quinta-feira, 12 de março de 2026

BB conclui primeira transação com agente de IA no País usando plataforma da Visa

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O Banco do Brasil afirma ter conduzido na quarta-feira, 11, a primeira transação no País em que um agente de inteligência artificial realizou uma compra em nome do consumidor. O procedimento foi feito por meio do Visa Intelligent Commerce, a plataforma da bandeira multinacional que viabiliza o chamado “comércio agêntico”.

O processo ocorreu em um ambiente de produção controlado, espécie de teste monitorado com aplicação real. A partir de uma autorização prévia, o cartão do portador é habilitado para o processamento da transação, o que permite que o agente de IA faça o pagamento em favor do cliente.

 Em um exemplo hipotético prático, o usuário pode pedir que a ferramenta compre passagens aéreas para determinado destino a partir de certo preço.

A rede da Visa fica responsável pela autenticação e os controles de segurança, além da tokenização – a substituição de dados sensíveis de um cartão por um código único para proteção da informações.

“A adoção do Agentic Commerce amplia a conveniência para os clientes, sem abrir mão da segurança e da confiabilidade tradicionais do BB, e aproveita a oportunidade gerada com a adoção massificada de IA pelo mundo”, afirmou o diretor de Soluções em Meios de Pagamento e Serviços do BB, Pedro Bramont.

 O Visa Intelligent Commerce entra como o viabilizador da infraestrutura tecnológica que permite transações baseadas em consentimento, iniciadas por agentes de IA em nome dos consumidores. A empresa garante seguir “rigorosos padrões de segurança e requisitos regulatórios.

“Esse movimento inaugura uma era de conveniência e eficiência sem precedentes, tornando essencial que empresas, consumidores e todos os participantes da cadeia de valor de pagamentos estejam preparados para se adaptar rapidamente a esse ‘novo mundo’, em que a inteligência artificial redefine padrões de consumo, competitividade e inovação no varejo digital”, disse o presidente da visa no Brasil, Rodrigo Cury.

O comércio agêntico é uma das grandes apostas do setor para alavancar o uso da IA no e-commerce, que completou 30 anos no Brasil. A principal rival da Visa, a Mastercard, tem concentrado o desenvolvimento da tecnologia no chamado Agent Pay e tem parceiros como Microsoft e PayPal.

 

Ministro Zanin, do STF, nega ação que cobrava instalação da CPI do Master

 

 Quem indicou Zanin ao STF? Veja trajetória do ministro até a ...

 

  

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin negou, por questões processuais, a ação que cobrava a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. A ação foi apresentada pelo deputado federal e ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

 Rollemberg acusou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão ao deixar de instalar a CPI para investigar as fraudes ocorridas na relação entre o Master e o Banco Regional de Brasília (BRB) mesmo após a coleta de 201 assinaturas mais do que o mínimo de um terço dos deputados.

 Zanin argumentou que a ação aponta “resistência pessoal” de Motta à instalação da CPI sem, contudo, apresentar provas suficientes para demonstrar a acusação. “A prova pré-constituída juntada com a inicial não comprova a afirmação de direito com o grau de certeza exigido para a via do mandado de segurança”, afirmou o ministro.

Ele ressaltou que a decisão “em hipótese alguma” afasta a prerrogativa da Câmara dos Deputados de instaurar a comissão, “desde que atendidos os requisitos necessários para essa finalidade, inclusive aqueles previstos no Regimento Interno da Câmara dos Deputados”.

 Na quarta-feira, 11, Toffoli se declarou suspeito para julgar o pedido. Ele havia sido sorteado relator do caso nesta quarta-feira. Em seguida, a ação foi redistribuída, por sorteio, a Zanin.

 Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Master após seu nome ser citado em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro negou qualquer relação com Vorcaro ou recebimento de valores, mas acabou se afastando do caso.


Inflação sobe 0,70% em fevereiro, mas fica abaixo de 4% em 12 meses pela 1ª vez desde 2024

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, ficou em 0,70% em fevereiro, ante taxa de 0,33% registrada em janeiro, informou nesta quinta-feira, 12, o IBGE.

