
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à Reuters em Pequim, China, 25 de junho de 2026. REUTERS/Maxim Shemetov
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira que o maior risco para a reforma tributária, hoje em fase de implementação, é que a legislação aprovada pelo Congresso seja revisitada. Ele também alertou sobre a necessidade de conclusão, ainda este ano, da votação que cria o imposto seletivo (IS), também chamado sobre “imposto do pecado”.
O governo ainda não encaminhou ao Congresso uma proposta com a definição das alíquotas, e as eleições de outubro podem ser um obstáculo para a tramitação.
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“O maior risco é a gente querer revisitar a decisão política, que foi o mais difícil”, comentou Durigan durante evento promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico, no Rio de Janeiro.
O comentário de Durigan vem após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmar, em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no fim de junho, que pretende suspender a reforma tributária se for eleito no pleito de outubro.
Imposto seletivo depende de votação
Durigan também citou a necessidade de conclusão, ainda este ano, da votação que cria o imposto seletivo (IS), que incidirá sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio-ambiente, substituindo a partir de 2027 a taxação do imposto sobre produtos industrializados (IPI), que será zerado. Saiba mais aqui.
“O imposto seletivo trata de nova tributação que em alguma medida substitui o IPI. Precisamos encaminhar ao Congresso a tempo de valer em 1º de janeiro”, defendeu Durigan. “A partir de 2027 o IPI ‘deixa de existir’ e precisamos do imposto seletivo valendo a partir do próximo ano”, acrescentou.
Conforme o ministro, a ideia é que a carga tributária relacionada ao IPI seja em grande medida mantida no imposto seletivo para o ano de 2027. E no próximo ano as alíquotas do IS para os anos seguintes seriam discutidas.
O “imposto do pecado” prevê alíquota extra sobre os seguintes produtos:
- Bebidas açucaradas
- Bebidas alcoólicas
- Bens minerais
- Concursos de prognósticos e fantasy sport (bets)
- Embarcações e aeronaves
- Produtos fumígenos (cigarros e relacionados)
- Veículos
Durigan pontuou ainda que o governo não espera por ajustes no prazo de implementação da reforma tributária, prevista para ocorrer até 2033.
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