sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Latam Brasil registra alta de 12% no tráfego doméstico com demanda ainda aquecida

 

A Latam Brasil registrou crescimento de 12% no tráfego (RPK) doméstico em janeiro de 2026 ante igual período de 2025. O desempenho reflete a sólida demanda no País, assim como os investimentos em novas rotas e frequências realizadas ao longo do ano passado, segundo a companhia.

A oferta da operação brasileira da aérea, medida por assentos-quilômetro oferecidos (ASK), cresceu 11% no primeiro mês deste ano na comparação anual.

Já a ocupação média dos voos no País avançou 0,8 ponto porcentual, atingindo 83%.

Os números da Latam Brasil ajudaram a impulsionar em 9% o tráfego de passageiros do Grupo Latam. O grupo transportou 8,2 milhões de passageiros em janeiro, com fator de ocupação de 86,4%, alta de 1,7 ponto porcentual.

A capacidade consolidada (ASK) do grupo aumentou 11,1%, enquanto o tráfego consolidado (RPK) cresceu 13,3% na mesma base de comparação.

Na operação de carga, o grupo registrou capacidade de 746 milhões de toneladas-quilômetro disponíveis (ATK) em janeiro, avanço anual de 6,4%, transportando 83 mil toneladas no mês.

FGV: 78% estão satisfeitos ou muito satisfeitos com trabalho atual; veja números

 

Pesquisa divulgada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) aponta que 78,1% dos trabalhadores afirmam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com seu emprego atual. É a maior porcentagem desde junho de 2025, quando o dado passou a ser coletado.

Os dados integram o estudo Sondagem de Mercado de Trabalho e mostram que apenas 6,1% das pessoas estão insatisfeitas ou muito insatisfeitas. Os 15,8% restantes se declararam neutros. Veja a evolução de cada parcela desde o início do levantamento de dados:

“A evolução favorável do mercado de trabalho nos últimos anos parece refletir nos dados sobre satisfação do trabalho, que seguem avançando. A mínima da taxa de desocupação, com melhora concentrada no trabalho formal, e a evolução da renda, são fatores que tendem a influenciar a percepção dos trabalhadores sobre sua ocupação”, analisa o economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da FGV).

O pesquisador destaca que o crescimento da satisfação com o emprego deve acompanhar a desaceleração no mercado de trabalho em 2026.

Remuneração é principal queixa dos insatisfeitos

A pesquisa questionou quem relatou insatisfação sobre as causas para este sentimento. Baixa remuneração foi principal reclamação, citada por 60,5%. Em seguida, aparecem questões relacionadas à saúde mental (24,8%) e carga horária elevada (21,9%). Veja no gráfico:

Segundo Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, “a parcela que ainda se mostra insatisfeita reforça a importância da remuneração para essa percepção”.

A pesquisa aponta que para 28,2% dos respondentes a remuneração foi insuficiente para arcar com despesas
essenciais como moradia, educação, alimentação ou saúde.

Comércio tem dezembro pior que o esperado, mas fecha 2025 com alta de 1,6%

 

As vendas do comércio brasileiro caíram 0,4% em dezembro, após crescimento de 1% registrada em novembro, informou nesta sexta-feira, 13, o IBGE.

Apesar do resultado negativo no último mês do ano, o varejo fechou o ano de 2025 com alta de 1,6%, bem abaixo do avanço de 4,1% registrado em 2024. Em 2023 havia sido 1,7%, 2022 1,0% e 2021 1,4%.

O resultado veio abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 0,20% na comparação mensal e de avanço de 2,50% sobre um ano antes.

“O crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído, puxado pela farmacêutica, por móveis e eletrodomésticos e equipamentos para escritório, informática e comunicação, essa última fortemente influenciada pela forte desvalorização do dólar frente ao real, que ajudou nas vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops”, avaliou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. 

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas em dezembro caiu 1,2% frente ao mês imediatamente anterior, após alta de 0,6% em novembro. Com isso, fechou 2025 acumulando variação positiva de 0,1%.

