quarta-feira, 6 de maio de 2026

Corte londrina rejeita pedido da BHP para recorrer de decisão que a responsabiliza por Mariana

 

O Tribunal de Apelação de Londres rejeitou o recurso da mineradora BHP, mantendo, assim, a sua responsabilização pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

Em novembro, a Alta Corte de Londres decidiu que a mineradora era legalmente responsável pelo rompimento da estrutura, à época operada pela Samarco, joint venture entre BHP e Vale na mesma proporção. O pedido da companhia para recorrer dessa decisão foi rejeitado em janeiro pela própria Alta Corte.

 A BHP então recorreu diretamente à Corte de Apelação, argumentando que o juiz responsável pelo caso não havia considerado os argumentos apresentados pela empresa. Mas esta instância negou a autorização para o recurso nesta quarta-feira, 6, afirmando haver “ampla evidência” para justificar as conclusões da Alta Corte.

A decisão reafirma que a empresa é considerada responsável direta pelos danos. Agora, a Justiça inglesa passa à fase de verificação e quantificação dos danos e indenizações.

Posicionamento

Em nota, a BHP Brasil destacou que desde 2015 vem apoiando a Samarco para garantir “uma reparação justa e integral” às vítimas do desastre. Em nota, lembrou que a Fase 2 do julgamento começa em abril de 2027, e frisou que eventuais novos julgamentos para apuração de danos devem ser concluídos somente após 2030.

“A BHP permanece confiante de que o trabalho realizado desde 2015 e o Novo Acordo do Rio Doce, assinado em outubro de 2024, que assegurou R$ 170 bilhões para a reparação, oferecem a solução mais rápida e eficiente para compensar os atingidos. Esse trabalho já garantiu pagamentos a mais de 625 mil pessoas”, afirmou na nota. No primeiro ano de execução, cerca de R$ 30 bilhões já foram desembolsados, sendo R$ 17 bilhões pagos diretamente a pessoas em indenizações individuais.

A empresa sublinhou ainda que a Corte Inglesa, em decisão de mérito de novembro de 2024, “reconheceu os amplos programas de indenização e validou as quitações assinadas por aqueles que já receberam indenização integral – o que reforça a importância do trabalho realizado no Brasil ao longo da última década”. Com isso, diz a BHP, “cerca de 40% do total de reclamantes individuais na ação no Reino Unido serão excluídos do processo, o que reduzirá de forma significativa o tamanho e valor dos pedidos lá formulados”.

A Samarco disse, em nota, que o Novo Acordo do Rio Doce, reconhecido pela Justiça brasileira e homologado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), “assegura a continuidade e a conclusão definitiva da reparação, que vem avançando de forma consistente ao longo da Bacia do Rio Doce. Todos os signatários estão amparados pela soberania da Justiça nacional, que garante a execução do Acordo e a fiscalização do cumprimento das responsabilidades de cada parte”.

Procurada, a Vale não se manifestou até a publicação desta reportagem.


PMI de serviços do Brasil sobe a 52,3 pontos em abril, aponta S&P Global

 Revista Ensino Superior | Sociedade de serviços - Revista ...

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços no Brasil subiu de 50,1 pontos em março para 52,3 em abril, informou nesta quarta-feira, 6, a S&P Global. Segundo a S&P, os dados de abril indicaram que a recuperação do crescimento das vendas entre os prestadores de serviços sustentou um avanço mais acelerado da atividade, estimulou a geração de empregos e reforçou projeções mais positivas para o próximo ano.

Governo planeja Desenrola para dívidas em dia e trabalhadores informais, diz Durigan

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira, 6, que o governo deve anunciar uma nova rodada do programa Desenrola, com foco em pessoas que estão em dia com suas dívidas e pagam juros altos.

Em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”, do CanalGov, Durigan afirmou que a nova etapa do programa, a ser apresentada entre o fim de maio e o início de junho, terá também uma linha voltada a trabalhadores informais.

“Ele (o informal) é quem mais toma juros caros no país e nós estamos estudando uma linha pros informais pra ser anunciada no fim de maio, começo de junho”, declarou durante o programa Bom dia, ministro, da EBC, uma empresa pública controlada pelo governo federal.

Combate contínuo ao endividamento

No programa, Durigan também disse que Novo Desenrola é continuidade de processo iniciado na primeira versão do programa e que ele não criará uma cultura de pessoas não pagarem suas dívidas.

“A gente começou a lidar com endividamento pós-pandemia, pré-governo Lula, e agora nós vamos terminar esse processo. Não é um processo que vai durar, por isso a mobilização de 90 dias para você renegociar sua dívida. Não é para deixar para um segundo momento, é preciso pagar as nossas dívidas”, afirmou.