Apesar da alta em fevereiro, o IPCA no acumulado em 12 meses desacelerou para 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. A última vez que a inflação tinha ficado abaixo de 4% no período de 1 ano foi em maio de 2024 (3,93%).


Evolução do IPCA no acumulado em 12 meses. Divulgação/IBGE (Crédito:Divulgação/IBGE)

O resultado de fevereiro, porém, veio acima do que o esperado pelo mercado. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,65% em fevereiro e de 3,77% em 12 meses.

O gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, destacou que apesar da aceleração ante janeiro o resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2020 (0,25%).

O centro da meta oficial para o IPCA é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Mensalidade escolar foi vilã do mês

Em fevereiro, a maior pressão veio do grupo Educação (5,21%), devido aos reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos. Junto com a alta no grupo Transportes (0,74% e 0,15 p.p.), os dois grupos representaram aproximadamente 66% do resultado do mês. Veja aqui o detalhamento.

Sozinho, o grupo Educação respondeu por cerca de 44% do IPCA de fevereiro. Os cursos regulares subiram 6,20%, por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores altas foi no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

No grupo Transportes, o destaque foi o aumento de 11,40% na passagem aérea. Também registraram altas o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%). Nos combustíveis, o índice ficou em -0,47%, com quedas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), e altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).

O grupo Alimentação e bebidas teve alta de 0,26%, com influência das altas do açaí (25,29%), do feijão-carioca (11,73%), do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%). No lado das quedas, os destaques foram são as frutas (-2,78%), o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%) e o café moído (-1,20%).

 A inflação de serviços acelerou com força em fevereiro e chegou a 1,51%, de 0,10% em janeiro. Em 12 meses, acumula alta de 6,01%, permanecendo como ponto de atenção do BC.

O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, teve em fevereiro queda a 61%, de 64% em janeiro.

Expectativas

A expectativa atual do mercado é de alta de 3,91% em 2026 e de 3,80% em 2027, segundo o último boletim Focus.

O Banco Central volta a se reunir na próxima semana para decidir sobre a taxa básica de juros Selic, atualmente em 15%. A autarquia indicou o início de um ciclo de cortes na reunião de março, mas o cenário ganhou um novo personagem com a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que fez o preço do petróleo disparar.

“A inflação está dentro do previsto, com ponto de atenção ao petróleo que segue tendo pressões de alta, e que pode afetar futuramente a inflação, as projeções para frente seguem de queda gradual com convergência lenta, por isso a cautela do Banco Central em baixar a Selic”, afirma Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos.

“As dúvidas sobre a evolução dos preços dos combustíveis devem levar o Copom a adotar uma postura mais cautelosa na reunião da próxima quarta, reduzindo o corte inicial da taxa básica para apenas 0,25 ponto percentual. Assim, embora o início do ciclo de queda da Taxa Selic siga esperado pelo mercado, cresce a percepção de que o Banco Central do Brasil deve optar por um ritmo mais gradual de flexibilização monetária”, avalia Pablo Spyer, economista e conselheiro da Ancord.

Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o BC pode adotar uma postura mais cautelosa na reunião deste mês diante da alta do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio, com um corte de 0,25 ponto percentual, embora veja espaço para um movimento de 0,50 ponto.

Com informações da Reuters

quarta-feira, 11 de março de 2026

Petróleo tem alta e segue rondando os US$ 90; mercados têm dia de cautela

 

Os principais índices de Wall Street abriram sem direção comum nesta quarta-feira, 11, com os investidores avaliando dados sobre a inflação nos Estados Unidos e com os investidores ainda cautelosos em relação aos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio e nos preços do petróleo.

O Dow Jones Industrial Average perdia 0,03% na abertura, para 47.690,76 pontos. O S&P 500 subia 0,13%, a 6.790,09 pontos, enquanto o Nasdaq Composite tinha alta de 0,33%, para 22.771,267 pontos.