O que explica a perda de força?

A política monetária restritiva pesou sobre a economia no ano passado, embora o mercado de trabalho forte e a renda em alta tenham ajudado o desempenho das vendas varejistas. Ainda assim, os resultados do setor foram fracos durante a maior parte de 2025, com seis quedas mensais.

Segmentos mais sensíveis ao crédito, como veículos, móveis e eletrodomésticos, sentem mais os efeitos taxa Selic elevada. No mês passado, o Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros em 15%, mas indicou o início de um ciclo de cortes em março.

Destaques do ano

Sete das onze atividades pesquisadas pelo IBGE fecharam o ano no campo positivo: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), Móveis e eletrodomésticos (4,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), Tecidos, vestuário e calçados (1,3%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e Combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Pelo lado negativo, tiveram queda em 2025: Veículos e motos, partes e peças (-2,9%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e Material de construção (-0,2%).

Perspectivas

Na véspera, o IBGE mostrou que o setor de serviços, que possui o maior peso no PIB (Produto Interno Bruto),  encerrou o ano de 2025 com avanço de 2,8%. Já a indústria, por exemplo, cresceu 0,6%. O Ministério da Fazenda projeta que o crescimento do PIB em 2025 tenha ficado em 2,3%.

Já para 2026 a perspectiva é de desaceleração ainda maior da economia.

“Mesmo com a perspectiva de cortes ao longo deste ano, os juros continuarão em patamar elevado, impactando principalmente os segmentos mais sensíveis ao crédito, como veículos, materiais de construção, móveis e eletrodomésticos. Por esse motivo, nossa projeção é de que as vendas no varejo ampliado fechem 2026 somente com uma leve alta em relação ao ano passado”, afirma Claudia Moreno, economista do C6 Bank, que projeta crescimento de 1,7% do PIB do Brasil em 2026.

Com informações da Reuters

Quaest: 2 em cada 3 dizem que não foram beneficiados pela nova isenção do IR

 

O novo teto de isenção do Imposto de Renda passou a valer em 1º de janeiro deste ano, mas 67% – ou 2 em cada 3 – dos brasileiros consultados na pesquisa feita pela Genial/Quaest afirmam que não foram beneficiados com a isenção.

Em 2026 começou a valer a nova regra da reforma do Imposto de Renda, aprovada ano passado no Congresso, que isenta o pagamento do imposto as rendas até R$ 5 mil por mês. Além disso, haverá redução progressiva da ‘mordida do Leão’ para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350. Para quem ganha acima desse valor, até o limite de R% 50 mil  mensais, nada muda.

 

A nova regra do IR incide sobre os salários de janeiro, com impacto direto no bolso a partir do pagamento de fevereiro. No entanto, a consolidação desses valores ocorrerá apenas na Declaração de Ajuste Anual em 2027 (ano-calendário 2026).

A pesquisa realizou 2.004 entrevistas com brasileiros acima de 18 anos entre os dias 5 e 9 de fevereiro. O nível de confiança é de 95%.

Em levantamento feito em outubro, 61% dos entrevistados afirmaram que seriam beneficiados pela nova regra. Procurado para comentar a pesquisa, o Ministério da Fazenda ainda não se manifestou. O espaço segue aberto e o texto será atualizado caso haja resposta.

Quando separada por recorte regional, a pesquisa mostra que no Nordeste chega a 74% o percentual de contribuintes que responderam não terem sido beneficiados. O menor índice foi registrado no Sul, com 60%.

No recorte por renda, aquele que recebem até 2 salários mínimos (R$ 3.242) foi o grupo que teve maior percentual de respostas de que não sentiram o benefício, com 74%.

A Quaest também questionou os pesquisados se houve impacto na renda com a isenção ou menor imposto deduzido do salário. Metade dos entrevistados afirmou não ter sentido diferença. Outros 32% disseram que a renda aumentou, mas não muito. E 15% afirmaram que a renda aumentou significativamente.

