segunda-feira, 11 de maio de 2026

China anuncia que Brasil preencheu 50% da cota anual de carne bovina

 

O Ministério do Comércio da China (MOFCOM) informou oficialmente, no domingo, 10, que as importações de carne bovina provenientes do Brasil atingiram, no sábado, 9, a marca de 50% da cota anual estabelecida para 2026. Segundo o comunicado nº 32/2026 do Departamento de Remédios Comerciais, o volume alcançado refere-se ao limite definido no anúncio ministerial de 2025.

O governo chinês alertou que, uma vez preenchida a totalidade da cota (100%), será aplicada uma sobretaxa de 55% sobre a tarifa de importação vigente, com início a partir do terceiro dia após o esgotamento do teto.

A velocidade das vendas levanta preocupações sobre o cenário “pós-cota” para a pecuária brasileira.

Caso o limite seja ultrapassado, os exportadores terão de arcar com o custo adicional de 55%, além de 12% de imposto de importação e 9% de IVA (tributo interno chinês), o que tornaria o escoamento do grande volume inviável.

O anúncio de Pequim confirma o ritmo acelerado de consumo da cota, que para este ano foi fixada em 1,106 milhão de toneladas – um volume aproximadamente 35% menor do que as 1,7 milhão de toneladas que o Brasil exportou para o mercado chinês em 2025.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, o setor já operava em “sinal de alerta”, com projeções de que o teto seria atingido ainda no primeiro semestre.

Indústria de fundos tem resgates líquidos de R$ 18,1 bilhões em abril, mostra Anbima

 

Os fundos de investimentos registraram saída líquida de R$ 18,1 bilhões em abril, ou seja, o movimento de resgates (investidores retirando dinheiro) superou o total de aportes (investidores colocando dinheiro) no quarto mês do ano. Com o resultado, o volume líquido acumulado ficou em R$ 159 bilhões, informa a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Na outra ponta, a maior entrada líquida mensal foi do FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) que registrou entrada líquida de R$ 4,5 bilhões, seguidos dos ETFs com R$ 4,0 bilhões, o que reforça o interesse do investidor por produtos passivos.

Também fecharam o mês no positivo os fundos cambiais (R$ 711,2 milhões), os FIPs (R$ 377,2 milhões), os Fiagros (R$ 210,7 milhões) e os fundos de ações, que registraram R$ 187,3 milhões de captação líquida positiva após três meses no vermelho.

“A cautela do investidor em relação ao crédito privado continuou em abril e isso pode ter se refletido nos fundos. Como a renda fixa vem de um trimestre muito forte, é natural que aconteça algum ajuste no curto prazo. Vamos monitorar para avaliar se esse foi um movimento pontual ou uma tendência” afirma Pedro Rudge, diretor da associação.

Renda fixa

A renda fixa concentra a maior parte das saídas, com captação líquida negativa de R$ 19,3 bilhões. O fundo de renda fixa do tipo ‘Duração Livre Crédito Livre’ apresentou resgate líquido de R$ 14,2 bilhões, a maior perda líquida de todos os tipos da indústria em abril, com volume captado de R$ 18,6 bilhões no ano.

Em seguida veio o tipo de fundo ‘Duração Livre Grau de Investimento’, com resgate líquido de R$ 10,2 bilhões no mês, e de R$ 7,5 bilhões no ano. O tipo de fundo ‘Duração Baixa Grau de Investimento’, o de maior patrimônio líquido da classe de fundos, também registrou resgates somados de R$ 6,3 bilhões, em abril, e de R$ 8,4 bilhões, em 2026

Multimercados

Na classe de fundos multimercados houve saída de R$ 5,4 bilhões, em abril, estabelecendo um volume acumulado no ano de R$ 4,8 bilhões. A maior saída foi do tipo Livre, que registrou volume de R$ 1,74 bilhão e perda de R$ 2,17 bilhões no mês e ano respectivamente. Já o tipo Investimentos no Exterior e o Macro apresentaram saídas de R$ 1,67 bilhão e R$ 1,21 bilhão respectivamente.