Após tombar 11% na véspera, o petróleo era negociado em leve alta besta quarta. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI subia 2,25%, a US$ 85,33 o barril. Já o Brent para tinha alta de 2,78%, a US$ 90,24 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Os preços do petróleo subiram bem acima de US$ 100 por barril, antes de recuarem na terça-feira, depois que o presidente Donald Trump declarou que a guerra poderia terminar em breve.

No Brasil, o dólar à vista subia 0,26% às 10h09, aos R$ 5,1717 na venda.

Inflação nos EUA

Os preços ao consumidor dos Estados Unidos aceleraram em fevereiro com o aumento do custo da gasolina em antecipação à escalada da guerra no Oriente Médio e, com o conflito elevando os preços do petróleo, espera-se novo aumento da inflação em março.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,3% no mês passado, depois de ter avançado 0,2% em janeiro, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,3%.

Nos 12 meses até fevereiro, os preços ao consumidor avançaram 2,4%, repetindo a taxa de janeiro e refletindo a exclusão do cálculo as leituras elevadas do ano passado.

O Federal Reserve acompanha o índice PCE de preços para sua meta de inflação de 2%, e a expectativa é de que mantenha a taxa de juros na próxima semana.

 

 https://istoedinheiro.com.br/petroleo-patamar-de-us-90-e-mercados

GPA fecha 39 lojas em dois anos e acumula dívida bilionária; entenda a crise do gigante varejista

 

A recuperação extrajudicial anunciada pelo GPA na terça-feira, 10, busca resolver uma crise já acompanhada pelos investidores nos balanços financeiros dos últimos anos. Apenas no 4º trimestre de 2025, foram fechadas 11 lojas do grupo. Desde 2023, 39 unidades deixaram de operar, reduzindo a rede de 767 para 728 lojas. Os números referem-se à soma das quatro bandeiras do grupo: Extra, Mini Extra, Pão de Açúcar e Minuto Pão de Açúcar.

A diminuição da operação é apenas parte dos problemas acumulados pela empresa. Especialistas ouvidos pela IstoÉ Dinheiro apontam que o GPA enfrenta dificuldade para se adaptar em um cenário de grande competitividade no setor do varejo alimentar, com a ascensão dos atacarejos, como Atacadão, Assaí Atacadista e Grupo Mateus.

O cenário de grande concorrência forçou uma redução de margens de lucros. Ao mesmo tempo, a alta dos juros impulsionou o crescimento do endividamento da empresa. O passivo apresentado para a recuperação extrajudicial soma um total de R$ 4,5 bilhões em dívidas.

Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial para negociar dívidas de R$ 65 bi

 

A Raízen anunciou nesta quarta-feira, 11, que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial, buscando reestruturar dívidas de aproximadamente R$ 65,1 bilhões.

Segundo o fato relevante da companhia, seu plano conta com a adesão expressa de credores signatários titulares de mais de 47% das dívidas financeiras, percentual que demonstra “apoio relevante aos esforços para viabilizar a reestruturação das obrigações financeiras do grupo”.

A produtora de açúcar e etanol, controlada pelo grupo Cosan e Shell, disse que o plano não abrangerá dívidas e obrigações com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, “essenciais para a sua operação e continuidade de suas atividades, as quais permanecem vigentes e continuarão sendo cumpridas normalmente nos termos dos respectivos contratos”.

A Raízen afirmou ainda que terá um prazo de 90 dias, a contar do processamento da recuperação extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do plano, “assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos”.

Entenda a crise

A Shell e a Cosan, um conglomerado industrial criado por Ometto, detêm cada uma 44% da Raízen.

A Raízen registrou uma série de prejuízos e um aumento acentuado da dívida líquida nos últimos trimestres, como resultado de investimentos caros e condições climáticas adversas que afetaram negativamente as safras, levando-a a alertar, em fevereiro, sobre uma “incerteza significativa” quanto à sua capacidade de continuar operando.

A dívida líquida da Raízen disparou devido a uma combinação de investimentos pesados, clima instável e incêndios florestais, que levaram a colheitas mais fracas e volumes de moagem mais baixos.