 

Quem tem direito à isenção de IR?

  • Passam a ficar livres da retenção na fonte todos os cidadãos com rendimentos de até R$ 5 mil, incluindo:
  • Trabalhadores com carteira assinada (CLT);
  • Servidores públicos;
  • Aposentados e pensionistas do INSS ou regimes próprios.

Tabela do IR

A tabela tradicional do IR permanece com os mesmos valores de 2025. A Receita Federal implementou redutores adicionais e novas tabelas de dedução que devem ser aplicadas simultaneamente. Na prática, essas medidas funcionam como um abatimento extra para garantir a desoneração das faixas inferiores.

Contribuintes com mais de uma fonte de renda (como dois empregos ou salário e aluguel) devem ficar atentos. Se a soma dos rendimentos ultrapassar R$ 5 mil, o imposto deverá ser complementado na declaração anual, mesmo que as fontes isoladas sejam isentas. A regra também se aplica ao 13º salário.

Para rendimentos acima de R$ 7.350 não há alteração e o cálculo segue integralmente a tabela tradicional.

Veja como ficou a tabela do IR

Tabela de isenção e redução do IR mensal

 

Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026
Para rendas acima de R$ 7.350

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Dólar mantém queda e é negociado na casa de R$ 5,16; Ibovespa tem leve correção

 

O dólar opera em queda ante o real nesta quinta-feira, 12, pressionado pela rotação global de carteiras em direção a emergentes e pela sinalização de gradualismo na Selic pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Às 11h40, o dólar à vista cedia 0,33% ante o real, aos R$ 5,1636 na venda. Na véspera, fechou aos R$ 5,1872.

Já o Ibovespa caí 0,30%, aos 189.136,12, após ter superado pela primeira vez na história na véspera a marca de 190 mil pontos. Veja cotações.

A relativa estabilidade da moeda americana no exterior, mesmo após o payroll forte reforçar a postura cautelosa do Federal Reserve, limita uma recuperação mais consistente da divisa norte-americana.

O índice DXY segue travado, intercalando viés de alta e viés de queda, enquanto investidores aguardam o CPI dos EUA amanhã e, hoje, dados de auxílio-desemprego (10h30) e moradias (12h).

Os juros futuros curtos e intermediários oscilam próximos dos ajustes anteriores em meio a quedas do dólar ante o real e dos dados de Serviços no país maior que a previsão mediana do mercado na margem. Os juros longos recuam, alinhados aos rendimentos dos Treasuries.

O volume de serviços caiu 0,4% em dezembro ante novembro, mais que a mediana de -0,1%, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve alta de 3,4%, próxima à estimativa de 3,5%. Em 2025, o setor acumulou crescimento de 2,8%, em linha com o esperado.

O Tribunal de Justiça de São Paulo prevê gastar R$ 4,8 bilhões em 2026 para penduricalhos suspensos por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. Segundo o Estadão/Broadcast, ao menos seis rubricas não têm previsão legal. O Ministério da Previdência, liderado por Wolney Queiroz, recomendou veto parcial aos aumentos salariais dos servidores do Congresso devido à inclusão inconstitucional de gratificações nas aposentadorias, competência do presidente da República.

A Petrobras pagará no dia 20 a primeira parcela da remuneração aos acionistas referente à antecipação de 2025, integralmente em juros sobre capital próprio (JCP), no valor bruto de R$ 0,48052467 por ação, corrigido pela Selic.

Líderes de toda a União Europeia estão reunidos nesta quinta-feira à medida que o bloco de 27 nações enfrenta o antagonismo do presidente dos EUA, Donald Trump, táticas econômicas agressivas da China e ameaças híbridas da Rússia, desafios que levaram a uma reconsideração da abordagem europeia em relação à diplomacia e ao comércio.

A Restaurant Brands International (RBI), dona do Burger King, lucrou US$ 113 milhões no 4º trimestre, abaixo de um ano antes. O lucro ajustado por ação (US$ 0,96) e a receita (US$ 2,47 bilhões) superaram as estimativas. A ação subia 1,2% no pré-mercado.