Ações

Na classe de ações, houve entrada líquida de R$ 187,3 milhões em abril, com saída de R$ 5,4 bilhões no ano. O tipo ‘Ações Livre’, apresentou captação líquida positiva de R$ 602,6 milhões com perda acumulada no ano de R$ 4,9 bilhões. O tipo ‘Ações no Exterior’, o mais representativo, registrou resgates de R$ 74,7 milhões no mês, e entrada líquida de R$ 8,1 bilhões no ano.

Estruturados

Entre os fundos estruturados, os FIDCs registraram captação positiva de R$ 4,5 bilhões enquanto os FIPs registraram entrada líquida de R$ R$ 377,2 milhões. No ano, os FIDCs acumulam ganho de R$ 12,1 bilhões enquanto os FIPs registram um volume acumulado de R$ 18,7 bilhões no ano.

Rentabilidade

Em relação às rentabilidades em abril, na classe Renda Fixa, o tipo Duração Baixa Grau de Investimento registrou retorno de 1,07%, acumulando variação de 4,47% no ano. O tipo Duração Livre Crédito Livre cresceu 0,48% e registra rentabilidade acumulada de 3,38%. Entre os multimercados, o tipo Livre avançou 1,28% no mês e acumula 3,54% no ano, enquanto o tipo Investimentos no Exterior registrou ganho de 0,85% e ganho acumulado de 1,87%, no mês e no ano respectivamente. Na classe de ações o tipo livre avançou 1,01% em abril e acumula 7,43% no ano, enquanto o tipo ações no exterior registrou variação de 3,37% no mês e ganho de 4,91% no ano.

No caso de ações, fundos do tipo investimento no exterior (que possuem mais de 40% de sua carteira alocada em ativos no exterior) apresentaram rentabilidade positiva de 3,37% no mês; enquanto os fundos multimercados com investimento no exterior tiveram ganhos de 0,85%. Já na renda fixa, o tipo duração baixa grau de investimento, que investe no mínimo 80% da carteira em títulos públicos de curto prazo, rendeu 1,07% no mês.

Entenda o que é FDIC e ETF

O fundo do tipo FIDC é um investimento que compra recebíveis de empresas (cheques, duplicatas, faturas de cartão) com deságio, funcionando como antecipação de fluxo de caixa. É uma forma de renda fixa estruturada, regulada pela CVM, que capta recursos de investidores para financiar o capital de giro corporativo. Já o ETF são fundos de investimentos que replicam indicadores.

Mercado eleva estimativa de inflação para 2026 pela 9ª semana seguida, mostra Focus

 

Os analistas do mercado financeiro aumentaram a projeção para a taxa básica de juros Selic em 2027 e elevaram pela nona semana consecutiva suas previsões para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, mostra boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, 11.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostra que a expectativa para a inflação em 2026 passou para 4,91%, contra 4,89% na semana anterior. Há cinco semanas, a previsão era de 4,36%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para 2027, foi mantida a expectativa de IPCA em 4%.

Selic

Segundo o Focus, o cenário para a Selic ao final de 2026 segue em 13%, mas subiu a 11,25% para 2027, depois de duas semanas seguidas em 11%.

Os economistas seguem vendo novo corte de 0,25 ponto percentual na reunião de junho do Banco Central, que reduziu a taxa de juros a 14,50% no final de abril, pregando cautela.

PIB e dólar

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano seguiu em 1,85%, e foi elevada em 0,01 ponto percentual para o próximo, a 1,76%.

Para a cotação do dólar, a expectativa do Focus para o câmbio caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20 ao fim de 2026, e foi mantida em R$ 5,30 para o fim de 2027.

Com informações da Reuters

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Lagarde reitera compromisso com inflação a 2% e boa posição para navegar em ambiente incerto

 Christine Lagarde – Wikipédia, a enciclopédia livre

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, reiterou que o BC da zona do euro é dependente de dados e informações que, atualmente, ajudarão a instituição a avaliar como a guerra no Oriente Médio poderá afetar as perspectivas de inflação e os riscos associados. Segundo ela, o BCE está acompanhando de perto a situação e está empenhado em definir a política monetária para garantir que a inflação se estabilize na sua meta de 2% a médio prazo.

