Atuação:
Consultoria multidisciplinar, onde desenvolvemos trabalhos nas seguintes áreas: fusão e aquisição e internacionalização de empresas, tributária, linhas de crédito nacionais e internacionais, inclusive para as áreas culturais e políticas públicas.
"A
Experiência Laboral 2026 no Brasil" ouviu 2,5 mil profissionais em todo
o país. Executivos da empresas dizem que a expectativa do trabalhador
mudou e que as empresas deveriam olhar mais para esses aspectos
Trabalho presencial (Crédito: Freepik)
Matheus Almeidai
Pesquisa da WeWork divulgada
nesta quarta-feira, 6, confirma uma mudança no mercado de trabalho
brasileiro: 63% dos trabalhadores já estão atuando totalmente de forma
presencial. O percentual de pessoas que escolheriam trabalhar nesse
formato, no entanto, é menor. Do total dos entrevistados, 42% dizem que
adotariam o trabalho presencial. Os demais apontam que optariam por
modelos híbridos ou remotos. A pesquisa “A Experiência Laboral 2026 no
Brasil” ouviu 2,5 mil profissionais em todo o país.
Para
79% dos entrevistados, comparecer presencialmente ao escritório é uma
obrigação imposta. O tempo de deslocamento (65%) e o aumento dos gastos
pessoais (53%) foram os principais problemas apontados. Já as principais
queixas sobre o ambiente corporativo são as áreas barulhentas (57%) e a
falta de zonas de descanso (53%).
Profissionais querem melhor experiência no presencial
O
estudo mostra que a satisfação dos profissionais aumenta em 96% dos
casos quando há uma mudança para um escritório maior. Para 50% dos
entrevistados, espaços amplos e itens básicos como acessibilidade a café
e lanches são essenciais.
Beatriz Kawakami, executiva do WeWork Brazil, aconselha as empresas a buscarem adaptação nesta nova demanda de trabalho.
“Eu
preciso, no escritório, no presencial, oferecer algo que traga um valor
maior ou igual do que essa pessoa tem no modelo flexível ou no home
office”, diz Kawakami.
O que faz diferença
“Se
você vai ao escritório, fica sentado em um canto com o computador e
passa o dia fazendo vídeo chamadas, você pode fazer isso em casa. Então,
a experiência deste espaço para o colaborador tem que ser diferente”,
acrescenta o VP do WeWork Latam, Claudio Hidalgo.
Além
disso, quando possível, é aconselhável oferecer autonomia aos
funcionários. Para 93% dos entrevistados, o equilíbrio entre vida
profissional e pessoal é fundamental. Para 64% das pessoas, a opção de
mudar de emprego por uma melhor qualidade de vida, mesmo que o salário
fosse menor, é algo desejável.
Após a maternidade, profissionais reduzem candidaturas e desaceleram o crescimento profissional
- (Crédito: Agência Brasil)
Da IstoÉ Dinheiroi
Uma
pesquisa do Infojobs mostra que 25% das mães deixaram de se candidatar a
novas oportunidades após a maternidade. Outras 13% afirmam ter
desacelerado a carreira.
Os
números ajudam a dar nome a um fenômeno que já é conhecido na prática: o
chamado “teto materno”, onde as mulheres que são mães acabam tendo uma
trajetória ascendente muito curta dentro da empresa.
Para Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do
Infojobs, o processo começa na percepção de risco. “A mulher passa a
recalibrar suas escolhas porque entende que o mercado pode não assimilar
determinados movimentos. Isso acontece antes mesmo de qualquer resposta
formal”, explica.
A
especialista aponta que uma forma de enfrentar esse cenário é criar
políticas claras de progressão interna, programas de mentoria para mães e
processos seletivos internos com incentivo ativo à candidatura feminina
após a licença-maternidade.
“Empresas,
por sua vez, nem sempre identificam o problema. A ausência de
candidatas pode ser interpretada como falta de interesse, quando, na
verdade, reflete um ambiente pouco acolhedor”, revela. Nesse ponto,
benefícios concretos fazem diferença direta, como auxílio-creche,
subsídio para babá, horários flexíveis, retorno gradual após a licença e
apoio psicológico para mães no período de transição.
A
expectativa de que a mulher seja a principal responsável pelo cuidado
influencia nas escolhas das empresas e limita possibilidades. Por isso,
boas práticas também incluem licença parental ampliada para ambos os
responsáveis e incentivo ao compartilhamento das responsabilidades
familiares.