Segundo o fato relevante, o plano de recuperação poderá envolver, além da reestruturação das dívidas:

  • venda de ativos
  • capitalização do Grupo Raízen pelos seus acionistas
  • conversão de parte dos créditos sujeitos em participação acionária na companhia
  • a substituição de parte dos créditos por novas dívidas
  • reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo grupo.
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  •  https://istoedinheiro.com.br/raizen-recuperacao-extrajudicial-dividas

terça-feira, 10 de março de 2026

Eve se une às australianas Alt Air e Skyports para criar infraestrutura para eVTOL na Austrália

 

A Eve Air Mobility, empresa da Embraer que desenvolve soluções de decolagem e pouso vertical elétrico (eVTOL), firmou um acordo com a australiana Alt Air, uma nova empresa de Mobilidade Aérea Avançada, e com a Skyports Infrastructure (Skyports) para o desenvolvimento de infraestrutura para as operações do eVTOL em Nova Gales do Sul e Queensland, Austrália.

Segundo o diretor executivo da Eve Air Mobility, Johann Bordais, a parceria vai criar um bases para um ecossistema de eVTOL de classe mundial na Austrália. “Nova Gales do Sul e Queensland representam uma oportunidade incrível para oferecer soluções de mobilidade aérea urbana sustentáveis, silenciosas e eficientes que beneficiarão moradores, empresas e visitantes internacionais, especialmente considerando a proximidade da inauguração do Aeroporto Internacional de Western Sydney e o cenário global dos Jogos de Brisbane 2032”, disse o executivo em comunicado.

De acordo com a Eve, além dessas parcerias, a Alt Air aproveitará os aeroportos existentes e outros ativos de infraestrutura aeroportuária exclusivos em Sydney, incluindo bases operacionais no Porto de Sydney e em Palm Beach. Com a Skyports, a Alt Air explorará novas localizações de vertiportos para expandir a rede de futuros serviços comerciais de eVTOL em Queensland. Este consórcio reúne os principais componentes necessários para estabelecer um ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) seguro, eficiente e sustentável.

Em conjunto, a Eve, a Alt Air e a Skyports desenvolverão um plano operacional integrado que abrange elementos críticos do mercado emergente de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) na Austrália. Isso inclui infraestrutura de vertiportos, planejamento de rotas, integração do espaço aéreo, operações em solo e experiência do cliente. Segundo a Eve, a colaboração desempenhará um papel significativo no apoio aos futuros serviços comerciais de eVTOL em ambas as regiões, incluindo um roteiro que estabeleça operações de grande visibilidade a tempo para os Jogos Olímpicos de Brisbane em 2032.

“Nosso trabalho com a Eve Air Mobility e a Skyports reforça nosso compromisso compartilhado em construir inovações significativas na aviação australiana. Juntos, estamos projetando uma rede de eVTOL que melhorará significativamente a conectividade e estabelecerá um padrão para a mobilidade aérea avançada em todo o mundo”, disse Aaron Shaw, diretor administrativo da Alt Air.

A Eve, a Alt Air e a Skyports irão avaliar rotas prioritárias que liguem os principais centros populacionais, distritos comerciais e polos turísticos em Sydney, no sudeste de Queensland e regiões adjacentes. Os primeiros conceitos incluem corredores de alta demanda, como o Aeroporto Internacional de Western Sydney até o centro de Sydney.

“Consideramos a Austrália um mercado-chave para o futuro da Mobilidade Aérea Australiana (AAM) e temos desfrutado de um forte envolvimento e entusiasmo por parte das partes interessadas em todo o país. O sudeste de Queensland é um dos mercados mais atrativos para o lançamento da AAM na Austrália, e os Jogos Olímpicos de Brisbane 2032 serão um forte catalisador para viabilizar uma rede segura, eficiente e com legado, que se estenderá muito além dos Jogos”, disse Yun-Yuan Tay, chefe da Skyports Infrastructure para a região Ásia-Pacífico.