 “Graças à abordagem de reunião a reunião, sem um compromisso prévio com qualquer determinada trajetória das taxas de juro, estamos bem posicionado para reagir rapidamente, sempre que necessário”, defendeu, em carta para parlamentares europeus, publicada nesta sexta-feira.

 A presidente do BCE ressaltou, por outro lado, que o BCE está em uma posição mais favorável do que estava antes da invasão russa da Ucrânia. “A inflação tem estado em torno da meta de 2% durante cerca de um ano, as expectativas de inflação a longo prazo estão bem ancoradas e a postura da política monetária é amplamente neutra”, escreveu.

 Para ela, os riscos relacionados à energia expõem a necessidade de reduzir a dependência europeia em relação aos combustíveis fósseis e aumentar a produção local de energia limpa, o que fortalecerá a estabilidade macroeconômica, diminuirá os custos de longo prazo, apoiará o crescimento econômico e aumentará a autonomia estratégica da Europa.


Produção de veículos sobe 2,4% em abril ante abril de 2025, diz Anfavea

 

 

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A produção de veículos no País teve alta de 2,4% no mês passado, frente a abril de 2025, somando 238,5 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Na comparação com março, houve queda de 9,5% na produção das montadoras, conforme balanço divulgado nesta sexta-feira, 8, pela Anfavea, entidade que representa o setor.

No acumulado de janeiro a abril, a produção de veículos atingiu 872,6 mil unidades, um crescimento de 4,9% frente ao número registrado nos quatro primeiros meses do ano passado.

Segundo a Anfavea, a produção do mês passado foi prejudicada pela queda das exportações. Além disso, ressalta a entidade, as importações seguem em alta, apesar da produção de novas marcas no País.

“Esperava-se uma substituição da importação pela produção local à medida em que novos fabricantes começassem a atuar em território nacional, mas por enquanto isso ainda não ocorreu”, comentou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Vendas

As vendas somaram 248,3 mil veículos em abril, o melhor desempenho para o mês em 12 anos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi expressiva: 19%.

Já na margem – ou seja, na comparação de abril com março -, houve queda de 7,8% nas vendas de veículos. Neste caso, a variação negativa é explicada pelos dois dias úteis a menos do mês passado.

Nos quatro primeiros meses do ano, foram vendidos 873,5 mil veículos, 14,9% acima do volume de um ano antes.

Exportações

As exportações, de 43,2 mil veículos em abril, caíram 11,7% ante o mesmo mês de 2025. Na comparação com março, os embarques subiram 8,2%.

Com o resultado, as exportações desde o início do ano somaram 142,4 mil veículos, uma queda de 16,9% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025.

BB renegocia mais de R$ 430 milhões nos 2 primeiros dias de operação do novo Desenrola

 

Do total, R$ 202,8 milhões foram destinados à repactuação de dívidas em 1.611 operações contratadas para 1,6 mil empresas, no âmbito do Desenrola Empresas, que utiliza as linhas Pronampe e Procred, de acordo com nota do BB.

 O banco também conduziu 12.614 renegociações com clientes pessoa física (PF) que atendem às condições do programa, ou seja, têm renda de até cinco salários mínimos e dívida de até R$ 15 mil, com atraso entre 90 dias e dois anos. Neste caso, foram R$ 10,4 milhões renegociados.

O BB realizou ainda 22.258 operações renegociadas, a um total de R$ 219,6 milhões para pessoas que não se enquadram nos critérios da iniciativa do governo. O processo tem sido feito pelos canais oficiais do banco, com descontos que podem chegar a 90%.

 

Renda média no Brasil bate recorde histórico e chega a R$ 3.367 em 2025, mostra IBGE

 

A renda média mensal do brasileiro, considerando todas as fontes de renda, alcançou R$ 3.367, em 2025, alta de 5,4% em relação a  2024, informou nesta sexta-feira, 8, o IBGE. Veja aqui a pesquisa na íntegra.

Do total de 212,7 milhões de pessoas residentes no Brasil, em 2025, 67,2% possuíam algum tipo de rendimento, o maior nível da série histórica da pesquisa e equivalente a 143,0 milhões de pessoas. Em 2024, eram 140,4 milhões, o equivalente a 66,3% do total da população.