Para
Patrícia, teto materno se sustenta na cultura e nas percepções. E,
justamente por isso, segue sendo uma das barreiras mais difíceis de
romper. “Quando a empresa transforma apoio em estrutura e benefício
real, ela reduz esse impacto e amplia o potencial de crescimento dessas
profissionais”, conclui.
Os chamados drinks prontos para beber, os Ready to Drink,
estão mexendo com o mercado de bebidas alcoólicas no Brasil e no mundo.
De acordo com dados da Euromonitor, esse mercado cresceu 4,5% entre
2023 e 2024. Já pesquisa da Associação Brasileira da Indústria da
Cerveja (CervBrasil) aponta que o consumo de cerveja no Brasil em 2025 caiu 5%.
Os
novos hábitos de consumo estão fazendo com que marcas consolidadas no
mercado abram os olhos para esse movimento, com produtos inovadores de
olho na geração Z.
“Esse
mercado explode por combinar conveniência com experiências premium em
um pacote pronto para consumo. Fatores chave incluem o estilo de vida
urbano acelerado com as pessoas querendo bebidas prontas, sem precisar
misturar ou abrir garrafas. Há também a busca por moderação: RTDs
oferecem porções controladas, com sabores inovadores como coquetéis
prontos ou cervejas aromatizadas”, afirma a professora de pesquisa e
comportamento do consumidor da ESPM e sócia da Markka Consultoria,
Karine Karam.
Ela destaca que fados
da Nielsen apontam para um crescimento de 30 a 50% ao ano deste mercado
no Brasil, impulsionado por millennials e Gen Z, que priorizam novidades
e apelos de sustentabilidade.
É preciso ter em conta, contudo, que esse mercado ainda representa uma fração do cervejeiro.
Der acordos com dados da Diageo, os drinks prontos para tomar
representam somente 1,8% do mercado alcoólico brasileiro. Em outros
países eles já superam os 10% do consumo de álcool. Segundo a
Euromonitor, o mercado de Ready to Drink produziu 178,4 milhões de
litros no Brasil em 2024 contra 14,7 bilhões de litros de cerveja.
A categoria em dados
Segundo
dados da Euromonitor a produção de bebidas prontas para beber foi de
178,9 milhões de litros no Brasil em 2024. A expectativa é que ela
chegue a 228,6 milhões de litros em 2029
O
crescimento da categoria no Brasil entre 2019 e 2024 foi de 32,4%
contra 16,8% do mercado cervejeiro. Ou seja, praticamente o dobro
No
carnaval de 2026, a venda desse tipo de bebida em bares e festas
cresceu 94% contra 60% das cervejas, de acordo com a Zig. Os RTDs
passaram de 12% das compras feitas por homens e 20% das feitas por
mulheres para 23% das masculinas e 32% das femininas em um ano.
‘Troca de roupa’ e busca dos jovens
Marcas tradicionais apostam em nova roupagem Foto: Divulgação
Veio
de Minas Gerais, em 2015, a novidade que fez muitas companhias
tradicionais do setor perderem espaço e olharem para esse mercado. A Xeque Mate apostou em uma construção de marca forte e rapidamente se tornou a queridinha dos jovens.
Em
2025, a empresa afirma que bateu seu recorde de vendas, com cerca de 9
milhões de litros, crescimento de 26% em relação ao ano anterior. O
faturamento entre dezembro de 2024 a fevereiro de 2025 superou R$ 50
milhões.
Já que boa parte
desse crescimento vem da geração Z, pessoas nascidas à partir de 1997,
companhias tradicionais precisam correr atrás do prejuízo para não
ficarem datadas. Além dos novos produtos e sabores, as novas embalagens
são também uma preocupação.
A CRS, responsável pela marca Cereser e líder
na produção de sidras, espera que com o lançamento das long necks possa
ter um incremento no mercado de sidra, que tem uma produção anual
estimada em 18 milhões de litros da bebida, e quer aproveitar esse novo mercado para ter maior recorrência na venda, ainda concentrada nas festas de final de ano.
“Nosso
foco é destravar os outros 11 meses do ano, transformando a sidra em
uma escolha recorrente. É nessa mudança cultural que está o grande
potencial de crescimento sustentável do faturamento”, diz Bruno Cardoso
de Faria, diretor comercial da CRS Brands.