Segundo ele, o setor financeiro aponta que a inadimplência é o principal fator do spread dos bancos e agora o governo está tentando reduzir esse fator. Ele foi enfático ao dizer que o programa como o Novo Desenrola não vai se repetir.

Durigan declarou que o problema para começar a rodar o programa pelos bancos foi um “ruído” que já foi resolvido, com todos os bancos operando.

Como funciona o Desenrola 2.0

A nova versão do programa do governo para reduzir o endividamento no país terá duração de 90 dias para famílias, estudantes e empresas. Para o produtor rural, a reabertura do prazo vai até 20/12/2026. O programa oferece descontos de até 90% nas dívidas a serem renegociadas.

Na categoria Famílias, podem aderir pessoas que ganham até 5 salários mínimos (R$ 8.105) e que tenham dívidas no cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal (CDC) contratadas até 31 de janeiro de 2026 (e que estejam atrasadas há, no mínimo, 90 dias e, no máximo, 2 anos). As famílias que aderirem ao programa terão seus CPFs bloqueados em casas de apostas por 12 meses.

Veja todos os detalhes sobre o funcionamento do programa neste link.

 

 https://istoedinheiro.com.br/desenrola-dividas-em-dia-durigan-6526

terça-feira, 5 de maio de 2026

Nubank anuncia Carl Rivera como novo diretor de produtos, vindo da Shopify

 Carl Rivera, vice-presidente de produtos do Nubank — Foto: Divulgação/Nubank

O Nubank anunciou nesta terça-feira, 5, um novo diretor de produtos (CPO, na sigla em inglês), o executivo Carl Rivera. Ele começa no cargo em 18 de maio.

Rivera passará a integrar a diretoria executiva da companhia, reportando-se a David Vélez, fundador e CEO da fintech.

 O executivo vem da Shopify, de comércio eletrônico, onde atuou por mais de sete anos em cargos de comando nas áreas de design e produto.

No início da carreira, Carl Rivera foi cofundador e foi CEO da Tictail, plataforma de comércio eletrônica adquirida pela Shopify em 2018.

MP: Fiscal da Fazenda-SP e sua mulher, CEO nos EUA, lavaram propina de R$ 900 mil da Ultrafarma

 

 Ultrafarma apresenta redesign de logotipo • Designerd

 

 

 

O rastro de propinas supostamente pagas pela Ultrafarma a auditores fiscais da Fazenda de São Paulo levou o Ministério Público paulista a apresentar um complemento à denúncia contra o fiscal aposentado Alberto Toshio Murakami e sua mulher, Erica Sakamoto Murakami, CEO de uma empresa de pedras arquitetônicas nos Estados Unidos.

Conhecido como “Americano” entre seus colegas da Receita estadual, também investigados, Alberto Murakami, foragido da Justiça desde agosto do ano passado, é suspeito de lavar com sua mulher R$ 900 mil em vantagens indevidas pagas pelo empresário Sidney de Oliveira, dono da farmacêutica, em troca de serviços tributários clandestinos para acelerar e inflar a restituição de créditos de ICMS.

 A reportagem pediu manifestação da defesa de Alberto e de Erica sobre a acusação da Promotoria. Também pediu posicionamento da varejista. O espaço está aberto.

O esquema milionário de propinas pagas pela Ultrafarma a fiscais, segundo o Ministério Público, já havia sido alvo de denúncia à Justiça em fevereiro, quando foram acusados formalmente sete investigados por corrupção ativa, incluindo Sidney Oliveira e Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o cérebro do esquema que teria rendido a ele e seus pares na trama pelo menos R$ 1 bilhão em propinas de gigantes do varejo. Preso em agosto, Artur Gomes pediu demissão do cargo de auditor fiscal.

 No celular de Artur, apreendido na Operação Ícaro, os promotores encontraram pistas da lavagem das vantagens indevidas pagas pela farmacêutica.

“O responsável pela coleta do dinheiro era, como regra, o fiscal Artur, que se incumbia de posteriormente transferir a (Alberto) Murakami sua parte da propina”, anota o aditamento da denúncia do Gedec, unidade do Ministério Público que combate delitos de ordem econômica e descobriu os caminhos da corrupção na Fazenda.

As mensagens extraídas do celular de Artur indicam que, em 3 de fevereiro de 2023, ele transferiu R$ 900 mil, a pedido do fiscal Alberto ‘Americano’, para a conta da mulher dele, Erica Murakami.

O dinheiro saiu da conta da Smart Tax, empresa de fachada registrada em nome de Kimio Mizukami da Silva, professora aposentada da rede pública, com 74 anos, mãe de Artur. Segundo dados fiscais, Kimio declarou R$ 411 mil ao Imposto de Renda em 2021. O patrimônio saltou para R$ 46 milhões em 2022 e para R$ 2 bilhões em 2024, impulsionado pelos “rendimentos” atribuídos à empresa, que concentrava o recebimento de propinas do esquema. Os investigadores estão convencidos que a idosa teria sido usada pelo próprio filho como ‘laranja’.