Confiança do empresário industrial cai em fevereiro, mostra CNI

 

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 0,3 ponto em fevereiro, passando de 48,5 pontos para 48,2 pontos, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira, 12. Com o resultado, os empresários completaram 14 meses sem confiança na economia.

Em janeiro, o Icei havia subido 0,5 ponto, aproximando-se da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança.

Os dois componentes do Icei caíram em fevereiro. O Índice de Condições Atuais caiu 0,2 ponto para 43,8 pontos. Isso significa que os empresários consideram as condições da economia brasileira e dos próprios negócios piores do que há seis meses. O recuo do índice em fevereiro ocorre, sobretudo, devido a uma avaliação mais negativa dos industriais sobre o momento que as empresas atravessam, enquanto a percepção sobre a situação da economia teve alguma melhora.

O Índice de Expectativas passou de 50,7 pontos para 50,4 pontos. Ainda assim, o indicador continua acima da linha de 50 pontos, apontando perspectivas positivas dos empresários para os próximos seis meses. O movimento em fevereiro se deve à piora das expectativas dos industriais para o futuro das empresas, já que as projeções para a economia subiram.

A CNI ressaltou que o primeiro resultado negativo do ano ocorre após o Banco Central manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15,0%.

Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, argumentou que o patamar elevado das taxas de juros afeta a atividade industrial de várias formas. “Uma delas é por meio do encarecimento do crédito, tanto para empresários quanto para os consumidores. Isso desacelera a atividade econômica. Outra é por meio da formação de expectativas. Diante de uma política monetária mais apertada, os empresários tendem a projetar o enfraquecimento da economia lá na frente, impactando a projeção de demanda deles”, disse.

Esta edição do Icei ouviu 1.103 empresas – 454 pequenas, 400 médias e 249 grandes – entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026.

Primeiro-ministro da China pede aplicação em escala e comercial da IA na economia

 

China anuncia visita do primeiro-ministro Li Qiang ao Brasil ... 

 

 

 

 

O primeiro-ministro da China, Li Qiang, defendeu nesta quarta-feira, 11, a ampliação do uso da inteligência artificial (IA) em diferentes setores da economia e pediu a aceleração da aplicação “em escala e comercializada” da tecnologia no país. Ao presidir uma sessão de estudo temático do Conselho de Estado, em Pequim, Li afirmou que é preciso “promover de maneira abrangente a inovação tecnológica, o desenvolvimento industrial e a aplicação capacitadora da IA”, com o objetivo de “cultivar e fortalecer novas forças produtivas” e impulsionar o crescimento de alta qualidade.

Segundo comunicado do governo chinês, o dirigente afirmou que o rápido avanço da IA “está, de forma silenciosa, porém profunda, transformando os modos de produção e de vida da humanidade”, demonstrando “forte capacidade tecnológica e potencial de capacitação”. Li destacou que, nos últimos anos, a China tem implementado a iniciativa “Inteligência Artificial +”, que impulsionou novos setores e modelos de negócios.

O premiê ressaltou que é necessário “promover avanços em toda a cadeia e sua implementação em todos os cenários”, a fim de liberar maior potencial de desenvolvimento. Ele também pediu que o país “impulsione a aplicação em escala e a comercialização” da tecnologia, além de expandir mais cenários de aplicação de alto valor.

Li defendeu ainda a consolidação da base tecnológica, com avanço em algoritmos, maior oferta de dados de alta qualidade e melhoria do desempenho de grandes modelos. Também cobrou a formação de um ecossistema industrial integrado e a coordenação de recursos como dados, computação, energia e redes.

Por fim, afirmou que é preciso “manter a coordenação entre desenvolvimento e segurança”, fortalecer a governança da IA e aperfeiçoar leis, regulamentos e diretrizes éticas para garantir bases sólidas à expansão da tecnologia no país.