Já a Chandon,
conhecida no mercado de espumantes, também resolveu sair da zona de
conforto, apostando em uma versão pronta dos Spritz. A bebida que é uma
mistura do espumante com bitter de laranja e especiarias é a jogada da
tradicional marca para colocar seus produtos em outros momentos de
consumo, como brunchs, encontros ao ar livre, praias, piscinas, eventos
esportivos e festas sunset.
“O
spritz representa um momento, e nossa estratégia é estar presente
nesses encontros de forma consistente e relevante ao longo do verão”,
afirma Gabriela Pontes, Brand Manager da Chandon Brasil. Em seu segundo ano no mercado brasileiro, o produto representa 5% do volume total de vendas da Chandon.
A
presença forte nas redes sociais é outro termômetro desse mercado.
Recentemente o influenciador Thiago ‘Toguro’ viralizou nas redes com os
novos rótulos das bebidas da Mansão Maromba, famosas pelo meme ‘sabor energético’.
Na Ambev, que registrou queda de 4,5% nas vendas de cerveja em 2025, a Skol Beats é principal aposta no mercado RTDs. A companhia não informa, porém, números desta categoria.
Diageo repagina Smirnoff Ice
Uma das pioneiras no mercado de drinks prontos para beber, a Smirnoff Ice
chegou ao mercado nacional em 2000. Apesar de ainda ser a marca mais
forte do mercado, de acordo com pesquisa da Kantar, a Diageo recolocou o
produto no centro da estratégia de sua expansão nesse mercado.
No
período de 18 meses foram lançados três novos sabores da bebida e em
fevereiro a fábrica da companhia, na cidade de Itaitinga (CE), recebeu
uma ampliação para produzir até 8 milhões de litros de Smirnoff Ice até
2027. Nesse mercado de RTDs a companhia também trabalha com Tanqueray e
Johnnie Walker.
“A
categoria é a maior fonte de crescimento da Diageo atualmente e há um
espaço para avançar ainda mais. Isso porque, no Brasil as bebidas
prontas representam 1,8% do total de mercado de álcool, mas em outros
mercados como a América do Norte os ready to drink chegam a
10,7%. O bom momento de Smirnoff Ice foi fundamental para a operação
brasileira da Diageo crescer 6,5% no segundo semestre de 2025 e a
previsão é que Smirnoff Ice e a categoria de RTD sigam puxando o
crescimento da Diageo nos próximos anos”, afirma Guilherme Martins, VP
de Marketing e Inovação da Diageo.
Em abril a região Sul apresentou recuo de 0,4% na produção de grãos
Redação
Paraná e Rio Grande do Sul seguem entre os maiores produtores do país
A
estimativa em abril da safra nacional de cereais, leguminosas e
oleaginosas para 2026 atingiu 348,7 milhões de toneladas, com previsão
de novo recorde da série histórica para a produção da soja no ano. O
resultado é 0,7% maior que o de 2025 (346,1 milhões de toneladas). Em
relação a março do ano passado, houve aumento de 334.277 toneladas
(0,1%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola
(LSPA), divulgado hoje (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a
soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram
92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser
colhida. Em relação ao ano anterior, a soja teve um aumento de 4,8% na
estimativa da produção (174,1 milhões de toneladas), seguida pelo sorgo,
com 1,0%. As quedas foram no algodão herbáceo (em caroço) de -8,9%; no
arroz em casca com -10,6%; no milho com -2,5%; no feijão de -4,6%; e no
trigo de -6,8%.
Já na área a ser colhida, houve aumentos de 1,2%
na da soja; de 3,4% na do milho e de 8,5% no sorgo, ocorrendo declínios
de 4,3% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,4% na do arroz em
casca; e de 3,8% na do feijão. "O milho tem produção estimada em 138,2
milhões de toneladas, com queda de 2,5% em relação ao recorde do ano
passado, ainda que as condições da segunda safra sejam boas e o
resultado final dependa da colheita, podendo surpreender. Algumas
culturas apresentam recuo, como feijão (2,9 milhões de toneladas), arroz
e algodão, este último com estimativa de 9 milhões de toneladas, alta
mensal de 3,4%, mas queda de 8,9% no ano, reflexo dos preços mais baixos
e da redução de área plantada", comentou Carlos Alfredo Guedes, gerente
de Agricultura da pesquisa.
