinâmicas regionais acabam limitando o repasse das reduções ao consumidor”, disse Mascarenhas, em nota.

A Petrobras havia reduzido em 5,2% o preço de sua gasolina A (pura, sem mistura de etanol anidro), vendida a distribuidoras, em 27 de janeiro, para uma média de R$2,57 por litro. Na ocasião, a petroleira informou que foi o terceiro corte seguido no preço da gasolina. O penúltimo havia sido em outubro do ano passado, quando a redução foi de 4,9%.

FGC já pagou R$ 37,2 bilhões em garantias a credores do Master, 92% do total

 

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já pagou 92% do volume total das garantias destinadas a credores do Master. Segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira, até as 10 horas deste dia 18 de fevereiro, o Fundo já havia desembolsado R$ 37,2 bilhões a aproximadamente 653 mil investidores.

Com isso, 84% dos beneficiários elegíveis já receberam os valores devidos.

O FGC também será responsável por conduzir o pagamento de R$ 6,3 bilhões em garantias a credores do Will Bank, que fazia parte do conglomerado, mas teve liquidação extrajudicial decretada apenas em janeiro.

Na última sexta-feira, o Fundo anunciou a antecipação do reembolso a clientes do banco digital com até R$ 1 mil a receber. Até agora, R$ 53 milhões foram pagos a 380 mil clientes. A cifra corresponde a 27% do montante estimado em R$ 200 milhões que deve ser transferido a 6 milhões de pessoas elegíveis à antecipação.

O processo de pagamento aos credores Banco Master, Banco Master de Investimentos e Letsbank está sendo feio pelo aplicativo do FGC.

Já a antecipação referente ao Will Bank ocorre pela plataforma do próprio banco, onde também estão sendo estornados os depósitos em moeda eletrônica.

Nesta quarta-feira pela manhã, o BC também decretou a liquidação do Banco Pleno, que não integrava mais o conglomerado Master.

O FGC estima que, neste caso, ressarcirá R$ 4,9 bilhões a cerca de 160 mil pessoas com depósitos cobertos pelo limite de até R$ 250 mil.

No Japão, seguradoras tentam mudar regras para aliviar perdas em negociação de títulos JGB

       

 

Títulos de Crédito: o que são e como funcionam esses ativos? 

 

Estadão Conteúdoi

   

O Instituto Japonês de Contadores Públicos Certificados está buscando flexibilizar as regras sobre como as seguradoras de vida registram perdas não realizadas em títulos do governo.

Em proposta divulgada ontem, títulos mantidos por seguradoras de vida para corresponder a apólices de longo prazo seriam tratados como mantidos até o vencimento, se certas condições forem atendidas, e não estariam sujeitos à contabilidade de imparidade.

O Instituto está buscando comentários públicos sobre a proposta até 17 de março, segundo informações publicadas em seu site.

Se a regra for efetivamente revisada, será mais fácil para as seguradoras manterem títulos JGB e outros valores mobiliários por longos períodos, mesmo com possíveis aumento das taxas de juros pelo Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

As ações das seguradoras lideraram os ganhos nesta quarta-feira em Tóquio. O Índice de Seguros Topix subiu 2,86%, superando o avanço de 1,21% do índice de referência Topix.

Mercado reduz projeção para a inflação em 2026 pela 6ª semana seguida, para 3,95%

 

O mercado reduziu pela sexta semana seguida a projeção para a inflação em 2026, mesmo após aceleração da taxa em 12 meses do IPCA de janeiro, mostra pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta quarta-feira, 18.

O boletim Focus, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA neste ano agora é de 3,97%, contra 3,97% na semana anterior. Para 2027, a estimativa segue em 3,80%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Na semana passada, o IBGE mostrou que a taxa oficial de inflação do país em 12 meses até janeiro acelerou para 4,44%, ante 4,26% em dezembro.

Projeções atualizadas do Boletim Focus do BC
Projeções atualizadas do Boletim Focus do BC (Crédito:Reprodução/Instagram)

PIB e Selic

A pesquisa semanal realizada com uma centena de economistas não mostrou alterações na perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção segue de desaceleração, com avanço da economia estimado em 1,80% tanto para 2026 quanto para 2027.

As contas para a Selic também não sofreram alterações, e a taxa básica de juros continua sendo estimada em 12,25% ao final deste ano e em 10,50% no próximo. A Selic está atualmente em 15% e o mercado segue apostado que o ciclo de queda começará em março com um corte de de 0,5 ponto percentual. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 17 e 18 de março.

Para a cotação do dólar, a projeção do Focus segue em R$ 5,50 para o fim de 2026 e de 2027.