 Para dar aparência de legalidade à operação de R$ 900 mil, segundo o Ministério Público, dias antes da transferência foi formalizado um contrato de compra e venda de cinco imóveis pertencentes a ‘Americano’ e Erica, com valor total declarado de R$ 4,95 milhões. “Entretanto, analisando-se a documentação relativa aos imóveis constata-se que o negócio é simulado, servindo apenas para justificar a transferência dos valores de propina feita por Artur a Alberto”, afirmam os promotores.

De acordo com os investigadores, os imóveis nunca deixaram de pertencer ao casal, o que reforça a tese de que a negociação foi apenas formal, sem transferência real de patrimônio.

Anthropic lança ferramentas voltadas ao setor financeiro e acirra concorrência com a OpenAI

 

A Anthropic anunciou nesta terça-feira, 5, o lançamento de uma nova linha de ferramentas de inteligência artificial (IA) voltada a bancos, gestoras de investimentos e seguradoras, em mais um capítulo da disputa tecnológica com a OpenAI, responsável pelo ChatGPT. A Anthropic e a Fidelity National Information Services (FIS), fornecedora de software financeiro com presença ampla no sistema bancário, anunciaram na segunda-feira uma parceria para desenvolver novas ferramentas de IA para bancos.

A empresa liderada por Dario Amadei, ex-funcionário da OpenAI, afirmou que um bot de IA poderá em breve monitorar milhões de contas em busca de indícios de crimes financeiros, ampliando sua atuação junto a grandes instituições do setor.

“Estamos lançando dez templates de agentes prontos para uso voltados às tarefas mais demoradas dos serviços financeiros”, diz a empresa em comunicado. ” Isso permitirá que as empresas coloquem o Claude para executar trabalho financeiro real em dias, e não em meses”.

Os novos agentes que a Anthropic está lançando nesta terça-feira incluem um revisor de resultados corporativos, um auditor de demonstrações financeiras e um sistema de triagem de documentos ligados a processos de diligência devida do cliente.

Segundo a Bloomberg, a OpenAI está montando uma iniciativa semelhante, com um pacote próprio de ferramentas voltadas a Wall Street. Os recursos que Anthropic e OpenAI vêm oferecendo ao setor financeiro chegam em um momento em que as duas start-ups se preparam para possíveis ofertas públicas iniciais (IPOs), que podem ocorrer já a partir deste ano.

Em março, a OpenAI concluiu sua rodada mais recente de financiamento, alcançando avaliação de US$ 852 bilhões. Já a Anthropic foi avaliada pela última vez em US$ 380 bilhões, de acordo com as empresas.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Bradesco confirma participação no Desenrola 2.0 e cria programa paralelo

 

O Bradesco confirmou oficialmente nesta terça-feira, 5, sua participação na nova fase do programa de renegociação de dívidas do governo federal, o Novo Desenrola Brasil.

O banco também anunciou o lançamento de um programa paralelo com condições próprias, cujo objetivo é atender o público que fica “no vácuo” das regras federais — ou seja, clientes que possuem renda superior ao limite estabelecido pelo governo ou cujas dívidas tenham prazos de atraso diferentes dos previstos no Desenrola.

“Ao ampliar o alcance do número de clientes elegíveis para renegociar suas dívidas, buscamos oferecer mais amplitude às alternativas de apoio às pessoas que querem sanar suas contas”, afirma André Duarte, Diretor Executivo de Crédito e Recuperação do Bradesco.

Segundo o executivo, a iniciativa reforça o compromisso do banco com a saúde financeira e a sustentabilidade das finanças pessoais de seus correntistas.

Como renegociar as dívidas com o  Bradesco

A instituição informou que aguarda apenas as autorizações finais do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para dar início às operações dentro das regras da iniciativa governamental.

Para agilizar o processo, o banco já disponibilizou um formulário de pré-cadastro em seu portal oficial. Através deste canal, clientes interessados podem manifestar o desejo de renegociar suas pendências e receber orientações assim que o programa estiver totalmente operacional.

O novo Desenrola

O Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0, oferecerá linhas de crédito especial para renegociação de dívidas de famílias, estudantes, empresas e produtores rurais.

A nova versão do programa do governo para reduzir o endividamento no país terá duração de 90 dias para famílias, estudantes e empresas. Para o produtor rural, a reabertura do prazo vai até 20/12/2026.

As instituições financeiras podem optar por participar ou não do Novo Desenrola Brasil. Porém, todos os bancos e instituições de crédito autorizadas pelo Banco Central estão aptos a oferecer um novo contrato.

 

Veja os detalhes sobre o funcionamento do programa neste link.