A região que liderou o volume de
produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a Centro-Oeste com
174,5 milhões de toneladas (50,0%). Em seguida, Sul, com 92,1 milhões de
toneladas (26,4%); Sudeste, com 30,6 milhões de toneladas (8,8%);
Nordeste, com 29,9 milhões de toneladas (8,6%); e Norte, com 21,5
milhões de toneladas (6,2%). A região Sul liderou a estimativa da
produção de cereais, leguminosas e oleaginosas anual, com 6,8%. Quanto à
variação mensal, apresentaram crescimentos na produção as regiões
Nordeste (2,1%) e a Sudeste (0,4%). A Centro-Oeste apresentou
estabilidade (0,0%), enquanto a Norte (-0,4%) e a Sul (-0,4%)
apresentaram declínios. O Mato Grosso segue como o maior produtor
nacional de grãos entre as unidades da federação, com 30,9%, seguido
pelo Paraná (13,5%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato
Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram
79,5% do total.
No Colégio Anchieta, a
alfabetização se sustenta na pedagogia inaciana, que convida a
contextualizar, refletir, agir e avaliar — formando sujeitos críticos,
conscientes e comprometidos com os demais
Redação
O Brasil
superou a meta de alfabetização estabelecida para 2025, com 66% das
crianças alfabetizadas ao fim do 2º ano do Ensino Fundamental, segundo o
MEC. Para cumprir essa trajetória, no entanto, os anos iniciais são
basilares para o desenvolvimento educacional. Nessa fase, os pequenos
aprendem a escrever, a ler, a pronunciar corretamente certas palavras,
como também a compreender textos. As atividades lúdicas, a integração
com os colegas e o suporte emocional dos educadores são elementos
centrais desse processo.
Outro momento
significativo de adaptação ocorre no ingresso no 1º ano do Ensino
Fundamental. Nessa etapa, as crianças passam por um período transitório
ao entrar na educação formal, o que pode gerar estranhamento. Cada aluno
tem seu próprio ritmo e a escola deve estar preparada para acolher
aqueles que precisam de um tempo maior de ajuste. O planejamento
pedagógico é flexível e prioriza a integração e a socialização,
respeitando as diferenças individuais. "Na perspectiva da Rede Jesuíta
de Educação, alfabetizar é um compromisso com a formação integral. Esse
processo se sustenta na pedagogia inaciana, que convida a
contextualizar, refletir, agir e avaliar — formando sujeitos críticos,
conscientes e comprometidos com os demais. Por isso, alfabetizar não se
restringe ao letramento. É preparar leitores capazes de discernir no
universo digital, compreender diferentes culturas, dialogar em múltiplos
idiomas e linguagens, estabelecendo vínculos e relações marcadas pela
justiça e pela solidariedade", contextualiza Tatiane Ayala Waldow,
coordenadora do Ensino Fundamental I no Colégio Anchieta.
A
adaptação ao Ensino Fundamental II é outro marco importante na vida dos
estudantes. No Colégio Anchieta, essa transição é cuidadosamente
planejada para garantir uma passagem tranquila e estimulante. A
estrutura curricular do 5º ano já prevê uma organização diferenciada,
com professores especialistas e tempos organizados em períodos,
preparando gradualmente os alunos para a nova dinâmica do ano seguinte.
No último trimestre do ano letivo, os alunos do 5º ano participam de
encontros com a equipe do 6º ano, onde têm a oportunidade de tirar
dúvidas e expressar suas expectativas. Além disso, são realizadas rodas
de conversa e visitas ao novo espaço escolar, proporcionando um primeiro
contato com a sala de aula, o mobiliário e os espaços de convivência.
Dados da plataforma Zig mostram avanço dos RTDs no primeiro trimestre, apesar de queda geral nos pedidos de bebidas
drink pronto para beber em lata (Crédito: Envato)
Matheus Almeidai
O
consumo de drinks prontos enlatados ou RTDs (ready to drink, ou pronto
para beber, em tradução livre) cresceu 34,5% no primeiro trimestre de
2026, em relação ao mesmo período de 2025. Por outro lado, o consumo de
cerveja decaiu 6,2%, no mesmo período de referência. Essa mudança no
comportamento do consumidor foi capturada pela plataforma de pagamentos Zig.