O somatório de todos os rendimentos de trabalhos no país gerou uma massa de R$ 361,7 bilhões, em 2025, o maior valor da série, com crescimento real de 7,5%, frente a 2024, e de 23,5%, em relação a 2019.

Com o resultado do ano passado, somam-se quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6,0%, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de todas as fontes 2025.

Tipos de rendimento

Em 2025, a parcela de pessoas que tinham rendimento proveniente de trabalho, considerando todos os trabalhos, correspondia a 47,8% da população residente, o que equivale a 101,6 milhões de pessoas. Em 2024, o percentual era de 47,1%, o equivalente a 99,9 milhões.

Outro dado que mostrou expansão foi o percentual de pessoas que recebem rendimentos de outras fontes que não a de trabalho. Em 2025, esse grupo representava 27,1% da população. Em 2024, eram 26,5%. Desse grupo, a categoria aposentadoria e pensão manteve a maior estimativa: 13,8% da população residente recebia esse rendimento, em 2025, o que correspondia a 29,3 milhões de pessoas. Na sequência está o grupo que recebe rendimentos de programa sociais do governo, o que equivale a 9,1% da população, representando 19,4 milhões de pessoas, em 2025. Com percentuais bem menores, situavam-se as categorias pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (2,3%), aluguel e arrendamento (1,9%) e outros rendimentos6 (1,9%).

Valor das aposentadorias e pensões

Dentre todas as categorias que compõem o rendimento proveniente de outras fontes, o item aposentadoria e pensão apresentou o maior valor médio, em 2025, (R$ 2.697), permanecendo próximo dos valores registrados em 2024 (R$ 2.641) e 2019 (R$ 2.729).

Em todas as grandes regiões, aposentadoria e pensão representava a categoria de maior valor médio entre os rendimentos de outras fontes, variando de R$ 2.261, na região Nordeste, a R$ 3.499, na região Centro-Oeste. Entre 2024 e 2025, as regiões Centro-Oeste (6,7%) e Nordeste (5,6%) registraram as maiores elevações de seu valor médio.

Programas sociais do governo

A proporção de domicílios com algum beneficiário de programa social do governo, incluindo o Programa Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada, da Lei Orgânica da Assistência Social – BPC-LOAS, além de outros programas sociais dos governos federal, estadual ou municipal, alcançou 22,7%, em 2025, o que representa 18 milhões de domicílios beneficiados. Em 2024, eram 18,2 milhões de domicílios, o equivalente a 23,6% de domicílios abrangidos por algum programa social. Já em relação a 2019, eram 12,5 milhões, o equivalente a 17,9% dos domicílios.

Em 2024, o percentual de domicílios que recebiam rendimento do Bolsa Família foi estimado em 18,6%, próximo do valor observado no ano anterior, ao passo que aqueles que recebiam rendimentos de outros programas sociais aumentou para 2,1%. Em 2025, observa-se um recuo do percentual de domicílio beneficiários do Bolsa Família para 17,2%, enquanto aqueles que recebiam benefícios da categoria de outros programas sociais teve pequena variação positiva, alcançando 2,4%. Em relação ao BPC-LOAS, observa-se que, entre 2024 e 2025, o percentual de domicílios em que algum morador recebia esse tipo de rendimento variou de 5,0% para 5,3%, sendo este o maior percentual da série histórica. Em 2019, eram 3,6% de domicílios com beneficiário do programa, ao passo que em 2012, 2,5%.

Rendimento de programas sociais

Em 2025, o valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo, incluindo programas das esferas federal, estadual e municipal, era de R$ 870, similar ao valor observado em 2024 (R$ 875). Em relação a 2019, quando o valor era de R$ 508, o valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo cresceu 71,3% no país, com destaque para as regiões Nordeste (80,1%) e Norte (70,5%), que registraram um crescimento bastante expressivo nesse período.

Bolsa Família

O rendimento domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família, em 2025, foi de R$ 774, o que corresponde a menos de 30% do rendimento médio daqueles que não recebiam tal benefício.

 

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