A
comparação considerou 435 estabelecimentos no estado de São Paulo,
entre bares, restaurantes e casas noturnas. Os dados apontam ainda uma
queda de 5,7% no número de pedidos de bebidas alcoólicas, maior do que a
redução de 2,7%.
Em
números absolutos, os pedidos de RTDs cresceram de 166.853 unidades
para 224.596, um crescimento de 57.743. Ao mesmo tempo, houve um recuo
de 156.004 nos pedidos de cerveja, que saíram de 2.503.101 para
2.347.097.
Diretor de Growth e Marketing da Zig, Carlos Galdino
aponta que a redução de pedidos está inserida em um contexto mais amplo.
“É difícil apontar uma causa com certeza, porém nós sabemos que o país
está batendo recordes de endividamento”, diz, acrescentando que o
mercado de entretenimento é o primeiro a sofrer com cortes de gastos
feitos pela população.
Apesar
da variação percentual negativa, a cerveja segue a bebida alcoólica
preferida em SP. Em seguida aparece o gim (330.050), a cachaça
(271.125), os RTDs (224.596) e, por fim, a vodka (210.446).
Entre
as cervejas, a Heineken segue a preferida, com 1,03 milhões de pedidos
no 1º trimestre de 2026, seguida pela Brahma (428 Mil) e a Original (391
Mil).
O
estudo não apresenta um ranking das RTDs. Alguns nomes populares no
mercado do segmento incluem as marcas Skol Beats, da Ambev; Sminorf Ice,
da Diageo; Amstel Vibes, da Heineken; e opções de negócios menores
locais como os mineiros Xeque Mate e Mascate e o carioca Mate Shine.
As mudanças no mercado para além da cerveja
Pesquisa
de 2025 do CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) indicou
que 64% dos brasileiros declararam não consumir álcool. O número
representa um crescimento em relação aos 55% registrados dois anos
antes.
“Essa
mudança não é por acaso. A galera, principalmente os mais novos da
Geração Z, está trocando a balada pesada pelo foco na saúde, no sono e
na academia”, afirma o professor professor Flávio Bizarrias, da ESPM
(Escola Superior de Propaganda e Marketing).
“No
fim das contas, a cerveja parou de ser a escolha automática em todo
churrasco e passou a dividir espaço com a água, o suco e as versões
zero.”
O professor aponta que, com os celulares
sempre a postos para agravar, as “bebedeiras” perderam espaço em novas
formas de socialização que priorizam autocontrole, além de cuidados com a
saúde e com o corpo.
A
geração Z é hoje a segunda que mais consome nos bares monitorados pelo
estudo, com 34,1% dos pedidos. Em primeiro lugar aparecem os
Millennials, com 48,2%. Geração X (15,5%) e Boomers (2,2%) completam o
quadro.
O avanço dos RTDs
Já o fortalecimento dos drinks
prontos aparece em um contexto de busca por maior praticidade e
conveniência. Além disso, seu consumo foi impulsionado pela crise do
metanol no ano passado, que levou parte do público a trocar os drinks
preparados pela casa pelas opções prontas.
“É um movimento que já
seria natural ao mercado, mas que foi muito acelerado porque RTDs era o
que dava para consumir sem receio por toda a cadeia produtiva que ele
tem”, explica Galdino.
O
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Empresa Brasileira de
Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) já aprovaram conjuntamente um
apoio de R$ 10,5 bilhões para projetos de inteligência artificial (IA)
entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2026.
Quase metade desse
volume foi aprovada pelo BNDES, cerca de R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 4,1
bilhões em crédito e R$ 947 milhões em equity.
O apoio da Finep alcançou R$ 4,25 bilhões, incluindo R$ 2,5 bilhões
em crédito, R$ 1,1 bilhão em fomento não reembolsável e R$ 636 milhões
em subvenção.
Já a Embrapii aprovou R$ 1,2 bilhão para 632
projetos na modalidade de coinvestimento não reembolsável, “utilizando a
estrutura de sua rede de instituições científicas, tecnológicas e de
inovação, com mais de 90 unidades credenciadas”, explicou o BNDES.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a inteligência
artificial é elemento estratégico no processo de neoindustrialização do
País.
“A IA é uma tecnologia transversal, capaz de revolucionar
setores como agricultura, indústria e serviços, aumentando a
produtividade e garantindo nossa soberania tecnológica, uma necessidade
econômica para tornar o país competitivo no cenário internacional”,
declarou Mercadante, em nota distribuída à imprensa.